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Opção de tratamento:

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Mylotarg

Factos Rápidos: Mylotarg (Gemtuzumab Ozogamicina)

Propriedade Descrição
Substância ativa Gemtuzumab ozogamicina
Forma farmacêutica Pó liofilizado para concentrado para solução para perfusão
Classe farmacológica Conjugado Anticorpo-Fármaco (ADC); Agente Antineoplásico
Alvo Antigénio CD33
Origem Medicamento biológico (anticorpo humanizado recombinante)
Estatuto Medicamento sujeito a receita médica

Mylotarg: Um Conjugado Anticorpo-Fármaco (ADC) Especializado

O Mylotarg é um medicamento sujeito a receita médica e um agente antineoplásico altamente especializado, definido pela sua substância ativa única, a Gemtuzumab ozogamicina. Este medicamento é classificado como um conjugado anticorpo-fármaco (ADC) direcionado ao CD33, o que o estabelece como uma terapia dirigida. Esta estrutura de ADC representa uma abordagem arquitetónica única na oncologia, ligando a precisão de um anticorpo a uma carga citotóxica potente.

Este design difere significativamente tanto da quimioterapia tradicional não seletiva como dos anticorpos monoclonais simples. Esta abordagem direcionada visa melhorar a especificidade terapêutica, permitindo que o medicamento concentre o seu efeito destrutivo no local das células-alvo, limitando simultaneamente a exposição sistémica de tecidos saudáveis e não afetados.


Compreender a Estrutura Biológica da Gemtuzumab Ozogamicina

A entidade ativa, Gemtuzumab ozogamicina, é uma molécula biológica complexa criada através de tecnologia de ADN recombinante. Estruturalmente, é composta pelo anticorpo monoclonal humanizado, Gemtuzumab, que se encontra ligado quimicamente ao derivado citotóxico altamente potente ozogamicina (um derivado do antibiótico antitumoral Caliqueamicina). Esta estrutura composta permite que o fármaco funcione como um sistema de entrega seletiva dentro do organismo.

O Mylotarg é fornecido como um pó estéril, branco e liofilizado para concentrado para solução para perfusão. O produto requer uma reconstituição cuidadosa e posterior diluição em ambiente clínico antes da sua administração. Em conformidade com a sua utilização pretendida para intervenção sistémica, a única via de administração estabelecida para este medicamento é através de perfusão intravenosa (IV) controlada.


Objetivo Geral da Terapia Direcionada ao CD33

O objetivo geral do Mylotarg é alcançado através do seu princípio de Entrega Direcionada contra o antigénio CD33. A componente do anticorpo foi concebida para detetar e ligar-se especificamente ao antigénio CD33, um marcador proteico encontrado predominantemente na superfície das células sanguíneas anormais visadas. Uma vez estabelecida a ligação, a molécula do fármaco é internalizada pela célula.

Este mecanismo permite que o fármaco atinja as células que expressam o marcador CD33, levando à destruição da população celular anormal. Uma vez dentro da célula-alvo, o agente citotóxico é libertado, causando danos no ADN da célula e iniciando a indução da morte celular. Esta ação seletiva permite que o medicamento foque a sua energia na população celular específica que expressa o marcador CD33.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Mylotarg?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança oficialmente documentado do Mylotarg (gemtuzumab ozogamicina) caracteriza-se por reações adversas classificadas por frequência e por sistema fisiológico, com base em normas regulamentares governamentais. O medicamento está associado a riscos que variam desde efeitos esperados muito comuns até eventos graves com potencial risco de vida.


Frequência das Reações Adversas e Sistemas Afetados

As reações adversas mais frequentes são classificadas como Muito Comuns (≥ 10%) nos documentos regulamentares, incluindo infeção, hemorragia, febre (pirexia), náuseas, vómitos e reduções graves nas contagens de células sanguíneas, tais como trombocitopenia e neutropenia. Os efeitos adversos estão mapeados em sistemas que incluem Doenças do sangue e do sistema linfático, Doenças gastrointestinais, Doenças hepatobiliares e Infeções e infestações.

