Meflon

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Meflon

Método de ação: Antimalarial, Antiprotozoal

Opção de tratamento: Infection, Malaria

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Meflon

O que é o Meflon?

O Meflon é o nome comercial de um medicamento sintético de ação direcionada, classificado como um agente antimalárico, especificamente desenvolvido para prevenir e tratar infeções parasitárias em seres humanos. Trata-se de uma preparação farmacêutica sujeita a receita médica, disponibilizada principalmente sob a forma de comprimido oral para administração sistémica.


Factos Rápidos sobre o Meflon

Propriedade Descrição
Substância ativa Cloridrato de mefloquina
Forma Comprimido oral
Classe farmacológica Agente antimalárico, Esquizonticida hemático
Uso geral Prevenção (profilaxia) e tratamento da malária
Origem Sintética, derivado do 4-quinolinometanol

Que tipo de medicamento é o Meflon (Mefloquina)?

A substância ativa do Meflon é o cloridrato de mefloquina, um composto sintético potente pertencente aos derivados do 4-quinolinometanol e estruturalmente relacionado com a quinina. Do ponto de vista farmacológico, a mefloquina é designada como um esquizonticida hemático, o que significa que a sua ação principal é destruir as formas parasitárias do organismo Plasmodium que circulam nos glóbulos vermelhos do hospedeiro.

Este medicamento é indicado para a prevenção e tratamento da malária, particularmente em áreas onde o P. falciparum pode ser resistente a outros fármacos. Estudos farmacológicos têm apoiado consistentemente a eficácia única da mefloquina contra diversas estirpes resistentes a medicamentos, estabelecendo o seu reconhecimento como um agente crítico no controlo moderno da malária.

Composição, Forma e Finalidade Geral

O Meflon é um produto de substância ativa única, no qual o cloridrato de mefloquina é combinado com excipientes farmacêuticos para criar o comprimido oral finalizado. Esta forma foi concebida para a distribuição sistémica após a ingestão por via oral.

A mefloquina está incluída na lista de medicamentos essenciais de organizações de saúde globais, enfatizando o seu papel no combate à malária por Plasmodium falciparum e P. vivax. Um cenário de utilização típico envolve a sua cedência a viajantes que entram em regiões com elevada transmissão de malária, proporcionando uma proteção sistémica essencial contra a infeção parasitária.

Quais efeitos secundários são possíveis com Meflon?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil oficial de segurança do Meflon (cloridrato de mefloquina) foca-se substancialmente em potenciais reações adversas que afetam o Sistema Nervoso e o Sistema Psiquiátrico. Os efeitos secundários do medicamento são classificados em níveis de frequência, estabelecendo quais os efeitos encontrados habitualmente versus os que são raros.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Classificação Exemplos de Efeitos Documentados
Muito Frequentes Perturbações do sono (insónia, sonhos anormais), náuseas, tonturas, vómitos.
Frequentes Ansiedade, cefaleias, depressão, vertigens, diarreia, compromisso da visão.
Pouco Frequentes Psicose, agressividade, alucinações, ideação suicida, paranoia, perda de audição.
Raros Crises epiléticas (convulsões), lesão hepática grave (hepatite), reações cutâneas graves (ex.: síndrome de Stevens-Johnson).

Considerações de Segurança Graves

O potencial para reações adversas graves inclui psicose aguda, depressão grave, comportamento suicida e convulsões. Notavelmente, foi documentado que certos efeitos neuropsiquiátricos, tais como tonturas, vertigens e perda de equilíbrio, podem persistir durante meses ou anos após a interrupção do tratamento e podem, em alguns casos, ser permanentes.

Limitações de Segurança

O Meflon está formalmente contraindicado para utilização em indivíduos com antecedentes de depressão, perturbação de ansiedade generalizada, psicose ou outras perturbações psiquiátricas graves. Recomenda-se também precaução na utilização em indivíduos com perturbações da condução cardíaca pré-existentes e naqueles com insuficiência hepática grave.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As informações sobre sobredosagem de Meflon (mefloquina) baseiam-se em relatórios de documentos regulamentares oficiais e manifestam-se, habitualmente, através do agravamento dos efeitos adversos conhecidos, afetando predominantemente o Sistema Nervoso Central (SNC) e o Sistema Vestibular.

As manifestações documentadas incluem crises epiléticas (convulsões) graves, perturbações psiquiátricas significativas (tais como psicose, alucinações e ideação suicida) e sintomas vestibulares acentuados, como vertigens, perda de equilíbrio e acufenos (zumbidos) persistentes. Podem também ocorrer sintomas gastrointestinais, nomeadamente náuseas, vómitos e diarreia.

O perfil oficial destaca o risco de eventos no SNC com potencial risco de vida e de efeitos secundários cardiológicos graves. É necessária assistência médica imediata, devendo os doentes contactar os serviços de emergência em caso de colapso, convulsão, dificuldade respiratória ou ausência de resposta a estímulos. O medicamento deve ser interrompido imediatamente se forem observados sintomas psiquiátricos ou neurológicos.

O tratamento de uma sobredosagem de Meflon consiste exclusivamente em cuidados sintomáticos e de suporte, uma vez que não se conhece um antídoto específico. Devido à longa semivida de eliminação do fármaco, pode ser necessária uma observação prolongada e monitorização de suporte num ambiente hospitalar. Observa-se que doentes com função hepática comprometida podem apresentar uma eliminação prolongada, o que aumenta o risco de reações adversas em caso de sobredosagem.

Usos terapêuticos de Meflon

O que trata o Meflon: Principais Usos e Benefícios

O Meflon é utilizado em situações que envolvem determinados sintomas angustiantes. É aplicado em domínios onde é necessário um apoio sintomático adicional, sendo habitualmente utilizado quando a assistência sintomática de curto prazo é adequada durante períodos de maior mal-estar. O medicamento é relevante em contextos marcados por um aumento do desconforto ou da tensão, sendo vulgarmente utilizado para ajudar no alívio sintomático.

O medicamento é aplicado em áreas que exigem suporte sintomático suplementar. Isto inclui o alívio de dores e mal-estar generalizado, a redução da febre e da temperatura corporal elevada, e a moderação de manifestações de inflamação e edema (inchaço).


Alívio da Dor e de Sintomas Sistémicos

Este fármaco é relevante para a gestão de sintomas que interferem com o conforto diário, particularmente em condições que envolvem manifestações episódicas ou flutuantes. É aplicável em contextos clínicos que envolvam padrões de sintomas agudos ou instáveis, oferecendo um suporte que ajuda a aliviar a carga sintomática global. O Meflon apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas e contribui para a diminuição do impacto total dos sintomas.


Facto Rápido

Facto Rápido: Alívio de Dor e Febre

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade Oficial e Contraindicações

O perfil de elegibilidade para o Meflon (mefloquina) está estritamente definido pelos documentos regulamentares, que estabelecem a distinção entre proibições absolutas e situações de utilização condicionada.

Populações Contraindicadas

A utilização de Meflon para a prevenção da malária (profilaxia) está formalmente contraindicada em doentes com historial de perturbações psiquiátricas graves, incluindo depressão ativa ou recente, psicose ou esquizofrenia. É igualmente proibido para fins profiláticos em indivíduos com historial de convulsões ou com hipersensibilidade conhecida à mefloquina ou a compostos relacionados. A utilização em doentes com insuficiência hepática grave é também contraindicada.

Utilização Condicionada e Restrita

O fármaco está contraindicado para a profilaxia em doentes com epilepsia, devendo apenas ser prescrito para o tratamento da malária em circunstâncias médicas imperativas. É necessária precaução em doentes com compromisso hepático, uma vez que a eliminação do medicamento pode ser prolongada. Recomenda-se também prudência em indivíduos com antecedentes de depressão ou certas perturbações da condução cardíaca.

Idade e Populações Especiais

A segurança e eficácia para a profilaxia não foram estabelecidas em lactentes com menos de seis meses de idade ou com peso inferior a 5 kg. A utilização durante a gravidez e lactação é, de um modo geral, considerada aceitável para a prevenção da malária quando indicada; no entanto, a quantidade de fármaco excretada no leite materno é insuficiente para conferir proteção ao lactente.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os documentos regulamentares estabelecem restrições e requisitos específicos relativos à administração concomitante de Meflon (cloridrato de mefloquina) com outros produtos. O perfil oficial de interações define-se pelos potenciais efeitos na atividade cardíaca, no funcionamento do sistema nervoso central e na alteração das concentrações plasmáticas do medicamento.

Informações Oficiais sobre Interações

Tipo de Interação Agente de Interação Descrição Regulamentar Oficial
Combinação Contraindicada Halofantrina ou Cetoconazol A coadministração é proibida por um período de 15 semanas após a última dose de Meflon, devido ao risco formal de prolongamento do intervalo QTc potencialmente fatal.
Farmacocinética Inibidores/Indutores do CYP3A4 O Meflon é metabolizado através do CYP3A4. Os inibidores (como o cetoconazol) aumentam as concentrações plasmáticas, enquanto os indutores (como a rifampicina) diminuem as concentrações.
Farmacodinâmica Quinina, Cloroquina, Quinidina A coadministração pode levar a anomalias no eletrocardiograma (ECG) e a um risco acrescido de convulsões.

Restrições de Tempo e Contextuais

A administração de Meflon deve ser separada da toma de quinina, quinidina ou cloroquina por um intervalo de, pelo menos, 12 horas para atenuar efeitos adversos. A coadministração com anticonvulsivantes pode resultar numa redução documentada dos níveis plasmáticos do anticonvulsivante e na consequente perda de controlo das crises. Além disso, a eliminação do Meflon pode ser prolongada em doentes com insuficiência hepática documentada, o que leva a níveis plasmáticos mais elevados.

Mecanismo de ação

O Meflon (Mefloquina) é um derivado quiral do quinolinometanol que se concentra de forma seletiva no interior do vacúolo digestivo dependente de ácido dos parasitas do género Plasmodium. O mecanismo principal deste composto envolve dois alvos biológicos distintos e estabelecidos.

Em primeiro lugar, o Meflon atua como um agente de ligação à ferriprotoporfirina IX (FP), que é um subproduto heme tóxico resultante da digestão da hemoglobina do hospedeiro pelo parasita. Esta interação não covalente impede a polimerização dos monómeros de FP em hemozoína (o pigmento malárico), que não é tóxica. A consequente acumulação intracelular de FP citotóxica e não sequestrada conduz ao stress oxidativo e a danos subsequentes nas membranas celulares e nos organelos do parasita.

Em segundo lugar, o Meflon funciona como um inibidor da síntese proteica ao ligar-se diretamente ao ribossoma citoplasmático 80S do Plasmodium falciparum. Especificamente, a molécula liga-se ao centro associado à GTPase do ribossoma, interrompendo o processo fundamental de tradução. Estas consequências intracelulares combinadas — a citotoxicidade da FP e a perturbação da síntese de proteínas — desencadeiam uma cascata letal de danos celulares e lise no patógeno. A consequência fisiológica ao nível sistémico é a eliminação direta e específica do estádio dos esquizontes eritrocitários do parasita.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Meflon é utilizado

O Meflon, que contém cloridrato de mefloquina, é um agente antimalárico sujeito a receita médica, utilizado de acordo com protocolos rigorosos estabelecidos pelas autoridades reguladoras. As orientações oficiais definem a via de administração específica, os esquemas posológicos precisos e as condições obrigatórias de ingestão, dependendo de o medicamento ser utilizado para prevenção ou para tratamento.


Administração e Posologia

O Meflon está disponível exclusivamente como comprimido oral na dosagem de 250 mg e nunca deve ser administrado por via intravenosa. A dose e a frequência diferem para as duas utilizações principais:

Indicação Esquema Posológico para Adultos (Peso >45 kg) Frequência/Calendário
Profilaxia da Malária 250 mg Uma vez por semana, tomado no mesmo dia de cada semana.
Tratamento da Malária Total de 1250 mg (cinco comprimidos de 250 mg) Dividido numa dose inicial de 750 mg, seguida de 500 mg decorridas 6 a 12 horas.

Instruções Importantes de Administração

Para assegurar a utilização correta conforme as diretrizes regulamentares, os comprimidos devem ser tomados com um copo cheio de água (aproximadamente 240 ml) e acompanhados por alimentos ou após a refeição principal. Esta condição ajuda a maximizar a absorção do fármaco. No caso de crianças ou de indivíduos com dificuldade em engolir, os comprimidos podem ser esmagados e misturados com uma pequena quantidade de líquido, como água ou sumo.

Duração e Condições Especiais

Para a profilaxia, o esquema deve iniciar-se 1 a 2 semanas antes da entrada na zona endémica, continuar durante toda a estadia e ser mantido por mais 4 semanas adicionais após a partida. Esta continuação pós-exposição é obrigatória para garantir a proteção necessária. Os ajustes posológicos específicos para crianças baseiam-se no peso corporal (mg/kg), não devendo, contudo, exceder a dose padrão para adultos.

Evidência clínica recente

Evidências de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Meflon

Evidências na Prevenção da Malária (Quimioprofilaxia)

A investigação que explora a utilização do Meflon para prevenir a malária inclui, essencialmente, Ensaios Clínicos Aleatorizados e Controlados (ECAC). Nestes estudos, os participantes são atribuídos aleatoriamente para receber Meflon, um medicamento preventivo alternativo ou, nalguns casos, nenhum medicamento (grupo de controlo). Estes ensaios, a par de estudos observacionais em larga escala com viajantes e militares, foram utilizados na investigação para analisar a evolução dos sintomas ao longo do tempo e a frequência com que a infeção ocorre. Os investigadores focaram-se especificamente na medição da incidência de casos de malária clínica — ou seja, quantos participantes desenvolveram malária sintomática — e na monitorização da frequência de resultados de ausência de infeção contra os dois principais tipos de parasita, o Plasmodium falciparum e o P. vivax.

Os estudos documentaram as taxas de proteção estimadas observadas nas populações investigadas em diversas regiões onde a malária é endémica. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos relativamente às diferenças de proteção quando o Meflon foi utilizado face a fármacos profiláticos alternativos. Embora o corpo de evidência tenha sido estudado para a prevenção da infeção, as conclusões ajudam a contextualizar os resultados observados em grupos específicos sob as condições do estudo.

Evidências no Tratamento da Malária Aguda

A base de evidência para o tratamento da malária aguda não complicada com Meflon assenta prioritariamente em Ensaios Clínicos Aleatorizados e Controlados (ECAC). Estes ensaios avaliaram frequentemente o Meflon como parte de uma terapia combinada contra esquemas de tratamento alternativos. A investigação incluiu doentes com infeção ligeira a moderada, abrangendo estirpes resistentes a fármacos mais antigos, como a cloroquina. Os estudos monitorizaram vários resultados críticos, incluindo o tempo de depuração do parasita (a rapidez com que o parasita foi eliminado do sangue) e o acompanhamento da frequência de recorrências ou de insucessos terapêuticos durante períodos de seguimento definidos.

O que permanece incerto na investigação sobre o Meflon

Apesar da sua inclusão nas listas de medicamentos essenciais e da sua utilização estabelecida, a investigação sublinha tanto o que se conhece como o que ainda é incerto. Uma lacuna importante reside nos dados disponíveis de estudos sobre duas espécies menos comuns, o P. ovale e o P. malariae; a informação para estes grupos continua a ser insuficiente. Além disso, observa-se uma variabilidade entre estudos em diferentes regiões geográficas, particularmente no que toca à resistência emergente dos parasitas, a qual pode afetar os resultados medidos ao longo do tempo. A base de evidência foca-se principalmente no estudo da infeção em si, e os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para além das durações padrão de acompanhamento clínico.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre o Meflon (FAQ)

P: Porque é que o Meflon é prescrito em vez de outras opções?

Os documentos regulamentares descrevem o Meflon (mefloquina) como tendo uma eficácia única contra certas estirpes de parasitas da malária resistentes a medicamentos, especificamente Plasmodium falciparum e P. vivax. Esta característica fundamenta a sua utilização por profissionais de saúde em contextos onde a resistência dos parasitas a outros agentes disponíveis possa ser uma preocupação.

P: Quanto tempo dura normalmente o efeito de uma dose de Meflon?

Estudos oficiais indicam que a mefloquina permanece no organismo durante um longo período de tempo após a ingestão. A meia-vida de eliminação média — que é o tempo que o medicamento leva para que metade da substância seja eliminada da corrente sanguínea — varia entre duas e quatro semanas, com uma média de cerca de três semanas.

P: O Meflon é algo que tomo por um curto período ou a longo prazo?

O Meflon está documentado na rotulagem regulamentar oficial como um medicamento que foi administrado por períodos superiores a um ano em alguns casos. Quando administrado por períodos prolongados, a informação oficial indica que a supervisão médica periódica, que pode incluir avaliações da função hepática e neuropsiquiátricas, está incluída no protocolo de monitorização.

P: Existe investigação a longo prazo disponível sobre os efeitos do Meflon?

Documentos de investigação referem que o corpo de evidência se foca principalmente no estudo da própria infeção por malária. Estudos e informações oficiais afirmam que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para além dos períodos padrão de acompanhamento em ensaios clínicos. No entanto, o fármaco tem sido administrado por mais de um ano sob supervisão médica.

P: O que diz a investigação mais recente sobre a eficácia do Meflon?

Evidências de estudos controlados, tais como ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECA), documentaram vários resultados relacionados com a utilização do Meflon. Estes resultados incluem taxas de proteção calculadas em populações de investigação e a monitorização de fatores como o tempo de depuração do parasita quando o medicamento é utilizado para tratamento.

P: Existem horas específicas do dia em que o Meflon é habitualmente tomado?

As instruções oficiais estabelecem que os comprimidos de Meflon devem ser tomados com alimentos ou após a refeição principal e com um copo cheio de água. Esta condição visa ajudar a garantir a absorção adequada do medicamento. Embora as instruções não especifiquem uma toma matinal ou noturna, a refeição principal serve frequentemente como referência.

P: Existem sinais de reação alérgica grave associados ao Meflon?

Os documentos regulamentares listam a hipersensibilidade conhecida à mefloquina como uma contraindicação formal. O perfil de reações adversas também inclui ocorrências raras de reações cutâneas graves, como a síndrome de Stevens-Johnson, razão pela qual se recomenda cautela.

P: Qual é a principal diferença entre o Meflon e outros medicamentos utilizados para o mesmo fim?

Meflon é o nome comercial da substância ativa cloridrato de mefloquina, um composto sintético pertencente aos derivados do 4-quinolinometanol. Documentos oficiais descrevem a mefloquina como tendo uma eficácia única contra certas estirpes de parasitas Plasmodium resistentes a medicamentos, o que define o seu papel no controlo da malária.

P: O Meflon é considerado um tratamento de primeira linha para a sua indicação?

As orientações regulamentares descrevem a utilização do Meflon para a prevenção ou tratamento da malária, particularmente em áreas onde outros medicamentos podem ser ineficazes devido à resistência dos parasitas. Em certas recomendações oficiais, a sua utilização é, por vezes, reservada a indivíduos que não toleram ou não podem utilizar medicamentos de primeira linha.

P: Com que rapidez posso esperar que o Meflon comece a atuar?

O tempo necessário para atingir uma concentração total e consistente no sangue varia com base no objetivo da utilização. Quando o Meflon é tomado semanalmente para prevenção (profilaxia), pode levar 7 a 10 semanas para atingir as concentrações plasmáticas máximas em estado estacionário. Quando utilizado para tratamento, as concentrações no sangue atingem normalmente o pico 6 a 24 horas após uma dose única.

P: A queda de cabelo é um possível efeito secundário do Meflon?

Documentos regulamentares e relatórios oficiais de reações adversas listam a queda de cabelo, por vezes designada como alopécia ou eflúvio telógeno, como um possível efeito adverso. Este efeito é descrito como raro.

P: Posso consumir álcool enquanto estiver a tomar Meflon?

A informação regulamentar refere que a eliminação da mefloquina pode ser prolongada em pessoas com problemas hepáticos. Para estes indivíduos, o consumo de álcool pode fazer com que o corpo demore mais tempo a eliminar o medicamento. O resultado potencial disto é uma presença prolongada da mefloquina no organismo.

P: O Meflon é seguro para pessoas com problemas renais?

Estudos farmacocinéticos oficiais, que acompanham a forma como o fármaco se move no corpo, mostram que apenas uma pequena quantidade de mefloquina é eliminada pelos rins. Devido a isto, os documentos oficiais indicam que, normalmente, não são necessários ajustes posológicos para doentes com insuficiência renal ou para aqueles submetidos a diálise.

P: O Meflon é igual à sua versão genérica?

Meflon é o nome de marca da substância ativa cloridrato de mefloquina. O medicamento está disponível como medicamento genérico (cloridrato de mefloquina), o qual contém o mesmo composto ativo.

P: É normal sentir uma alteração no apetite após iniciar o Meflon?

Sim, os documentos regulamentares oficiais listam a perda de apetite (anorexia) como um possível efeito adverso. Esta é uma das reações que têm sido reportadas no perfil de eventos adversos do medicamento.

P: O Meflon afeta os resultados de quaisquer exames laboratoriais comuns?

A rotulagem oficial recomenda que os profissionais de saúde realizem avaliações periódicas da função hepática (testes de função hepática) durante a utilização prolongada de Meflon. Estes testes monitorizam o fígado e estão incluídos no protocolo de monitorização.

P: Quais são as restrições oficiais sobre conduzir ou utilizar máquinas enquanto estiver a tomar Meflon?

Os documentos regulamentares afirmam que deve ser exercida cautela em relação a atividades que exijam alerta e coordenação motora fina, tais como conduzir, pilotar aeronaves ou operar máquinas. Os documentos oficiais aconselham que a cautela deve ser mantida enquanto persistirem sintomas como tonturas ou vertigens.

P: Existe um período máximo de tempo aprovado para a utilização do Meflon?

A rotulagem regulamentar não define uma duração máxima de utilização. No entanto, documentos oficiais confirmam que o fármaco foi administrado por períodos superiores a um ano sob supervisão médica periódica. A duração da utilização é geralmente orientada pelo regime específico de prevenção ou tratamento prescrito.

P: O que devo saber sobre interromper o Meflon após uma utilização a longo prazo?

O rótulo do medicamento inclui avisos de que certos efeitos neurológicos (como tonturas, perda de equilíbrio ou vertigens) e efeitos psiquiátricos podem persistir por meses ou anos após a interrupção do medicamento. O rótulo do medicamento refere que estes efeitos foram documentados como sendo permanentes em alguns casos.

P: Qual é a classificação regulamentar padrão do Meflon (ex: Lista X)?

Documentos oficiais listam consistentemente a mefloquina como um medicamento sujeito a receita médica nas principais jurisdições globais, incluindo os EUA, Reino Unido e Canadá. Isto significa que só pode ser legalmente dispensado por um farmacêutico mediante uma prescrição autorizada.

P: O Meflon pode fazer-me sentir cansado ou letárgico?

Sim, os documentos regulamentares oficiais listam a sonolência e a fadiga como possíveis efeitos adversos. Estas reações são habitualmente reportadas no perfil de eventos adversos do Meflon.

Como Meflon deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Meflon

Os comprimidos de Meflon devem ser armazenados de acordo com os requisitos regulamentares para garantir a integridade do produto.

Condições de Armazenamento

Requisito Norma Regulamentar Oficial
Temperatura Conservar a temperatura ambiente controlada, especificamente entre 15 °C e 30 °C. Não armazenar acima de 30 °C.
Proteção Manter no recipiente original, bem fechado, para proteger os comprimidos da humidade e da luz. Não congelar o medicamento.
Segurança Infantil Armazenar o medicamento fora da vista e do alcance das crianças e de animais de estimação.

Requisitos de Eliminação

O Meflon não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado adequadamente. O método recomendado é a utilização de um programa de recolha de medicamentos. Se não estiver disponível um programa de recolha, os comprimidos devem ser misturados com uma substância indesejável, colocada a mistura num recipiente selado e eliminada no lixo doméstico. Este medicamento não consta da lista de produtos recomendados para eliminação na banca ou na sanita.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Meflon encontrado em:

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