Mesalazine

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Mesalazine

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Mesalazine

O que é a Mesalazina?

A mesalazina, também conhecida como ácido 5-aminossalicílico (5-ASA), é um fármaco anti-inflamatório utilizado principalmente para o tratamento de doenças inflamatórias intestinais (DII). Pertence a uma classe de medicamentos que atua diretamente no revestimento do trato digestivo para reduzir a inflamação, o que ajuda a controlar os sintomas e a prevenir recaídas em condições crónicas.

Este medicamento é habitualmente indicado para o tratamento da colite ulcerosa, uma condição que causa inflamação e úlceras no cólon e no reto. Em alguns casos, a mesalazina pode também ser utilizada na gestão da doença de Crohn, embora a sua eficácia possa variar dependendo da localização e da gravidade da inflamação. Ao contrário dos anti-inflamatórios sistémicos, a mesalazina exerce o seu efeito de forma predominantemente local na mucosa intestinal.

A mesalazina atua bloqueando a produção de certas substâncias químicas no corpo que promovem a inflamação e a lesão dos tecidos no intestino. Ao diminuir esta resposta inflamatória, o medicamento permite que o tecido intestinal recupere, ajudando a reduzir sintomas comuns como a dor abdominal, a diarreia e a hemorragia retal. É frequentemente prescrita tanto para tratar episódios agudos de inflamação como para a manutenção da remissão a longo prazo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Mesalazine?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança oficial da mesalazina é estruturado com base na frequência observada e na classe de sistemas e órgãos das reações adversas. Os efeitos documentados com maior frequência estão relacionados com o sistema gastrointestinal (ex.: náuseas, dor abdominal, diarreia) e com o sistema nervoso (ex.: dores de cabeça/cefaleias, tonturas), sendo classificados como Frequentes nos relatórios regulamentares.


Reações adversas graves e restrições sistémicas

Os documentos regulamentares destacam reações adversas graves Raras e Muito Raras que estão frequentemente associadas a quadros de hipersensibilidade. Estas incluem o potencial envolvimento de órgãos internos, tais como miocardite e pericardite (distúrbios cardíacos) e nefrite intersticial (distúrbios renais). O rótulo oficial documenta também discrasias sanguíneas (ex.: agranulocitose) e Reações Adversas Cutâneas Graves (SCARs), como a Síndrome de Stevens-Johnson.


Notas de segurança relativas à população e ao tempo de tratamento

Estão assinaladas restrições de segurança específicas para determinadas populações de doentes. A mesalazina é contraindicada em casos de insuficiência renal grave e insuficiência hepática grave. Recomenda-se precaução em idosos, que podem necessitar de uma monitorização reforçada da função renal. A documentação regulamentar refere ainda uma reação relacionada com o tempo de tratamento, a Síndrome de Intolerância Aguda à Mesalamina (caracterizada por cãibras abdominais, febre e diarreia com sangue), que pode ocorrer durante a fase inicial do tratamento. Doentes com condições cutâneas pré-existentes, como dermatite atópica, reportaram também reações de fotossensibilidade mais graves.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Os documentos regulamentares oficiais especificam que uma sobredosagem de mesalazina (ácido 5-aminossalicílico) apresenta manifestações clínicas consistentes com a toxicidade aguda por salicilatos. Os sintomas documentados em casos de ingestão excessiva incluem náuseas, vómitos, dor abdominal, dores de cabeça, tonturas, confusão e zumbidos nos ouvidos (acufenos). Alterações respiratórias, como a respiração rápida ou profunda (taquipneia ou hiperpneia), são também manifestações reconhecidas de sobredosagem. Os dados disponíveis sobre casos raros de sobredosagem não indicam, primordialmente, toxicidade renal ou hepática aguda.

As orientações regulamentares determinam uniformemente que os doentes devem procurar assistência médica imediata em caso de suspeita de sobredosagem. Os serviços de emergência devem ser contactados de imediato se forem observados sinais clínicos graves e potencialmente fatais. Estes sinais críticos, listados na documentação oficial, incluem o aparecimento de convulsões, colapso do doente, dificuldade respiratória grave ou um estado de incapacidade de despertar.

A informação oficial de prescrição confirma que não se conhece a existência de um antídoto específico para a sobredosagem por mesalazina. Por conseguinte, a gestão limita-se ao tratamento sintomático e de suporte para abordar as manifestações clínicas resultantes e estabilizar a condição do doente.

Usos terapêuticos de Mesalazine

O que a Mesalazina trata: principais utilizações e benefícios

A mesalazina, também conhecida como mesalamina, é utilizada na gestão de suporte de condições caracterizadas por períodos de agravamento de sintomas que afetam o trato digestivo, principalmente a Doença Inflamatória Intestinal (DII). As suas principais utilizações terapêuticas incluem o tratamento de manifestações fundamentais da DII, tais como a colite ulcerosa e a doença de Crohn.

O medicamento é aplicado na abordagem de um desafio central nestas condições: os sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos. É considerado relevante para o alívio destas queixas ao ajudar a reduzir o inchaço (inflamação). Esta ação terapêutica direcionada é utilizada tanto em contextos clínicos que envolvem episódios agudos ou disruptivos (surtos), como pode fazer parte da gestão sintomática para ajudar a reduzir a recorrência de períodos de sintomas intensos.

Ao atenuar esta inflamação, a mesalazina oferece um suporte que ajuda a aliviar a carga global de sintomas e contribui para a melhoria do conforto dos doentes que experienciam sintomas relacionados com o mal-estar físico e o desequilíbrio sistémico. É geralmente utilizada para auxiliar na gestão de fases sintomáticas e para ajudar na manutenção da estabilidade funcional.

Facto Rápido: Alívio de sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar a Mesalazina? — Informação Regulamentar Oficial

O perfil de elegibilidade para a mesalazina (5-ASA) é determinado estritamente por diretrizes regulamentares, classificando as populações em grupos com utilização permitida, restrita ou contraindicada.

Âmbito de Elegibilidade

Classificação População Elegível Condição de Restrição/Exclusão
Utilização Permitida Adultos (18+) e doentes pediátricos (geralmente a partir dos 5 ou 6 anos) para formulações específicas. Ausência de contraindicações absolutas.
Contraindicado Nenhuma. Hipersensibilidade a salicilatos, aminossalicilatos ou componentes do produto; Insuficiência hepática grave; Insuficiência renal grave.
Utilização Condicional Doentes com insuficiência renal ou hepática ligeira a moderada. A utilização requer precaução e monitorização da função dos órgãos.

Regras Específicas por Idade e Condição

Elegibilidade Relativa à Idade: A utilização está estabelecida para adultos. No caso das crianças, a elegibilidade depende do produto específico, não tendo sido estabelecida segurança abaixo de uma idade mínima (frequentemente 5 ou 6 anos). Os idosos requerem precaução devido ao maior potencial de redução da função dos órgãos.

Gravidez e Amamentação: A utilização durante a gravidez é frequentemente mantida para assegurar o controlo da doença, mas a recomendação habitual é que seja usada apenas se for claramente necessária. Durante a amamentação, a utilização é geralmente aceitável, mas o lactente deve ser monitorizado quanto ao aparecimento de diarreia ou outros sinais de hipersensibilidade.

Comprometimento da Função de Órgãos: A mesalazina é contraindicada em casos de insuficiência hepática ou renal grave e exige precaução em situações de gravidade ligeira a moderada.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

As autoridades regulamentares documentam padrões de interação específicos para a mesalazina (ácido 5-aminossalicílico) que se referem, principalmente, a riscos de toxicidade aditiva e à alteração da exposição a outros medicamentos administrados em simultâneo.

Interações Documentadas de Farmacodinâmica e Exposição

Classe da Substância Interagente Resultado da Interação Documentado Oficialmente
Tiopurinas (ex.: Azatioprina, Mercapurina, Tioguanina) A coadministração leva a um aumento do risco de discrasias sanguíneas devido à elevada exposição sistémica dos metabolitos ativos das tiopurinas. Os rótulos regulamentares exigem a monitorização das contagens de células sanguíneas durante o uso concomitante.
Agentes Nefrotóxicos (ex.: Anti-inflamatórios Não Esteroides, AINEs) O uso concomitante pode aumentar o risco de reações adversas renais (nefrotoxicidade). O risco é considerado clinicamente significativo, particularmente em doentes com insuficiência renal conhecida, onde se aconselha a monitorização da função renal.
Derivados Cumarínicos (ex.: Varfarina) A mesalazina pode potenciar ou diminuir o efeito anticoagulante do derivado cumarínico.

Outras Interações Documentadas

Os documentos regulamentares formais referem também que a mesalazina pode causar resultados falsamente elevados em exames laboratoriais ao medir a normetanefrina urinária por cromatografia líquida com deteção eletroquímica. Além disso, a urina que contenha mesalazina ou os seus metabolitos pode apresentar uma coloração castanho-avermelhada após o contacto com lixívia (hipoclorito de sódio). Trata-se de uma reação química externa e não de um efeito sistémico no organismo.

Não existem combinações formais contraindicadas de fármaco para fármaco explicitamente listadas nas secções regulamentares de interação, nem estão documentadas regras obrigatórias de separação temporal para a coadministração.

Mecanismo de ação

Como funciona a Mesalazina

O mecanismo de ação da mesalazina é marcadamente tópico e polifarmacológico, baseando-se em múltiplas ações complementares que se concentram diretamente no revestimento inflamado do intestino. A ação fisiológica central do fármaco é a modulação localizada da sinalização inflamatória.

Bloqueio do interruptor genético da inflamação

A mesalazina, ou 5-ASA, atua principalmente através da inibição de um fator de transcrição inflamatório essencial, o NF-kappaB, dentro das células imunitárias da mucosa. Esta ação molecular impede que a célula ative os genes que a instruem a produzir e a libertar mensageiros inflamatórios, conhecidos como citocinas (por exemplo, o TNF-alfa e as interleucinas). Esta interferência ao nível da transcrição genética resulta na regulação negativa do programa inflamatório localizado.

Interferência na produção de químicos pró-inflamatórios

Um domínio mecânico paralelo envolve a inibição de enzimas na cascata do ácido araquidónico, especificamente a ciclo-oxigenase (COX) e a lipoxigenase (LOX). Ao bloquear estas vias, o fármaco reduz drasticamente a síntese local de prostaglandinas e leucotrienos pró-inflamatórios, que são potentes mediadores da inflamação. Esta ação contribui para reduzir a síntese de mediadores associados ao aumento da permeabilidade vascular.

Mecanismos duais de proteção e regulação

A mesalazina exerce também um efeito protetor ao atuar como antioxidante, neutralizando diretamente as espécies reativas de oxigénio (ROS) ou radicais livres nocivos que causam danos celulares no tecido inflamado. Além disso, apoia a regulação celular através da ativação do recetor nuclear PPAR-gama. Em conjunto, estas ações apoiam a preservação da integridade celular e contribuem para um estado de menor stresse oxidativo na mucosa.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar a Mesalazina

A administração da mesalazina é rigorosamente orientada pela necessidade de entregar o princípio ativo diretamente no revestimento inflamado do intestino. O medicamento é oficialmente administrado por duas vias: formas orais (comprimidos de libertação modificada, cápsulas e grânulos) e formas retais (clisteres, supositórios e suspensões retais). A escolha da via de administração é habitualmente determinada pela localização da doença no intestino.

Padrões de Dosagem e Frequência

A dosagem é estruturada com base na fase do tratamento. Para a indução da remissão durante episódios agudos, as doses orais variam habitualmente entre 2,4 g e 4,8 g por dia. Para a manutenção da remissão num plano a longo prazo, a dose diária é geralmente inferior, variando entre 1,2 g e 2,4 g. Estes totais diários podem ser administrados numa toma única diária ou em doses divididas ao longo do dia, dependendo da formulação específica.

Requisitos de Administração

Os comprimidos e as cápsulas de libertação modificada devem ser engolidos inteiros e não podem ser esmagados, partidos ou mastigados; esta é uma instrução procedimental obrigatória para preservar o revestimento especializado necessário para a entrega direcionada no cólon. As instruções relativas ao momento da administração variam: algumas preparações orais são tomadas com alimentos, enquanto outras requerem a administração em jejum.

Os produtos retais são frequentemente utilizados para um ciclo de terapia curto e definido, enquanto a administração oral é tipicamente um plano contínuo e de longo prazo para manter a estabilidade. É também instruída a manutenção de uma hidratação adequada durante o período de utilização.

Evidência clínica recente

Mesalazina: Evidência Clínica Recente

A investigação que avalia a mesalazina (também conhecida como ácido 5-aminosalicílico ou 5-ASA) tem sido realizada em múltiplos contextos para compreender o seu potencial papel na gestão de doenças inflamatórias intestinais (DII), especificamente a colite ulcerosa (CU) e a doença de Crohn (DC).

Os estudos descrevem a mesalazina como um agente que, crê-se, atua localmente no revestimento do intestino para influenciar os processos inflamatórios. A investigação tem-se focado principalmente em verificar se a sua utilização está associada à manutenção da remissão e à redução da atividade dos sintomas na CU.


Principais Conclusões das Avaliações Clínicas

Em inúmeros ensaios, a mesalazina foi avaliada quanto ao seu potencial para afetar os resultados dos doentes, com conclusões centradas em alterações na atividade da doença e na gravidade dos sintomas ao longo de períodos especificados. A base de evidência para a gestão da CU é mais extensa do que a da DC.

  • Colite Ulcerosa (CU): Os estudos investigaram se a utilização de mesalazina estava associada à indução e manutenção da remissão. Os resultados relatam geralmente uma diferença nas taxas de remissão quando comparada com um placebo em doentes com CU ligeira a moderada.
  • Doença de Crohn (DC): Foi realizada investigação que examinou a mesalazina na gestão da DC, mas os resultados foram mistos e ainda não é claro se a sua utilização oferece um benefício clínico significativo nesta população.

Perfil de Segurança e Tolerabilidade

A investigação sobre a mesalazina incluiu tanto a utilização a curto como a longo prazo. Dados relativos à tolerabilidade de diferentes formulações de administração (por exemplo, oral, tópica) foram relatados nas conclusões da investigação.

  • Os efeitos secundários comunicados com frequência nos ensaios incluíram desconforto gastrointestinal ligeiro, cefaleias e reações cutâneas. Foram relatados casos raros, mas graves, relativos a condições renais e cardíacas nas conclusões da investigação, os quais devem ser considerados durante a avaliação clínica.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre a Mesalazina

Quanto tempo demora a mesalazina a atuar?

A mesalazina não proporciona um alívio imediato dos sintomas. Embora alguns doentes possam notar melhorias nas primeiras duas semanas de tratamento, pode ser necessário um período de seis a doze semanas de utilização contínua para que o medicamento atinja o seu efeito terapêutico total na redução da inflamação e na indução da remissão.

O que devo fazer se esquecer uma dose?

Caso se esqueça de tomar uma dose, esta deve ser administrada assim que se lembrar. No entanto, se estiver próximo do horário da dose seguinte, deve saltar a dose esquecida e retomar o esquema posológico habitual. Não é recomendado duplicar a dose para compensar uma unidade esquecida.

A mesalazina pode ser utilizada durante a gravidez?

A utilização de mesalazina durante a gravidez deve ser discutida detalhadamente com um médico. Geralmente, considera-se que os benefícios de manter a doença sob controlo superam os riscos potenciais, uma vez que as crises ativas de doenças inflamatórias intestinais podem apresentar riscos maiores para a gestação. A decisão deve ser individualizada com base no histórico clínico da paciente.

Posso ingerir bebidas alcoólicas enquanto tomo mesalazina?

Não existe uma contraindicação absoluta e direta entre o álcool e a mesalazina. Contudo, o consumo de álcool pode agravar os sintomas gastrointestinais de base ou irritar o revestimento do trato digestivo, o que pode interferir na gestão eficaz de condições como a colite ulcerosa.

Qual é a diferença entre os comprimidos e os supositórios de mesalazina?

A escolha da forma farmacêutica depende da localização e da extensão da inflamação no intestino. Os comprimidos de libertação prolongada ou gastrorresistentes são concebidos para atuar ao longo do cólon ou em áreas mais elevadas do trato intestinal. Já os supositórios e enemas destinam-se ao tratamento da inflamação localizada especificamente no reto ou na parte final do cólon sigmoide, permitindo que o medicamento atue diretamente no local afetado.

A mesalazina causa queda de cabelo?

A perda de cabelo (alopecia) é reportada como um efeito secundário raro em alguns doentes que utilizam mesalazina. É importante notar que a própria inflamação crónica e as deficiências nutricionais associadas às doenças inflamatórias intestinais também podem contribuir para o enfraquecimento capilar. Se notar uma perda de cabelo significativa, deve consultar o seu profissional de saúde.

Como Mesalazine deve ser armazenado e descartado?

Requisitos Oficiais de Conservação

A mesalazina deve ser conservada a uma temperatura ambiente controlada, tipicamente entre os 20°C e os 25°C. É obrigatório proteger o produto da humidade e manter o medicamento no seu recipiente original, devidamente fechado.


Manuseamento e Segurança

O produto não deve ser congelado. Para garantir a segurança infantil, a mesalazina deve ser mantida fora do alcance e da vista das crianças. Certas formulações, tais como supositórios e clisteres, também requerem proteção contra a luz.


Instruções de Eliminação

A eliminação de qualquer mesalazina não utilizada ou fora do prazo de validade deve ser realizada de acordo com os requisitos locais. O medicamento está oficialmente impedido de ser eliminado através do lixo doméstico comum ou de águas residuais, de forma a evitar a contaminação ambiental.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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