Reações Adversas Graves

O rótulo regulamentar destaca várias reações adversas graves. Estas incluem a Doença Veno-Oclusiva (DVO) grave ou fatal, também conhecida como Síndrome de Obstrução Sinusoidal (SOS), que afeta o fígado. O perfil documenta também o potencial para hemorragia grave ou fatal, infeções graves e Reações Relacionadas com a Perfusão graves, que podem envolver eventos pulmonares graves.


Considerações de Segurança e Restrições

Existem notas de segurança específicas para determinados contextos de doentes. Observa-se que os doentes que receberam um Transplante de Células Estaminais Hematopoiéticas (TCEH), antes ou após o tratamento com Mylotarg, apresentam um risco acrescido de DVO/SOS. O risco de DVO/SOS também aumenta em doentes com compromisso hepático moderado ou grave. A hipersensibilidade à substância ativa ou aos excipientes é uma contraindicação regulamentar. O medicamento também apresenta restrições durante a gravidez, a menos que o benefício seja considerado superior aos riscos.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A documentação oficial relativa ao Mylotarg (gentuzumab ozogamicina) aborda os resultados e a gestão da exposição excessiva ao fármaco. Foi reportado que a sobredosagem prolongada está associada a efeitos neurológicos graves específicos. As manifestações documentadas incluem sinais como sintomas cerebelares, diplopia (visão dupla), nistagmo lateral, lentificação psicomotora, movimentos anormais das mãos e hipotonia axial.

Devido à natureza da substância ativa, espera-se que a sobre-exposição também aumente o risco de toxicidades graves e potencialmente fatais, incluindo mielossupressão prolongada e doença veno-oclusiva (DVO) do fígado. É de notar que estes distúrbios neurológicos graves foram comunicados especificamente na população pediátrica que recebeu doses superiores ao nível máximo recomendado.

Não existe um antídoto específico conhecido para a sobredosagem com Mylotarg. Consequentemente, a gestão consiste inteiramente em tratamento sintomático e cuidados de suporte gerais. Em casos de suspeita de sobredosagem, deve ser procurada assistência médica imediata. Os cuidados devem ser prestados em instalações equipadas com meios de reanimação completos e imediatamente disponíveis, sob a supervisão de médicos experientes no tratamento da leucemia aguda, garantindo uma monitorização clínica contínua.

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Usos terapêuticos de Mylotarg

O que o Mylotarg trata: Principais utilizações e benefícios

O Mylotarg constitui uma opção terapêutica aplicável em patologias que apresentam episódios agudos, especificamente na Leucemia Mieloide Aguda (LMA) CD33-positiva. Este medicamento pode integrar a gestão sintomática associada a esta doença oncológica.

O foco terapêutico primordial reside na gestão de condições que envolvem desconforto sistémico ou localizado. O Mylotarg é aplicável em contextos clínicos que envolvam padrões de sintomas agudos ou disruptivos, sendo relevante tanto para doentes com um diagnóstico recente como para aqueles que enfrentam uma recaída ou uma doença refratária. Esta abordagem apoia o doente na gestão de grupos de sintomas que podem tornar-se intensos ou perturbadores, tais como sintomas relacionados com o desconforto físico e sintomas que interferem com o funcionamento diário. Este benefício terapêutico de suporte contribui para atenuar a carga global de sintomas e auxilia na manutenção de uma sensação de estabilidade quando os sintomas se tornam mais percetíveis.

O tratamento é pertinente quando a gestão de suporte dos sintomas é adequada, auxiliando na manutenção da estabilidade funcional dos doentes elegíveis. Pode fazer parte da gestão sintomática em períodos nos quais os sintomas possam intensificar-se temporariamente.


Facto Rápido: Alívio do Desconforto Sistémico

Foco Terapêutico Categoria de Sintomas Benefício para o Doente
Gestão da LMA Sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico Contribui para a redução da carga global de sintomas
Doença Recorrente/Resistente Sintomas que geram um esforço fisiológico notório Apoia o doente durante episódios difíceis, aliviando o mal-estar
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Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Mylotarg?

A elegibilidade para a utilização de Mylotarg (gentuzumab ozogamicina) é estritamente definida com base na idade, no estado da doença e em contraindicações específicas. Apenas os doentes com Leucemia Mieloide Aguda (LMA) com positividade para CD33 são elegíveis.

Estado de Elegibilidade e Exclusão

Estado População Aplicável Descrição da Restrição
Contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida ao fármaco ou aos seus componentes. Exclusão absoluta com base nos documentos regulamentares.
Não Recomendado Mulheres grávidas ou a amamentar. O fármaco pode causar danos para o embrião ou feto; a lactação não é aconselhada.
Restrito Doentes com insuficiência hepática grave ou insuficiência renal grave. A utilização não está estabelecida ou não foi estudada nestas populações.

Elegibilidade Relacionada com a Idade

A elegibilidade é definida pela idade mínima e pela fase da doença:

  • Os adultos são geralmente elegíveis para LMA CD33-positiva recém-diagnosticada ou recidivante/refratária.
  • Os doentes pediátricos estão aprovados para LMA recém-diagnosticada a partir de 1 mês de idade ou mais, mas para a doença recidivante ou refratária, a idade mínima é de 2 anos ou mais. Em certas regiões, a terapêutica de combinação é frequentemente indicada para doentes com 15 ou mais anos.

Os recém-nascidos com menos de 1 mês de idade são geralmente categorizados como uma população na qual a segurança e a eficácia não estão estabelecidas.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulamentar oficial do Mylotarg (gemtuzumab ozogamicina) define-se primordialmente pelo seu baixo potencial de interação farmacocinética e por restrições específicas de natureza farmacodinâmica e de administração.


Estatuto Farmacocinético e de Transportadores

A depuração do metabolito ativo é largamente independente das principais enzimas CYP e UGT. Consequentemente, a administração concomitante com inibidores ou indutores destas enzimas é oficialmente descrita como improvável de alterar significativamente a exposição ao fármaco. Do mesmo modo, o medicamento apresenta um baixo potencial de inibição dos principais transportadores de fármacos, incluindo a glicoproteína-P e a BCRP.


Restrições Farmacodinâmicas e de Procedimento

Os avisos sobre interações centram-se em efeitos aditivos. Quando administrado conjuntamente com medicamentos conhecidos por prolongar o intervalo QT, existe um risco acrescido de complicações cardíacas. A combinação com outros agentes mielossupressores, tais como determinadas terapias oncológicas, pode levar a um aumento dos efeitos mielossupressores através de sinergia farmacodinâmica. Existe também uma potencial interação com a utilização de vacinas vivas.

Uma restrição de procedimento obrigatória determina que a solução de Mylotarg não deve ser misturada nem administrada como uma perfusão em conjunto com outros medicamentos.


Considerações para Populações Específicas

As informações oficiais indicam que os doentes com compromisso hepático moderado ou grave e aqueles que receberam um Transplante de Células Estaminais Hematopoiéticas (TCEH) são identificados como estando num risco acrescido de desenvolver Doença Veno-Oclusiva/Síndrome de Obstrução Sinusoidal (DVO/SOS).

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Mecanismo de ação

Como o Mylotarg atua

O Mylotarg (gemtuzumab ozogamicina) é um Conjugado Anticorpo-Fármaco (ADC) que interage com as células-alvo através de um mecanismo biológico preciso de destruição seletiva, composto por várias etapas.

Entrega Direcionada através do Antigénio CD33

O mecanismo é iniciado pelo anticorpo Gemtuzumab, que se liga especificamente ao antigénio CD33, um marcador proteico na superfície das células anormais. Esta ligação molecular específica desencadeia a endocitose mediada por recetores — o processo pelo qual toda a molécula do fármaco é internalizada. Esta etapa facilita a entrega intracelular e a concentração da carga citotóxica dentro da população de células-alvo.

Ativação Intracelular e Morte Celular Programada

Uma vez dentro dos compartimentos ácidos da célula, a ligação química que mantém o fármaco unido é clivada, libertando o componente ativo derivado da caliqueamicina. Esta molécula desloca-se para o núcleo e causa quebras catastróficas nas cadeias de ADN. Os danos irreparáveis resultantes no ADN iniciam a ativação da via de apoptose intrínseca, que é o processo fisiológico de morte celular programada. Esta destruição e eliminação sistemática das células que expressam o CD33 constitui a consequência mecânica da ativação desta via.

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Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Mylotarg: Orientações Oficiais de Administração

O Mylotarg (gemtuzumab ozogamicina) destina-se exclusivamente a perfusão intravenosa (IV) e deve ser administrado num ambiente clínico equipado para monitorização rigorosa e reanimação. Não deve ser administrado como uma injeção rápida ou bolus, mas sim através de uma perfusão durante um período de 2 horas.

