Methenamine

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Methenamine

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Methenamine

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Metenamina (Hexametilenotetramina)
Forma Principal Comprimidos (de libertação imediata e prolongada)
Classe Farmacológica Antissético das Vias Urinárias
Origem Composto Sintético

A Metenamina é um composto químico orgânico sintético reconhecido na farmacologia como um Antissético das Vias Urinárias e um Agente Anti-infecioso. O seu propósito geral é criar um ambiente adverso às bactérias no sistema urinário, diferenciando a sua função localizada da dos antibióticos sistémicos. Este fármaco funciona especificamente como um anti-infecioso urinário.

Também conhecida pelo seu nome químico Hexametilenotetramina ou pelo sinónimo Urotropina, a Metenamina é quimicamente definida como um pró-fármaco. Esta classificação significa que o composto é biologicamente inativo ao ser ingerido e requer uma transformação química específica — desencadeada pelo ambiente ácido da urina — para produzir o seu efeito medicinal ativo. As formulações comuns incluem os sais Hipurato de Metenamina e Mandelato de Metenamina, que são dois exemplos bem conhecidos das suas formulações de entidade única.


Qual é a Composição e Forma da Metenamina?

A Metenamina é administrada por via oral e está disponível em várias formas farmacêuticas, mais vulgarmente em Comprimidos, incluindo variações padrão e de libertação prolongada, e ocasionalmente como Solução Oral. Embora a entidade farmacológica seja a Metenamina, a composição utiliza frequentemente um sal — como os derivados do Ácido Hipúrico ou do Ácido Mandélico — como o seu componente principal.

Estas formulações são necessárias porque a presença do ácido atua como a base ou veículo que dita a atividade do fármaco, garantindo que o ambiente local seja otimizado para a sua atividade dependente do pH. Os comprimidos de libertação prolongada oferecem uma característica distinta, proporcionando uma taxa de dissolução controlada concebida para manter a presença do fármaco no trato urinário durante um período mais longo.


Como Funciona Geralmente a Metenamina?

O funcionamento da Metenamina baseia-se num princípio químico único: requer um ambiente apropriadamente ácido na urina para se tornar ativa. Quando este limiar de baixo pH é atingido, o composto decompõe-se através de hidrólise, resultando na libertação direta de formaldeído. Esta produção de formaldeído é a fonte da potente ação bactericida não específica do fármaco, que se concentra quase exclusivamente no trato urinário. O benefício geral desta ação localizada é a sua capacidade de criar um ambiente hostil à colonização bacteriana, contribuindo, desta forma, para a esterilidade do sistema urinário.

Quais efeitos secundários são possíveis com Methenamine?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança da metenamina, conforme detalhado na documentação regulamentar, caracteriza-se por potenciais reações adversas que afetam predominantemente os sistemas gastrointestinal e urinário.


Frequência e Classificação por Sistema

As reações adversas listadas nos documentos oficiais estão classificadas de acordo com a sua ocorrência e o sistema fisiológico afetado:

Classe de Sistemas e Órgãos Efeitos Comuns Efeitos Raros
Gastrointestinal Náuseas, Vómitos, Desconforto gástrico Diarreia, Dor abdominal (Frequência desconhecida)
Renal e Urinário Irritação da bexiga, Disúria Hematúria (sangue na urina)
Cutâneo Erupção cutânea Prurido (Comichão) (Frequência desconhecida)

Reações como náuseas, desconforto gástrico, disúria (dor ao urinar) e erupções cutâneas são geralmente reportadas como reações comuns ou minoritárias. A irritação da bexiga e a micção dolorosa e frequente foram documentadas especificamente após a administração de doses elevadas (8 gramas diários) durante um período de tempo prolongado.


Considerações Graves de Segurança e Restrições

A rotulagem oficial define condições específicas em que o medicamento é contraindicado (não deve ser utilizado). Estas restrições aplicam-se a indivíduos com insuficiência renal, insuficiência hepática grave e desidratação grave.

As reações clinicamente importantes documentadas incluem o risco de síndrome de insuficiência hepática aguda em indivíduos com compromisso hepático pré-existente. Adicionalmente, existe uma preocupação de segurança relevante na utilização conjunta com sulfonamidas, o que pode levar à cristalúria (formação de cristais ou de um precipitado insolúvel) na urina.

