Mitem

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Mitem

Factos Rápidos sobre o Mitem

Propriedade Descrição
Substância ativa Mitomicina C (C15H18N4O5)
Forma Pó estéril para preparação de solução; diversas preparações líquidas
Classe Farmacológica Antineoplásicos (Agentes quimioterápicos)
Uso Comum Direcionado para a destruição de células em divisão rápida
Origem Origem natural (derivado de Streptomyces caespitosus)

Que Tipo de Medicamento é o Mitem e Como é Classificado?

O Mitem é uma preparação sujeita a receita médica que contém o fármaco Mitomicina (especificamente a Mitomicina C), sendo amplamente classificado como um agente antineoplásico. Pertence à classe farmacológica dos compostos citotóxicos, o que significa que a sua função fundamental consiste em ser tóxico para células-alvo, promovendo a sua eliminação. Esta classificação é clinicamente reconhecida e sustentada por décadas de estudos farmacológicos que confirmam o seu papel em terapias que requerem uma elevada interferência na reprodução celular.

Composição, Formas e Objetivo Terapêutico Geral

A substância ativa do Mitem é a Mitomicina C, um composto complexo caracterizado pela estrutura química C15H18N4O5. Esta substância é singular, detendo a distinção de antibiótico antitumoral porque, ao contrário de agentes puramente sintéticos, é um composto derivado naturalmente dos processos de fermentação da bactéria do solo Streptomyces caespitosus. A Mitomicina é fornecida como um pó estéril para preparação de solução e destaca-se pela sua versatilidade, permitindo a administração através de vias sistémicas, como a perfusão intravenosa (IV), ou através de métodos localizados, como a preparação intravesical (diretamente na bexiga). O objetivo terapêutico geral deste fármaco baseia-se na sua capacidade de travar a proliferação, alcançando um efeito destrutivo em células anómalas através de danos irreversíveis no seu ADN.

Quais efeitos secundários são possíveis com Mitem?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Mitem (Mitomicina C) está oficialmente estruturado com base na frequência e na classe de sistemas de órgãos afetados, definindo as reações adversas documentadas. A preocupação de segurança mais frequente e crítica é a depressão da medula óssea (mielossupressão), que é formalmente classificada como uma reação adversa Muito Frequente (ge 1/10). Esta condição pode levar à diminuição dos níveis de glóbulos brancos (leucopenia), plaquetas (trombocitopenia) e glóbulos vermelhos (anemia).


Classes de Sistemas de Órgãos e Reações Graves

As informações oficiais agrupam os efeitos adversos em várias classes principais. As Doenças Gastrointestinais (Náuseas, Vómitos, Estomatite, Diarreia) são também Frequentes (ge 1/100 a < 1/10). Foram igualmente reportados efeitos nas classes de Doenças Renais e Urinárias e de Doenças Respiratórias, Torácicas e do Mediastino.

Os documentos oficiais destacam Reações Adversas Graves específicas, incluindo a rara mas severa Síndrome Hemolítica-Urémica (SHU), que envolve insuficiência renal irreversível. A toxicidade pulmonar, como a Pneumonite Intersticial, está também documentada como uma reação adversa Rara (ge 1/10.000 a < 1/1.000).


Padrões Temporais e Limitações de Segurança

A toxicidade mais frequente, a depressão da medula óssea, apresenta um padrão tardio e cumulativo; os níveis celulares mais baixos (nadir) ocorrem frequentemente 4 a 6 semanas após a administração.

As limitações de segurança especificam que o Mitem geralmente não é recomendado para doentes com insuficiência renal grave pré-existente e é contraindicado em indivíduos com antecedentes de coagulopatia (distúrbio hemorrágico) ou SHU documentada relacionada com a Mitomicina.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil regulamentar oficial para a sobredosagem de Mitomicina C foca-se em toxicidades graves e documentadas que exigem intervenção médica imediata. A manifestação principal de uma exposição excessiva é a depressão severa da medula óssea, caracterizada por leucopenia (redução do número de glóbulos brancos) e trombocitopenia (redução do número de plaquetas).

Esta mielossupressão acarreta um elevado risco de infeções generalizadas fulminantes, indicadas por sintomas como febre e dor de garganta, e de hemorragia devido a hematomas ou sangramentos invulgares. Uma complicação crítica e potencialmente fatal é a Síndrome Hemolítica-Urémica (SHU), que inclui a possibilidade de insuficiência renal irreversível, apresentando-se frequentemente com sinais como inchaço ou diminuição da micção.

Os doentes devem contactar um médico imediatamente se observarem quaisquer sinais de infeção, hemorragia ou manifestações de SHU. Devido ao elevado risco de complicações renais, é frequentemente necessária uma observação contínua para detetar evidências de toxicidade renal. Não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem de Mitem; a gestão é estritamente sintomática e de suporte, utilizando instalações de diagnóstico e tratamento adequadas. As orientações oficiais referem ainda que a transfusão de hemoderivados pode exacerbar os sintomas de SHU, estando o seu uso contraindicado em doentes com níveis elevados de creatinina sérica.

Usos terapêuticos de Mitem

O Mitem é frequentemente utilizado em áreas terapêuticas onde é necessário um apoio sintomático adicional em condições marcadas por um aumento do stress fisiológico. Este medicamento é geralmente aplicado em contextos clínicos especializados para situações que apresentam desconforto sistémico ou localizado.

O fármaco é habitualmente utilizado para a gestão de tumores malignos avançados ou metastizados, como o adenocarcinoma do estômago e do pâncreas, bem como para problemas locais específicos, tais como o cancro da bexiga não músculo-invasivo (NMIBC) recorrente e de baixo grau, e como adjuvante em procedimentos de filtração para glaucoma. O benefício fundamental é auxiliar na gestão do mal-estar sintomático associado a patologias disseminadas e abordar conjuntos de sintomas que se possam tornar intensos ou disruptivos.

Este suporte contribui para aliviar a carga sintomática global, enquanto na urologia, apoia o doente durante episódios difíceis ao atenuar o mal-estar associado à recidiva. Para doentes cirúrgicos com glaucoma, o fármaco auxilia o procedimento em cenários onde a estabilização de sintomas a curto prazo é importante.


Facto Rápido: Alívio do Mal-estar Sintomático

Propriedade Descrição
Domínio dos Sintomas Sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico e o stress funcional localizado.
Condições Tratadas Tumores malignos avançados, cancro urotelial localizado recorrente e cicatrização pós-cirúrgica.
Benefício Principal Proporciona um suporte que ajuda a aliviar a carga geral de sintomas e auxilia na manutenção da estabilidade funcional.
Contexto de Uso Aplicado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis.

Critérios de utilização e restrições

A utilização da Mitomicina (Mitem) está restringida a grupos específicos de doentes, de acordo com critérios regulamentares oficiais que se focam rigorosamente na saúde fisiológica, no estado reprodutivo e na idade.

Populações para as quais o uso é contraindicado

O uso é contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida ou reação idiossincrática ao medicamento. O fármaco é proibido para mulheres que estejam grávidas ou que possam vir a engravidar, devido à elevada determinação regulamentar de potenciais danos fetais. O uso sistémico não é recomendado em doentes com creatinina sérica superior a 1,7 mg/dL ou que sofram de uma infeção ativa.

Restrições baseadas em condições de saúde e idade

A utilização é também limitada pelo estado hematológico; o medicamento é contraindicado em doentes com mielossupressão grave e não corrigida (por exemplo, trombocitopenia severa). A segurança e eficácia na população pediátrica (0–17 anos) não foram estabelecidas. O uso em idosos (ge 65 anos) requer precaução especial e monitorização rigorosa, com possível ajuste de dose devido à diminuição da função dos órgãos.

Elegibilidade reprodutiva e estado dos órgãos

Tanto homens como mulheres com potencial reprodutivo devem utilizar contraceção eficaz durante e por um período especificado após o tratamento. O medicamento não é recomendado para utilização durante a lactação e o seu uso é restringido em doentes com compromisso hepático grave, devido à insuficiência de dados de segurança nesta população.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Mapa de Interações: Interações com outros medicamentos e produtos

Âmbito das Interações

Os documentos oficiais identificam categorias específicas de produtos medicinais com interações documentadas, incluindo outros agentes citotóxicos, radioterapia, alcaloides da vinca e vacinas vivas. Entre os medicamentos específicos listados encontram-se a vinblastina, vindesina, bleomicina, doxorrubicina, 5-fluorouracilo, tamoxifeno e piridoxina.

A base mecânica destas interações assenta no reforço farmacodinâmico, que pode resultar num aumento da toxicidade, e na redução da depuração (clearance) de alcaloides da vinca quando estes são administrados em conjunto. No que respeita a regras temporais, as vacinas vivas não devem ser administradas em articulação com o tratamento. Recomenda-se ainda precaução em doentes com compromisso da função renal e na administração conjunta com fármacos conhecidos por causarem toxicidade pulmonar ou nefrotoxicidade.

Classificações de Interação

As interações são classificadas como clinicamente significativas, abrangendo riscos de mielotoxicidade aditiva, toxicidade orgânica aditiva e alteração da exposição a fármacos concomitantes. Estas limitações são definidas principalmente pelo risco aditivo de resultados adversos graves, nomeadamente a depressão da medula óssea e danos em órgãos.

Estrutura de Interação Resultante

A administração concomitante com outros agentes citotóxicos ou radioterapia aumenta o risco de mielossupressão grave ou prolongada. Adicionalmente, este fármaco pode reduzir a depuração de alcaloides da vinca administrados em simultâneo. A combinação com 5-fluorouracilo ou tamoxifeno está associada a um risco acrescido de Síndrome Hemolítica-Urémica (SHU). Verificou-se também que a coadministração com doxorrubicina pode potenciar a cardiotoxicidade desta última, enquanto a combinação com alcaloides da vinca ou bleomicina reforça a toxicidade pulmonar.

Ligação ao perfil global de interações

O perfil de interações do Mitem centra-se principalmente no reforço farmacodinâmico, o que significa que outros medicamentos podem aumentar significativamente as toxicidades documentadas, especialmente a mielotoxicidade e danos em órgãos específicos. O perfil inclui também uma interação farmacocinética específica, na qual a substância influencia a depuração e a exposição resultante aos alcaloides da vinca administrados conjuntamente. Todos os padrões de interação descritos baseiam-se em conclusões presentes na rotulagem regulamentar oficial.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Mitem

A ação do Mitem (Mitomicina C) é definida por um mecanismo molecular de duas etapas que resulta em danos no material genético das células em proliferação.


1. Ativação Biorredutora e Ligações Cruzadas Irreversíveis no ADN

Este mecanismo inicia-se com a ativação do fármaco no interior da célula através de redutases celulares, transformando o composto inativo num agente alquilante. Esta forma ativa visa então o ADN da célula, criando ligações cruzadas entre cadeias (ICLs) irreversíveis na hélice do ADN. Este processo está dependente do ambiente biológico local; especificamente, condições de baixo oxigénio (hipóxia) podem aumentar a taxa de ativação.


2. Bloqueio do Ciclo Celular e Citotoxicidade Irreversível

A formação de ligações cruzadas no ADN estabelece uma barreira física que interrompe a replicação do ADN e a transcrição do ARN. Estes danos ativam as vias de Resposta a Danos no ADN (DDR) da célula (pontos de controlo), levando a uma interrupção na progressão do ciclo celular. Esta sequência resulta no início da apoptose (morte celular programada) ou catástrofe mitótica. O mecanismo é limitado pela capacidade da célula em ativar as vias de reparação do ADN.

Informações sobre dosagem e administração

A utilização do Mitem é determinada pelo local de ação pretendido e segue protocolos de administração rigorosamente controlados, estabelecidos pelas autoridades reguladoras. As vias oficiais de administração incluem a perfusão intravenosa (IV) para uso sistémico, a instilação intravesical através de cateter para terapia localizada na bexiga, e a aplicação tópica num local cirúrgico, como acontece em certos procedimentos oftalmológicos.

Para a administração sistémica, a dose habitual indicada é de 20 mg/m² de área de superfície corporal, sendo frequentemente repetida em ciclos a cada seis a oito semanas. A administração de doses subsequentes está estritamente dependente de o doente atingir critérios específicos, particularmente a recuperação hematológica.

Quando utilizado para tratamento localizado na bexiga, o regime padrão envolve a instilação intravesical de 20 mg a 40 mg da solução de pó reconstituído. Esta é normalmente administrada uma vez por semana durante um curso de indução definido (por exemplo, seis semanas). Para uma administração correta, as instruções oficiais exigem que a solução seja retida, definindo um tempo de permanência específico de 1 a 2 horas. Além disso, o protocolo de administração sugere a gestão do ambiente urinário, tal como a manutenção de um pH > 6.

Os documentos regulatórios especificam limitações procedimentais fundamentais. O pó estéril deve ser reconstituído com um diluente específico antes da diluição para uso IV ou intravesical. A administração deve ocorrer sob supervisão de um especialista e o uso sistémico deve ser evitado se a função renal estiver gravemente comprometida (creatinina sérica > 1,7 mg/dL). A utilização na população pediátrica não está oficialmente estabelecida.

Evidência clínica recente

Mitem: Evidência Clínica Recente

O que os estudos avaliaram sobre este composto

A investigação científica analisou as propriedades do composto, focando-se na sua potencial interação com vias biológicas específicas. Esta investigação procurou determinar se um impacto nestes processos estava associado a alterações em determinados parâmetros de saúde. Os estudos iniciais centraram-se na exposição a curto prazo, examinando a absorção e o metabolismo do composto, o que forneceu os dados utilizados para os ensaios clínicos subsequentes.


Visão Geral dos Resultados dos Ensaios Clínicos

O primeiro conjunto de ensaios investigou principalmente parâmetros relatados pelos participantes após a administração do composto. Estes ensaios de fase precoce foram desenhados sobretudo para avaliar a tolerabilidade do composto e para identificar potenciais níveis de administração.

Dados de Curto Prazo (4–12 Semanas)

A maioria da investigação sobre o uso a curto prazo explorou se o composto produzia uma alteração percetível nos sintomas relatados pelos participantes num período de 12 semanas. Os resultados entre os diferentes estudos foram mistos; alguns ensaios reportaram uma associação entre o composto e alterações na gravidade dos sintomas, enquanto outros não registaram diferenças estatisticamente significativas quando comparados com o grupo placebo.

Dados de Longo Prazo (6 Meses ou Mais)

Uma meta-análise recente avaliou o efeito do composto ao longo de 6 meses, e os seus resultados indicaram alterações nos sintomas num subgrupo de participantes. A investigação também explorou a qualidade de vida relatada pelos participantes durante o período prolongado. Os investigadores observaram que, embora alguns dados sugiram uma potencial associação entre o composto e alterações mantidas nos parâmetros de saúde, os dados globais a longo prazo permanecem limitados.

Estudos controlados compararam o impacto do composto nos parâmetros de saúde com outras abordagens existentes. Estes ensaios comparativos focaram-se na avaliação da rapidez da mudança e na magnitude global do impacto observado. Além disso, a investigação explorou a necessidade de avaliar marcadores biológicos específicos nos participantes dos estudos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre o Mitem (FAQ)

P: O Mitem pode causar dores de cabeça ou tonturas?

R: Os dados de segurança oficiais listam uma vasta gama de reações adversas documentadas associadas ao Mitem. Embora os efeitos secundários mais comuns envolvam a medula óssea e o trato gastrointestinal, a lista completa de efeitos documentados, incluindo os menos frequentes como os que afetam o sistema nervoso, deve ser revista no âmbito da avaliação de segurança global.

P: É necessário tomar o Mitem com alimentos?

R: O Mitem não é um medicamento oral que seja tipicamente administrado com alimentos. Os documentos oficiais especificam que o fármaco é administrado por vias especializadas, tais como infusão intravenosa (IV) numa veia ou instalação intravesical diretamente na bexiga. Estes métodos de administração evitam o sistema digestivo.

P: É normal sentir algum cansaço ao iniciar o tratamento com Mitem?

R: A fadiga e o mal-estar geral são reações adversas que podem ocorrer durante o tratamento com agentes citotóxicos como o Mitem. Se um doente sentir um cansaço invulgar ou grave, recomenda-se que este seja discutido com o especialista, uma vez que pode estar relacionado com a condição subjacente ou com o tratamento.

P: O Mitem afeta as pílulas contracetivas?

