Lorapine

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Lorapine

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Lorapine

Factos Principais

Propriedade Descrição
Princípio ativo Lorazepam
Forma Comprimido, solução oral, solução injetável
Classe farmacológica Benzodiazepina, ansiolítico, sedativo-hipnótico
Objetivo Geral Proporciona sedação rápida e reduz a excitabilidade nervosa
Origem Composto sintético

Que tipo de medicamento é o Lorapine?

O Lorapine é um medicamento que contém o princípio ativo lorazepam, uma substância quimicamente classificada como um derivado das benzodiazepinas, que atua como um depressor potente do sistema nervoso central (SNC). Este composto sintético é clinicamente reconhecido pelo seu início de ação relativamente rápido em comparação com muitos agentes de ação mais prolongada da sua classe.

O perfil de eficácia e segurança do lorazepam tem sido amplamente sustentado por estudos farmacológicos, confirmando o seu papel como um agente essencial na gestão do descontrolo agudo do sistema nervoso. A importância global desta substância e a sua necessidade médica de alto nível são amplamente reconhecidas, integrando listas de referência de medicamentos essenciais.


Composição e Formas Disponíveis de Lorazepam

O componente ativo do Lorapine é o lorazepam, um composto sintético de ingrediente único. Este medicamento está disponível em várias formas farmacêuticas principais, uma característica valorizada pela sua versatilidade: o comprimido oral, a solução ou concentrado oral e a solução injetável especializada e potente para administração parentérica.

A disponibilidade tanto de formas orais como da preparação injetável é uma característica distintiva que permite diferentes aplicações terapêuticas. Enquanto as formas orais são adequadas pela sua conveniência em contextos gerais, a forma injetável é utilizada em ambientes institucionais controlados, tais como cuidados agudos, onde a obtenção de um efeito farmacológico imediato é prioritária.


Objetivo Geral e Resumo do Mecanismo

O objetivo geral do Lorapine é proporcionar ansiólise (redução da ansiedade) e sedação (calma) através da modulação direta da atividade no sistema nervoso central. O lorazepam atinge este propósito funcionando como um modulador alostérico positivo do complexo de recetores do ácido gama-aminobutírico (GABA).

Este mecanismo fundamental amplifica os efeitos do principal neurotransmissor inibitório do cérebro, o GABA, resultando numa redução da excitabilidade neuronal global. Devido a esta ação, o medicamento é amplamente utilizado em cenários que requerem a gestão rápida de estados de tensão e nervosismo acentuados.

Quais efeitos secundários são possíveis com Lorapine?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

Os documentos oficiais organizam o perfil de segurança do Lorapine (lorazepam) classificando as possíveis reações adversas com base na sua frequência e no sistema fisiológico afetado.

Classificação de Frequência Exemplos de Reações
Muito Frequentes Sonolência diurna, sedação, fraqueza, instabilidade (desequilíbrio)
Frequentes Tonturas, ataxia (coordenação motora prejudicada), fadiga, redução do estado de alerta, confusão
Raros / Muito Raros Alterações no hemograma (como leucopenia), alterações da função hepática, tremor, distúrbios visuais, reações alérgicas (incluindo anafilaxia)

As reações adversas encontram-se agrupadas em classes de sistemas de órgãos, tais como as Doenças do Sistema Nervoso e as Perturbações Psiquiátricas.

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

Foram identificados diversos riscos de elevada importância clínica. A administração continuada de lorazepam expõe os indivíduos a riscos de dependência física e psicológica, abuso, utilização indevida e adição. A interrupção abrupta após uma utilização contínua pode levar a reações de abstinência agudas, que podem incluir crises convulsivas com risco de vida. A depressão respiratória é um risco grave documentado, especialmente quando o medicamento é utilizado concomitantemente com outros depressores do sistema nervoso central, como os opioides.

Informações de Segurança para Populações Específicas

Existem advertências de segurança específicas para determinados grupos de doentes. Os adultos idosos podem ser mais suscetíveis aos efeitos sedativos, à instabilidade e a reações paradoxais, como agitação ou agressividade. Em doentes com insuficiência hepática grave, o lorazepam não é indicado, sendo necessária precaução devido ao risco de agravamento da encefalopatia hepática. A utilização durante a fase final da gravidez está associada a casos documentados de sedação neonatal e sintomas de abstinência no recém-nascido.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda médica

A sobredosagem com Lorapine envolve fundamentalmente uma depressão profunda do Sistema Nervoso Central (SNC) e do sistema respiratório. Os sintomas podem variar entre sonolência, confusão, fala arrastada e comprometimento da coordenação motora (ataxia), podendo evoluir para desfechos graves com risco de vida.

