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Marcaine

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Marcaine

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Método de ação: Enzymes, Local Anesthetic

Opção de tratamento: Anesthesia, Spinal Anesthesia

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Marcaine

Propriedade Descrição
Substância ativa Cloridrato de bupivacaína
Forma Solução Injetável, Aquosa e Estéril
Classe farmacológica Anestésico Local (Tipo Amida)
Objetivo geral Anestesia Regional / Controlo Prolongado da Dor
Origem Sintética

Que tipo de medicamento é o Marcaine?

O medicamento amplamente conhecido pelo nome comercial Marcaine contém a substância ativa cloridrato de bupivacaína, que é fundamentalmente classificada como um anestésico local de ação prolongada e potente. Este agente é um composto sintético pertencente à classe química do tipo amida, uma estrutura clinicamente reconhecida pela sua estabilidade e previsibilidade no bloqueio nervoso quando comparada com tipos de anestésicos mais antigos. O objetivo principal deste fármaco é induzir uma anestesia regional, proporcionando uma perda de sensibilidade controlada e temporária numa área específica do corpo. Este efeito sustentado torna-o uma escolha preferencial para o controlo da dor durante e após vários procedimentos médicos, cirúrgicos ou obstétricos.

Bupivacaína: Composição e Forma

Este medicamento é apresentado como uma solução aquosa estéril, destinada exclusivamente a administração parentérica através de injeção, como, por exemplo, por via epidural ou bloqueio nervoso. O cloridrato de bupivacaína é o único componente ativo neste produto de substância única, dissolvido num veículo base que contém tipicamente cloreto de sódio. A bupivacaína é especificamente valorizada pela sua longa duração de ação, uma característica fundamental que a diferencia de outras alternativas de curta duração. Esta qualidade de ação prolongada oferece uma vantagem clínica significativa ao proporcionar uma gestão contínua da dor, o que é essencial em cenários típicos como o controlo da dor pós-operatória.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Marcaine?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança oficialmente documentado para a bupivacaína (Marcaine) está categorizado de acordo com a frequência e o sistema fisiológico envolvido. Os riscos são definidos principalmente em termos de toxicidade sistémica, que afeta o sistema nervoso central (SNC) e o sistema cardiovascular (SCV).


Reações Adversas Classificadas por Frequência

Os efeitos listados com maior regularidade incluem reações ao próprio fármaco ou ao procedimento de administração regional. Estas ocorrências são classificadas da seguinte forma:

  • Muito Frequentes (Afetam mais de 1 em cada 10 utilizadores): Hipotensão (pressão arterial baixa) e náuseas.
  • Frequentes (Afetam entre 1 a 10 utilizadores em cada 100): Parestesia (formigueiro), tonturas, bradicardia (ritmo cardíaco lento), hipertensão (pressão arterial elevada), vómitos, retenção urinária, cefaleia e tremores (arrepios).

Reações Adversas Graves e Riscos Sistémicos

Embora raras, as reações graves são detalhadas devido à sua importância clínica. Estas estão tipicamente associadas a concentrações sistémicas elevadas, resultantes, por exemplo, de uma injeção intravascular acidental ou de uma absorção rápida. Os riscos graves documentados incluem paragem cardíaca, arritmias ventriculares, convulsões e paragem respiratória. O choque anafilático e a metemoglobinemia são também considerados como preocupações raras mas graves.

Considerações de Segurança para Populações e Usos Específicos

Existem certas restrições e precauções de segurança importantes. Por exemplo, a concentração de 0,75% é contraindicada para anestesia epidural em doentes obstétricas. Recomenda-se também precaução em doentes idosos e indivíduos com insuficiência hepática grave, devido a um possível aumento da sensibilidade a toxicidades. Além disso, a utilização de bupivacaína para anestesia regional intravenosa (bloqueio de Bier) é explicitamente contraindicada.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem ou toxicidade sistémica aguda pelo Marcaine (bupivacaína) ocorre devido a elevadas concentrações do fármaco na corrente sanguínea, tipicamente resultantes de uma dose excessiva ou de uma injeção acidental num vaso sanguíneo. Esta toxicidade sistémica afeta principalmente o sistema nervoso central (SNC) e o sistema cardiovascular.

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Sistema Manifestações Iniciais Manifestações Graves
SNC Agitação, tonturas, dormência circum-oral, acufenos (zumbidos) Convulsões, perda de consciência, paragem respiratória
Cardiovascular Hipotensão, bradicardia Fibrilhação ventricular, paragem cardíaca

Medidas de Emergência Necessárias

Deve procurar-se ajuda médica imediata se surgirem quaisquer sinais de toxicidade sistémica. As instruções clínicas exigem a interrupção imediata da injeção e atenção urgente a cuidados de suporte. O primeiro passo essencial é o estabelecimento e manutenção de vias aéreas patentes e ventilação eficaz com oxigénio a 100% para contrariar a depressão respiratória. A gestão de toxicidade grave, incluindo o colapso circulatório, pode exigir medidas de Suporte Avançado de Vida Cardiovascular (SAVC/ACLS) e esforços de reanimação prolongados.

Considerações Populacionais

Os idosos e as doentes na fase final da gravidez apresentam um risco acrescido de bloqueio espinhal elevado, e os indivíduos com doença hepática grave podem ser mais suscetíveis à toxicidade sistémica.

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Usos terapêuticos de Marcaine

Para que serve o Marcaine: principais utilizações e benefícios

O Marcaine (Bupivacaína) é habitualmente utilizado para proporcionar um alívio sintomático de ação prolongada e controlado em diversos contextos clínicos agudos, essencialmente onde a dor intensa e localizada é a questão central. O seu benefício terapêutico apoia o conforto sustentado e auxilia na facilitação de intervenções médicas. O medicamento é amplamente indicado para a produção de anestesia local ou regional.

A sua utilização principal é relevante em contextos clínicos onde atingir o estado necessário de dormência localizada é adequado para procedimentos que incluem operações cirúrgicas, procedimentos dentários complexos e a gestão da dor durante o parto. O medicamento ajuda a gerir sintomas que podem intensificar-se temporariamente, proporcionando um alívio de suporte com uma duração de ação prolongada. Esta utilização aplica-se em cenários que exijam uma gestão adicional da dor intensa e do desconforto que tipicamente se seguem aos procedimentos.

Benefício Terapêutico

O Marcaine ajuda a gerir os sintomas ao oferecer um alívio da dor prolongado, o qual apoia o doente durante episódios difíceis, atenuando o sofrimento e contribuindo para um período de recuperação inicial mais gerível. Este alívio de suporte auxilia na manutenção do conforto e da estabilidade em situações marcadas por um desequilíbrio fisiológico temporário.

Facto Rápido: Apoio na Dor Localizada Aguda
A bupivacaína é relevante para atenuar sintomas que interferem com o conforto diário durante períodos de sofrimento agudo e localizado.
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Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Marcaine?

A elegibilidade para o uso de Marcaine (bupivacaína) é definida por documentação oficial, que especifica as populações para as quais o uso é proibido ou condicionado a restrições.

Populações Excluídas de Utilização

O Marcaine está contraindicado (não deve ser utilizado) em doentes com hipersensibilidade conhecida à bupivacaína ou a qualquer outro anestésico local do tipo amida. O seu uso também é estritamente contraindicado em procedimentos específicos, incluindo o bloqueio anestésico paracervical obstétrico e a anestesia regional intravenosa (bloqueio de Bier). Além disso, as soluções não devem ser utilizadas para injeção espinhal se existir uma infeção local no local pretendido para a punção.

Restrições Baseadas na Idade e Condição Clínica

A anestesia cirúrgica não é recomendada em crianças com menos de 12 anos, uma vez que a segurança e a eficácia não foram estabelecidas para as indicações aprovadas.

É necessária precaução em doentes com insuficiência hepática ou renal, devido ao risco acrescido de toxicidade sistémica. Doentes com 65 anos ou mais também requerem precaução, podendo necessitar de uma dose reduzida adequada ao seu estado físico.

A concentração de 0,75% não é recomendada para anestesia epidural obstétrica. O uso durante a gravidez ou lactação é permitido apenas se o benefício clínico esperado superar o risco potencial.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Propriedade Valor
Categorias de produtos com interações documentadas Anestésicos locais, depressores do SNC, fármacos oxitócicos do tipo ergot, IMAO, antidepressivos tricíclicos, antagonistas beta-adrenérgicos não seletivos, fármacos associados à metemoglobinemia, anestésicos por inalação potentes.
Base mecanística das interações Farmacodinâmica (toxicidade aditiva, efeito vasopressor alterado).
Restrições de contexto A maioria dos riscos cardiovasculares é relevante apenas quando são utilizadas preparações de bupivacaína que contenham um vasoconstritor.

O perfil de interações da bupivacaína é definido por duas preocupações farmacodinâmicas principais: a toxicidade sistémica aditiva e a alteração dos efeitos hemodinâmicos.

Declarações Oficiais sobre Interações

Os efeitos tóxicos de outros anestésicos locais são oficialmente documentados como aditivos, aumentando o risco global de toxicidade sistémica por anestésicos locais.

A coadministração com fármacos oxitócicos do tipo ergot constitui uma contraindicação condicional quando as formulações de bupivacaína contêm um vasoconstritor, devido ao potencial para hipertensão grave e persistente.

A utilização com agentes como os inibidores da monoaminoxidase (IMAO) ou antidepressivos tricíclicos pode produzir hipertensão grave e prolongada quando as preparações de bupivacaína contêm um vasoconstritor.

A coexposição com fármacos associados à metemoglobinemia (por exemplo, fenitoína) aumenta o risco de o doente desenvolver este quadro clínico.

Os doentes com doença hepática grave podem apresentar uma suscetibilidade aumentada às potenciais toxicidades da bupivacaína, sendo esta uma consideração específica para esta população.


A estrutura das interações enfatiza a natureza aditiva da toxicidade sistémica com certos medicamentos e o conjunto distinto de restrições desencadeadas pela utilização de formulações que contêm vasoconstritores.

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Mecanismo de ação

Como funciona o Marcaine: mecanismo de ação

O Marcaine (bupivacaína) exerce a sua ação principal ao visar e bloquear fisicamente os canais de sódio voltagem-dependentes (canais NaV) localizados na superfície interna das membranas das células nervosas. O fármaco, uma vez ionizado no interior do neurónio, obstrui o poro do canal, o que impede a entrada rápida de iões de sódio (Na^+) necessária para a despolarização celular. Este bloqueio interrompe a condução elétrica do potencial de ação, levando à consequência fisiológica de uma interrupção na transmissão dos impulsos nervosos para o sistema nervoso central (SNC).

O mecanismo envolve um bloqueio diferenciado entre os vários tipos de fibras nervosas periféricas, afetando preferencialmente as fibras nervosas mais pequenas e menos mielinizadas (fibras A-delta e C) antes de atuar nas fibras motoras de maior dimensão. Esta seletividade modula a via de sinalização global. Além disso, a elevada lipossolubilidade do Marcaine e a sua forte afinidade de ligação contribuem para uma interação prolongada com os canais de sódio, resultando numa supressão sustentada dos impulsos nervosos.

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Informações sobre dosagem e administração

O Marcaine (Bupivacaína) é administrado exclusivamente por injeção e destina-se a ser utilizado sob a supervisão de médicos experientes. A sua utilização é estritamente regulada por limites de concentração, via de administração e dose total.

Administração Oficial e Dosagem

Via de Administração Dose Única Máxima (Geral) Restrição de Concentração
Infiltração Local Até 175 mg Concentração de 0,25%
Bloqueio Epidural Lombar Varia conforme o tipo de bloqueio 0,75% não indicada para anestesia obstétrica
Anestesia Raquidiana Intervalo de 6 mg a 12 mg Requer formulação hiperbárica específica

A dose total máxima de bupivacaína que pode ser administrada num período de 24 horas é de 400 mg. Para doses repetidas, o intervalo mínimo entre administrações deve ser de 3 horas. As técnicas de administração envolvem frequentemente doses incrementais (por exemplo, em bloqueios epidurais), que devem ser precedidas por uma dose de teste para confirmar o posicionamento correto.

Regras de Procedimento e Populações

Antes da administração, a solução deve ser inspecionada visualmente para garantir que está límpida e incolor. As soluções que contêm conservantes são especificamente evitadas na anestesia epidural e caudal. O medicamento não é recomendado para utilização em doentes com menos de 12 anos de idade. Para adultos mais velhos, recomenda-se uma dose reduzida, adequada ao estado físico do doente. As porções não utilizadas de soluções de dose única e sem conservantes devem ser eliminadas após a utilização inicial.

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Evidência clínica recente

Evidência científica e visão geral dos estudos sobre o Marcaine

Evidência na Anestesia Regional

Estudos de farmacologia e ensaios comparativos duplamente cegos fundamentais foram avaliados quanto aos padrões relacionados com a perda controlada de sensibilidade e de movimento. Estes estudos analisaram o tempo de início e a duração medida do bloqueio sensorial e motor em adultos, incluindo doentes obstétricas. Os estudos descrevem padrões consistentes no tempo necessário para que o bloqueio faça efeito e na sua resolução subsequente. A investigação sobre a duração comparativa do bloqueio nervoso face a outras técnicas anestésicas é variada, e a investigação formal é limitada em populações pediátricas (crianças com menos de 12 anos).

Evidência na Gestão da Dor Pós-Procedimento

A base científica consiste principalmente em ensaios clínicos aleatorizados (ECA) de curto prazo e revisões sistemáticas que analisaram padrões relacionados com as pontuações de intensidade da dor e o uso de medicação analgésica suplementar após diversos procedimentos. Em alguns contextos específicos de ensaios, os estudos mostram padrões relacionados com medições de pontuações de intensidade de dor mais baixas no período de curto prazo (por exemplo, de 24 a 72 horas) em comparação com o placebo. No entanto, as metanálises indicam que os resultados foram mistos e a qualidade da evidência varia entre os estudos devido a uma variabilidade estatística significativa.

Foco dos Estudos de Longo Prazo e Acompanhamento

Tanto na anestesia regional como na gestão da dor, a duração do acompanhamento foi limitada. Os cenários de investigação monitorizaram tipicamente as respostas ao longo de intervalos de tempo definidos que refletem uma ação de curto prazo (frequentemente até 72 horas). A informação disponível nos estudos estabelecidos sobre resultados de longo prazo relacionados com o conforto pós-operatório sustentado é limitada.

Evidência em Populações Específicas de Doentes

A investigação analisou a utilização em adultos mais velhos (doentes geriátricos) e em doentes obstétricas para anestesia regional. Os resultados descrevem padrões relacionados com as características do agente nestes grupos. Contudo, no que respeita às populações pediátricas (crianças com menos de 12 anos) para anestesia cirúrgica, os dados para certos grupos permanecem insuficientes.

Lacunas e Incertezas na Investigação

Uma limitação fundamental da investigação é a heterogeneidade significativa nos ECA de curto prazo para a dor pós-operatória. Esta variabilidade limita a certeza necessária para extrair conclusões amplas. Além disso, os resultados em subgrupos são incertos para determinadas populações. A investigação ajuda a demonstrar o que foi observado até ao momento, mas não fornece previsões individuais.

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Como Marcaine deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Marcaine

As soluções de Marcaine (Cloridrato de Bupivacaína) devem ser conservadas a uma Temperatura Ambiente Controlada, definida entre os 20°C e os 25°C, sendo permitidas variações pontuais até aos 30°C. O produto deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças.

Manuseamento e Estabilidade

As soluções de Marcaine que contenham epinefrina devem ser protegidas da luz e não podem ser submetidas a esterilização por autoclave. O medicamento deve ser inspecionado visualmente; se a solução apresentar descoloração ou contiver partículas, não deve ser utilizada. No caso das soluções sem conservantes fornecidas em recipientes de dose única, qualquer porção não utilizada deve ser eliminada após a utilização inicial.

Eliminação

A eliminação do produto não utilizado e dos respetivos recipientes deve cumprir todos os regulamentos locais e nacionais relativos a resíduos farmacêuticos.

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Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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