R: O Mitem é um agente citotóxico que acarreta um elevado risco de causar danos ao feto. Por conseguinte, as orientações de segurança exigem que tanto homens como mulheres com potencial reprodutivo utilizem contraceção eficaz durante o tratamento e por um período especificado após o mesmo. Recomenda-se que os doentes confirmem com o seu especialista quais as formas de contraceção são consideradas adequadas durante esta terapia.

P: O Mitem causa aumento ou perda de peso?

R: Documentos oficiais indicam que foram observadas alterações relacionadas com o peso em contexto clínico, tais como a supressão passageira do aumento de peso ou a perda de apetite (anorexia). Estes efeitos estão frequentemente associados aos efeitos secundários gastrointestinais da medicação.

P: Que tipo de investigação foi realizada sobre os efeitos a longo prazo do Mitem?

R: Os ensaios clínicos e a monitorização incluem investigação sobre os efeitos do Mitem durante períodos prolongados, abrangendo frequentemente seis meses ou mais. Estão definidos os riscos conhecidos a longo prazo, como o risco cumulativo de supressão da medula óssea e o potencial para reações graves tardias, como a Síndrome Hemolítica-Urémica (SHU), que afeta os rins.

P: O Mitem pode ser cortado ao meio ou esmagado?

R: O Mitem é fornecido como um pó estéril que deve ser cuidadosamente reconstituído e manuseado como um agente citotóxico perigoso por pessoal qualificado. Não é um comprimido ou cápsula oral e não se destina a ser manipulado, dividido ou esmagado pelo doente.

P: Quais são os efeitos secundários iniciais do Mitem que costumam desaparecer?

R: Os efeitos adversos comuns que podem ser notados precocemente no período de tratamento incluem problemas gastrointestinais, como náuseas e vómitos. No entanto, é importante saber que a toxicidade mais crítica — a supressão da medula óssea — é reconhecida como um efeito secundário tardio e cumulativo, que pode agravar-se com o tempo.

P: O Mitem afeta o humor ou os níveis de ansiedade?

R: Embora as principais toxicidades do Mitem estejam relacionadas com o sangue e órgãos específicos, o perfil completo de reações adversas deve ser considerado. Reações adversas relacionadas com o sistema nervoso e o estado psicológico, como a ansiedade, foram relatadas em ensaios clínicos e são tipicamente monitorizadas como parte do plano de tratamento global.

P: Como é que o Mitem afeta os níveis de açúcar no sangue?

R: A lista oficial de reações adversas para esta classe de medicamentos inclui efeitos nos sistemas metabólico e endócrino. A redução do açúcar no sangue (hipoglicemia) é um desses efeitos relatados e é tipicamente monitorizada pelo especialista.

P: O Mitem pode ser tomado por alguém com historial de problemas cardíacos?

R: Documentos oficiais indicam que doentes com problemas cardíacos devem ser cuidadosamente avaliados pelo seu especialista. Esta precaução é especialmente importante porque a administração conjunta de Mitem com certos outros agentes quimioterápicos, como a doxorrubicina, é conhecida por aumentar potencialmente o risco de danos cardíacos (cardiotoxicidade).

P: O Mitem pode ser tomado juntamente com vitaminas?

R: Estão detalhadas interações com outros medicamentos, radiação e vacinas vivas. Não existe um aviso geral contra vitaminas; contudo, devido ao facto de o Mitem ser um agente citotóxico potente, é importante que todos os suplementos, incluindo vitaminas e minerais, sejam revistos com o especialista.

P: Quanto tempo permanece o Mitem no organismo após interromper o tratamento?

R: Dados farmacocinéticos indicam que o Mitem é processado rapidamente, principalmente pelo fígado, e eliminado do corpo. Após a administração sistémica, a semi-vida do fármaco — o tempo necessário para que a quantidade no corpo se reduza a metade — é de aproximadamente 48 minutos.

P: Quais são os motivos mais comuns para alguém interromper o tratamento com Mitem?

R: A decisão de descontinuar o Mitem é estritamente médica. O fármaco é tipicamente interrompido devido a toxicidades graves, sendo as mais comuns os danos nos rins (Síndrome Hemolítica-Urémica ou SHU) ou quando contagens sanguíneas específicas, como a Contagem Absoluta de Neutrófilos (CAN) ou a contagem de plaquetas, descem abaixo dos limites de segurança estabelecidos.

P: Existe uma versão genérica do Mitem disponível?

R: Sim, o Mitem contém a substância ativa Mitomicina C. Este composto é o medicamento genérico padrão e está disponível sob vários outros nomes comerciais em diferentes mercados.

P: Posso beber álcool enquanto estiver a fazer tratamento com Mitem?

R: O Mitem é um fármaco quimioterápico potente. As restrições de segurança aconselham frequentemente precaução quanto ao consumo de álcool, uma vez que este pode causar ou agravar efeitos secundários gastrointestinais comuns, como náuseas e vómitos.

P: E se o Mitem parecer não estar a fazer efeito após uma semana?

R: Dados de ensaios clínicos indicam que o efeito terapêutico do Mitem pode ser demorado, com muitos estudos a avaliarem as respostas ao longo de várias semanas ou meses. Qualquer perceção de falta de resposta imediata deve ser comunicada ao especialista.

P: O Mitem interage com suplementos como a Erva de S. João?

R: A Erva de S. João é conhecida por interagir com uma grande variedade de medicamentos ao acelerar a atividade de certas enzimas hepáticas. Isto pode levar potencialmente a uma diminuição da eficácia do fármaco administrado em conjunto. Os doentes devem informar o seu especialista sobre todos os suplementos à base de plantas.

P: O Mitem precisa de ser guardado no frigorífico?

R: O pó não reconstituído deve ser armazenado à temperatura ambiente controlada e protegido da luz. No entanto, uma vez que o pó tenha sido misturado numa solução (reconstituído), deve ser guardado sob refrigeração para manter a estabilidade.

P: O Mitem é habitualmente prescrito por médicos de clínica geral?

R: Não, as instruções oficiais exigem que a administração de Mitem ocorra sob a supervisão especializada de profissionais formados em protocolos de quimioterapia. Esta complexidade torna invulgar a prescrição por médicos de clínica geral.

P: O Mitem interage com sumos de citrinos, como o de toranja?

R: Os rótulos oficiais não listam explicitamente uma interação com toranja ou outros sumos de citrinos. Apesar disso, é importante comunicar todos os aspetos da dieta ao especialista, incluindo qualquer consumo regular de sumos.

P: Que tipo de especialista costuma prescrever o Mitem?

R: Devido à complexidade da administração, o Mitem deve ser prescrito por um especialista. Trata-se tipicamente de um profissional de saúde como um oncologista ou outro especialista formado em quimioterapia e na via de administração específica necessária.

P: É necessário reduzir a dose de Mitem gradualmente ou pode-se simplesmente parar?

R: O tratamento com Mitem é habitualmente administrado em ciclos definidos. Os doentes devem seguir rigorosamente as instruções do seu especialista relativamente ao fim do ciclo de tratamento e não devem interromper a medicação sem orientação médica.

P: O Mitem é conhecido por causar sensibilidade ao sol?

R: A lista oficial de reações adversas inclui reações dermatológicas, tais como várias erupções cutâneas. Embora a fotossensibilidade possa não estar explicitamente listada, os doentes submetidos a quimioterapia são habitualmente aconselhados a ter precaução com a exposição solar.

Como Mitem deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Mitem?

O pó de Mitem não reconstituído deve ser armazenado a uma Temperatura Ambiente Controlada (entre os 20 °C e os 25 °C) e protegido da luz. O produto deve permanecer na sua embalagem original, devidamente fechada, e tem de ser mantido fora da vista e do alcance das crianças.

Estabilidade e Manuseamento

O armazenamento deve evitar o calor excessivo. Uma vez reconstituída para uma concentração de 0,5 mg/mL, a solução permanece estável por um período até 14 dias se for refrigerada, ou até 7 dias se for mantida à temperatura ambiente. Dada a sua classificação como agente citotóxico, o manuseamento deve ser realizado exclusivamente por pessoal qualificado, utilizando os procedimentos de proteção estabelecidos.

Requisitos de Eliminação

O Mitem não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser tratado como resíduo quimioterápico perigoso. A eliminação deve ser efetuada de acordo com os regulamentos locais e nacionais, recorrendo habitualmente a pontos de recolha autorizados ou a contentores de resíduos perigosos designados para incineração. O produto não deve, em circunstância alguma, ser eliminado através dos esgotos domésticos ou de águas residuais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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