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Miofilin

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Miofilin

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Miofilin

Propriedade Descrição
Princípio ativo Aminofilina (Teofilina Etilenodiamina)
Forma Solução injetável, Comprimidos, Solução para perfusão
Classe farmacológica Broncodilatador, Metilxantina
Objetivo comum Alívio do broncoespasmo
Origem Derivado sintético

Identidade e Classificação

O Miofilin é uma preparação medicinal cujo princípio ativo é a Aminofilina, um composto sintético classificado primordialmente como broncodilatador. A substância é definida estruturalmente como um derivado da metilxantina, sendo sintetizada através da combinação do composto xantínico Teofilina com a Etilenodiamina. Esta estrutura química foi especificamente concebida para aumentar a solubilidade e a estabilidade da componente teofilina, tornando-a um produto de ingrediente único preferencial para administração sistémica, quando comparada com a base de Teofilina, que é menos solúvel.

A classificação fundamental da aminofilina no grupo das metilxantinas identifica a sua ação sistémica como relaxante dos músculos lisos e como um inibidor não seletivo da fosfodiesterase. Esta ação é clinicamente reconhecida pela sua eficácia no relaxamento dos músculos lisos das vias respiratórias. Embora o Miofilin seja um nome comercial de referência em certas regiões, outras preparações que contêm esta formulação exata podem ser conhecidas por diferentes nomes comerciais, tais como Aminocardol ou Euphyllin.


Formas e Objetivo Principal

O Miofilin encontra-se disponível em várias formas farmacêuticas essenciais, incluindo comprimidos convencionais para uso oral e uma solução aquosa injetável ou solução para perfusão para administração parentérica. Estas múltiplas formas garantem que o medicamento possa ser administrado de forma eficiente através de diferentes vias de administração, permitindo uma gestão terapêutica flexível.

O principal objetivo geral do fármaco deriva diretamente da sua classe como broncodilatador: aliviar a tensão física e a constrição das vias respiratórias, vulgarmente designada por broncoespasmo. Observa-se que as metilxantinas, incluindo os derivados da teofilina, atuam no relaxamento do músculo liso brônquico, o que melhora a função pulmonar. Isto significa que o medicamento ajuda, de um modo geral, a melhorar o fluxo de ar e apoia a função respiratória global, proporcionando alívio da sensação de aperto no peito.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Miofilin?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança do Miofilin, cujo princípio ativo é a Aminofilina (uma metilxantina), é definido por efeitos estimulantes oficialmente documentados em diversos sistemas do organismo. A gravidade das reações adversas está fortemente correlacionada com a concentração plasmática do seu componente ativo, a teofilina.

Classificação das Reações Adversas

As reações adversas estão organizadas nos documentos regulamentares por Classes de Sistemas de Órgãos (SOC) e frequência:

  • Doenças gastrointestinais (Frequentes): Náuseas, vómitos, diarreia e dor abdominal estão frequentemente documentados.
  • Doenças do sistema nervoso (Frequentes): Observam-se tipicamente cefaleias, tremores, insónia e inquietação.
  • Doenças cardíacas (Frequentes a Raras): Estão listadas taquicardia, palpitações e várias arritmias cardíacas, refletindo a ação estimulante do fármaco.

Reações Adversas Graves e Toxicidade

A rotulagem oficial adverte para o risco de reações adversas graves, que estão geralmente associadas a concentrações plasmáticas que excedem o intervalo terapêutico. Estas incluem convulsões (crises convulsivas) que podem colocar a vida em risco e arritmias ventriculares severas.

Considerações de Segurança para Populações Específicas

Existem precauções regulamentares específicas aplicáveis a certos grupos:

  • Adultos mais velhos: Enfrentam um risco superior de efeitos adversos, incluindo toxicidade, devido à diminuição da eliminação (clearance) do fármaco.
  • Indivíduos com Insuficiência Hepática (doença no fígado): Requerem uma consideração particular, uma vez que o processamento reduzido do medicamento aumenta significativamente o risco de reações graves.

