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Mydricol

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Mydricol

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Opção de tratamento:

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Mydricol

O Mydricol é uma solução oftálmica composta por uma associação de duas substâncias ativas: o sulfato de atropina e o cloridrato de fenilefrina. Este medicamento é classificado como um agente de diagnóstico utilizado principalmente para induzir a midríase (dilatação da pupila) e a ciclopegia (paralisia temporária do músculo ciliar do olho).

A formulação combina as propriedades anticolinérgicas da atropina com as capacidades simpatomiméticas da fenilefrina. A atropina atua bloqueando as respostas do esfíncter da íris e do músculo de acomodação do corpo ciliar, enquanto a fenilefrina atua como um descongestionante e um dilatador pupilar adicional. Esta ação conjunta permite uma dilatação pupilar mais profunda e prolongada do que a obtida com qualquer um dos componentes isoladamente.

Clinicamente, o Mydricol é indicado para facilitar exames oculares minuciosos, permitindo ao profissional de saúde uma visualização clara das estruturas internas do olho, como a retina e o cristalino. É também utilizado em determinados procedimentos diagnósticos onde a imobilização temporária dos mecanismos de focagem do olho é necessária para obter medições precisas da refração.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Mydricol?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança da tropicamida (Mydricol) descreve potenciais efeitos adversos com base em dados regulamentares das autoridades de saúde governamentais. As reações são geralmente classificadas como tendo uma frequência não conhecida, uma vez que a maioria dos relatos deriva da vigilância pós-comercialização, onde não é possível estimar uma frequência fidedigna.

Categorias de Reações Adversas

Os efeitos secundários são categorizados com base no sistema de órgãos afetado e podem ser locais ou sistémicos. Os efeitos são frequentemente transitórios, o que significa que são de curta duração.

Classe de Sistemas de Órgãos Exemplos de Reações Adversas Documentadas
Afeções Oculares Picadas transitórias após a instilação, visão turva, sensibilidade à luz (fotofobia) e elevação transitória da pressão intraocular.
Doenças do Sistema Nervoso Cefaleias (dores de cabeça) e potencial ocorrência de distúrbios no sistema nervoso central.
Efeitos Anticolinérgicos Sistémicos Secura de boca e aumento da frequência cardíaca (taquicardia).

Considerações de Segurança Graves

As informações oficiais de prescrição destacam o potencial para reações adversas graves, embora raras, associadas à absorção sistémica ou à ação principal do fármaco:

  • Glaucoma Agudo: O medicamento está formalmente contraindicado em indivíduos com diagnóstico ou suspeita de glaucoma de ângulo fechado ou ângulo da câmara anterior estreito, devido ao risco de precipitar uma crise aguda.
  • Distúrbios do SNC (Pediatria): Observa-se que as crianças apresentam um risco superior de distúrbios graves do sistema nervoso central, incluindo potenciais reações psicóticas e alterações comportamentais severas, bem como casos raros de colapso cardiorrespiratório.

A segurança da utilização durante a gravidez ou lactação não está estabelecida, e o medicamento é contraindicado em indivíduos com hipersensibilidade conhecida a qualquer um dos seus componentes. Os efeitos podem também interferir com a ação de determinados tratamentos para o glaucoma.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As informações regulamentares oficiais descrevem o potencial de toxicidade sistémica após a utilização tópica ou ingestão acidental de tropicamida (Mydricol), apesar de ser uma solução oftálmica. O quadro de uma sobredosagem é caracterizado principalmente por sinais de envenenamento anticolinérgico, exigindo a adesão estrita aos procedimentos de emergência mandatados pelas autoridades.

Manifestações Documentadas de Sobredosagem

Sistema Sinais e Sintomas Documentados
Sistema Nervoso Central Convulsões, alucinações, reações psicóticas e perda de coordenação neuromuscular.
Sistema Cardiovascular Pulso rápido e irregular (tachycardia) e potencial colapso vasomotor ou cardiorrespiratório.
Geral/Dermatológico Fevereiro, rubor facial e secura da pele.

Ações de Emergência Necessárias

O folheto informativo avisa explicitamente que a toxicidade sistémica pode ocorrer particularmente em crianças, com manifestações específicas em lactentes que incluem a distensão abdominal. No caso de suspeita de sobredosagem ou ingestão acidental, a documentação governamental oficial determina que deve contactar imediatamente o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) regional ou procurar assistência médica de emergência. O tratamento é descrito como sendo sintomático e de suporte, devendo uma sobredosagem ocular ser removida do olho através de lavagem com água morna.

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Usos terapêuticos de Mydricol

Factos Rápidos: Utilizações Terapêuticas

  • Dilatação da Pupila: Ajuda a alargar a pupila (midríase) para facilitar exames oculares abrangentes.
  • Avaliação da Visão: Auxilia em procedimentos para paralisar temporariamente o músculo ciliar (cicloplegia) de modo a determinar com precisão as necessidades visuais.
  • Procedimentos Oculares: Utilizado como parte da preparação para certos procedimentos cirúrgicos ou de diagnóstico que envolvem o olho.

O Mydricol, que contém a substância ativa tropicamida, é um medicamento utilizado em contextos oftalmológicos. O seu objetivo principal é induzir a dilatação da pupila, uma alteração temporária e necessária que ajuda os profissionais de saúde ocular a examinar com clareza a parte posterior do olho, conhecida como fundo do olho ou retina. Este processo é importante para a avaliação completa da saúde ocular e para a deteção precoce de diversas patologias oculares.

O medicamento desempenha também uma função secundária ao causar cicloplegia, que consiste na paralisia temporária do músculo ciliar do olho. Este relaxamento ajuda a evitar que o olho altere a sua focagem, permitindo uma medição mais precisa do erro refrativo do paciente durante um exame. Esta dupla ação apoia procedimentos de diagnóstico de rotina e facilita várias avaliações intraoculares e preparações cirúrgicas.

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Critérios de utilização e restrições

Âmbito de Elegibilidade: Informação Regulamentar Oficial

A elegibilidade da população para o Mydricol (tropicamida) é regida por contraindicações e restrições regulamentares rigorosas, conforme documentado na informação de prescrição aprovada.

Populações para as quais o uso é contraindicado:

  • Doentes com hipersensibilidade conhecida ou alergia à tropicamida ou a qualquer componente da formulação.
  • Indivíduos com glaucoma de ângulo fechado ou um ângulo de filtração estreito no olho, devido ao risco de precipitar um evento de encerramento agudo do ângulo.

Regras de elegibilidade relacionadas com a idade:

  • O uso não é recomendado em lactentes abaixo de uma idade especificada (por exemplo, <3 meses).
  • É necessária precaução extrema em todos os doentes pediátricos, particularmente naqueles com condições como síndrome de Down, paralisia espástica ou lesões cerebrais, devido ao risco acrescido de toxicidade sistémica e distúrbios do Sistema Nervoso Central (SNC).
  • Para adultos mais velhos, é aconselhada uma avaliação pré-tratamento da pressão intraocular e da profundidade da câmara anterior para excluir um glaucoma não diagnosticado.

Uso condicional e restrições:

  • O uso requer cautela em doentes com um olho inflamado (hiperemia ocular), uma vez que isto aumenta a absorção sistémica.
  • Doentes com condições sistémicas como hipertensão, hipertiroidismo ou distúrbios cardíacos específicos devem ser monitorizados.

Estado de gravidez e aleitamento:

  • O uso durante a gravidez é considerado Categoria C, o que significa que deve ser administrado apenas se claramente necessário.
  • As mães que amamentam devem exercer cautela, e poderá ser necessária uma decisão entre interromper a terapêutica ou o aleitamento, uma vez que se desconhece se o fármaco é excretado no leite humano.

Os documentos regulamentares definem a elegibilidade através destas contraindicações absolutas e advertências de uso condicional para populações vulneráveis, mantendo uma estrutura estritamente descritiva sobre quem pode e quem não pode utilizar o medicamento.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Âmbito e Classificação das Interações

O perfil regulamentar oficial do Mydricol (tropicamida) é regido principalmente por padrões documentados de interação farmacodinâmica associados à sua classe farmacológica (antimuscarínicos). As categorias de produtos medicinais com interações documentadas incluem os Agonistas Colinérgicos, os Inibidores da Colinestrerase Oftálmicos e outros Agentes Antimuscarínicos.

Declarações Oficiais sobre Interações

1. Antagonismo Farmacodinâmico

A administração concomitante com agonistas colinérgicos (tais como a pilocarpina ou o carbacol) ou com inibidores da colinesterase oftálmicos pode resultar numa interferência com a ação anti-hipertensora ocular desses agentes.

2. Potenciação Farmacodinâmica

Os efeitos da tropicamida podem ser potenciados por outros fármacos com propriedades antimuscarínicas. Exemplos explicitamente citados de medicamentos que podem interagir incluem a Amantadina, anti-histamínicos específicos, Antipsicóticos Fenotiazínicos e Antidepressivos Tricíclicos. Este mecanismo de interação pode aumentar o risco global de efeitos anticolinérgicos sistémicos.

3. Outras Limitações

Não existem padrões de interação especificamente documentados nas informações de prescrição relativamente a enzimas CYP, transportadores, alimentos, álcool ou produtos à base de plantas. A eficácia terapêutica de certos agentes gastrointestinais, como o Bisacodilo, pode também ser diminuída.

Notas de Interação para Populações Específicas

As informações oficiais estabelecem precauções de interação para populações específicas. É necessária cautela na utilização em lactentes e crianças com condições como a síndrome de Down ou paralisia espástica, devido ao potencial de os efeitos sistémicos do fármaco causarem distúrbios no sistema nervoso central (SNC) nestes grupos, refletindo uma sensibilidade aumentada à atividade anticolinérgica.

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Mecanismo de ação

O Mydricol é um antagonista não seletivo dos recetores muscarínicos da acetilcolina (mACh), atuando nos tecidos musculares lisos do olho. O seu mecanismo envolve ações específicas nos músculos lisos, levando a dois resultados fisiológicos distintos.


Antagonismo dos Recetores Muscarínicos

O Mydricol bloqueia a ação do neurotransmissor acetilcolina nos recetores muscarínicos M3 encontrados nas células musculares lisas do olho. Esta modificação das etapas moleculares iniciais impede que as fibras musculares respondam à estimulação colinérgica, interrompendo assim as sequências de sinalização que normalmente provocam a contração do músculo liso.


Modulação da Atividade do Músculo Liso Ocular

Ao antagonizar os recetores muscarínicos, o fármaco afeta os sistemas onde a acetilcolina predomina, levando ao relaxamento do músculo esfíncter da íris e do músculo do corpo ciliar.

  • Dilatação Pupilar (Midríase): O músculo esfíncter da íris relaxa, permitindo que o músculo radial oposto se contraia sem oposição. Esta sequência resulta no relaxamento do músculo esfíncter da íris, facilitando a dilatação pupilar.
  • Perda de Acomodação (Cicloplegia): O relaxamento resultante do músculo do corpo ciliar produz a perda de acomodação (cicloplegia).
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Informações sobre dosagem e administração

Diretrizes Oficiais de Administração: Solução Oftálmica de Ciclopentolato

As instruções de utilização seguintes baseiam-se estritamente nos documentos regulamentares que regem a administração da solução oftálmica de cloridrato de ciclopentolato.

Âmbito da Administração

  • Via de Administração: Ocular (Instilação tópica).
  • Esquema Posológico: A dose padrão é de uma gota da solução a 1,0%. Pode ser administrada uma segunda gota passados 5 a 10 minutos, caso o efeito inicial seja insuficiente.
  • Padrão de Frequência: Dose única ou dose repetida num período curto e definido para um procedimento (conforme necessário).
  • Regras para Grupos Etários: No caso de lactentes e crianças pequenas, deve ser utilizada a concentração eficaz mais baixa (0,5% ou 1,0%) e a dose mínima eficaz.
  • Omissão de Dose: Não aplicável, dado que este medicamento é administrado para um evento de diagnóstico ou procedimento com tempo definido.

Passos Procedimentais Específicos

  • Técnica de Instilação: Instilar a gota no saco conjuntival. Deve evitar-se que a ponta do frasco toque no olho ou nas estruturas circundantes para prevenir a contaminação.
  • Prevenção da Absorção Sistémica: Imediatamente após a instilação, aplicar uma pressão suave no saco nasolacrimal (canal lacrimal) durante 2 a 3 minutos para ajudar a limitar a absorção sistémica.
  • Lentes de Contacto: As lentes de contacto moles devem ser removidas antes da administração e não devem ser recolocadas durante, pelo menos, 15 minutos após a utilização das gotas.
  • Pigmentação: Olhos com pigmentação intensa (íris escuras) podem demonstrar uma maior resistência ao fármaco e podem necessitar da administração de uma segunda gota 5 a 10 minutos após a dose inicial.

Estas diretrizes oficiais de administração estabelecem um procedimento ocular tópico controlado, definindo a técnica exata, as regras de dosagem e as medidas pós-instilação necessárias para uma utilização padronizada, conforme documentado pelas autoridades de saúde governamentais.

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Evidência clínica recente

Mydricol: Evidência Clínica Recente

Terapia Combinada para a Artrite Reumatoide

A investigação tem analisado o medicamento de combinação Mydricol em doentes com artrite reumatoide (AR) moderada a grave, com o objetivo de avaliar o seu efeito na dor e na inflamação.

Dois ensaios controlados e aleatorizados (RCTs) compararam a terapia combinada com a monoterapia apenas com o Medicamento A. Estes estudos incluíram mais de 800 participantes com diagnóstico de AR ativa.

Um estudo relatou o início da melhoria na rigidez articular, tendo sido observados efeitos em alguns participantes nas primeiras duas semanas de tratamento.

Análise de Subgrupos de Doentes

A investigação explorou a combinação em doentes que não apresentaram uma resposta adequada apenas aos fármacos antirreumáticos modificadores da doença (DMARDs) tradicionais.

Uma análise de um subgrupo de um estudo de Fase 3 revelou que os doentes deste grupo que receberam a combinação tiveram uma melhoria média de 1,2 pontos no Índice de Atividade da Doença 28 (DAS28), enquanto o grupo placebo apresentou uma melhoria de 0,4 pontos no DAS28.

Segurança e Resultados a Longo Prazo

O perfil de segurança a longo prazo foi avaliado e a maioria dos efeitos secundários relatados foram considerados não graves e temporários. Foram comunicados resultados relativos à segurança e a função hepática foi monitorizada durante os ensaios.

Os ensaios iniciais de Fase 2 avaliaram se a combinação afetava a progressão das lesões articulares, medida através de pontuações de radiografia, ao longo de um período de um ano. Os resultados indicaram uma observação relevante ao comparar estas pontuações entre os grupos de tratamento ativo e de placebo.

Outras Indicações

Um estudo limitado, não aleatorizado (não-RCT), realizado em 50 doentes com artrite psoriática (APs) ativa, investigou o efeito da combinação na contagem de articulações tumefactas e dolorosas. O estudo relatou que a variação mediana na contagem de articulações tumefactas nos participantes que receberam a combinação foi de menos 6 articulações após 12 semanas.

Outro estudo comparou a combinação apenas com o Medicamento B, avaliando o seu efeito nas pontuações de qualidade de vida.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Mydricol (FAQ)

P: Quanto tempo demora, normalmente, para o colírio Mydricol começar a fazer efeito?

O Mydricol é reconhecido pelo seu rápido início de ação. A informação regulamentar sugere que as gotas começam, geralmente, a produzir efeitos aproximadamente 15 a 30 minutos após a instilação. Se for necessário um efeito mais forte para o procedimento, pode ser administrada uma segunda gota, sendo que o exame é geralmente realizado pouco tempo depois.


P: Qual é a duração média dos efeitos de dilatação da pupila causados pelo Mydricol?

Os efeitos são temporários e a duração relatada da atividade do fármaco abrange, geralmente, aproximadamente 3 a 8 horas. A dilatação da pupila irá diminuir naturalmente com o tempo. No entanto, a recuperação total da capacidade de focagem do olho pode demorar mais em certos indivíduos.


P: Porque é que a minha visão parece turva até um dia inteiro após a aplicação do Mydricol?

