Mopem

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Mopem

O que é o Mopem? Uma Visão Geral

Propriedade Descrição
Substância ativa Meropenem (DCI)
Forma farmacêutica Pó estéril para solução injetável
Classe farmacológica Antibiótico carbapenemo
Objetivo geral Tratamento de infeções bacterianas sistémicas graves e potencialmente resistentes
Origem Sintética (derivado beta-lactâmico)

Mopem: Identidade, Composição e Classe

O Mopem é um medicamento de síntese, disponível apenas mediante receita médica, que contém a substância ativa Meropenem (a Denominação Comum Internacional ou DCI para esta substância). O Meropenem é classificado como um antibiótico beta-lactâmico pertencente ao grupo dos carbapenemos. Esta classificação insere-o num grupo avançado de antibióticos, o que indica uma elevada capacidade de combater uma vasta gama de bactérias. O fármaco é preparado como um pó estéril para injeção, que é posteriormente reconstituído numa solução para administração parentérica através de infusão intravenosa.

Um fator distintivo do Meropenem reside na sua estrutura molecular, que lhe confere uma estabilidade intrínseca contra a degradação pela enzima renal desidropeptidase-I (DHP-I). Esta característica significa que o medicamento não necessita de um agente inibidor secundário para a sua proteção, tornando a sua utilização mais simples em comparação com carbapenemos anteriores. Esta estabilidade é clinicamente reconhecida por potenciar a concentração eficaz do fármaco no organismo.

Objetivo Geral do Meropenem

O objetivo geral do Meropenem é proporcionar um controlo bactericida decisivo sobre infeções bacterianas sistémicas graves, incluindo as causadas por agentes patogénicos de difícil tratamento. O Meropenem exerce a sua ação interferindo na síntese da parede celular bacteriana, o que leva à eliminação do microrganismo. A sua capacidade de amplo espetro é um elemento vital da sua aplicação terapêutica, particularmente em ambiente hospitalar para situações graves onde a bactéria específica é desconhecida — um conceito designado como terapia empírica. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o Meropenem como um medicamento de importância crítica para a medicina humana, confirmando o seu papel essencial no combate aos desafios globais de saúde pública colocados pela resistência aos antibióticos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Mopem?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

Esta secção resume as reações adversas e as informações de segurança do Mopem, conforme documentado oficialmente. Nem todos os efeitos possíveis estão listados e a ocorrência de efeitos secundários é classificada por frequência.

Classificação Exemplos de Reações
Frequentes (Afetam 1 a 10 em cada 100 pessoas) Dor de cabeça, náuseas, vómitos, diarreia, obstipação, erupção cutânea (rash), inflamação ou dor no local da injeção. Alterações nas análises sanguíneas do fígado (ex.: aumento das transaminases, fosfatase alcalina) são também comuns.
Pouco Frequentes (Afetam 1 a 10 em cada 1.000 pessoas) Trombocitopenia (contagem baixa de plaquetas), leucopenia (contagem baixa de glóbulos brancos), eosinofilia, hipocaliemia, parestesias (formigueiro/dormência), tromboflebite (inflamação das veias), candidíase oral ou vaginal (infeção fúngica).

Informações de Segurança Importantes

Reações Adversas Graves

Existem alertas sobre o potencial para reações de hipersensibilidade graves e, por vezes, fatais (reações alérgicas graves, incluindo anafilaxia). O Mopem está contraindicado em indivíduos com hipersensibilidade conhecida ao próprio fármaco ou a outros antibióticos beta-lactâmicos.

Outras reações graves, embora pouco frequentes, documentadas incluem:

  • Reações Cutâneas Graves (SCARs): Foram reportadas condições como a síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), necrólise epidérmica tóxica (NET) e Reação Farmacológica com Eosinofilia e Sintomas Sistémicos (DRESS).
  • Convulsões: Ocorreram convulsões e outros efeitos no Sistema Nervoso Central (SNC), particularmente em doentes com distúrbios pré-existentes do SNC ou função renal comprometida.
  • Gastrointestinais: Foi reportada colite grave associada a antibióticos (um tipo de diarreia) causada por Clostridium difficile, a qual requer monitorização cuidadosa.

Considerações para Populações Específicas

Função renal: O ajuste posológico é necessário para adultos com função renal reduzida, a fim de evitar a acumulação do fármaco e o aumento do risco de efeitos adversos no SNC, como convulsões.

Interações Medicamentosas: O uso concomitante com ácido valproico ou valproato de sódio (medicamentos utilizados para convulsões) constitui uma preocupação de segurança, uma vez que o Mopem pode reduzir os níveis de ácido valproico no sangue, conduzindo potencialmente a convulsões por descontrolo terapêutico. Esta é uma limitação de segurança crucial observada na documentação oficial.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem de Mopem e Quando Procurar Ajuda

A sobredosagem de Mopem é descrita como um evento potencialmente fatal que requer intervenção médica imediata. Esta situação caracteriza-se habitualmente por um conjunto de manifestações graves ao nível do sistema nervoso central (SNC) e do sistema respiratório.

Apresentação da Sobredosagem Risco Principal Ação Imediata
Sedação profunda, estupor ou coma Depressão respiratória e apneia Procurar assistência médica imediata (ex.: ligar 112).
Pupilas puntiformes (miose) Colapso circulatório e choque Transferir o doente para um serviço de urgência.
Hipotensão grave Danos ou falência de órgãos Administração de suporte médico especializado.

A ingestão acidental, especialmente em populações pediátricas, acarreta um elevado risco de desfechos fatais devido a uma maior sensibilidade aos efeitos de depressão respiratória; este facto exige uma resposta de emergência urgente. O protocolo oficial para a gestão da sobredosagem requer o estabelecimento e a manutenção de ventilação adequada, a prestação de cuidados de suporte para gerir sintomas como a pressão arterial baixa e a monitorização contínua do estado cardiorrespiratório e neurológico até que o doente esteja estabilizado. Não se deve presumir que os sintomas iniciais se resolvam sozinhos; a avaliação profissional imediata é obrigatória perante qualquer suspeita de sobredosagem.

Usos terapêuticos de Mopem

O que trata o Mopem: Principais Utilizações e Benefícios

O Mopem (Meropenem) é geralmente utilizado para proporcionar uma abordagem de amplo espetro no suporte a infeções bacterianas graves que são difíceis de tratar ou que apresentam risco de disseminação. O seu âmbito terapêutico concentra-se em cenários de cuidados agudos e críticos, bem como em condições que envolvem um stress fisiológico significativo.

O medicamento é considerado relevante para a gestão de condições caracterizadas por períodos de agravamento de sintomas, tais como infeções intra-abdominais complicadas, meningite bacteriana em doentes pediátricos, pneumonia hospitalar grave e infeções complicadas da pele e dos tecidos moles. Nestes contextos, o Mopem ajuda a abordar grupos de sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico e o stress funcional de órgãos específicos, incluindo febre alta persistente e instabilidade fisiológica rápida.

Gestão de Suporte em Contextos Clínicos de Alto Risco

O objetivo primordial é oferecer uma assistência crítica e de suporte. A sua aplicação abrange áreas onde é necessário apoio sintomático adicional para auxiliar na manutenção da estabilidade funcional durante episódios difíceis. É igualmente relevante para o alívio de sintomas em grupos de alto risco, como indivíduos com neutropenia febril (ocorrência de febre acompanhada de uma contagem baixa de glóbulos brancos).


Facto Rápido: Gestão de Suporte para Desequilíbrio Sistémico

O Mopem é frequentemente utilizado quando os sintomas de uma infeção grave sofrem um agravamento temporário, oferecendo um auxílio sintomático que ajuda os doentes a lidar de forma mais estável com a fase aguda da doença.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Mopem?

A elegibilidade dos doentes para a utilização de Mopem (Meropenem) é definida com foco na hipersensibilidade, idade, medicação concomitante e estado da função renal.


Âmbito de Elegibilidade

Classificação População ou Condição
Absolutamente Contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida ao Meropenem, a qualquer outro carbapenem, ou com historial de reação grave a qualquer outro antibiótico beta-lactâmico (ex.: penicilina).
População Aprovada Doentes adultos e doentes pediátricos com idade igual ou superior a 3 meses.
Uso Não Recomendado Lactentes com menos de 3 meses de idade, uma vez que a segurança e eficácia não foram estabelecidas nesta faixa etária.
Uso Condicional Doentes com comprometimento renal (ClCr le 50 mL/min) requerem um ajuste oficial no regime de tratamento.
Uso Condicional Doentes a tomar ácido valproico ou compostos relacionados; o uso concomitante não é recomendado devido a riscos de segurança.
Uso Restrito A gravidez e a lactação exigem uma avaliação cuidadosa, sendo o uso restrito a situações em que o benefício clínico justifique claramente o risco.

O uso de Mopem é proibido em doentes com alergias específicas a antibióticos, o que define um grupo claro de não elegibilidade. Além disso, a elegibilidade é condicional para adultos com função renal comprometida, situação em que as normas de segurança exigem uma modificação do padrão terapêutico habitual. O uso em doentes que tomam ácido valproico é também formalmente desencorajado, estabelecendo um critério de exclusão dependente da interação entre medicamentos.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A informação oficial para o Mopem (Meropenem) documenta interações clinicamente significativas, relacionadas principalmente com a farmacocinética e a farmacodinâmica.

Categoria do Produto Interativo Medicamento(s) Específico(s) Restrição de Interação
Anticonvulsivantes Ácido Valproico, Valproato de Sódio, Valpromida Não recomendado devido a uma redução na concentração sérica do anticonvulsivante.
Agentes Uricosúricos Probenecida Precaução necessária dado que a probenecida inibe a excreção renal do Mopem.
Agentes Anticoagulantes Orais Produtos específicos não listados uniformemente Monitorização necessária devido a relatos de aumento do efeito anticoagulante.

O uso concomitante de Mopem e ácido valproico ou os seus derivados não é, geralmente, recomendado. A coadministração reduz significativamente os níveis sanguíneos do agente anticonvulsivante. Este efeito é uma consideração crítica para a gestão do doente. A interação com a probenecida aumenta a concentração de Mopem no organismo ao interferir com a sua eliminação através dos rins, exigindo uma gestão cuidadosa. Além disso, a coadministração de Mopem com agentes anticoagulantes orais requer a monitorização frequente dos parâmetros de coagulação, tais como o Índice Internacional Normalizado (INR), devido ao potencial para um aumento do efeito no adelgaçamento do sangue. Estas restrições são enfatizadas para mitigar os riscos decorrentes da alteração da exposição ao fármaco ou de efeitos farmacológicos combinados.

Mecanismo de ação

Inibição Irreversível da Síntese da Parede Celular Bacteriana

O Mopem (Meropenem) funciona como um inibidor covalente irreversível ao visar as Proteínas de Ligação à Penicilina (PBPs), que são enzimas transpeptidases bacterianas essenciais para a construção da estrutura rígida de peptidoglicano da parede celular. O fármaco penetra rapidamente na célula bacteriana e forma uma ligação estável com o local ativo da PBP, o que interrompe imediata e permanentemente a etapa de ligação cruzada da síntese da parede celular. Esta ação tem como alvo uma via estrutural exclusiva das bactérias.


Cascata de Lise Celular e Ativação Autolítica

O bloqueio da síntese da parede celular resulta numa perda da integridade estrutural da mesma. Simultaneamente, o mecanismo induz a ativação descontrolada das próprias enzimas autolíticas internas da bactéria. A falha na construção de novos componentes estruturais, aliada à autodigestão da parede existente, faz com que a célula bacteriana sofra uma rutura devido à pressão osmótica interna — um processo conhecido como lise celular. Esta cascata resulta na destruição rápida do microrganismo, o que constitui o efeito fisiológico central.


Limitações Mecanísticas e Vias de Resistência

A eficácia funcional do mecanismo é limitada por contramecanismos bacterianos que bloqueiam o acesso aos alvos das PBPs. Estas limitações incluem a produção de enzimas neutralizadoras, tais como as Metalo-beta-Lactamases (MBLs), que inativam quimicamente o fármaco, e barreiras físicas, como as bombas de efluxo que expelem ativamente o fármaco da célula. Estas vias de resistência reduzem a concentração do Mopem no seu alvo, comprometendo funcionalmente a sua capacidade de desencadear a cascata de lise celular.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Mopem (Meropenem): Diretrizes de Administração

O Meropenem é administrado exclusivamente por via intravenosa (IV) num contexto sob supervisão clínica, o que reflete a sua utilização como uma terapia parentérica estruturada. O fármaco é fornecido sob a forma de um pó estéril que deve primeiro ser reconstituído com um solvente estéril compatível, como o Cloreto de Sódio a 0,9%, antes da sua utilização. O método de administração é definido pela dose: doses mais baixas (até 1 grama) podem ser administradas como um bólus intravenoso rápido, durante 3 a 5 minutos, enquanto as doses padrão ou mais elevadas são tipicamente administradas através de infusão intravenosa com uma duração de 15 a 30 minutos.


Posologia Oficial e Esquema Terapêutico

A abordagem padrão envolve a receção da dose prescrita a cada 8 horas (q8h), três vezes por dia, de forma a manter níveis consistentes do fármaco no organismo. As doses para adultos variam habitualmente entre 500 mg e 2 gramas por administração. A dosagem para crianças (com idade igual ou superior a 3 meses) é baseada no peso corporal (mg/kg), mantendo a mesma frequência de administração a cada 8 horas.


Ajustes para Populações Específicas

A adesão às modificações especificadas nas informações oficiais é obrigatória para certas populações. É implementada uma redução obrigatória da dose ou o prolongamento do intervalo entre doses (por exemplo, para 12 ou 24 horas) em doentes com função renal comprometida (depuração da creatinina igual ou inferior a 50 mL/min). Se a função renal for normal, geralmente não é necessário ajuste de dose para idosos ou doentes com compromisso hepático. O medicamento é utilizado por um período definido e limitado, sendo que o protocolo oficial de utilização exige que o ciclo completo de tratamento prescrito (frequentemente de 5 a 14 dias) seja concluído.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos

Evidência para utilização em Infeções Intra-abdominais Complicadas (cIAI)

A investigação analisada para infeções intra-abdominais complicadas consiste principalmente em ensaios controlados e aleatorizados. Estes estudos compararam a atividade do fármaco face a regimes antibióticos estabelecidos para analisar a eficácia do medicamento em comparação com outros tratamentos. A investigação explorou doentes que apresentavam condições envolvendo períodos de sintomas acentuados relacionados com peritonite e apendicite complicada, entre outros.

Os investigadores nestes ensaios monitorizaram dois resultados principais relacionados com o equilíbrio sistémico ou funcional: a Taxa de Resposta Clínica, que mede as alterações nos sinais e sintomas relacionados com a infeção, e a Taxa de Erradicação Microbiológica, que acompanha a medição da ausência de bactérias na área específica visada. Os estudos registaram e comunicaram os resultados medidos para o Mopem e para os grupos de comparação para análise estatística. Esta evidência contribui para o panorama científico global ao documentar estas respostas clínicas e microbiológicas de curto prazo nas populações estudadas.

Evidência para utilização em Infeções Complicadas da Pele e Tecidos Moles (cSSSI)

O Mopem foi avaliado em doentes com infeções complicadas da pele e tecidos moles através de ensaios comparativos, frequentemente desenhados para medir resultados que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade. Os ensaios monitorizaram a Taxa de Resposta Clínica numa visita de acompanhamento após o tratamento, bem como a Taxa de Erradicação Microbiológica. Os ensaios relataram como os sintomas evoluíram nas populações observadas e as taxas de resposta clínica medidas foram descritas como estando dentro do intervalo esperado para esta classe de medicamentos. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas, que eram maioritariamente doentes com infeções suscetíveis.

Acompanhamento a Longo Prazo e Durabilidade dos Resultados dos Estudos

A evidência central que sustenta o Mopem baseia-se em estudos que observam as respostas ao longo de intervalos de tempo definidos que são relativamente curtos, terminando habitualmente algumas semanas após o fim do ciclo de tratamento intravenoso. Os ensaios foram estruturados para medir os resultados pouco tempo após o período de tratamento agudo.

Devido a este desenho, a base de investigação existente fornece informações limitadas sobre os resultados a longo prazo no que diz respeito à durabilidade da resposta clínica ou ao potencial de complicações tardias. Na sua maioria, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos pelos principais ensaios regulamentares, e a evidência relativa à recuperação funcional a longo prazo ou às taxas de recorrência depende de estudos observacionais subsequentes, nos quais a qualidade dos dados varia entre os estudos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Mopem (FAQ)


Q: Que informações existem sobre a eficácia do Mopem?

A: Estudos e investigações oficiais indicam que o Mopem é eficaz no tratamento de infeções complicadas da pele, dos tecidos moles e abdominais. A evidência documenta a atividade do fármaco através da medição da resposta clínica (alterações nos sintomas) e das taxas de erradicação microbiológica (eliminação das bactérias) em diversas populações de doentes.


Q: Os adultos mais velhos reagem de forma diferente ao Mopem?

A: A experiência clínica não demonstrou diferenças significativas na forma como os adultos mais velhos respondem ao Mopem em comparação com os adultos mais jovens. No entanto, as informações oficiais sublinham que a seleção da dose para doentes idosos exige uma análise cuidadosa, uma vez que estes têm maior probabilidade de apresentar uma função renal reduzida, o que afeta o modo como o medicamento é processado pelo organismo.


Q: Existe uma versão genérica do Mopem disponível?

A: Sim, a substância ativa do Mopem, denominada Meropenem, é uma substância medicamentosa aprovada. De acordo com os registos oficiais, existem versões genéricas de Meropenem disponíveis no mercado.


Q: Qual é a definição da classificação de segurança do Mopem?

A: O Mopem está classificado na Categoria B de Gravidez, o que indica que os estudos em animais não demonstraram riscos para o feto, embora os estudos controlados em mulheres grávidas sejam limitados. Além disso, as listagens oficiais confirmam que o Mopem não é classificado como uma substância controlada e não está geralmente associado ao potencial de abuso ou dependência.


Q: Que tipo de monitorização é normalmente necessária durante o tratamento com Mopem?

A: A monitorização foca-se em fatores de saúde específicos do doente indicados nas diretrizes oficiais. A função renal é um fator que requer frequentemente acompanhamento, uma vez que as normas associam-na ao ajuste da dose. Além disso, os parâmetros de coagulação (como o INR) são monitorizados quando o Mopem é administrado juntamente com anticoagulantes orais, devido a uma interação documentada.


Q: Com que rapidez é que o Mopem começa habitualmente a atuar?

A: O fármaco atua rapidamente na eliminação das bactérias ao nível celular. Esta ação é descrita como bactericida (morte das bactérias). No entanto, o tempo necessário para que um doente observe melhorias nos sintomas da infeção pode variar consoante o tipo e a gravidade da mesma.


Q: O Mopem causa aumento ou perda de peso?

A: As alterações de peso não constam da lista de efeitos secundários comuns do Mopem. Contudo, os dados de ensaios clínicos e a experiência pós-comercialização registaram tanto o aumento como a perda de peso invulgares como eventos adversos raros.


Q: Existem restrições alimentares ou de bebidas durante o uso de Mopem?

A: Dado que o Mopem é administrado diretamente numa veia (via intravenosa), geralmente não existem restrições de comida ou bebida relacionadas com o seu uso. A formulação contém sódio, o que é um fator relevante para doentes que necessitam de seguir uma dieta com restrição de sódio.


Q: O Mopem afeta os padrões de sono?

A: Relatórios indicam que o Mopem pode afetar o sistema nervoso. Foram comunicados efeitos adversos como sonolência invulgar ou letargia e dificuldade em dormir (insónia) nas categorias de frequência pouco frequente ou rara.


Q: O Mopem pode ser utilizado por pessoas com problemas cardíacos pré-existentes?

A: A formulação contém sódio, um fator a considerar por doentes em dietas de restrição de sódio, como acontece em certas condições cardíacas. Foram também comunicados efeitos secundários pouco frequentes que envolvem o coração, incluindo hipotensão (pressão arterial baixa) e insuficiência cardíaca.


Q: Quanto tempo duram os efeitos do Mopem após uma dose?

A: A semivida do Mopem — o tempo necessário para que a concentração do fármaco no organismo se reduza para metade — é de aproximadamente uma hora em adultos com função renal normal. Os protocolos de administração foram desenhados para garantir que os níveis do medicamento se mantenham constantes.


Q: O Mopem é conhecido por causar fadiga ou sonolência?

A: Sim, sonolência invulgar, apatia, cansaço ou fraqueza estão incluídos nas listagens oficiais como possíveis efeitos secundários. Estes são tipicamente comunicados nas categorias de frequência pouco frequente ou rara.


Q: O que deve ser feito se houver suspeita de uma reação adversa ao Mopem?

A: O protocolo para uma reação alérgica grave (hipersensibilidade) consiste em interromper a perfusão. É enfatizada a comunicação de todas as reações suspeitas, graves ou inesperadas ao profissional de saúde que prescreveu o medicamento. Existem também procedimentos oficiais para que doentes ou prescritores reportem estes eventos.


Q: O que significa 'contraindicado' em relação ao uso de Mopem?

A: O termo 'contraindicado' é utilizado quando o medicamento não é recomendado para um doente com uma condição específica, porque se determina que o risco ultrapassa o potencial benefício. No caso do Mopem, isto aplica-se a qualquer pessoa com uma alergia grave conhecida ao próprio fármaco ou a outros tipos de antibióticos beta-lactâmicos.


Q: Can Mopem affect driving ability?

A: O Mopem pode potencialmente causar efeitos secundários no sistema nervoso central, tais como convulsões, confusão ou sensações de formigueiro. Os doentes devem considerar evitar atividades como conduzir ou operar máquinas pesadas, devido ao potencial de comprometer a coordenação e o discernimento.


Q: O Mopem precisa de ser tomado com alimentos?

A: Não. O Mopem é formulado apenas como um pó estéril para injeção. Como é administrado diretamente na veia (via intravenosa) num ambiente clínico, o consumo de alimentos não tem influência no seu uso.


Q: E se eu tomar Mopem e outro medicamento que cause sonolência?

A: Uma vez que o próprio Mopem pode causar efeitos no sistema nervoso central, incluindo sonolência, os avisos de segurança reconhecem o potencial de um risco acrescido. Tomar Mopem juntamente com outros medicamentos que também causem sonolência pode aumentar a probabilidade de efeitos como coordenação prejudicada e confusão.


Q: O Mopem foi alvo de alguma recolha ou de novos avisos de segurança recentemente?

A: As informações oficiais de segurança são monitorizadas e atualizadas continuamente. Ao longo do tempo, foram feitas atualizações para incluir reações graves identificadas, como condições cutâneas específicas e rabdomiólise (degradação muscular).


Q: Is Mopem habit-forming or addictive?

A: O Mopem (Meropenem) é um antibiótico e não é regulado como um fármaco controlado. Oficialmente, não é considerado um medicamento que cause habituação ou dependência.


Q: O Mopem tem impacto na pressão arterial?

A: Alterações da pressão arterial constam das reações adversas comunicadas. Tanto o aumento da pressão arterial (hipertensão) como a sua diminuição (hipotensão) foram registados como efeitos secundários pouco frequentes.


Q: O Mopem é um medicamento novo ou já existe há muito tempo?

A: O Mopem (Meropenem) é um antibiótico bem estabelecido. Os registos mostram que recebeu a sua aprovação regulamentar inicial em meados da década de 1990.

Como Mopem deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Mopem

As informações sobre o armazenamento e eliminação do Mopem baseiam-se na rotulagem oficial para o pó para solução injetável.

Requisitos de Armazenamento

Forma do Produto Condição de Temperatura Restrição Adicional
Pó Não Reconstituído Não requer condições especiais de armazenamento. Utilizar o frasco para injetáveis de utilização única apenas uma vez.
Solução Reconstituída Deve ser utilizada ou refrigerada imediatamente. Não congelar.

Estabilidade e Manuseamento

A estabilidade da solução após a reconstituição é limitada e depende do diluente utilizado e da temperatura de conservação. Habitualmente, a solução permanece estável apenas por algumas horas (por exemplo, entre 3 a 12 horas) quando conservada à temperatura ambiente ou sob refrigeração, respetivamente. É fundamental a utilização de técnicas asséticas padrão durante a preparação da solução.

Instruções de Eliminação

Qualquer quantidade de Mopem não utilizada, bem como os respetivos materiais residuais, deve ser eliminada em conformidade com os requisitos locais para resíduos farmacêuticos. Não se deve eliminar medicamentos não utilizados no lixo doméstico ou nos esgotos, exceto se existirem instruções específicas em contrário.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Mopem encontrado em:

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