A informação oficial de segurança inclui também notas sobre a monitorização laboratorial, recomendando a realização de exames periódicos da função hepática, especialmente em pacientes com disfunção hepática prévia. É ainda assinalado que a metenamina pode causar resultados falsamente elevados em determinados exames laboratoriais à urina.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A documentação regulamentar oficial descreve o perfil de sobredosagem da Metenamina principalmente através dos seus efeitos localizados graves, que estão tipicamente associados à exposição a doses superiores às recomendadas (por exemplo, 8 gramas diários durante várias semanas).

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Os sintomas registados na rotulagem oficial focam-se predominantemente no sistema urinário. Estes incluem uma irritação acentuada da bexiga, micção dolorosa e frequente, bem como indícios de sangue ou proteínas na urina, designadamente hematúria macroscópica (sangue visível na urina) e albuminúria. Outras manifestações listadas no contexto de uma sobre-exposição incluem náuseas, vómitos, desconforto gástrico e uma erupção cutânea generalizada.

Ação de Emergência e Gestão Requerida

No caso de uma sobre-exposição acidental ou sobredosagem, as orientações regulamentares determinam que deve ser procurada assistência médica imediata. Os pacientes devem procurar auxílio profissional e contactar imediatamente um centro de informação antivenenos.

As medidas de gestão oficialmente descritas pelas autoridades focam-se na minimização da absorção e na reversão dos efeitos locais. Os procedimentos incluem a realização de uma lavagem gástrica ou a utilização de carvão ativado para reduzir a absorção do fármaco pelo organismo. Um passo de gestão específico e documentado envolve a alcalinização da urina com bicarbonato de sódio e a administração forçada de líquidos (por via oral ou parentérica). Não existe um antídoto químico específico documentado para a Metenamina nas informações de prescrição.

Usos terapêuticos de Methenamine

De acordo com a informação clínica disponível, a metenamina é frequentemente utilizada na gestão de manifestações recorrentes ou episódicas de problemas persistentes do trato urinário. A sua aplicação é geralmente indicada em situações onde o apoio sintomático a longo prazo é considerado relevante.


Gestão de ITUs Recorrentes

A metenamina é aplicável em categorias de condições que apresentam manifestações episódicas ou flutuantes associadas a problemas recorrentes, tais como processos inflamatórios e estados de irritação. Este fármaco oferece um suporte que ajuda a aliviar a carga sintomática global em contextos clínicos marcados por desequilíbrios fisiológicos temporários, o que apoia o paciente durante fases difíceis e pode auxiliar a evitar novas crises. Este apoio é particularmente relevante em cenários clínicos onde os sintomas se tornam mais percetíveis.


Apoio contra a Bacteriúria

Este medicamento é aplicado em contextos clínicos onde é necessário suporte sintomático adicional devido a conjuntos de sintomas recorrentes que podem tornar-se disruptivos, tais como sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos. É utilizado em situações que envolvem determinados sintomas de mal-estar, auxiliando na manutenção da estabilidade funcional e contribuindo para a redução do desconforto e do esforço funcional.

Facto Rápido: Auxílio nos Sintomas Urinários
A metenamina auxilia no suporte sintomático de condições que envolvem sintomas relacionados com o desconforto físico no trato urinário.

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade Oficial e Contraindicações

A elegibilidade para a utilização de metenamina é rigorosamente definida pelas autoridades regulamentares e baseia-se na função orgânica subjacente, nas medicações concomitantes e no estado fisiológico do paciente. O medicamento está contraindicado em diversas populações específicas.

Proibições Absolutas

Categoria População / Condição Contraindicada
Função Orgânica Doentes com insuficiência renal ou insuficiência hepática grave
Condição Doentes com desidratação grave
Terapia Concomitante Doentes a receber sulfonamidas (devido ao risco de precipitação)
Hipersensibilidade Hipersensibilidade conhecida à metenamina ou a excipientes como a tartrazina

Restrições Etárias e Fisiológicas

População Estado de Elegibilidade
Adultos e Adolescentes Elegíveis sob as condições padrão descritas na rotulagem oficial.
Doentes Pediátricos (<6 anos) A segurança da utilização e da dosagem não foi estabelecida por algumas autoridades.
Gravidez (Categoria C) Deve ser utilizada apenas se o benefício potencial justificar o risco potencial para o feto.
Amamentação O fármaco é excretado no leite humano; a decisão clínica deve ponderar a descontinuação da amamentação ou a interrupção do medicamento.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações da metenamina é estruturado fundamentalmente pela sua necessidade de um ambiente urinário ácido para se tornar ativa. A coadministração com certas substâncias pode interferir com este processo essencial ou resultar em reações físico-químicas, conforme documentado na rotulagem regulamentar.

Combinações Contraindicadas

A metenamina é contraindicada com Sulfonamidas (incluindo o sulfametoxazol e outros compostos do mesmo grupo). Esta proibição deve-se ao risco documentado de uma interação físico-química, na qual o formaldeído resultante forma um precipitado insolúvel na urina, o que pode levar à formação de cristais (cristalúria).


Interações que Afetam a Eficácia e a Exposição

Agentes de Interação
Agentes Alcalinizantes Urinários (ex: Bicarbonato de Sódio, Acetazolamida, Diuréticos Tiazídicos)
Salicilatos em Doses Elevadas
Agonistas alfa/beta de ação indireta (ex: Pseudoefedrina)

A coadministração com Agentes Alcalinizantes Urinários reduz a eficácia da metenamina ao elevar o pH da urina, o que inibe a sua necessária conversão em formaldeído. O uso concomitante com Salicilatos em Doses Elevadas pode levar ao aumento dos níveis de salicilato no sangue. Por outro lado, a administração com agonistas alfa/beta pode aumentar a depuração urinária destes agentes, resultando em concentrações sanguíneas mais baixas.


Outras Restrições de Interação

O uso é contraindicado em pacientes com insuficiência renal ou hepática grave, devido aos riscos de acumulação do fármaco, cristalúria e exacerbação da encefalopatia hepática, respetivamente. Adicionalmente, a metenamina e os seus metabolitos podem oficialmente interferir com testes laboratoriais de estriol urinário, catecolaminas e 5-HIAA.

Mecanismo de ação

A metenamina funciona como um pró-fármaco cuja atividade depende estritamente do ambiente químico local do trato urinário. O fármaco permanece farmacologicamente inerte na circulação sistémica, mas sofre um processo de hidrólise ao atingir a urina com um pH de 6,0 ou inferior.

Este processo é o domínio mecanístico central, decompondo a metenamina para libertar o metabolito ativo, o formaldeído. Nas formulações que contêm um sal acidificante, como o hipurato, o componente ácido coexcretado contribui para o baixo pH urinário necessário, facilitando assim a libertação contínua de formaldeído e apoiando uma presença sustentada do composto antissético na urina.

O formaldeído libertado exerce o seu efeito através de um ataque químico não específico que visa as proteínas e os ácidos nucleicos microbianos. Este mecanismo envolve a ligação cruzada covalente e a desnaturação destas macromoléculas bacterianas vitais, o que conduz diretamente à morte da célula bacteriana. Esta ação não específica pressupõe um perfil de atuação de largo espetro contra microrganismos e está associada a uma menor probabilidade de desenvolvimento de mecanismos convencionais de resistência bacteriana.

Informações sobre dosagem e administração

A metenamina é administrada exclusivamente por via oral para os fins a que se destina. O esquema posológico específico depende da formulação do sal utilizado, sendo geralmente categorizado como hipurato de metenamina ou mandelato de metenamina.

Doses Oficiais e Frequência

A dose padrão para adultos de hipurato de metenamina é de 1 grama, tomada duas vezes ao dia, sendo habitualmente agendada para a manhã e para a noite. Em contraste, a dose padrão para o mandelato de metenamina é de 1 grama, administrada quatro vezes por dia, sendo frequentemente instruído que a toma ocorra após as refeições e ao deitar.

Condições de Administração

Um princípio fundamental que rege a utilização da metenamina é a exigência absoluta de um ambiente urinário ácido para garantir que o medicamento funcione conforme pretendido. As instruções oficiais alertam contra o consumo de substâncias alcalinizantes, incluindo certos alimentos ou medicamentos, que poderiam comprometer o pH baixo necessário. Em alguns casos, os profissionais de saúde podem implementar medidas suplementares para assegurar uma acidificação adequada da urina.

Devem ser seguidas instruções específicas para as formas farmacêuticas: os comprimidos com revestimento entérico devem ser engolidos inteiros e não devem ser triturados, partidos ou mastigados. Inversamente, alguns comprimidos sulcados de hipurato podem ser divididos ao meio ou triturados. A metenamina é muitas vezes destinada a uma terapia supressora de longo prazo; caso se esqueça de uma dose à hora agendada, esta deve ser tomada assim que se lembrar, a menos que esteja quase na hora da próxima dose, caso em que a dose esquecida deve ser ignorada. A dosagem para crianças com menos de 12 anos baseia-se no peso ou na idade e é reduzida face ao padrão para adultos, sublinhando a necessidade de diretrizes precisas e específicas para esta população.

Evidência clínica recente

Metenamina: Evidência Clínica Recente

A investigação tem explorado o uso da metenamina, um agente antibacteriano, principalmente para a supressão a longo prazo de infeções recorrentes do trato urinário (ITUs) em adultos. O fármaco em si é inerte, mas decompõe-se em formaldeído quando exposto a urina ácida, o que proporciona o efeito bacteriostático. Este mecanismo faz com que a sua eficácia dependa significativamente da manutenção de um ambiente urinário adequadamente ácido.


Eficácia na Prevenção de ITUs Recorrentes

Revisões sistemáticas avaliaram o papel da metenamina na profilaxia de ITUs recorrentes. Uma meta-análise sugeriu que a terapia com metenamina estava associada a uma redução na taxa de ITUs recorrentes quando comparada com um placebo ou com a ausência de tratamento. No entanto, alguns ensaios incluídos nestas revisões comunicaram resultados divergentes, e a evidência que apoia a sua superioridade face a antibióticos de dose baixa para prevenção permanece inconclusiva.

Estudos focados em populações de alto risco, tais como mulheres com três ou mais ITUs em 12 meses, exploraram geralmente períodos de tratamento entre 6 a 12 meses. Os efeitos observados relativos à prevenção da recorrência foram frequentemente comparáveis aos observados com regimes antibióticos, mas o significado clínico deste achado requer investigação adicional.


Segurança e Tolerabilidade

A metenamina é geralmente considerada bem tolerada em estudos clínicos. Os efeitos secundários reportados são tipicamente ligeiros e temporários, envolvendo mais frequentemente perturbações gastrointestinais, como náuseas ou desconforto gástrico. Devido ao seu mecanismo de ação, que depende da produção de formaldeído, a metenamina é contraindicada em indivíduos com doença renal ou hepática grave. A investigação alerta que o uso de agentes alcalinizantes urinários (que reduzem a acidez da urina) pode neutralizar o efeito pretendido do fármaco.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Metenamina (FAQ)

P: A metenamina é o mesmo tipo de medicamento que os antibióticos?

A: Os documentos regulamentares classificam a metenamina como um Antissético Urinário ou um agente anti-infecioso. O seu mecanismo é diferente do dos antibióticos sistémicos convencionais. A metenamina é um pró-fármaco que se torna ativo ao libertar formaldeído na urina, o qual exerce um efeito químico não específico sobre as bactérias.


P: Com que rapidez se espera que a metenamina comece a atuar?

A: De acordo com a informação oficial do produto, a atividade antibacteriana pode ser demonstrada na urina relativamente cedo após a ingestão. A informação oficial indica que esta atividade é detetável em aproximadamente 30 minutos após a toma de uma dose única de 1 grama de hipurato de metenamina.


P: Quanto tempo dura o efeito da metenamina após uma dose?

A: O esquema posológico recomendado destina-se a manter uma atividade antibacteriana contínua na urina. O composto da metenamina é substancialmente excretado na urina, sendo que a maior parte do fármaco é eliminada nas 24 horas seguintes a uma dose única.


P: Existem alimentos ou bebidas comuns que interfiram com a metenamina?

A: A informação oficial enfatiza a necessidade de a urina permanecer ácida para que o medicamento funcione eficazmente. Para manter este ambiente ácido, fontes oficiais referem que certos alimentos e medicamentos devem ser restringidos ou evitados. Isto significa que pode ser necessária a restrição ou o evitamento de substâncias como laticínios e antiácidos que contenham carbonato ou bicarbonato de sódio.


P: As vitaminas ou suplementos podem interagir com a metenamina?

A: A informação completa de prescrição indica que os doentes são aconselhados a informar o profissional de saúde sobre todos os medicamentos com ou sem receita médica, vitaminas/minerais, produtos herbais e outros suplementos que estejam a ser utilizados. Esta orientação serve para permitir que o profissional avalie o potencial de interação.


P: A metenamina é adequada para adultos mais velhos (idosos)?

A: O fármaco não é explicitamente contraindicado apenas com base na idade. No entanto, a informação oficial observa que as propriedades do fármaco podem ser relevantes em doentes mais velhos ou naqueles com algum grau de função renal reduzida. As contraindicações estão listadas especificamente para indivíduos com insuficiência renal ou hepática grave.


P: O que diz a investigação oficial sobre a eficácia da metenamina?

A: A investigação oficial explorou a metenamina principalmente para a supressão a longo prazo, ou profilaxia, de infeções do trato urinário (ITUs) frequentemente recorrentes. Revisões sistemáticas sugeriram que o fármaco está associado a uma redução na taxa de ITUs recorrentes em comparação com o placebo. A evidência que apoia a sua superioridade face a antibióticos de dose baixa é geralmente considerada inconclusiva.


P: Existem alterações específicas no estilo de vida mencionadas nos documentos oficiais durante o uso de metenamina?

A: As condições de administração enfatizam a importância de evitar alimentos e medicamentos que possam tornar a urina menos ácida. Isto inclui certas substâncias alcalinizantes, como laticínios e antiácidos. Esta restrição é necessária para garantir que o fármaco possa ser devidamente ativado no trato urinário.


P: A metenamina pode afetar os resultados de exames laboratoriais?

A: Sim, o componente ativo da metenamina, o formaldeído, pode interferir com certos exames laboratoriais. Esta interferência pode causar resultados erradamente elevados para as catecolaminas urinárias e VMA, e resultados falsamente diminuídos para o estriol e 5-HIAA na urina.


P: É possível tornar-se resistente à metenamina com o tempo?

A: Devido ao mecanismo de ação único da metenamina, que envolve um ataque químico não específico às proteínas bacterianas, o desenvolvimento de mecanismos convencionais de resistência bacteriana tem uma menor propensão. Isto difere da forma como as bactérias podem desenvolver resistência aos antibióticos tradicionais ao longo do tempo.


P: A metenamina pode ser utilizada para diferentes tipos de infeções?

A: As indicações oficiais limitam-se estritamente ao tratamento e profilaxia de infeções bacterianas dentro do trato urinário. O fármaco não está indicado para infeções localizadas noutras partes do corpo.


P: É necessária receita médica para obter metenamina?

A: As formulações de substância única de metenamina (contendo apenas o sal de metenamina) são tipicamente regulamentadas e estão disponíveis apenas mediante receita médica.


P: A metenamina está disponível sem receita médica?

A: Embora o medicamento de substância única e dose total seja apenas de receita médica, alguns produtos combinados de dose mais baixa que incluem metenamina juntamente com outros ingredientes estão, por vezes, disponíveis para compra sem receita.


P: A metenamina causa sonolência ou afeta a condução?

A: A sonolência não é um efeito secundário reportado comummente. No entanto, as reações adversas listadas na informação regulamentar ao doente, como tonturas ou atordoamento, são referidas como sintomas potenciais. Estes sintomas são listados como possíveis indicadores de condições mais graves, como as que envolvem a função renal, onde o medicamento pode estar contraindicado.


P: É normal notar alterações na cor da urina ao tomar metenamina?

A: Alterações na cor da urina não estão listadas como um efeito comum. No entanto, os avisos oficiais mencionam sintomas como urina rosada, vermelha ou castanha, ou a presença de sangue na urina (Hematúria), que são eventos raros mas documentados.


P: A metenamina pode ser utilizada por adolescentes ou crianças?

A: As diretrizes de utilização e dosagem estão descritas para crianças dos 6 aos 12 anos com doses reduzidas em relação ao padrão do adulto. Para crianças com menos de 6 anos, é geralmente necessária orientação individualizada de um profissional de saúde.


P: A metenamina é segura para utilizar durante a amamentação?

A: A informação oficial de prescrição confirma que a metenamina é excretada no leite humano. A informação de prescrição observa que um profissional de saúde precisará de ponderar os benefícios e riscos ao determinar se deve interromper a amamentação ou interromper o fármaco.


P: Existem versões genéricas da metenamina disponíveis?

A: Sim, as autoridades regulamentares aprovaram pedidos para versões genéricas da metenamina. Isto significa que estão disponíveis versões equivalentes sem marca comercial.


P: Sabe-se se a metenamina interage com medicamentos para a tensão arterial?

A: A informação oficial do produto lista uma interação com certos medicamentos, como os diuréticos tiazídicos, que por vezes são utilizados para o controlo da tensão arterial. Estes medicamentos são classificados como Agentes Alcalinizantes Urinários, que podem potencialmente reduzir a eficácia da metenamina ao tornarem a urina menos ácida.


P: A metenamina é utilizada para prevenir problemas futuros ou apenas para tratar os atuais?

A: Os documentos regulamentares indicam que a metenamina é utilizada para um duplo propósito no trato urinário. É utilizada tanto para o tratamento de infeções bacterianas atuais como para a profilaxia, que se refere à supressão e prevenção a longo prazo de infeções frequentemente recorrentes.


P: A metenamina pode afetar o humor ou os níveis de energia de uma pessoa?

A: As reações adversas listadas na informação ao doente podem incluir fraqueza ou cansaço invulgar e confusão. Estes efeitos são por vezes referidos como sintomas potenciais que podem estar associados a condições subjacentes mais graves.


P: Quais são as expectativas gerais para exames de acompanhamento durante o uso de metenamina?

A: As recomendações oficiais incluem a monitorização da eficácia da terapia com uroculturas repetidas. A orientação oficial refere a expectativa de monitorização do pH urinário para ajudar a garantir que a urina permanece ácida, o que é essencial para a atividade do fármaco.


P: A evidência oficial apoia o uso da metenamina para infeções recorrentes?

A: Revisões sistemáticas avaliaram especificamente o papel da metenamina na prevenção a longo prazo (profilaxia) de infeções do trato urinário (ITUs) recorrentes. A evidência recolhida nestas revisões sugere uma associação com uma redução na taxa de recorrência.


P: Qual é a diferença entre a metenamina e outros tratamentos para o trato urinário?

A: Metenamina é classificada como um Antissético Urinário porque o seu efeito medicinal é estritamente localizado na urina. O seu mecanismo único de libertação de formaldeído em urina ácida diferencia a sua ação química não específica da dos antibióticos sistémicos.


P: Quais são os requisitos para quem pode receber metenamina?

A: Elegibilidade para a metenamina é rigorosamente definida pelas autoridades regulamentares com base na função orgânica, medicações concomitantes e estado fisiológico. O medicamento é contraindicado em doentes com insuficiência renal ou hepática grave, desidratação grave ou naqueles que estejam a tomar sulfonamidas.

Como Methenamine deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Armazenamento e Eliminação da Metenamina

A metenamina deve ser conservada a uma Temperatura Ambiente Controlada, geralmente definida entre os 20 °C e os 25 °C. O armazenamento deve assegurar que o produto esteja protegido do calor excessivo, da congelação, da luz direta e da humidade.


Proteção no Armazenamento

O medicamento deve ser mantido num recipiente bem fechado e resistente à luz, preferencialmente na sua embalagem original, para proteger a sua integridade. É obrigatório armazenar a metenamina fora da vista e do alcance das crianças e utilizar um fecho de segurança para crianças no recipiente.


Eliminação

Qualquer produto não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado de acordo com os requisitos locais relativos a resíduos farmacêuticos. O medicamento que já não seja necessário não deve ser mantido nem descartado no lixo doméstico ou nos esgotos, a menos que existam instruções específicas das autoridades locais para o fazer.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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