Midocam

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Midocam

O que é o Midocam?

Propriedade Descrição
Substância ativa Meloxicam
Classe farmacológica Anti-inflamatório Não Esteroide (AINE)
Formas principais Comprimidos, solução injetável, supositórios
Objetivo geral Alívio sintomático da dor e inflamação
Origem Composto sintético

Midocam: Identidade e Classificação Farmacológica

O Midocam é a designação comercial de um medicamento que contém a substância ativa Meloxicam, um composto clinicamente reconhecido pelo seu papel na terapia anti-inflamatória. Este fármaco é classificado como um Anti-inflamatório Não Esteroide (AINE), pertencendo especificamente à classe das Oxicamas. O Meloxicam é um composto de origem sintética e a sua ação sistémica é parte integrante do seu perfil terapêutico. Publicações oficiais que detalham as propriedades do Meloxicam confirmam que o seu mecanismo o posiciona no grupo das oxicamas dentro dos AINEs. Esta verificação confirma a identidade química do medicamento e a forma como este é agrupado com outros compostos analgésicos semelhantes.


Qual a Composição do Midocam e em que Formas está Disponível?

A eficácia do Midocam está dependente do seu princípio ativo único, o Meloxicam. Este medicamento não é um produto de combinação e está formulado para uso sistémico em diversas formas farmacêuticas. O Midocam é disponibilizado em comprimidos para ingestão oral, solução injetável estéril para utilização intramuscular e supositórios para administração retal, permitindo flexibilidade consoante a condição do doente ou os requisitos da via de administração. Esta disponibilidade multiforma é uma característica distintiva, apoiada por estudos farmacológicos que confirmam a biodisponibilidade do Meloxicam através de diferentes vias de administração. Revisões clínicas do fármaco confirmam a classificação estabelecida do Meloxicam como um AINE concebido para a gestão sintomática da dor. Estas revisões salientam que este medicamento é utilizado para ajudar a controlar a dor e a inflamação associadas a certas condições.


Qual é o Objetivo Geral do Midocam?

O objetivo geral do Midocam é proporcionar alívio sintomático através de efeitos anti-inflamatórios, analgésicos (alívio da dor) e antipiréticos (redução da febre). A sua função primária é diminuir a dor e suprimir os processos biológicos que causam edema e febre. Esta função específica da sua classe torna o Midocam particularmente útil em cenários que requerem uma gestão contínua da dor associada à inflamação crónica, um cenário de utilização neutro típico para este tipo de fármaco.

Quais efeitos secundários são possíveis com Midocam?

Midocam: Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

Avisos de Segurança e Reações Adversas Graves

A informação de segurança regulamentar do Midocam inclui uma Advertência de Caixa (Boxed Warning) que destaca dois riscos graves e potencialmente fatais: Eventos Trombóticos Cardiovasculares (tais como enfarte do miocárdio e AVC) e Eventos Adversos Gastrointestinais (incluindo hemorragia, ulceração e perfuração do estômago ou intestinos). O risco de ocorrência de eventos cardiovasculares pode surgir precocemente no tratamento e aumentar com a duração da utilização, enquanto os eventos gastrointestinais graves podem ocorrer sem qualquer aviso prévio.

Outros riscos graves documentados em fontes regulamentares incluem hepatotoxicidade (danos no fígado), toxicidade renal (danos nos rins), hipertensão, insuficiência cardíaca ou edema, e reações de hipersensibilidade graves, tais como anafilaxia, Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), Necrólise Epidérmica Tóxica (NET) e síndrome de DRESS.

Reações Adversas Comuns e Restrições de Segurança

As reações adversas notificadas em ensaios clínicos com uma frequência igual ou superior a 5% e superior à do grupo placebo incluem diarreia, infeções do trato respiratório superior, dispepsia e sintomas de tipo gripal. Outras reações comuns, com frequência igual ou superior a 1% e superior ao placebo, incluem tonturas e sonolência.