Regimes Posológicos Padrão

A dosagem oficial baseia-se na área de superfície corporal do doente (mg/m²) e varia consoante o regime:

  • Terapia Combinada (Adultos): Para a Indução, a dose é de 3 mg/m² (até um frasco de 4,5 mg) nos Dias 1, 4 e 7. Seguem-se os ciclos de Consolidação com 3 mg/m² no Dia 1.
  • Monoterapia (Adultos): A Indução envolve 6 mg/m² no Dia 1 e 3 mg/m² no Dia 8. Os ciclos de continuação são de 2 mg/m² no Dia 1 a cada 4 semanas, até um máximo de 8 ciclos.
  • LMA Recidivante ou Refratária: O regime de ciclo único é de 3 mg/m² (até um frasco de 4,5 mg) nos Dias 1, 4 e 7.

Preparação e Instruções de Procedimento

A administração envolve passos específicos para a preparação do medicamento. O pó liofilizado deve ser reconstituído e, posteriormente, diluído com uma solução injetável de cloreto de sódio a 0,9% até atingir uma concentração final específica. Durante a preparação, o frasco deve ser rodado suavemente e não deve ser agitado. A solução resultante deve ser protegida da luz e administrada utilizando um filtro em linha de 0,2 micra.

Os doentes recebem rotineiramente pré-medicação, incluindo um corticosteroide, um anti-histamínico e acetaminofeno, aproximadamente uma hora antes de cada perfusão de Mylotarg. Se uma dose programada sofrer um atraso superior a dois dias entre perfusões sequenciais, essa dose deve ser omitida. Normalmente, não são necessários ajustes na dose para doentes com compromisso renal ligeiro a moderado ou compromisso hepático ligeiro.

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Evidência clínica recente

Evidência da Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Mylotarg

As informações seguintes resumem a investigação científica realizada sobre o Mylotarg (gentuzumab ozogamicina), baseando-se exclusivamente em dados reportados em ensaios clínicos e revisões regulamentares. Esta visão geral foca-se no panorama da evidência, nos grupos de doentes estudados e nas áreas onde o grau de certeza permanece baixo.


Evidência para Uso em LMA Recém-Diagnosticada (em Combinação com Quimioterapia)

O corpo principal de evidência relativo ao Mylotarg provém de Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA). Nestes estudos, os investigadores compararam doentes que receberam o fármaco combinado com quimioterapia padrão face a doentes que receberam apenas quimioterapia. Os ensaios examinaram prioritariamente resultados a longo prazo, tais como a Sobrevivência Livre de Eventos (SLE) e a Sobrevivência Global (SG). A SLE, por exemplo, é uma medição do tempo até à ocorrência de um evento como recaída, morte ou falha do tratamento.

Os resultados destes estudos fundamentais foram revistos em meta-análises abrangentes para melhor compreender os desfechos observados. Estes relatórios descrevem os padrões observados nestes resultados combinados, demonstrando como as medições de sobrevivência foram registadas nas populações observadas durante o período do estudo.

A investigação também explorou se estas medições se aplicavam de igual forma a todos os doentes. Especificamente, as conclusões relacionadas com doentes com risco citogenético adverso (alto risco) foram frequentemente menos claras ou certas do que as conclusões noutros grupos estudados.


Evidência para Uso em LMA Recidivante ou Refratária (Monoterapia)

Para doentes cuja LMA CD33-positiva regressou (recidivante) ou não respondeu ao tratamento inicial (refratária), o Mylotarg foi avaliado em estudos como terapêutica em monoterapia. Esta investigação baseou-se largamente em Estudos de Fase 2 de Braço Único; estes estudos incluíram doentes que receberam o fármaco, mas não os compararam com um grupo de controlo.

O foco principal destes ensaios foi examinar a taxa de Remissão Completa (RC) atingida pelos doentes. A evidência existente para este cenário específico parece ser limitada, uma vez que a maioria dos dados fundamentais provém de estudos de braço único. Isto significa que existe informação limitada sobre resultados a longo prazo que sejam comparados diretamente com agentes ativos atualmente utilizados, o que contribui para a incerteza no contexto da investigação.


