Loperamida

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Loperamida

Método de ação: Antidiarrheal, Obstructive

Opção de tratamento: Irritable Bowel Syndrome

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Loperamida

O que é a Loperamida?

A loperamida é um medicamento indicado para o controlo e alívio dos sintomas da diarreia aguda e crónica. É classificada como um agente antidiarreico que atua diretamente no sistema digestivo para abrandar o movimento intestinal. Ao reduzir a velocidade da atividade muscular no intestino, o medicamento permite que o corpo absorva mais líquidos e eletrólitos, resultando em fezes mais consistentes e numa menor frequência de evacuações.

Embora a loperamida ajude a gerir os sintomas da diarreia, é importante notar que este fármaco trata apenas a manifestação da patologia e não a sua causa subjacente. Se a diarreia for causada por uma infeção bacteriana ou parasitária específica, poderá ser necessário um tratamento adicional direcionado pela equipa médica.

Este medicamento é habitualmente utilizado por adultos e crianças com idade superior a 6 anos, sob orientação adequada. Para além da diarreia comum, a loperamida também pode ser prescrita para reduzir o volume de efluentes em pacientes que foram submetidos a uma ileostomia. O seu uso deve ser sempre acompanhado por uma ingestão adequada de líquidos para prevenir a desidratação, que é uma complicação comum associada aos episódios diarreicos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Loperamida?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança da loperamida está formalmente documentado pelas autoridades reguladoras, que classificam as reações adversas de acordo com a sua frequência e o sistema orgânico afetado. As reações comunicadas com maior frequência estão geralmente relacionadas com os sistemas gastrointestinal e nervoso.


Reações adversas classificadas por frequência

Classificação Exemplos de Reações Documentadas
Frequentes (Relatadas ≥ 1%) Prisão de ventre (obstipação), flatulência, náuseas, dor de cabeça, tonturas.
Pouco frequentes (Relatadas 0,1% a 1%) Dor abdominal, vómitos, sonolência, erupção cutânea.
Raras (Relatadas < 0,1%) Íleo, megacólon tóxico, perda de consciência, erupção bolhosa, reação anafilática, retenção urinária.
Frequência desconhecida (Pós-comercialização) Eventos cardíacos graves, incluindo Torsades de Pointes e paragem cardíaca.

Reações adversas graves e restrições de segurança

A rotulagem oficial documenta reações adversas graves, embora raras, que são clinicamente significativas. Estas incluem complicações gastrointestinais severas, como o íleo e o megacólon tóxico, bem como arritmias ventriculares e paragem cardíaca com risco de vida, as quais estão primariamente associadas à utilização de doses supraterapêuticas (acima do recomendado). De acordo com as normas de segurança, o medicamento deve ser interrompido prontamente caso ocorra prisão de ventre, distensão abdominal ou íleo.

Estão também documentadas restrições de segurança específicas baseadas na população. A loperamida é contraindicada em crianças com menos de 2 anos de idade. É necessária precaução em doentes com insuficiência hepática, devido ao potencial de aumento da exposição sistémica e subsequente toxicidade no sistema nervoso central. Adicionalmente, o risco de megacólon tóxico é especificamente observado em doentes com SIDA que sofram de colite infeciosa.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A ingestão de loperamida em doses superiores às recomendadas, particularmente em situações de abuso ou utilização indevida, pode resultar em complicações de saúde graves. As principais manifestações de sobredosagem documentadas envolvem o sistema cardiovascular e o sistema nervoso central (SNC).

Uma sobredosagem pode causar reações adversas cardíacas graves e até fatais, incluindo ritmos cardíacos anómalos, tais como o prolongamento do intervalo QT e Torsades de Pointes, que podem levar a síncope (desmaio) ou paragem cardíaca. Foram também comunicados efeitos no SNC, como a ausência de resposta e a depressão respiratória, resultantes da exposição a doses elevadas. O risco destes problemas cardíacos sérios é acentuado quando são tomadas doses muito elevadas em simultâneo com certos medicamentos que interagem com a loperamida.

Ação de Emergência em caso de Sobredosagem Atenção Médica Necessária
A naloxona pode ser administrada como antídoto para a depressão do SNC. Devido à longa duração de ação da loperamida, poderá ser necessário um tratamento repetido e monitorização durante, pelo menos, 48 horas. Procure assistência médica imediata ligando para os serviços de emergência (ex.: 112) se a pessoa apresentar:
Perante a suspeita de toxicidade por loperamida, é necessária a interrupção imediata do fármaco e a aplicação de terapia de suporte adequada. - Desmaio ou ausência de resposta (incapacidade de ser despertado)
- Ritmo cardíaco rápido ou irregular

Usos terapêuticos de Loperamida

O que a Loperamida Trata: Principais Usos e Benefícios

A loperamida é habitualmente utilizada para auxiliar no alívio de sintomas relacionados com alterações agudas ou episódicas do funcionamento intestinal. A sua aplicação é relevante para atenuar manifestações que interferem com a vida quotidiana, particularmente as que estão associadas a episódios agudos ou disruptivos de diarreia, como a diarreia do viajante. O fármaco é aplicado em contextos que exigem um suporte sintomático de curto prazo, podendo também integrar a gestão de sintomas em quadros clínicos que envolvam manifestações crónicas.

Alívio de Sintomas e Suporte Terapêutico

A loperamida é utilizada na abordagem de conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou perturbadores, os quais incluem a liquidez indesejada das fezes e o aumento da frequência das evacuações, bem como o desconforto das cólicas intestinais e a sensação angustiante de urgência. Este alívio de suporte pode ajudar os pacientes a lidar de forma mais equilibrada com o mal-estar associado a estas manifestações.

O seu papel terapêutico é pertinente em diversas situações onde o auxílio sintomático de curta duração seja adequado.

Este medicamento proporciona um suporte que ajuda a mitigar a carga global dos sintomas, auxiliando na manutenção da estabilidade funcional em fases em que os sintomas são mais evidentes, como durante viagens ou períodos de maior desconforto físico.


Facto Rápido: Foco nos Sintomas da Diarreia Aguda O benefício geral consiste em oferecer um suporte funcional de curto prazo durante períodos de sintomas agudos, contribuindo para um maior conforto e estabilidade.

Critérios de utilização e restrições

A loperamida é um medicamento antidiarreico geralmente considerado seguro para utilização em adultos e crianças com idade igual ou superior a 6 anos para gerir a diarreia aguda não infeciosa.


Quem Pode Utilizar a Loperamida?

Grupo de Doentes Indicação
Adultos Diarreia aguda, diarreia do viajante, diarreia crónica (sob supervisão médica)
Crianças (a partir dos 6 anos) Diarreia aguda (normalmente apenas para utilização a curto prazo)
Doentes com uma ileostomia Para diminuir o volume do efluente

Quem NÃO Deve Utilizar a Loperamida?

A loperamida é contraindicada e deve ser evitada em diversas situações, pois pode agravar a condição clínica ou ocultar problemas subjacentes graves. As principais contraindicações incluem:

  • Crianças com menos de 6 anos de idade: Risco acrescido de efeitos adversos graves.
  • Diarreia aguda com sangue ou febre alta: Estes sintomas indicam frequentemente uma infeção bacteriana grave (ex.: Shigella, Salmonella). Ao interromper a motilidade intestinal, o fármaco pode reter as bactérias e as toxinas, levando potencialmente ao desenvolvimento de megacólon tóxico ou ao agravamento da infeção.
  • Alergia ou hipersensibilidade conhecida à loperamida ou a qualquer componente da formulação.
  • Colite associada a antibióticos: Especialmente em casos causados por Clostridium difficile, onde a inibição do peristaltismo impede a eliminação das toxinas.
  • Crises agudas de colite ulcerosa ou colite pseudomembranosa.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil regulatório oficial da loperamida define o seu comportamento de interação com base no modo como o fármaco é processado pelo organismo e no seu impacto no sistema digestivo. Uma consideração prioritária diz respeito aos medicamentos que inibem comprovadamente a sua eliminação (depuração). A administração conjunta com inibidores potentes da glicoproteína-P (P-gp), como a quinidina ou o ritonavir, pode resultar num aumento significativo (de 2 a 3 vezes) nos níveis plasmáticos da loperamida.

Observam-se aumentos ainda mais substanciais quando se combinam inibidores de enzimas metabólicas; por exemplo, a associação do itraconazol (inibidor da CYP3A4 e da P-gp) com o genfibrozil (inibidor da CYP2C8) está documentada como causadora de um aumento de até 13 vezes na exposição plasmática total da loperamida. É igualmente referido que a coadministração de cetoconazol provoca um aumento de 5 vezes nas concentrações plasmáticas.

A loperamida pode também modificar a exposição a outras substâncias administradas em simultâneo. Os documentos regulatórios indicam que a loperamida diminuiu substancialmente a exposição ao saquinavir (um substrato da P-gp). Inversamente, observou-se que aumenta a concentração plasmática da desmopressina oral. Além disso, espera-se que os fármacos que retardam o trânsito gastrointestinal potenciem o efeito da loperamida, enquanto os medicamentos que aceleram o trânsito gastrointestinal deverão diminuir o seu efeito. É necessária precaução específica em doentes com insuficiência hepática, uma vez que a redução do metabolismo de primeira passagem pode ampliar os efeitos destas interações que aumentam a exposição sistémica.

Mecanismo de ação

Como funciona a loperamida

A loperamida atua abrandando a atividade do sistema digestivo. O seu principal mecanismo de ação consiste na ligação aos recetores de opioides localizados nas paredes do intestino. Ao interagir com estes recetores, o medicamento reduz o movimento rítmico dos músculos intestinais, conhecido como peristaltismo.

Esta redução na velocidade da motilidade intestinal permite que o conteúdo alimentar permaneça no cólon por um período mais prolongado. Como resultado, o organismo tem mais tempo para reabsorver a água e os eletrólitos dos resíduos digestivos. Este processo torna as fezes mais firmes e menos frequentes, ajudando a controlar os sintomas da diarreia.

Além de afetar a motilidade, a loperamida também pode aumentar o tónus do esfíncter anal, o que ajuda a reduzir a urgência e a prevenir a incontinência associada aos episódios diarreicos. Ao contrário de outros compostos que atuam nos recetores de opioides, a loperamida, quando utilizada nas doses recomendadas, atua predominantemente no trato gastrointestinal e não atravessa significativamente a barreira hematoencefálica, minimizando assim os efeitos no sistema nervoso central.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar a loperamida

A loperamida é administrada por via oral e está disponível em formas como cápsulas ou comprimidos de 2 mg, para além de várias soluções orais. A utilização adequada do medicamento é estritamente definida por diretrizes regulatórias, que estabelecem doses iniciais específicas, padrões de dosagem subsequentes baseados na resposta do organismo e limites diários máximos claros.

Para sintomas agudos em adultos, o esquema padrão inicia-se com uma dose inicial de 4 mg, seguida de 2 mg após cada dejeção subsequente de fezes não moldadas. As informações profissionais especificam um limite máximo diário de 16 mg. No contexto de manifestações crónicas, a dosagem é ajustada para um intervalo de manutenção, tipicamente entre 4 mg a 8 mg por dia, administrados numa dose única ou em doses divididas para alcançar o controlo dos sintomas.

Administração oficial e planeamento

Propriedade Instrução das Fontes Reguladoras
Via de Administração A administração oral é a única via aprovada.
Esquema Posológico Dose fixa inicial, seguida de uma dosagem baseada na resposta após cada dejeção de fezes não moldadas.
Avaliação Temporal O tratamento de sintomas agudos deve, geralmente, ser interrompido se não se observar melhoria no prazo de 48 horas.
Uso Adjuvante A administração deve ser acompanhada pela substituição adequada de líquidos e eletrólitos.
Regras Pediátricas A dosagem para crianças (2 a 12 anos) baseia-se no peso; o uso não é recomendado em crianças com menos de 2 anos.
Condições Especiais O uso requer cautela em indivíduos com insuficiência hepática devido à redução do metabolismo.

A estrutura procedimental global garante que a administração seja limitada pelo valor máximo diário e focada no controlo sintomático, com a necessidade de uma gestão concomitante do equilíbrio hídrico.

Evidência clínica recente

Evidência para o uso em diarreia aguda e diarreia do viajante

A investigação que analisa a loperamida no âmbito da diarreia aguda e da diarreia do viajante baseia-se em inúmeros ensaios clínicos controlados, com os dados compilados através de revisões sistemáticas e metanálises. Esta investigação centrou-se em grupos de adultos e crianças mais velhas que apresentavam alterações episódicas agudas na função intestinal. Os investigadores monitorizaram essencialmente medidas funcionais de curto prazo, tais como o tempo até à última dejeção de fezes não moldadas (TLUS), a duração total do episódio (medida em dias) e as alterações na frequência e consistência diária das fezes. Os estudos relataram que estas alterações medidas se concentraram tipicamente num período de observação muito curto, frequentemente entre 24 e 96 horas. No entanto, os resultados foram por vezes divergentes devido à heterogeneidade na forma como os diferentes estudos definiram a "resolução da diarreia".

Evidência para o uso em diarreia crónica e apoio funcional especializado

A investigação também examinou o uso da loperamida em estudos focados na diarreia crónica associada a certas condições subjacentes. Isto inclui grupos de adultos com distúrbios gastrointestinais crónicos, como a Doença Inflamatória Intestinal (DII), e indivíduos com desafios funcionais específicos, como a monitorização de um volume elevado de efluente em ileostomias. Os estudos nestas áreas envolveram ensaios controlados onde os investigadores monitorizaram resultados relacionados com o desequilíbrio funcional. A evidência para esta área é descrita na investigação como tendo um nível de certeza moderado. Existe uma lacuna de evidência comparativa em relação a novos agentes terapêuticos, e os resultados indicam que foi observada uma maior incidência relatada de certas métricas não primárias nalguns estudos que acompanharam doentes durante períodos de utilização prolongados.

Lacunas na investigação e incertezas

O conjunto da evidência destaca o que é conhecido — e o que ainda é incerto — sobre este medicamento. Uma limitação fundamental em todas as populações estudadas é a informação limitada sobre os resultados a longo prazo, uma vez que a base da investigação é definida por um foco primário no alívio de curto prazo. Além disso, os dados para certos grupos permanecem insuficientes. A investigação está sujeita a limitações significativas no que diz respeito ao seu uso em crianças muito pequenas, particularmente aquelas com idade inferior a três anos, especialmente se estiverem a apresentar desidratação ou doença sistémica. A investigação fornece contexto, mas não previsões individuais, e os resultados descrevem padrões de grupo, não garantias de resultados pessoais.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a loperamida (FAQ)

P: Qual é o principal objetivo da loperamida? A: De acordo com a rotulagem regulamentar oficial, este medicamento está indicado para o controlo e alívio sintomático da diarreia aguda inespecífica. Está também aprovado para a gestão da diarreia crónica associada a condições como a doença inflamatória intestinal (DII) e para reduzir o volume do efluente em ileostomias.

P: A loperamida é considerada um opiáceo ou um narcótico? A: Os organismos reguladores oficiais classificam a loperamida como um medicamento antidiarreico. Embora o seu mecanismo de ação envolva a interação com os recetores opióides no intestino, não é classificada como uma substância controlada (no contexto regulamentar dos EUA).

P: Com que rapidez se pode esperar que a loperamida comece a fazer efeito? A: A informação sobre o fármaco indica que o início da ação é geralmente esperado cerca de uma hora após a ingestão do medicamento. As diretrizes oficiais estabelecem que o tratamento para sintomas agudos deve ser reavaliado após 48 horas.

P: A loperamida funciona de forma diferente dependendo da causa do problema? A: A informação oficial refere que a loperamida é contraindicada (não deve ser utilizada) em casos de diarreia causada por infeções bacterianas específicas ou na presença de disenteria aguda. Isto deve-se ao facto de o abrandamento do movimento intestinal poder ser potencialmente prejudicial nessas situações específicas.

P: A loperamida pode ser utilizada para tipos de diarreia não infeciosa? A: Sim, a rotulagem oficial indica que o medicamento está indicado para a diarreia aguda inespecífica e para a diarreia crónica associada à doença inflamatória intestinal. Estas condições podem incluir causas de diarreia não infeciosas.

P: Porque é que a loperamida é por vezes mencionada juntamente com a palavra "dependência"? A: Os avisos regulamentares observam que foi verificada dependência física quando indivíduos abusam cronicamente de doses superiores às recomendadas. Esta utilização indevida está frequentemente associada a tentativas de autotratamento de sintomas de privação de opióides ou para alcançar euforia.

P: Quais são os efeitos secundários mais comuns listados para a loperamida? A: Os efeitos secundários comuns listados na informação do produto podem incluir obstipação (prisão de ventre), tonturas, sonolência, náuseas, cãibras estomacais e cólicas abdominais. A lista completa de potenciais efeitos secundários está detalhada na rotulagem oficial do produto.

P: A loperamida pode causar uma sensação de cansaço ou sonolência invulgar? A: A informação do produto lista a sonolência e o cansaço como possíveis efeitos secundários. Devido a estes efeitos potenciais, são fornecidas informações de precaução relativamente a atividades que exijam alerta mental, como conduzir ou operar máquinas.

P: Existe algum risco de efeitos secundários cardíacos graves com a loperamida? A: As agências reguladoras emitiram avisos de que a toma de doses superiores às recomendadas pode causar problemas graves e fatais de ritmo cardíaco. Estes riscos incluem condições como o prolongamento do intervalo QT e Torsades de Pointes.

P: Quais são os sinais de uma ingestão excessiva de loperamida? A: Os sinais associados à toma excessiva de loperamida podem incluir batimentos cardíacos rápidos ou irregulares, tonturas, desmaios, ausência de resposta ou sensação de desfalecimento. Estes sinais estão associados a uma utilização que excede a dose máxima recomendada.

P: A loperamida aparece nos testes de rotina às drogas? A: Os avisos regulamentares referem que a loperamida não é tipicamente detetada pelos testes de rotina para opiáceos. Podem ser necessários testes especializados se um profissional suspeitar de toxicidade.

P: A loperamida é segura para adultos mais velhos ou idosos? A: A informação regulamentar sugere precaução quando a loperamida é utilizada em doentes idosos. Isto deve-se a um potencial risco acrescido de certos efeitos, como um abrandamento severo do trânsito intestinal (íleo paralítico).

P: Existem restrições ao uso de loperamida durante a gravidez? A: A loperamida não é habitualmente recomendada durante a gravidez porque a informação sobre a sua segurança nesta população é conflituosa ou limitada. A rotulagem oficial aconselha as grávidas a discutir o uso deste medicamento com um profissional de saúde qualificado.

P: Como é que a loperamida é classificada pelos organismos médicos oficiais? A: Os organismos médicos oficiais classificam-na primariamente como um medicamento antidiarreico. Em termos regulamentares internacionais, é formalmente registada como não sendo uma substância controlada.

P: Qual é a duração geral do efeito da loperamida? A: A duração da ação da loperamida é descrita na informação do fármaco como durando até três dias. No entanto, o tempo de tratamento para sintomas agudos está limitado a 48 horas para fins de avaliação.

P: Porque é que as diretrizes oficiais limitam a duração do uso da loperamida? A: O limite de tempo de utilização é empregado como uma avaliação temporal para sintomas agudos. O objetivo é garantir que se procure assistência médica se os sintomas persistirem, o que pode sinalizar uma condição subjacente mais grave ou aumentar potencialmente o risco de eventos cardíacos sérios.

P: A loperamida tem algum aviso de segurança específico das agências reguladoras? A: Sim, as agências reguladoras emitiram avisos específicos sobre o risco de problemas cardíacos graves quando a loperamida é tomada em doses superiores às recomendadas.

P: A loperamida está disponível sem receita médica? A: A loperamida está disponível tanto como medicamento de venda livre (MNSRM) para diarreia aguda, como medicamento sujeito a receita médica para certas condições crónicas. A dose diária máxima permitida difere entre estes tipos de disponibilidade.

P: O uso de loperamida pode, por vezes, levar à prisão de ventre? A: A obstipação (prisão de ventre) está listada na informação oficial do produto como um efeito secundário comum da loperamida. É um efeito conhecido, dado que o medicamento atua no sentido de abrandar o movimento intestinal.

P: Existem interações conhecidas entre a loperamida e antidepressivos comuns? A: Os avisos regulamentares observam que o risco de eventos cardíacos graves aumenta quando doses elevadas de loperamida são tomadas em conjunto com vários tipos de medicamentos, incluindo aqueles que interagem com o metabolismo da loperamida.

P: Porque é que a loperamida é por vezes mencionada em discussões sobre utilização indevida? A: Os avisos regulamentares destacam a utilização indevida e o abuso de doses elevadas em tentativas de autotratamento de sintomas de privação de opióides ou para alcançar euforia, o que acarreta riscos graves para a saúde.

P: Os estudos apoiam o uso de loperamida para problemas relacionados com viagens? A: A rotulagem regulamentar oficial lista a diarreia do viajante como uma das indicações aprovadas para a loperamida.

P: A loperamida pode ser tomada com ou sem alimentos? A: Embora as fontes regulamentares não especifiquem universalmente uma obrigatoriedade quanto à alimentação, algumas orientações de peritos mencionam a administração de loperamida 30 minutos antes da comida para certos tipos de diarreia.

P: Qual é a definição oficial de "uso a curto prazo" para a loperamida? A: A rotulagem de venda livre e a orientação profissional definem geralmente o uso para diarreia aguda como não mais do que 2 dias ou 48 horas sem consultar um profissional de saúde. Este período de 48 horas é utilizado para o controlo sintomático inicial.

P: Como é que os organismos reguladores descrevem a eficácia da loperamida? A: A eficácia é descrita pela sua indicação para o controlo e alívio sintomático da diarreia aguda e crónica. Isto é alcançado através da diminuição do tempo de trânsito e da inibição do peristaltismo (abrandamento do movimento intestinal).

P: A loperamida é recomendada para pessoas com problemas renais preexistentes? A: A rotulagem do fabricante indica que, tipicamente, não é necessário ajuste de dose para doentes com insuficiência renal (problemas nos rins) ligeira a grave.

P: A loperamida causa quaisquer efeitos secundários mentais ou cognitivos? A: Os possíveis efeitos secundários incluem tonturas e sonolência, que podem afetar o alerta e a função cognitiva. Os doentes são geralmente aconselhados a ter precaução ao realizar atividades que exijam foco.

P: É normal sentir inchaço ou gases após tomar loperamida? A: O inchaço abdominal está listado como um efeito secundário raro na informação do produto. Se este efeito for sentido, ele está incluído no perfil de segurança global do medicamento.

P: A forma da loperamida (cápsula, líquido) altera o seu efeito? A: O medicamento está disponível em múltiplas formas, incluindo cápsulas, comprimidos e soluções orais. Estão especificados diferentes regimes posológicos para as várias formas e grupos etários, mas o mecanismo de ação central permanece o mesmo.

P: Existe um risco documentado de reação alérgica à loperamida? A: A informação do produto inclui um risco de reações alérgicas graves (hypersensibilidade), com sintomas como inchaço do rosto ou garganta, pieira ou erupção cutânea.

P: A loperamida é mencionada em orientações oficiais para a gestão de condições crónicas específicas? A: Os documentos regulamentares oficiais listam uma indicação para o controlo da diarreia crónica associada à doença inflamatória intestinal e para a redução do volume do efluente em ileostomias.

P: Porque é que a loperamida não é utilizada para certas infeções bacterianas? A: Loperamida é contraindicada em casos de diarreia causada por certas bactérias porque a sua ação de abrandamento da motilidade intestinal pode atrasar a excreção do organismo infecioso ou das toxinas, agravando potencialmente a situação."

Como Loperamida deve ser armazenado e descartado?

Como armazenar e eliminar a loperamida

A loperamida deve ser conservada sob condições regulamentares específicas para manter a sua estabilidade e a sua eliminação deve seguir as diretrizes oficiais.

Requisitos de armazenamento

A loperamida deve ser armazenada a uma temperatura ambiente controlada, geralmente entre os 20 °C e os 25 °C, com proteção contra o calor excessivo, a luz e a humidade. O medicamento deve ser mantido na sua embalagem original e o recipiente deve permanecer devidamente fechado. É um requisito obrigatório manter o produto fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de eliminação

A eliminação de loperamida não utilizada ou fora do prazo de validade deve ser efetuada em conformidade com os regulamentos locais para resíduos farmacêuticos. Os programas de retoma de medicamentos (pontos de recolha autorizados) são o método preferencial para descartar fármacos não utilizados. Se não estiver disponível um programa de retoma, o produto deve ser misturado com uma substância indesejável e selado num recipiente antes de ser colocado no lixo doméstico comum.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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