Limitações e Condicionantes de Segurança

Devido ao seu estreito índice terapêutico, o perfil de segurança oficial enfatiza que a Monitorização Terapêutica do Fármaco (TDM) é necessária para mitigar o risco de toxicidade grave. A utilização é geralmente contraindicada em casos de hipersensibilidade conhecida à teofilina ou à etilenodiamina.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Overdose e quando procurar ajuda

Os documentos oficiais descrevem o perfil de overdose da Miofilina (Aminofilina) como uma progressão potencial de sinais iniciais, sem risco de vida, para complicações sistémicas graves. As manifestações clínicas precoces incluem frequentemente vómitos graves e persistentes, dores de cabeça, agitação, insónia e tremores musculares finos.


Desfechos com Risco de Vida

Existe o risco de progressão para convulsões intratáveis potencialmente letais e arritmias cardíacas graves (incluindo taquicardia ventricular e fibrilhação). Outros desfechos críticos documentados incluem hipotensão, paragem cardíaca, distúrbios metabólicos como a hipocalémia, e o risco de coma e morte.


Ação de Emergência Obrigatória

Deve ser procurada assistência médica imediata perante qualquer suspeita de overdose ou se forem observados sintomas de toxicidade, especialmente vómitos persistentes, convulsões ou batimentos cardíacos irregulares. É imperativo contactar os serviços de emergência ou uma linha de apoio antivenenos. A perfusão intravenosa deve ser interrompida imediatamente. O acompanhamento é definido como tratamento sintomático e de suporte, uma vez que não se conhece nenhum antídoto específico.


Monitorização e Risco

É necessária a monitorização contínua da concentração sérica de teofilina e a avaliação por ECG durante o tratamento. Está documentado um risco acrescido de toxicidade em recém-nascidos prematuros, idosos e doentes com cirrose hepática.

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Usos terapêuticos de Miofilin

Para que serve o Miofilin: Principais Utilizações Terapêuticas e Benefícios

O Miofilin (Aminofilina) é utilizado para proporcionar o alívio sintomático num espectro restrito, mas crucial, de patologias respiratórias. Este fármaco auxilia os doentes ao atenuar a tensão muscular que causa a constrição das vias aéreas, contribuindo para um ritmo respiratório mais regular e reduzindo a carga global de sintomas desgastantes.

Este medicamento é comummente utilizado em condições caracterizadas por períodos de sintomas agravados, especificamente na exacerbação aguda da asma, na Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) e para ajudar na gestão da apneia da prematuridade em recém-nascidos. A aplicação desta medicação ocorre em áreas onde é necessário um suporte sintomático adicional, particularmente durante episódios de escalada súbita de sintomas.

Nota Rápida: Alívio do Broncoespasmo Agudo

O Miofilin é considerado relevante para suavizar sintomas relacionados com o desconforto físico e o esforço fisiológico evidente provocados pelo estreitamento das vias respiratórias. O seu papel fundamental é aplicado para proporcionar alívio de suporte durante uma crise respiratória ou para ajudar a gerir o estreitamento persistente do fluxo de ar associado a doenças pulmonares crónicas.

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Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar Miofilin

A elegibilidade para a utilização de Miofilin (Aminofilina) é definida com base na idade do doente, condições de saúde subjacentes e sensibilidade ao fármaco.


Âmbito de Elegibilidade

Categoria Declaração Oficial
Populações para as quais a utilização é permitida Adultos, adolescentes e crianças com idade superior a 1 ano são, geralmente, considerados elegíveis para utilização sob as condições padrão aprovadas.
Populações para as quais a utilização não é recomendada Lactentes com menos de 6 meses de idade não têm, geralmente, recomendação para utilização intravenosa devido à variação acentuada e redução na depuração (clearance) do fármaco.
Populações para as quais a utilização é contraindicada Doentes com hipersensibilidade conhecida à Aminofilina, Teofilina, Etilenodiamina ou outros fármacos do grupo das xantinas. Doentes com porfíria aguda. Doentes a receber terapia simultânea com outros fármacos do grupo das xantinas.
Regras de elegibilidade relacionadas com a idade Doentes idosos (com mais de 60 anos) apresentam um risco superior de toxicidade devido à redução da depuração, o que requer uma utilização cautelosa. As crianças exigem uma monitorização cuidadosa devido a diferenças no metabolismo.
Regras de elegibilidade específicas por patologia A utilização requer cautela e monitorização na presença de Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC), doença hepática (ex. cirrose), Cor Pulmonale, sepsis, choque e febre alta persistente, uma vez que estas condições reduzem a depuração do fármaco.
Elegibilidade na gravidez e lactação Gravidez: O fármaco atravessa a placenta. A utilização só é considerada essencial se o benefício superar o risco; a depuração pode estar reduzida durante o terceiro trimestre. Lactação: O fármaco é excretado no leite materno e pode causar irritabilidade no lactente; é necessária monitorização.
Restrições relacionadas com a elegibilidade É necessária precaução em doentes com distúrbios convulsivos, úlcera péptica ativa, hipertensão, glaucoma e hipertiroidismo.

