Lutera

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Lutera

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substâncias Ativas Levonorgestrel, Etinilestradiol
Forma Farmacêutica Comprimido Oral (Monofásico)
Classe Farmacológica Contracetivo Oral Combinado (COC)
Uso Comum Prevenção da Gravidez
Origem Sintética

Que Tipo de Medicamento é o Lutera?

O Lutera é um medicamento sujeito a receita médica, classificado como um Contracetivo Oral Combinado (COC). Esta designação posiciona-o na classe farmacológica dos Contracetivos Hormonais, destinados primordialmente à prevenção da gravidez em mulheres em idade reprodutiva. A combinação de estrogénio e progestina nos COCs representa um método clinicamente reconhecido e estabelecido para evitar a gravidez. O posicionamento deste produto foca-se especificamente num regime hormonal diário e consistente para as suas utilizadoras.

Composição e Forma: Hormonas Sintéticas

A identidade central do Lutera reside na sua combinação de dose fixa de duas substâncias ativas: a progestina sintética, Levonorgestrel, e o estrogénio sintético, Etinilestradiol. Esta combinação específica de substâncias químicas é amplamente utilizada na indústria farmacêutica e é partilhada por diversos outros análogos existentes no mercado. Como produto combinado, o medicamento é administrado sob a forma de comprimido oral e caracteriza-se por um regime monofásico. Isto significa que cada um dos comprimidos ativos contém uma quantidade constante e invariável de Levonorgestrel e de Etinilestradiol, simplificando a sinalização hormonal quando comparado com preparações onde os níveis de hormonas flutuam semanalmente.

Objetivo Geral: Prevenção da Gravidez

O objetivo geral do Lutera foca-se exclusivamente na prevenção da gravidez de forma sistémica e eficaz. Este resultado terapêutico estabelecido é alcançado através da ação fisiológica primária de inibição da ovulação, que consiste na supressão dos sinais necessários para que um óvulo maduro seja libertado pelo ovário. Ações secundárias, tais como a alteração da consistência do moco cervical, contribuem adicionalmente para o objetivo de estabelecer múltiplas barreiras biológicas fiáveis à conceção. O desenvolvimento do fármaco assegura a administração consistente das suas hormonas sintéticas para manter este estado de proteção durante todo o ciclo de utilização.

Quais efeitos secundários são possíveis com Lutera?

Âmbito das Reações Adversas

Principais categorias de reações adversas: O perfil de segurança é caracterizado por distúrbios hormonais comuns e pelo risco documentado de eventos vasculares e hepáticos graves. A combinação de Levonorgestrel e Etinilestradiol resulta em reações adversas classificadas em diversos sistemas fisiológicos.

Classificação por frequência: A dor de cabeça (cefaleia) é geralmente classificada como Muito Frequente (igual ou superior a 10%). As reações adversas Frequentes (1% - 10%) listadas nos documentos regulatórios incluem náuseas, vómitos, dor ou cólicas abdominais, dor ou sensibilidade mamária, acne, aumento de peso e alterações de humor. As reações Pouco Frequentes incluem urticária e diminuição da libido. Hemorragias intermenstruais e spotting (pequenas perdas de sangue) são reportados com frequência, particularmente durante os primeiros três meses de tratamento.

Classes de sistemas de órgãos envolvidas: Os eventos adversos estão documentados no Sistema Gastrointestinal, Doenças do Sistema Reprodutor e da Mama (ex.: dor mamária, alterações no fluxo), Doenças do Sistema Nervoso (ex.: cefaleia, enxaqueca), Afeções dos Tecidos Cutâneos e Subcutâneos (incluindo Cloasma) e Doenças Vasculares.

Reações adversas graves: Os riscos clinicamente mais significativos descritos explicitamente nos avisos oficiais são os Distúrbios Tromboembólicos e Trombóticos (Trombose Venosa Profunda, Embolia Pulmonar, Enfarte do Miocárdio e Acidente Vascular Cerebral). Outros riscos graves incluem a Trombose Vascular Retiniana e o potencial para Neoplasia Hepática (tumores no fígado).

Considerações de segurança para populações específicas: A rotulagem oficial de segurança especifica um risco grandemente aumentado de eventos cardiovasculares graves para fumadoras com mais de 35 anos. O risco de tromboembolismo também é superior em mulheres no pós-parto, sendo a utilização habitualmente adiada por várias semanas. O risco de coágulos sanguíneos é mais elevado durante o primeiro ano de utilização e ao reiniciar o medicamento após uma interrupção prolongada.

Restrições ou limitações de segurança: O medicamento é contraindicado em indivíduos com historial atual ou passado de distúrbios trombóticos vasculares, certos cancros (ex.: cancro da mama) ou doenças hepáticas específicas. Está também documentada uma limitação de segurança relativa à coadministração com certos regimes de combinação de medicamentos para a Hepatite C (ombitasvir/paritaprevir/ritonavir, com ou sem dasabuvir) devido ao risco de elevação grave das enzimas hepáticas.

Classificações de Segurança (Nível Geral)

Base regulatória: A informação de segurança deriva das informações oficiais de prescrição aprovadas por agências governamentais, que definem o perfil de risco autoritário.

Estrutura de segurança resultante

Resumo regulatório de segurança:

A documentação oficial separa os efeitos secundários comuns, geralmente hormonais, dos eventos vasculares raros mas fatais, proporcionando uma distinção clara para as utilizadoras.

A rotulagem define limitações absolutas (contraindicações) relacionadas com condições cardiovasculares e hepáticas existentes, que estabelecem as fronteiras para uma utilização segura.

A informação de segurança destaca que riscos graves específicos dependem do tempo (risco mais elevado no primeiro ano) e da população (significativamente aumentado em fumadoras de idade mais avançada).

Ligação ao perfil de segurança global:

A informação oficial de segurança estrutura o perfil de risco classificando as reações adversas comuns e expectáveis separadamente dos riscos vasculares e neoplásicos graves e menos frequentes. Este enquadramento garante que as limitações de segurança absolutas, específicas de cada população e dependentes do tempo de uso, sejam apresentadas de forma transparente com base na evidência documentada.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda: Informação Regulamentar Oficial

A informação constante nesta secção baseia-se estritamente nas informações de prescrição oficiais do Lutera (levonorgestrel e etinilestradiol), conforme documentado pelas autoridades reguladoras governamentais.

A sobredosagem deste contracetivo oral combinado (COC) não está geralmente associada a desfechos graves que coloquem a vida em risco; no entanto, exige ações específicas mandatadas pelos organismos reguladores.

Manifestações e Ações Documentadas

Aspeto da Classificação Declaração Regulamentar Oficial
Manifestações Documentadas Náuseas, Vómitos, Sonolência e Hemorragia de privação (hemorragia vaginal invulgar)
Antídoto Não existe um antídoto específico documentado; o tratamento é sintomático e de suporte
População Vulnerável Crianças pequenas que ingiram acidentalmente os comprimidos podem experienciar hemorragia de privação

Quando Procurar Ajuda Médica Urgente

A rotulagem oficial especifica gatilhos claros para a intervenção de emergência. É necessária assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem.

  • Sobredosagem Geral: Contacte imediatamente um centro de informação antivenenos ou um serviço de urgência hospitalar.
  • Sintomas de Risco de Vida: Deve ligar para o 112 (serviços de emergência) de imediato se a pessoa apresentar sintomas graves, tais como desmaio, perda de consciência ou dificuldade em respirar.

A gestão oficial envolve cuidados sintomáticos e a monitorização dos sinais vitais por parte de um profissional de saúde.

Usos terapêuticos de Lutera

O propósito principal do Lutera é considerado relevante para o controlo da conceção em mulheres com potencial reprodutivo. Esta aplicação é pertinente para o seu papel como contracetivo oral combinado sistémico, sendo aplicado em áreas onde é necessário suporte sintomático adicional. A sua aplicação pode também fazer parte da gestão sintomática em contextos clínicos, conforme documentado na rotulagem oficial do medicamento.

O Lutera é habitualmente utilizado para auxiliar em sintomas relacionados com desconforto físico e sintomas associados a desequilíbrio sistémico, tais como o acne vulgaris moderado. Este medicamento é aplicado na abordagem tanto da necessidade de contraceção como de condições caracterizadas por períodos de sintomas acentuados, sendo relevante para o alívio da dor menstrual (dismenorreia) e da hemorragia menstrual (hipermenorreia).

“O seu uso pode auxiliar no alívio de sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos, tais como o acne, e apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.”

A utilização contribui para a melhoria do conforto durante períodos de sintomas intensos, pode auxiliar na manutenção de uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais percetíveis e ajuda as pacientes a lidar de forma mais constante com as flutuações sintomáticas.


Facto Rápido: Alívio do Desconforto Menstrual

Área Terapêutica Sintoma Principal Gerido Benefício para a Paciente
Saúde Reprodutiva Controlo da Conceção Apoia o controlo e planeamento reprodutivo.
Regulação do Ciclo Hemorragia/Dor Imprevisível Ajuda a gerir sintomas que interferem com o conforto diário.
Dermatológica Acne Vulgaris Moderado Pode auxiliar no alívio de sintomas relacionados com estados irritativos.

Critérios de utilização e restrições

O Lutera (Levonorgestrel e Etinilestradiol) está indicado para a prevenção da gravidez em mulheres com potencial reprodutivo. A elegibilidade para a sua utilização é rigorosamente definida pelas autoridades regulamentares, existindo diversas condições que resultam na não elegibilidade absoluta.

Quem Não Deve Utilizar o Lutera (Contraindicações)

O Lutera é contraindicado e não deve ser utilizado por mulheres com elevado risco de doenças trombóticas arteriais ou venosas, incluindo um historial de trombose venosa profunda, embolia pulmonar ou acidente vascular cerebral (AVC). O medicamento é também proibido para mulheres com mais de 35 anos que fumem, devido a um risco significativamente aumentado de eventos cardiovasculares graves.

As contraindicações absolutas incluem ainda o carcinoma da mama (conhecido ou sob suspeita) ou outros cancros sensíveis a hormonas, bem como a presença de tumores hepáticos ou doença ativa do fígado, como a cirrose grave. Outros grupos não elegíveis são as pessoas com enxaqueca com aura, hipertensão não controlada, diabetes mellitus com envolvimento vascular e mulheres com hemorragia uterina anormal não diagnosticada.

População e Estado Fisiológico

A utilização é contraindicada se a gravidez for conhecida ou houver suspeita da mesma. O medicamento não é recomendado para utilização em mulheres a amamentar, uma vez que pode afetar a produção de leite. O Lutera não está indicado para utilização antes da menarca (início da menstruação) ou em mulheres pós-menopáusicas.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos e Produtos

As interações com o Lutera (levonorgestrel e etinilestradiol) podem afetar significativamente a eficácia do produto ou aumentar o risco de eventos adversos. Estas interações são primordialmente classificadas pelo seu efeito no metabolismo do fármaco e na respetiva exposição sistémica.

Combinações Contraindicadas

Determinadas combinações de medicamentos não devem ser utilizadas com o Lutera devido ao risco de lesões hepáticas graves ou eventos tromboembólicos, conforme documentado na rotulagem regulamentar. Estas incluem os regimes combinados para a Hepatite C que contenham ombitasvir/paritaprevir/ritonavir, com ou sem dasabuvir, e o ácido tranexâmico por via oral.

Interações Farmacocinéticas que Afetam a Eficácia

Substâncias que induzem as enzimas hepáticas, primordialmente a CYP3A4, podem diminuir as concentrações plasmáticas dos componentes hormonais, o que pode levar a uma perda de proteção contracetiva. Estes indutores enzimáticos incluem certos anticonvulsivantes (ex.: fenitoína, carbamazepina, topiramato) e o antibiótico rifampina. Geralmente, é necessária a utilização de um método contracetivo não hormonal de apoio ao tomar estes agentes.

Por outro lado, agentes que inibem estas enzimas, como certos antifúngicos (ex.: cetoconazol) ou a Vitamina C (ácido ascórbico), podem aumentar os níveis hormonais. Produtos à base de plantas, como a Erva de S. João (Hipericão), também estão documentados como indutores enzimáticos que podem reduzir a eficácia.

Nota: Agentes específicos podem também aumentar os níveis de outros fármacos administrados concomitantemente, ao inibirem o seu metabolismo (ex.: ciclosporina).

Mecanismo de ação

Modulação do Eixo Hipotálamo-Hipófise-Ovário (HHO)

O Lutera atua primordialmente através da introdução de hormonas sintéticas que exercem um retrocontrolo negativo sobre os centros de controlo cerebral, nomeadamente o hipotálamo e a glândula hipófise. Esta ação suprime fundamentalmente a libertação das hormonas de sinalização — a Hormona Luteinizante (LH) e a Hormona Folículo-Estimulante (FSH) — necessárias para a estimulação ovárica. A supressão resultante do eixo hipotálamo-hipófise-ovário conduz diretamente à inibição da ovulação.

Alterações Periféricas no Ambiente do Trato Reprodutor

Adicionalmente, os componentes hormonais ativam vias mecanísticas secundárias que afetam o trato reprodutor. Isto inclui a modulação das propriedades do moco cervical, diminuindo assim a sua permeabilidade ao transporte de espermatozoides. Simultaneamente, a formulação altera a recetividade estrutural do revestimento uterino (endométrio). Estas ações influenciam concomitantemente os sistemas reprodutores central e periférico, resultando num ajuste direcionado de múltiplos processos reguladores fisiológicos.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Lutera é Utilizado: Diretrizes Oficiais de Administração

O Lutera (0,1 mg de levonorgestrel e 0,02 mg de etinilestradiol) é oficialmente administrado por via oral sob a forma de um comprimido combinado monofásico. O protocolo padrão exige a adesão rigorosa a um esquema cíclico sequencial de 28 dias, o qual é essencial para a manutenção de níveis hormonais sistémicos consistentes, conforme descrito nos documentos regulatórios.


Posologia Padrão e Frequência

A dose consiste na toma de um comprimido uma vez por dia durante 28 dias consecutivos. A embalagem de comprimidos é composta por 21 comprimidos ativos, cada um contendo a dose fixa de hormonas, seguidos imediatamente por 7 comprimidos inativos (inertes). A embalagem de 28 dias subsequente deve ser iniciada no dia imediatamente a seguir ao último comprimido inativo, estabelecendo um padrão de utilização a longo prazo sem qualquer intervalo livre de comprimidos entre ciclos.

Para garantir uma administração adequada, o comprimido deve ser tomado à mesma hora todos os dias, sendo que o intervalo entre doses nunca deve exceder as 24 horas.


Condições e Protocolos de Administração

A administração é possível com o estômago vazio; no entanto, as informações de prescrição referem que o comprimido pode ser deglutido inteiro ou mastigado, devendo ser seguido imediatamente por um copo cheio de água.

O início oficial do primeiro ciclo segue um de dois protocolos padronizados:

  • Início no 1.º Dia: O primeiro comprimido ativo é tomado no primeiro dia do período menstrual.
  • Início ao Domingo: O primeiro comprimido ativo é tomado no primeiro domingo após o início da menstruação, exigindo um método contracetivo não hormonal de apoio durante os primeiros sete dias de utilização.

A utilização estabelecida destina-se primordialmente a mulheres em idade reprodutiva que tenham atingido a menarca; a utilização não está indicada antes da menarca ou para mulheres pós-menopáusicas.

Evidência clínica recente

Lutera: Evidência Clínica Recente

O Lutera é um contracetivo oral combinado que contém levonorgestrel (uma progestina) e etinilestradiol (um estrogénio). A sua utilização principal, confirmada em múltiplos estudos clínicos, é a prevenção da gravidez em mulheres com potencial reprodutivo.

A evidência proveniente de ensaios clínicos que envolvem contracetivos orais combinados com composições hormonais semelhantes (0,1 mg de levonorgestrel / 20 mcg de etinilestradiol) demonstra uma elevada eficácia quando utilizados de forma consistente e correta. As taxas de falha na utilização típica, que contabilizam o esquecimento de comprimidos, variam entre 7% e 9% por ano, enquanto a taxa teórica de utilização perfeita é inferior a 1% por ano.


Eficácia Observada e Benefícios Não Contraceptivos

Estudos observaram que, além da prevenção da gravidez, os contracetivos orais combinados podem estar associados a efeitos secundários não contracetivos. Estas observações incluem a regulação do ciclo menstrual, com uma tendência para que os ciclos se tornem mais regulares e previsíveis, e alterações no fluxo menstrual, resultando em hemorragias mais ligeiras e numa redução na incidência de anemia por deficiência de ferro. Adicionalmente, verificou-se uma diminuição da incidência e da gravidade da dor menstrual (dismenorreia), bem como uma redução na ocorrência de quistos ováricos funcionais.


Segurança e Eventos Adversos em Ensaios

Os dados clínicos indicam que os efeitos secundários mais comummente reportados nos ensaios incluem náuseas, dores de cabeça, sensibilidade mamária e hemorragias de disrupção ou spotting, particularmente durante os primeiros meses de utilização. Estes efeitos foram geralmente descritos como transitórios.

Eventos vasculares graves, embora raros, como o tromboembolismo (coágulos sanguíneos), representam os riscos de segurança mais significativos identificados em estudos de contracetivos orais combinados. Observou-se que estes riscos aumentam em pacientes com condições pré-existentes específicas ou fatores de estilo de vida, como o tabagismo, particularmente em mulheres com mais de 35 anos de idade.

Perguntas frequentes (FAQ)

Questões frequentes sobre o Lutera (FAQ)


P: O Lutera é considerado um contracetivo oral de dose baixa ou de dose elevada?

R: Os documentos regulamentares indicam que o Lutera contém 0,02 mg de etinilestradiol. Esta concentração de etinilestradiol é descrita como sendo de dose baixa quando comparada com outras formulações de contracetivos orais combinados.


P: O Lutera pode causar aumento de peso ou trata-se de um mito comum?

R: De acordo com a informação oficial do produto, o aumento de peso está listado como uma reação adversa comum. Isto significa que foi observado em 1% a 10% das utilizadoras em dados de segurança clínica, confirmando tratar-se de uma ocorrência documentada.


P: Quanto tempo demora normalmente até o Lutera ser totalmente eficaz?

R: As instruções oficiais indicam que, ao iniciar a medicação através de certos protocolos, é necessária uma proteção de apoio não hormonal. Esta proteção é necessária durante os primeiros sete dias consecutivos de toma dos comprimidos ativos para estabelecer a eficácia contracetiva.


P: É comum ter spotting ou hemorragias de disrupção ao iniciar o Lutera?

R: Sim, as hemorragias de disrupção e o spotting são descritos nos dados clínicos como efeitos secundários frequentemente reportados. A informação oficial indica que esta é uma ocorrência frequente, especialmente durante os três meses iniciais de tratamento, à medida que o corpo se adapta às hormonas.


P: O Lutera pode afetar os resultados de análises ao sangue?

R: A informação oficial de prescrição refere que o uso de contracetivos orais pode afetar os resultados de alguns testes laboratoriais. Esta interferência é tipicamente observada em testes relacionados com a função hepática, função tiroideia e níveis de lípidos.


P: O que deve ser feito se ocorrerem vómitos ou diarreia grave pouco depois de tomar um comprimido?

R: As instruções regulamentares aconselham que, se ocorrerem vómitos ou diarreia grave no período de 3 a 4 horas após a toma de um comprimido ativo, o evento deve ser tratado como se um comprimido tivesse sido esquecido. Nesta situação, o evento é gerido seguindo o protocolo oficial para comprimidos esquecidos.


P: O Lutera pode agravar a ansiedade ou depressão pré-existentes?

R: Os documentos regulamentares listam alterações de humor e o potencial de agravamento da depressão como efeitos secundários conhecidos. A orientação oficial descreve que doentes com historial de depressão são, por norma, monitorizadas.


P: O que diz o folheto informativo sobre a amamentação durante a utilização de Lutera?

R: A informação oficial do produto indica que o fármaco deve ser geralmente evitado durante a amamentação. Isto deve-se ao facto de poder diminuir a qualidade e a quantidade do leite materno e de as hormonas poderem passar para o lactente em pequenas quantidades.


P: Qual é a principal diferença entre o Lutera e outras pílulas contracetivas semelhantes?

R: As descrições oficiais definem o Lutera como um contracetivo oral combinado monofásico. Isto significa que cada comprimido ativo contém uma dose baixa e fixa de 0,1 mg de levonorgestrel e 0,02 mg de etinilestradiol, distinguindo-o de produtos que utilizam um regime de dose variável (trifásico) ou diferentes concentrações hormonais.


P: O Lutera possui algum aviso de segurança ("black box warning") da FDA?

R: Sim, o rótulo oficial dos E.U.A. contém um Aviso de Advertência Destacado exigido pela FDA. Este aviso destaca o risco aumentado de eventos cardiovasculares graves, como coágulos sanguíneos, em fumadoras com mais de 35 anos.


P: Existem suplementos ou vitaminas específicos que devam ser evitados ao tomar Lutera?

R: Os documentos oficiais descrevem interações com certos suplementos. O produto à base de plantas Erva de S. João (Hipericão) é descrito como podendo reduzir a eficácia do fármaco. Adicionalmente, a Vitamina C (ácido ascórbico) pode potencialmente aumentar o nível das hormonas do fármaco no organismo.


P: Quais são os resultados da investigação relativamente à eficácia do Lutera?

R: Dados de ensaios clínicos provenientes de submissões regulamentares indicam que a taxa de eficácia teórica para prevenir a gravidez é inferior a 1% de falha por ano quando o medicamento é tomado de forma correta e consistente.


P: O Lutera oferece alguma proteção contra infeções sexualmente transmissíveis (IST)?

R: A informação oficial de prescrição afirma explicitamente que este produto não protege contra a infeção por VIH (SIDA) nem contra outras doenças sexualmente transmissíveis (DST). É necessário um método de barreira externo para este tipo de proteção.


P: As mulheres mais velhas, como as que estão perto da menopausa, podem usar o Lutera?

R: A orientação oficial refere que este medicamento não está indicado para uso em mulheres pós-menopáusicas. A elegibilidade está estabelecida para mulheres em idade reprodutiva que já tenham tido a menarca.


P: O Lutera interage com antibióticos comuns?

R: O rótulo do fármaco especifica que o antibiótico rifampina é conhecido por diminuir a eficácia do medicamento. A documentação regulamentar sugere que os efeitos de outros antibióticos mais comuns na eficácia não são descritos de forma consistente como clinicamente significativos.


P: O consumo de cafeína ou álcool pode afetar o Lutera?

R: A informação ao doente de origem regulamentar aconselha principalmente contra o uso de tabaco, devido ao risco significativamente aumentado de eventos cardiovasculares. Geralmente, não são especificados avisos major na informação de prescrição primária para o consumo rotineiro de álcool ou cafeína.


P: O que devo fazer se me esquecer acidentalmente de tomar um dos comprimidos?

R: As instruções oficiais para o doente fornecem um protocolo específico para gerir o esquecimento de um comprimido ativo. O protocolo aconselha geralmente que o comprimido esquecido seja tomado assim que se lembre, devendo a toma do resto da embalagem continuar no horário habitual.


P: Viajar entre fusos horários pode afetar o momento em que devo tomar o Lutera?

R: A administração deve ser feita à mesma hora todos os dias, e o intervalo entre as doses nunca deve exceder 24 horas. Ao viajar entre fusos horários, a manutenção do intervalo consistente de 24 horas requer o ajuste da hora da toma diária.


P: É normal sentir sensibilidade mamária ao começar a tomar Lutera?

R: Sim, os dados oficiais de segurança classificam a dor ou sensibilidade mamária como uma reação adversa comum. É um sintoma esperado que pode ocorrer, particularmente ao iniciar o tratamento com os componentes hormonais.


P: O Lutera oferece os mesmos níveis hormonais que outras pílulas de levonorgestrel/etinilestradiol?

R: O Lutera contém uma dose fixa de 0,1 mg de levonorgestrel e 0,02 mg de etinilestradiol. Embora estas hormonas sejam comuns, outros produtos que as contêm podem utilizar doses fixas diferentes ou um regime de dose variável ao longo do ciclo de toma.


P: Como é medida a eficácia do Lutera em ensaios clínicos?

R: A eficácia dos contracetivos orais combinados é tipicamente medida em ensaios clínicos utilizando o Índice de Pearl. Esta medição calcula o número de gravidezes que ocorrem por cada 100 mulheres durante um ano de utilização.


P: O Lutera contém ferro ou quaisquer outros suplementos não hormonais na embalagem?

R: Os 21 comprimidos ativos contêm apenas as duas hormonas (levonorgestrel e etinilestradiol). Os 7 comprimidos inativos são isentos de hormonas, ou inertes, e não contêm outros suplementos adicionados, como o ferro, que por vezes é incluído noutras embalagens de contracetivos.


P: Como descreve a documentação oficial o potencial de interações medicamentosas com o Lutera?

R: A documentação oficial descreve o potencial de interações medicamentosas baseando-se principalmente no efeito dos fármacos no metabolismo do organismo. As interações são categorizadas consoante a substância seja um indutor ou inibidor das enzimas hepáticas, o que pode diminuir ou aumentar os níveis sistémicos das hormonas contracetivas.


P: Qual é a diferença entre um comprimido ativo e um inativo?

R: A embalagem de Lutera contém 21 comprimidos ativos que fornecem as hormonas levonorgestrel e etinilestradiol. Os 7 comprimidos inativos não contêm hormonas, servindo de lembrete para manter o regime de toma diária sem interrupções.


P: A dor de cabeça é um efeito secundário reportado com frequência ao iniciar o Lutera?

R: Sim, os dados regulamentares de segurança classificam a dor de cabeça como uma reação adversa muito comum, ocorrendo em 10% ou mais das utilizadoras. Isto torna-o um dos efeitos secundários reportados com maior frequência associados à medicação.


P: Com que rapidez as hormonas do Lutera saem do corpo após interromper o uso?

R: Os dados farmacocinéticos indicam que os componentes hormonais têm semividas terminais médias estimadas de aproximadamente 24 horas para o levonorgestrel e 13 horas para o etinilestradiol.

Como Lutera deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Lutera?

Os requisitos de conservação e eliminação do Lutera são definidos por normas regulamentares oficiais para garantir a estabilidade do medicamento e assegurar que o mesmo seja descartado de forma segura.

Componente de Conservação Requisito
Temperatura Conservar à temperatura ambiente controlada, tipicamente a 25 °C, sendo permitidas variações entre os 15 °C e os 30 °C.
Proteção Manter o medicamento na sua embalagem original (blister), protegido do calor excessivo, da humidade e da luz. Não congelar.
Segurança Conservar sempre este medicamento fora do alcance e da vista das crianças.
Eliminação Não eliminar medicamentos não utilizados ou fora de validade deitando-os na sanita ou no ralo. Consulte um farmacêutico sobre o método adequado para eliminar a medicação de que já não necessita.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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