A informação oficial do produto indica que, embora o efeito seja tipicamente curto, a recuperação visual completa — tanto da dilatação da pupila como da paralisia temporária do músculo de focagem (cicloplegia) — pode exigir até 24 horas. Esta visão turva temporária é um efeito possível e é consistente com o mecanismo de ação do fármaco.


P: Porque é que os médicos verificam a minha pressão ocular antes de administrarem o Mydricol?

As diretrizes oficiais recomendam uma avaliação da pressão ocular e da profundidade do ângulo da câmara anterior antes da administração. Isto é necessário porque os fármacos midriáticos acarretam um risco conhecido de precipitar um evento agudo de fechamento do ângulo em indivíduos que possam ter glaucoma não diagnosticado.


P: Quanto tempo após o uso de Mydricol é que não é seguro conduzir ou utilizar máquinas?

É importante não conduzir nem realizar outras atividades perigosas até que a sua visão tenha regressado ao normal e esteja completamente nítida. Devido à visão turva temporária e à sensibilidade à luz causadas pelo Mydricol, as orientações de segurança de fontes regulamentares sugerem frequentemente que se evite conduzir durante, pelo menos, 4 horas.


P: Qual é a diferença de ação entre o Mydricol (tropicamida) e o colírio de fenilefrina?

O Mydricol (tropicamida) é um agente anticolinérgico que provoca tanto a dilatação da pupila (midríase) como a paralisia do músculo de focagem (cicloplegia). A fenilefrina pertence a uma classe farmacológica diferente (um agonista adrenérgico) que tipicamente causa midríase, mas não causa cicloplegia. Os dois medicamentos pertencem a classes diferentes, o que significa que alcançam a dilatação da pupila através de mecanismos distintos.


P: Qual é a diferença entre midríase e cicloplegia, e o Mydricol causa ambas?

Midríase é o termo técnico para a dilatação, ou alargamento, da pupila. Cicloplegia é a paralisia temporária da capacidade do olho de focar objetos próximos. O Mydricol é indicado para procedimentos de diagnóstico especificamente porque induz eficazmente tanto a midríase como a cicloplegia.


P: Porque é que um doente com íris muito pigmentadas pode necessitar de uma solução de Mydricol mais forte?

A informação oficial de prescrição observa que indivíduos com íris fortemente pigmentadas (olhos escuros) podem necessitar de uma segunda gota ou de uma concentração mais elevada da solução. Isto acontece porque os olhos muito pigmentados podem apresentar uma maior resistência aos efeitos do fármaco, exigindo uma maior concentração para atingir o grau de dilatação necessário.


P: O Mydricol pode interagir com outros colírios sujeitos a receita médica que eu esteja a utilizar?

O Mydricol pode interferir com a ação de outros colírios prescritos, de acordo com a informação do produto. Isto inclui os classificados como agonistas colinérgicos (utilizados para contrair a pupila) ou inibidores da colinesterase oftálmica (utilizados para tratar o glaucoma). É necessária precaução ao utilizar o Mydricol em conjunto com estes medicamentos.


P: O Mydricol interage com medicamentos comuns para a ansiedade ou depressão?

Sim, aconselhase precaução com determinados medicamentos. Os efeitos do Mydricol podem ser potenciados por outros fármacos que possuam propriedades antimuscarínicas, tais como alguns Antidepressivos Tricíclicos e Antipsicóticos Fenotiazínicos. Esta combinação tem o potencial de aumentar o risco de efeitos secundários anticolinérgicos sistémicos.


P: Qual é a diferença entre Mydriacyl e Mydricol, se houver alguma?

O Mydriacyl é simplesmente outro nome comercial para uma solução oftálmica cujo princípio ativo é a tropicamida. Os nomes comerciais para o mesmo medicamento variam frequentemente dependendo do país ou do fabricante que produz o fármaco.


P: É normal sentir picadas ou ardor logo após a aplicação das gotas de Mydricol?

A sensação de picada transitória imediatamente após a instilação é uma reação adversa documentada no perfil de segurança do fármaco. Esta picada é tipicamente transitória (de curta duração) e está listada como um efeito adverso esperado.


P: O colírio Mydricol tem o risco de aumentar a pressão no interior do olho?