Declarações Oficiais de Elegibilidade

  • O Miofilin está contraindicado em qualquer doente com alergia documentada aos seus componentes ou em doentes que estejam a receber outros medicamentos derivados das xantinas.
  • O fármaco não é recomendado para lactentes com menos de 6 meses de idade, devido ao metabolismo altamente variável e à depuração imprevisível.
  • Doentes com disfunção cardíaca ou hepática estão sujeitos a uma utilização restrita, uma vez que estas condições diminuem significativamente a taxa de eliminação do fármaco, aumentando o risco de toxicidade.

O perfil de utilização baseia-se na definição de proibições absolutas e restrições de elegibilidade condicional determinadas pela fisiologia e comorbilidades do doente, assegurando que o uso seja limitado a populações onde os riscos associados ao intervalo terapêutico estreito do fármaco possam ser geridos.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Miofilin, que contém a substância ativa Aminofilina (Teofilina), apresenta diversos padrões de interação oficialmente documentados, que afetam primordialmente a eliminação (clearance) e os efeitos fisiológicos da teofilina no organismo.

Proibições Formais e Alterações na Exposição

A coadministração com outros fármacos do grupo das xantinas (como a Teofilina ou a Pentoxifilina) é formalmente contraindicada devido ao risco grave de toxicidade aditiva. As interações que aumentam a concentração plasmática de teofilina envolvem substâncias como a cimetidina, os antibióticos macrólidos e os antibióticos quinolonas (por exemplo, a ciprofloxacina), uma vez que estes reduzem a capacidade de eliminação do fármaco. Inversamente, a rifampicina e certos antiepiléticos (como a fenitoína) aumentam a eliminação da teofilina, resultando numa redução documentada das suas concentrações plasmáticas.

Interações Farmacodinâmicas e com Substâncias

As interações farmacodinâmicas incluem um risco acrescido de hipocaliemia (níveis baixos de potássio no sangue) quando o Miofilin é combinado com agonistas beta2-adrenérgicos, corticosteroides ou diuréticos. O fármaco também inibe oficialmente o efeito de agonistas dos recetores da adenosina. No que respeita a substâncias não medicinais, o consumo de tabaco e o produto à base de plantas Erva de São João (Hipericão) estão documentados como fatores que aumentam a eliminação da teofilina, diminuindo os seus níveis circulantes. A cafeína pode contribuir para efeitos estimulantes aditivos no sistema nervoso central.

Considerações para Populações Específicas

Os documentos regulamentares oficiais observam que os doentes idosos e os indivíduos com doença hepática apresentam uma eliminação fisiologicamente diminuída, o que os torna mais suscetíveis a resultados adversos decorrentes de interações que modifiquem a exposição ao medicamento.

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Mecanismo de ação

O mecanismo de ação da Aminofilina envolve, primordialmente, a sua atividade como inibidor não seletivo das enzimas Fosfodiesterase (PDE), especificamente a PDE3 e a PDE4. Esta inibição bloqueia a degradação do mensageiro celular AMP cíclico (cAMP), resultando na sua acumulação no interior das células musculares lisas. O aumento dos níveis de cAMP inicia uma cascata que reduz a concentração de cálcio intracelular, o que leva diretamente ao relaxamento do músculo liso brônquico e reduz a tensão exercida pelo tecido muscular liso dos brônquios.

