Mefenam

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Mefenam

Factos Rápidos

Classificação Classe Terapêutica Indicação
Anti-inflamatório Não Esteróide (AINE) Analgésico, Antipirético Dor ligeira a moderada, Dismenorreia Primária

O Mefenam é o nome comercial da substância ativa ácido mefenâmico, um medicamento classificado como um Anti-inflamatório Não Esteróide (AINE). Esta classe de fármacos é utilizada principalmente para aliviar a dor, reduzir a inflamação e baixar a febre (ação antipirética).

Mecanismo de Ação e Utilizações

Enquanto AINE, o ácido mefenâmico atua através da inibição da atividade das enzimas ciclo-oxigenase (COX), especificamente da COX-1 e da COX-2. Esta inibição bloqueia a síntese de mensageiros químicos chamados prostaglandinas, que são os principais mediadores da dor e da inflamação no organismo.

O ácido mefenâmico está indicado para o alívio da dor ligeira a moderada em doentes com idade igual ou superior a 14 anos, sendo que a sua utilização geralmente não deve exceder os sete dias. Está também indicado para o tratamento da dismenorreia primária (cólicas menstruais). O fármaco pode ainda ser utilizado para outras condições dolorosas, tais como problemas musculoesqueléticos e articulares — incluindo a artrite reumatoide e a osteoartrite — bem como para a dor dentária.

É importante notar que, tal como outros AINEs, o ácido mefenâmico inclui advertências de segurança graves relativas ao potencial de eventos adversos cardiovasculares e gastrointestinais. A utilização deve limitar-se à dose mínima eficaz durante o período de tempo mais curto que for necessário.

Quais efeitos secundários são possíveis com Mefenam?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança do Mefenam

O Mefenam (ácido mefenâmico), um anti-inflamatório não esteroide (AINE), contém uma advertência de segurança rigorosa (Black Box Warning) devido ao potencial de riscos graves e possivelmente fatais. Estes riscos envolvem principalmente os sistemas cardiovascular e gastrointestinal.


Riscos de Segurança Graves e Reações Adversas

Risco Cardiovascular (CV): O fármaco pode aumentar o risco de eventos trombóticos cardiovasculares graves, incluindo enfarte do miocárdio (ataque cardíaco) e acidente vascular cerebral (AVC), que podem ser fatais. Este risco pode aumentar com a duração da utilização e em doentes com doença cardíaca pré-existente. O medicamento está contraindicado para o tratamento da dor perioperatória em cirurgias de revascularização do miocárdio (bypass coronário).

Risco Gastrointestinal (GI): Os AINEs podem causar eventos adversos gastrointestinais graves, tais como hemorragia, ulceração e perfuração do estômago ou intestinos, que podem ter um desfecho fatal. Estes episódios podem ocorrer sem sintomas de alerta, sendo o risco superior em doentes idosos e naqueles com historial de problemas gastrointestinais. Reações gastrointestinais comuns e menos graves incluem diarreia, náuseas, vómitos e dor abdominal.

Outras Reações Graves: As reações clinicamente significativas incluem reações cutâneas graves e por vezes fatais (como a Síndrome de Stevens-Johnson e a Necrólise Epidérmica Tóxica), toxicidade renal (como a insuficiência renal aguda), toxicidade hepática e o aparecimento ou agravamento de hipertensão.


Limitações de Segurança e Contraindicações

As contraindicações incluem historial de hipersensibilidade ou reações alérgicas (como asma ou urticária) à aspirina ou a outros AINEs, presença de ulceração gastrointestinal ativa ou inflamação crónica, e compromisso significativo da função renal.

Aviso de Gravidez: A utilização não é recomendada a partir das 20 semanas de gestação, devido ao risco de disfunção renal fetal, baixos níveis de líquido amniótico e fecho prematuro do canal arterial fetal.

Monitorização de Segurança: Para mitigar riscos, deve utilizar-se a dose mínima eficaz durante o período de tempo mais curto possível. Os doentes devem ser monitorizados quanto a sinais de hemorragia gastrointestinal, alterações na pressão arterial e função renal. O fármaco deve ser interrompido imediatamente perante o primeiro sinal de erupção cutânea ou hipersensibilidade.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem de ácido mefenâmico (Mefenam) está oficialmente documentada como apresentando manifestações específicas a nível gastrointestinal e do sistema nervoso central. Os sinais iniciais relatados incluem náuseas, vómitos, dor abdominal intensa e letargia, acompanhados por sonolência e, potencialmente, respiração lenta.

As informações regulamentares destacam desfechos graves e fatais que exigem atenção médica imediata. Estas complicações incluem eventos neurológicos major, tais como convulsões e perda de consciência (coma). Além disso, a documentação oficial detalha o risco de hemorragia gastrointestinal grave — que pode manifestar-se através de vómito com sangue ou fezes pretas e pastosas — e a possibilidade de insuficiência renal aguda. Em casos documentados, a sobredosagem resultou em morte.

O perfil regulamentar estabelece que não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem de Mefenam. Consequentemente, a gestão clínica foca-se em cuidados médicos de suporte. Procedimentos de descontaminação, como a utilização de carvão ativado e a lavagem gástrica, são aconselhados conforme detalhado nas informações oficiais de prescrição.

É obrigatório procurar ajuda médica imediata perante condições explicitamente definidas: se a pessoa colapsar, sofrer uma convulsão, apresentar dificuldades respiratórias ou não conseguir despertar. Em qualquer situação de sobredosagem, deve também contactar-se imediatamente o Centro de Informação Antivenenos.

Usos terapêuticos de Mefenam

Para que serve o Mefenam: Principais Utilizações e Benefícios

O ácido mefenâmico é frequentemente utilizado em contextos terapêuticos que envolvem o controlo de sintomas relacionados com o desconforto físico, inflamação e febre. A sua aplicação em contexto clínico foca-se no apoio sintomático a curto prazo, visando promover o conforto do doente em situações que envolvam manifestações episódicas ou flutuantes. As suas principais utilizações centram-se no alívio sintomático em diversas áreas fundamentais.

O fármaco é relevante para o alívio de dores espasmódicas (dismenorreia primária), podendo auxiliar na gestão do fluxo menstrual abundante associado. É igualmente aplicado no tratamento de dor ligeira a moderada associada a queixas físicas, procedimentos dentários e crises de desconforto resultantes de problemas articulares.

“Este medicamento é habitualmente aplicado quando os sintomas causam uma sobrecarga funcional percetível, exigindo um apoio temporário na estabilização dos quadros dolorosos.”

O alívio sintomático pode contribuir para a manutenção da estabilidade funcional e apoiar os doentes durante episódios de maior desconforto. O medicamento é também comummente utilizado para ajudar a controlar a temperatura corporal elevada (febre).


Facto Rápido: Alívio de Dores e Cólicas

Contextos de Utilização Principal Sintomas-Alvo Benefício para o Doente
Episódios menstruais (Dismenorreia) Cólicas intensas, fluxo abundante Apoia o conforto e a estabilidade funcional
Dor Aguda (Dentária/Pós-Procedimento) Dor inflamatória ligeira a moderada Contribui para a redução da carga sintomática global

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Mefenam (Ácido Mefenâmico)

A elegibilidade para a utilização de Mefenam é estritamente definida pelas autoridades reguladoras e determinada pela idade, condições de saúde pré-existentes e estado fisiológico. O medicamento está aprovado para utilização em adolescentes e adultos com idade igual ou superior a 14 anos. A segurança e a eficácia não estão, geralmente, estabelecidas para crianças com menos de 14 anos. Adultos com mais de 65 anos podem utilizar o medicamento, mas devem fazê-lo com precaução, sendo aconselhada a utilização da dose mínima eficaz durante o período mais curto possível.

O Mefenam está contraindicado e não deve ser utilizado por doentes com condições graves específicas. Estas incluem insuficiência renal grave, insuficiência cardíaca grave e ulceração ativa ou inflamação crónica do trato gastrointestinal (GI), como a Doença Inflamatória Intestinal (DII). A utilização é também proibida em doentes com hipersensibilidade conhecida à aspirina ou a outros AINEs, bem como naqueles que se encontram em fase de recuperação de uma cirurgia de revascularização do miocárdio (bypass coronário).

Restrições de Utilização

Grupo Populacional Estatuto Regulamentar
Terceiro Trimestre de Gravidez Contraindicado
Mães em Período de Aleitamento Não Recomendado
Insuficiência Hepática ou Renal Ligeira a Moderada Utilizar com Precaução
Hipertensão Não Controlada Utilizar com Precaução

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O Mefenam, um anti-inflamatório não esteroide (AINE), apresenta um risco significativo de interação com várias classes de medicamentos. Estas interações aumentam sobretudo o risco de hemorragia e podem comprometer os efeitos de fármacos que regulam a pressão arterial e a função renal.

Interações Principais

No que respeita aos Anticoagulantes e Agentes Antiagregantes Plaquetários, a administração conjunta de Mefenam com anticoagulantes orais (como a varfarina, apixabano, dabigatrano ou rivaroxabano) ou agentes antiagregantes plaquetários (incluindo a aspirina em doses baixas) aumenta o risco de hemorragias gastrointestinais e extra-gastrointestinais graves. O Mefenam pode potenciar o efeito dos anticoagulantes ao deslocá-los dos seus locais de ligação às proteínas. Deve evitar-se o uso concomitante com outros AINEs sistémicos devido ao risco acumulado de ulceração e hemorragia gastrointestinal.

Quanto aos Anti-hipertensores e Diuréticos, o Mefenam pode reduzir a eficácia dos inibidores da ECA, dos Antagonistas dos Recetores da Angiotensina II e dos diuréticos (como a furosemida ou as tiazidas). Isto ocorre através da inibição da síntese renal de prostaglandinas, o que pode aumentar o risco de compromisso renal, particularmente em idosos ou em indivíduos com a função renal debilitada.

Em relação a Outros Fármacos, a combinação com Lítio pode levar a níveis elevados de lítio no plasma devido à diminuição da eliminação renal. O uso com Metotrexato pode aumentar o risco de toxicidade. O uso concomitante com Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) e corticosteroides também aumenta o risco de hemorragia gastrointestinal. Os antiácidos que contêm hidróxido de magnésio podem aumentar significativamente a absorção do Mefenam, o que geralmente não é recomendado.

Mecanismo de ação

Inibição Reversível das Enzimas COX

A molécula atua como um inibidor reversível e não seletivo das enzimas COX-1 e COX-2, que são necessárias para a conversão do ácido araquidónico em prostanoides. Esta ação primária define o perfil farmacológico ao suprimir diretamente a síntese de prostaglandinas (PGs), que são mediadores fisiológicos da sensibilização nervosa e de alterações vasculares localizadas.


Modulação da Sinalização Periférica e Central

Ao reduzir os níveis de prostaglandinas, o fármaco exerce uma ação mecanística em duas frentes: na periferia, atenua a sensibilização dos recetores nociceptivos no local da lesão tecidular; a nível central, modula a sinalização mediada pelas PGs no cérebro e na medula espinal. Este mecanismo modula a comunicação dos sinais nociceptivos e influencia o ponto de regulação hipotalâmico responsável pela termorregulação.


Ação Específica no Músculo Liso Uterino

O ácido mefenâmico apresenta uma atividade mecanística particular no endométrio uterino devido à supressão eficaz da síntese de PGF2alfa. Uma vez que a PGF2alfa é um agente que induz a hipercontração do músculo liso, a redução da sua presença altera a atividade e o tónus do músculo liso dentro deste sistema específico.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Ácido Mefenâmico: Diretrizes Oficiais de Administração

O ácido mefenâmico é administrado exclusivamente por via oral, utilizando as formas farmacêuticas disponíveis, que incluem habitualmente cápsulas de 250 mg ou comprimidos de 500 mg. De acordo com as informações oficiais de prescrição, o medicamento deve ser tomado com alimentos ou leite e um copo de água para facilitar a ingestão. Relativamente ao uso pediátrico, a segurança e eficácia não estão estabelecidas para crianças com idade inferior a 14 anos.


Padrões de Dosagem e Frequência

A dosagem baseia-se na condição a tratar e respeita a obrigatoriedade de utilizar a dose mínima eficaz durante o período de tempo mais curto possível. Para o alívio da dor aguda a curto prazo, o regime inicia-se tipicamente com uma dose inicial única de 500 mg por via oral, seguida de uma dose de manutenção de 250 mg tomada a cada seis horas, conforme necessário (PRN). Algumas diretrizes internacionais utilizam uma dose padrão de 500 mg, três vezes ao dia.


Duração Limitada do Tratamento

A utilização oficial do medicamento é estritamente limitada no tempo e episódica. Para a gestão da dismenorreia primária, o tratamento restringe-se a um curto período de dois a três dias por ciclo menstrual. Para o alívio da dor aguda, a terapia geralmente não deve exceder uma semana (sete dias). No caso de doentes que o utilizam para a dismenorreia, a administração deve começar assim que se inicie a hemorragia e a dor associada. Estas instruções definem o protocolo de utilização padronizado de curto prazo.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Mefenam

Evidência para a Utilização em Dismenorreia Primária

A investigação que analisa o ácido mefenâmico em quadros de dismenorreia primária baseia-se essencialmente em Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA) de curto prazo. Estes estudos foram utilizados para explorar a forma como os sintomas se alteram ao longo do tempo, comparando a intervenção com um placebo ou com outros analgésicos. A investigação examinou resultados baseados em relatos dos próprios doentes sobre o desconforto percebido e a intensidade dos sintomas em participantes do sexo feminino, adolescentes e jovens adultas. Os estudos também monitorizaram a evolução dos padrões de utilização de analgésicos de resgate nas populações observadas.

Os estudos reportaram medições sobre a evolução dos sintomas relacionados com a dor nas populações observadas. A investigação destaca as alterações medidas durante o período do estudo na forma como as participantes descreveram a sua experiência ao longo de um a três ciclos menstruais. Nos estudos que abordaram a hemorragia menstrual excessiva associada, a investigação explorou resultados ligados à monitorização de estados inflamatórios ou irritativos.


Evidência para a Utilização em Dor Aguda Ligeira a Moderada

Para o uso em condições caracterizadas por dor aguda ligeira a moderada, a evidência foi explorada através de ECA de muito curto prazo. Estes estudos foram realizados durante períodos de maior atividade sintomática, como após procedimentos cirúrgicos menores ou dentários, em que os participantes experienciavam um desconforto estabelecido. A investigação examinou resultados que descrevem alterações episódicas ou agudas, medindo o desconforto comunicado pelos doentes num período de apenas quatro a seis horas após uma única dose.

Os resultados descrevem padrões observados nos estudos relativos a alterações no desconforto percebido ao longo do tempo. A investigação realça as mudanças medidas durante o período do estudo sobre a evolução dos sintomas nessas horas iniciais. No entanto, a evidência deriva de contextos com cargas sintomáticas variadas e os resultados aplicam-se apenas ao período imediato após a toma da dose.


Lacunas de Evidência e Áreas de Incerteza

Uma limitação fundamental em ambas as indicações é que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos, uma vez que as durações do acompanhamento foram limitadas a períodos curtos e agudos. O facto de a evidência derivar de contextos com diferentes níveis de gravidade de sintomas significa que a investigação fornece um contexto, mas não previsões individuais sobre o uso a longo prazo. Embora exista geralmente evidência comparativa em relação ao placebo, a evidência comparativa face a todas as alternativas analgésicas nem sempre é definitiva, e a qualidade da evidência varia entre os estudos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Mefenam (FAQ)

P: Qual é a diferença entre Mefenam e Ácido Mefenâmico?

R: O ácido mefenâmico é o nome da substância ativa propriamente dita, que atua no alívio da dor e da inflamação. Mefenam é o nome comercial sob o qual o ácido mefenâmico é comercializado. A informação oficial do produto descreve-os como sendo o mesmo composto.


P: O Mefenam pode ser utilizado por adolescentes ou crianças?

R: De acordo com os documentos oficiais, este medicamento está aprovado para utilização em adolescentes e adultos com idade igual ou superior a 14 anos. A segurança e a eficácia do fármaco não foram, geralmente, estabelecidas para crianças com menos de 14 anos de idade.


P: O Mefenam é adequado para idosos?

R: A informação de prescrição indica que os idosos podem utilizar o medicamento, mas devem fazê-lo com precaução específica. Recomenda-se a utilização da dose mínima eficaz durante o período mais curto possível, principalmente devido ao aumento do potencial de alterações associadas à idade que afetam a saúde renal.


P: Quais são os riscos específicos da utilização de Mefenam durante a gravidez ou o aleitamento?

R: Desaconselha-se a utilização do fármaco durante as fases finais da gravidez, especificamente a partir das 20 semanas de gestação, devido a potenciais riscos para os rins e o coração do feto em desenvolvimento. No que respeita ao aleitamento, o fármaco passa para o leite materno e a sua utilização não é, geralmente, recomendada.


P: O que significa 'contraindicado' no contexto do Mefenam e de certas condições de saúde?

R: O termo contraindicado é utilizado na documentação oficial para especificar que o fármaco é proibido em doentes com esse estado de saúde específico. Exemplos oficiais de contraindicações incluem insuficiência renal grave ou antecedentes de reações alérgicas a anti-inflamatórios não esteroides.


P: É seguro conduzir um automóvel enquanto se toma Mefenam?

R: A informação oficial refere que podem ocorrer certos efeitos secundários, incluindo tonturas, sonolência ou visão turva. O impacto potencial destes efeitos na capacidade de conduzir veículos ou operar máquinas pesadas é uma consideração importante.


P: O Mefenam pode ser utilizado para reduzir a febre?

R: A informação técnica refere que o fármaco exibe atividade antipirética, o que significa que possui propriedades de redução da febre. Esta ação faz parte do seu mecanismo global, a par da sua capacidade de aliviar a dor e a inflamação.


P: O Mefenam é considerado um medicamento para a dor de ação rápida?

R: Dados de farmacologia clínica indicam que a concentração do fármaco atinge o seu nível mais elevado aproximadamente 2 a 4 horas após a administração de uma dose única.


P: Quanto tempo dura normalmente o efeito do Mefenam?

R: A duração da presença do fármaco no organismo é medida pela sua semivida. A informação oficial mostra que o fármaco tem uma semivida plasmática de cerca de 2 horas, fator que determina a frequência necessária das doses.


P: Existem tipos específicos de alimentos ou bebidas que devem ser evitados ao utilizar Mefenam?

R: De acordo com a informação sobre interações, o consumo de álcool está associado a um risco acrescido de hemorragia gastrointestinal grave quando utilizado com este medicamento.


P: Quais são os sinais de uma reação alérgica ao Mefenam?

R: Os sinais de uma reação alérgica grave podem incluir urticária, inchaço do rosto ou da garganta, dificuldade em respirar ou uma erupção cutânea grave com bolhas ou descamação da pele. O aparecimento destes sintomas exige a interrupção imediata do fármaco.


P: É normal sentir tonturas ou sonolência após tomar Mefenam?

R: Sim, tonturas (vertigens) e sonolência (somnolência) estão listadas como efeitos secundários relatados na documentação oficial.


P: O Mefenam acarreta risco de dependência ou vício?

R: O Mefenam está classificado como um anti-inflamatório não esteroide (AINE). Este medicamento não está listado como acarretando risco de dependência ou vício.


P: Existe um número máximo de dias em que o Mefenam deve ser utilizado continuamente?

R: Sim, o medicamento está aprovado apenas para utilização a curto prazo. Para a dor aguda, o uso não deve exceder os sete dias e, para a dismenorreia primária, o tratamento está limitado a dois ou três dias por ciclo.


P: É verdade que o Mefenam pode ter um risco mais elevado de problemas cardíacos do que outros fármacos semelhantes?

R: Existe um Aviso de Segurança (Advertência de Caixa Preta) referindo que o fármaco pode aumentar o risco de eventos trombóticos cardiovasculares graves, como enfarte agudo do miocárdio ou AVC. Este risco pode aumentar com a duração da utilização.


P: O Mefenam pode causar dores de cabeça?

R: A dor de cabeça (cefaleia) está listada como uma potencial reação adversa que foi relatada durante o tratamento com este medicamento.


P: O que deve um doente fazer se sentir zumbidos nos ouvidos enquanto toma Mefenam?

R: O zumbido nos ouvidos (acufeno) está listado como um potencial efeito secundário. Deve ser consultado um profissional de saúde se os efeitos secundários forem graves ou persistentes.


P: Tomar Mefenam com alimentos reduz a probabilidade de efeitos secundários?

R: Recomenda-se tomar o medicamento com alimentos ou leite para ajudar a reduzir a possibilidade de perturbações estomacais ou efeitos secundários gastrointestinais.


P: Qual é a faixa etária típica para a qual o Mefenam é estudado?

R: O fármaco está aprovado para doentes com idade igual ou superior a 14 anos. Estudos na dismenorreia primária focaram-se principalmente em participantes do sexo feminino, adolescentes e jovens adultas.


P: O Mefenam é utilizado em investigação para outras condições além da dor?

R: Além da dor aguda e da dismenorreia primária, a utilização do Mefenam tem sido estudada para o alívio da dor associada a condições como a artrite reumatoide e a osteoartrite.


P: O Mefenam interage com suplementos de ervanária comuns?

R: É importante que um profissional de saúde seja informado sobre todos os produtos que estão a ser utilizados, incluindo quaisquer produtos de ervanária e suplementos.


P: Porque é que a embalagem menciona um risco de retenção de líquidos?

R: O fármaco pode causar retenção de líquidos e inchaço relacionado (edema). Deve ser utilizado com precaução em doentes com retenção de líquidos pré-existente ou insuficiência cardíaca.


P: Existem diferenças internacionais na forma como o Mefenam é regulamentado?

R: Sim, diferentes diretrizes internacionais podem apresentar variações nos padrões de dosagem ou limitações de utilização específicas para o fármaco.


P: O que torna o Mefenam diferente do paracetamol?

R: O Mefenam é um Anti-inflamatório Não Esteroide (AINE), o que significa que atua inibindo as enzimas ciclo-oxigenase para visar a inflamação, além do alívio da dor.


P: O Mefenam afeta a fertilidade ou a conceção?

R: A utilização de AINEs, incluindo o Mefenam, pode potencialmente comprometer a fertilidade feminina e não é recomendada para mulheres que estejam ativamente a tentar conceber.


P: O Mefenam pode ser utilizado para dores nas costas?

R: A indicação oficial do fármaco é para o alívio de dor ligeira a moderada. Dores nas costas que se enquadrem nesta classificação podem ser tratadas com o fármaco.


P: E se alguém tomar acidentalmente demasiado Mefenam?

R: Sinais de sobredosagem podem incluir dor de cabeça, náuseas, vómitos, sonolência e, ocasionalmente, convulsões ou perda de consciência. A gestão da sobredosagem é de suporte médico.


P: Quais são os maus usos comuns do Mefenam que os avisos abordam?

R: Os avisos enfatizam que o fármaco está aprovado apenas para utilização a curto prazo, não excedendo os sete dias. Os riscos principais estão associados à utilização prolongada para além desta duração.


P: Existem fatores genéticos que afetem a eficácia do Mefenam?

R: O metabolismo do fármaco envolve a enzima CYP2C9. Recomenda-se precaução para doentes identificados como metabolizadores lentos desta enzima.


P: O Mefenam contém glúten ou lactose?

R: A formulação em cápsulas contém lactose mono-hidratada. Geralmente, a informação do produto não detalha a presença ou ausência de glúten.

Como Mefenam deve ser armazenado e descartado?

Armazenamento e Eliminação do Ácido Mefenâmico

O armazenamento e o manuseamento do ácido mefenâmico devem cumprir rigorosamente as condições especificadas na rotulagem regulamentar para manter a estabilidade do produto.

Condições Oficiais de Armazenamento

Requisito Especificações
Temperatura As cápsulas devem ser conservadas a Temperatura Ambiente Controlada, entre os 20 °C e os 25 °C. São permitidas excursões até aos 30 °C. Formulações específicas em comprimidos não devem ser armazenadas acima de 30 °C.
Proteção Mantenha o recipiente hermeticamente fechado para proteger o medicamento da humidade e do calor excessivo. Deve evitar-se o armazenamento em locais húmidos ou sujeitos a temperaturas elevadas.
Segurança Infantil O medicamento deve ser estritamente mantido fora do alcance e da vista das crianças.

Requisitos de Eliminação

O ácido mefenâmico não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado de acordo com os regulamentos locais e as orientações oficiais de gestão de resíduos. O produto não deve ser descartado em esgotos, cursos de água ou no solo.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Mefenam encontrado em:

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