As principais manifestações de sobredosagem com Lorapine documentadas incluem a progressão para um estado de estupor profundo ou coma, hipotensão e depressão respiratória significativa, a qual pode conduzir a uma respiração lenta e superficial, apneia, paragem cardíaca e morte.

Quando procurar ajuda médica imediata

Deve procurar-se assistência médica de emergência imediata (por exemplo, ligar para o 112 ou para os serviços de emergência locais) se a pessoa afetada apresentar algum dos seguintes sinais graves:

  • Sonolência extrema, incapacidade de ser despertado ou ausência de resposta/coma.
  • Respiração severamente lenta ou difícil.
  • Colapso ou perda de consciência.
  • Convulsões.

Fatores que aumentam o risco de sobredosagem

As informações oficiais sublinham que os desfechos de sobredosagem mais graves ou fatais ocorrem tipicamente quando o Lorapine é tomado com outros depressores do SNC, particularmente álcool ou opioides. A combinação destas substâncias aumenta drasticamente os riscos de sedação profunda, paragem respiratória e morte. A gestão da toxicidade aguda é essencialmente de suporte, focando-se na manutenção das vias aéreas desimpedidas e na monitorização dos sinais vitais. O agente reverso flumazenil pode ser considerado por profissionais de saúde, mas não é recomendado por rotina devido ao risco potencial de desencadear convulsões.

Usos terapêuticos de Lorapine

O Que o Lorapine Trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Lorapine (lorazepam) é habitualmente utilizado para auxiliar na gestão de sintomas em diversos contextos terapêuticos agudos. A sua utilização é relevante em situações marcadas por um aumento do desconforto ou tensão e por padrões de sintomas disruptivos.


Alívio Sintomático em Ansiedade Aguda e Tensão Severa

O Lorapine é utilizado para o alívio sintomático da tensão nervosa severa, preocupação severa e episódios de ansiedade aguda. Este fármaco contribui para a melhoria do conforto no quotidiano durante períodos sintomáticos e para a estabilização, o que ajuda os pacientes a lidarem de forma mais constante com momentos em que os sintomas relacionados com uma atividade fisiológica elevada se tornam temporariamente avassaladores. É também relevante para atenuar a agitação psicomotora severa em contextos clínicos.

Apoio em Cenários Clínicos Agudos

O medicamento é frequentemente utilizado para ajudar a gerir os sintomas de atividade convulsiva contínua (Status epilepticus), sendo também aplicado em cenários onde é necessária uma gestão adicional do desconforto, como a administração de pré-medicação para reduzir a ansiedade antes de procedimentos médicos, ou na abordagem à tensão nervosa severa associada à síndrome de abstinência alcoólica. Esta utilização de suporte ajuda a manter uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais percetíveis.


Facto Rápido: Uso Terapêutico
Domínios de Sintomas Ajuda a abordar conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, especialmente os relacionados com a ansiedade e agitação.
Benefício Principal Proporciona um suporte que ajuda a aliviar a carga global dos sintomas e auxilia na manutenção da estabilidade funcional durante episódios agudos.

Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para a utilização de Lorapine é estritamente definida por classificações regulamentares oficiais que determinam quem pode ou não utilizar o medicamento. O perfil de utilização inclui proibições absolutas, restrições baseadas na idade e requisitos para uso condicional.

População Estado de Elegibilidade Oficial
Adultos (18-65 anos) Geralmente elegíveis para as indicações aprovadas em rotulagem.
Idosos (≥ 65 anos) Elegíveis, mas requerem uma redução obrigatória da dose inicial e monitorização próxima devido à maior suscetibilidade à sedação e fraqueza muscular.
Crianças (< 12 anos) A segurança e eficácia das formas orais para utilizações não agudas não estão estabelecidas; o uso injetável está geralmente restrito ao tratamento agudo de estado de mal epilético.
Recém-nascidos (< 1 mês) O uso está contraindicado para o tratamento injetável de estado de mal epilético.

O medicamento está contraindicado e não deve ser utilizado por doentes com hipersensibilidade conhecida ao Lorazepam ou a outras benzodiazepinas, glaucoma de ângulo estreito agudo ou insuficiência hepática grave, devido ao risco de encefalopatia hepática. É também necessária precaução em indivíduos com a função respiratória comprometida (por exemplo, Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica grave ou síndrome de apneia do sono).

Relativamente a estados fisiológicos, o Lorapine está classificado na Categoria D de Gravidez da FDA; a sua utilização deve ser evitada, a menos que o benefício terapêutico justifique claramente o risco potencial para o feto, e o uso durante a amamentação não é, geralmente, recomendado.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar, tiver tomado recentemente ou se vier a tomar outros medicamentos. É particularmente importante mencionar se estiver a utilizar substâncias que possam afetar a forma como o organismo processa este medicamento ou que possam potenciar os seus efeitos secundários.

Alguns medicamentos podem aumentar a concentração de Lorapine no sangue, elevando o risco de reações adversas. Nestes casos, poderá ser necessário um ajuste da dose ou uma monitorização mais frequente por parte do seu médico. Exemplos destes incluem certos antifúngicos, antibióticos específicos da classe dos macrólidos e alguns medicamentos antivirais utilizados no tratamento de infeções por VIH.

Por outro lado, existem substâncias que podem diminuir a eficácia de Lorapine ao acelerar a sua eliminação do organismo. Se estiver a tomar medicamentos para a epilepsia, como a carbamazepina ou a fenitoína, ou produtos à base de plantas contendo Erva de São João (Hypericum perforatum), deve comunicar este facto ao seu médico assistente.

O consumo de álcool deve ser evitado durante o tratamento, uma vez que pode aumentar a sonolência ou outros efeitos sobre o sistema nervoso central. Além disso, não deve consumir sumo de toranja enquanto estiver a tomar este medicamento, pois esta fruta pode interferir significativamente com o metabolismo do fármaco, aumentando a probabilidade de efeitos indesejáveis.

Mecanismo de ação

O mecanismo de ação do Lorazepam foca-se na amplificação do sistema inibitório inato do sistema nervoso central, que regula a atividade neuronal global.

Modulação Alostérico Positiva do Recetor GABAA

O Lorazepam atua como um Modulador Alostérico Positivo do recetor GABAA, ligando-se a um local específico na interface das subunidades alfa e gama. Esta interação potencia os efeitos do neurotransmissor inibitório endógeno, o GABA, ao aumentar diretamente a frequência de abertura do canal de iões cloreto (Cl^-) do recetor, iniciando a cascata mecânica.

Potenciação da Hiperpolarização Neuronal e Atenuação da Atividade do SNC

O influxo resultante de iões cloreto negativos provoca a hiperpolarização neuronal — tornando a célula nervosa eletricamente mais negativa, o que eleva o limiar de disparo para estímulos excitatórios. Este efeito de atenuação ao nível do sistema visa primariamente áreas como o sistema límbico, reduzindo a excitabilidade dos circuitos nestas regiões e resultando numa depressão generalizada do SNC.

Dependência Funcional e Limitações do Mecanismo

A atividade do fármaco está funcionalmente dependente da presença de GABA endógeno. A interação crónica pode induzir alterações adaptativas, tais como o desacoplamento ou a regulação negativa (downregulation) dos recetores, o que representa uma limitação fisiológica à capacidade funcional do medicamento.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Lorapine

A administração de Lorapine (lorazepam) segue diretrizes regulamentares rigorosas relativas às vias aprovadas, esquemas posológicos e duração de utilização, baseando-se inteiramente na informação oficial de prescrição.

Administração e Posologia Oficial

O Lorapine está aprovado para administração Oral, em comprimido ou concentrado líquido, e para administração Parentérica através de injeção Intramuscular (IM) e Intravenosa (IV) em contextos clínicos agudos.

Característica Princípio de Utilização Oficial
Intervalo de Dose Oral 2 a 6 mg por dia em doses divididas para a ansiedade, ou 2 a 4 mg em dose única para a insónia.
Dose IV (Aguda) Dose inicial de 4 mg para o status epilepticus, que pode ser repetida uma vez após 5 a 10 minutos se os sintomas persistirem.
Momento e Alimentação Os comprimidos podem ser tomados com ou sem alimentos. O concentrado oral e as soluções injetáveis devem ser diluídos antes do consumo ou administração.

