Meropem

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Meropem

Esta secção fornece uma visão geral clara sobre o Meropem, centrando-se na sua identidade, composição e finalidade geral, evitando detalhes sobre a administração, doenças específicas tratadas ou informações de segurança.

Propriedade Descrição
Substância ativa Meropenem (sob a forma de meropenem tri-hidratado)
Forma farmacêutica Pó estéril para solução injetável ou para perfusão
Classe farmacológica Carbapenem (um tipo de antibiótico beta-lactâmico)
Origem Sintética

Que tipo de antibiótico é o Meropem?

O Meropem é um medicamento sintético, sujeito a receita médica, cujo componente ativo é o meropenem, classificado como um antibiótico beta-lactâmico de largo espetro pertencente à classe dos carbapenemes. O fármaco é sintetizado para possuir uma estrutura química única que lhe confere uma elevada estabilidade contra as enzimas de defesa bacterianas, especificamente as enzimas beta-lactamases, que frequentemente inativam antibióticos mais antigos. Esta estabilidade é uma vantagem clinicamente reconhecida que permite ao meropenem tratar eficazmente infeções em que as bactérias desenvolveram resistência a medicamentos mais comuns, tornando-o um recurso essencial na terapêutica antimicrobiana sistémica.


Composição e forma física do Meropem

O componente central do medicamento é a sua substância ativa única, o meropenem (fornecido como meropenem tri-hidratado), contido num pó estéril num frasco para injetáveis. Esta forma específica destina-se exclusivamente à administração parentérica, através de injeção intravenosa (bolus) ou perfusão, após a reconstituição com um solvente estéril adequado. Este método de entrega é essencial para alcançar as elevadas concentrações de medicamento na corrente sanguínea necessárias para combater eficazmente infeções sistémicas graves, evitando a potencial degradação que poderia ocorrer com a administração por via oral.


Qual é o objetivo geral do Meropenem?

O objetivo geral do meropenem é atuar como um agente bactericida potente, cujo papel principal é eliminar ativamente as bactérias suscetíveis que causam infeção no corpo. O meropenem é uma substância destinada a visar e inibir a síntese da parede celular bacteriana, um mecanismo que conduz à destruição microbiana. O benefício global é a eliminação rápida e direcionada de agentes patogénicos, tornando o meropenem essencial para a gestão de infeções causadas por um amplo espetro de bactérias, incluindo tipos Gram-positivos e Gram-negativos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Meropem?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

Reações adversas graves e clinicamente significativas

  • Reações de Hipersensibilidade: Foram notificadas reações anafiláticas graves e, ocasionalmente, fatais, bem como outras respostas alérgicas severas com o Meropem e outros antibióticos beta-lactâmicos. Os doentes com alergia conhecida a outros carbapenemes, penicilinas ou cefalosporinas apresentam um risco acrescido.
  • Convulsões e Eventos no SNC: Foram relatadas convulsões e outras experiências adversas no Sistema Nervoso Central (SNC) (por exemplo, cefaleias, parestesias, delírio). Estes eventos ocorrem com maior frequência em doentes com distúrbios pré-existentes do SNC (tais como lesões cerebrais ou antecedentes de convulsões) ou com a função renal comprometida.
  • Efeitos Gastrointestinais: A utilização de antibióticos de largo espetro, incluindo o Meropem, está associada ao risco de diarreia associada a Clostridium difficile (DACD), que pode variar em gravidade de uma diarreia ligeira a uma colite fatal.
  • Reações Cutâneas Graves: Os relatórios pós-comercialização incluem reações adversas cutâneas graves (SCAR), tais como a síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), necrólise epidérmica tóxica (NET) e reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistémicos (DRESS).

Reações adversas comuns

Os eventos adversos notificados com maior frequência (Comuns, ocorrendo em 1% ou mais dos doentes) incluem distúrbios gastrointestinais, como náuseas, vómitos e diarreia, bem como cefaleias, erupções cutâneas e reações no local da injeção (por exemplo, inflamação, dor ou flebite).

Considerações de segurança e restrições

  • Interação Medicamentosa: A coadministração com ácido valproico ou divalproato de sódio não é recomendada, uma vez que o Meropem pode reduzir significativamente as concentrações de ácido valproico no sangue, levando potencialmente à perda de controlo das convulsões.
  • Compromisso Renal: O ajuste posológico é geralmente necessário para doentes adultos com função renal comprometida, de modo a reduzir o risco de efeitos adversos no SNC, como as convulsões.
  • Monitorização: Devem ser monitorizados os hemogramas, incluindo os níveis de plaquetas (foi observada trombocitopenia em doentes com compromisso renal), e a função hepática durante a terapêutica prolongada. Deve ser considerada a possibilidade de crescimento excessivo de organismos não suscetíveis durante o tratamento.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As informações oficiais sobre a sobredosagem com Meropem (meropenem) centram-se nos riscos associados a concentrações sistémicas excessivamente elevadas e nas ações de emergência obrigatórias.

Elemento Declaração Oficial
Apresentações de sobredosagem documentadas Não estão listados sintomas exclusivos de sobredosagem; as manifestações estão ligadas a eventos adversos graves observados em níveis de exposição elevados.
Sistemas fisiológicos afetados Sistema Nervoso Central (SNC), com risco acrescido de efeitos adversos neurológicos graves.
Protocolo de resposta de emergência O tratamento após uma sobredosagem deve ser sintomático e de suporte.
Disponibilidade de antídoto Não existe um antídoto específico conhecido ou documentado nas informações oficiais.

Assistência Médica Obrigatória e Procedimentos de Depuração

Deve ser procurada assistência médica imediata em todos os casos de suspeita de sobredosagem. A documentação confirma que o Meropem é eliminado eficazmente do organismo através de procedimentos especializados: hemodiálise e hemofiltração. A utilização destes métodos de depuração exige monitorização e intervenção hospitalar urgente.

O desfecho mais grave associado a concentrações plasmáticas elevadas é a possibilidade de ocorrência de convulsões. Além disso, uma nota específica identifica os doentes com compromisso renal como estando em risco acrescido de sofrer estes eventos adversos no SNC, devido à redução da depuração do fármaco. Todo o protocolo de gestão é definido por estes procedimentos de suporte obrigatórios e pela ausência de um agente reversor conhecido.

Usos terapêuticos de Meropem

O que o Meropenem trata: Principais utilizações e benefícios

O meropenem é considerado relevante em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis associados a infeções bacterianas específicas. De acordo com as diretrizes de utilização terapêutica, o medicamento é aplicado em áreas onde é necessário suporte sintomático adicional.

O medicamento é considerado relevante para condições que se apresentam com episódios agudos, tais como infeções complicadas da pele e dos tecidos moles, infeções intra-abdominais complicadas e meningite bacteriana. A sua aplicação pode fazer parte da gestão sintomática que contribui para aliviar a carga global de sintomas em doentes que experienciam um desconforto acentuado.

Alívio de sintomas de infeções complicadas de órgãos e tecidos

O meropenem é relevante para gerir conjuntos de sintomas que interferem com o conforto diário e criam uma sobrecarga funcional percetível. Proporciona um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras durante fases de desconforto localizado.

"Utilizado em situações que envolvem certos sintomas angustiantes associados a sobrecarga funcional."


Estabilização de episódios agudos sistémicos e do SNC

Em fases sintomáticas desafiantes, como as associadas à meningite bacteriana, o medicamento aborda conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou perturbadores. Esta utilização apoia os doentes durante episódios difíceis, aliviando o desconforto, e é aplicada em contextos que envolvem uma elevada carga sistémica.

Facto rápido: Apoia a gestão do desconforto sistémico – O meropenem é comummente utilizado quando os sintomas associados a uma infeção bacteriana se apresentam com stresse funcional agudo ou sistémico.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Meropem

Os documentos oficiais definem critérios rigorosos para a utilização do Meropenem, focando-se em contraindicações, idade, função de órgãos e co-medicação específica.


Populações Contraindicadas

O Meropenem está contraindicado e não deve ser utilizado em doentes com antecedentes conhecidos de hipersensibilidade grave (reação alérgica) ao Meropenem, a qualquer outro agente antibacteriano da classe dos carbapenemes ou a qualquer outro tipo de agente antibacteriano beta-lactâmico (como penicilinas ou cefalosporinas).


Limitações Relativas à Idade

No que respeita a bebés, o Meropenem não é recomendado para crianças com menos de 3 meses de idade, uma vez que a segurança e a eficácia não foram estabelecidas nesta população. O uso está, contudo, aprovado para adultos, adolescentes e crianças com idade igual ou superior a 3 meses.


Restrições Baseadas na Condição Clínica

Os doentes adultos com redução da função renal (depuração da creatinina inferior ou igual a 50 mL/min) necessitam de um ajuste posológico conforme especificado nas informações oficiais do medicamento. Além disso, recomenda-se precaução em doentes com distúrbios do sistema nervoso central, tais como antecedentes de convulsões.


Gravidez e Co-medicação

O uso durante a gravidez ou o período de amamentação é geralmente aconselhado apenas se o benefício potencial superar o risco documentado. Relativamente a outras terapêuticas, o uso concomitante com ácido valproico ou divalproato de sódio não é recomendado.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O Meropem (meropenem) pode interagir com outros produtos medicinais específicos, o que pode resultar em alterações nos efeitos tanto do Meropem como do fármaco administrado em conjunto. Estas interações são uma consideração crítica para uma utilização segura.

Interações clinicamente significativas

Categoria do produto em interação Medicamento(s) específico(s) Efeito observado e classificação
Anticonvulsivantes Ácido valproico, Divalproato de sódio, Valproato de sódio, Valpromida Interação Grave: O Meropem reduz de forma rápida e significativa a concentração sanguínea de ácido valproico e produtos relacionados, frequentemente em 60% ou mais num período de 24 horas. Esta redução pode levar à perda de controlo das convulsões e aumentar o risco de crises epiléticas súbitas em doentes anteriormente estáveis. O uso concomitante não é geralmente recomendado; devem ser considerados agentes antibacterianos alternativos.
Agentes Anti-gota Probenecida Interação Moderada: A probenecida compete com o Meropem pela secreção tubular renal ativa, que é o mecanismo pelo qual o Meropem é eliminado do organismo. A coadministração inibe a excreção renal do Meropem, resultando num aumento dos níveis plasmáticos de Meropem e numa semivida mais longa. Pode ser necessária monitorização e um eventual ajuste posológico do Meropem.
Vacinas Vivas Vacina BCG viva, Vacina viva contra a Cólera Combinação Contraindicada: Como agente antibacteriano, o Meropem pode causar um antagonismo farmacodinâmico contra a estirpe bacteriana viva da vacina, diminuindo potencialmente a eficácia da mesma. A coadministração é contraindicada, e a vacinação deve ser adiada até que o ciclo de antibióticos esteja concluído.

Mecanismo de ação

Direcionamento e inativação irreversível de enzimas bacterianas

O mecanismo do Meropem inicia-se com a inativação irreversível das Proteínas de Ligação à Penicilina (PBPs) bacterianas, que são enzimas essenciais para a construção da parede celular bacteriana. Ao ligar-se de forma covalente a estes alvos, o Meropem interrompe imediatamente a etapa final de reticulação do peptidoglicano necessária para a formação da parede celular, sustentando a sua atividade bactericida. Esta abordagem de direcionamento enzimático caracteriza-se também pela estabilidade inerente do fármaco face às enzimas de defesa beta-lactamases, comuns em diversas bactérias.


Cascata de degradação da parede celular e lise

A inibição molecular das PBPs inicia uma cascata que conduz à lise celular: as deficiências estruturais na parede celular em formação são aproveitadas pelas próprias enzimas autolisinas descontroladas da bactéria, levando à rutura das estruturas existentes. Este efeito combinado faz com que a célula bacteriana perca a sua integridade estrutural e sucumba rapidamente à lise osmótica (rutura). Este processo é o mecanismo fisiológico central da sua atividade bactericida.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Meropem: Diretrizes oficiais de administração

O Meropem (meropenem) é um medicamento de administração parentérica, cujo uso é estritamente regido pelas instruções de prescrição oficiais. É fornecido sob a forma de um pó estéril que deve ser submetido a um processo de reconstituição e diluição com fluidos intravenosos compatíveis, tais como Cloreto de Sódio a 0,9% ou Dextrose a 5%, antes de poder ser administrado.

Administração e esquema posológico

O medicamento é administrado exclusivamente por via intravenosa (IV), seja através de uma perfusão controlada ou de uma injeção em bólus. A duração da administração está precisamente definida: uma injeção em bólus (para doses iguais ou inferiores a 1 grama) deve ser administrada num período de 3 a 5 minutos, enquanto as perfusões devem decorrer durante 15 a 30 minutos.

O esquema posológico padrão para adultos envolve a administração da dose unitária a cada 8 horas. As doses unitárias para adultos variam tipicamente entre 500 mg e 2 gramas, sendo a quantidade específica determinada pelo tipo de infeção a tratar. A duração total do tratamento é habitualmente estabelecida entre 7 a 14 dias.

Restrições de uso em populações específicas

As instruções oficiais exigem modificações específicas para determinadas populações de doentes. Para adultos com compromisso renal, é obrigatório um ajuste posológico quando a depuração da creatinina (CrCl) é igual ou inferior a 50 mL/min. Este ajuste implica a redução da dose unitária ou o alargamento do intervalo de tempo entre as doses. Para doentes submetidos a hemodiálise, a dose necessária deve ser administrada apenas após a conclusão do procedimento de hemodiálise. Não está especificado qualquer ajuste posológico para idosos com função renal normal ou para doentes com compromisso hepático.

Evidência clínica recente

Evidência científica e visão geral dos estudos sobre o Meropem

A investigação sobre o Meropem (meropenem) centra-se na sua avaliação em contextos clínicos caracterizados por infeções bacterianas graves. A base de evidência oficial apoia-se em estudos concebidos para avaliar a forma como os doentes respondem ao medicamento e quais os resultados monitorizados em diversos grupos populacionais. Esta visão geral descreve a estrutura dessa investigação sem fornecer aconselhamento médico individualizado ou instruções de tratamento.


Evidência na utilização em Infeções Intra-abdominais Complicadas (cIAI)

A investigação relativa ao Meropem em infeções complicadas localizadas na área abdominal baseou-se em Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA). Os estudos exploraram a evolução de indicadores sistémicos ou funcionais em doentes que receberam Meropem, comparativamente a grupos de controlo, durante os períodos de observação definidos.

Os investigadores monitorizaram se a infeção aguda era considerada resolvida no final do tratamento e novamente numa visita de acompanhamento posterior, designada como Teste de Cura (TOC - Test-of-Cure). Os estudos também acompanharam a taxa de sucesso na eliminação das bactérias visadas do local da infeção (erradicação microbiológica). Estas investigações foram realizadas em adultos hospitalizados com cIAI de gravidade moderada a severa, tendo sido realizada investigação separada para a população pediátrica (crianças a partir dos 3 meses de idade).

Os resultados descrevem padrões observados nos estudos relativamente a alterações episódicas ou agudas durante os períodos de observação. No entanto, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para além da visita típica de TOC, e os dados para certos grupos permanecem insuficientes, especialmente para doentes com as formas mais graves de cIAI ou com problemas de saúde subjacentes severos.

Evidência na utilização em Meningite Bacteriana

No que respeita à meningite bacteriana, a base de investigação inclui Ensaios Comparativos Aleatorizados, focados principalmente na população pediátrica. Estes estudos compararam o Meropem com outros antibióticos utilizados no tratamento da meningite. Os investigadores monitorizaram a resposta clínica e acompanharam a taxa de erradicação microbiológica das bactérias causadoras no Líquido Cefalorraquidiano (LCR).

Importantemente, os estudos também incluíram o acompanhamento a longo prazo para verificar a existência de consequências significativas da infeção, tais como sequelas neurológicas ou auditivas. Existe uma escassez de evidência comparativa quanto ao uso de Meropem em adultos com meningite adquirida na comunidade, quando comparado com a investigação pediátrica. Além disso, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos no que diz respeito à recuperação funcional do doente ou à qualidade de vida muitos anos após a resolução da infeção aguda.

O que permanece incerto no panorama da investigação

A investigação destaca o que é conhecido, mas também o que permanece incerto. A evidência é limitada em algumas áreas fundamentais, particularmente no que toca à recuperação funcional a longo prazo após infeções graves. Observa-se igualmente uma falta de evidência comparativa face a alguns dos antibióticos mais recentes que entraram no mercado. Adicionalmente, em condições de elevada variabilidade como a sépsis, a investigação sobre a estratégia de administração ideal (perfusão contínua versus intermitente) tem gerado conclusões divergentes, o que indica a necessidade de investigação mais direcionada para determinar qual a abordagem que poderá ser mais adequada para diferentes subgrupos de doentes críticos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Meropem (FAQ)

P: Que tipo de infeções são tratadas com o Meropem?

A: As informações oficiais do produto indicam que o Meropem é utilizado para infeções graves e complicadas. Isto inclui infeções intra-abdominais complicadas, infeções complicadas da pele e dos tecidos moles, vários tipos de pneumonia, infeções complicadas do trato urinário e meningite bacteriana aguda (nesta última, em crianças a partir dos três meses de idade).

P: Com que rapidez é que o Meropem começa a combater uma infeção?

A: As informações regulamentares indicam que, habitualmente, os doentes começam a sentir melhorias nos primeiros dias de tratamento. Se os sintomas não melhorarem ou se agravarem, é importante consultar o profissional de saúde.

P: O Meropem pode tratar infeções nos pulmões?

A: Sim, o Meropem está oficialmente indicado para o tratamento de pneumonia grave, o que inclui tanto a pneumonia adquirida no hospital como a associada à ventilação, de acordo com a rotulagem regulamentar oficial.

P: O Meropem é utilizado para infeções de pele ou apenas para infeções internas?

A: O Meropem está indicado para infeções internas e externas. Especificamente, está aprovado para o tratamento de infeções complicadas da pele e dos tecidos moles, além de infeções internas profundas.

P: O Meropem é utilizado em infeções do trato urinário (ITU)?

A: Sim, o Meropem é indicado para o tratamento de infeções complicadas do trato urinário, que envolvem formas mais graves ou complexas da doença.

P: É normal sentir um cansaço excessivo ou tonturas após uma perfusão de Meropem?

A: Embora o cansaço e as tonturas não estejam listados como efeitos secundários comuns, o Meropem tem sido associado a efeitos adversos no sistema nervoso central (SNC), como cefaleias, confusão ou parestesia (sensação de formigueiro). Qualquer alteração inesperada na forma como o doente se sente deve ser comunicada à equipa de saúde.

P: O Meropem pode interagir com analgésicos comuns, como o paracetamol?

A: O folheto oficial do produto destaca interações graves com certos medicamentos, como o ácido valproico. Não lista uma interação específica com analgésicos de venda livre, como o paracetamol. É importante que os doentes informem o profissional de saúde sobre todos os medicamentos que estão a tomar, incluindo produtos de venda livre.

P: O Meropem pode interagir com anticoagulantes?

A: A documentação oficial não lista os anticoagulantes como uma interação contraindicada major. Para doentes que tomam qualquer medicação por receita médica, especialmente fármacos com margens de segurança estreitas, é importante que a equipa de saúde seja informada antes de se iniciar o tratamento com Meropem.

P: Existem vitaminas ou suplementos específicos que devam ser evitados durante o tratamento com Meropem?

A: As recomendações regulamentares enfatizam a importância da transparência relativamente a todas as substâncias consumidas. É importante informar o médico sobre todos os medicamentos com e sem receita, bem como quaisquer vitaminas, suplementos nutricionais ou produtos fitoterapêuticos que estejam a ser tomados.

P: O que acontece se uma dose de Meropem for esquecida no ambiente hospitalar?

A: O Meropem é habitualmente administrado num contexto médico controlado. Se uma dose for omitida, a equipa médica ou de enfermagem deve ser contactada imediatamente, uma vez que o esquecimento de doses pode afetar a eficácia do tratamento.

P: É necessário ajustar a dieta enquanto se toma Meropem?

A: As informações oficiais sobre o fármaco sugerem que os doentes podem, normalmente, continuar a sua dieta habitual enquanto recebem Meropem. Devem ser seguidas quaisquer instruções dietéticas individuais fornecidas pelo médico.

P: O Meropem é utilizado num hospital ou pode ser administrado em casa?

A: O Meropem é geralmente administrado num ambiente hospitalar para infeções graves. No entanto, as informações oficiais referem que um profissional de saúde pode, por vezes, dar formação ao doente ou a um cuidador sobre como administrar o medicamento em segurança em casa, por via intravenosa.

P: O Meropem pode afetar os resultados de análises ao sangue?

A: A rotulagem oficial indica que o Meropem pode levar a um resultado positivo no teste de Coombs direto ou indireto, que é um tipo específico de análise ao sangue. Além disso, é frequentemente necessária a monitorização regular do hemograma e da função hepática durante a terapêutica prolongada.

P: O Meropem afeta a eficácia dos métodos contracetivos?

A: Alguns dados sugerem que o Meropem pode interferir com o funcionamento de pílulas contracetivas que contenham hormonas como o estrogénio e o progestagénio. Recomenda-se que as doentes que utilizam contracetivos hormonais discutam esta possível interação com o seu profissional de saúde.

P: Existem interações específicas com alimentos a ter em conta com o Meropem?

A: De acordo com a rotulagem do medicamento, não existem interações específicas conhecidas entre o Meropem e alimentos ou bebidas não alcoólicas.

P: Porque é que o Meropem é frequentemente reservado para infeções graves ou complicadas?

A: As indicações oficiais especificam que o Meropem é um antibacteriano carbapenemo e o seu uso destina-se a infeções complicadas causadas por bactérias suscetíveis. Esta abordagem é adotada para reduzir o desenvolvimento de resistências bacterianas, reservando os antibióticos avançados para as infeções que deles necessitam.

P: É normal sentir dor ou irritação no local da administração intravenosa?

A: Sim, os efeitos secundários comuns comunicados em documentos oficiais incluem reações locais no local da injeção. Isto pode manifestar-se como dor, inflamação, vermelhidão ou flebite (irritação da veia) onde o medicamento é infundido.

P: Como é determinada a necessidade de tratamento com Meropem por um médico?

A: A decisão de um médico em utilizar Meropem baseia-se na avaliação da gravidade e do tipo de infeção, no quadro clínico geral e nos resultados de testes laboratoriais. É avaliado se um carbapenemo é a escolha apropriada com base nas bactérias prováveis e nos padrões de resistência antibiótica na região.

P: O Meropem é seguro para mães que amamentam?

A: Os documentos regulamentares oficiais indicam que o Meropenem é excretado no leite humano. O uso durante a amamentação é geralmente aconselhado apenas se o benefício potencial justificar o risco potencial para o lactente. Recomenda-se a monitorização do bebé quanto a possíveis efeitos adversos.

P: Um doente pode passar do Meropem para um antibiótico oral?

A: O Meropem é administrado apenas por injeção. Assim que o estado do doente tenha melhorado e a fase aguda da infeção tenha passado, o médico pode transitar o doente para um antibiótico oral adequado para completar o ciclo de tratamento.

P: O que torna o Meropem eficaz contra uma vasta gama de bactérias?

A: O Meropem é conhecido como um antibiótico de largo espetro. As fontes oficiais explicam que isto se deve à sua estrutura química única, que lhe permite penetrar eficazmente nas paredes celulares de vários tipos de bactérias e manter a estabilidade perante certas enzimas de defesa bacteriana (beta-lactamases).

P: O Meropem tem um requisito específico de temperatura para o armazenamento?

A: Sim, o pó não aberto necessita habitualmente de ser armazenado abaixo de 25 °C ou 30 °C. Assim que o pó é misturado numa solução líquida para perfusão, deve ser utilizado imediatamente ou num prazo específico, dependendo do líquido diluente, e não deve ser congelado.

P: O Meropem pode ser utilizado em doentes com sistemas imunitários comprometidos?

A: O Meropem é indicado para a gestão da febre em doentes com neutropenia (um número baixo de glóbulos brancos), o que é frequente em indivíduos imunocomprometidos. Este uso destina-se a casos de febre em que se suspeite de uma infeção bacteriana.

P: Existe uma versão genérica do Meropem disponível?

A: Meropem é o nome comercial da substância ativa Meropenem. As agências reguladoras aprovaram versões genéricas de Meropenem injetável, o que significa que diferentes fabricantes podem produzir o fármaco.

Como Meropem deve ser armazenado e descartado?

Diretrizes Oficiais de Armazenamento e Eliminação do Meropem (meropenem)

Componente de Armazenamento Requisito
Pó Não Aberto Conservar a temperatura inferior a 30 °C (ou 25 °C); manter na embalagem exterior original para proteger da luz e da humidade.
Segurança Infantil Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.
Solução Preparada Não congelar. O tempo de estabilidade após a preparação é rigoroso e depende do diluente utilizado. As soluções preparadas com Dextrose a 5% devem ser utilizadas imediatamente (por exemplo, num prazo de 30 minutos), enquanto as preparadas com Cloreto de Sódio a 0,9% podem ser mantidas sob refrigeração até 18 horas.
Eliminação Não elimine produtos não utilizados ou fora de prazo através do lixo doméstico ou das águas residuais. Elimine todos os materiais estritamente de acordo com os regulamentos locais para resíduos farmacêuticos. O meropenem é classificado como tóxico para os organismos aquáticos, exigindo um manuseamento ambiental adequado.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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