Metfor

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Metfor

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Cloridrato de Metformina
Forma farmacêutica Comprimidos orais (Libertação imediata e libertação prolongada)
Classe farmacológica Biguanida, Agente Anti-hiperglicémico
Objetivo geral Gestão e redução de níveis elevados de açúcar no sangue
Origem Composto sintético

Que tipo de medicamento é o Metfor? (Identidade e Classificação)

O Metfor é uma preparação farmacêutica fundamental cujo princípio ativo é o Cloridrato de Metformina, um composto sintético que consta na Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde. Está classificado como um agente farmacológico do grupo das Biguanidas, sendo reconhecido mundialmente como um Agente Anti-hiperglicémico central.

A entidade farmacológica, Cloridrato de Metformina, representa a principal farmacoterapia oral para a gestão de desequilíbrios na glicemia. É clinicamente reconhecida pelo seu papel essencial como terapia de primeira linha no tratamento de condições relacionadas com o açúcar elevado no sangue, uma posição sustentada por estudos farmacológicos de longa data e por um amplo consenso médico.


Composição, Forma e Objetivo Geral (Forma e Ação)

O Metfor é formulado para administração por via oral, sendo habitualmente disponibilizado em comprimidos, que incluem preparações de libertação imediata e de libertação prolongada. Como produto de substância única, a sua composição compreende o Cloridrato de Metformina ativo disperso em excipientes farmacêuticos que constituem a dosagem sólida.

O objetivo geral do medicamento é proporcionar um apoio fundamental na manutenção de um equilíbrio saudável da glicose. Uma revisão sistemática confirmou que a Metformina melhora o controlo do açúcar no sangue em contextos clínicos, estabelecendo a eficácia essencial do fármaco no auxílio ao organismo para reduzir e regular eficazmente os níveis de açúcar em circulação.


Como se diferencia a Metformina de outros agentes de gestão do açúcar?

O método de ação da Metformina difere significativamente ao focar-se, principalmente, na redução da produção de glicose pelo fígado e na melhoria da sensibilidade periférica do organismo à insulina. Esta dupla ação oferece uma vantagem terapêutica distinta, abordando uma questão metabólica central. Ao influenciar estes processos fisiológicos básicos, a Metformina distingue-se de terapias que dependem da estimulação direta da libertação de insulina, tornando-se um componente crucial e diferenciado da gestão oral do açúcar.

Quais efeitos secundários são possíveis com Metfor?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Metfor (Cloridrato de Metformina) é definido por categorias de reações adversas documentadas em fontes oficiais, organizadas por frequência e pelos sistemas do organismo afetados.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Os efeitos documentados com maior frequência são as perturbações gastrointestinais não graves, que são classificadas como Muito Frequentes (≥ 1/10) e ocorrem geralmente no início do tratamento.

Classificação Sistema Afetado (Exemplos) Nota sobre o Padrão
Muito Frequentes Gastrointestinal (Náuseas, vómitos, diarreia, dor abdominal, perda de apetite) Mais frequentes no início do tratamento
Frequentes Sistema Nervoso (Alterações do paladar/Disgeusia) ---
Muito Raros Metabolismo/Nutrição (Acidose Láctica, deficiência de Vitamina B12) Deficiência de B12 associada ao uso a longo prazo
Muito Raros Hepatobiliar, Pele (Hepatite, urticária) Os efeitos hepáticos são reversíveis após a interrupção

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

A reação adversa grave mais significativa oficialmente documentada, embora Muito Rara (< 1/10.000), é a Acidose Láctica, uma condição metabólica associada à acumulação do fármaco. Este risco determina limitações de segurança específicas.

As notas de segurança estabelecem explicitamente que o risco de Acidose Láctica é superior em populações especiais, particularmente naquelas com insuficiência renal, insuficiência hepática ou em adultos de idade avançada, devido à maior probabilidade de uma função renal reduzida. O medicamento é formalmente contraindicado em condições que predisponham à Acidose Láctica, tais como falência orgânica grave. A ocorrência desta reação grave exige a interrupção imediata do fármaco, conforme documentado pelas agências reguladoras.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

O perfil regulador oficial relativo à sobredosagem de Metfor centra-se no risco de desenvolvimento de Acidose Láctica, que é classificada como uma emergência médica grave e potencialmente fatal. As manifestações são frequentemente inespecíficas, exigindo vigilância perante sintomas como dores musculares (mialgias), letargia, mal-estar acentuado, vómitos e desconforto abdominal. Desfechos clínicos graves incluem colapso cardiovascular, hipotensão e bradiarritmias resistentes, a par de achados laboratoriais de níveis elevados de lactato no sangue e acidose com hiato aniónico.

Perante o surgimento de qualquer sintoma inespecífico ou suspeita de sobredosagem, as diretrizes reguladoras determinam estritamente que a medicação deve ser imediatamente interrompida e que deve ser procurada assistência médica urgente. Refira-se que o risco deste desfecho aumenta significativamente em indivíduos com insuficiência renal subjacente.

Em contexto hospitalar, a gestão consiste em cuidados sintomáticos e de suporte. Dado que não existem antídotos específicos disponíveis, o procedimento oficial para mitigar a toxicidade grave envolve a utilização de hemodiálise imediata para remover eficazmente o fármaco acumulado da circulação e corrigir o desequilíbrio ácido-base potencialmente fatal. É necessária uma monitorização hospitalar rigorosa dos sinais vitais, do equilíbrio ácido-base e da função renal.

Usos terapêuticos de Metfor

De acordo com as informações de saúde oficiais, o Metfor é utilizado principalmente como um tratamento de suporte para a Diabetes Tipo 2, uma condição em que a estabilidade funcional é afetada. É considerado relevante em situações caracterizadas por períodos de sintomas intensificados e pode fazer parte da gestão sintomática de desequilíbrios metabólicos ou hormonais. O medicamento é utilizado para a gestão de conjuntos de sintomas que podem tornar-se disruptivos e é habitualmente empregue quando é necessária assistência sintomática adicional.


Apoio à Estabilidade do Açúcar no Sangue

Este medicamento é aplicado em contextos clínicos onde é necessário um alívio de suporte para sintomas relacionados com o desconforto físico. Pode auxiliar na manutenção de uma sensação de estabilidade e pode ajudar os doentes a lidar de forma mais constante com as flutuações dos sintomas.

“Proporciona um suporte que ajuda a atenuar a carga global dos sintomas.”


Alívio de Sintomas Metabólicos e Funcionais

O Metfor é frequentemente utilizado em condições que envolvem manifestações episódicas ou flutuantes. Oferece um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras, contribuindo para um maior conforto durante períodos de sintomas mais acentuados. Este fármaco é também relevante em contextos que envolvem uma carga sistémica aumentada e auxilia na manutenção da estabilidade funcional.


Facto Rápido: Alívio de Sintomas Sistémicos


Critérios de utilização e restrições

O Metfor (metformina) é um tratamento inicial comum para adultos e crianças com idade igual ou superior a 10 anos diagnosticados com Diabetes Mellitus Tipo 2. Atua através da melhoria da resposta do organismo à insulina, da diminuição da produção de glicose no fígado e da redução da absorção de glicose pelos intestinos.


No entanto, o Metfor não é adequado para todos. O fármaco está contraindicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida à medicação. Deve também ser evitado por indivíduos com insuficiência renal grave, tipicamente definida por uma taxa de filtração glomerular estimada (eGFR) abaixo de 30 mL/min/1,73 m², devido ao risco acrescido de uma condição grave chamada acidose láctica. O início da terapia não é geralmente recomendado se a eGFR estiver entre 30 e 45 mL/min/1,73 m².

Além disso, pacientes com acidose metabólica aguda ou crónica, incluindo cetoacidose diabética, ou condições como doença hepática, insuficiência cardíaca aguda grave, ou aqueles com um historial de consumo excessivo de álcool, não devem geralmente utilizar Metfor. É também importante interromper temporariamente a medicação antes e depois de certos procedimentos radiológicos que envolvam a injeção de um meio de contraste iodado, e antes de qualquer procedimento cirúrgico de grande porte.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O perfil de interação da Metformina é definido principalmente por agentes que afetam a sua eliminação e por aqueles que alteram os níveis de glicose no sangue. A combinação com determinados produtos medicinais e substâncias pode aumentar a concentração de Metformina na corrente sanguínea ao reduzir a sua depuração (clearance), elevando assim o risco de um evento adverso grave registado pelas autoridades reguladoras.

Categorias de Interação Documentadas

Categoria do Produto Implicação da Interação
Fármacos Inibidores do Transporte Aumento da exposição sistémica à Metformina e do risco de acidose láctica. Os medicamentos especificamente listados incluem a cimetidina, ranolazina, vandetanib e dolutegravir, conhecidos por inibir os transportadores de catiões orgânicos (OCT2/MATE).
Inibidores da Anidrase Carbónica Aumento do risco de acidose láctica. Exemplos incluem o topiramato e a acetazolamida.
Álcool (Etanol) Potenciação do efeito do fármaco no metabolismo do lactato; o consumo excessivo é desaconselhado.
Agentes Hiperglicémicos Potencial perda do controlo da glicemia, exigindo uma monitorização mais rigorosa. Esta categoria inclui corticosteroides, diuréticos, produtos da tiroide e simpaticomiméticos.

Restrições Processuais e de Tempo

A Metformina deve ser temporariamente interrompida em determinados procedimentos que envolvam a administração intravascular de meios de contraste iodados, devido ao potencial para alterações agudas na função renal. Deve também ser suspensa em qualquer procedimento cirúrgico associado à restrição da ingestão de alimentos e líquidos. Estes requisitos são específicos para o tipo de procedimento e para a taxa de filtração glomerular estimada (eGFR) do paciente, existindo regras específicas para o reinício da terapia.

Mecanismo de ação

A ação primária do Metfor inicia-se no interior da célula através da ativação da proteína quinase ativada por AMP (AMPK). Esta enzima atua como um regulador mestre da homeostase energética celular. O Metfor liga-se ao complexo I da cadeia respiratória mitocondrial, levando a uma inibição ligeira e transitória da respiração celular. Esta inibição aumenta a relação intracelular AMP/ATP, o que, consequentemente, ativa a enzima AMPK.

A ativação da AMPK inicia uma cascata de sinalização a jusante, principalmente no fígado. A AMPK ativada suprime a gluconeogénese (produção de glicose a partir de fontes não pertencentes aos hidratos de carbono) através da inibição de enzimas reguladoras fundamentais. Esta atividade reduz a produção de glicose pelo fígado.

Simultaneamente, o Metfor afeta as vias de sinalização que aumentam a captação de glicose mediada pela insulina nos tecidos periféricos. Além do fígado, também modula o microambiente intestinal e aumenta a captação e o metabolismo da glicose pelos enterócitos. O efeito cumulativo destas ações resulta numa modulação líquida da homeostase sistémica da glicose, sem referência a resultados específicos no paciente.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Metfor: Diretrizes Oficiais de Administração

O Metfor (Cloridrato de Metformina) é administrado exclusivamente por via oral e está disponível em formulações de comprimidos de libertação imediata (IR) e de libertação prolongada (ER), o que define o modo como deve ser fisicamente utilizado. A utilização do medicamento está estruturada em torno de horários específicos, dosagem e requisitos fisiológicos, conforme determinado pelas autoridades reguladoras.

Administração e Horários

Todas as formas de Metfor devem ser consumidas com as refeições para melhorar a tolerabilidade e diminuir o desconforto gastrointestinal. O comprimido convencional de libertação imediata é tipicamente tomado em doses repartidas, duas ou três vezes por day. A formulação de libertação prolongada é geralmente tomada uma vez por dia, frequentemente com a refeição da noite. Os comprimidos de libertação prolongada devem ser engolidos inteiros; não devem ser esmagados, cortados ou mastigados, pois isso comprometeria as propriedades de libertação lenta.

Protocolo Oficial de Dosagem e Ajuste

O regime estabelecido envolve o início com uma dose baixa, seguido de um aumento gradual (titulação) ao longo de um período de semanas para encontrar a dose de manutenção adequada. Para a formulação de libertação imediata, a dosagem inicial para adultos começa tipicamente nos 500 mg duas vezes por dia ou 850 mg uma vez por dia. A dose diária pode ser aumentada em incrementos de 500 mg ou 850 mg a cada uma ou duas semanas. As doses diárias máximas variam ligeiramente consoante a região reguladora, mas situam-se geralmente entre os 2550 mg e os 3000 mg para o produto de libertação imediata.

Utilização em Populações Específicas e Monitorização

A terapia está condicionada à função renal do paciente. Os protocolos reguladores exigem que a taxa de filtração glomerular estimada (eGFR) do paciente seja avaliada antes do início do tratamento e monitorizada periodicamente durante o curso da terapia contínua. Além disso, o medicamento está aprovado para utilização em pacientes pediátricos com idade igual ou superior a 10 anos, com instruções de dosagem específicas definidas na informação oficial de prescrição.

Evidência clínica recente

Metfor: Evidência Clínica Recente

O Metfor (metformina) é amplamente reconhecido como o medicamento de primeira linha para a gestão da Diabetes Mellitus Tipo 2 (DMT2). A evidência clínica sugere consistentemente o seu papel benéfico na promoção de um melhor controlo glicémico.

Eficácia Central na DMT2

Estudos, incluindo o histórico UK Prospective Diabetes Study (UKPDS) e meta-análises subsequentes, demonstraram que a utilização de Metfor está associada a uma redução tanto da glicemia plasmática em jejum como dos níveis de hemoglobina glicada (HbA1c) em adultos com DMT2. O efeito de redução da glicose está, geralmente, relacionado com a dose. Quando comparado com outras classes de fármacos hipoglicemiantes, o Metfor tem demonstrado uma eficácia comparável na redução da HbA1c quando utilizado em monoterapia.


Associações Cardiovasculares e Metabólicas

A investigação clínica também explorou potenciais benefícios para além do controlo da glicose, particularmente em indivíduos com DMT2 que têm excesso de peso ou apresentam fatores de risco cardiovascular elevados:

  • Resultados Cardiovasculares: Uma análise de subgrupo do UKPDS sugeriu que a utilização de Metfor em pacientes com excesso de peso e DMT2 recém-diagnosticada estava associada a um risco reduzido de quaisquer desfechos relacionados com a diabetes, incluindo morte relacionada com a diabetes e enfarte do miocárdio, quando comparada com o tratamento baseado apenas na dieta. Ensaios de larga escala e meta-análises subsequentes continuam a explorar esta relação, embora nem todos os estudos mostrem a mesma magnitude de benefício cardiovascular.
  • Peso Corporal: Em contraste com alguns tratamentos de DMT2 mais antigos, a utilização de Metfor está tipicamente associada a um peso corporal estável ou a uma redução moderada do peso em pacientes com excesso de peso e obesidade. Não conduz habitualmente ao aumento de peso que por vezes se observa com a insulina ou as sulfonilureias.
  • Prevenção da Diabetes: Em indivíduos de alto risco com pré-diabetes (tolerância à glicose diminuída), a evidência do Diabetes Prevention Program (DPP) sugeriu que a utilização de Metfor, em comparação com o placebo, estava associada a uma menor incidência de desenvolvimento de DMT2 a longo prazo, particularmente em indivíduos mais jovens e com maior grau de obesidade.

Investigação noutras Condições

O Metfor está atualmente a ser estudado em ensaios clínicos em curso para potenciais utilizações noutras condições além da DMT2, incluindo tipos específicos de cancro, doenças cardiovasculares sem diabetes e certas condições relacionadas com o envelhecimento. Estas áreas são objeto de investigação ativa e as conclusões relativas à eficácia ainda estão a ser estabelecidas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Metfor (FAQ)


P: Existem riscos de saúde a longo prazo associados à toma de Metfor?

As informações oficiais do produto indicam que o uso prolongado de Metfor está associado a um risco muito raro de deficiência de Vitamina B12. A acidose láctica, um evento adverso grave mas muito raro, também está associada ao fármaco. Estes riscos justificam o facto de os protocolos regulamentares enfatizarem a monitorização de certos fatores, como a função renal, durante a terapia contínua.


P: O Metfor afeta a absorção de vitaminas essenciais pelo meu organismo?

De acordo com documentos oficiais, o uso de Metfor a longo prazo está documentado como estando associado a um risco muito raro de desenvolvimento de uma deficiência de Vitamina B12. Esta deficiência é classificada como uma reação adversa muito rara.


P: É verdade que o Metfor pode interagir com procedimentos ou contrastes de exames de imagem?

Os protocolos regulamentares oficiais estipulam que pode ser necessária a interrupção temporária do Metfor para certos procedimentos médicos que envolvam a injeção de meios de contraste iodados. Este requisito existe porque alterações agudas na função renal, potencialmente causadas pelo contraste, podem aumentar o risco da condição grave conhecida como acidose láctica.


P: O Metfor é seguro para idosos?

As informações regulamentares indicam que o risco de acidose láctica é superior em adultos mais velhos, devido à maior probabilidade de redução da função renal. Por este motivo, os protocolos oficiais determinam que a avaliação da função renal deve ser realizada de forma mais frequente nesta população.


P: Com que rapidez devo esperar que o Metfor comece a fazer efeito?

Estudos e informações oficiais indicam que as melhorias no controlo do açúcar no sangue podem começar entre uma a duas semanas após o início do Metfor. No entanto, o efeito total nos níveis de glicose no sangue pode demorar um período de dois a três meses até ser completamente atingido.


P: É comum o Metfor causar alterações no apetite ou no peso?

A perda de apetite está listada nos documentos regulamentares como um efeito secundário Muito Frequente do Metfor. A evidência clínica também sugere que o uso deste medicamento está tipicamente associado a um peso corporal estável ou a uma redução moderada do peso.


P: O Metfor pode ser tomado por pessoas com problemas renais?

As informações oficiais estabelecem que o Metfor é formalmente contraindicado em indivíduos com insuficiência renal grave, especificamente quando a taxa de filtração glomerular estimada (eGFR) é inferior a 30 mL/min/1,73 m². Geralmente, não se recomenda iniciar a terapia se a eGFR estiver entre 30 e 45 mL/min/1,73 m².


P: O que acontece se eu me esquecer de tomar o Metfor um dia?

As informações oficiais para o consumidor fornecem orientações específicas sobre doses esquecidas. Geralmente, indicam que não se deve tomar uma dose dupla para compensar uma dose esquecida e que se deve continuar com o esquema regular.


P: O Metfor interage com analgésicos comuns de venda livre?

As informações oficiais sobre interações indicam que a combinação de Metfor com certos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) pode aumentar o risco de acidose láctica. Este risco é particularmente notado em pacientes que já apresentam fatores de risco existentes, como a função renal reduzida.


P: O Metfor interage com o consumo de álcool?

Os documentos regulamentares contêm um aviso contra o consumo excessivo de álcool durante o uso de Metfor. Isto deve-se ao facto de o consumo de álcool poder potenciar o efeito do fármaco no metabolismo do lactato, o que aumenta significativamente o risco de acidose láctica.


P: As mulheres podem tomar Metfor durante a gravidez ou amamentação?

Os resumos oficiais de risco referem que os dados atuais são insuficientes para informar sobre o risco associado ao fármaco em termos de defeitos congénitos major ou aborto espontâneo. Sabe-se que o fármaco é excretado no leite humano e, embora os dados disponíveis não tenham reportado efeitos adversos em lactentes amamentados, esta informação permanece limitada.


P: Porque é que algumas pessoas precisam de tomar a versão de libertação prolongada do Metfor?

A forma de libertação prolongada (LP) é uma formulação aprovada utilizada para ajudar a melhorar a tolerabilidade e diminuir o desconforto gastrointestinal. Os documentos regulamentares observam também que a versão LP foi concebida para permitir um regime posológico conveniente de uma toma única diária.


P: O Metfor pode causar açúcar baixo no sangue (hypoglicemia) por si só?

As informações de cariz regulamentar indicam que o Metfor, quando utilizado como medicamento único, não causa habitualmente uma redução significativa do açúcar no sangue (hipoglicemia).


P: Quais são os sinais de uma possível reação grave ao Metfor?

Fontes oficiais observam que os sintomas que indicam um evento adverso grave, exigindo atenção médica imediata, podem incluir cansaço extremo, respiração profunda e rápida, dor muscular, náuseas e vómitos. Estes sinais documentados estão primariamente associados à condição metabólica grave conhecida como acidose láctica.


P: O Metfor está disponível como medicamento genérico?

Sim, o Cloridrato de Metformina, a substância ativa do Metfor, está amplamente disponível como medicamento genérico. Este estatuto é confirmado pelos registos das autoridades governamentais de controlo de medicamentos.


P: Como deve ser interrompido o Metfor se a pessoa já não precisar dele?

A documentação oficial e as orientações regulamentares gerais indicam que são necessárias instruções específicas para interromper ou reiniciar a medicação. Estes protocolos são especialmente importantes antes e depois de certos procedimentos médicos.


P: E se eu sentir náuseas quando começar a tomar o Metfor?

Náuseas, vómitos e perda de apetite estão listados nos documentos oficiais de reações adversas como efeitos secundários Muito Frequentes. Estas perturbações gastrointestinais são mais frequentes ao iniciar o tratamento com Metfor.


P: Quais são os motivos comuns para as pessoas pararem de tomar Metfor?

Embora não existam motivos de interrupção formalmente listados, os dados oficiais de reações adversas sugerem que os efeitos mais comuns que interferem com o uso são as perturbações gastrointestinais Muito Frequentes, como náuseas, vómitos e diarreia.


P: Quanto tempo permanece o Metfor no meu organismo após parar de o tomar?

De acordo com as informações oficiais sobre farmacocinética, a semivida de eliminação do medicamento — o tempo que o corpo demora a eliminar metade do fármaco — é geralmente reportada como sendo entre 4 e 8,7 horas.


P: Existe alguma ligação entre o Metfor e problemas nervosos?

O uso prolongado está associado a um risco muito raro de deficiência de Vitamina B12, segundo documentos oficiais. Esta deficiência é uma condição que pode estar associada à neuropatia periférica, um tipo de problema nervoso.


P: O Metfor pode interagir com medicamentos comuns para constipações ou gripe?

As categorias oficiais de interação referem que certos ingredientes presentes em medicamentos para a constipação e gripe (como simpaticomiméticos ou corticosteroides) podem interferir no controlo da glicose no sangue. Quando tomados com Metfor, estes podem reduzir o efeito pretendido do fármaco e podem exigir a avaliação dos níveis de glicemia.


P: É verdade que o Metfor pode ser utilizado para gerir certas condições hormonais?

Fontes oficiais clarificam que a única indicação aprovada do Metfor é para a Diabetes Mellitus Tipo 2. No entanto, o medicamento tem sido estudado para utilização noutras condições relacionadas com hormonas, como a Síndrome do Ovário Poliquístico (SOP).

Como Metfor deve ser armazenado e descartado?

Condições de Armazenamento

O Cloridrato de Metformina deve ser conservado a uma Temperatura Ambiente Controlada, definida oficialmente entre os 20 °C e os 25 °C (68 °F a 77 °F), com flutuações permitidas até aos 30 °C (86 °F). O medicamento deve ser mantido na sua embalagem original, devidamente fechada, e guardado num local fresco e seco para o proteger do calor, da luz e da humidade. É obrigatório que o produto seja mantido fora da vista e do alcance das crianças.

Requisitos de Eliminação

A Metformina não utilizada ou fora do prazo de validade deve ser eliminada de acordo com os regulamentos governamentais locais. Não deve ser deitada na sanita nem depositada no lixo doméstico; em vez disso, deve ser entregue num ponto de recolha de medicamentos designado ou eliminada através de um programa de devolução de medicamentos por via postal, de modo a garantir a proteção ambiental e prevenir o acesso acidental. As instruções oficiais para a eliminação são fornecidas na rotulagem regulamentar do produto.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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