Evidência em Doentes Idosos sem Indicação para Quimioterapia Intensiva

O fármaco foi avaliado em estudos focados em adultos mais velhos (geralmente com 60 anos ou mais) que foram considerados não aptos para quimioterapia intensiva. Estes doentes foram o foco de ensaios onde o fármaco, utilizado isoladamente, foi comparado com os Melhores Cuidados de Suporte (MCS). Nestes ensaios aleatorizados, os investigadores examinaram prioritariamente a Sobrevivência Global (SG). Os tempos médios de sobrevivência reportados neste grupo específico de doentes foram registados nos estudos como sendo de curta duração. Uma limitação fundamental da investigação é o facto de estes estudos terem utilizado os Melhores Cuidados de Suporte como grupo de controlo, o que significa que falta evidência comparativa face aos agentes ativos mais atuais.


Áreas de Incerteza e Lacunas na Investigação

Este resumo da evidência destaca diversas áreas onde a investigação prossegue ou onde o grau de certeza permanece baixo:

Os resultados nos subgrupos são incertos: os resultados reportados nos vários ensaios não foram uniformemente consistentes em todos os subgrupos de doentes, particularmente naqueles com risco citogenético adverso.

Falta de evidência comparativa: para certas utilizações, os ensaios clínicos compararam o fármaco com os Melhores Cuidados de Suporte ou regimes de quimioterapia mais antigos, o que significa que falta evidência comparativa face a determinados tratamentos ativos.

Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas: a investigação descreve alterações a curto prazo, mas não determina se um indivíduo fora dos parâmetros do estudo responderá de forma semelhante; os resultados descrevem padrões de grupo e não desfechos individuais.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Mylotarg (FAQ)

Q: Qual é o efeito secundário grave mais comum associado ao Mylotarg?

Os documentos regulamentares oficiais destacam vários riscos graves, incluindo a doença veno-oclusiva (DVO), que afeta o fígado e pode ser grave ou fatal, e hemorragias graves ou fatais. Adicionalmente, eventos graves como a neutropenia febril e infeções são também reportados nos dados clínicos como reações adversas comuns e graves.

Q: A queda de cabelo é um efeito secundário comum ou esperado no tratamento com Mylotarg?

Os documentos regulamentares oficiais indicam que a queda de cabelo (alopécia) não consta na lista das reações adversas mais frequentes (≥10%) ou comuns comunicadas nos dados dos ensaios clínicos do Mylotarg.

Q: O que é uma reação relacionada com a perfusão (IRR) associada ao Mylotarg?

As reações relacionadas com a perfusão (IRR) são um efeito secundário grave potencial que pode ocorrer durante a perfusão de Mylotarg ou nas 24 horas seguintes. A informação oficial do produto descreve como sintomas possíveis a febre, arrepios, tensão arterial baixa, batimentos cardíacos acelerados e dificuldade respiratória.

Q: É normal sentir um cansaço extremo após receber uma dose de Mylotarg?

Os dados oficiais dos ensaios clínicos indicam que o cansaço (fadiga) está listado entre as reações adversas comunicadas com frequência para o Mylotarg. Esta informação descreve os padrões comuns observados nas populações estudadas.

Q: Porque é que o Mylotarg foi retirado temporariamente do mercado e posteriormente reintroduzido?

O registo oficial mostra que o Mylotarg foi inicialmente retirado em 2010 devido à falta de confirmação do benefício clínico e a preocupações sobre uma taxa de toxicidade fatal mais elevada quando combinado com quimioterapia. Foi novamente aprovado em 2017, utilizando um regime de doses fracionadas mais baixas, apoiado por novas evidências e resultados clínicos.

Q: O Mylotarg interage com analgésicos de venda livre ou medicamentos para a constipação?

A rotulagem do produto refere que os doentes recebem pré-medicação com paracetamol (um analgésico comum) antes de cada perfusão. Os avisos oficiais de interação medicamentosa focam-se principalmente em agentes que prolongam o intervalo QT ou que têm efeitos mielossupressores, em vez de medicamentos comuns para a constipação.

Q: O tratamento com Mylotarg tem algum impacto na fertilidade?