Padrões de Utilização e Ajustes

O Lorapine destina-se apenas a uma utilização a curto prazo, que geralmente não excede as 2 a 4 semanas. A utilização contínua deve ser reavaliada periodicamente por um profissional de saúde. Aquando da cessação planeada do tratamento, é necessário um protocolo de redução gradual da dose (desmame) para concluir o tratamento em segurança, conforme descrito nas orientações oficiais.

Estão mandatadas modificações de dose específicas para certas populações. Adultos idosos e doentes debilitados devem começar com uma dose inicial reduzida, geralmente cerca de 50% do regime padrão para adultos, ajustada com cautela. A via injetável para indicações específicas não é recomendada, de uma forma geral, para utilização em crianças com menos de 12 anos de idade.

Evidência clínica recente

Evidências de Investigação / Panorama de Estudos sobre o Lorapine


Evidências no Estado de Mal Epilético (Atividade Convulsiva Contínua)

A investigação para esta situação clínica aguda envolveu prioritariamente a comparação do Lorapine injetável com outros compostos em Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA). Estes estudos foram utilizados na investigação que explora a forma como os sintomas se alteram ao longo do tempo em contextos onde são geridos episódios de atividade sintomática acentuada. As evidências comparativas descreveram padrões de resolução de convulsões observados nas populações em estudo. Os estudos também monitorizaram resultados relacionados com desequilíbrio sistémico ou funcional, tais como a necessidade de medicação adicional. A investigação destaca que os dados sistemáticos sobre a eficácia permanecem limitados em doentes pediátricos (crianças e adolescentes) para esta indicação, e os dados para certos grupos permanecem insuficientes.

Evidências na Ansiedade Aguda e Tensão Nervosa Grave

O Lorapine foi estudado para condições que envolvem períodos de sintomas acentuados, tais como ansiedade aguda e tensão nervosa. A evidência deriva de ECCA de curto prazo que compararam o medicamento tanto com um placebo como com outros compostos. A investigação examinou padrões de sintomas de curto prazo, medindo resultados relacionados com o desconforto físico e o funcionamento diário, utilizando escalas de avaliação clínica validadas. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos; a investigação destacou alterações medidas em pontuações que monitorizam a tensão e a preocupação.

Evidências na Gestão da Síndrome de Abstinência Alcoólica (SAA)

O Lorapine foi avaliado em contextos de investigação que envolvem sintomas flutuantes ou instáveis, especificamente para a gestão da Síndrome de Abstinência Alcoólica (SAA) aguda. Os estudos consistiram principalmente em ECCA comparativos que monitorizaram o Lorapine face a outros compostos de benzodiazepinas. A investigação examinou sintomas associados a episódios agudos ou disruptivos, medindo resultados como a melhoria nas pontuações de gravidade da abstinência e a incidência de complicações graves, como o delirium tremens. Os resultados descrevem padrões relacionados com as pontuações de gravidade da abstinência observados nos estudos.


Estudos a Longo Prazo e Durações de Acompanhamento

A investigação que explora alterações de sintomas a curto prazo, particularmente para a ansiedade e tensão nervosa, teve tipicamente durações de acompanhamento limitadas, frequentemente não se estendendo além dos quatro meses. Existe informação limitada sobre resultados a longo prazo, uma vez que a durabilidade e o impacto sustentado não estão bem caracterizados na investigação sistemática existente.

Investigação em Grupos Específicos de Doentes (Populações Especiais)

A investigação foi realizada em adultos mais velhos para monitorizar o esforço ou stress fisiológico. Estes estudos examinaram medidas funcionais, tais como o equilíbrio e o desempenho psicomotor, em participantes idosos. Os dados para populações como grávidas ou indivíduos a amamentar são, geralmente, escassos. Os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas.

O que ainda é incerto sobre a investigação do Lorapine

Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para a gestão da ansiedade, uma vez que os ensaios avaliam maioritariamente padrões de sintomas de curto prazo ou episódicos. A qualidade da evidência varia entre os estudos, levando a que algumas conclusões de subgrupos sejam incertas ou mistas. Além disso, faltam evidências comparativas em algumas áreas e os resultados descrevem padrões de grupo, não resultados para um indivíduo.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Lorapine (FAQ)


P: O uso de Lorapine pode causar cansaço ou sonolência durante o dia?

R: Sim. Os documentos regulamentares indicam que a sonolência diurna e a sedação são efeitos secundários muito comuns associados ao uso de Lorapine. Isto reflete o efeito depressor do medicamento no sistema nervoso central. Devido a estes efeitos potenciais, recomenda-se geralmente precaução ao realizar atividades que exijam concentração total.


P: O Lorapine pode causar problemas de sono ou insónia?

R: Embora a sonolência seja o efeito secundário mais comum, os dados oficiais de segurança também referem que alguns indivíduos podem sofrer de problemas relacionados com o sono ou outras perturbações psiquiátricas. Se surgirem perturbações do sono novas ou agravadas, estas devem ser discutidas com um profissional de saúde.


P: Os idosos podem utilizar Lorapine com segurança? Os efeitos secundários são diferentes?

R: O Lorapine pode ser utilizado em idosos, mas a informação regulamentar especifica que estes requerem frequentemente uma dose inicial reduzida. Isto deve-se ao facto de poderem ser mais sensíveis aos efeitos do medicamento, o que pode aumentar o risco de efeitos secundários como sedação e instabilidade.


P: Terei sintomas de abstinência se parar de tomar Lorapine subitamente?

R: Interromper o Lorapine subitamente, especialmente após um uso contínuo, acarreta o risco de reações de abstinência agudas. Estas podem incluir sintomas graves, como convulsões com risco de vida. As orientações oficiais enfatizam que é necessário um protocolo de redução gradual da dose (desmame) ao descontinuar o medicamento para minimizar o risco de abstinência.


P: O Lorapine pode afetar a concentração ou a memória?

R: Sim. A documentação oficial de segurança lista efeitos secundários comuns que podem afetar a função cognitiva. Estes efeitos incluem reações comuns, tais como a redução do estado de alerta e confusão. O rótulo oficial também menciona o risco de problemas de memória.


P: Porque é que algumas pessoas dizem sentir-se inquietas ou agitadas com o Lorapine?

R: A informação oficial do produto menciona o potencial para reações paradoxais. Estas são reações opostas ao efeito calmante esperado e podem incluir sintomas como aumento da agitação ou agressividade.


P: O Lorapine pode causar alterações na pressão arterial?

R: Os dados oficiais de segurança incluem a possibilidade de alterações na pressão arterial, listadas no sistema de Doenças Cardiovasculares. Isto significa que tanto a diminuição da pressão arterial (hipotensão) como o aumento da pressão arterial (hipertensão) são efeitos potenciais.


P: O Lorapine é mais eficaz para a gestão de sintomas a curto ou a longo prazo?

R: O Lorapine está aprovado e foi estudado apenas para uso a curto prazo, tipicamente variando entre duas a quatro semanas. Os estudos clínicos não estabeleceram totalmente a eficácia ou segurança a longo prazo do medicamento, particularmente para o uso contínuo além de alguns meses.


P: Quais são os efeitos secundários mais comuns que as pessoas notam ao iniciar o Lorapine?

R: Ao iniciar o tratamento, as reações adversas comunicadas com maior frequência incluem sonolência, sedação, tonturas, instabilidade e fraqueza. Estes são geralmente os primeiros efeitos notados à medida que o corpo se adapta à medicação.


P: Existem alimentos ou bebidas comuns que devam ser evitados ao tomar Lorapine?

R: Não existem restrições alimentares específicas para os comprimidos de Lorapine, pois podem ser tomados com ou sem refeições. No entanto, os avisos oficiais aconselham estritamente a que o álcool seja evitado completamente, devido ao risco significativo de agravar a depressão do sistema nervoso central.


P: O Lorapine interage com analgésicos de venda livre, como o ibuprofeno?

R: As bases de dados oficiais de interações medicamentosas não listam uma interação maior ou moderada entre o lorazepam e medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) de venda livre, como o ibuprofeno. Qualquer uso de medicação deve ser revisto com um profissional de saúde.


P: O Lorapine é uma boa opção para tratar tanto a ansiedade como a depressão?

