Lucon

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Lucon

O que é o Lucon? (Visão Geral sobre o Fluconazol)

Propriedade Descrição
Substância ativa Fluconazol (DCI)
Formas Cápsula, Comprimido, Suspensão Oral, Solução para Perfusão IV
Classe farmacológica Antifúngico Azólico Sistémico / Derivado Triazólico
Uso comum Controlo de infeções fúngicas sistémicas e das mucosas
Origem Composto sintético

Que Tipo de Medicamento é o Lucon e Qual a sua Composição?

O Lucon é o nome comercial de um medicamento sujeito a receita médica que contém o composto ativo Fluconazol, uma substância classificada genericamente como um agente Antifúngico Azólico Sistémico. Este composto é um derivado triazólico, o que o distingue dentro da classe dos azóis. A estrutura química do Fluconazol é reconhecida pela sua capacidade de penetrar em diversos fluidos corporais, incluindo o líquido cefalorraquidiano, sustentando a sua utilização no tratamento de infeções internas.

A preparação é um produto de substância única, contendo apenas o composto sintético Fluconazol combinado com os excipientes farmacêuticos necessários para a forma de dosagem específica. Enquanto DCI (Denominação Comum Internacional), o Fluconazol é o ingrediente ativo em muitas marcas amplamente reconhecidas a nível global, estabelecendo o seu papel fundamental na gestão de doenças fúngicas. O estatuto do Lucon como agente sistémico significa que este é concebido para circular por todo o corpo após ser administrado, assegurando que atinge os locais de infeções profundas.


Em que Formas está o Lucon Disponível e Qual o seu Objetivo Geral?

O Lucon, que contém Fluconazol, encontra-se disponível em múltiplas preparações farmacêuticas, incluindo cápsula, comprimido, suspensão oral e uma solução estéril para perfusão intravenosa. Esta versatilidade permite que seja administrado tanto por via oral como por via intravenosa, proporcionando flexibilidade para o uso clínico, desde contextos hospitalares imediatos até aos cuidados em regime ambulatório.

O objetivo abrangente deste medicamento é atuar como um agente fungistático de largo espetro, que trabalha para controlar e conter a propagação de agentes patogénicos fúngicos. Estudos farmacológicos confirmam que o Fluconazol demonstra atividade fungistática contra estirpes fúngicas suscetíveis, através da inibição do crescimento celular. Esta ação foi concebida para restringir a população fúngica, auxiliando o organismo a alcançar a contenção sistémica e a resolução de infeções fúngicas e micóticas estabelecidas.

Quais efeitos secundários são possíveis com Lucon?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Lucon está oficialmente documentado pelas autoridades reguladoras, classificando os efeitos potenciais com base na frequência e no sistema orgânico afetado. Este perfil distingue entre eventos comunicados frequentemente e reações adversas raras com relevância clínica.


Classificações Principais das Reações Adversas

Classificação (Frequência) Exemplos de Reações
Frequentes (ge 1/100) Cefaleias, náuseas, vómitos, diarreia, dor abdominal e elevação das enzimas hepáticas (ALT, AST).
Pouco Frequentes Anemia, tonturas, insónia, obstipação, colestase, icterícia, prurido e urticária.
Raros Agranulocitose, anafilaxia, insuficiência hepática, síndrome de Stevens-Johnson e distúrbios cardíacos específicos, como o prolongamento do intervalo QT e Torsade de pointes.

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

O perfil regulamentar identifica riscos raros mas críticos, dando particular ênfase às Doenças Hepatobiliares e às Doenças Graves da Pele e Tecidos Subcutâneos. Estão documentados casos raros de insuficiência hepática e reações esfoliativas potencialmente fatais, como a Necrólise Epidérmica Tóxica. Embora a lesão hepática seja geralmente observada como reversível após a interrupção do tratamento, a monitorização rigorosa dos testes de função hepática é especificada como importante durante a terapia.

Aplicam-se Considerações de Segurança Específicas para Determinadas Populações. A utilização de doses elevadas de Lucon durante o primeiro trimestre da gravidez foi associada, em documentos regulatórios, a riscos de anomalias congénitas e a um risco acrescido de aborto espontâneo. É também oficialmente aconselhada precaução em doentes com insuficiência hepática ou renal pré-existente, devido à eliminação alterada do fármaco e ao potencial de toxicidade.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As informações de prescrição regulamentares definem rigorosamente as manifestações oficiais e as ações necessárias em caso de uma sobredosagem de Lucon (Fluconazol).


Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Em casos de exposição aguda, as manifestações clínicas oficialmente documentadas e relatadas em associação com a sobredosagem de Lucon envolvem efeitos graves no sistema nervoso central. Estes sintomas específicos incluem relatos de alucinações e comportamento paranoide.


Ações Imediatas e Requisitos de Gestão

Devido a estas potenciais manifestações, os indivíduos devem procurar assistência médica imediata ou cuidados de urgência equivalentes sempre que se suspeite ou se observe uma sobredosagem. As informações oficiais confirmam que não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem de Lucon, exigindo que a gestão clínica seja inteiramente de suporte e procedimental.

As ações de emergência necessárias incluem a instituição imediata de tratamento sintomático e de medidas de suporte. A lavagem gástrica é um procedimento oficialmente reconhecido que pode ser realizado se for clinicamente apropriado. Uma vez que o Lucon é amplamente eliminado através da urina, a hemodiálise constitui um procedimento estabelecido para a depuração do fármaco. Dados regulatórios indicam que uma sessão de hemodiálise de 3 horas reduz as concentrações plasmáticas em aproximadamente 50%. Esta medida quantitativa define a abordagem oficialmente descrita para a redução dos níveis sistémicos do fármaco.

Usos terapêuticos de Lucon

O que o Lucon Trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Lucon é habitualmente utilizado em domínios terapêuticos que envolvem certos sintomas angustiantes de infeções fúngicas. Este medicamento é aplicado num amplo espetro de condições fúngicas sistémicas e localizadas.


Âmbito Terapêutico e Alívio de Sintomas

Este medicamento é relevante em contextos onde é necessário suporte sintomático adicional, sendo utilizado para ajudar a abordar infeções sistémicas como a candidemia e a meningite criptocócica, bem como condições localizadas, tais como a candidíase oral (sapinho) e a candidíase vaginal. O Lucon é pertinente na gestão de sintomas que interferem com o conforto diário. Auxilia no alívio da irritação localizada e proporciona um alívio de suporte para sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico. É comummente utilizado como uma medida profilática em doentes de alto risco, como aqueles que realizam terapia oncológica ou que gerem o VIH/SIDA, o que auxilia na manutenção da estabilidade funcional em períodos vulneráveis.

“Este medicamento é considerado relevante para a gestão de sintomas que interferem com o conforto diário e pode ajudar os doentes a lidar de forma mais estável com as flutuações dos sintomas.”

Facto Rápido: Suporte para Irritação Localizada e Desconforto Sistémico


Principais Indicações

O Lucon é utilizado principalmente para condições que envolvem manifestações episódicas ou flutuantes. É aplicado na abordagem de infeções da boca, garganta e esófago, e em condições sistémicas graves que afetam o abdómen, pulmões, sangue e as membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal, além da gestão da candidíase genital recorrente.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Lucon?

A elegibilidade para o uso de Lucon (Fluconazol) é rigorosamente definida por critérios regulamentares, estabelecendo tanto as populações excluídas como aquelas que requerem uma utilização condicionada.


Populações Contraindicadas

O medicamento é estritamente contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida ao fluconazol, a outros antifúngicos azólicos ou a qualquer componente do produto. A proibição absoluta aplica-se também a doentes que recebam simultaneamente certos medicamentos (por exemplo, astemizol, cisaprida) que apresentam risco de problemas graves de ritmo cardíaco, bem como à coadministração com terfenadina em doses elevadas. Além disso, devido à composição dos seus excipientes, formulações orais específicas são proibidas para indivíduos com certas doenças metabólicas hereditárias, tais como a intolerância hereditária à frutose.


Utilização Condicionada e Restrições

O uso requer precaução em doentes com doenças cardíacas pré-existentes ou comprometimento da função hepática, conforme especificado na rotulagem regulamentar. Indivíduos com insuficiência renal podem ser elegíveis, mas necessitam frequentemente de ajuste posológico. Relativamente à idade, a utilização está estabelecida para adultos e crianças (tipicamente a partir dos seis meses de idade), mas não está estabelecida para a indicação de candidíase genital na população pediátrica. A utilização crónica de doses elevadas é contraindicada durante a gravidez, e o uso durante a amamentação não é recomendado para terapias repetidas ou de dose elevada.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos e Produtos

O perfil regulamentar oficial do Lucon estrutura-se com base na sua capacidade de influenciar o metabolismo de outros produtos medicinais. Certas combinações de fármacos são formalmente proibidas (contraindicadas) devido ao risco de toxicidade cardíaca grave, incluindo o prolongamento do intervalo QT. Estas substâncias incluem o Astemizol, a Cisaprida, a Eritromicina, a Pimozida e a Quinidina. O uso de Terfenadina é também contraindicado quando o Lucon é administrado numa dose diária elevada (400 mg ou superior).

O Lucon está documentado como um inibidor potente da isoenzima CYP2C9 e um inibidor moderado da CYP2C19 e da CYP3A4. Esta característica metabólica pode aumentar significativamente a exposição sistémica de muitos medicamentos administrados em simultâneo. Este efeito eleva as concentrações plasmáticas de fármacos como o anticoagulante Varfarina (aumentando o risco de hemorragia), imunossupressores como o Tacrolimus, e certas estatinas (aumentando o risco de miopatia e rabdomiólise). Inversamente, a coadministração de Rifampicina resulta formalmente numa redução de aproximadamente 25% na própria exposição sistémica do Lucon.

O perfil refere também um risco farmacodinâmico com a Amiodarona, devido ao potencial de prolongamento aditivo do intervalo QT. Os alimentos não têm um efeito clinicamente significativo na absorção do Lucon e é aconselhada precaução relativamente ao álcool, devido ao potencial risco hepático aditivo.

Mecanismo de ação

Bloqueio Seletivo da Enzima Fúngica

O mecanismo de ação inicia-se ao nível molecular através da inibição seletiva da enzima fúngica 14alpha-desmetilase. O Lucon liga-se ao centro ativo desta enzima, um catalisador fundamental na via de síntese de esteróis do fungo, o que bloqueia imediatamente a sua função. Esta ação molecular inicial estabelece a especificidade molecular para o alvo fúngico.


Interrupção da Via da Membrana Celular Fúngica

A inibição da 14alpha-desmetilase desencadeia uma cascata mecanística crítica ao impedir a síntese de ergosterol, o componente estrutural vital da membrana celular fúngica. Simultaneamente, ocorre a acumulação de precursores tóxicos de esteróis metilados, resultando em defeitos graves na integridade, fluidez e permeabilidade da membrana. Este colapso bioquímico duplo da parede e membrana celular prejudica a capacidade da célula fúngica de crescer ou de se replicar, resultando em fungistase.

Informações sobre dosagem e administração

Vias de Administração, Formas e Horários

O Lucon é administrado através de duas vias oficiais: a via oral e a perfusão intravenosa (IV). A via oral utiliza cápsulas, comprimidos ou uma suspensão oral, enquanto a solução intravenosa é utilizada em contextos clínicos. A administração oral pode ser realizada com ou sem alimentos, uma vez que as informações oficiais indicam que a absorção não é significativamente afetada pela ingestão de comida.


Princípios de Dosagem Oficiais e Ajustes

Categoria Resumo das Instruções de Utilização
Regime de Dosagem O tratamento inicia-se geralmente com uma dose de carga no primeiro dia, frequentemente o dobro da dose diária subsequente, para atingir rapidamente concentrações de estado estacionário. Segue-se uma dose de manutenção, que varia tipicamente entre 50 mg e 400 mg uma vez ao dia, dependendo da condição. Para certas condições agudas e localizadas, aplica-se uma dose única de 150 mg.
Frequência e Duração A dosagem é habitualmente de uma vez ao dia para a terapia de manutenção. A duração do tratamento é muito variável, podendo ir de uma dose única até à manutenção prolongada ou por tempo indefinido em doentes de alto risco, para prevenir recaídas.
Preparação A suspensão oral deve ser bem agitada antes da utilização e medida com precisão. A solução intravenosa deve ser administrada por perfusão a uma velocidade lenta e controlada, não excedendo 200 mg/hora.
Populações Especiais É necessário o ajuste da dose em doentes com insuficiência renal. Se a depuração da creatinina for le 50 mL/min, a dose deve ser reduzida após a dose de carga inicial. A dosagem pediátrica é calculada com base no peso corporal (mg/kg).

Contexto Procedimental

O protocolo estabelecido define que a via de administração dita os requisitos de preparação, tais como a regulação da velocidade da perfusão IV face às instruções para a ingestão oral. Isto requer o estrito cumprimento da sequência entre dose de carga e dose de manutenção, a par das modificações obrigatórias da dose em condições como a insuficiência renal, garantindo que o medicamento é utilizado de acordo com a frequência e duração precisas estabelecidas pelas autoridades reguladoras.

Evidência clínica recente

Lucon: Evidência Clínica Recente


Evidência para Infeções Sistémicas por Candida (ex: Candidemia)

A investigação que explora a utilização do Lucon em infeções fúngicas profundas, tais como as que circulam na corrente sanguínea, baseia-se primordialmente em Ensaios Clínicos Aleatorizados (ECA) e em revisões sistemáticas que avaliam diferentes regimes terapêuticos. Estes estudos analisaram resultados relacionados com a medição do tempo até ao evento relativo ao estado fúngico e com a depuração microbiológica do sangue. Os desenhos dos estudos focaram-se em populações de doentes estáveis e foram replicados em diversas investigações. Contudo, os dados relativos a certos tipos de fungos ou a populações complexas em estado crítico permanecem insuficientes, sendo que a duração do acompanhamento foi limitada em muitos ensaios.


Evidência para Meningite Criptocócica

O Lucon foi estudado quanto ao seu papel na gestão da meningite criptocócica, uma infeção que afeta o cérebro e a espinal medula. A investigação analisou tanto a fase inicial agressiva como a subsequente fase de manutenção a longo prazo. Estudos fundamentais monitorizaram a depuração micológica do líquido cefalorraquidiano (LCR) e a medição do tempo até à recorrência. Relativamente à fase de manutenção, as conclusões indicam padrões relacionados com o controlo fúngico ao longo do tempo. Os dados para certos grupos permanecem insuficientes, especialmente no que diz respeito à gestão ideal da fase inicial do tratamento utilizando este agente de forma isolada.


Evidência para Uso Preventivo (Profilaxia) em Populações de Alto Risco

O Lucon foi avaliado em investigações que exploram a sua utilização como medida preventiva em populações altamente suscetíveis, incluindo doentes submetidos a transplante de células progenitoras hematopoiéticas (TCH) e recém-nascidos prematuros. Os principais resultados monitorizados foram a taxa de eventos fúngicos invasivos e as medições do desenvolvimento a longo prazo. Existe informação limitada quanto aos resultados a longo prazo fora dos estudos especializados de acompanhamento pediátrico, sendo que as potenciais alterações ecológicas em direção a estirpes fúngicas com suscetibilidade reduzida constituem uma área de investigação contínua.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre o Lucon (FAQ)


P: Em quanto tempo devo esperar que o Lucon comece a fazer efeito?

As informações oficiais relativas ao Lucon para certas infeções referem que o tempo para o alívio dos sintomas pode variar. Estudos indicam que, em algumas utilizações de dose única, a melhoria pode ser observada no prazo de um dia, embora este intervalo seja variável. Para outras patologias, é frequentemente utilizada uma dose inicial elevada para garantir que a concentração do medicamento no organismo estabilize rapidamente, tipicamente ao segundo dia de tratamento.


P: Existem alimentos ou bebidas que devam ser evitados com o Lucon?

O Lucon pode geralmente ser tomado com ou sem alimentos, dado que os documentos regulamentares indicam que a ingestão de alimentos não afeta significativamente a forma como o organismo absorve o medicamento. Contudo, os avisos oficiais de segurança recomendam precaução quanto ao consumo de álcool, devido ao potencial risco acrescido para o fígado.


P: O Lucon é um medicamento de manutenção ou é apenas para uso a curto prazo?

A informação oficial do produto descreve o Lucon como sendo utilizado tanto para fins de curto como de longo prazo. A duração do tratamento é muito variável, abrangendo desde uma dose única para infeções agudas até à terapia de manutenção por tempo indefinido para prevenir recaídas em doentes de alto risco. A duração específica depende da infeção que está a ser tratada.


P: O Lucon afeta os padrões de sono?

Sim, os documentos oficiais de segurança listam a insónia (dificuldade em dormir) como um efeito secundário pouco frequente do Lucon. Outros efeitos no sistema nervoso central, tais como tonturas ou sonolência, também constam dos dados oficiais de reações adversas.


P: É seguro utilizar o Lucon durante a gravidez ou durante a amamentação?

As orientações regulamentares referem que o Lucon não é geralmente recomendado durante a gravidez, exceto em casos de infeções graves ou potencialmente fatais. A utilização de doses elevadas por períodos prolongados durante o primeiro trimestre tem sido associada a relatos de anomalias congénitas. Quanto à amamentação, o conselho oficial é contra a utilização durante terapias repetidas ou de doses elevadas, uma vez que o fármaco passa para o leite materno.


P: O Lucon provoca alterações de peso?

Os dados oficiais de segurança não listam explicitamente o aumento ou a perda de peso como efeitos secundários frequentes ou pouco frequentes do Lucon. No entanto, a diminuição do apetite (anorexia) foi registada como um efeito adverso pouco frequente.


P: Qual é o tempo máximo que o Lucon foi estudado em ensaios clínicos?

A investigação citada em documentos regulamentares, particularmente em ensaios que analisam a sua utilização para prevenir infeções, envolveu tratamento contínuo por períodos de vários meses até mais de três anos em populações específicas de doentes. A duração máxima estudada varia consoante o ensaio clínico específico e a patologia investigada.


P: O Lucon afeta a minha capacidade de engravidar?

Não estão descritos estudos humanos específicos na informação oficial do produto que avaliem o efeito do Lucon na fertilidade ou na capacidade de conceber. Dados de estudos em animais com doses elevadas indicaram uma diminuição temporária na contagem de espermatozoides nos machos e um ligeiro atraso no parto nas fêmeas, situações que voltaram ao normal após a interrupção do medicamento.


P: Qual é a principal diferença entre o Lucon e outros medicamentos semelhantes?

O Lucon (Fluconazol) pertence a uma classe química designada por agentes antifúngicos azólicos, especificamente um derivado triazólico. Os documentos regulamentares referem que o Lucon se caracteriza por ter o menor grau de interferência com certas enzimas hepáticas, como a CYP3A, em comparação com alguns outros antifúngicos azólicos.


P: É normal sentir-me de determinada maneira ao começar a tomar Lucon?

De acordo com a informação para o doente de fonte regulamentar, a gestão ou melhoria dos sintomas pode começar nos primeiros dias de tratamento. Durante este período inicial, é também possível experienciar efeitos secundários comuns, tais como dor de cabeça, náuseas, dor abdominal ou diarreia.


P: E se eu estiver a tomar o Lucon há algum tempo e não notar alterações?

A informação autorizada para o doente aconselha que, se estiver a tomar Lucon e os seus sintomas não começarem a melhorar ou se piorarem, deve contactar o profissional de saúde que prescreveu o medicamento.


P: É seguro utilizar o Lucon se eu tiver problemas renais?

A farmacocinética do Lucon é afetada pela redução da função renal. As informações de prescrição oficiais indicam que, para doentes com insuficiência renal, a dose geralmente precisa de ser reduzida após a dose inicial do primeiro dia, podendo ser necessária a monitorização da função renal.


P: O que diz a investigação sobre o uso prolongado de Lucon?

Documentos regulamentares indicam que o uso prolongado está associado ao potencial de lesão hepática grave. Os perfis oficiais de segurança exigem a monitorização dos níveis das enzimas hepáticas durante a terapia prolongada, tendo sido relatados casos raros de toxicidade hepática grave durante a vigilância pós-comercialização.


P: Como é que o Lucon se diferencia de um suplemento natural para a mesma condição?

O Lucon é um medicamento antifúngico sintético, sujeito a receita médica. Ao contrário dos suplementos naturais, foi aprovado por organismos reguladores, o que significa que as suas utilizações específicas, perfil de segurança conhecido e interações estão estritamente definidos e apoiados por evidência de ensaios clínicos.


P: Existe uma versão genérica do Lucon disponível?

Sim, Lucon é um nome comercial para a substância ativa fluconazol. Fluconazol é o nome reconhecido globalmente para o composto e está amplamente disponível como um produto genérico sujeito a receita médica.


P: O que acontece se eu me esquecer de tomar uma dose de Lucon?

As diretrizes oficiais para o doente abordam o cenário de uma dose esquecida, delineando passos relacionados com o momento da próxima dose. Se uma dose for esquecida, os doentes devem seguir o protocolo específico fornecido nas instruções da sua receita, em vez de tomarem medicação extra.


P: O Lucon pode interagir com remédios à base de ervas ou vitaminas?

As informações regulamentares de segurança para o doente recomendam precaução relativamente a remédios à base de ervas, vitaminas e suplementos. Isto deve-se ao facto de existirem frequentemente dados insuficientes sobre as suas interações com o Lucon, sendo aconselhado informar o profissional de saúde prescritor sobre todos os produtos concomitantes que estejam a ser utilizados.


P: Qual é o período de tempo típico para os efeitos do Lucon desaparecerem após a interrupção?

O Lucon tem uma semivida de aproximadamente 30 horas, o que significa que demora cerca de 30 horas para que metade do medicamento seja eliminada da corrente sanguínea. Devido a esta eliminação lenta, o efeito do medicamento em certas enzimas hepáticas pode continuar durante quatro a cinco dias após a última dose.


P: Existem avisos de segurança específicos para o Lucon provenientes de fontes oficiais?

Os avisos oficiais dos organismos reguladores enfatizam o potencial para lesão hepática grave e a necessidade de precaução em doentes com qualquer disfunção hepática existente. Os avisos também abordam o potencial para alterações no ritmo cardíaco, especificamente o prolongamento do intervalo QT, e o risco relatado de insuficiência suprarrenal com outros fármacos desta classe.


P: Como é que o Lucon é eliminado do organismo?

A principal via de eliminação do Lucon é através dos rins. Dados regulatórios mostram que cerca de 80% da dose é excretada na urina como medicamento inalterado, sendo apenas uma pequena porção metabolizada e excretada como subprodutos.


P: A substância ativa do Lucon é quimicamente semelhante a outros fármacos?

Sim, a substância ativa, o fluconazol, é classificada como um derivado triazólico. Isto coloca-o no grupo mais abrangente dos agentes antifúngicos azólicos, indicando que partilha semelhanças químicas com outros medicamentos dessa classe específica.


P: Qual é a experiência geral dos doentes que tomam Lucon há muito tempo?

Os estudos clínicos e a vigilância contínua focam-se principalmente na monitorização dos riscos de segurança conhecidos. Os dados de segurança a longo prazo acompanham a frequência de efeitos secundários comuns, como dor de cabeça ou náuseas, e os eventos adversos raros mas graves, como a insuficiência hepática, que podem necessitar de ajuste de dose ou interrupção do tratamento.


P: Preciso de alterar a minha dieta enquanto estiver a tomar Lucon?

Não é necessária qualquer alteração na dieta geral, uma vez que o Lucon pode ser tomado com ou sem alimentos. No entanto, conforme indicado em fontes oficiais, é aconselhada precaução quanto ao consumo de álcool devido ao potencial risco acrescido para o fígado.


P: Não há problema em parar de tomar Lucon subitamente?

A informação para o doente de fontes autorizadas aconselha que, geralmente, o medicamento não deve ser interrompido subitamente ou sem consultar um profissional de saúde. Esta orientação baseia-se no princípio de que o ciclo completo de tratamento é habitualmente necessário, mesmo que os sintomas melhorem.

Como Lucon deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Lucon

A conservação do Lucon (Fluconazol) deve aderir a condições regulamentares específicas de modo a manter a integridade do produto.


Requisitos de Conservação

Forma Requisito de Temperatura Condições de Proteção
Cápsulas/Comprimidos Conservar a temperatura igual ou inferior a 30°C. Manter o recipiente bem fechado e proteger do calor excessivo e da humidade.
Suspensão Oral (Preparada) Conservar entre 5°C e 30°C. Não congelar e eliminar qualquer porção não utilizada após 14 dias.

Segurança e Eliminação

Todas as formas de Lucon devem ser guardadas fora do alcance e da vista das crianças, sendo recomendado manter o produto num local fechado. A eliminação de medicamentos não utilizados ou fora do prazo de validade deve ser efetuada em conformidade com todos os regulamentos locais e nacionais. Para proteger o ambiente, o medicamento não deve ser eliminado através das águas residuais ou águas superficiais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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