Lopo

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Lopo

O que é o Lopo? (Lopinavir/Ritonavir)

Para fornecer um contexto rápido, apresentam-se de seguida os factos essenciais sobre este medicamento.

Propriedade Descrição
Substâncias Ativas Lopinavir e Ritonavir
Forma Farmacêutica Comprimido oral, solução oral
Classe Farmacológica Inibidor da Protease (IP)
Uso Comum Tratamento da Infeção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH)
Estatuto de Venda Medicamento sujeito a receita médica

Lopo (nome genérico: Lopinavir/Ritonavir) é um medicamento antirretroviral sujeito a receita médica, utilizado como parte de uma terapia combinada para tratar a infeção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) em adultos e crianças. O produto contém duas substâncias ativas: o lopinavir, que desempenha a função primária contra o VIH, e o ritonavir, que atua como um potenciador farmacocinético.

Factos Principais e Classe Farmacológica

O lopinavir pertence à classe de medicamentos conhecidos como inibidores da protease (IP). Os inibidores da protease atuam bloqueando a atividade da protease do VIH, uma enzima essencial para que o vírus consiga formar novas partículas infeciosas. Esta ação reduz eficazmente a quantidade de VIH em circulação no sangue (carga viral).

A inclusão do ritonavir é fundamental porque aumenta e sustenta significativamente a concentração de lopinavir na corrente sanguínea. Este método de potenciação (boosting) clinicamente reconhecido é necessário para manter níveis terapêuticos eficazes entre as doses, sendo uma característica fundamental que distingue esta combinação de outros tratamentos.

O Lopinavir/Ritonavir está indicado para o tratamento da infeção por VIH-1. O medicamento é um componente central dos regimes de terapia antirretroviral de alta eficácia (HAART), atuando na supressão do vírus e permitindo que o sistema imunitário do organismo recupere.

Quais efeitos secundários são possíveis com Lopo?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

Esta secção descreve as reações adversas e as características de segurança do Lopo (Lopinavir/Ritonavir) oficialmente documentadas, conforme classificadas pelas autoridades reguladoras governamentais.


Classificação das Reações Adversas

Escalão de Classificação Exemplos de Reações Adversas Documentadas
Muito Frequentes Diarrreia, representando frequentemente o efeito gastrointestinal mais comum.
Frequentes Náuseas, vómitos, dor abdominal, cefaleias e alterações nos lípidos sanguíneos, tais como hipertrigliceridemia e hipercolesterolemia.
Pouco Frequentes/Raros Reações hepáticas graves, pancreatite, rabdomiólise e condições cutâneas graves, como a síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e a Necrólise Epidérmica Tóxica (NET).

Padrões de Segurança Sistémica

Os efeitos adversos oficialmente documentados envolvem principalmente Doenças Gastrointestinais, Doenças do Metabolismo e da Nutrição e Doenças Hepatobiliares. Foram também observadas alterações no eletrocardiograma, especificamente o prolongamento do intervalo PR, que são referidas como uma consideração de segurança.

Complicações metabólicas, incluindo a lipodistrofia (redistribuição da gordura corporal) e a hiperglicemia persistente, estão oficialmente associadas ao uso prolongado desta classe de terapêutica antirretroviral. Reações adversas graves, tais como eventos hepáticos fatais e o aparecimento de diabetes mellitus, são também riscos documentados que requerem atenção.


Restrições Relacionadas com a Segurança

O medicamento é formalmente contraindicado em indivíduos com insuficiência hepática grave conhecida, devido ao risco acrescido de toxicidade. Notas de segurança de alto nível incluem o potencial para interações medicamentosas significativas devido às fortes propriedades de inibição enzimática do Ritonavir, as quais podem resultar em concentrações perigosamente alteradas de medicamentos coadministrados.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A documentação reguladora oficial descreve manifestações de sobredosagem que abrangem os sistemas cardiovascular, nervoso central e gastrointestinal. Os desfechos graves documentados incluem arritmias ventriculares potencialmente fatais, tais como o prolongamento do intervalo QT e Torsades de Pointes, que podem progredir para paragem cardíaca e morte. Os sinais de sobredosagem incluem também a depressão do SNC, caracterizada por estupor, miose e depressão respiratória, juntamente com efeitos gastrointestinais como o íleo paralítico e o megacólon tóxico. Uma nota específica para populações sublinha que doentes com comprometimento hepático grave apresentam um risco acrescido de sobredosagem relativa, conduzindo a toxicidade do SNC.


Medidas de Emergência e Gestão Reguladora

As orientações oficiais determinam que se deve procurar assistência médica imediata perante sintomas específicos, incluindo desmaio, batimento cardíaco irregular ou ausência de resposta, que são indicativos de eventos cardiovasculares graves documentados. Os documentos reguladores especificam que a gestão da sobredosagem pode incluir a administração de Naloxona para tratar a toxicidade documentada relacionada com opioides. Além disso, os procedimentos oficiais exigem o início de terapêutica para gerir ou prevenir arritmias cardíacas e a monitorização rigorosa do doente durante, pelo menos, 48 horas para detetar efeitos no SNC. O contexto regulador enfatiza fortemente que a descontinuação imediata do produto é necessária caso se suspeite de cardiotoxicidade induzida pelo fármaco.

Usos terapêuticos de Lopo

Lopo: Principais Utilizações e Benefícios

Factos Rápidos:

  • Ajuda a gerir os sintomas de diarreia aguda.
  • Utilizado para o alívio sintomático da diarreia crónica associada à doença inflamatória intestinal.
  • Serve para reduzir o volume de efluente de uma ileostomia.
  • Pode ser utilizado para ajudar a controlar a diarreia do viajante.

O Lopo (Loperamida) é um medicamento utilizado para o controlo e alívio sintomático de diferentes formas de diarreia. Está clinicamente indicado para a gestão da diarreia aguda e inespecífica em populações de doentes apropriadas. O produto também pode ser utilizado para ajudar a gerir a diarreia crónica associada a condições como a doença inflamatória intestinal em adultos.

Além disso, este medicamento é utilizado em contexto clínico para reduzir o volume de descarga de uma ileostomia. Para problemas temporários, o Lopo pode ser empregue para ajudar a controlar os sintomas da diarreia do viajante. Quando utilizado para a diarreia aguda, os doentes devem ser aconselhados a interromper o uso de Lopo e a consultar um profissional de saúde se os sintomas não apresentarem melhoria clínica num período de 48 horas. Procure sempre aconselhamento médico profissional para a gestão de qualquer doença diarreica persistente ou grave.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Lopo? (Lopinavir/Ritonavir)

Os documentos reguladores oficiais estabelecem regras de elegibilidade populacional específicas para a utilização de Lopinavir/Ritonavir.

Populações Contraindicadas

O medicamento está contraindicado e não deve ser utilizado por doentes com hipersensibilidade conhecida ao Lopinavir, ao Ritonavir ou a qualquer um dos seus excipientes. A utilização é também estritamente proibida em doentes com insuficiência hepática grave. Além disso, o medicamento não é elegível para utilização em recém-nascidos que ainda não tenham atingido uma idade pós-menstrual de 42 semanas e uma idade pós-natal de, pelo menos, 14 dias, devido principalmente a restrições da formulação.


Restrições por Idade e Condição

Categoria Estado Oficial de Elegibilidade
Idade Aprovada Adultos e doentes pediátricos com 14 dias ou mais.
Gravidez Recomenda-se a toma duas vezes ao dia; a toma única diária não é recomendada.
Lactação A amamentação não é recomendada.
Estado Cardíaco A utilização deve ser evitada em doentes com síndrome congénita do QT longo.
Regime Posológico A toma única diária não é recomendada para todos os doentes pediátricos e adultos com certas substituições de resistência ao VIH.

O perfil regulador aconselha precaução em doentes com doença pré-existente do sistema de condução cardíaca ou insuficiência hepática ligeira a moderada, situações em que é necessária uma monitorização rigorosa.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Lopinavir/Ritonavir é um medicamento com um elevado potencial de interações medicamentosas, em grande parte devido à ação do Ritonavir como um inibidor potente da enzima CYP3A4 e um inibidor documentado da glicoproteína-P (P-gp). Este padrão de interação pode aumentar significativamente as concentrações plasmáticas de muitos medicamentos coadministrados que são metabolizados por estas vias, podendo levar a desfechos graves.

Classificações Reguladoras Oficiais

Gravidade da Interação Exemplos de Substâncias/Classes de Interação
Contraindicado Substratos potentes do CYP3A (ex.: Amiodarona, Simvastatina, Midazolam oral, Triazolam); Indutores potentes do CYP3A (ex.: Erva de São João)
Ajuste de Dose Necessário Efavirenz, Nevirapina (devido à redução da exposição ao Lopinavir/Ritonavir)
Utilizar com Precaução Fármacos que prolongam o intervalo PR (ex.: Verapamil, Diltiazem)

Coadministração com indutores potentes do CYP3A é restringida porque pode reduzir as concentrações de Lopinavir/Ritonavir, levando a uma perda do efeito terapêutico. Inversamente, a coadministração com fármacos altamente dependentes do CYP3A é restringida devido ao risco de eventos potencialmente fatais decorrentes do aumento dos níveis do medicamento. As informações reguladoras observam também que o aumento da exposição ao Lopinavir em doentes com insuficiência hepática moderada pode agravar o potencial de interação com outros fármacos de depuração hepática. Os comprimidos de Lopinavir/Ritonavir podem ser tomados com ou sem alimentos; no entanto, a solução oral deve ser tomada com alimentos.

Mecanismo de ação

Como Funciona o Lopo

A ação farmacológica do Lopinavir/Ritonavir é alcançada através de um mecanismo coordenado em duas partes, focado inteiramente na interrupção do ciclo de vida viral e na garantia de uma inibição sustentada do alvo.

Inibição da Enzima de Maturação Viral

O mecanismo central é executado pelo Lopinavir, que funciona como um inibidor competitivo da Protease do VIH-1. Esta enzima viral é essencial para a clivagem de longas proteínas precursoras nos componentes funcionais necessários para a montagem de novas partículas virais. Ao ligar-se e inativar a protease, o Lopinavir bloqueia diretamente a etapa de maturação da cascata de replicação viral. A consequência fisiológica resultante é a produção de viriões estruturalmente incompletos e não infeciosos, o que reduz a taxa de propagação do vírus para novas células.

Manutenção da Exposição Antiviral através do Reforço Metabólico

A ação sustentada do mecanismo depende do segundo componente, o Ritonavir, que atua como um inibidor baseado no mecanismo da enzima hepática humana CYP3A4. Esta enzima é a principal responsável pela decomposição do Lopinavir. Ao inibir a CYP3A4, o Ritonavir abranda drasticamente a depuração metabólica do Lopinavir, garantindo que concentrações elevadas do agente antiviral sejam mantidas continuamente no sistema. Esta sinergia crucial mantém a pressão inibidora necessária sobre a enzima viral durante as 24 horas do dia, facilitando assim a inibição contínua e sustentada da enzima viral.

Informações sobre dosagem e administração

Orientações Oficiais para a Administração de Loperamida (Lopo)

Esta informação baseia-se estritamente nas diretrizes regulamentares para a utilização adequada de cápsulas de cloridrato de loperamida (Lopo).

Âmbito da Administração

Classificação Regra
Via de Administração Via oral
Relação com as Refeições A dosagem baseia-se na ocorrência de fezes não formadas e não no horário das refeições
Requisitos de Preparação Nenhum para a forma em cápsula; a formulação líquida deve ser utilizada em doentes dos 2 aos 5 anos de idade
Regras para Doses Esquecidas Não aplicável; a dosagem é determinada pelo número de dejeções moles ou líquidas e não por um esquema fixo

Esquema Posológico Oficial

Grupo Etário Dose Inicial Dose Subsequente Dose Diária Máxima (Prescrição)
Adultos e Doentes com 13+ anos 4 mg (duas cápsulas de 2 mg) após a primeira dejeção mole ou líquida 2 mg (uma cápsula de 2 mg) após cada dejeção subsequente não formada 16 mg (oito cápsulas de 2 mg)
Doentes Pediátricos dos 6 aos 12 Anos Seguir o Esquema Posológico para o Primeiro Dia específico baseado no peso 1 mg/10 kg de peso corporal após cada dejeção mole ou líquida subsequente Não deve exceder a Dose Total Recomendada para o Primeiro Dia

Condições Procedimentais Especiais

  • Duração da Utilização: Em doentes com diarreia aguda, se não for observada uma melhoria clínica num período de 48 horas, o tratamento deve ser interrompido e um profissional de saúde deve ser contactado.
  • Reposição de Líquidos: Os doentes devem receber a reposição adequada de líquidos e eletrólitos, conforme necessário, para contrariar a desidratação causada pela diarreia.
  • Limites de Dosagem: Os doentes não devem exceder a dose máxima recomendada; a utilização de doses superiores às prescritas não é recomendada devido ao risco de reações adversas cardíacas graves.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Lopo (Lopinavir/Ritonavir)

A base de evidência para o Lopo (Lopinavir/Ritonavir) é constituída principalmente por ensaios clínicos de grande escala e estudos observacionais que analisaram a combinação de fármacos como um componente da terapia combinada para o Vírus da Imunodeficiência Humana Tipo 1 (VIH-1). A investigação explorou a relação com marcadores fundamentais do vírus e do sistema imunitário.


Evidência para Utilização em Doentes com VIH-1 Sem Tratamento Prévio (Naïve)

Para indivíduos que não tinham tomado anteriormente medicação para o VIH, a investigação analisou o Lopinavir/Ritonavir em combinação com outros antirretrovirais, comparando-o frequentemente com diferentes regimes estabelecidos. O foco principal destes estudos incidiu nos resultados virológicos, acompanhando a percentagem de participantes que atingiram e mantiveram um limiar de nível de ARN do VIH-1 no plasma (carga viral).

A investigação também monitorizou os resultados imunológicos, tais como aumentos nas contagens de células T CD4+, que são um indicador chave do estado do sistema imunitário. As conclusões descrevem padrões de grupo observados nos estudos. Alguns estudos exploraram resultados em doentes que iniciaram o tratamento com cargas virais muito elevadas e comunicaram diferenças no tempo para atingir a supressão, em comparação com outros tratamentos estabelecidos. A investigação fornece contexto, mas não previsões individuais.


Evidência para Utilização em Doentes com VIH-1 com Experiência de Tratamento

Os estudos focados em doentes com experiência de tratamento envolvem frequentemente indivíduos que desenvolveram algum nível de resistência a medicamentos mais antigos. Nestas situações, a investigação analisou a utilização de Lopinavir/Ritonavir, combinado com uma nova terapia de base, para avaliar a obtenção de controlo virológico.

A investigação destaca as alterações medidas durante o período do estudo, demonstrando que o Lopinavir/Ritonavir foi estudado como um componente de regimes que exploram resultados em doentes com resistência medicamentosa existente. No entanto, a qualidade da evidência varia entre os estudos, particularmente dada a heterogeneidade (diversidade) dos padrões de resistência nesta população.


Estudos de Longo Prazo e Durabilidade do Acompanhamento

Para observar a resposta virológica sustentada, os estudos acompanharam os participantes por períodos de acompanhamento mais longos, por vezes estendendo-se para além das 96 semanas. A investigação destes estudos de longo prazo descreve a persistência da resposta virológica e as alterações sustentadas nos marcadores imunitários ao longo de vários anos. Existe uma lacuna de evidência comparativa quando se analisa diretamente a durabilidade face à geração mais recente de medicamentos antirretrovirais em períodos que excedem os cinco anos.


Evidência em Populações Pediátricas

O Lopinavir/Ritonavir foi avaliado em lactentes até adolescentes. A investigação analisou principalmente os resultados virológicos e imunológicos nestes grupos etários específicos, examinando frequentemente diferentes abordagens de administração baseadas no peso corporal ou na área de superfície corporal. A investigação monitorizou marcadores virológicos em populações pediátricas, mas os resultados a longo prazo para doentes pediátricos não estão totalmente estabelecidos ao longo de todo o curso de uma infância.


Lacunas na Investigação e Áreas de Incerteza

Os dados para certos grupos permanecem insuficientes, especialmente no que diz respeito a comorbilidades específicas que podem influenciar o desempenho aparente do fármaco ou a forma como este é processado pelo organismo. Uma limitação fundamental é a falta de evidência comparativa ao tentar comparar diretamente o Lopinavir/Ritonavir a longo prazo com a geração mais recente de medicamentos antirretrovirais, atualmente recomendada pelas principais diretrizes clínicas. Os resultados dos estudos refletem as condições específicas sob as quais foram realizados, e a investigação não determina se um indivíduo irá responder de forma semelhante.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Lopo (FAQ)


P: O Lopo é um tratamento de longo prazo e durante quanto tempo é que a maioria dos doentes o toma?

R: De acordo com a informação oficial do produto, o Lopo destina-se ao tratamento da infecção crónica por VIH-1. É habitualmente utilizado como parte de um regime antirretroviral contínuo e de longa duração para gerir o vírus e abrandar a sua progressão. Os estudos clínicos que analisaram a eficácia do medicamento acompanharam os resultados dos doentes ao longo de vários anos.


P: O Lopo é considerado um medicamento de alto risco?

R: A documentação reguladora destaca o potencial de eventos adversos graves com a utilização deste medicamento. Estes incluem reações raras mas severas, como problemas hepáticos, inflamação do pâncreas (pancreatite) e alterações no ritmo cardíaco. Devido a estes riscos potenciais, a rotulagem reguladora enfatiza a importância de uma monitorização médica próxima.


P: Qual é a diferença entre o Lopo e outros medicamentos para a mesma condição?

R: O Lopo é um fármaco combinado que contém duas substâncias ativas: lopinavir e ritonavir. O lopinavir é o componente antiviral principal, enquanto o ritonavir atua como um potenciador (booster) farmacocinético. Esta ação de reforço é necessária para abrandar a degradação do lopinavir no organismo, garantindo concentrações terapêuticas sustentadas.


P: Existem vitaminas ou minerais específicos que devam ser evitados durante a toma de Lopo?

R: A informação oficial do produto aconselha os doentes a informar o seu profissional de saúde sobre todas as vitaminas, minerais e produtos à base de plantas que estejam a tomar. Esta precaução é necessária porque o medicamento tem um potencial documentado de interação com muitas substâncias administradas em simultâneo.


P: Com que rapidez é que o Lopo começa habitualmente a fazer efeito?

R: O medicamento foi concebido para atingir e manter níveis inibitórios sustentados na corrente sanguínea de forma contínua entre as doses. Embora o fármaco atinja a sua concentração máxima no sangue em poucas horas, a verdadeira medida do seu efeito, conhecida como supressão virológica (redução da carga viral), é avaliada clinicamente por um profissional de saúde ao longo do tempo.


P: O Lopo é um medicamento que requer monitorização sanguínea regular?

R: Sim, as diretrizes oficiais recomendam que certos parâmetros sejam monitorizados antes e periodicamente durante o tratamento. Esta monitorização inclui a verificação da função hepática, dos níveis de colesterol e triglicéridos e da glicemia (açúcar no sangue/hiperglicemia).


P: Porque é que algumas pessoas obtêm melhores resultados com o Lopo do que outras?

R: Estudos e informações oficiais indicam que os resultados podem variar de pessoa para pessoa. Um fator primordial é a estirpe específica de VIH do doente, incluindo se esta desenvolveu mutações associadas à resistência ao lopinavir que afetem a eficácia do medicamento.


P: Qual é o mecanismo de ação do Lopo em termos simples?

R: O Lopo funciona como uma combinação de "reforço". O lopinavir bloqueia uma enzima que o vírus VIH necessita para montar e maturar novas partículas infecciosas. O ritonavir ajuda o corpo a manter uma concentração suficientemente elevada de lopinavir ao longo do tempo, abrandando a rapidez com que o organismo o decompõe.


P: Porque é que os documentos oficiais descrevem o Lopo com certos avisos?

R: Os documentos oficiais incluem avisos sérios porque o medicamento pode causar efeitos adversos graves em alguns doentes. Estes riscos incluem problemas hepáticos graves, inflamação do pâncreas e alterações específicas no sistema elétrico do coração. O potencial para estes eventos é a razão pela qual a monitorização rigorosa está incluída no perfil regulador.


P: O Lopo causa habitualmente aumento ou perda de peso?

R: A documentação oficial indica que a perda de peso inexplicada foi relatada como um efeito secundário menos comum. O medicamento está também oficialmente associado ao risco metabólico de lipodistrofia, que envolve a redistribuição ou acumulação de gordura corporal.


P: O Lopo pode afetar o humor ou o estado emocional de uma pessoa?

R: Sim, os documentos oficiais mencionam que certos efeitos psiquiátricos foram relatados como reações adversas em ensaios clínicos. Estes efeitos comummente relatados incluem ansiedade, depressão e insónia.


P: Os efeitos secundários do Lopo costumam desaparecer após as primeiras semanas?

R: Alguns efeitos secundários podem potencialmente diminuir ou desaparecer com o tempo, à medida que o corpo se adapta ao medicamento. No entanto, a informação oficial descreve o processo de comunicar qualquer efeito secundário que seja incómodo ou persistente a um profissional de saúde.


P: Pode-se tomar o Lopo com segurança juntamente com analgésicos comuns de venda livre?

R: Dado que o medicamento tem potencial para interagir com muitos fármacos, incluindo muitos medicamentos com e sem receita médica, as orientações reguladoras descrevem a consulta de um profissional de saúde antes de iniciar qualquer novo medicamento não sujeito a receita médica ou suplemento.


P: O Lopo interage com o consumo de álcool?

R: A formulação em solução oral contém álcool, sendo aconselhada precaução quanto à sua utilização, particularmente durante a gravidez. Devido ao potencial de interações, os doentes devem discutir o consumo de álcool com o seu profissional de saúde, especialmente quando tomam a forma líquida.


P: O Lopo afeta a eficácia das pílulas contracetivas?

R: Sim, a informação reguladora afirma que o medicamento pode reduzir a eficácia da contraceção hormonal. A rotulagem oficial observa que a utilização de um método contracetivo de barreira alternativo ou adicional é uma consideração reguladora para mulheres que possam engravidar.


P: Os doentes idosos podem utilizar o Lopo com segurança?

R: Os estudos não identificaram problemas específicos da geriatria com o fármaco. Contudo, a rotulagem oficial observa que os doentes idosos têm maior probabilidade de ter problemas relacionados com a idade no fígado, rins ou coração, e os documentos reguladores indicam que o medicamento deve ser usado com precaução sob supervisão médica.


P: Se eu esquecer uma dose de Lopo, qual é o procedimento recomendado?

R: Os guias de medicação reguladores reforçam a importância de não falhar nenhuma dose para garantir que o medicamento mantém níveis constantes e eficazes no sangue. Se uma dose for esquecida, a informação reguladora sugere o contacto imediato com um profissional de saúde para obter orientações específicas.


P: O que acontece quando se interrompe a toma de Lopo?

R: As diretrizes reguladoras estipulam que o medicamento não deve ser interrompido sem consultar primeiro um profissional de saúde. Interromper o tratamento pode fazer com que o vírus VIH comece a reproduzir-se rapidamente, aumentando a carga viral e elevando potencialmente o risco de resistência viral.


P: É normal sentir algum cansaço ou tonturas ao iniciar o Lopo?

R: Sim, tonturas e cansaço ou fraqueza invulgares foram relatados como possíveis reações adversas na informação oficial de segurança. Caso estes sintomas ocorram, os documentos reguladores descrevem o processo de os reportar a um profissional de saúde.


P: O Lopo pode causar problemas na visão?

R: A visão turva pode ser um sintoma relacionado com o açúcar elevado no sangue (hiperglicemia). Este problema metabólico tem sido oficialmente associado ao uso prolongado desta classe de medicamentos.


P: O Lopo é uma substância controlada federalmente?

R: O medicamento é classificado pelos National Institutes of Health (NIH) como um agente antirretroviral (um inibidor da protease). Fontes oficiais indicam que o Lopo não está classificado como uma substância controlada federalmente nos EUA.

Como Lopo deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Lopo

A conservação e a eliminação do Lopo (Lopinavir/Ritonavir) devem respeitar rigorosamente as indicações reguladoras constantes na rotulagem, as quais variam consoante a formulação.

Comprimidos Os comprimidos devem ser conservados a uma temperatura ambiente controlada (20 °C a 25 °C) e mantidos na sua embalagem original, protegidos de humidade elevada.

Solução Oral A solução oral requer refrigeração (2 °C a 8 °C) e não deve ser congelada. Se for conservada à temperatura ambiente, a solução possui um limite de estabilidade e deve ser eliminada após 42 dias.

Segurança e Eliminação Todas as formas do medicamento devem ser guardadas fora da vista e do alcance das crianças.

As instruções de eliminação proíbem que o medicamento seja deitado num cano ou despejado na sanita. O Lopo não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado através de um programa de recolha de medicamentos ou de procedimentos específicos para resíduos domésticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Lopo encontrado em:

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