Looz

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Looz

O Looz é um agente farmacêutico definido pelo seu princípio ativo, a lactulose, um dissacarídeo sintético administrado sob a forma de solução oral ou xarope, classificado no grupo farmacológico dos laxantes osmóticos. O Looz está frequentemente disponível em mercados onde a formulação líquida é especificamente favorecida pela facilidade de administração a vários grupos de doentes, incluindo as populações geriátrica e pediátrica.

O que é o Looz e qual a sua identidade química fundamental?

A identidade central deste medicamento reside no seu princípio ativo, a lactulose, que é sintetizada quimicamente a partir da galactose e da frutose, confirmando a sua origem sintética. Este açúcar não absorvível é produzido de forma a ser resistente à decomposição pelas enzimas digestivas humanas no intestino delgado, uma propriedade fundamental apoiada por estudos farmacológicos. Esta estrutura garante que o composto permaneça intacto até chegar ao cólon, onde o seu efeito terapêutico é localizado. O Looz apresenta-se como um produto de ingrediente único, distinguindo-se de formulações que combinam laxantes com outros auxiliares digestivos.

Looz: Classificação como laxante osmótico e agente gastrointestinal

O Looz é categorizado principalmente como um laxante osmótico, um tipo de agente gastrointestinal que atrai água para o cólon através de um efeito hiperosmótico. Este mecanismo facilita a evacuação ao aumentar o conteúdo fluido das fezes, um princípio clinicamente reconhecido por proporcionar um alívio suave. Esta classificação estende-se também ao papel do Looz como redutor de amoníaco, uma função especializada utilizada na gestão de condições caracterizadas por níveis elevados de resíduos nitrogenados sistémicos, o que constitui um fator de diferenciação face aos agentes osmóticos simples.

Qual é o objetivo geral do Looz?

O objetivo geral do composto é alcançado através de uma ação não sistémica no intestino grosso, um mecanismo habitualmente utilizado na prática clínica para evitar efeitos generalizados no organismo. Uma vez no cólon, o dissacarídeo é fermentado por bactérias residentes, produzindo ácidos orgânicos que causam uma ligeira descida do pH colónico (acidificação). Esta alteração localizada do pH e a pressão osmótica resultante facilitam a retenção de água e o amolecimento do conteúdo intestinal. Esta ação proporciona o benefício terapêutico global de promover uma evacuação mais fácil, um cenário de utilização típico e neutro, auxiliando na regulação de produtos específicos do metabolismo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Looz?

A descrição dos possíveis efeitos secundários e das características de segurança do Looz (lactulose) é baseada na documentação regulamentar oficial, que classifica as reações adversas por frequência e sistema fisiológico. O perfil de efeitos adversos envolve principalmente o sistema gastrointestinal.

Classificação Regulamentar das Reações Adversas

As reações adversas são classificadas com base na frequência observada na utilização clínica, seguindo as normas regulamentares:

  • Reações Muito Frequentes (ocorrem em pelo menos 1 em cada 10 doentes): A diarreia é o efeito adverso documentado com maior frequência.
  • Reações Frequentes (ocorrem em pelo menos 1 em cada 100 doentes): Os efeitos observados habitualmente incluem flatulência, dor abdominal, náuseas e vómitos.
  • Reações Pouco Frequentes (ocorrem em pelo menos 1 em cada 1.000 doentes): Está listado o risco de desequilíbrio eletrolítico, uma condição associada a diarreia grave ou persistente.

Padrões de Dose, Tempo e Segurança Sistémica

Certos efeitos seguem cronologias específicas ou relações com a dose. A flatulência pode ocorrer durante os primeiros dias de tratamento, mas é tipicamente transitória. A diarreia e a dor abdominal estão associadas a doses excessivas ou ao uso crónico de doses elevadas não ajustadas. A perda excessiva de líquidos resultante de diarreia grave pode levar a complicações sistémicas, incluindo hipocalémia (baixos níveis de potássio no sangue) e hipernatrémia (níveis elevados de sódio no sangue), especialmente quando são utilizadas doses elevadas por períodos prolongados.