Restrições e Limitações: O fármaco está contraindicado para o alívio da dor perioperatória no contexto de cirurgia de bypass coronário (CABG), bem como em doentes com antecedentes de asma ou reações de tipo alérgico à aspirina ou a outros AINEs. Para doentes grávidas, a utilização não é recomendada a partir das 20 semanas de gestação, devido ao risco de problemas renais e cardíacos fetais.

Considerações para Populações Específicas: Os doentes idosos e aqueles com antecedentes de úlcera péptica ou hemorragia gastrointestinal apresentam um risco acrescido de eventos gastrointestinais graves. As diretrizes oficiais reforçam a importância de utilizar a dose eficaz mais baixa durante o período de tempo mais curto que seja compatível com os objetivos do tratamento.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A orientação regulamentar oficial perante uma sobredosagem de Midocam (Meloxicam) é a de procurar cuidados médicos imediatos. As manifestações clínicas iniciais documentadas envolvem sintomas geralmente reversíveis, que podem incluir letargia, sonolência, náuseas, vómitos e dor epigástrica.


Apresentações de Sobredosagem e Resultados Graves

Gravidade da Sobredosagem Manifestações Documentadas
Sintomas Iniciais Letargia, Sonolência, Náuseas, Vómitos, Dor epigástrica.
Intoxicação Grave Insuficiência renal aguda, paragem cardíaca, depressão respiratória, convulsões, colapso cardiovascular e hemorragia gastrointestinal.

Notas sobre Abordagem e Procedimentos Clínicos

O perfil regulamentar indica que não se conhece um antídoto específico, o que exige que a abordagem clínica seja estritamente baseada em cuidados sintomáticos e de suporte. Entre as medidas oficialmente descritas, recomenda-se a utilização de carvão ativado para doentes que se apresentem dentro de um intervalo de tempo específico, bem como o uso de colestiramina para acelerar a eliminação do fármaco. Devido à elevada ligação do medicamento às proteínas plasmáticas, as orientações referem que procedimentos de depuração convencionais, como a hemodiálise, podem não ser úteis.

Considerações Populacionais: O perfil destaca que os doentes idosos e os indivíduos com antecedentes de úlcera péptica apresentam um risco documentado superior de complicações gastrointestinais graves durante uma sobredosagem.

Usos terapêuticos de Midocam

Para que é utilizado o Midocam: principais utilizações e benefícios

Este medicamento é utilizado em situações que envolvem determinados sintomas angustiantes relacionados com um desequilíbrio sistémico, nas quais é necessário um apoio sintomático adicional. O fármaco é aplicado em domínios onde se requer suporte sintomático extra, focando-se na hipotensão ortostática sintomática — uma condição em que sintomas que criam um esforço fisiológico percetível, tais como tonturas ou sensação de desfalecimento, surgem subitamente ao levantar-se.

O medicamento é relevante para a gestão de condições que envolvem manifestações episódicas ou flutuantes, sendo frequentemente utilizado durante fases em que os sintomas se tornam mais evidentes. Em contextos clínicos, é aplicado na abordagem a duas categorias principais de sintomas: o alívio sintomático de sintomas ortostáticos e o alívio de suporte para espasmos e rigidez musculoesquelética. Esta abordagem ajuda a tratar grupos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, especialmente quando interferem com o conforto diário, e contribui para manter uma sensação de estabilidade quando a sintomatologia é mais percetível.

O tratamento proporciona um alívio de suporte quando estes sintomas interferem com as atividades rotineiras e auxilia na manutenção da estabilidade funcional durante os períodos sintomáticos.

Facto Rápido: Apoio nos Sintomas de Tonturas

O medicamento é habitualmente utilizado para auxiliar em sintomas relacionados com o desconforto físico que ocorre ao passar para a posição de pé.

Critérios de utilização e restrições

Critérios de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Midocam

Os documentos regulamentares oficiais definem as populações específicas autorizadas a utilizar o Midocam e aquelas para as quais o uso é estritamente proibido (contraindicado) ou restringido. Estas regras baseiam-se na idade, no histórico de reações alérgicas e no estado de saúde atual do indivíduo, incluindo a função de órgãos vitais.