Um mecanismo secundário reside no antagonismo não seletivo dos Recetores de Adenosina (A1 e A2B). O bloqueio destes recetores impede a sinalização da adenosina, o que limita o início de respostas de constrição e influencia os padrões de sinalização característicos das vias inflamatórias. Além disso, a sinalização mediada pelo cAMP estende-se às fibras musculares esqueléticas do diafragma, promovendo o aumento da contratilidade e da capacidade de resistência dos músculos responsáveis pela geração do esforço respiratório.

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Informações sobre dosagem e administração

O Miofilin, que contém o princípio ativo Aminofilina, é administrado através de vias distintas, dependendo do padrão de utilização necessário. A via intravenosa (IV) é utilizada para intervenções agudas, enquanto as formas orais (comprimidos ou xarope) são tipicamente utilizadas para uma administração contínua e estável. A administração retal através de supositórios é também uma via reconhecida, embora a sua absorção possa ser inconstante.


Regimes de Administração Oficiais

O regime oficial por via intravenosa segue uma estrutura procedimental específica em duas fases. Inicia-se com uma Dose de Carga de 6 mg/kg baseada na massa corporal magra (M.C.M.) do doente, que deve ser administrada por perfusão lenta durante 20 a 30 minutos, a uma taxa não superior a 25 mg/minuto. Esta dose única é imediatamente seguida por uma Perfusão de Manutenção contínua, com a taxa cuidadosamente calculada e começando, frequentemente, por volta dos 0,7 mg/kg/hora. A solução intravenosa pode ser preparada por diluição com fluidos compatíveis, como a Dextrose a 5%.

Para uso oral, o medicamento é habitualmente administrado em doses diárias divididas, como a cada 6 ou 8 horas. Uma instrução procedimental crucial para a utilização correta é que os comprimidos de libertação prolongada devem ser engolidos inteiros, não podendo ser esmagados nem mastigados.

Ajuste de Dose e Monitorização

O protocolo de administração exige que todas as doses sejam calculadas com base na M.C.M. para garantir uma entrega sistémica adequada. As taxas de manutenção requerem redução para certos grupos de doentes, incluindo adultos mais velhos e indivíduos com insuficiência hepática ou cardíaca, conforme especificado em normas técnicas. Além disso, todo o curso da terapia, particularmente durante o início e em alterações de dosagem, está estruturalmente dependente da Monitorização Terapêutica do Fármaco (TDM). Este processo envolve a medição da concentração sérica para orientar os ajustes necessários e manter o nível dentro do intervalo terapêutico aceite, o que define o padrão oficial de utilização.

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Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Miofilin


Evidência na Exacerbação Aguda da Asma

A investigação avaliou a utilização em indivíduos com um agravamento súbito e grave dos sintomas de asma, designado como exacerbação aguda da asma. Os estudos monitorizaram diversos desfechos que refletem o esforço fisiológico, incluindo alterações em medidas objetivas da função pulmonar (como o VEMS ou FEV1) e Pontuações de Gravidade da Asma padronizadas. Os estudos registaram medições de alterações a curto prazo nestes marcadores fisiológicos. A investigação destaca que os resultados medidos durante o período do estudo foram frequentemente variáveis quando o agente foi adicionado à combinação de tratamentos padrão modernos de doses elevadas. A evidência é limitada quanto aos padrões observados em marcadores de utilização de recursos, tais como desfechos relacionados com a utilização hospitalar, incluindo o tempo total de internamento ou admissão na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI).


Evidência na Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC)

O Miofilin foi estudado para utilização em doentes com DPOC, particularmente durante períodos de aumento da atividade sintomática, conhecidos como exacerbações agudas. Os estudos focaram-se em desfechos relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional, monitorizando especificamente alterações nas medições da função pulmonar e nos níveis de gases no sangue (PaCO2 e pH), a par de pontuações para a falta de ar (dispneia). A investigação descreve padrões relacionados com alterações nestas medidas fisiológicas. Os dados mostram que os padrões relativos a desfechos que refletem alterações episódicas ou agudas foram mistos. A evidência contribui para a compreensão dos padrões de sintomas, mas reporta informação limitada sobre padrões consistentes para desfechos relacionados com a duração total do internamento hospitalar.


