Melea

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Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Melea

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Tibolona
Forma farmacêutica Comprimidos orais
Classe farmacológica Regulador Seletivo da Atividade Estrogénica nos Tecidos (STEAR)
Uso comum Alívio de sintomas pós-menopausa
Origem Esteroide sintético

Melea: Definição e Classificação como STEAR

O Melea é um medicamento sujeito a receita médica, formulado especificamente para a Terapêutica de Substituição Hormonal (TSH) em mulheres na pós-menopausa. O componente central do medicamento é a tibolona, um esteroide sintético único que é clinicamente reconhecido pela sua capacidade de tratar sintomas resultantes da deficiência de estrogénio. O Melea é classificado como um Regulador Seletivo da Atividade Estrogénica nos Tecidos (STEAR), uma classe farmacológica especializada que se distingue das opções tradicionais de TSH combinada pela sua ação direcionada.

Composição e Ação: O Esteroide Sintético Tibolona

O medicamento é disponibilizado como um produto de substância ativa única em comprimidos orais, sendo esta a sua única forma farmacêutica para alcançar um efeito sistémico. A substância ativa, a tibolona, funciona como um pró-fármaco, o que significa que deve primeiro ser metabolizada pelo organismo em componentes ativos que possuem propriedades estrogénicas, progestogénicas e androgénicas. Este metabolismo complexo e a ligação a múltiplos recetores de esteroides resultam no seu perfil único de atividade seletiva nos tecidos. A origem sintética da tibolona assegura uma ação hormonal consistente e controlada.

Objetivo Geral e Benefícios

O objetivo principal do Melea é fornecer uma atividade hormonal de substituição, sendo geralmente utilizado para mitigar o desconforto associado ao declínio hormonal após a menopausa. Esta ação ajuda a aliviar sintomas pós-menopausa comuns, tais como desconfortos vasomotores, incluindo fogachos e sudação. A sua ação seletiva é também fundamental para manter a densidade óssea e apoiar a saúde esquelética em mulheres na pós-menopausa, constituindo um benefício essencial a longo prazo neste tipo de terapia.

Quais efeitos secundários são possíveis com Melea?

Possíveis Efeitos Secundários e Informação de Segurança

O perfil de segurança do Melea (tibolona) é oficialmente definido pelos riscos associados às terapêuticas hormonais, centrando-se nos efeitos vasculares, neoplásicos e no sistema reprodutor. As possíveis reações adversas são classificadas de acordo com a sua frequência e o sistema orgânico afetado.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

As seguintes reações são classificadas como Frequentes (ocorrendo em 1% a 10% das utilizadoras) nos documentos oficiais:

No sistema genital e reprodutor, podem ocorrer hemorragia vaginal inesperada, hiperplasia endometrial (espessamento do revestimento do útero), tensão mamária, dor pélvica, corrimento genital e anomalias na citologia cervical.

Relativamente a outros sistemas, são reportados sintomas como dor no abdómen inferior, hirsutismo (crescimento anormal de pelos) e aumento de peso.

Os efeitos secundários Pouco Frequentes (0,1% a 1%) incluem o acne e a retenção de líquidos (edema). Estas classificações refletem a organização e comunicação do perfil de segurança do medicamento pelas entidades competentes.

Riscos Graves de Segurança e Contraindicações

Existem riscos que são geralmente raros, mas clinicamente significativos, que devem ser considerados:

No que respeita a eventos vasculares, existe um risco aumentado documentado de acidente vascular cerebral (AVC), particularmente em mulheres com mais de 60 anos de idade. É também observado um risco acrescido de Tromboembolismo Venoso (TEV), incluindo trombose venosa profunda e embolia pulmonar.

Quanto ao risco de cancro, o medicamento está associado a uma maior probabilidade de desenvolvimento de cancro do endométrio (em mulheres com útero intacto) e de cancro da mama, sendo que este risco aumenta proporcionalmente à duração da utilização.

A utilização é estritamente restrita (contraindicada) em indivíduos com antecedentes de certas condições, incluindo cancro da mama confirmado ou suspeito, eventos tromboembólicos anteriores, hemorragia genital não diagnosticada ou doença hepática aguda. O risco mais elevado de TEV ocorre tipicamente durante o primeiro ano de tratamento, enquanto o risco de cancro está relacionado com a exposição a longo prazo.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem com Melea e quando procurar ajuda

A documentação regulamentar oficial do Melea (tibolona) fornece orientações específicas para cenários de sobredosagem aguda. A toxicidade aguda deste medicamento é descrita como sendo muito baixa, mesmo após a ingestão simultânea de vários comprimidos. A informação oficial indica explicitamente que não ocorrerão sintomas tóxicos graves nesta situação. As únicas manifestações documentadas no texto oficial limitam-se a perturbações gástricas transitórias, tais como desconforto ou mal-estar estomacal. Não estão listados desfechos graves ou que coloquem a vida em risco na secção oficial relativa à sobredosagem aguda.


Ação de Emergência Necessária

Apesar do perfil de baixa toxicidade aguda do medicamento, as autoridades regulamentares determinam que se deve procurar assistência médica urgente imediata em caso de suspeita de sobredosagem. Esta ação obrigatória envolve o contacto imediato com um profissional de saúde, com o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) ou a deslocação a um Serviço de Urgência para avaliação clínica, tal como especificado nas informações destinadas à doente. A documentação oficial clarifica igualmente que não é necessário um tratamento específico para a sobredosagem aguda em si. Por conseguinte, a gestão clínica é geralmente sintomática e de suporte, focando-se no tratamento de quaisquer manifestações menores, como as perturbações gástricas mencionadas. A informação oficial não indica um antídoto específico, nem detalha requisitos obrigatórios de monitorização hospitalar para uma sobredosagem aguda sem complicações.

Usos terapêuticos de Melea

O que o Melea trata: principais utilizações e benefícios

O Melea é frequentemente utilizado para proporcionar apoio em sintomas relacionados com desconforto físico, focando-se geralmente na gestão de suporte quando os sintomas interferem com o funcionamento diário. Este medicamento é habitualmente aplicado em cenários onde é necessária assistência sintomática de curto prazo.

De acordo com as orientações sobre o autocuidado para condições ligeiras, o Melea é comummente utilizado para ajudar com sintomas que incluem os relacionados com desconforto físico (tais como dores de cabeça ou dores musculares), os associados a desequilíbrio sistémico e os ligados a estados inflamatórios ou irritativos.

Este medicamento apoia os doentes durante episódios de maior desconforto, ajudando a manter a estabilidade funcional. É relevante quando os sintomas se tornam temporariamente desgastantes, proporcionando um alívio de suporte quando estes interferem com as atividades rotineiras.


Facto Rápido: Apoio em padrões de sintomas flutuantes

O Melea é frequentemente utilizado em diversas condições que apresentam episódios agudos ou naquelas caracterizadas por períodos em que os sintomas se podem intensificar temporariamente, apoiando o doente durante episódios difíceis ao ajudar a aliviar a carga global dos sintomas.

Critérios de utilização e restrições

Regras de Elegibilidade Populacional

O Melea está regulamentado para utilização exclusiva em mulheres na pós-menopausa para tratar sintomas de deficiência de estrogénio. O tratamento só é permitido após a menopausa natural quando a mulher se encontra a mais de um ano de distância da sua última hemorragia menstrual natural. No caso de menopausa cirúrgica, a utilização pode ser iniciada imediatamente.

Contraindicações Absolutas

A utilização está estritamente contraindicada durante a gravidez e a lactação. O medicamento não deve ser utilizado por indivíduos com historial conhecido, passado ou suspeito de cancro da mama ou de outros tumores malignos dependentes de hormonas. As contraindicações incluem também antecedentes de doença tromboembólica arterial ou venosa (tais como acidente vascular cerebral, enfarte do miocárdio, trombose venosa profunda ou embolia pulmonar), doença hepática aguda ou hemorragia genital não diagnosticada.

Utilização Condicional e Restrições

É necessária uma supervisão médica estreita em doentes com condições preexistentes, tais como hipertensão, diabetes mellitus, fibromas uterinos (leiomioma) ou endometriose. As autoridades regulamentares especificam igualmente que a decisão de prescrever Melea a mulheres com mais de 60 anos de idade deve considerar especificamente o potencial risco aumentado de acidente vascular cerebral (AVC). Não existe uma utilização relevante estabelecida para a população pediátrica.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Melea com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do Melea (tibolona) baseia-se exclusivamente na informação documentada nos materiais oficiais de prescrição, os quais descrevem essencialmente interações que envolvem o sistema enzimático hepático e a coagulação sanguínea.


Interações Farmacocinéticas Documentadas

A administração conjunta com medicamentos classificados como indutores das enzimas CYP450 pode aumentar a eliminação dos componentes ativos do Melea, resultando numa diminuição documentada da exposição sistémica ao fármaco.

Este efeito está associado a anticonvulsivantes (por exemplo: fenobarbital, fenitoína, carbamazepina), ao anti-infecioso rifampicina e ao produto à base de plantas Erva de S. João (Hypericum perforatum), que está igualmente documentado como um potencial indutor enzimático.


Interações Farmacodinâmicas e Monitorização

O Melea pode aumentar formalmente a atividade de anticoagulantes do tipo cumarínico, como a varfarina. Devido a esta interação documentada, os documentos regulamentares exigem uma monitorização clínica e laboratorial específica dos parâmetros de coagulação sanguínea (como o INR) quando estes medicamentos são tomados em simultâneo.

Não existem combinações de medicamentos formalmente listadas como absolutamente contraindicadas com base estrita no risco de interação segundo o resumo das características do produto. Além disso, os documentos regulamentares não especificam regras obrigatórias de intervalo de tempo para a administração do Melea em relação a outros medicamentos com interações documentadas.

Mecanismo de ação

O modo de ação do Melea é determinado pelo seu componente central, a tibolona, que atua como um pró-fármaco. Após ser metabolizada pelo organismo, esta substância origina três metabolitos farmacologicamente ativos que interagem com três sistemas distintos de recetores de esteroides e modulam enzimas locais, criando um mecanismo que é simultaneamente abrangente na sua ação e preciso na sua localização.


Agonismo Multirrecetor e Sinalização Sistémica

Este domínio abrange o mecanismo central de ativação dos metabolitos nos Recetores de Estrogénio (ER), Recetores de Progesterona (PR) e Recetores de Androgénio (AR). O agonismo dos ER no sistema nervoso central (SNC) modula a via termorreguladora hipotalâmica e, no sistema esquelético, suprime a atividade dos osteoclastos. Esta cascata molecular resulta em consequências fisiológicas que incluem a modulação da sinalização vasomotora e a limitação da reabsorção óssea.


Mecanismo de Modulação Enzimática com Seletividade Tecidual

Este mecanismo envolve a restrição da atividade do fármaco a áreas específicas. Inclui a capacidade de os componentes ativos induzirem ou inibirem enzimas locais que regulam os esteroides, tais como a 17beta-Hidroxiesteroide Desidrogenase Tipo II, em tecidos periféricos. Esta modulação enzimática cria um ambiente localizado onde o estrogénio potente é convertido em formas inativas, resultando num estado fisiológico antiproliferativo nos tecidos reprodutivos.

Informações sobre dosagem e administração

O Melea (tibolona) é administrado sob a forma de comprimidos orais e segue um regime posológico contínuo e padronizado, conforme detalhado na informação oficial de prescrição. O medicamento é tomado numa dosagem fixa de 2,5 mg, uma vez por dia. O princípio fundamental da sua utilização baseia-se na administração da dose mínima eficaz durante o período mais curto necessário para a gestão dos sintomas pós-menopáusicos.


A instrução padrão consiste na ingestão de um comprimido por dia, de preferência sempre à mesma hora, para manter a consistência no esquema contínuo. O comprimido deve ser engolido inteiro com água e pode ser tomado com ou sem alimentos, dado que a sua absorção não é significativamente afetada pelas refeições.

O início adequado da terapêutica depende do tipo de menopausa. No caso de mulheres que passaram por uma menopausa natural, o tratamento só deve começar após um período de, pelo menos, 12 meses desde o último período menstrual natural. Em contrapartida, em situações de menopausa cirúrgica, o tratamento com Melea pode ser iniciado imediatamente. Se for efetuada a transição de um regime anterior de TSH (Terapêutica de Substituição Hormonal) combinada contínua, o novo esquema pode ser iniciado em qualquer momento.

Regras de Procedimento e Populações Especiais

Em caso de omissão de uma dose, a instrução oficial é que o comprimido seja tomado logo que a utilizadora se recorde, a menos que o atraso seja superior a 12 horas. Se o intervalo de 12 horas tiver sido excedido, a dose esquecida deve ser totalmente ignorada, devendo o regime ser retomado com a toma da dose seguinte à hora habitual; nunca devem ser tomados dois comprimidos para compensar uma dose em falta. Relativamente a populações específicas, não é necessário qualquer ajuste posológico para adultos mais velhos (idosos) e não existe uma utilização relevante definida para este medicamento na população pediátrica.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Melea

Evidência para a Utilização em Sintomas Vasomotores Pós-menopáusicos

A investigação analisou a forma como a substância ativa do Melea, a tibolona, foi estudada para sintomas associados ao desconforto físico em mulheres na pós-menopausa. Os estudos utilizaram predominantemente ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECA) de curto prazo para observar a evolução dos sintomas, focando-se na medição da frequência e intensidade dos afrontamentos e episódios de sudação. Os relatórios descrevem padrões nos dados relacionados com alterações no índice de afrontamentos quando comparados com o placebo. No entanto, a durabilidade a longo prazo destas alterações sintomáticas observadas, para além da duração típica de um ano dos ensaios, não está bem caracterizada por dados extensos de ECA, e a evidência relativa aos efeitos comparativos de longo prazo face a outras terapêuticas hormonais parece ser mista.

Evidência para a Saúde Esquelética e Manutenção Óssea

A substância ativa do Melea foi avaliada na gestão de desfechos relacionados com o desequilíbrio funcional que afeta a perda óssea. Esta investigação inclui diversos ECA para medir alterações na Densidade Mineral Óssea (DMO) ao longo de períodos de dois anos. Adicionalmente, foram observados ensaios de prevenção de fraturas a longo prazo e em grande escala em populações de mulheres pós-menopáusicas mais velhas com osteoporose estabelecida, com períodos de acompanhamento de 34 meses ou mais. Estes resultados descrevem padrões de grupo observados nos estudos, e a evidência contribui para a compreensão de padrões sintomáticos relacionados com limitações funcionais.

Lacunas na Evidência e Limitações

A possibilidade de generalização dos dados relativos à redução de fraturas é limitada, uma vez que os principais ensaios se focaram predominantemente numa população específica, mais velha e com osteoporose preexistente, o que significa que os resultados se aplicam apenas às populações estudadas. A investigação sobre sintomas urogenitais (como a secura vaginal) foi frequentemente avaliada como um desfecho secundário ou exploratório nestes ensaios. Revisões sistemáticas que sintetizam estes dados reportaram graus variáveis de consistência, e a qualidade da evidência varia entre os estudos, o que significa que ainda estão a surgir dados para algumas destas conclusões. Verifica-se uma falta de evidência comparativa em algumas áreas, particularmente no que diz respeito a avaliações comparativas diretas de longo prazo face às terapêuticas hormonais combinadas tradicionais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Melea (FAQ)

P: O Melea interage com a cafeína ou o álcool?

R: A informação oficial indica que o consumo moderado de álcool, geralmente, não é restringido pelas interações documentadas do medicamento. Contudo, os profissionais de saúde podem sugerir a redução do consumo de álcool e de cafeína, uma vez que esta medida pode ajudar a atenuar sintomas gerais da menopausa, como os afrontamentos e as perturbações do sono.

P: Existem avisos oficiais sobre conduzir ou utilizar máquinas durante o uso de Melea?

R: Sim, a informação oficial do produto inclui um aviso sobre potenciais efeitos na capacidade de reação. As advertências regulamentares descrevem que as pessoas devem evitar conduzir ou utilizar máquinas até saberem como o medicamento as afeta, dado que alguns efeitos secundários relatados podem, potencialmente, influenciar o estado de alerta.

P: O Melea pode interagir com pílulas contracetivas?

R: De acordo com a informação do produto, o Melea é uma terapêutica hormonal indicada especificamente para mulheres na pós-menopausa e não se destina a ser utilizado como contracetivo. O medicamento está contraindicado (não deve ser utilizado) se a doente estiver grávida.

P: O Melea é um tipo de fármaco novo ou já existe há algum tempo?

R: A substância ativa do Melea, a tibolona, é utilizada a nível global há muitos anos. Foi aprovada pela primeira vez nos Países Baixos em 1987, o que confirma tratar-se de um medicamento estabelecido em muitos países.

P: O que acontece se eu me esquecer de tomar o Melea por um dia?

R: As orientações regulamentares sobre doses esquecidas estabelecem que, se o atraso for superior a 12 horas em relação à hora habitual, a dose esquecida deve ser ignorada por completo. O esquema deve então ser retomado tomando o comprimido seguinte à hora normal; as orientações oficiais determinam que não devem ser tomados dois comprimidos para compensar uma única dose esquecida.

P: O Melea pode causar alterações nos padrões de sono?

R: Estudos clínicos analisaram o efeito da substância ativa nos sintomas da menopausa. Os estudos de investigação observaram que a substância ativa pode ter um efeito terapêutico sobre os sintomas menopáusicos, que incluem a insónia.

P: É comum sentir náuseas ao iniciar o tratamento com Melea?

R: A náusea, ou sensação de enjoo, está listada nos documentos oficiais do produto como um efeito secundário possível do medicamento. Esta classificação baseia-se em dados de ensaios clínicos recolhidos pelas entidades reguladoras.

P: O Melea é considerado uma substância controlada?

R: Este medicamento apenas está disponível mediante receita médica de um profissional de saúde. Não está classificado como uma substância controlada ao abrigo das principais tabelas internacionais de substâncias.

P: O Melea afeta a fertilidade masculina ou feminina?

R: O medicamento está regulamentado para uso exclusivo em mulheres na pós-menopausa. A definição desta população de doentes é fundamental para compreender a sua utilização aprovada. Além disso, a sua utilização é estritamente proibida (contraindicada) se a doente estiver grávida.

P: O Melea pode causar alterações no peso (aumento ou perda)?

R: O aumento de peso está listado como um efeito indesejável comum nos resumos de ensaios clínicos do medicamento. A experiência pós-comercialização oficial também relata tanto o aumento como a perda de peso como efeitos possíveis.

P: Existem avisos oficiais sobre parar de tomar Melea subitamente?

R: As orientações oficiais indicam que se deve consultar um profissional de saúde antes de decidir interromper o medicamento. Pode ser necessária uma revisão do tratamento, sendo que poderá ser sugerida uma redução gradual da dose para ajudar a garantir que os sintomas da menopausa não regressem abruptamente.

P: E se os efeitos esperados do Melea não parecerem ocorrer?

R: Se os sintomas não estiverem a ser controlados, a informação oficial do produto indica que é necessária uma consulta com um profissional de saúde. Refira-se que pode levar algum tempo até encontrar a abordagem terapêutica adequada às necessidades individuais.

P: As dores de cabeça são um efeito secundário comum do Melea?

R: Sim, as dores de cabeça constam na lista de efeitos secundários do medicamento. O aparecimento de uma dor de cabeça do tipo enxaqueca está explicitamente listado nos documentos regulamentares como uma condição que justifica a interrupção imediata do fármaco e revisão médica.

P: Por que razão o Melea necessita de receita médica?

R: O produto requer receita médica por ser uma terapêutica hormonal. Este estatuto garante que o tratamento apenas seja iniciado após uma avaliação médica cuidadosa dos seus benefícios e riscos graves, que incluem o aumento do risco de acidente vascular cerebral, cancro da mama e cancro do endométrio.

P: Se eu tiver problemas renais, o uso de Melea requer monitorização extra?

R: Sim, os documentos oficiais listam condições como a retenção de líquidos devido a problemas renais existentes como um problema de saúde preexistente. Estas condições exigem uma supervisão médica mais próxima durante o tratamento.

P: E se eu tiver tomado acidentalmente duas doses de Melea?

R: As orientações oficiais indicam que não se espera que a toma de uma dose única excessiva cause danos graves. No entanto, é necessário consultar um médico ou farmacêutico para orientação sobre como proceder.

P: Existem efeitos a longo prazo do uso de Melea que tenham sido estudados?

R: Sim, os organismos reguladores oficiais realizam revisões contínuas do risco a longo prazo. Aconselham que a necessidade de continuar a terapêutica seja revista, pelo menos, anualmente, considerando explicitamente os riscos a longo prazo associados ao uso, como o risco aumentado de certos cancros e de acidente vascular cerebral.

P: Qual é a diferença entre a substância ativa do Melea e os componentes inativos?

R: A substância ativa, a tibolona, é o componente responsável pelo efeito terapêutico do medicamento. Os componentes inativos, ou excipientes, são substâncias como o amido ou o estearato de magnésio, necessários para a criação física do comprimido, mas que não contribuem para o efeito medicinal.

Como Melea deve ser armazenado e descartado?

O Melea deve ser conservado de acordo com os requisitos regulamentares para manter a sua estabilidade e eficácia. O medicamento deve ser mantido dentro de um intervalo de temperatura que é habitualmente especificado entre os 15 °C e os 30 °C. A proteção do produto contra a luz e a humidade é explicitamente exigida na rotulagem oficial.

Para garantir a integridade do recipiente e a proteção do medicamento, este deve ser guardado na embalagem exterior original com os blisters intactos. Como medida de precaução de segurança obrigatória, o Melea deve ser armazenado fora da vista e do alcance das crianças.

Qualquer medicamento não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado de acordo com os requisitos locais. Devem seguir-se as orientações regulamentares oficiais para a eliminação doméstica geral caso não existam programas de retoma de medicamentos disponíveis.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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