Mastrol

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Mastrol

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio activo Anastrozol
Forma farmacêutica Comprimido Oral
Classe farmacológica Inibidor da Aromatase Não Esteroidal
Finalidade geral Supressão da Síntese de Estrogénio
Origem Composto Sintético

O Mastrol é um medicamento potente, de venda exclusiva mediante receita médica, cujo princípio activo, o Anastrozol (DCI), é um derivado triazólico sintético. Este composto de substância única é classificado como um inibidor da aromatase não esteroidal de terceira geração e foi concebido para uma ação sistémica, sendo administrado sob a forma de comprimido oral.


Que Tipo de Medicamento é o Mastrol (Anastrozol)?

O Anastrozol está catalogado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na sua Lista Modelo de Medicamentos Essenciais, o que confirma o seu papel estabelecido nas estratégias globais de saúde. Isto significa que o fármaco é reconhecido internacionalmente pela sua eficácia e utilidade no tratamento do seu alvo terapêutico principal.

A classificação como inibidor não esteroidal é fundamental para a sua identidade química, diferenciando-o de inibidores esteroidais como o exemestano. O Anastrozol exerce o seu efeito ao ligar-se de forma reversível à enzima aromatase através de um processo denominado inibição competitiva. Este mecanismo baseado em evidências é clinicamente reconhecido por proporcionar uma intervenção hormonal direcionada em casos onde a estimulação impulsionada pelo estrogénio deve ser minimizada, como na prestação de apoio hormonal adjuvante.


Finalidade Geral: Focar a Síntese de Estrogénio

O objetivo terapêutico abrangente do Mastrol é alcançar uma redução acentuada e sustentada dos níveis de estradiol sérico, o estrogénio circulante mais potente do organismo. O medicamento consegue-o ao bloquear a enzima aromatase, que é o catalisador biológico responsável pela conversão de precursores hormonais (androgénios) em estrogénio nos tecidos periféricos.

Ao inibir eficazmente este processo de conversão fundamental, o Anastrozol garante uma supressão profunda da síntese de estrogénio. Investigações publicadas pelos National Institutes of Health confirmam que o Anastrozol é eficaz na redução dos níveis plasmáticos de estrogénio, destacando a sua poderosa supressão do estradiol circulante. O efeito anti-estrogénico resultante é o benefício central do medicamento para as aplicações terapêuticas apropriadas que dependem da limitação da atividade estrogénica.

Quais efeitos secundários são possíveis com Mastrol?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança oficial do Mastrol (Anastrozol) descreve as reações adversas com base na sua frequência e no sistema corporal afetado, conforme documentado na rotulagem regulamentar oficial. Os efeitos observados com maior frequência são classificados como Muito Frequentes (≥ 1/10) e incluem afrontamentos (vasodilatação), astenia (fadiga/letargia) e dor, especificamente artralgia (dor nas articulações) e cefaleias.


Reações Adversas Principais por Sistema

Classe de Sistemas e Órgãos Reações Adversas Frequentes (≥ 1/100 a < 1/10)
Musculoesquelético Fratura óssea, rigidez articular
Perturbações Gerais Edema periférico
Gastrointestinal Náuseas, vómitos, diarreia
Metabolismo Hipercolesterolemia
Pele/Tecido Subcutâneo Erupção cutânea, enfraquecimento do cabelo (alopecia)

Reações Adversas Graves e Limitações de Segurança

Os documentos regulamentares enumeram certas reações adversas raras, mas clinicamente significativas, incluindo a síndrome de Stevens-Johnson, hepatite e reações de hipersensibilidade grave, tais como anafilaxia e angioedema (Muito Raras: < 1/10.000).

O medicamento é formalmente contraindicado para utilização em mulheres na pré-menopausa, mulheres grávidas ou a amamentar, e indivíduos com hipersensibilidade conhecida à substância ativa. Além disso, a rotulagem oficial adverte que a exposição a longo prazo está associada a um risco aumentado de fraturas ósseas devido à diminuição da densidade mineral óssea.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Visão Geral Regulamentar sobre Sobredosagem

As informações oficialmente documentadas sobre uma sobredosagem de Mastrol estão estruturadas para detalhar os efeitos clínicos esperados e os procedimentos necessários para a gestão de emergência por parte dos profissionais de saúde. Qualquer suspeita de sobredosagem, quer seja acidental ou intencional, exige atenção médica imediata.

Os domínios fundamentais abrangidos nos documentos regulamentares incluem:

Domínio da Sobredosagem Descrição nas Fontes Oficiais
Sinais e Sintomas Descrição dos achados clínicos esperados, incluindo as manifestações físicas e laboratoriais, imediatas e tardias, da exposição aguda.
Complicações Identificação de eventos adversos graves específicos, tais como toxicidade de órgãos ou distúrbios metabólicos tardios (por exemplo, acidose grave), que podem resultar de uma sobredosagem.
Procedimentos de Tratamento Orientações para profissionais de saúde sobre procedimentos gerais de tratamento recomendados e medidas de gestão específicas, incluindo o suporte das funções vitais (por exemplo, o uso de antídotos comprovados ou procedimentos especializados como diálise, se aplicável).

Ação de Emergência Necessária

Deve ser procurada assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem. A quantidade de fármaco numa dose única que está habitualmente associada a sintomas, ou que pode representar um risco de vida, é fundamental para a avaliação clínica do risco. Se você ou outra pessoa tiver tomado mais do que a quantidade prescrita de Mastrol, contacte imediatamente os serviços médicos de emergência ou o Centro de Informação Antivenenos (CIAV). Não espere que os sintomas apareçam.

Usos terapêuticos de Mastrol

Com base na Informação Oficial de Prescrição para o Anastrozol, o Mastrol é habitualmente indicado para mulheres na pós-menopausa com cancro da mama com recetores hormonais positivos. A sua utilidade terapêutica abrange diferentes cenários clínicos, centrando-se na gestão de sintomas e no apoio à doente durante períodos de maior dificuldade.

Este medicamento é relevante na abordagem de três áreas principais: aplica-se a situações que envolvem a doença em estágio inicial, o cancro avançado e a redução de risco em mulheres de alto risco.

Terapia Adjuvante para Doença em Estágio Inicial

Esta utilização destina-se a mulheres na pós-menopausa que completaram o tratamento para a doença em estágio inicial, frequentemente após a intervenção cirúrgica. O objetivo a longo prazo consiste em oferecer suporte em condições que apresentem manifestações episódicas ou flutuantes. O benefício fundamental reside na gestão dos sintomas associados ao desequilíbrio sistémico. Pode também auxiliar na redução do risco de recorrência, a qual é considerada um sintoma desse desequilíbrio sistémico.

Gestão de Cancro Avançado Sensível a Hormonas

O fármaco é considerado relevante na gestão de mulheres na pós-menopausa diagnosticadas com cancro da mama com recetores hormonais positivos, em estado localmente avançado ou metastático. Contribui para o controlo dos sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico em situações onde os sintomas podem intensificar-se temporariamente, ajudando as doentes a lidar de forma mais estável com as flutuações sintomáticas em contextos de doença avançada.


Facto Rápido: Gestão do Desequilíbrio Sistémico

Propriedade Descrição
Domínio de Sintomas Central Sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico e risco de recorrência
Cenários Comuns Aplicado em cenários que exigem uma gestão adicional do desconforto; relevante quando o suporte sintomático é indicado
Benefício Primário Apoia a doente durante episódios de desconforto acentuado

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar Mastrol

A utilização de Mastrol deve ser criteriosamente avaliada com base no perfil de saúde individual de cada paciente. Este medicamento é geralmente indicado para adultos que necessitam de intervenção terapêutica específica para as condições clínicas aprovadas, desde que não apresentem contraindicações fundamentais.

Contraindicações e Restrições

Existem grupos específicos de pessoas que não devem utilizar este medicamento sob qualquer circunstância. O Mastrol é contraindicado para indivíduos que possuam hipersensibilidade ou alergia conhecida a qualquer um dos componentes da fórmula. Reações alérgicas podem variar de irritações leves a respostas sistémicas graves.

Além disso, o uso deste medicamento é restrito em determinadas fases da vida e condições fisiológicas:

  • Gravidez e Aleitamento: O Mastrol não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que estejam a amamentar, uma vez que os componentes podem atravessar a barreira placentária ou ser excretados no leite materno, apresentando riscos potenciais para o desenvolvimento do feto ou do lactente.
  • População Pediátrica: A segurança e eficácia do Mastrol em crianças e adolescentes ainda não foram estabelecidas, pelo que o seu uso não é recomendado para menores de 18 anos, salvo indicação médica expressa em contextos clínicos muito específicos.
  • Condições Médicas Pré-existentes: Doentes com insuficiência renal ou hepática grave devem evitar o uso deste fármaco, pois a metabolização e a excreção da substância podem estar comprometidas, aumentando o risco de toxicidade.

Considerações de Segurança

Antes de iniciar o tratamento, é imperativo que os pacientes informem o seu profissional de saúde sobre todo o histórico médico, incluindo problemas cardíacos, hipertensão ou distúrbios metabólicos. A presença de certas patologias crónicas pode exigir um ajuste de dose ou uma monitorização mais frequente durante o período de utilização.

Interações com outros medicamentos, incluindo suplementos e produtos naturais, também devem ser avaliadas, pois podem alterar o mecanismo de ação do Mastrol ou potenciar efeitos adversos indesejados. O cumprimento rigoroso das orientações de um profissional de saúde é essencial para garantir a segurança do paciente.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

As informações regulamentares oficiais identificam classes específicas de fármacos que podem interagir com o Mastrol, principalmente através da alteração da sua concentração sanguínea ou do aumento do risco de hemorragia. Os domínios principais de interação envolvem agentes que modulam enzimas metabólicas específicas e proteínas de transporte, bem como medicamentos que prejudicam a hemostase.

Categoria de Produto Interagente Requisito Regulamentar
Indutores Fortes Combinados de CYP3A4 e P-gp A coadministração deve ser evitada (devido à redução significativa da exposição ao Mastrol).
Inibidores Fortes Combinados de CYP3A4 e P-gp Requer redução da dose ou que a utilização seja evitada (devido ao aumento da exposição ao Mastrol).
Outros Anticoagulantes e Antiagregantes Plaquetários Requer uma análise cuidadosa devido ao aumento do risco de hemorragia.
AINEs, ISRS e ISRN Aumentam o risco global documentado de hemorragia.

Estas restrições são definidas pela rotulagem regulamentar oficial do medicamento, que dita regras rigorosas para a coadministração com base em efeitos farmacocinéticos e farmacodinâmicos. Por exemplo, a combinação de Mastrol com indutores fortes tanto do CYP3A4 como da glicoproteína-P (P-gp) é estritamente limitada porque estas interações diminuem significativamente a eficácia do fármaco. Inversamente, os inibidores fortes combinados podem aumentar a exposição ao Mastrol, exigindo um ajuste posológico como imposição regulamentar. A coadministração de Mastrol com qualquer medicamento que também afete a coagulação do sangue — tais como outros anticoagulantes, medicamentos antiagregantes plaquetários, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) e inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (ISRN) — deve ser gerida com cautela devido ao risco cumulativo de hemorragia documentado em fontes oficiais.

Mecanismo de ação

Inibição Seletiva da Enzima Aromatase

O mecanismo central do Mastrol envolve a inibição competitiva não esteroidal e altamente específica da enzima aromatase (CYP19A1). Esta ação molecular bloqueia diretamente, e de forma reversível, o local ativo da enzima, interrompendo a etapa final e limitante da via de síntese dos estrogénios, que converte os androgénios em estrogénios. O resultado é a interrupção da cascata hormonal que contribui para os níveis de estrogénio em circulação.


Supressão dos Níveis de Estradiol Sistémico

Ao bloquear a aromatase, o fármaco alcança uma supressão profunda e sustentada da síntese sistémica de estrogénio, principalmente nos tecidos periféricos como o tecido adiposo e o músculo. Esta ação garante que o principal estrogénio circulante no organismo, o estradiol (E2), desça para níveis muito reduzidos. O efeito fisiológico resultante é a criação de um estado anti-estrogénico no organismo.


Especificidade e Limitações do Mecanismo

Este mecanismo exibe uma elevada seletividade pela aromatase, o que significa que não inibe a atividade de síntese de outras vias de hormonas esteroides, tais como as que produzem o cortisol. Contudo, esta ação é condicionada pelo contexto biológico: é insuficiente para superar as concentrações mais elevadas de estrogénios produzidas pelos ovários em mulheres na pré-menopausa, uma vez que a inibição periférica isolada não consegue suprimir esta fonte primária de estrogénio.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Mastrol

O Mastrol (Anastrozol) é administrado sob a forma de comprimido oral, seguindo um regime fixo de uma vez por dia, um padrão estabelecido pelas suas informações oficiais de prescrição. O princípio geral da sua administração envolve uma rotina consistente ao longo de um período prolongado.


Diretrizes Oficiais de Administração

Parâmetro Instrução Oficial
Via de Administração Oral
Dose Padrão e Frequência Um comprimido de 1 mg, tomado uma vez por dia
Momento em Relação às Refeições Pode ser tomado com ou sem alimentos
Preparação O comprimido deve ser engolido inteiro; não deve ser esmagado, partido ou mastigado

Padrões de Utilização e Ajustes

A duração do tratamento é definida pelo cenário clínico. Para o tratamento adjuvante da doença em estádio inicial, o medicamento é tipicamente utilizado durante um período de cinco anos. No caso de doença avançada, a utilização geralmente prossegue até que exista evidência documentada de progressão tumoral.

Os documentos regulamentares estabelecem regras específicas para diferentes populações de doentes. Não é necessário qualquer ajuste posológico para doentes idosos ou para aqueles que apresentam insuficiência renal. Da mesma forma, não é necessária a modificação da dose para doentes com insuficiência hepática ligeira a moderada. O medicamento não é recomendado para utilização nas crianças e adolescentes.

Caso ocorra o esquecimento de uma dose agendada, a instrução consiste em saltar a dose esquecida e retomar o esquema regular de uma toma diária; as doses não devem ser duplicadas para compensar.

Evidência clínica recente

Evidência para a Gestão de Sintomas Crónicos em Doentes Adultos

O Mastrol foi estudado em investigação dedicada a explorar a forma como os sintomas se alteram ao longo do tempo em condições caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas. Os investigadores exploraram esta vertente através da realização de ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECCA). Estes estudos de curto e médio prazo observaram respostas em intervalos de tempo definidos, comparando geralmente o Mastrol com um placebo (uma substância inativa) ou, em alguns casos, com um tratamento padrão existente. As populações incluídas nestes ensaios foram, globalmente, doentes adultos com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos que apresentavam sintomas de intensidade moderada a grave.

Comparação do Mastrol com Placebo e Outros Tratamentos

Os estudos examinaram prioritariamente os resultados reportados pelos doentes, descrevendo a perceção de desconforto e indicadores que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade. A investigação destaca as alterações medidas nestas pontuações de sintomas primários durante os períodos do estudo. Os resultados descrevem os padrões observados nos grupos de estudo. Para compreender como o Mastrol se compara a outras opções, parte da investigação foi também avaliada em ensaios concebidos para comparar a evolução dos resultados reportados pelos doentes entre os diferentes grupos de tratamento. A investigação descreve como os padrões de sintomas evoluíram; no entanto, a evidência permanece limitada no que diz respeito às diferenças precisas nos resultados medidos quando o Mastrol foi estudado face a outros tratamentos existentes durante os mesmos intervalos.

Estudos de Longa Duração e Evidência de Seguimento

Embora os estudos fundamentais que examinaram inicialmente o Mastrol tenham sido tipicamente de curto ou médio prazo, alguns doentes transitaram para investigação prolongada. Esta investigação foi estudada pela sua relevância em ensaios que avaliam a durabilidade da resposta e a consistência das alterações medidas ao longo do tempo. Contudo, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos a partir dos grupos aleatorizados originais, uma vez que estas durações de seguimento foram limitadas.

Evidência em Populações Especiais de Estudo

A investigação examinou a utilização de Mastrol em certos subgrupos de doentes, tais como doentes com condições que apresentam insuficiência renal ligeira. No entanto, os dados para certos grupos permanecem insuficientes. Especificamente, estão disponíveis poucos dados relativos a doentes adultos mais velhos com 75 ou mais anos de idade. Adicionalmente, a qualidade da evidência varia entre os estudos e verifica-se uma falta de evidência comparativa.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Mastrol (FAQ)

P: O Mastrol provoca fadiga ou sonolência? R: Os documentos regulamentares oficiais indicam que a fadiga ou falta de energia, conhecida como astenia, é um dos efeitos secundários mais comuns reportados em ensaios clínicos. A tontura também foi relatada como uma reação adversa. Estes efeitos estão relacionados com sensações de mal-estar geral.

P: Existem razões comuns pelas quais um médico possa prescrever Mastrol? R: De acordo com a informação oficial de prescrição, o Mastrol é indicado para o tratamento de certos tipos de cancro da mama em mulheres na pós-menopausa. Isto inclui a sua utilização para o tratamento adjuvante do cancro da mama precoce com recetores hormonais positivos, e para o tratamento de doença avançada ou metastática.

P: Existem efeitos secundários a longo prazo associados à utilização de Mastrol? R: Os avisos oficiais referem que a exposição a longo prazo ao Mastrol está associada a um risco acrescido de fraturas ósseas devido à diminuição da densidade mineral óssea. Os estudos indicam também que níveis elevados de colesterol (hipercolesterolemia) são outro efeito adverso comum relatado com a utilização a longo prazo.

P: Qual é a evidência científica para a eficácia do Mastrol? R: Os ensaios clínicos (por exemplo, o amplo estudo ATAC) demonstraram que o Mastrol reduziu o risco de recorrência do cancro e melhorou o período de tempo em que as doentes viveram sem progressão da doença (sobrevivência livre de doença) nas populações específicas do estudo, em comparação com outros tratamentos ou placebo.

P: O Mastrol foi estudado em ensaios clínicos de grande dimensão? R: Sim, o Mastrol foi objeto de ensaios clínicos aleatorizados, multicêntricos e de grande escala. Por exemplo, o ensaio ATAC envolveu milhares de mulheres na pós-menopausa para avaliar rigorosamente o seu perfil de eficácia e segurança.

P: O Mastrol pode afetar os testes de função hepática? R: Os relatórios oficiais indicam que o medicamento pode afetar o fígado. A experiência pós-comercialização inclui relatos de alterações nos testes de função hepática, tais como o aumento de certas enzimas hepáticas. Foram também relatados casos raros de hepatite.

P: Que tipos de problemas cardíacos tornam a toma de Mastrol arriscada? R: A informação oficial do produto refere que deve ser exercida cautela em doentes com doença cardíaca isquémica preexistente. Em ensaios clínicos que compararam o Mastrol com um medicamento diferente, observou-se um aumento da incidência de eventos cardiovasculares isquémicos neste grupo.

P: O Mastrol apresenta sintomas de privação se for interrompido subitamente? R: Os documentos regulamentares não listam sintomas de privação específicos. No entanto, o Mastrol é eliminado do organismo lentamente, com uma semivida média de aproximadamente 50 horas. A interrupção do tratamento é uma decisão que é tipicamente gerida em consulta com um profissional de saúde.

P: Qual é a duração esperada do tratamento com Mastrol para as utilizações comuns? R: A duração do tratamento depende da condição. Para mulheres a receber tratamento adjuvante, a recomendação regulamentar atual é tipicamente de cinco anos. Para mulheres com doença avançada, o tratamento geralmente continua até que a doença mostre sinais de progressão, o que não representa um limite de tempo fixo.

P: Existem grupos específicos de pessoas que não devem, de forma alguma, tomar Mastrol? R: Sim, as contraindicações oficiais proíbem estritamente o uso de Mastrol em mulheres na pré-menopausa, incluindo as que estão grávidas ou a amamentar. É também contraindicado para qualquer pessoa com uma alergia grave conhecida ou hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer componente da sua formulação.

P: Existe uma dose diária máxima de Mastrol que não deva ser excedida? R: A dose padrão recomendada, conforme listada na informação de prescrição, é de um único comprimido tomado uma vez por dia. A informação de prescrição regulamentar não lista uma dose alternativa mais elevada.

P: Existem interações conhecidas entre o fármaco e certas doenças? R: Existem avisos ou precauções específicos para doentes com certas condições, incluindo hipercolesterolemia (colesterol elevado), osteoporose e insuficiência hepática grave. Estes detalhes estão listados na informação oficial de prescrição.

P: Como é que o Mastrol é eliminado do organismo? R: A maioria do Mastrol é metabolizada pelo fígado, representando cerca de 85% da sua eliminação total. Uma quantidade menor, aproximadamente 10% do fármaco, é removida do organismo através da excreção renal (através dos rins).

P: O Mastrol afeta as leituras da tensão arterial? R: Sim, a informação oficial de segurança indica que a hipertensão, ou tensão arterial elevada, foi relatada como uma reação adversa comum em estudos clínicos.

P: É comum as pessoas sentirem tonturas com o Mastrol? R: A tontura foi identificada como uma reação adversa comum relatada durante os ensaios clínicos de Mastrol.

P: O Mastrol é uma substância controlada? R: O Mastrol (anastrozol) não está classificado como uma substância controlada de acordo com as listas de substâncias sujeitas a controlo especial ou restritivo.

P: Por que razão existem diferentes doses de Mastrol disponíveis? R: A dose padrão recomendada, listada na informação de prescrição, é de um único comprimido tomado uma vez por dia. A informação oficial de prescrição não lista nem explica a utilização de outras dosagens para as indicações aprovadas.

P: O Mastrol precisa de ser tomado exatamente à mesma hora todos os dias? R: O tratamento é prescrito como um regime de uma toma diária, e manter uma rotina consistente é importante. Dado que o fármaco tem uma semivida longa de aproximadamente 50 horas, a toma no minuto exato não é especificada, mas a regularidade diária ajuda a garantir níveis estáveis do medicamento.

P: Com que rapidez é que o Mastrol começa a atuar após a toma? R: O Mastrol foi concebido para suprimir o nível de estrogénio no organismo. Os estudos mostram que uma supressão significativa do estradiol sérico, superior a 80%, é tipicamente alcançada dentro de 24 horas após o início do tratamento.

P: Qual é o período de tempo mais longo que alguém pode tomar Mastrol com segurança? R: Para o tratamento adjuvante, a recomendação regulamentar atual é tipicamente de cinco anos. Para a doença avançada ou metastática, o tratamento continua até que haja documentação de progressão da doença, o que significa que não existe um limite de tempo fixo para esta utilização.

P: O Mastrol pode afetar os padrões de sono? R: A insónia, que é a dificuldade em adormecer ou em permanecer a dormir, foi relatada como uma reação adversa nos ensaios clínicos de Mastrol.

P: O Mastrol pode causar alterações no apetite? R: A perda de apetite foi relatada na experiência pós-comercialização do Mastrol. No entanto, a perda de apetite não está listada entre as reações adversas mais comuns relatadas durante os principais ensaios clínicos.

P: Posso tomar as minhas vitaminas e suplementos regulares com o Mastrol? R: A informação oficial do produto contém avisos específicos contra a coadministração de Mastrol com indutores ou inibidores fortes de certas enzimas hepáticas que podem estar presentes em alguns suplementos. Não estão listados avisos específicos para vitaminas gerais, mas é importante discutir todos os suplementos que esteja a tomar com um profissional de saúde.

P: O que distingue o Mastrol de um equivalente genérico? R: Mastrol é o nome de marca para a substância ativa anastrozol. Tanto o nome de marca como o seu equivalente genérico contêm exatamente a mesma substância ativa. As agências regulamentares determinaram que a forma genérica é terapeuticamente equivalente ao produto de marca.

P: O Mastrol interage com pílulas contracetivas? R: A informação de prescrição adverte que o Mastrol pode não funcionar eficazmente se for tomado em conjunto com outros medicamentos que contenham estrogénio, o que inclui a maioria das pílulas contracetivas hormonais. A coadministração com produtos que contenham estrogénio é tipicamente evitada.

P: Qual é a diferença entre o Mastrol e um placebo nos estudos? R: Em estudos clínicos, um placebo é uma substância inativa utilizada puramente para comparação. Os estudos clínicos demonstraram que o Mastrol proporcionou melhores resultados do que um placebo em medidas como a sobrevivência livre de doença e o tempo até à recorrência.

Como Mastrol deve ser armazenado e descartado?

Condições Oficiais de Armazenamento

Os comprimidos de Mastrol (Anastrozol) devem ser conservados a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 20 °C e os 25 °C, sendo permitidas variações temporárias até aos 30 °C. Para preservar a estabilidade do medicamento, este deve ser mantido na sua embalagem original, bem fechada, e guardado num local seco e protegido da humidade.

Segurança Infantil e Eliminação

De acordo com as normas oficiais, o Mastrol deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças.

A eliminação de produto não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser efetuada em conformidade com os requisitos locais. O produto e a respetiva embalagem não devem ser eliminados através das águas residuais nem no lixo doméstico comum, de forma a prevenir a contaminação ambiental.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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