Loride

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Loride

Método de ação: Antidiarrheal, Obstructive

Opção de tratamento: Irritable Bowel Syndrome

Revisão médica

Rosario Oropesa

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Loride

O Loride é um medicamento utilizado para o controlo sintomático de distúrbios intestinais agudos, sendo definido como um agente antidiarreico. A sua substância ativa, o cloridrato de loperamida, é um derivado opioide sintético desenvolvido para atuar quase exclusivamente no sistema digestivo, uma propriedade clinicamente reconhecida e fundamentada por estudos farmacológicos.

Propriedade Descrição
Princípio ativo Cloridrato de loperamida
Forma Comprimido, cápsula, solução oral líquida
Classe farmacológica Agonista periférico dos recetores mu -opioides
Uso comum Controlo sintomático da diarreia aguda
Origem Derivado opioide sintético

Que Tipo de Medicamento é o Loride?

O Loride é um medicamento composto por uma única substância ativa, classificado farmacologicamente como um agonista periférico dos recetores mu -opioides dentro da classe mais ampla dos antidiarreicos. Esta designação significa que o seu mecanismo tem como alvo recetores específicos na parede intestinal para normalizar o funcionamento, proporcionando alívio sintomático sem efeitos sistémicos significativos. O princípio ativo do medicamento, a loperamida, é um composto puramente sintético, comummente disponível para uso oral em comprimido, cápsula e solução oral líquida, oferecendo opções diferenciadas para adultos e, potencialmente, para certos grupos de doentes pediátricos.

O Propósito Geral do Loride

O objetivo principal do Loride é ajudar o organismo a recuperar o controlo sobre movimentos intestinais excessivamente rápidos. O fármaco consegue-o através da modulação da atividade dos músculos intestinais, o que abranda o movimento propulsivo dos conteúdos através do trato digestivo. Esta ação controlada aumenta o tempo disponível para que a mucosa intestinal reabsorva eficazmente água e eletrólitos essenciais. Ao abrandar o movimento intestinal, o corpo consegue absorver de forma mais eficaz os fluidos e sais necessários, um passo fundamental na resolução dos sintomas associados à diarreia aguda não específica.

Quais efeitos secundários são possíveis com Loride?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança oficial do Loride (Loperamida) detalha as possíveis reações adversas categorizadas por frequência e pelo sistema corporal afetado, em conformidade com as normas de reporte regulamentar.

Âmbito das Reações Adversas

Classificação Exemplos de Efeitos Listados Oficialmente
Frequentes (Relatados ge 1/100 a < 1/10) Obstipação, cefaleia, náuseas, tonturas, flatulência.
Pouco Frequentes Dor abdominal, boca seca, vómitos, dispepsia, erupção cutânea.
Raros Íleo, megacólon tóxico, perda de consciência, reações cutâneas graves (ex: síndrome de Stevens-Johnson), reação anafilática, retenção urinária.

As reações adversas graves documentadas incluem o íleo (obstrução gastrointestinal), o megacólon tóxico e arritmias ventriculares graves, tais como o prolongamento do intervalo QT e Torsades de Pointes. O risco destes eventos cardíacos graves está fortemente associado à utilização de doses superiores às recomendadas oficialmente.

Condicionantes de Segurança Regulamentares

As notas de segurança definem explicitamente limitações na utilização:

  • Segurança Pediátrica: O Loride está contraindicado em crianças com menos de dois anos de idade devido ao risco de reações adversas cardiorrespiratórias graves.
  • Insuficiência Hepática: É necessária precaução em doentes com insuficiência hepática grave devido ao potencial aumento da exposição sistémica e ao consequente risco de toxicidade no sistema nervoso central.
  • Interrupção do Tratamento: As especificações do medicamento determinam que este deve ser interrompido de imediato se ocorrer distensão abdominal, obstipação ou desenvolvimento de íleo.

Esta estrutura garante que o perfil de segurança comunique claramente tanto os efeitos menores comuns como os riscos graves e raros, juntamente com as restrições para populações específicas definidas pelas autoridades de saúde.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A sobredosagem com a substância ativa, o cloridrato de loperamida, está formalmente documentada como envolvendo manifestações graves em dois sistemas principais. A depressão do Sistema Nervoso Central (SNC) apresenta-se como sonolência, estupor e miose, podendo progredir para depressão respiratória. É motivo de preocupação significativa o risco documentado de cardiotoxicidade grave, incluindo o prolongamento do intervalo QT, o alargamento do complexo QRS e arritmias ventriculares potencialmente fatais, tais como Torsades de Pointes, que podem resultar em paragem cardíaca e morte súbita. A sobredosagem pode também levar a complicações gastrointestinais graves, como o íleo paralítico.

As orientações de segurança determinam que qualquer suspeita de sobredosagem exige a procura imediata de assistência médica, contactando os serviços de emergência ou um Centro de Informação Antivenenos. Devido ao risco de problemas cardíacos graves e ao efeito prolongado da substância, os doentes necessitam de cuidados especializados, incluindo monitorização eletrocardiográfica (ECG) contínua e observação rigorosa durante, pelo menos, 48 horas. A naloxona está especificada como uma medida disponível para contrariar os efeitos depressores respiratórios e do SNC semelhantes aos dos opioides.

Uma consideração específica observada nas informações oficiais é o risco acrescido de reações adversas respiratórias e cardíacas graves em doentes pediátricos com menos de 2 anos de idade, o que leva à contraindicação nesta população. Refere-se igualmente que os doentes com insuficiência hepática necessitam de monitorização próxima para sinais de toxicidade no SNC durante um evento de sobredosagem.

Usos terapêuticos de Loride

Para que serve o Loride: Principais Utilizações e Benefícios

Alívio de Episódios de Diarreia Agudos e Disruptivos

O Loride é habitualmente utilizado para sintomas relacionados com o aumento da atividade fisiológica no trato gastrointestinal. As orientações de saúde sobre a loperamida indicam a sua relevância no alívio de grupos de sintomas fundamentais que podem surgir subitamente ou oscilar, incluindo a elevada frequência de dejeções e a consistência mole e líquida das fezes. Esta intervenção é aplicada em cenários onde é necessário um auxílio sintomático a curto prazo, como durante episódios de diarreia aguda não específica e na diarreia do viajante.

Gestão de Fezes Moles Crónicas em Condições Intestinais

O medicamento é também aplicável em contextos clínicos que envolvam padrões de sintomas crónicos ou recorrentes. Desempenha um papel na gestão de sintomas que criam uma sobrecarga funcional percetível em condições caracterizadas por períodos de agravamento de sintomas, as quais podem incluir certas manifestações da Síndrome do Intestino Irritável (SII) e condições intestinais crónicas. Além disso, é frequentemente utilizado para ajudar com o fluxo excessivo em doentes com estomas intestinais.

O principal benefício terapêutico é o facto de o medicamento proporcionar um alívio de suporte, auxiliando na manutenção da estabilidade funcional. Ao contribuir para atenuar a carga global dos sintomas, pode apoiar os doentes a lidarem de forma mais constante com episódios difíceis. Isto favorece o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.

Facto Rápido: Alívio para a Frequência e Consistência das Fezes O Loride apoia a gestão das evacuações frequentes e auxilia perante a sobrecarga funcional das fezes moles e líquidas.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Loride?

A elegibilidade para o uso de Loride (cloridrato de loperamida) é estritamente determinada por organismos regulamentares, com base na idade do doente, no estado de saúde subjacente e na causa específica da diarreia.

Contraindicações e Uso Proibido

O Loride está contraindicado e não deve ser utilizado por populações específicas devido ao risco de complicações graves:

  • Idade Pediátrica: Crianças com menos de dois anos de idade estão proibidas de utilizar este medicamento.
  • Hipersensibilidade: Doentes com alergia conhecida à loperamida ou a qualquer um dos excipientes do produto.
  • Tipos Específicos de Diarreia: Contraindicado em diarreias caracterizadas por fezes com sangue e febre alta (disenteria aguda), bem como diarreias causadas por bactérias invasivas específicas ou associadas a colite grave (ex.: colite ulcerosa aguda ou colite pseudomembranosa).
  • Risco de Obstrução Intestinal: Proibido quando a inibição do movimento intestinal deve ser evitada devido ao risco de íleo ou megacólon tóxico.

Restrições por População e Condição

População/Condição Estatuto Regulamentar
Crianças dos 2 aos 11 anos O uso está aprovado para diarreia aguda não específica.
Insuficiência Hepática Deve ser utilizado com precaução devido ao risco de aumento da exposição sistémica e toxicidade no sistema nervoso central.
Gravidez Geralmente não recomendado (especialmente no primeiro trimestre), pois a segurança não está totalmente estabelecida.
Lactação Não recomendado, dado que pequenas quantidades do fármaco podem passar para o leite materno.

O Loride deve ser descontinuado se um doente com diarreia aguda não apresentar melhorias num período de 48 horas ou se ocorrer distensão abdominal.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interação do Loride é significativamente caracterizado por interações farmacocinéticas que podem aumentar a sua concentração no organismo. Este efeito observa-se quando o Loride é administrado concomitantemente com medicamentos que inibem o transportador da glicoproteína-P ou as enzimas metabólicas CYP3A4 e CYP2C8. Inibidores específicos, tais como os antifúngicos cetoconazol e itraconazol, e o agente redutor do colesterol genfibrozil, podem elevar substancialmente os níveis plasmáticos da loperamida. A inibição dupla destas vias, por exemplo com a combinação de itraconazol e genfibrozil, está oficialmente documentada como aumentando a exposição total num fator de 13.

Existe uma restrição crítica relativa às interações farmacodinâmicas. Recomenda-se que a administração conjunta com outros medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT, como certos antiarrítmicos, seja evitada em doentes com fatores de risco para eventos cardíacos, devido ao risco aditivo de Torsades de Pointes.

Adicionalmente, pode ocorrer uma depressão aditiva do sistema nervoso central (SNC) quando o Loride é combinado com outras substâncias depressoras do SNC, incluindo o álcool, o que pode intensificar efeitos como as tonturas. É também assinalada a necessidade de precaução em doentes com insuficiência hepática, uma vez que o metabolismo reduzido pode levar a um aumento da exposição sistémica e a uma potencial toxicidade no SNC, o que constitui uma consideração de interação fundamental e específica para esta população.

Mecanismo de ação

Modulação da Sinalização Nervosa Periférica via Recetores mu-Opioides

O mecanismo de ação do Loride envolve o agonismo dos recetores mu-opioides localizados nas terminações nervosas entéricas da parede intestinal. Este mecanismo está restrito à periferia, sendo o composto ativamente impedido de atravessar a barreira hematoencefálica por transportadores de efluxo. A ativação destes recetores desencadeia uma cascata inibidora que reduz a libertação de mensageiros químicos excitatórios, como a acetilcolina e as prostaglandinas, a partir das terminações nervosas.


Redução do Movimento Intestinal Propulsivo

Ao reduzir a sinalização excitatória no sistema nervoso entérico, este mecanismo diminui a força e a frequência das contrações musculares peristálticas propulsivas coordenadas. Esta alteração na via de motilidade gastrointestinal prolonga o tempo de trânsito intestinal, o que constitui um efeito fisiológico central deste mecanismo.


Promoção da Reabsorção de Fluidos e Eletrólitos

O aumento do tempo de contacto do conteúdo intestinal com a superfície da mucosa, combinado com o efeito inibidor do mecanismo sobre as vias de libertação de fluidos, promove uma maior absorção líquida total de água e eletrólitos. Isto altera o processamento fisiológico de fluidos e eletrólitos no intestino.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Loride

O Loride (cloridrato de loperamida) é administrado exclusivamente por via oral, estando disponível em cápsulas ou comprimidos de 2 mg e sob a forma de solução líquida.


Padrões de Dosagem e Frequência Oficiais

O padrão de utilização estabelecido para sintomas agudos é baseado nos sintomas. Para adultos e adolescentes (com idade igual ou superior a 13 anos), a dose inicial é de 4 mg (duas unidades de 2 mg). Esta é seguida de uma dose de 2 mg após cada dejeção informe subsequente, mas a ingestão diária não deve exceder o máximo de 16 mg quando sob supervisão médica. Quando utilizado em situações de autotratamento sem receita médica, as normas limitam a dose diária máxima a 8 mg (quatro unidades de 2 mg).

Para a gestão sintomática crónica, a dose é iniciada nos 4 mg e, posteriormente, ajustada para um intervalo de manutenção necessário, tipicamente entre 4 mg e 8 mg por dia. Esta dose de manutenção pode ser tomada como uma dose única ou em doses divididas para obter o controlo pretendido.


Condições de Administração e Duração

O Loride pode ser tomado com ou sem alimentos. Ao utilizar a solução líquida, esta deve ser bem agitada e medida utilizando o dispositivo calibrado fornecido para garantir a administração correta. É uma condição procedimental crítica que os doentes recebam reposição adequada de fluidos e eletrólitos para abordar preocupações com a desidratação.

No autotratamento da diarreia aguda, a duração da utilização é limitada; o tratamento não deve exceder as 48 horas (2 dias). Geralmente, não são necessários ajustes na dosagem para idosos ou em casos de insuficiência renal. No entanto, as instruções de segurança determinam que o uso seja feito com precaução em doentes com insuficiência hepática.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Loride


Evidência para Uso em Episódios de Diarreia Aguda (Incluindo Diarreia do Viajante)

A investigação científica tem avaliado o Loride em Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) de curto prazo e em meta-análises que exploram a sua utilização em episódios de diarreia súbita e não específica. Estes desenhos de estudo são relevantes em ensaios que avaliam padrões de sintomas de curta duração ou episódicos. Os investigadores focaram-se em resultados específicos e mensuráveis que descrevem alterações episódicas ou agudas, tais como o tempo decorrido até ao registo da última dejeção não moldada e a monitorização da frequência das fezes em períodos curtos.

Os resultados descrevem padrões observados nos estudos ao longo do respetivo período de análise. Esta evidência contribui para uma compreensão mais abrangente dos padrões sintomáticos associados a episódios agudos ou disruptivos. No entanto, a investigação para esta indicação apresentou durações de acompanhamento limitadas, centrando-se apenas na resolução imediata do episódio agudo. Consequentemente, a investigação não se focou na captação de resultados a longo prazo ou em padrões de sintomas após a conclusão do estudo.

Evidência para Uso em Doenças Intestinais Crónicas e Gestão de Estomas

A investigação sobre a utilização do Loride em doenças caracterizadas por manifestações flutuantes ou episódicas, como certas condições intestinais crónicas, envolve diversos tipos de estudos. A base de dados inclui uma combinação de ensaios clínicos e contextos observacionais que avaliam o funcionamento na vida quotidiana. Para doentes com estomas intestinais, a investigação centrou-se no exame de resultados relacionados com desequilíbrios sistémicos ou funcionais, tais como o volume do efluente do estoma.

Os estudos relatam como os sintomas evoluíram nas populações observadas quando o Loride foi analisado numa capacidade de manutenção. A investigação destaca a medição de resultados relacionados com o desconforto físico durante o período do estudo, como a frequência diária média e a consistência das fezes ao longo de períodos que variam entre semanas a meses. Um ponto fundamental é que o volume de ECCA de alta qualidade e de longa duração é limitado, e a qualidade da evidência varia entre os estudos para esta utilização crónica.

Evidência em Grupos Específicos de Doentes (Populações Especiais)

A investigação foi avaliada em populações específicas de doentes, mas a extensão da evidência varia significativamente. No caso de crianças com idade igual ou superior a 2 anos, a investigação foi estudada para a diarreia aguda, geralmente sob supervisão rigorosa e em conjunto com protocolos de reidratação. Contudo, estão ainda a surgir dados para certas faixas etárias pediátricas, e os dados para este grupo podem estar sujeitos a protocolos especializados em contextos de investigação. Para outros grupos, como os idosos, a investigação reflete principalmente os estudos gerais agudos e crónicos, sendo que a evidência específica centrada nestes subgrupos pode ser limitada.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Loride (FAQ)

P: Por que razão algumas pessoas se referem ao Loride como um medicamento de "manutenção"? R: A informação regulamentar oficial confirma que o Loride é indicado para o controlo de condições sintomáticas crónicas, tais como certas doenças intestinais de longa duração. Nestes casos, o fármaco é utilizado numa capacidade de manutenção para ajudar a gerir sintomas persistentes durante um período prolongado. Este uso é distinto do tratamento de curto prazo de episódios de diarreia aguda.

P: Com que rapidez se começam a notar os efeitos pretendidos do Loride? R: Estudos analisaram a concentração do fármaco no organismo ao longo do tempo. Os dados farmacocinéticos oficiais indicam que a concentração do medicamento atinge habitualmente o seu pico no sangue cerca de 4 a 5 horas após a administração. O seu efeito clínico é avaliado com base em resultados mensuráveis, como a redução da frequência das fezes num curto período de observação.

P: Existe uma versão genérica do Loride disponível? R: Sim, a substância ativa, o cloridrato de loperamida, está amplamente disponível sob a forma de genérico. O medicamento genérico contém o mesmo princípio ativo e dosagem que o medicamento de marca.

P: O Loride pode causar alterações nos padrões de sono? R: A informação oficial do produto refere que a fadiga e a sonolência são efeitos secundários possíveis. No entanto, alterações específicas nos padrões de sono, como insónias ou sonhos vívidos, não são habitualmente reportadas nos principais documentos regulamentares.

P: É normal sentir um ligeiro aumento do ritmo cardíaco após iniciar o Loride? R: Os dados oficiais de segurança descrevem o batimento cardíaco irregular ou acelerado como um efeito secundário grave. Este tipo de sintoma está associado a riscos cardíacos raros e graves, como Torsades de Pointes, que ocorrem principalmente com o uso de doses muito superiores às recomendadas. Estes sintomas devem ser discutidos imediatamente com um profissional de saúde.

P: Que tipos de analgésicos de venda livre podem interagir com o Loride? R: Os documentos regulamentares alertam para interações com medicamentos que inibem vias específicas de enzimas hepáticas e transportadores, conhecidas como CYP3A4, CYP2C8 e P-gp. Estas interações podem fazer com que os níveis de Loride no organismo aumentem substancialmente. Uma consulta com um profissional de saúde pode ajudar a determinar se um produto específico representa um risco.

P: O Loride pode ser tomado por pessoas com problemas hepáticos ligeiros? R: A informação regulamentar aconselha que o Loride deve ser utilizado com precaução em doentes com qualquer nível de insuficiência hepática. Uma vez que o fármaco é metabolizado pelo fígado, a redução da função hepática pode levar a um aumento da exposição e a potenciais riscos, como efeitos secundários no sistema nervoso central.

P: O Loride é adequado para adultos mais velhos (65 anos ou mais)? R: As diretrizes oficiais de dosagem indicam que, tipicamente, não são necessários ajustes na dose para adultos mais velhos. Esta população reflete essencialmente o perfil geral de segurança encontrado nos estudos agudos e crónicos. A adequação individual é determinada por um profissional de saúde com base numa avaliação global.

P: Existem restrições alimentares específicas ao utilizar o Loride? R: As diretrizes de administração indicam que o medicamento pode ser tomado com ou sem alimentos e não existem alimentos restritos. Contudo, devido à perda de líquidos causada pela diarreia, a informação regulamentar enfatiza a importância de uma reposição adequada de líquidos e eletrólitos.

P: O Loride apresenta risco de dependência? R: Foram relatados casos de abuso e uso indevido de Loride, principalmente por indivíduos com dependência de opioides que tomaram doses muito superiores às recomendadas. Os avisos regulamentares indicam que foram reportados sintomas de abstinência em indivíduos que interromperam o uso após um período de abuso ou uso indevido.

P: O Loride é considerado seguro para uso a longo prazo? R: As indicações regulamentares definem o Loride para uso a curto prazo (não deve exceder 48 horas) no tratamento da diarreia aguda. Para condições crónicas, é um tratamento indicado e utilizado a longo prazo sob a supervisão de um profissional de saúde.

P: Como é que o Loride se diferencia de outros medicamentos para o mesmo fim? R: O Loride é formalmente classificado como um agonista periférico dos recetores μ-opioides. Isto significa que atua em recetores específicos localizados diretamente nas terminações nervosas da parede intestinal, o que abranda o movimento do intestino sem causar efeitos significativos no sistema nervoso central.

P: O uso de Loride requer análises ao sangue ou monitorização rotineira? R: Os protocolos oficiais indicam que, geralmente, não são necessárias análises ao sangue de rotina para doentes que tomam Loride em doses terapêuticas. A monitorização foca-se habitualmente na observação de possíveis efeitos adversos.

P: Pode-se beber álcool com moderação enquanto se toma Loride? R: As orientações oficiais recomendam evitar ou limitar o consumo de álcool enquanto toma Loride. Isto deve-se ao potencial efeito aditivo de depressão do sistema nervoso central (SNC), o que pode aumentar efeitos secundários como tonturas, sonolência ou confusão.

P: O Loride pode ser utilizado por pessoas com antecedentes de pedras nos rins? R: A informação regulamentar oficial sobre elegibilidade não menciona cálculos renais como contraindicação ou aviso. A rotulagem indica que não é necessário ajuste de dose em doentes com insuficiência renal.

P: Quais são os avisos oficiais relativos à interrupção súbita do Loride? R: Os documentos regulamentares afirmam que o fármaco deve ser prontamente descontinuado sob condições clínicas específicas. Estas incluem o desenvolvimento de sintomas como distensão abdominal, íleo (obstrução intestinal) ou obstipação, ou se a diarreia aguda não melhorar em 48 horas.

P: Como é que o Loride afeta a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas? R: A rotulagem oficial alerta explicitamente para a possibilidade de efeitos como cansaço, tonturas ou sonolência. Existe uma recomendação de precaução na condução ou utilização de máquinas caso estes efeitos ocorram.

P: A eficácia do Loride diminui com o tempo? R: De acordo com a rotulagem regulamentar, não foi observada tolerância ao efeito antidiarreico em estudos clínicos. Isto indica que se espera a manutenção da eficácia durante todo o curso do tratamento pretendido.

P: Os medicamentos para constipações e gripe interagem habitualmente com o Loride? R: Os avisos oficiais referem que o Loride pode ter efeitos aditivos no sistema nervoso central (SNC) quando combinado com outras substâncias depressoras do SNC. Certos ingredientes comuns em medicamentos para a gripe, como alguns anti-histamínicos, enquadram-se nesta categoria.

P: Qual é o prazo de validade do Loride após a abertura do frasco? R: Os requisitos de conservação especificam que a solução oral líquida deve ser rejeitada 30 dias após a abertura inicial. Para comprimidos e cápsulas, aplica-se geralmente a data de validade impressa na embalagem, desde que o medicamento seja conservado conforme as instruções.

P: Foram emitidos avisos de "Black Box" pela FDA para o Loride? R: O rótulo da FDA contém uma secção de AVISO proeminente, mas não um "Black Box Warning" formal. Esta secção detalha especificamente os riscos de arritmias ventriculares graves, Torsades de Pointes e morte súbita associados ao uso de doses superiores às recomendadas oficialmente.

P: Que tipo de estudos levaram à aprovação do Loride? R: A evidência que apoia a indicação do fármaco inclui vários tipos de estudos, como Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA). Estes estudos mediram principalmente resultados clínicos de curto prazo, observando a redução na frequência e a alteração na consistência das fezes.

P: Como é que o Loride é eliminado do organismo? R: A informação farmacocinética oficial indica que o Loride é metabolizado no fígado. O fármaco e os seus metabolitos resultantes são depois eliminados do organismo predominantemente através das fezes.

P: Existe uma hora específica do dia recomendada para tomar o Loride? R: A informação oficial não especifica uma hora preferencial. Para sintomas agudos, a toma é baseada nos episódios (após cada dejeção não moldada). Para uso crónico de manutenção, é habitualmente tomado numa dose única diária ou em doses divididas, conforme a orientação de um profissional de saúde.

Como Loride deve ser armazenado e descartado?

Requisitos Oficiais de Conservação

O Loride (Loperamida) deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, idealmente entre os 20°C e os 25°C, de acordo com as normas de rotulagem. É obrigatório manter o medicamento no seu recipiente original, devidamente fechado, e protegido da humidade. O produto nunca deve ser congelado. No caso da solução oral líquida, as regras de estabilidade exigem que qualquer porção não utilizada seja rejeitada 30 dias após a abertura inicial.

Segurança Infantil e Eliminação

Todos os medicamentos devem ser mantidos estritamente fora da vista e do alcance das crianças e de animais de estimação. Ao eliminar o Loride, o produto não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser entregue num local de recolha de medicamentos designado. Caso não esteja disponível um local de recolha, o medicamento deve ser misturado com uma substância desagradável, selado num saco e colocado no lixo doméstico. O medicamento não deve ser deitado na sanita nem despejado em águas residuais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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Equivalente a Loride encontrado em:

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