Lumason

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Lumason

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Lumason

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Hexafluoreto de enxofre (SF6)
Forma Pó liofilizado para injeção (reconstituído como suspensão)
Classe farmacológica Agente de contraste ultrassonográfico, Radiofármaco de diagnóstico
Utilização comum Otimização de imagens de ecografia
Origem Composto sintético encapsulado por fosfolípidos sintéticos

Que Tipo de Medicamento é o Lumason?

O Lumason está classificado como um radiofármaco de diagnóstico e um agente de contraste ultrassonográfico. A sua função principal é atuar como uma ferramenta de melhoria de imagem, destinando-se estritamente a aperfeiçoar a clareza visual de procedimentos de diagnóstico médico, em vez de tratar qualquer doença. Como agente de contraste de microbolhas, o produto funciona através de meios físicos, alterando temporariamente as propriedades acústicas do sangue para melhorar a visualização. Reconhecido clinicamente pela sua estabilidade e eficácia, este agente utiliza microbolhas preenchidas por gás, um design apoiado por estudos farmacológicos que demonstram uma melhoria fiável da imagem em populações de doentes adultos e pediátricos.

Composição e Forma: As Microesferas de Hexafluoreto de Enxofre

A substância ativa do Lumason é o hexafluoreto de enxofre, um gás sintético inerte que é encapsulado para formar refletores microscópicos chamados microesferas de lípidos tipo A. O invólucro que estabiliza estas bolhas de gás é composto por fosfolípidos sintéticos, incluindo a distearoilfosfatidilcolina (DSPC) e o 1,2-dipalmitoil-sn-glicero-3-fosfo-(1'-rac-glicerol) de sódio (DPPG). O Lumason é fornecido como um pó liofilizado estéril num kit exclusivo de três componentes e é reconstituído numa suspensão injetável para administração intravenosa ou intravesical. Esta composição sintética específica garante que as microbolhas permaneçam estáveis e persistentes para um exame de diagnóstico detalhado.

Objetivo Geral do Lumason no Diagnóstico

O Lumason atua como um agente de reforço ultrassonográfico para melhorar a visibilidade e a definição de estruturas internas em imagens médicas. Ao criar um forte diferencial de impedância acústica, as microesferas em circulação refletem o feixe de ultrassons, levando a um reforço de contraste significativo do pool sanguíneo. Este reforço é essencial para cenários clínicos onde a visualização clara é difícil, como durante a ecocardiografia para delinear a borda endocárdica do ventrículo esquerdo, ou para a caracterização de lesões focais durante a ultrassonografia, fornecendo assim informações diagnósticas cruciais.

Quais efeitos secundários são possíveis com Lumason?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança do Lumason (Hexafluoreto de Enxofre) está formalmente categorizado nos documentos regulamentares, que identificam reações adversas potenciais comuns e graves.

Classificação Exemplos de Reações Adversas (por sistema)
Comuns (incidência ge 0,5%) Cefaleia (dor de cabeça), Náuseas, Disgeusia (alteração do paladar), Dor no local de injeção
Pouco comuns Hipotensão, Tonturas, Vómitos, Taquicardia, Erupção cutânea, Prurido (comichão)

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

A informação oficial documenta que ocorreram, de forma pouco comum, Reações Cardiopulmonares Graves (ex: paragem cardíaca, choque, dificuldade respiratória) durante ou pouco após a administração de agentes de contraste ultrassonográficos, tipicamente nos primeiros 30 minutos. Também foram observadas reações de hipersensibilidade graves (ex: anafilaxia, erupção cutânea grave).

Restrições de Segurança: O Lumason está contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida ou suspeita a qualquer um dos seus componentes, incluindo o polietilenoglicol (PEG). A sua utilização é também restrita em doentes com comunicações (shunts) cardíacas direita-esquerda, bidirecionais ou direita-esquerda transitórias, devido ao risco de embolização sistémica. Recomenda-se precaução em doentes com condições cardiopulmonares instáveis. Não é recomendada a utilização de valores elevados de índice mecânico de ultrassom (IM > 0,8).

Nota sobre Populações: A segurança e a eficácia estão estabelecidas para a utilização em doentes pediátricos para determinadas indicações, não tendo sido reportados sinais de reações adversas exclusivos nesta população.

Este enquadramento garante que os riscos são caracterizados pela frequência, pelo envolvimento de sistemas (ex: Sistema Nervoso, Cardíaco) e por restrições específicas do doente, estruturando o conhecimento oficial sobre o perfil de segurança do medicamento.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Os documentos regulamentares oficiais relativos ao Lumason (microesferas de lípidos tipo A de hexafluoreto de enxofre) fornecem orientações específicas para situações de suspeita de sobredosagem. A informação oficial de prescrição refere explicitamente que, até à data, não foram reportados sinais ou sintomas clínicos de sobredosagem. Esta conclusão oficial é sustentada por dados clínicos que demonstram que doses significativamente superiores à dose clínica padrão foram administradas a voluntários saudáveis sem que resultassem eventos adversos graves. Por conseguinte, não está documentada nenhuma síndrome de sobredosagem específica.

Ações de Emergência Necessárias

Na eventualidade de uma suspeita de sobredosagem, as autoridades regulamentares estipulam as seguintes ações de emergência e abordagem de gestão:

  • Contacto Urgente: As informações oficiais recomendam contactar imediatamente um centro de informação antivenenos (como o CIAV em Portugal) para obter orientações sobre a gestão da sobredosagem.
  • Foco do Tratamento: Qualquer tratamento necessário deve ser direcionado para o suporte das funções vitais e para a instituição imediata de terapêutica sintomática, visando tratar quaisquer alterações clínicas emergentes.
  • Vigilância: O doente deve ser mantido sob observação contínua após o evento suspeito.

As informações oficiais do produto confirmam que não existe um antídoto específico documentado para a sobredosagem com Lumason. As orientações regulamentares não especificam considerações particulares para grupos populacionais específicos no que diz respeito à gestão ou apresentação de uma sobredosagem em grupos vulneráveis.

Usos terapêuticos de Lumason

O Lumason é um agente de reforço ultrassonográfico utilizado, geralmente, quando as imagens de diagnóstico padrão fornecem um quadro pouco claro ou insuficiente, servindo para ajudar a resolver limitações diagnósticas que possam complicar decisões clínicas seguras. O papel principal deste agente é contribuir para o potencial de melhoria da clareza diagnóstica em diversos domínios diagnósticos fundamentais.

O agente é aplicado em condições que apresentem ambiguidade de imagem, principalmente na avaliação cardíaca, quando as imagens de ecografia do coração são subótimas; na caracterização de lesões hepáticas focais, quando a natureza da massa é incerta; e na avaliação do refluxo vesicoureteral (RVU) em doentes pediátricos.

“O produto apoia o médico na obtenção de informações importantes que podem auxiliar nas decisões relacionadas com os cuidados ao doente.”

Este agente é relevante em contextos clínicos marcados por desequilíbrios fisiológicos temporários onde é necessário um apoio sintomático adicional. Ajuda a abordar o desafio da indeterminação de lesões e apoia a abordagem de diagnóstico não ionizante, particularmente em crianças.


Facto Rápido: Clareza para Imagens Pouco Claras

Propriedade Descrição
Domínio dos Sintomas Ambiguidade Diagnóstica, Indeterminação de Imagem
Principal Utilização Reforço da visualização durante a ultrassonografia
Benefício para o Doente Apoia o potencial de clareza diagnóstica
Condições Alvo Ecocardiogramas subótimos, lesões hepáticas focais, suspeita de RVU

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Lumason?

Esta secção descreve a elegibilidade e as restrições de utilização para as diferentes populações, conforme documentado nas informações regulamentares oficiais.

Categoria Estado de Elegibilidade segundo a Informação Oficial
Populações autorizadas Estabelecida para adultos e doentes pediátricos em todas as indicações aprovadas: ecocardiografia, ecografia hepática e ecografia do trato urinário.
Contraindicações Doentes com hipersensibilidade conhecida ou suspeita às microesferas de hexafluoreto de enxofre ou a componentes como o polietilenoglicol (PEG).
Restrições de elegibilidade A utilização acarreta um risco acrescido de reações cardiopulmonares graves em doentes com condições cardiopulmonares instáveis (ex: enfarte agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca congestiva descompensada).
Via de administração proibida A administração por injeção intra-arterial é proibida.
Regras para condições específicas Doentes com comunicações (shunts) cardíacas requerem uma avaliação cuidadosa quanto a fenómenos embólicos após a administração. Não existem restrições específicas baseadas apenas em insuficiência renal ou hepática.
Estado Fisiológico A elegibilidade na gravidez e no aleitamento não se baseia em dados humanos, mas sim na ausência de achados significativos em estudos animais, não existindo uma contraindicação formal documentada.

O perfil oficial de elegibilidade é definido essencialmente por uma exclusão absoluta relacionada com a hipersensibilidade do doente aos componentes do produto. Os avisos regulamentares classificam os doentes com condições cardiopulmonares instáveis e aqueles com comunicações cardíacas como grupos que requerem uma utilização restrita ou cautelosa, devido ao risco aumentado de reações graves. A elegibilidade está confirmada para populações adultas e pediátricas nas indicações de diagnóstico aprovadas, sem restrições documentadas relativas apenas à função renal ou hepática.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

As informações regulamentares oficiais do Lumason (microesferas de lípidos tipo A de hexafluoreto de enxofre) baseiam-se na ausência de interações farmacológicas documentadas entre medicamentos.

A substância ativa, o hexafluoreto de enxofre, atua como um agente de contraste para ecografia através de um mecanismo físico e é eliminada, principalmente, por exalação pulmonar. Esta via de eliminação contorna, geralmente, os principais sistemas metabólicos e renais (tais como as enzimas CYP450 e os transportadores de fármacos) que são responsáveis pela maioria das interações medicamentosas. Devido a este perfil farmacológico, as informações oficiais de prescrição não listam quaisquer produtos medicinais de coadministração que exijam restrições ou proibições específicas.

Situação Regulamentar Oficial

Categoria Estado da Documentação
Medicamentos com interação específica Nenhum documentado nas informações regulamentares.
Interações farmacocinéticas (ex: CYP) Não aplicável. A eliminação ocorre por exalação.
Regras de separação temporal Nenhuma documentada.

Não foram realizados estudos clínicos de interação medicamentosa envolvendo vias metabólicas ou de transporte para este produto. Os documentos regulamentares indicam explicitamente que não é fornecida qualquer lista de medicamentos que interajam com este agente. A única restrição formal está relacionada com os componentes do produto: o agente é contraindicado em indivíduos com hipersensibilidade conhecida ou suspeita aos seus componentes, incluindo o polietilenoglicol (PEG). Trata-se de uma restrição baseada no risco de hipersensibilidade e não de uma interação farmacocinética ou farmacodinâmica tradicional com medicamentos coadministrados.

Mecanismo de ação

Como funciona o Lumason: Mecanismo de Ação

Base Física do Contraste Acústico

O mecanismo do Lumason baseia-se na acústica física e não na farmacologia. A sua ação é iniciada pela introdução de microbolhas de gás hexafluoreto de enxofre (SF6) na corrente sanguínea. Estas esferas preenchidas por gás possuem uma impedância acústica drasticamente inferior à do sangue, o que faz com que atuem como refletores físicos altamente eficientes do feixe de ultrassons, criando um forte contraste para a visualização acústica.

Cascata Acústica e Geração de Sinal

Quando são submetidas às ondas de ultrassom, as microbolhas sofrem uma ressonância rápida (oscilação), a qual gera um sinal de retrodifusão acústica não-linear de elevada amplitude. Este fenómeno físico amplifica o sinal que retorna do fluxo sanguíneo, proporcionando uma elevada relação sinal-ruído que define visualmente as estruturas vasculares e corresponde à dinâmica do fluxo sanguíneo e da perfusão dos tecidos.

Estabilidade das Microbolhas e Persistência Circulatória

O invólucro fosfolipídico da microbolha confere uma estabilidade mecânica crucial, impedindo que o núcleo de gás SF6 se dissolva rapidamente no plasma. Esta integridade estrutural garante que o mecanismo de contraste persista o tempo suficiente para que as microbolhas circulem por todo o sistema vascular, sustentando assim o reforço acústico durante um período prolongado de circulação.

Informações sobre dosagem e administração

O Lumason (hexafluoreto de enxofre) é administrado como um agente de diagnóstico de utilização única, com a dosagem e a via de administração estritamente dependentes do procedimento de imagem, conforme descrito nas informações regulamentares.

Vias de Administração e Dosagem

O Lumason é utilizado através de duas vias oficiais distintas:

  • Injeção Intravenosa (IV): Utilizada para a ecocardiografia de adultos e ultrassonografia do fígado. A dose recomendada para exames cardíacos em adultos é de 2,0 mL da suspensão reconstituída e, para a imagem de lesões hepáticas focais, é de 2,4 mL. Se necessário, pode ser administrada uma segunda injeção do mesmo volume durante um único exame, mas o volume total não deve exceder os 4,8 mL.
  • Administração Intravesical: Esta via, na qual o agente é instilado na bexiga através de um cateter, está aprovada para a avaliação do refluxo vesicoureteral (RVU) em doentes pediátricos. O volume recomendado para a instilação é de 1 mL da suspensão.

Preparação e Sequência do Procedimento

O Lumason é fornecido como um pó liofilizado e deve ser reconstituído imediatamente antes da sua utilização. O pó é misturado com 5 mL de solução injetável de Cloreto de Sódio a 0,9%, devendo o frasco ser invertido e agitado vigorosamente durante 20 segundos para formar a suspensão de microbolhas.

Para a utilização intravenosa, a dose deve ser administrada como uma injeção rápida em bólus, durante um a dois segundos, seguida imediatamente por uma lavagem com 5 mL de soro fisiológico. O reforço funcional da imagem, que corresponde à janela de tempo para o exame, dura habitualmente cerca de quatro minutos em estudos cardíacos. A suspensão destina-se a uma única utilização, devendo qualquer porção não utilizada ser descartada.

Evidência clínica recente

Evidências da investigação e visão geral dos estudos sobre o Lumason

As evidências científicas relativas ao Lumason derivam de ensaios clínicos controlados, estudos comparativos e literatura científica publicada que fundamentam as decisões regulamentares. Estas evidências centram-se na medição da qualidade da imagem de diagnóstico e não nos resultados de saúde dos doentes a longo prazo.


Evidências para Utilização em Ecocardiografia (Adultos e Pediátricos)

A investigação clínica envolveu, essencialmente, ensaios clínicos controlados, prospetivos e de curta duração. Estes estudos foram concebidos para avaliar o impacto do agente na clareza das imagens em doentes que apresentavam ecografias cardíacas com qualidade abaixo do ideal.

Os investigadores focaram-se em resultados que medem a qualidade imediata da imagem, tais como as pontuações de Delineação do Bordo Endocárdico do Ventrículo Esquerdo (EBD), que quantificam o número de segmentos da parede cardíaca cuja visualização é possível medir. Os resultados descrevem padrões relacionados com o aumento das medições de visualização durante o período do estudo quando o agente foi utilizado, em comparação com a ecografia sem contraste. Os efeitos medidos na imagem foram temporários e limitados ao período imediatamente após a administração.


Evidências para Utilização em Ecografias de Lesões Hepáticas Focais

Esta base de investigação inclui metanálises e estudos comparativos com múltiplos leitores. Estes estudos examinaram métricas de precisão diagnóstica na caraterização de lesões hepáticas focais (LHF) de causa incerta. Os trabalhos descreveram medições relacionadas com a melhoria dos achados diagnósticos em comparação com a abordagem sem contraste, avaliando frequentemente o padrão de realce da lesão através das várias fases do fluxo sanguíneo.


Evidências para Utilização na Avaliação do Refluxo Vesicoureteral (RVU)

As evidências para a avaliação do RVU em crianças consistem, principalmente, em estudos comparativos publicados. Estes estudos exploraram de que forma os resultados da cistourossonografia miccional com contraste (VUS) se comparam à cistouretrografia miccional fluoroscópica padrão (VCUG) na deteção e na classificação da gravidade do RVU. Os achados descrevem uma estreita concordância na deteção e classificação do refluxo entre os dois métodos, tendo as evidências contribuído para a avaliação de uma abordagem alternativa de imagem.


O que as Evidências Regulamentares ainda não Abrangem

Embora os estudos relatem padrões de curto prazo relacionados com a clareza medida da imagem, existe informação limitada sobre resultados a longo prazo ou sobre a forma como o aumento da precisão diagnóstica se traduz no sucesso da gestão clínica futura. Além disso, os dados para subgrupos pediátricos muito específicos ou de alto risco permanecem insuficientes, baseando-se algumas aprovações na extrapolação de estudos mais amplos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Lumason (FAQ)


P: Quanto tempo dura o efeito do Lumason durante uma ecografia?

As informações oficiais do produto descrevem os efeitos do agente como temporários, com o realce da imagem a persistir tipicamente por um curto período após a administração. Em exames cardíacos, o agente proporciona uma intensidade de sinal útil durante aproximadamente dois minutos após a injeção. O tempo específico de duração do realce pode variar consoante o procedimento e o fluxo sanguíneo na zona examinada.


P: Existem interações comuns entre o Lumason e medicamentos para a pressão arterial?

As informações regulamentares referem que não foram documentadas interações específicas entre fármacos, incluindo medicamentos comuns para a pressão arterial. Isto deve-se ao facto de o agente atuar através de um mecanismo físico e ser eliminado principalmente através da exalação pulmonar, contornando geralmente os principais sistemas metabólicos responsáveis pela maioria das interações medicamentosas.


P: É normal sentir uma sensação de calor após a administração do Lumason?

A sensação de calor não está explicitamente listada entre as reações adversas comuns reportadas nos documentos regulamentares oficiais ou ensaios clínicos. Os efeitos secundários comunicados com maior frequência incluem questões ligeiras como dor de cabeça, náuseas, alterações no paladar e dor localizada no local da injeção.


P: Quais são os efeitos secundários mais comuns mencionados nos documentos oficiais?

Os documentos regulamentares classificam como efeitos secundários comuns aqueles que foram reportados em ensaios clínicos com uma incidência igual ou superior a 0,5%. Estes problemas frequentemente relatados incluem cefaleias (dor de cabeça), náuseas, uma perturbação do paladar conhecida como disgeusia e dor no local da injeção.


P: Alguém com problemas renais pode receber Lumason?

Os documentos regulamentares oficiais não listam restrições específicas nem exigem ajustes na dose baseados apenas na presença de problemas renais ou insuficiência renal. Isto acontece porque o agente é eliminado essencialmente através da exalação pelos pulmões e não pelos rins.


P: O Lumason interage com analgésicos comuns como o paracetamol ou o ibuprofeno?

As informações oficiais indicam que não existem interações farmacocinéticas conhecidas ou documentadas com produtos medicinais coadministrados, o que inclui analgésicos comuns de venda livre. O mecanismo de ação físico do agente e a sua via de eliminação pelos pulmões evitam o tipo de interações frequentemente observadas com outros fármacos.


P: Existem restrições especiais às atividades após receber Lumason?

Os documentos oficiais focam-se sobretudo no risco de reações graves e imediatas, que ocorrem tipicamente nos primeiros 30 minutos após a administração. Não são descritas restrições específicas a atividades físicas após o procedimento ou à movimentação do doente depois deste período de observação.


P: Ter diabetes afeta a possibilidade de receber Lumason?

A diabetes não está listada como uma contraindicação ou restrição nas informações de prescrição oficiais. As restrições formais limitam-se à hipersensibilidade aos componentes do agente e a certas condições cardiopulmonares instáveis.


P: Quais são as condições ou grupos de doentes onde o Lumason não é recomendado?

O agente é formalmente contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida ou suspeita aos seus componentes, tais como o polietilenoglicol (PEG). Recomenda-se também precaução na utilização em doentes com condições cardiopulmonares instáveis, tais como enfarte agudo do miocárdio recente ou insuficiência cardíaca congestiva descompensada.


P: Tomar anticoagulantes afeta a utilização do Lumason?

As informações regulamentares oficiais não listam os anticoagulantes como medicamentos de interação específica. O agente é eliminado através dos pulmões e evita, geralmente, os sistemas metabólicos responsáveis pela maioria das interações farmacológicas.


P: Qual é a informação geral sobre o uso de Lumason em doentes com pressão arterial elevada?

A pressão arterial elevada (hipertensão) isolada não é listada como uma contraindicação nos documentos oficiais. No entanto, os avisos regulamentares sublinham a importância da precaução em todos os doentes com condições cardiopulmonares instáveis.


P: É necessário interromper algum medicamento antes de receber Lumason?

Os documentos regulamentares não listam qualquer produto medicinal coadministrado que deva ser restringido ou interrompido antes de receber o agente. Não existem regras documentadas de separação temporal para a sua utilização com outros medicamentos.


P: Quanto tempo devo esperar para amamentar após receber Lumason?

Devido à rápida eliminação do agente do organismo, as informações da FDA indicam que, se o agente for necessário, tal não é motivo para interromper a amamentação. Algumas informações regulamentares sugerem que pode ser considerada a extração e eliminação do leite uma única vez após a receção do agente.


P: O Lumason pode ser utilizado se eu tiver um pacemaker?

Os documentos regulamentares oficiais não listam os pacemakers como uma contraindicação ou restrição específica. Os avisos de utilização centram-se principalmente em doentes com comunicações (shunts) cardíacas e condições cardiopulmonares instáveis, bem como no risco de arritmias ventriculares relacionadas com certas definições de ecografia.


P: Existem outros nomes comerciais para o mesmo medicamento que o Lumason?

Sim, a substância ativa do Lumason, microesferas de lípidos tipo A de hexafluoreto de enxofre, é comercializada sob o nome de marca SonoVue® em muitos países fora dos Estados Unidos, incluindo em Portugal.


P: Existe evidência científica sobre o uso do Lumason em exames não cardíacos ou não hepáticos?

As indicações oficiais de utilização estão estabelecidas com base em evidência de ensaios clínicos para ecocardiografia (coração), ecografia do fígado e ecografia do trato urinário (avaliação de refluxo vesicoureteral em doentes pediátricos). Os documentos regulamentares definem as utilizações aprovadas com base na evidência para estas indicações específicas.


P: O que devo fazer se estiver grávida e precisar de uma ecografia com contraste?

As informações oficiais da FDA referem que a utilização durante a gravidez deve ocorrer apenas se for claramente necessária para o procedimento de diagnóstico. Embora os estudos em animais não tenham mostrado evidência de danos no feto, não estão disponíveis estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas que confirmem a segurança.


P: Existe um limite para o número de vezes que uma pessoa pode receber Lumason?

As informações regulamentares especificam um volume total máximo que pode ser administrado por cada exame individual, mas não definem nem impõem um limite cumulativo de vida para o número total de vezes que um doente pode receber o agente.


P: O Lumason afeta a segurança ou o funcionamento de dispositivos implantados?

Os documentos regulamentares não descrevem interferências com a segurança ou o funcionamento de dispositivos implantados. No entanto, os avisos referem um risco potencial de arritmia ventricular relacionado com o uso de definições elevadas de ecografia (valores de índice mecânico superiores a 0,8) em certos doentes.


P: Qual é a classificação oficial de segurança do Lumason na gravidez?

Historicamente, a FDA classificou o agente na Categoria B de Gravidez. Esta designação indica que os estudos em animais não demonstraram risco para o feto, mas que não estão disponíveis estudos controlados e adequados em mulheres grávidas.


P: Porque é que algumas pessoas relatam um sabor estranho após a injeção?

Um sabor estranho, tecnicamente conhecido como disgeusia, está listado como uma reação adversa comum nos documentos regulamentares. A razão fisiológica para este efeito secundário não é detalhada na informação pública, mas é um evento reconhecido e temporário descrito nas fontes oficiais.


P: O Lumason é usado para fins terapêuticos ou apenas para imagem?

O agente é classificado como um produto radiofármaco de diagnóstico e é indicado estritamente para utilização como agente de contraste em ecografia. A sua função limita-se a melhorar a visualização para fins de diagnóstico e não é utilizado para tratar qualquer doença ou condição.


P: Que tipo de formação deve ter a pessoa que administra a injeção?

As informações oficiais exigem que o equipamento de reanimação e pessoal treinado estejam sempre prontamente disponíveis devido ao risco de reações cardiopulmonares graves. Isto indica que o agente deve ser administrado por profissionais de saúde qualificados que estejam preparados para gerir potenciais eventos graves.


P: Se eu tiver reações alérgicas a outros medicamentos, tenho mais probabilidade de reagir ao Lumason?

As informações de prescrição referem que pode haver um risco acrescido de reações graves em doentes que tenham um historial prévio de reações de hipersensibilidade ao componente polietilenoglicol (PEG). O agente é contraindicado se existir uma hipersensibilidade conhecida ou suspeita a qualquer um dos seus componentes.


P: Existe a possibilidade de o Lumason interferir com resultados de análises clínicas?

As informações regulamentares não descrevem qualquer interferência específica com resultados de análises laboratoriais padrão de sangue ou urina. Uma vez que o agente é eliminado através da exalação pulmonar, evita geralmente os sistemas metabólicos que poderiam causar interferência em testes de diagnóstico relacionados com fármacos.

Como Lumason deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Lumason

O armazenamento e a eliminação do Lumason devem cumprir estritamente as condições definidas nas informações regulamentares oficiais. O produto é fornecido como um kit não reconstituído, que inclui o frasco com o pó liofilizado, o diluente e os acessórios.

Condições de Armazenamento

O kit antes da reconstituição deve ser conservado à temperatura ambiente, especificamente a 25°C, sendo permitidas variações de temperatura até aos 30°C. O produto não necessita de refrigeração e deve ser mantido na embalagem original para ser protegido da luz. O kit deve também ser guardado fora da vista e do alcance das crianças.

Estabilidade e Eliminação

Após a mistura do pó, a suspensão reconstituída deve ser utilizada imediatamente. Se a utilização imediata não for possível, a suspensão permanece estável à temperatura ambiente durante um período máximo de 3 horas a partir do momento da preparação. O Lumason destina-se a uma única utilização. Quaisquer porções não utilizadas da suspensão e todos os componentes do kit devem ser devidamente eliminados de acordo com os requisitos locais para a eliminação de produtos medicinais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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