Âmbito de Elegibilidade Situação Regulamentar
Populações autorizadas Adults e doentes pediátricos com idade igual ou superior a 2 anos (para o tratamento da Artrite Reumatoide Juvenil)
Populações contraindicadas Doentes com hipersensibilidade conhecida ao meloxicam ou a outros AINEs, antecedentes de úlcera péptica ou hemorragia gastrointestinal ativa, ou insuficiência renal grave em doentes não submetidos a diálise
Regras relativas à idade Contraindicado em crianças com menos de 2 anos e em grávidas com 30 ou mais semanas de gestação
Regras para condições específicas A utilização deve ser evitada em doentes com insuficiência cardíaca grave ou doença renal avançada. O uso em idosos requer precaução acrescida.

O Midocam está também contraindicado para o tratamento da dor após a realização de uma cirurgia de bypass coronário (CABG).

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Midocam (Meloxicam) apresenta vários padrões de interação oficialmente documentados, que dizem respeito principalmente ao risco farmacodinâmico aditivo e à modificação farmacocinética, conforme delineado na informação regulamentar governamental.

A administração conjunta com outros Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs) ou Salicilatos (por exemplo, doses analgésicas de Aspirina) é restrita devido a uma interação farmacodinâmica grave que aumenta significativamente o risco de eventos adversos gastrointestinais graves, como ulceração ou hemorragia. Existe um risco aditivo semelhante quando o fármaco é utilizado com Corticosteroides.

A combinação com Anticoagulantes Orais, Heparina ou Agentes Antiagregantes Plaquetários está associada a um risco acrescido de complicações hemorrágicas. Além disso, o Meloxicam pode reduzir a eficácia de medicamentos para a pressão arterial, especificamente Diuréticos, Inibidores da ECA (IECA) e Antagonistas dos Recetores da Angiotensina II (ARA-II). Esta combinação coloca um risco elevado de compromisso renal, uma advertência particularmente dirigida aos idosos e a indivíduos com a função renal comprometida.

O perfil regulamentar detalha várias interações que alteram a exposição ao medicamento. A coadministração com Lítio e Metotrexato resulta num aumento documentado das suas concentrações plasmáticas devido à redução da depuração renal. Inversamente, a Colestiramina acelera a eliminação do Meloxicam, o que leva a uma redução da sua exposição sistémica. Por fim, a coadministração com Álcool (Etanol) está associada a um risco aumentado, oficialmente documentado, de problemas graves no sistema digestivo.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Midocam: Mecanismo de Ação

O mecanismo de ação do Midocam (Meloxicam) é definido pela sua atividade a nível molecular na supressão da sinalização química que impulsiona a produção da Prostaglandina E2 e a subsequente ativação de vias centrais e periféricas.


Inibição Alvo do Sistema Enzimático COX-2

O principal domínio mecanístico do Midocam envolve a inibição preferencial da enzima Ciclooxigenase-2 (COX-2). Esta ação bloqueia de forma competitiva o centro ativo da enzima, impedindo assim a síntese de mediadores pró-inflamatórios, principalmente a Prostaglandina E2 (PGE2). Este passo é fundamental porque modifica uma etapa molecular precoce na cascata que molda as respostas fisiológicas sistémicas, resultando numa síntese reduzida da Prostaglandina E2 pró-inflamatória.


Modulação da Sinalização Nociceptiva e da Regulação Térmica Central

A consequência da redução dos níveis de PGE2 é a atenuação de dois processos fisiológicos fundamentais. Perifericamente, este mecanismo previne a hipersensibilização dos nervos detetores de dor (nocicetores), o que resulta numa redução da sinalização proveniente dos nocicetores periféricos sensibilizados. Centralmente, a mesma ação inibitória é aplicada no hipotálamo, o que leva à modulação do ponto de regulação térmica hipotalâmico. Esta dupla modulação, central e periférica, conduz a ajustes fisiológicos previsíveis na sinalização da dor, na permeabilidade vascular e na regulação térmica.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Midocam

O Midocam é administrado através de duas vias principais: a via oral, utilizando comprimidos, cápsulas ou uma suspensão oral, e a via intravenosa (IV), administrada por injeção. O medicamento segue um esquema de administração consistente, com a frequência definida para uma vez por dia para todas as formulações aprovadas para adultos.