R: O Lorapine é indicado e estudado principalmente para condições relacionadas com a ansiedade e tensão nervosa. Não está aprovado como um tratamento primário e isolado para a depressão.


P: Quanto tempo após iniciar o Lorapine posso esperar sentir o benefício total?

R: O Lorapine é conhecido pelo seu início de ação relativamente rápido. Os efeitos iniciais são frequentemente sentidos num período de 20 a 30 minutos após a toma de uma dose oral, com a concentração máxima do fármaco no sangue a ser tipicamente atingida num período de 2 horas.


P: O que devo fazer se me esquecer acidentalmente de uma dose de Lorapine?

R: A orientação regulamentar oficial aconselha geralmente a saltar a dose esquecida se estiver quase na hora da próxima dose programada. É importante nunca tomar uma dose dupla para compensar uma dose esquecida.


P: As pessoas relatam sentir "névoa mental" ou lentidão mental enquanto tomam Lorapine?

R: As listagens oficiais de reações adversas incluem efeitos comuns, tais como confusão, redução do estado de alerta e fadiga. Estes sintomas podem ser sentidos subjetivamente como uma sensação de "névoa" ou lentidão mental.


P: O Lorapine requer alguma monitorização especial enquanto o tomo?

R: O rótulo oficial refere que alterações nas contagens sanguíneas e na função hepática são efeitos secundários raros, o que pode necessitar de monitorização em alguns doentes, tais como aqueles com condições de saúde existentes ou aqueles submetidos a tratamento a longo prazo.


P: O Lorapine pode afetar a visão ou a saúde ocular?

R: O Lorapine é especificamente contraindicado em doentes com glaucoma de ângulo estreito agudo. Além disso, os dados oficiais de segurança listam perturbações visuais como um efeito secundário raro associado ao medicamento.


P: Com que rapidez é que o Lorapine abandona o sistema após a interrupção da toma?

R: O tempo que o corpo demora a eliminar o Lorapine é caracterizado pela sua semivida, que é de aproximadamente 10 a 20 horas. A eliminação completa do fármaco do corpo demora geralmente cerca de cinco vezes o valor da semivida.


P: Quais são os benefícios típicos do Lorapine relatados pelos doentes?

R: Os principais benefícios documentados em estudos de eficácia clínica são a redução da ansiedade grave, o alívio da tensão nervosa e a promoção geral de um efeito sedativo ou calmante.


P: É possível que o Lorapine perca a sua eficácia ao longo do tempo para algumas pessoas?

R: A informação oficial do produto reconhece que pode desenvolver-se uma redução nos efeitos terapêuticos, conhecida como tolerância, ao longo do tempo com o uso repetido do medicamento. Este é um efeito fisiológico reconhecido associado a esta classe de fármacos.


P: O Lorapine pode interagir com pílulas contracetivas?

R: Sim. Verificou-se que alguns contracetivos orais afetam a forma como o corpo processa o Lorapine. Esta interação pode potencialmente aumentar a depuração do Lorapine, o que pode tornar o medicamento menos eficaz.

Como Lorapine deve ser armazenado e descartado?

Requisitos Oficiais de Armazenamento e Manuseamento

As condições de armazenamento do Lorapine (lorazepam) dependem da forma farmacêutica. O concentrado oral deve ser refrigerado entre 2°C e 8°C (36°F e 46°F) e não deve ser congelado. As formulações em comprimidos são tipicamente armazenadas à temperatura ambiente controlada, por volta dos 25°C (77°F).

Todas as formas devem ser protegidas da luz e mantidas no recipiente original, hermeticamente fechado e fora do alcance das crianças. O rótulo regulamentar exige que o frasco do concentrado oral seja descartado após 90 dias de ter sido aberto, mesmo que tenha sido mantido sob refrigeração.

Instruções Oficiais de Eliminação

Por se tratar de uma substância controlada, o método de eliminação recomendado para o Lorapine não utilizado ou fora de validade é através de um programa de retoma de medicamentos designado (por exemplo, pontos de recolha). O lorazepam não está incluído na "Flush List" (lista de medicamentos que podem ser descartados na sanita) da FDA. Caso não esteja disponível uma opção de programa de retoma, o medicamento deve ser misturado com uma substância indesejável, colocado num saco selado e deitado no lixo doméstico comum.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Lorapine encontrado em:

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