Evidência na Apneia da Prematuridade

A investigação explorou se o Miofilin estava associado a efeitos em recém-nascidos prematuros que apresentam pausas respiratórias, uma condição conhecida como apneia da prematuridade. Esta aplicação foi avaliada através de Revisões Sistemáticas e Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) comparativos. Estes estudos monitorizaram desfechos que descrevem alterações episódicas ou agudas, focando-se principalmente na frequência de episódios de apneia e na dependência do lactente de suporte respiratório. Os estudos monitorizaram a evolução dos resultados ao comparar este agente com outros compostos de metilxantinas estabelecidos. Existem poucas comparações diretas com um simples placebo na investigação mais recente, e os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos, uma vez que a investigação focada no acompanhamento, particularmente para desfechos de neurodesenvolvimento, permanece limitada.


Lacunas na Investigação e Incertezas

A evidência destaca o que se sabe e o que ainda é incerto sobre o perfil clínico deste agente. A qualidade da evidência varia entre os estudos ao avaliar os principais desfechos, tendo a investigação reportado padrões de resultados variáveis. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos; existe informação limitada para desfechos a longo prazo relacionados com alterações sustentadas no estado funcional ou na prevenção de episódios futuros. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas e a evidência comparativa é escassa em alguns cenários atuais.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Miofilin (FAQ)

P: Qual é a diferença entre o Miofilin e a teofilina?

A substância ativa do Miofilin é a Aminofilina, um composto criado através da combinação do fármaco de base, a Teofilina, com a Etilenodiamina. Esta combinação química é utilizada para aumentar a solubilidade e a estabilidade da teofilina, tornando-a uma formulação preferencial para administração sistémica.

P: Porque é que se diz que o Miofilin pode não ser seguro para quem tem problemas cardíacos?

Este medicamento pode afetar o coração, sendo que os efeitos secundários comuns incluem taquicardia (batimento cardíaco acelerado) e palpitações. Adicionalmente, é necessária precaução em doentes com patologias cardíacas pré-existentes, como a Insuficiência Cardíaca Congestiva, uma vez que estas condições podem reduzir a velocidade com que o organismo elimina o fármaco, aumentando o risco de efeitos adversos.

P: Posso tomar Miofilin enquanto tomo vitaminas ou suplementos à base de plantas?

O produto à base de plantas Erva de São João (Hipericão) e substâncias como a cafeína podem afetar a forma como o organismo processa o medicamento. O perfil de eliminação do fármaco significa que todos os outros medicamentos, vitaminas e suplementos são considerações relevantes quando o tratamento é determinado por um profissional de saúde.

P: O Miofilin afeta a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

O fármaco está associado a efeitos comuns no sistema nervoso, tais como dores de cabeça, tremores, agitação e insónia. Devido a estes efeitos, recomenda-se precaução ao realizar atividades que exijam alerta mental, como conduzir ou operar maquinaria.

P: O Miofilin trata a causa subjacente ou apenas os sintomas?

O Miofilin é classificado como um broncodilatador, e o seu principal objetivo documentado é o alívio de sintomas agudos. O medicamento alcança este objetivo atuando diretamente no relaxamento dos músculos lisos das vias respiratórias, o que melhora o fluxo de ar e reduz a tensão física do broncoespasmo.

P: A dor de cabeça é um efeito secundário comum ao iniciar o Miofilin?

A dor de cabeça está classificada como uma reação adversa Comum. Estes efeitos frequentes, que podem ser semelhantes aos efeitos da cafeína, são frequentemente transitórios e podem ser observados especialmente à medida que o organismo atinge os níveis terapêuticos necessários.

P: Se eu parar de tomar Miofilin, quanto tempo permanece no meu sistema?

O tempo que a substância ativa (teofilina) permanece no sistema varia consideravelmente. Em adultos saudáveis e não fumadores, a semivida é tipicamente de 7 a 9 horas, mas pode ser mais curta em crianças ou mais longa em idosos ou pessoas com certas condições médicas.

P: O Miofilin pode afetar a fertilidade ou o planeamento de uma gravidez?

Estudos em modelos animais indicaram um prejuízo documentado na fertilidade quando o fármaco foi administrado em doses elevadas. Sabe-se que o medicamento atravessa a placenta em humanos, e a sua utilização durante a gravidez é considerada apropriada apenas quando o benefício clínico é determinado como sendo superior aos riscos documentados.

P: É necessário fazer análises laboratoriais antes de iniciar o Miofilin?

O protocolo de tratamento está dependente da Monitorização Terapêutica do Fármaco (TDM). Este processo requer a medição da concentração do medicamento no sangue, o que pode ser necessário quando o tratamento é iniciado pela primeira vez, para orientar os ajustes necessários e manter o nível dentro do intervalo terapêutico aceite.

P: É verdade que o Miofilin pode afetar os valores da pressão arterial?

O fármaco pode afetar o sistema cardiovascular. Foram documentados casos em que a administração de Aminofilina pode levar a uma diminuição da pressão arterial. Por este motivo, é necessária precaução na utilização em doentes com condições pré-existentes como a hipertensão.

P: Porque é que o Miofilin é por vezes administrado com outro medicamento?

O medicamento é frequentemente utilizado como um adjuvante, o que significa que é um tratamento suplementar juntamente com as terapias padrão. Para exacerbações agudas, é utilizado em conjunto com agonistas beta2-adrenérgicos inalados e corticosteroides sistémicos.

P: Existe uma versão genérica do Miofilin disponível?

As formas de dosagem oral da substância ativa (Aminofilina) foram descontinuadas em algumas regiões, não existindo versões genéricas disponíveis para essas formas. No entanto, a solução para injeção continua disponível para utilização em contexto hospitalar.

P: Existem problemas conhecidos entre o Miofilin e a exposição à luz solar?

O fármaco deve ser protegido da luz e guardado longe da luz solar direta. A proteção da luz e do sol é necessária para os requisitos de conservação física do medicamento.

P: Existe alguma ligação entre o Miofilin e danos no fígado?

Os doentes com compromisso hepático (doença do fígado) estão sujeitos a uma utilização restrita e a uma monitorização cuidadosa. Isto deve-se ao facto de o processamento reduzido do fármaco aumentar significativamente o risco de reações adversas graves e de toxicidade.

P: A que temperatura devo guardar o Miofilin?

O medicamento deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, tipicamente definida como um intervalo entre 20° e 25°C. O fármaco deve ser mantido na sua embalagem original, protegido da luz e da humidade.

P: Com que frequência ocorrem habitualmente os efeitos secundários do Miofilin?

Os efeitos secundários estão classificados pela sua frequência. Por exemplo, problemas do sistema nervoso como dores de cabeça, tremores e insónia, juntamente com perturbações digestivas como náuseas, são classificados como reações adversas Comuns, enquanto reações graves são classificadas como Raras.

P: Qual é o risco de overdose com Miofilin?

A substância ativa tem um índice terapêutico estreito, o que significa que existe apenas uma pequena diferença entre a concentração eficaz e a concentração tóxica no sangue. Devido a esta estreita margem de segurança, a sobredosagem pode levar a problemas potencialmente fatais, tais como convulsões ou arritmias cardíacas graves.

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Como Miofilin deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Miofilin (Aminofilina)

As diretrizes oficiais para a conservação do Miofilin enfatizam a manutenção da estabilidade química e a segurança. O medicamento deve ser conservado na sua embalagem original, bem fechada, e mantido fora da vista e do alcance das crianças.

Requisitos de Conservação

Tipo de Requisito Instruções
Temperatura Conservar a temperatura ambiente controlada (por exemplo, abaixo de 25°C ou 30°C).
Ambiente Proteger da luz e da humidade. Não congelar.
Estabilidade Verificar no rótulo qualquer informação específica sobre o prazo de validade após abertura para produtos abertos ou diluídos.

Instruções de Eliminação

Para prevenir a contaminação ambiental, não se deve eliminar o Miofilin não utilizado ou fora de validade através dos esgotos ou do lixo doméstico. O medicamento deve ser devolvido numa farmácia ou num programa de recolha designado pelas autoridades para a eliminação correta de resíduos farmacêuticos, seguindo os regulamentos locais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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