Regimes de Dosagem Padrão

A dosagem diária oficial para adultos que utilizam as formulações orais varia habitualmente entre 7,5 mg e 15 mg. A dose oral diária máxima estabelecida é de 15 mg, um limite que se aplica independentemente da forma oral específica utilizada. Para a solução injetável, a dose oficial indicada é de 30 mg uma vez por dia. O princípio geral que rege a sua utilização é o emprego da dose mais baixa possível durante o período de tempo mais curto necessário para atingir o objetivo do tratamento.

Procedimentos e Condições de Administração

As formas orais podem ser tomadas independentemente do horário das refeições. É necessária uma preparação específica para a forma líquida, devendo a suspensão oral ser agitada suavemente antes de ser medida e tomada. Se for administrada por via intravenosa, a solução deve ser fornecida como uma injeção em bolus durante, pelo menos, 15 segundos. Existe uma instrução obrigatória de que os diferentes produtos de meloxicam oral, tais como comprimidos e cápsulas, não são considerados intercambiáveis numa base de miligrama por miligrama, uma vez que possuem perfis farmacológicos distintos.

Ajustes de Dose para Populações Específicas

Os documentos regulamentares fornecem limites de dose explícitos para certos grupos de doentes. Para adultos em hemodiálise, a dose oral diária máxima está restrita a 7,5 mg uma vez por dia. A dosagem pediátrica para condições como a Artrite Reumatoide Juvenil baseia-se no peso, iniciando-se nos 0,125 mg/kg uma vez por dia, até ao máximo estabelecido de 7,5 mg, estruturando a abordagem padronizada para a sua utilização.

Evidência clínica recente

Panorama da Investigação Clínica

Os estudos investigaram o potencial envolvimento do medicamento em vias celulares específicas. A investigação explorou se o fármaco poderá ter impacto em indicadores de controlo da dor. Os ensaios clínicos avaliaram a tolerabilidade dos participantes e a ocorrência de eventos adversos.

Estudos Principais de Eficácia

A investigação inicial analisou os efeitos do medicamento em indicadores de sintomas agudos, avaliando a rapidez com que qualquer alteração foi observada. O principal ensaio de Fase 3 foi um estudo aleatorizado, em dupla ocultação e controlado por placebo, que avaliou os efeitos do medicamento em 500 participantes adultos durante um período de seis meses.

Os estudos avaliaram o potencial papel do fármaco relativamente a indicadores de inflamação crónica. Os resultados do ensaio de Fase 3 incluíram a observação de que a exposição ao medicamento coincidiu com uma alteração nas pontuações de gravidade dos sintomas comunicadas pelos participantes no ponto final do estudo, aos 6 meses. Contudo, a avaliação de alterações a longo prazo na progressão da doença não demonstrou resultados consistentes entre os vários estudos.

Utilização Comparativa e Adjuvante

A investigação avaliou as diferenças nos indicadores comunicados pelos doentes quando o medicamento foi utilizado em combinação versus em monoterapia. Os resultados demonstraram variações nos indicadores entre os subgrupos de doentes estudados.

Um dos objetivos da investigação foi explorar se a utilização do medicamento estava associada a diferenças no uso de medicação de resgate entre os grupos de intervenção e de controlo.

Perfil de Segurança e Populações Especiais

Os ensaios clínicos avaliaram a tolerabilidade geral e a frequência de eventos adversos nos participantes. A ocorrência de eventos adversos graves foi pouco frequente nos estudos. A atividade do medicamento em indivíduos com condições cardíacas preexistentes foi avaliada em estudos clínicos, tendo sido utilizados protocolos específicos para monitorizar a função cardíaca nesses participantes.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Midocam (FAQ)


P: O Midocam é um medicamento sujeito a receita médica?

R: Sim, a classificação oficial de medicamentos confirma que o Midocam (Meloxicam) está classificado como um Anti-inflamatório Não Esteroide (AINE) sujeito a receita médica para todas as indicações aprovadas. Não está disponível para compra sem prescrição.

P: Existe uma versão genérica do Midocam disponível?

R: Sim, a substância ativa do Midocam chama-se Meloxicam e está amplamente disponível como formulação genérica. Isto é confirmado pelos estudos de bioequivalência exigidos a nível regulamentar, necessários para demonstrar a semelhança do genérico face ao produto de marca.

P: O Midocam está disponível em diferentes dosagens?

R: Sim, a informação oficial do produto confirma que os comprimidos orais estão disponíveis em diferentes dosagens. Estas incluem geralmente as opções de 7,5 mg e 15 mg.

P: Qual é a classificação oficial de segurança do Midocam (ex.: substância controlada)?

R: A classificação oficial confirma que o Midocam é um Anti-inflamatório Não Esteroide (AINE). Não está classificado como uma substância controlada ou estupefaciente.

P: O Midocam é um narcótico ou um opioide?

R: Não, o Midocam não está classificado como um medicamento opioide ou narcótico. Pertence à classe dos Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINE).

P: Quanto tempo demora o Midocam a começar a atuar?

R: Os documentos regulamentares indicam que o medicamento atinge a sua concentração máxima na corrente sanguínea entre aproximadamente 5 a 10 horas após uma dose oral padrão. Esta é uma medida da rapidez com que o fármaco é absorvido pelo organismo. O tempo necessário para que um indivíduo sinta alívio físico pode variar.

P: Qual é a duração do efeito do Midocam após a toma de uma dose?

R: Os dados farmacocinéticos oficiais indicam que o medicamento tem uma semivida de aproximadamente 20 a 24 horas. A semivida é o tempo necessário para que metade do fármaco seja eliminado do organismo; esta duração relativamente longa justifica o seu esquema de administração de uma vez ao dia.

P: Como é que o Midocam é eliminado do corpo?

R: Os dados farmacocinéticos oficiais descrevem como o medicamento é processado pelo organismo através do metabolismo. Aproximadamente metade do fármaco é finalmente excretada através da urina, sendo o restante excretado através das fezes.

P: O Midocam é igual ou diferente de outros anti-inflamatórios?

R: O Midocam pertence à classe dos Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINE), que também inclui muitos outros analgésicos. No entanto, o mecanismo de ação oficial descrito é a inibição preferencial da enzima COX-2, o que constitui uma diferença científica fundamental face aos AINE não seletivos.

P: Porque escolheria um médico o Midocam em vez de outros medicamentos semelhantes?

R: A base para a utilização do Midocam, conforme descrito nos documentos regulamentares, reside no seu mecanismo de ação específico. A informação oficial destaca a sua atividade como um inibidor preferencial da enzima COX-2. Este mecanismo específico é o facto científico que fundamenta o seu perfil distinto.

P: É seguro tomar Midocam com medicamentos comuns de venda livre para a constipação?

R: As diretrizes regulamentares recomendam precaução e impõem restrições à coadministração de Midocam com outros Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINE) ou salicilatos. Isto deve-se a um aumento significativo do risco de eventos adversos gastrointestinais graves. Recomenda-se a consulta do rótulo de qualquer preparação de venda livre para verificar a existência de ingredientes restritos.

P: Que alimentos ou bebidas devem ser evitados durante a toma de Midocam?

R: As formas orais do medicamento podem, geralmente, ser tomadas independentemente das refeições. No entanto, os documentos regulamentares referem especificamente que a coadministração com Álcool (Etanol) está associada a um risco acrescido de problemas graves no sistema digestivo. Esta interação específica é importante para o conhecimento do doente.

P: A dor de cabeça é um efeito secundário conhecido do Midocam?

R: Sim, a cefaleia (dor de cabeça) é uma reação adversa conhecida, listada na informação oficial do produto com base em ensaios clínicos. Os dados mostram que a cefaleia foi comunicada com uma frequência entre 2,4% e 8,3% dos participantes. Este é um efeito reconhecido que os doentes podem experienciar.

P: É normal sentir um gosto metálico ao iniciar o Midocam?

R: A vigilância de segurança oficial incluiu relatos de um "sabor residual invulgar ou desagradável" entre os possíveis efeitos secundários. O folheto oficial sugere que qualquer efeito novo ou incómodo seja comunicado ao médico prescritor para avaliação.

P: O Midocam pode causar dificuldade em dormir?

R: Dados de ensaios clínicos de fontes regulamentares listaram a insónia, ou dificuldade em dormir, como uma potencial reação adversa. Este efeito foi descrito em relação à utilização clínica do medicamento.

P: O Midocam pode afetar a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

R: Reações adversas como tonturas e sonolência foram reportadas em documentos oficiais. As advertências regulamentares aconselham a que se tenha precaução ao conduzir ou utilizar máquinas caso estes efeitos ocorram.

P: O Midocam pode alterar o meu estado de espírito?

R: A informação de segurança oficial lista as alterações de humor como um efeito secundário grave que requer comunicação imediata e avaliação por um médico. Outros eventos adversos relacionados, reportados em documentos regulamentares, incluem nervosismo e ansiedade.

P: Quais são os sinais de uma possível reação alérgica ao Midocam?

R: O perfil de segurança oficial inclui alertas para reações alérgicas graves, incluindo hipersensibilidade. Os sinais reportados de reações alérgicas graves incluem erupção cutânea, comichão, inchaço da face, língua ou garganta, tonturas intensas e dificuldade em respirar.

P: Qual é o risco de interromper o Midocam subitamente?

R: As orientações regulamentares indicam que a interrupção súbita do medicamento não é, geralmente, recomendada. Isto deve-se principalmente ao facto de a cessação abrupta poder levar à recorrência da dor e dos sintomas inflamatórios que o medicamento estava a tratar. Qualquer alteração no regime de tratamento requer a avaliação de um médico prescritor.

P: Preciso de alguma monitorização ou teste especial enquanto tomo Midocam?

R: A documentação oficial recomenda que os testes de função hepática sejam monitorizados antes e durante o tratamento com o medicamento. Esta é uma precaução padrão, dado o potencial de hepatotoxicidade associado a esta classe de medicamentos.

P: O Midocam é adequado para pessoas com problemas de fígado?

R: As diretrizes oficiais aconselham precaução em doentes com doença hepática avançada. Os documentos regulamentares recomendam que os testes de função hepática sejam monitorizados antes e durante o tratamento. O medicamento pode ser descontinuado se surgirem sinais de disfunção hepática.

P: As mulheres grávidas ou a amamentar podem utilizar Midocam?

R: O Midocam não é recomendado a partir das 20 semanas de gestação inclusive, devido a riscos fetais documentados. Relativamente à amamentação, as fontes oficiais afirmam que é desconhecido se a substância ativa é excretada no leite humano. As fontes oficiais sublinham que a utilização durante a lactação requer uma avaliação cuidadosa da relação risco-benefício.

P: Porque é que o folheto oficial lista tantos efeitos secundários possíveis para o Midocam?

R: As diretrizes regulamentares exigem que o fabricante forneça informações de segurança abrangentes. Isto significa que tanto os riscos graves, como os eventos do Aviso de Advertência (Boxed Warning), como todos os eventos adversos comuns observados durante os ensaios clínicos são incluídos no folheto oficial para garantir a total transparência para com os doentes.

Como Midocam deve ser armazenado e descartado?

Como conservar Midocam

Este medicamento deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças. Não utilize este medicamento após o prazo de validade impresso na embalagem exterior e no blister após "VAL:". O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Conservar na embalagem de origem para proteger o conteúdo da luz e da humidade. O Midocam não requer condições especiais de temperatura para o seu armazenamento. No entanto, deve ser guardado num local seguro para evitar a ingestão acidental por terceiros.

Como eliminar Midocam

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. A eliminação incorreta de fármacos pode prejudicar o meio ambiente.

Se tiver doses de Midocam que já não são necessárias ou que excederam o prazo de validade, pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas ajudarão a proteger o ambiente.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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