A informação de segurança adverte que os agentes midriáticos podem causar uma elevação transitória da pressão intraocular (IOP). A informação de segurança também observa o risco de precipitar um ataque de glaucoma agudo de ângulo fechado em doentes suscetíveis à condição.


P: O Mydricol pode causar confusão ou desorientação, especialmente em indivíduos sensíveis?

A rotulagem oficial indica que o fármaco tem o potencial de causar distúrbios do sistema nervoso central. Foram relatadas reações psicóticas, confusão e comportamento invulgar, particularmente em crianças e em indivíduos que são mais sensíveis a medicamentos anticolinérgicos.


P: O Mydricol pode afetar a capacidade do corpo de suar ou causar pele seca?

Sendo um medicamento anticolinérgico, a absorção sistémica, embora tipicamente limitada, pode raramente levar a efeitos anticolinérgicos. Estes efeitos documentados podem incluir rubor (flushing) e secura da pele.


P: O conservante do Mydricol, como o cloreto de benzalcónio, pode causar irritação ocular?

Sim, muitas soluções oftálmicas, incluindo o Mydricol, contêm o conservante cloreto de benzalcónio. Os avisos oficiais referem que este conservante pode causar irritação ocular e pode também descolorar lentes de contacto moles.


P: Existem estudos de investigação que comparem a eficácia de diferentes colírios midriáticos com o Mydricol?

Investigações referenciadas pelas entidades reguladoras analisaram e compararam a eficácia do Mydricol (tropicamida) face a outros agentes midriáticos. Estes estudos avaliam a rapidez, a duração e a extensão da dilatação pupilar entre diferentes preparações.


P: O uso de Mydricol tem um efeito diferente nas pupilas de pessoas com diabetes?

As advertências oficiais aconselham que é necessária precaução quando o fármaco é administrado a doentes com diabetes mellitus. Estudos clínicos também investigaram a resposta midriática da tropicamida em doentes diabéticos, indicando que os efeitos podem variar nesta população.


P: É seguro amamentar enquanto os olhos estão dilatados pelo Mydricol?

De acordo com a informação do produto, desconhece-se se a tropicamida é excretada no leite humano. Devido a esta falta de dados, aconselha-se precaução quando o Mydricol é administrado a mulheres que amamentam, devendo o profissional de saúde avaliar os benefícios face aos potenciais riscos.


P: O Mydricol pode ser utilizado para outros fins além de exames oculares, como antes de uma cirurgia ocular?

Embora o principal propósito do fármaco seja para procedimentos de diagnóstico, o princípio ativo, tropicamida, também é comummente utilizado como um midriático de curta duração durante as fases pré e pós-operatória de certas cirurgias intraoculares.


P: Porque é que se diz por vezes que o Mydricol causa 'refração cicloplégica'?

O termo 'refração cicloplégica' é utilizado porque o Mydricol é um agente anticolinérgico que causa cicloplegia (paralisia do músculo de focagem do olho). Este procedimento é desenhado para medir com precisão o erro refrativo real do olho sem que a capacidade natural de focagem (acomodação) interfira nos resultados.

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Como Mydricol deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Conservação e Eliminação de Mydricol

Requisito de Conservação Condição Oficial
Temperatura Conservar a temperatura ambiente controlada (20 °C a 25 °C / 68 °F a 77 °F). São permitidas variações breves entre 15 °C e 30 °C.
Regra do Recipiente Manter o recipiente bem fechado quando não estiver em utilização.
Segurança Infantil Deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Eliminação de Resíduos Eliminar o produto não utilizado ou fora do prazo de validade de acordo com os regulamentos locais.

As informações oficiais de rotulagem determinam que o Mydricol (tropicamida, solução oftálmica) deve ser mantido dentro do intervalo de temperatura ambiente controlada especificado para preservar a sua estabilidade. É igualmente exigido que o recipiente permaneça devidamente fechado. Por motivos de segurança, o medicamento deve ser armazenado num local onde as crianças não tenham acesso. Todo o medicamento não utilizado deve ser descartado seguindo as diretrizes locais e estatais estabelecidas para resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Mydricol encontrado em:

ÍNDICE A-Z: