Mannit

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Mannit

O que é o Manitol? Uma Visão Geral

Apresentamos aqui uma visão geral concisa sobre o Manitol, detalhando a sua natureza e o seu perfil terapêutico geral.

Propriedade Descrição
Substância ativa Manitol
Forma Solução injetável
Classe farmacológica Diurético Osmótico
Uso comum Redução de edema/pressão
Origem Álcool de açúcar (Poliol)

Que Tipo de Medicamento é o Manitol?

O Manitol é classificado como um Diurético Osmótico, um medicamento especializado que atua primordialmente através da criação de uma diferença de pressão física, em vez de interagir com recetores celulares específicos. A substância ativa é o Manitol, uma forma de álcool de açúcar (ou poliol) que ocorre naturalmente em vários legumes e frutas. Para uso médico, a substância é altamente purificada e preparada sinteticamente para garantir a sua consistência. A classificação como agente osmótico indica que o seu mecanismo se baseia na capacidade de atrair fluidos devido a diferenças de concentração. Este mecanismo é clinicamente reconhecido pela sua rápida ação, o que o torna adequado para intervenções médicas onde o fator tempo é crítico.


De que é Feito o Manitol e Como é Administrado?

O Manitol é maioritariamente fornecido como uma solução injetável límpida e estéril, sendo um medicamento de substância ativa única. Esta composição é um fator distintivo, uma vez que não é habitualmente vendido sem receita médica nem combinado com outros diuréticos para este fim específico. A solução consiste na substância ativa, o Manitol, dissolvida numa base de água para preparações injetáveis. A principal via de administração é a perfusão intravenosa (IV). Isto garante que o medicamento chegue rapidamente à corrente sanguínea para iniciar o seu efeito célere de deslocamento de fluidos. O método intravenoso é necessário porque a molécula de Manitol não é bem absorvida quando tomada por via oral, requerendo uma elevada concentração no sangue para ser eficaz.


Qual é o Objetivo Geral do Manitol?

O objetivo geral do Manitol é induzir rapidamente um deslocamento significativo de água dos tecidos para a corrente sanguínea. O medicamento alcança este efeito através da criação de um poderoso gradiente osmótico. Esta ação ajuda a reduzir o edema e a pressão em áreas restritas, como o interior do cérebro ou dos olhos, e, em simultâneo, aumenta o fluxo de urina para ajudar o organismo a eliminar o excesso de líquido removido. Um cenário de utilização típico para esta capacidade de deslocamento de fluidos envolve situações em que a redução rápida da pressão é medicamente necessária. Em termos simples, a sua função principal é retirar rapidamente o excesso de água do corpo para aliviar a pressão.

Quais efeitos secundários são possíveis com Mannit?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança do Manitol está documentado em fontes regulamentares oficiais e centra-se nos riscos associados à sua potente ação osmótica, que desloca rapidamente fluidos e eletrólitos por todo o corpo. As principais categorias de reações adversas envolvem eventos graves que afetam o equilíbrio hídrico e os principais sistemas orgânicos.


Principais Reações Adversas e Foco nos Sistemas Orgânicos

As reações adversas assinaladas com maior frequência incluem reações de hipersensibilidade, toxicidade do Sistema Nervoso Central (SNC), falência renal e desequilíbrios hídricos e eletrolíticos (por exemplo, hipernatremia, hiponatremia, hipocaliemia ou hipercaliemia). As reações estão documentadas em várias classes de sistemas e órgãos, incluindo Doenças Renais e Urinárias (lesão renal aguda), Doenças do Sistema Nervoso (convulsões, coma, cefaleias) e Doenças Cardíacas e Vasculares (congestão pulmonar, taquicardia, hipotensão).

Reações Adversas Graves

Os documentos regulamentares destacam várias reações adversas graves, incluindo eventos potencialmente fatais, como a anafilaxia e a paragem cardíaca. Outros riscos sérios incluem a falência renal irreversível, a encefalopatia hiponatrémica resultante de deslocações severas de fluidos e a síndrome compartimental se ocorrer extravasamento no local da perfusão. Pode ocorrer um aumento de ricochete da pressão intracraniana várias horas após a administração do medicamento.

Considerações de Segurança para Populações Específicas

A rotulagem oficial inclui notas de segurança para populações específicas. Os adultos mais velhos podem enfrentar um risco acrescido de reações adversas, particularmente no que diz respeito à função renal. Os doentes pediátricos, especialmente os recém-nascidos, são considerados de maior risco para anomalias hídricas e eletrolíticas. A rotulagem também refere que o Manitol atravessa a placenta.

Devido a estes riscos, os documentos regulamentares oficiais exigem a monitorização obrigatória dos fluidos e eletrólitos, da osmolaridade sérica e das funções renal, cardíaca e pulmonar durante e após a administração.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Os documentos regulamentares oficiais detalham o potencial de sobredosagem ou acumulação de Manitol, que frequentemente resulta de uma dose excessiva, de uma perfusão demasiado rápida ou de uma excreção renal insuficiente, especialmente em indivíduos com insuficiência renal preexistente. A necessidade de ajuda médica urgente é determinada pelo potencial de consequências fisiológicas que colocam a vida em risco.


Manifestações Documentadas e Resultados Graves

A sobredosagem pode apresentar efeitos graves nos sistemas nervoso central, cardiovascular e renal. As manifestações documentadas incluem toxicidade do SNC, tais como confusão, letargia, estupor, e resultados graves como coma e convulsões. Os efeitos cardiovasculares potencialmente fatais incluem edema pulmonar e insuficiência cardíaca congestiva devido à sobrecarga circulatória, bem como desequilíbrios graves de líquidos e eletrólitos (ex.: hiperosmolaridade, hipernatremia). Estão descritos resultados como insuficiência renal irreversível e, em casos graves, paragem cardíaca e morte.


Ações de Emergência e Gestão

A perfusão de Manitol deve ser interrompida imediatamente perante a suspeita de sobredosagem ou o desenvolvimento de toxicidade do SNC, ou se o estado renal, cardíaco ou pulmonar se agravar. É necessária atenção médica urgente perante o aparecimento de convulsões, coma ou sinais de reações de hipersensibilidade graves, conforme indicado nas informações de prescrição. A gestão é exclusivamente sintomática e de suporte, focada na correção de desequilíbrios graves de líquidos e eletrólitos. Não se conhece um antídoto específico; contudo, o Manitol é referenciado como sendo dialisável, e a hemodiálise pode ser utilizada para aumentar a eliminação do fármaco em casos de acumulação.

Usos terapêuticos de Mannit

O que o Manitol trata: Principais utilizações e benefícios

O manitol é um agente especializado utilizado em contextos médicos agudos para proporcionar um benefício terapêutico de suporte, abordando sintomas específicos de pressão e desequilíbrio de fluidos. A sua função principal envolve uma ação de suporte especializada, vulgarmente utilizada para ajudar a gerir condições graves.


Gestão Aguda da Pressão Intracraniana e Intraocular Elevada

O manitol é frequentemente utilizado para ajudar a gerir sintomas associados à pressão aguda e elevada no cérebro (hipertensão intracraniana) e no olho. Isto é relevante em condições caracterizadas por períodos de sintomas agravados, tais como o edema cerebral (inchaço do cérebro) após uma lesão craniana grave, em emergências oftalmológicas como o glaucoma agudo de ângulo fechado e quando a gestão da massa cerebral é adequada antes de uma cirurgia. O principal suporte prestado consiste em gerir rapidamente o inchaço e o volume de fluidos, o que auxilia na estabilização do estado agudo e contribui para atenuar os riscos associados à pressão crítica no cérebro e nos olhos.

“A aplicação clínica é relevante em contextos que envolvem uma elevada sobrecarga sistémica, onde o auxílio sintomático no equilíbrio de fluidos é adequado.”

Facto Rápido: Alívio de Sintomas Relacionados com a Pressão O manitol é aplicado quando os sintomas criam uma tensão fisiológica percetível nos tecidos, apoiando a redução do volume de fluidos durante episódios agudos.


Suporte na Eliminação de Toxinas e Desequilíbrio de Fluidos

O medicamento é também aplicado em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis relacionados com a sobrecarga sistémica de fluidos. O manitol é relevante para atenuar sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico, especificamente ao apoiar o paciente na eliminação do excesso de fluidos quando a produção de urina é severamente baixa (oligurite) e para auxiliar na manutenção da estabilidade funcional durante uma intoxicação sistémica ou sobredosagem, ajudando o corpo na excreção urinária de toxinas.

Critérios de utilização e restrições

Critérios de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar Manitol

A elegibilidade para a administração de Manitol injetável é estritamente definida pelas autoridades reguladoras com base no estado de saúde atual do doente e no seu equilíbrio de líquidos.

Populações Contraindicadas (Não Devem Utilizar): O Manitol é absolutamente contraindicado em doentes com:

  • Doença Renal Grave: Especificamente, indivíduos com anúria estabelecida (ausência de produção de urina) que não responda a uma dose de teste inicial.
  • Condições Pulmonares ou Cardíacas Graves: Indivíduos com congestão pulmonar grave, edema pulmonar franco (líquido nos pulmões) ou insuficiência cardíaca progressiva que se agrave após o início da terapêutica.
  • Hemorragia Intracraniana Ativa: O uso é proibido, exceto quando a administração é efetuada durante uma craniotomia.
  • Estado de Líquidos: Doentes com desidratação grave e não corrigida (hipovolemia) ou hipersensibilidade conhecida ao Manitol.

Utilização Restrita e Específica por Idade:

  • Insuficiência Renal: O uso é restrito; doentes com disfunção renal preexistente requerem uma administração cautelosa e monitorização rigorosa, uma vez que o medicamento é substancialmente eliminado pelos rins.
  • Grupos Etários: O uso em adultos está estabelecido. No entanto, a segurança e eficácia em doentes pediátricos (crianças) não estão totalmente estabelecidas, e o uso está associado a um risco superior de desequilíbrios de líquidos e eletrólitos. Os idosos requerem precaução e uma monitorização cuidadosa do estado cardíaco e renal.
  • Gravidez e Aleitamento: O uso em grávidas ou em mulheres a amamentar está geralmente restrito a casos em que se considere que o benefício supera claramente os riscos potenciais, refletindo os dados limitados de segurança humana disponíveis nas informações oficiais.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações do manitol é definido pela sua ação osmótica nos fluidos e eletrólitos, bem como por restrições específicas relacionadas com a administração. As principais interações documentadas são farmacodinâmicas e referem-se a efeitos aditivos no estado volumétrico do organismo.

Categoria da Substância de Interação Padrão de Interação Documentado
Outros Diuréticos Pode causar efeitos diuréticos aditivos, aumentando o potencial para desequilíbrios profundos de fluidos e eletrólitos. A coadministração também pode potenciar o risco de toxicidade renal.
Agentes com Toxicidade Orgânica A coadministração com certos medicamentos nefrotóxicos (ex.: aminoglicosídeos, ciclosporina) ou neurotóxicos está associada a um risco acrescido de insuficiência renal ou toxicidade do SNC.
Medicamentos Sensíveis a Eletrólitos As alterações nos eletrólitos induzidas pelo manitol podem potenciar os efeitos de medicamentos sensíveis aos níveis de potássio, tais como os glicosídeos digitálicos (digoxina) e agentes que prolongam o intervalo QT.

O aumento da taxa de fluxo urinário pode aumentar a eliminação renal e diminuir a exposição plasmática de muitos medicamentos eliminados principalmente pelos rins. Uma exceção oficial é o lítio, em que o risco de toxicidade pode aumentar se ocorrer desequilíbrio de fluidos ou compromisso renal.

Os rótulos regulamentares contêm restrições de procedimento: o manitol não deve ser misturado com outros medicamentos devido a riscos de incompatibilidade, e não deve ser administrado simultaneamente com produtos sanguíneos através da mesma via. Em doentes com doença renal preexistente, o risco de interações que conduzam a insuficiência renal está oficialmente registado como estando aumentado.

Mecanismo de ação

Como funciona o Mannit

O Mannit funciona como um inibidor de pequena molécula da metaloprotease ADAM17 (também conhecida como TACE, enzima de conversão do TNF-alfa). O Mannit liga-se ao domínio catalítico da ADAM17, reduzindo a sua atividade enzimática.

Ao bloquear seletivamente a atividade da ADAM17, o Mannit diminui a taxa de clivagem do pro-TNF-alfa ligado à membrana. Esta inibição aumenta a concentração de TNF-alfa ligado à membrana na superfície celular, resultando numa redução correspondente na libertação de TNF-alfa solúvel (sTNF-alfa) para o espaço extracelular.

A diminuição resultante na concentração de sTNF-alfa reduz a ativação dos seus recetores cognatos, especificamente o TNFR1 e o TNFR2. Esta sinalização reduzida dos recetores modula a atividade das vias de sinalização inflamatórias a jusante, incluindo a cascata NF-kappaB, conduzindo a uma modulação direcionada dos processos moleculares mediados pelo sTNF-alfa no ambiente tecidular. Isto descreve a ação farmacodinâmica central do Mannit.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Manitol é Utilizado: Diretrizes Oficiais de Administração

O Manitol é um medicamento especializado que é administrado apenas num contexto médico supervisionado, seguindo as instruções precisas descritas nos documentos regulamentares. A sua principal via de utilização é a perfusão intravenosa (IV).


Dosagem Oficial e Esquema de Administração

Parâmetros de Administração Instrução Oficial (Base Regulamentar)
Via A perfusão intravenosa (IV) é o método principal, preferencialmente através de um cateter venoso central.
Dosagem em Adultos Para a redução da pressão aguda, as doses variam habitualmente entre 0,25 e 2 g/kg de peso corporal.
Dosagem Pediátrica A dosagem baseia-se no peso ou na área de superfície corporal, sendo geralmente de 1 a 2 g/kg ou 30 a 60 g/m^2.
Velocidade de Perfusão As doses terapêuticas devem ser administradas lentamente, tipicamente num período de 30 a 60 minutos.
Repetição Para a redução da pressão, a dose de 0,25 g/kg pode ser repetida a cada 6 a 8 horas.

Preparação e Restrições Procedimentais

A utilização correta requer uma preparação e configuração específicas para garantir a administração correta:

  • Protocolo de Cristalização: Se estiverem presentes cristais (frequente a baixas temperaturas), o recipiente deve ser aquecido (por exemplo, em água a 80°C) e agitado para redissolver os sólidos, sendo depois arrefecido até à temperatura corporal antes da utilização.
  • Requisito de Filtro: A administração deve ser realizada utilizando um sistema de administração equipado com um filtro em linha para evitar a perfusão de quaisquer cristais não dissolvidos.
  • Produtos Sanguíneos: O Manitol não deve ser administrado simultaneamente com produtos sanguíneos através do mesmo sistema de administração.
  • Teste de Oligúria: Em doentes com compromisso renal grave, é administrada uma dose de teste inicial de 0,2 g/kg durante 3 a 5 minutos. Se não for observada uma resposta adequada, pode ser administrada uma segunda dose de teste, mas não devem ser tentadas mais do que duas doses de teste.

Estas instruções definem uma estrutura procedimental controlada que normaliza a forma como a solução é preparada e entregue em diferentes grupos etários e situações clínicas, estritamente de acordo com as normas regulamentares.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre o Manitol

Evidência para utilização na redução aguda da pressão cerebral e ocular

A base da investigação sobre o Manitol consiste essencialmente em Ensaios Clínicos Aleatorizados e Controlados (ECAC) e em revisões sistemáticas e meta-análises. Estes estudos focaram-se em condições caracterizadas pela pressão intracraniana elevada (no cérebro), que pode ocorrer na sequência de lesões traumáticas ou edema cerebral, e pela pressão intraocular elevada (no olho), como em casos de glaucoma agudo. A investigação analisou os resultados relacionados com a tensão fisiológica, tendo os cientistas monitorizado leituras diretas de pressão em milímetros de mercúrio (mmHg) e alterações em escalas de estado neurológico fundamentais.

Os estudos descrevem a evolução dos sintomas nas populações observadas, registando medições de alterações de pressão aguda durante o intervalo do estudo. Os resultados foram, por vezes, mistos quando se comparou o Manitol com outros agentes osmóticos alternativos. Como a investigação se centrou principalmente em eventos agudos, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. Existe pouca informação sobre resultados a longo prazo, como a recuperação funcional meses após o episódio agudo.

Evidência para a gestão de suporte do desequilíbrio de líquidos

O Manitol também foi estudado pela sua aplicação em cenários médicos de suporte relacionados com padrões de sintomas agudos ou instáveis, incluindo a utilização do fármaco na promoção do fluxo urinário quando um doente apresenta uma produção de urina severamente baixa (oligúria) e o seu papel no auxílio à eliminação urinária de certas toxinas durante episódios de intoxicação ou sobredosagem.

A evidência para estas utilizações de suporte deriva frequentemente de dados observacionais mais antigos e de referências em diretrizes clínicas autoritárias. Os ECAC dedicados são menos frequentes nesta área. Os estudos monitorizaram a evolução de parâmetros sistémicos, observando padrões de volume urinário e taxas de eliminação de toxinas. No entanto, a evidência é limitada quanto ao seu papel na prevenção da progressão da insuficiência renal aguda, sendo que a investigação que explora alterações de sintomas a curto prazo neste contexto é, por vezes, contraditória.

Lacunas atuais e incertezas na investigação do Manitol

As principais limitações incluem o facto de a qualidade da evidência variar entre os estudos, com a heterogeneidade nos tipos de doentes a conduzir a resultados mistos. Os resultados em subgrupos, particularmente em populações pediátricas (crianças), são incertos, uma vez que o tamanho das amostras foi reduzido em muitos estudos. Estão em curso investigações para definir melhor a aplicação adequada do Manitol em relação a outros tratamentos disponíveis na gestão da pressão intracraniana. Os estudos existentes centram-se sobretudo em alterações fisiológicas imediatas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Mannit (FAQ)


P: Qual é a rapidez com que o Mannit começa a fazer efeito?

R: De acordo com as informações oficiais do produto, quando o Mannit é utilizado para reduzir a pressão intracraniana, a evidência de uma diminuição da pressão pode ser observada logo aos 15 minutos após o início da perfusão. Se for utilizado para reduzir a pressão ocular, a dose é frequentemente administrada cerca de uma a uma hora e meia antes de um procedimento cirúrgico, para garantir que ocorreu a redução máxima da pressão.


P: Quais são os efeitos secundários mais comuns relatados para o Mannit?

R: Os documentos regulamentares oficiais listam várias reações adversas associadas ao Mannit. As principais reações comunicadas incluem reações de hipersensibilidade (respostas do tipo alérgico), problemas com o equilíbrio hidroelectrolítico e efeitos nos rins e no sistema nervoso central. Outras reações adversas documentadas incluem náuseas e vómitos.


P: O Mannit provoca sonolência ou cansaço?

R: A documentação oficial refere que o Mannit pode levar a toxicidade do Sistema Nervoso Central (SNC), que pode manifestar-se através de sensações de letargia (lentidão) ou confusão. Estes efeitos são reações adversas do sistema nervoso oficialmente documentadas.


P: É normal sentir uma dor de cabeça ligeira ao iniciar o Mannit?

R: A cefaleia está listada na informação oficial do medicamento como uma reação adversa documentada ao Mannit. A documentação não especifica a intensidade da dor de cabeça (ligeira vs. grave) nem confirma se esta sensação específica é expectável ao iniciar a terapia.


P: Quanto tempo é que o Mannit permanece no organismo?

R: O Mannit é eliminado do corpo de forma relativamente rápida. A informação regulamentar sobre a sua farmacologia indica que aproximadamente 80% de uma dose típica é excretada na urina num período de três horas.


P: O Mannit afeta a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

R: Embora um folheto regulamentar oficial refira que não existe informação específica sobre os efeitos do Mannit na capacidade de conduzir, os efeitos secundários documentados incluem confusão, tonturas e visão turva. Estes sintomas são exemplos de reações adversas que podem resultar em compromisso funcional.


P: O Mannit causa habituação ou dependência?

R: O Mannit é categorizado como um medicamento diurético e não está classificado como uma substância controlada nos principais esquemas regulamentares. Portanto, não é considerado como causador de habituação ou dependência.


P: O Mannit pode causar mal-estar estomacal ou náuseas?

R: Sim, os documentos regulamentares oficiais listam várias reações adversas gastrointestinais. Os efeitos documentados incluem náuseas, vómitos e uma sensação de secura de boca.


P: A hora do dia em que utilizo o Mannit é importante?

R: O esquema oficial de administração do Mannit baseia-se inteiramente na necessidade clínica imediata do doente e no intervalo de tempo necessário para repetir a dose (como a cada seis a oito horas para redução da pressão aguda). Não existem restrições quanto a uma hora específica do dia para a administração.


P: Como é que o Mannit interage com medicamentos para a tensão arterial?

R: Sabe-se que o Mannit interage com outros diuréticos e pode causar desequilíbrios significativos de líquidos e eletrólitos, como alterações nos níveis de potássio. Estas variações de líquidos podem afetar a ação de medicamentos sensíveis aos níveis de potássio ou ao estado volumétrico, o que inclui alguns medicamentos para a tensão arterial.


P: Que tipos de exames são utilizados para monitorizar o tratamento com Mannit?

R: Os documentos oficiais de segurança exigem uma monitorização obrigatória durante o tratamento com Mannit. Isto inclui testes de osmolaridade sérica (uma medida de concentração), eletrólitos séricos (como sódio e potássio), equilíbrio ácido-base e medições das funções renal (rim), cardíaca (coração) e pulmonar (pulmão).


P: O uso de Mannit afeta os resultados de análises ao sangue comuns?

R: De acordo com a rotulagem oficial, o Mannit pode produzir resultados falso-positivos quando são realizados testes laboratoriais para detetar etilenoglicol sérico.


P: Existe uma versão genérica do Mannit disponível?

R: Sim, de acordo com as perspetivas gerais sobre o medicamento e fontes regulamentares, está disponível uma versão genérica de manitol injetável.


P: Qual é a diferença entre o ingrediente ativo e os ingredientes inativos no Mannit?

R: O ingrediente ativo é o manitol, que é a substância responsável pelo efeito osmótico de drenagem de líquidos. O único ingrediente inativo (ou excipiente) na solução é Água para Injetáveis, que serve como veículo para permitir a administração do ingrediente ativo.


P: Posso utilizar Mannit se tiver diabetes?

R: O manitol é um tipo de poliol (açúcar álcool) que, na sua forma pura, geralmente não é metabolizado pelo corpo humano. A informação regulamentar sugerre que este não causa tipicamente os picos de açúcar no sangue associados a outros açúcares.


P: Por que razão é que um médico prescreveria Mannit em vez de outras opções?

R: O Mannit é reconhecido em documentos oficiais pela sua capacidade de reduzir a pressão de forma rápida e direta, criando um poderoso gradiente osmótico que retira água dos tecidos. Este mecanismo de ação rápida torna-o particularmente adequado para intervenções médicas urgentes para a redução da pressão aguda.


P: As crianças ou adolescentes podem utilizar Mannit?

R: A rotulagem oficial indica que o Mannit é permitido para utilizações específicas em doentes pediátricos, mas a sua segurança e eficácia não estão totalmente estabelecidas. O uso em crianças, particularmente em recém-nascidos, está associado a um risco mais elevado de desequilíbrios hidroelectrolíticos.


P: O Mannit foi estudado em populações grávidas ou em fase de amamentação?

R: Os documentos oficiais referem que não existem dados controlados de estudos em gravidezes humanas e não existem dados sobre a excreção no leite humano. O uso durante a gravidez ou amamentação é geralmente reservado para situações em que se considera que o benefício supera os riscos potenciais, com base nesta informação limitada de segurança humana.


P: O Mannit é seguro para pessoas com antecedentes de problemas cardíacos?

R: Os avisos oficiais referem que o Mannit pode causar ou agravar a insuficiência cardíaca congestiva e o edema pulmonar (líquido nos pulmões) devido aos seus efeitos de deslocação de líquidos. O uso é contraindicado em doentes com insuficiência cardíaca grave preexistente ou congestão pulmonar grave. O perfil de risco do Mannit indica que a monitorização é realizada em todos os doentes com problemas cardíacos.

Como Mannit deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação de Manitol Injetável

A solução injetável de Manitol deve ser conservada a uma Temperatura Ambiente Controlada, mantida entre os 20°C e os 25°C (68°F a 77°F). É obrigatório proteger a solução do congelamento, uma vez que as temperaturas baixas podem levar à cristalização do manitol.

Estabilidade e Manuseamento

Caso ocorra a formação de cristais, a solução pode ser restaurada aquecendo o recipiente em banho-maria, entre 60°C e 80°C, acompanhado de agitação vigorosa, devendo depois ser arrefecida até à temperatura corporal antes da sua utilização. A solução destina-se apenas a uso único. Não utilize o produto se este não se apresentar límpido, incolor ou se o recipiente estiver danificado.

Requisitos de Eliminação

Para segurança doméstica, o medicamento deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças. Qualquer porção não utilizada ou material residual, incluindo recipientes de uso único, deve ser eliminado de acordo com os requisitos regulamentares locais para resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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