Restrições de Segurança e Populações Especiais

Existem restrições específicas definidas para este medicamento. O seu uso é formalmente contraindicado em indivíduos com galactosemia, obstrução gastrointestinal ou risco de perfuração digestiva. Para doentes idosos ou debilitados que tomem este fármaco por um período prolongado (por exemplo, mais de seis meses), recomenda-se a monitorização periódica dos eletrólitos séricos. Existe uma condicionante de segurança teórica para doentes submetidos a procedimentos de eletrocauterização, devido ao potencial de acumulação de gás hidrogénio no cólon.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

A sobredosagem de Looz (lactulose) é caracterizada principalmente por perturbações gastrointestinais graves. Os sinais clínicos documentados com maior frequência são a diarreia persistente e cólicas abdominais acentuadas. Menos frequentemente, as informações oficiais também relatam sintomas como náuseas e vómitos. Estas manifestações são geralmente consideradas dependentes da dose e funcionam como a indicação inicial de que a dosagem aplicada é excessiva.

Medidas de Emergência Necessárias

O risco mais significativo associado a uma sobredosagem prolongada ou grave é a resultante perda de fluidos e o desenvolvimento de desequilíbrios eletrolíticos graves, incluindo o risco de hipocalémia (baixos níveis de potássio) e hipernatrémia (níveis elevados de sódio). As orientações oficiais determinam que os doentes ou cuidadores devem procurar assistência médica de emergência ou contactar imediatamente um centro de informação antivenenos em caso de suspeita de sobredosagem ou quando se desenvolvam sintomas graves. O uso do medicamento deve ser interrompido ou a dose significativamente reduzida perante o aparecimento de diarreia persistente.

Gestão de Suporte

Não é conhecido qualquer antídoto específico para a sobredosagem de lactulose. Por conseguinte, a abordagem terapêutica necessária é sintomática e de suporte. Esta gestão inclui os passos processuais de reposição de fluidos e eletrólitos, bem como a correção de desequilíbrios eletrolíticos para mitigar resultados fisiológicos graves. Observa-se também que os lactentes constituem uma população específica que pode ser particularmente suscetível à desidratação e à hiponatrémia após uma exposição excessiva.

Usos terapêuticos de Looz

O que o Looz trata: principais utilizações e benefícios

O Looz é habitualmente utilizado em duas áreas terapêuticas fundamentais para proporcionar alívio de suporte, abordando conjuntos de sintomas relacionados tanto com a função gastrointestinal como com desequilíbrios sistémicos. Os principais contextos clínicos em que este composto é aplicado incluem a gestão da obstipação e o tratamento da encefalopatia hepática.

Alívio para a obstipação e movimentos intestinais infrequentes

O Looz é aplicado em domínios onde é necessário um apoio sintomático adicional para condições que envolvem dificuldade na passagem das fezes e a presença de fezes duras e secas. Isto é relevante para a gestão de sintomas que interferem com o conforto diário. De um modo geral, ajuda a melhorar o bem-estar quotidiano e oferece um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras, especialmente em grupos de doentes como idosos ou pessoas em recuperação de cirurgias.

Gestão de sintomas neurocognitivos em doenças hepáticas

O composto é considerado relevante para atenuar sintomas de atividade neurológica aumentada e compromisso cognitivo associados a doenças hepáticas graves, como a encefalopatia hepática. Utilizado em contextos clínicos marcados por desequilíbrios fisiológicos temporários, auxilia na manutenção da estabilidade funcional e apoia o doente durante episódios difíceis, aliviando o mal-estar provocado por sintomas como a confusão e a desorientação. É frequentemente utilizado quando é necessária assistência sintomática de curto prazo para lidar com agudizações destas manifestações desafiantes.


Facto Rápido: Alívio para dois domínios de sintomas O Looz destaca-se pela sua aplicação em dois contextos terapêuticos distintos: ajuda a tratar sintomas relacionados com o desconforto físico da obstipação e sintomas relacionados com desequilíbrios sistémicos que levam à disfunção neurocognitiva em doentes hepáticos.

Critérios de utilização e restrições

Perfil de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Looz

A elegibilidade para a utilização do Looz é definida através de contraindicações específicas e restrições populacionais estabelecidas em documentação oficial. O medicamento é contraindicado em doentes que necessitem de uma dieta pobre em galactose, como no caso da galactosemia, devido à pequena quantidade de açúcares relacionados presentes na solução. Adicionalmente, não deve ser utilizado em situações de obstrução gastrointestinal conhecida ou suspeita, doença inflamatória intestinal aguda ou risco de perfuração digestiva.

O Looz é geralmente permitido para adultos e adolescentes. Para crianças e lactentes, a utilização no tratamento da obstipação deve ser excecional e realizada apenas sob supervisão médica. A segurança e a eficácia do Looz em doentes pediátricos para o tratamento da encefalopatia hepática não foram estabelecidas.

A utilização em doentes diabéticos requer precaução, particularmente quando são necessárias doses elevadas. No entanto, não existem ajustes posológicos especiais para doentes com insuficiência renal ou hepática, nem para idosos, uma vez que a absorção sistémica do fármaco é insignificante. De acordo com as informações oficiais, o Looz pode ser utilizado tanto durante a gravidez como durante a amamentação.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

As informações oficiais definem o perfil de interação do Looz baseando-se, principalmente, na sua atividade não sistémica no cólon, em vez das interações convencionais mediadas por enzimas hepáticas ou por transportadores.

Classificação de Interações e Combinações Restritas:

Categoria Descrição das Fontes Oficiais
Combinação Contraindicada Galactosemia, uma vez que a solução oral contém vestígios de galactose e lactose, tornando-a inadequada para uma dieta pobre em galactose.
Interações Farmacodinâmicas A administração conjunta de antiácidos não absorvíveis pode comprometer a eficácia do Looz ao inibir, teoricamente, a acidificação necessária do conteúdo do cólon.
Interferência Metabólica O uso de certos agentes anti-infeciosos (por exemplo, neomicina) é referido como teoricamente contraproducente, pois estes podem eliminar as bactérias do cólon necessárias para processar o Looz e impedir o efeito terapêutico pretendido.
Efeitos Aditivos O uso concomitante com outros agentes laxantes acarreta um risco aumentado de diarreia grave e o consequente potencial de desequilíbrio de fluidos e eletrólitos.

Restrições Específicas:

Existem restrições específicas relacionadas com a segurança de procedimentos e populações de doentes. Uma restrição baseada no tempo exige uma limpeza intestinal minuciosa com uma solução não fermentável antes de procedimentos médicos como a proctoscopia ou colonoscopia que envolvam eletrocauterização, devido ao potencial de acumulação de gás hidrogénio inflamável. Adicionalmente, recomenda-se precaução no uso em doentes diabéticos, dado que a solução contém vestígios de açúcares absorvíveis. Para doentes que utilizem Looz por períodos longos (seis meses ou mais), particularmente os idosos, é recomendada a monitorização periódica dos eletrólitos séricos.

Mecanismo de ação

O Looz funciona como um inibidor específico e competitivo da farnesil pirofosfato sintase (FPPS), uma enzima fundamental para a via do mevalonato. A molécula liga-se diretamente ao centro ativo da FPPS, impedindo assim que a enzima catalise a síntese de intermediários isoprenoides essenciais, especificamente o farnesil pirofosfato (FPP) e o geranilgeranil pirofosfato (GGPP).

Esta interrupção bioquímica resulta na redução das concentrações intracelulares de FPP e GGPP. Estes intermediários são necessários para a modificação pós-traducional de pequenas proteínas sinalizadoras GTPases (por exemplo, membros das famílias Ras e Rho), um processo designado por prenilação. Sem uma prenilação suficiente, estas GTPases não conseguem fixar-se corretamente na membrana celular, o que é essencial para a sua ativação funcional e para o seu envolvimento nas cascatas de sinalização intracelular.

Ao perturbar a localização na membrana e a atividade destas GTPases sinalizadoras, o Looz modula processos celulares essenciais, incluindo a proliferação, a motilidade e a adesão. Esta cascata mecanística conduz, em última análise, a uma alteração da estrutura e da função celular nos tecidos-alvo, resultando na consequência fisiológica sistémica.

Informações sobre dosagem e administração

Diretrizes Oficiais de Administração e Posologia

O Looz (lactulose) é administrado por via oral para a utilização padrão tanto na obstipação como na gestão da encefalopatia hepática (EH), ou por via retal como clister de retenção em episódios agudos de EH. O produto é fornecido como solução oral ou xarope, ou como pó destinado a reconstituição. As instruções oficiais definem o método de administração necessário, as etapas de preparação e os objetivos numéricos precisos para a dosagem.

Âmbito e Contexto da Administração

Categoria Instruções Oficiais
Via de Administração Oral (solução/xarope, pó reconstituído) e Retal (clister).
Preparação A solução oral pode ser misturada com água, leite ou sumo de fruta para melhorar a palatabilidade. O pó deve ser dissolvido em aproximadamente 120 ml de água.
Condições Especiais Os clisteres retais devem ser retidos durante 30 a 60 minutos. Não devem ser utilizados clisteres de limpeza que contenham agentes alcalinos antes da administração.

Posologia e Frequência

Os esquemas posológicos estabelecidos para adultos dependem da condição clínica e são titulados para um resultado terapêutico específico. Para a terapia de manutenção da EH, a dose padrão é de 30 ml a 45 ml, administrada três a quatro vezes ao dia. A dosagem é continuamente ajustada para assegurar o efeito desejado de produzir duas a três fezes moles por dia em ambas as utilizações aprovadas. Caso esta frequência numérica seja excedida (diarreia), a dose prescrita deve ser imediatamente reduzida. Para a obstipação, a dose inicial típica no adulto é de 15 ml a 30 ml, uma vez ao dia. O tratamento é frequentemente estruturado como uma terapia contínua a longo prazo para a prevenção da recorrência da EH. Estão também especificados intervalos de dose para lactentes (até 5 ml por dia) e crianças mais velhas.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre o Looz

Evidência para utilização na Constipação Crónica

O Looz foi avaliado em investigações que exploraram a constipação crónica, uma condição caracterizada por limitações funcionais e resultados relacionados com o desconforto físico. A investigação nesta área envolveu principalmente ensaios clínicos controlados que analisaram a evolução dos sintomas em intervalos de tempo definidos. Estes estudos focaram-se em indicadores que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade, bem como em resultados relatados pelos próprios doentes sobre a sua perceção de desconforto.

As conclusões descrevem padrões observados nos estudos. A investigação detalha alterações na frequência e na facilidade com que os doentes evacuaram, conforme observado durante o acompanhamento clínico. Até ao momento, os dados indicam que o Looz esteve associado a estes resultados relacionados com o equilíbrio funcional.

Evidência para utilização na Encefalopatia Hepática

O Looz foi avaliado em pesquisas que abordam a encefalopatia hepática, uma condição marcada por manifestações flutuantes ou episódicas ligadas a doenças do fígado. Os estudos monitorizaram a ocorrência de episódios agudos e a intensidade de resultados que captam fases de maior atividade sintomática.

A investigação neste domínio analisou a patologia e os seus resultados relacionados com o desequilíbrio sistémico ou funcional. Os dados demonstram padrões relativos à ocorrência destes episódios nos doentes observados, contribuindo para o panorama de evidência mais alargado sobre esta condição grave.

Estudos a longo prazo e acompanhamento

A investigação tem explorado os efeitos do Looz para além da utilização a curto prazo, embora os efeitos a longo prazo não estejam totalmente estabelecidos. Estes dados de seguimento prolongado são fundamentais para compreender como os sintomas evoluem ao longo de períodos maiores em condições onde a intensidade da sintomatologia pode variar com o tempo. A evidência é limitada no que respeita a resultados após muitos meses ou anos de utilização contínua.

Evidência em populações especiais

O Looz foi estudado em certas populações especiais, tais como crianças e idosos. A investigação analisou estes grupos específicos para compreender se os padrões observados diferiam das populações principais dos estudos. As conclusões foram divergentes ou os dados ainda estão a surgir para certos subgrupos, o que significa que a informação para determinados grupos permanece insuficiente.

O que ainda permanece incerto sobre o Looz

Esta secção destaca o que a evidência sugere ser conhecido — e o que ainda permanece incerto — sobre o Looz. Uma área chave de incerteza é a evidência comparativa face a terapias mais recentes ou alternativas para a constipação crónica. Finalmente, os efeitos a longo prazo não estão totalmente validados, sendo que a investigação que explora alterações sintomáticas a curto prazo ainda supera a investigação sobre resultados de muito longo prazo.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Looz (FAQ)


P: Qual é a diferença geral entre o Looz e outros medicamentos da sua classe?

R: O Looz é descrito em documentação oficial como um laxante osmótico, mas possui uma dupla ação que o distingue dos medicamentos típicos desta classe. Note-se que o Looz atua também como um redutor de amoníaco. Este mecanismo especializado contribui para a gestão de níveis elevados de resíduos de nitrogénio no organismo.

P: Existem suplementos ou vitaminas comuns mencionados nos documentos regulamentares que interagem com o Looz?

R: As fontes oficiais definem interações com certos medicamentos, tais como antibióticos específicos ou outros agentes laxantes. No entanto, os documentos focam-se em interações fármaco-fármaco e fármaco-alimento, não listando vitaminas ou suplementos minerais comuns.

P: O Looz interage com o álcool, de acordo com o folheto informativo?

R: Os documentos oficiais não listam habitualmente o álcool como uma interação direta com o fármaco. Contudo, devido ao efeito conhecido do Looz de poder causar diarreia, o consumo excessivo de álcool pode estar associado a um risco aumentado de perda de fluidos, o que pode contribuir para o risco já listado de desequilíbrio de fluidos e eletrólitos.

P: Que tipo de investigação foi realizada sobre o Looz em crianças?

R: Os estudos sobre o Looz focam-se principalmente em adultos. A rotulagem oficial indica que não foram realizados estudos adequados para estabelecer a segurança e eficácia do Looz no tratamento da encefalopatia hepática em doentes pediátricos. O uso deste medicamento para a obstipação em crianças é excecional e deve ocorrer apenas sob supervisão médica.

P: O Looz possui um "Boxed Warning" (aviso de segurança proeminente)?

R: Embora as informações regulamentares do Looz contenham avisos críticos e listem contraindicações, não está presente um "Boxed Warning" formal na rotulagem oficial para este medicamento.

P: Com que rapidez o Looz começa tipicamente a fazer efeito?

R: O efeito do medicamento não é imediato. Como o Looz deve percorrer o sistema digestivo até ao cólon e ser processado por bactérias, as informações oficiais afirmam que pode demorar 24 a 48 horas para produzir a evacuação pretendida.

P: Quanto tempo após iniciar o Looz é que as pessoas costumam notar uma alteração?

R: As alterações relacionadas com a evacuação pretendida tornam-se frequentemente percetíveis no intervalo de 24 a 48 horas após o início da medicação. Este período é o resultado do processo necessário para que o medicamento atue no cólon.

P: O Looz apresenta risco de dependência ou de privação?

R: De acordo com os documentos oficiais, o Looz não está classificado como tendo risco de dependência física ou de causar sintomas de privação. No entanto, os textos indicam que o reflexo de defecação pode sofrer alterações durante o tratamento a longo prazo.

P: O Looz é seguro para pessoas idosas, com base em estudos oficiais?

R: Refere-se que, tipicamente, não são necessários ajustes posológicos especiais para doentes idosos. Contudo, para aqueles que utilizam o medicamento por mais de seis meses, a monitorização periódica dos eletrólitos séricos (como sódio e potássio) é descrita como uma recomendação devido aos potenciais riscos de longo prazo resultantes da diarreia.

P: Qual é o prazo para o efeito total do Looz, de acordo com os ensaios clínicos?

R: Podem ser necessários vários dias de utilização consistente para que o efeito terapêutico total seja alcançado em alguns doentes. Este período é comummente referido como sendo de 2 a 3 dias nas informações oficiais de prescrição.

P: O Looz está associado a quaisquer efeitos secundários de longo prazo?

R: O principal risco de longo prazo registado na documentação oficial é o potencial de desequilíbrio de fluidos e eletrólitos. Esta condição pode ocorrer se o medicamento for utilizado em doses elevadas e não ajustadas por períodos prolongados, levando a diarreia persistente e à perda de minerais essenciais.

P: O que acontece se alguém interromper subitamente a toma de Looz?

R: A interrupção abrupta não está associada a sintomas formais de privação do fármaco. No entanto, se o uso do medicamento for interrompido, é provável que os sintomas originais da condição tratada, como a obstipação ou a encefalopatia hepática, regressem.

P: Como é que o Looz afeta o humor ou as emoções?

R: Alterações no humor, incluindo confusão ou irritabilidade, foram relatadas como reações adversas. Os textos sugerem que estes efeitos estão frequentemente associados ao potencial de desequilíbrio eletrolítico grave, que pode ser causado por diarreia excessiva resultante de doses elevadas.

P: Qual é a semivida do Looz?

R: O Looz atua principalmente no cólon e é pouco absorvido pela corrente sanguínea. Devido a esta ação não sistémica, os textos farmacológicos oficiais não definem tipicamente uma semivida para este medicamento.

P: Quais são os sinais comuns de que o Looz está a ser eficaz para o seu uso principal?

R: A medida de eficácia é definida por um resultado pretendido que consiste na produção de duas a três fezes moles diariamente. Este resultado específico serve como a métrica mensurável de eficácia descrita nos documentos oficiais.

P: O Looz interage com pílulas contracetivas?

R: Não se regista uma interação direta fármaco-fármaco com pílulas contracetivas orais. No entanto, se o uso de Looz provocar vómitos ou diarreia grave com duração superior a 24 horas, isto pode reduzir a eficácia de alguns contracetivos orais devido à diminuição da absorção.

P: Para que grupo etário o Looz é principalmente estudado?

R: Embora o Looz seja utilizado em várias faixas etárias, os esquemas posológicos oficiais e a investigação clínica fundamental focam-se principalmente na população adulta para as suas principais indicações.

P: Por que razão o Looz pode ser tomado à noite em vez de ser de manhã?

R: Algumas informações de prescrição para a obstipação descrevem a administração ao deitar. Este momento está ligado ao início esperado do efeito do medicamento, que ocorre 24 a 48 horas após o consumo.

P: É possível ser alérgico ao Looz?

R: Os documentos oficiais listam reações de hipersensibilidade (respostas alérgicas) como um possível efeito adverso. O medicamento é contraindicado em indivíduos hipersensíveis à substância ativa ou a qualquer um dos seus ingredientes.

P: O Looz pode causar alterações no apetite?

R: Uma alteração no apetite, especificamente a perda de apetite, foi relatada como uma reação adversa. No entanto, a frequência deste efeito específico é registada como não sendo totalmente conhecida.

P: Qual é a ligação entre o Looz e o estado de alerta mental?

R: Afirma-se oficialmente que o Looz tem uma influência nula ou insignificante na capacidade de uma pessoa manter o alerta mental, tal como ao conduzir ou operar máquinas.

P: A evidência científica para o Looz é considerada forte ou preliminar?

R: Embora o medicamento seja utilizado há muitos anos, existiram discussões históricas sobre a adequação dos dados iniciais que sustentam a sua eficácia. Atualmente, é difícil realizar novos ensaios controlados por placebo por razões éticas devido à longa história de utilização do fármaco.

P: Que informação está disponível relativa ao Looz e à amamentação?

R: A informação oficial descreve geralmente o Looz como compatível com a utilização durante a amamentação. Isto é sustentado pelo facto de o medicamento ser pouco absorvido pela corrente sanguínea, o que significa que a exposição sistémica é insignificante.

P: Qual é o período típico para o aparecimento de efeitos secundários após iniciar o Looz?

R: Certas reações adversas, como a flatulência, surgem especificamente durante os primeiros dias de tratamento. Estes efeitos são descritos como sendo tipicamente transitórios.

Como Looz deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar o Looz

O Looz (solução de lactulose) deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 20 °C e os 25 °C, com um limite obrigatório que não deve exceder os 30 °C. O produto deve ser protegido da luz direta e não deve ser congelado; a congelação pode fazer com que a solução se torne semissólida, embora seja expectável que a sua viscosidade normalize após o aquecimento. Conserve a solução num recipiente bem fechado, resistente à luz e mantido fora do alcance e da vista das crianças. Um ligeiro escurecimento da cor é normal sob estas condições de conservação e não afeta a ação do medicamento. O Looz não utilizado ou com o prazo de validade expirado deve ser eliminado de acordo com os requisitos locais; não deve ser descartado através das águas residuais nem no lixo doméstico comum.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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