Estudos e informações oficiais indicam que o Mylotarg pode comprometer a fertilidade feminina e masculina, com base em resultados de estudos em animais. A orientação oficial indica que doentes com potencial reprodutivo devem discutir a preservação da fertilidade com um profissional de saúde.

Q: Que tipo de análises ao sangue são habitualmente necessárias antes e durante o tratamento com Mylotarg?

Os documentos oficiais referem que a monitorização é necessária antes e durante o tratamento. Isto inclui a monitorização frequente de hemogramas completos e contagens de plaquetas, de acordo com os documentos regulamentares. Além disso, recomendam-se geralmente testes de função hepática antes de cada dose, devido ao risco de doença veno-oclusiva.

Q: O Mylotarg provoca alguma reação visível na pele?

As reações relacionadas com a pele, como uma erupção cutânea (rash), constam da lista de reações adversas frequentemente comunicadas para o Mylotarg nos documentos regulamentares revistos a partir de dados de ensaios clínicos.

Q: Que tipo de investigação científica está atualmente a estudar o Mylotarg?

As revisões regulamentares oficiais destacam que a investigação prossegue para compreender melhor os resultados em certos subgrupos de doentes, particularmente naqueles com risco citogenético adverso. Esta investigação foca-se em refinar a compreensão do papel do fármaco em populações específicas.

Q: O Mylotarg pode ser utilizado como parte de um plano de tratamento que inclua um transplante de medula óssea?

Os documentos oficiais referem uma ligação entre o Mylotarg e o Transplante de Células Estaminais Hematopoiéticas (TCEH) (ou transplante de medula óssea). Afirmam que os doentes que recebem um TCEH, antes ou após o tratamento com Mylotarg, têm um risco acrescido de desenvolver doença veno-oclusiva/síndrome de obstrução sinusoidal.

Q: É necessário o internamento hospitalar para a perfusão de Mylotarg?

De acordo com a informação oficial do produto, o fármaco deve ser administrado num contexto clínico que esteja equipado para a monitorização e reanimação adequada do doente. A rotulagem não obriga explicitamente ao internamento hospitalar para uma perfusão padrão, mas é necessária supervisão médica de alto nível.

Q: Quais são os sintomas comuns de uma reação alérgica ao Mylotarg?

Os sintomas de uma reação relacionada com a perfusão grave, que pode incluir reações alérgicas e anafilaxia, podem colocar a vida em risco. As fontes oficiais descrevem estes sintomas como incluindo febre, arrepios, tensão arterial baixa, batimentos cardíacos acelerados e dificuldade em respirar.

Q: Qual é o risco de Doença Veno-Oclusiva (DVO) com o esquema de dosagem de Mylotarg atualmente recomendado?

O rótulo oficial confirma que a doença veno-oclusiva (DVO), que afeta o fígado, é um risco reportado, incluindo casos graves ou fatais. O risco é indicado como sendo superior em doentes com compromisso hepático pré-existente ou naqueles que foram submetidos a um transplante de células estaminais hematopoiéticas.

Q: O Mylotarg é considerado uma terapia dirigida ou imunoterapia?

O Mylotarg está oficialmente classificado como um conjugado anticorpo-fármaco (ADC) direcionado ao CD33 e um agente antineoplásico especializado. Embora o fármaco utilize um anticorpo para a entrega direcionada às células, a sua classificação oficial é prioritariamente como uma terapia dirigida.

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Como Mylotarg deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Mylotarg

Os requisitos de conservação e eliminação do Mylotarg (gentuzumab ozogamicina) são estritamente definidos para garantir a integridade do produto e a segurança.


Requisitos de Conservação

Item Condição
Frascos por abrir Conservar refrigerado entre 2 °C a 8 °C dentro da embalagem original para proteger da luz. Não congelar o produto.
Solução preparada Após a reconstituição e diluição, a solução deve ser administrada dentro de um tempo limitado (por exemplo, um total de 16 horas se for mantida sob refrigeração). É proibido agitar o frasco durante a preparação.
Segurança Todas as formas do medicamento devem ser armazenadas fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

Sendo um medicamento citotóxico, todo o Mylotarg não utilizado e os materiais residuais devem ser eliminados de acordo com os requisitos locais e os procedimentos de manuseamento especiais. Não deve ser deitado no lixo doméstico nem despejado nos esgotos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Mylotarg encontrado em:

ÍNDICE A-Z: