Merop

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Merop

Factos Rápidos: Merop (Meropenem)

Propriedade Descrição
Substância ativa Meropenem tri-hidratado
Forma farmacêutica Pó estéril para solução injetável
Classe farmacológica Antibiótico Carbapenem (beta-lactâmico)
Origem Composto sintético
Objetivo Geral Ação bactericida de largo espetro
Estatuto de venda Medicamento Sujeito a Receita Médica (MSRM)

Definição do Merop: Identidade Química e Classe

O Merop é o nome comercial de um medicamento que contém o composto sintético de elevada potência Meropenem (especificamente, Meropenem tri-hidratado), sendo classificado fundamentalmente como um agente anti-infecioso. Este fármaco pertence à família dos antibióticos beta-lactâmicos (beta-lactâmicos) e, mais especificamente, à subclasse especializada denominada carbapenems. O Meropenem define-se como um antibiótico beta-lactâmico que atua sobre uma vasta gama de bactérias. Enquanto carbapenem, a estrutura química do Meropenem foi desenvolvida para resistir à degradação por muitas das enzimas de defesa bacteriana comuns, conhecidas como beta-lactamases — uma característica que frequentemente o distingue de antibióticos mais antigos e assegura a sua eficácia contra inúmeras estirpes bacterianas.


Forma Farmacêutica e Via de Administração do Composto Meropenem

O Merop apresenta-se exclusivamente como um pó estéril para solução injetável, o que o classifica como uma formulação parentérica que deve contornar o sistema digestivo. O pó requer a reconstituição total com um solvente estéril adequado antes de poder ser administrado por via Intravenosa (IV) ou Intramuscular (IM). Isto confirma que o medicamento foi concebido para ser introduzido diretamente na circulação sistémica, visando um efeito rápido. Esta forma farmacêutica especializada e a respetiva via de administração garantem que o fármaco alcança a corrente sanguínea de forma rápida e fiável, permitindo a entrega imediata e precisa da dose terapêutica necessária para uma ação célere.


Objetivo Geral: Por que razão o Meropenem é um Agente Bactericida

O objetivo principal do Meropenem é atuar como um agente bactericida, o que significa que elimina ativamente as bactérias infeciosas em vez de apenas impedir o seu crescimento. Este fármaco atinge esse fim ao interromper a síntese da parede celular bacteriana, uma estrutura protetora vital e exclusiva dos microrganismos alvo. O Meropenem é reconhecido clinicamente pelo seu papel essencial no tratamento de infeções graves e de difícil resolução. Esta ação rápida e destrutiva assegura uma atividade de largo espetro, sendo utilizada para eliminar prontamente infeções bacterianas sérias e potencialmente fatais causadas por uma ampla variedade de organismos suscetíveis.

Quais efeitos secundários são possíveis com Merop?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

Esta secção descreve as reações adversas e as características de segurança específicas do Merop (Meropenem), conforme documentado pelas autoridades reguladoras governamentais. Esta informação define o perfil de risco oficial do medicamento de forma neutra e meramente informativa.


Classificação das Reações Adversas

Os efeitos secundários estão agrupados de acordo com a frequência de observação registada nos documentos regulamentares:

  • Reações Comuns: Eventos comunicados frequentemente incluem cefaleias (dores de cabeça), náuseas, vómitos e diarreia, reações locais como dor e inflamação no local da injeção, e determinadas alterações nos valores laboratoriais, tais como o aumento das enzimas hepáticas (transaminases, fosfatase alcalina).
  • Reações Pouco Comuns: Efeitos menos frequentes incluem reações alérgicas sistémicas (hipersensibilidade), sensações de formigueiro (parestesia), tonturas e alterações nas contagens de células sanguíneas, como leucopenia ou eosinofilia.
  • Relatórios de Pós-comercialização (Frequência Desconhecida): Eventos graves documentados principalmente após a aprovação, sem uma frequência estabelecida, incluem crises epiléticas/convulsões, rabdomiólise e reações cutâneas graves e raras, como a Síndrome de Stevens-Johnson (SJS) e a Necrólise Epidérmica Tóxica (TEN).

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

Certas reações são destacadas devido à sua gravidade clínica, existindo limitações específicas que definem a utilização do Merop:

  • Riscos Graves: A documentação oficial especifica o risco de Reações de Hipersensibilidade Fatais (Anafilaxia), Reações Adversas Cutâneas Graves (SCARs) e diarreia grave associada a Clostridium difficile (CDAD), que pode ocorrer durante ou após o tratamento.
  • Contraindicação: O Merop está formalmente contraindicado em indivíduos com hipersensibilidade grave conhecida (por exemplo, reação anafilática) ao Meropenem ou a quaisquer outros agentes antibacterianos beta-lactâmicos, tais como penicilinas ou cefalosporinas.

Notas de Segurança Específicas para Certos Grupos

As especificações oficiais definem precauções para grupos específicos de doentes:

  • Comprometimento do SNC e Renal: Doentes com insuficiência renal ou com perturbações pré-existentes do Sistema Nervoso Central (incluindo historial de convulsões) são identificados como tendo um potencial risco acrescido de eventos adversos neurológicos, tais como convulsões.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil regulamentar oficial do Merop foca-se nos sinais clínicos documentados e nas ações de emergência obrigatórias após uma administração excessiva.

Manifestações de sobredosagem documentadas

A sobredosagem é geralmente documentada como uma exacerbação do perfil de reações adversas conhecido, sendo as principais preocupações relacionadas com o Sistema Nervoso Central (SNC). Os sinais podem incluir tremores e mioclonias (contrações musculares involuntárias). O desfecho grave mais significativo documentado é o potencial de convulsões. Este risco grave é explicitamente assinalado como sendo superior em doentes com função renal comprometida ou distúrbios pré-existentes do SNC.

Medidas de emergência e gestão

É obrigatória assistência médica imediata em todos os casos de suspeita de administração excessiva. A documentação instrui o doente a contactar imediatamente um médico ou o hospital mais próximo, devido ao potencial de eventos graves no SNC. A gestão é estritamente definida como tratamento sintomático e de suporte. Está oficialmente declarado que não se conhece nenhum antídoto específico para o Meropenem. O composto pode ser eliminado através de hemodiálise e hemofiltração, que são procedimentos que podem ser utilizados para a remoção sistémica do fármaco após uma exposição excessiva.

Usos terapêuticos de Merop

O que o Merop Trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Merop (Meropenem) é um antibiótico carbapenem potente de largo espetro, habitualmente utilizado na gestão de infeções bacterianas graves e complicadas. A sua aplicação ocorre frequentemente em contextos hospitalares ou clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, focando-se em obter um controlo atempado da infeção em cenários clínicos urgentes.

De acordo com as especificações oficiais do produto, o Merop é geralmente utilizado em situações que envolvem determinados sintomas graves e debilitantes associados a infeções profundas e sérias.

O medicamento é considerado relevante para aliviar sintomas associados ao stresse funcional de órgãos específicos em condições como a meningite bacteriana, infeções intra-abdominais complicadas, pneumonia grave (adquirida em ambiente hospitalar) e exacerbações agudas em doentes com Fibrose Quística. É também aplicado em contextos marcados por desequilíbrios fisiológicos temporários, como na gestão de suspeitas de infeção em indivíduos com neutropenia febril.

Este fármaco proporciona um apoio que ajuda a atenuar a carga global de sintomas causada por estas condições graves, o que pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional durante períodos de elevada sobrecarga sistémica.


Facto Rápido: Alívio do Mal-estar Sistémico

Foco Terapêutico Sintomas Abrangidos Benefício para o Doente
Doença Sistémica Crítica Febre alta e persistente, calafrios graves, desequilíbrio sistémico Contribui para atenuar a carga global de sintomas
Infeção Orgânica Complicada Cefaleias intensas, dificuldades respiratórias, dor localizada severa Pode auxiliar no suporte da estabilidade funcional; ajuda a manter a estabilidade funcional

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para a utilização de Merop (Meropenem) encontra-se estritamente definida pelas autoridades regulamentares, tendo por base o estado da população de doentes, a idade e as condições médicas existentes.


Contraindicações e utilização proibida

A utilização está contraindicada em qualquer indivíduo com hipersensibilidade conhecida ao Meropenem ou a qualquer componente da formulação. É também absolutamente proibida em doentes com antecedentes de reações anafiláticas (reações alérgicas graves) a qualquer fármaco da classe de antibacterianos beta-lactâmicos, incluindo penicilinas ou cefalosporinas.


Restrições baseadas na idade e condição clínica

O uso de Merop está estabelecido para doentes adultos e doentes pediátricos com idade igual ou superior a 3 meses. A segurança e a eficácia não se encontram estabelecidas para bebés com menos de três meses de idade.

A utilização é condicional em doentes com compromisso renal (depuração da creatinina leq 50 mL/min), sendo necessárias medidas específicas para esta população. É também necessária precaução em doentes com distúrbios pré-existentes do Sistema Nervoso Central (SNC) ou com um historial de convulsões.

Relativamente à gravidez, a utilização não é geralmente recomendada, a menos que seja claramente necessária. Durante a lactação, deve ser tomada uma decisão entre interromper a amamentação ou o medicamento, uma vez que o fármaco é excretado no leite humano.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Merop com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações do Merop foca-se em substâncias específicas que alteram a exposição ao fármaco ou que resultam num conflito farmacodinâmico. As interações centrais identificadas referem-se à Probenecida, aos compostos de Ácido Valproico e a determinadas vacinas.

Substância Interatuante Mecanismo de Interação Oficial / Resultado Restrição Regulamentar
Probenecida Compete pela secreção tubular ativa, resultando num aumento documentado das concentrações plasmáticas e da semivida de eliminação do Merop. A coadministração não é recomendada.
Ácido Valproico (e sais relacionados) Provoca uma redução rápida e substancial (60% a 100%) na concentração sérica do composto de ácido valproico. A coadministração geralmente não é recomendada devido ao risco de falha terapêutica significativa.
Anticoagulantes Orais A coadministração pode aumentar os efeitos anticoagulantes de agentes como a Varfarina. É necessária a monitorização frequente da Razão Normalizada Internacional (INR).
Vacinas Bacterianas Vivas Ocorre um antagonismo farmacodinâmico que pode diminuir a eficácia da vacina. A combinação é classificada como contraindicada por algumas autoridades.

Relativamente a outras substâncias, a documentação oficial do Merop não indica padrões de interação clinicamente significativos com alimentos, álcool ou produtos à base de plantas. Além disso, as informações para as principais substâncias interatuantes listadas anteriormente não incluem regras obrigatórias de intervalo de tempo para a separação das doses. Esta estrutura segue estritamente uma linguagem informativa e neutra.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Merop

O mecanismo do Meropenem define-se por um ataque direcionado e letal à integridade estrutural das bactérias suscetíveis, o que resulta na sua destruição física. A interação primária é a inibição covalente de enzimas bacterianas conhecidas como Proteínas de Ligação à Penicilina (PLPs ou PBPs), particularmente a PBP 2 e a PBP 3. Estas PBPs são transpeptidases essenciais para a construção da parede celular.

Ao ligar-se a estas enzimas e ao inativá-las, o fármaco bloqueia especificamente a etapa final de ligações cruzadas de peptidoglicano, que é responsável por manter a rigidez da parede celular. Esta intervenção molecular causa diretamente a perda da integridade da parede celular. Esta falha estrutural significa que a célula bacteriana já não consegue manter a sua estabilidade osmótica, desencadeando uma cascata irreversível que conduz à citólise (rutura da célula) e à morte física da bactéria. Esta consequência constitui a definição de ação bactericida.

Um aspeto fundamental deste mecanismo é a estabilidade intrínseca da estrutura do carbapenem contra a maioria das enzimas de defesa bacteriana comuns (Serino-beta-lactamases). Esta defesa molecular permite que o fármaco alcance os seus alvos (as PBPs) intacto, mesmo em estirpes que apresentam resistência a outros agentes beta-lactâmicos, permitindo que o seu mecanismo destrutivo central seja eficaz contra uma gama mais ampla de bactérias suscetíveis.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Merop

A administração do Merop (Meropenem) é estritamente controlada, dependendo da via parentérica conforme estabelecido pelos organismos reguladores. O medicamento é fornecido exclusivamente como um pó estéril para preparação de solução e exige a reconstituição com um diluente estéril aprovado, como o Cloreto de Sódio a 0,9%, imediatamente antes da utilização. A solução final é administrada por via intravenosa, seja através de uma injeção em bólus durante 3 a 5 minutos para doses até 1 grama, ou por perfusão durante 15 a 30 minutos para doses superiores.

O esquema posológico padrão para adultos em todas as indicações aprovadas é de 8 em 8 horas (q8h). Embora a frequência seja fixa, o valor de cada dose individual varia entre 500 mg e 2 gramas, dependendo da indicação clínica. Por exemplo, as doses mais elevadas (2 gramas) são tipicamente reservadas para infeções severas, como a meningite bacteriana aguda. A dose diária máxima pode ir até aos 6 gramas.

Os ajustes específicos de utilização são determinados pelas especificações oficiais. É necessária uma redução da dose para doentes adultos que apresentem insuficiência renal (depuração da creatinina de 50 mL/min ou inferior); nestes casos, o intervalo pode ser alargado para as 12 ou 24 horas, ou a dose unitária pode ser reduzida. Geralmente, não se especificam modificações na dose para idosos com função renal normal ou para doentes com insuficiência hepática. No caso de omissão de uma dose, a orientação regulamentar aconselha a administração da mesma o mais rapidamente possível, reiniciando-se a partir desse momento o esquema de 8 em 8 horas.

Evidência clínica recente

Provas científicas / Panorama dos estudos sobre o Merop

Evidências em infecções graves, orgânicas e sistémicas (cIAI, cSSTI, cUTI)

A investigação sobre o Merop em infecções complicadas, como as abdominais (cIAI), da pele e do trato urinário, baseou-se principalmente em ensaios clínicos controlados e aleatorizados de grande escala. Estes estudos exploraram resultados relacionados com o desconforto físico e desequilíbrios sistémicos, medindo a resposta clínica e a taxa de eliminação de agentes patogénicos. Os ensaios incluíram adultos hospitalizados e doentes pediátricos (a partir dos 3 meses de idade) com condições que envolvem períodos de agravamento dos sintomas.

Os estudos reportaram taxas medidas de resposta clínica e microbiológica observadas em momentos específicos de acompanhamento. Os ensaios clínicos foram tipicamente desenhados como ensaios de não-inferioridade, analisando de que forma o Merop era observado em comparação com tratamentos já existentes. Os resultados a longo prazo, para além do período imediato após o tratamento, não estão extensivamente caracterizados na investigação primária. Os dados relativos a bebés com menos de 3 meses permanecem insuficientes e as conclusões da investigação limitam-se às populações mais velhas estudadas.


Investigação em infecções do Sistema Nervoso Central (Meningite Bacteriana Aguda)

O Merop foi avaliado em ensaios comparativos aleatorizados especificamente para a Meningite Bacteriana Aguda (MBA). Estes estudos analisaram resultados relacionados com o esforço fisiológico, monitorizando a taxa de eliminação de agentes patogénicos do líquido cefalorraquidiano (o líquido que rodeia o cérebro e a medula espinhal) e a resposta clínica global medida. As populações em estudo incluíram tanto adultos como doentes pediátricos, geralmente com idade superior a 3 meses.

Os estudos registaram as taxas observadas de eliminação de agentes patogénicos no final do ciclo terapêutico. Uma limitação fundamental é o facto de a evidência que descreve a monoterapia (utilização de Merop isolado) para a MBA causada por certas estirpes bacterianas altamente resistentes não estar totalmente estabelecida nos dados dos ensaios clínicos atuais.


Evidências na gestão de infecções suspeitas em situações de alto risco (Neutropenia Febril)

O Merop foi estudado para utilização como um tratamento inicial de largo espetro quando se suspeita de uma infecção bacteriana em doentes de alto risco com neutropenia (contagem baixa de glóbulos brancos). Os estudos mediram o Tempo até à Defervescência (o tempo necessário para a febre cessar) e a taxa de resposta à terapia empírica. A evidência foca-se essencialmente em resultados a curto prazo durante o episódio febril agudo, não estando os efeitos a longo prazo totalmente estabelecidos.


O que permanece incerto na investigação

Além dos dados limitados a longo prazo, uma limitação constante da investigação em várias indicações é a insuficiência de dados para bebés com menos de 3 meses de idade. Adicionalmente, uma vez que muitos estudos fundamentais foram ensaios de não-inferioridade, foram desenhados para demonstrar que o Merop era comparável a tratamentos estabelecidos, o que significa que falta evidência comparativa que demonstre superioridade em relação às alternativas existentes.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Merop (FAQ)


P: O Merop pode afetar a eficácia das pílulas contracetivas?

R: A informação oficial para o Merop (meropenem) não costuma listar estudos de interação específicos com contracetivos orais. No entanto, observa-se que esta classe de medicamentos anti-infeciosos pode, teoricamente, reduzir a eficácia dos contracetivos hormonais orais ao alterar certas bactérias no intestino, o que pode afetar a absorção de hormonas. Por este motivo, a necessidade de um método contracetivo alternativo ou adicional é uma consideração a ter em conta.

P: O Merop pode afetar o resultado de um exame laboratorial?

R: Sim, o Merop (meropenem) pode potencialmente causar um resultado positivo em certos testes sanguíneos utilizados para pesquisar anticorpos, especificamente o teste de Coombs direto ou indireto. Os indivíduos que recebem Merop devem assegurar que os profissionais do laboratório têm conhecimento da medicação antes de serem realizados determinados exames de sangue.

P: O Merop pode causar sonolência ou afetar a condução?

R: Foram relatados efeitos secundários como tonturas e, menos habitualmente, sonolência (sonolência invulgar). Devido ao potencial para estes efeitos no sistema nervoso central, é assinalada precaução quanto à condução ou operação de maquinaria complexa até que o indivíduo saiba como é afetado pelo medicamento.

P: O Merop é utilizado para tratamento de curta ou longa duração?

R: O Merop (meropenem) é geralmente utilizado para o tratamento de infecções graves e complicadas durante um curto período. Para muitas das utilizações aprovadas, os ciclos de tratamento oficiais limitam-se habitualmente a um período de vários dias, até um máximo de cerca de duas semanas, uma vez que os dados que sustentam a segurança e utilidade da utilização a longo prazo não estão geralmente disponíveis na documentação de investigação primária.

P: Quais são os potenciais efeitos do Merop no fígado?

R: O aumento das enzimas hepáticas, que indica stress no fígado, é referido como um efeito secundário comum. É aconselhada precaução em doentes com condições hepáticas pré-existentes, sendo frequentemente necessária a monitorização da função hepática.

P: Os efeitos secundários do Merop são diferentes nos idosos?

R: O Merop (meropenem) é eliminado do corpo principalmente pelos rins. Uma vez que os doentes idosos têm maior probabilidade de apresentar uma função renal reduzida, existe um risco potencialmente superior de acumulação do medicamento, o que poderia aumentar o risco de reações adversas. A monitorização da função renal é uma consideração necessária para adultos mais velhos.

P: Porque é importante concluir o ciclo completo de Merop?

R: O Merop é um agente bactericida, o que significa que o seu propósito é matar ativamente as bactérias infeciosas. Completar o ciclo prescrito na totalidade ajuda a garantir a eliminação completa de todas as bactérias suscetíveis, o que é necessário para ajudar a debelar a infecção totalmente e reduzir a probabilidade de recorrência dos sintomas.

P: Porque é que o Merop é, por vezes, preferido em relação a tratamentos semelhantes?

R: O Merop (meropenem) pertence à classe dos carbapenemos, que se destaca pela sua estabilidade contra muitas enzimas de defesa bacteriana. Esta estabilidade permite-lhe atuar eficazmente contra uma gama mais vasta de organismos suscetíveis, incluindo algumas estirpes que são resistentes a tipos de antibióticos mais antigos.

P: Com que rapidez o Merop começa habitualmente a fazer efeito?

R: Dado que o Merop é administrado diretamente na corrente sanguínea através de injeção ou perfusão intravenosa (IV), fica rapidamente disponível para atingir a infecção. O medicamento foi concebido para atingir concentrações terapêuticas imediatas para uma ação rápida contra as bactérias suscetíveis.

P: Quanto tempo o Merop permanece no corpo?

R: O Merop (meropenem) tem uma semivida de eliminação plasmática de aproximadamente uma hora em adultos com função renal normal. Isto indica que o fármaco é eliminado do corpo de forma relativamente rápida nestes indivíduos.

P: Existem alimentos ou bebidas que devam ser evitados com o Merop?

R: Não existem avisos de interações clinicamente significativas entre o Merop (meropenem) e alimentos específicos ou bebidas não alcoólicas. Portanto, normalmente não são necessárias restrições dietéticas específicas enquanto se recebe este medicamento.

P: Existem interações relatadas entre o Merop e o álcool?

R: Não está listada uma interação clinicamente significativa específica ou restrição obrigatória entre o Merop (meropenem) e o álcool. Deve ser solicitado aconselhamento específico sobre o consumo de álcool ao profissional de saúde que supervisiona o tratamento.

P: O Merop é habitualmente administrado com ou sem alimentos?

R: O Merop (meropenem) é um medicamento parentérico, administrado apenas por injeção ou perfusão intravenosa (IV), contornando o sistema digestivo. Por isso, o momento da sua administração é independente do consumo de alimentos.

P: O Merop está disponível como medicamento genérico?

R: Sim, o Merop (meropenem) está disponível como medicamento genérico em muitas regiões sob a designação de meropenem para injeção, além do seu nome de marca original.

P: O Merop tem algum efeito conhecido no humor ou no sono?

R: Embora os efeitos relatados no sistema nervoso central incluam tonturas, sonolência e confusão, não existem relatórios de reações adversas formalmente classificados relativos a alterações específicas no humor ou nos padrões de sono.

P: Existe risco de dependência com o Merop?

R: Não. O Merop (meropenem) é classificado como uma substância não controlada e não existe risco conhecido de dependência física ou psicológica associado à sua utilização.

P: Quais são os motivos comuns para a interrupção do Merop?

R: O principal motivo de segurança para interromper o medicamento é a ocorrência de uma reação alérgica ou de hipersensibilidade grave. Outros eventos adversos sérios, como convulsões ou diarreia grave, são também motivos para a descontinuação referidos na informação de prescrição.

P: O Merop pode ser tomado com outros antibióticos?

R: Sim, o Merop pode ser utilizado como parte de um regime de combinação com outros agentes anti-infeciosos.

P: O Merop interage com medicamentos para a tensão arterial?

R: Não está listada uma interação geral de classe com medicamentos anti-hipertensores. A documentação destaca interações medicamentosas específicas, como as que ocorrem com o Ácido Valproico e o Probenecida.

P: O Merop é uma substância controlada?

R: No, o Merop (meropenem) não está classificado como uma substância controlada ao abrigo de sistemas de classificação internacionais equivalentes.

P: Qual é o tempo máximo que uma pessoa deve utilizar o Merop?

R: A duração total da utilização do Merop é uma decisão terapêutica baseada na infecção específica. Para a maioria das indicações aprovadas, a informação disponível define uma duração máxima de tratamento recomendada de até 14 dias.

P: O Merop pode tornar a pele mais sensível ao sol?

R: A documentação oficial para o Merop (meropenem) não lista a fotossensibilidade ou um aumento do risco de sensibilidade solar como uma reação adversa relatada.

Como Merop deve ser armazenado e descartado?

As diretrizes regulamentares oficiais para o Merop (meropenem para injeção) definem condições de conservação específicas para garantir a integridade do produto.

Requisitos de Armazenamento

1. Pó não reconstituído O pó seco deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, definida entre os 20°C e os 25°C. Para segurança das crianças, o medicamento deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças.

2. Estabilidade da solução reconstituída Após a mistura com um diluente, a solução apresenta uma estabilidade limitada e não deve ser congelada. O tempo exato durante o qual a solução permanece viável depende estritamente do diluente utilizado e da temperatura:

Diluente Utilizado Tempo Máximo de Conservação (Refrigerado)
Cloreto de Sódio a 0,9% Até 15 horas
Dextrose a 5% para Injeção 30 minutos (Utilizar imediatamente)

Eliminação

Qualquer medicamento não utilizado ou material residual deve ser eliminado de acordo com os requisitos regulamentares locais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Merop encontrado em:

ÍNDICE A-Z: