Liserdol

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Liserdol

Que tipo de medicamento é o Liserdol (Metergolina)?

O Liserdol é um medicamento sintético, de substância única e sujeito a receita médica (MSRM), cujo componente ativo é a metergolina. Quimicamente, a metergolina é classificada tanto como um derivado da ergolina como um derivado do ácido lisérgico. Farmacologicamente, a substância é agrupada como um potente antagonista da serotonina e um inibidor da prolactina. A classificação ATC da Organização Mundial da Saúde identifica o fármaco como um inibidor da prolactina. Esta dupla classificação define o mecanismo fundamental do fármaco e o seu papel terapêutico geral como um agente de modulação neuroendócrina. Ao contrário de alcaloides do ergot mais antigos e menos seletivos, a principal distinção da metergolina é a sua reconhecida potência e elevada afinidade para com os recetores 5-HT2.

Composição e Forma Farmacêutica

A substância ativa do Liserdol é a metergolina, que é formulada exclusivamente para administração oral sob a forma de um comprimido sólido. O Liserdol possui uma composição direta, contendo apenas o princípio ativo metergolina juntamente com os excipientes farmacêuticos necessários para a formação e estabilidade da unidade posológica sólida oral. Enquanto comprimido administrado por via oral, o fármaco foi concebido para um efeito sistémico, o que significa que o composto sintético ativo é absorvido após a ingestão para atuar em alvos por todo o organismo.

Objetivo Terapêutico Geral da Metergolina

O objetivo geral da metergolina é alcançar o reequilíbrio funcional através do exercício de um duplo mecanismo: uma potente ação antisserotoninérgica e a inibição direcionada da secreção de prolactina. A investigação confirma a influência significativa do fármaco na regulação hormonal, demonstrando que a metergolina suprime eficazmente a secreção de prolactina. A ação antisserotoninérgica do fármaco envolve o bloqueio específico dos recetores 5-HT2, contrariando processos mediadores da hiperatividade da serotonina. Esta intervenção especializada e controlada, clinicamente reconhecida pelo seu papel na supressão da secreção de prolactina, define a utilidade central do Liserdol na regulação de sistemas afetados por desequilíbrios de serotonina e prolactina, estabelecendo o seu papel como um mediador químico fundamental.

Quais efeitos secundários são possíveis com Liserdol?

Efeitos secundários possíveis e informações de segurança

O perfil de segurança do Liserdol (metergolina) está formalmente documentado em textos regulamentares, que classificam as potenciais reações adversas com base na sua frequência e no sistema do organismo afetado. Este sistema de classificação garante uma apresentação padronizada do perfil de risco do medicamento, excluindo rigorosamente quaisquer alegações terapêuticas ou instruções de utilização.


Reações Adversas Documentadas

Os efeitos secundários mais frequentes observados nos dados clínicos regulamentares estão primordialmente relacionados com doenças gastrointestinais e do sistema nervoso. Estas reações comunicadas habitualmente incluem náuseas, vómitos, cefaleias, tonturas e sonolência. As reações classificadas como pouco frequentes incluem insónia, perturbação ou dor gástrica e hipotensão postural (uma descida da pressão arterial ao levantar-se).

Alguns destes efeitos comuns, particularmente as tonturas e as perturbações gastrointestinais, estão oficialmente assinalados como sendo observados com maior frequência durante a fase inicial do tratamento.


Considerações de Segurança Graves e Restrições

A documentação aborda o potencial para considerações de segurança graves, embora raras. Estas incluem o risco de hipotensão (descidas significativas da pressão arterial). Além disso, dado que a metergolina pertence à classe química dos derivados da ergolina, existe uma consideração de segurança de nível elevado relativa à possibilidade rara de reações fibróticas (ex.: valvulopatia cardíaca) associada ao uso prolongado desta classe de fármacos. Por este motivo, a utilização é limitada ou contraindicada em indivíduos com doença valvular cardíaca pré-existente.

As restrições específicas para certas populações incluem a recomendação de precaução em doentes com insuficiência hepática, sendo a utilização do medicamento geralmente restringida durante a gravidez e lactação, devido à sua ação como potente inibidor da prolactina.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As informações relativas à sobredosagem de Liserdol (metergolina) são regidas pelas classificações regulamentares governamentais oficiais, uma vez que os sintomas clínicos detalhados ou as ações de emergência obrigatórias não se encontram explicitamente documentados na informação de prescrição publicamente acessível.

Âmbito e Classificação da Sobredosagem

Categoria Declaração Regulamentar
Apresentações de Sobredosagem Documentadas: Sinais ou sintomas clínicos específicos de sobredosagem em humanos não estão explicitamente documentados nas secções regulamentares de sobredosagem acessíveis ao público.
Sistemas Fisiológicos Afetados: Os sistemas fisiológicos específicos afetados pela sobredosagem não estão explicitamente documentados na informação de prescrição regulamentar. A substância está quimicamente classificada com o perigo geral de ser nociva por ingestão.
Declarações de Resposta de Emergência: Instruções específicas para ações de emergência obrigatórias ou condições que exijam atenção médica urgente não estão explicitamente documentadas nas secções regulamentares de sobredosagem acessíveis ao público.

Declarações Oficiais de Sobredosagem

O composto, metergolina, é categorizado sob os códigos de intoxicação (T42.8X) associados a outros agentes do sistema nervoso central e aos não especificados, com base nos sistemas de classificação governamentais. Manifestações clínicas específicas, procedimentos de emergência necessários e considerações específicas para populações particulares não estão explicitamente documentados nas secções publicamente acessíveis da informação oficial de prescrição. Não está documentada uma declaração explícita sobre a existência ou inexistência de um antídoto específico nas secções regulamentares de sobredosagem acessíveis ao público.

Ligação ao Perfil Geral de Sobredosagem

A documentação regulamentar oficial define o perfil de sobredosagem da metergolina primordialmente pela sua classificação como uma entidade toxicológica dentro do grupo de agentes do sistema nervoso central. Os documentos não fornecem sintomas clínicos detalhados ou orientações de emergência específicas e obrigatórias, estabelecendo o estado de risco do composto com base na codificação governamental em vez de eventos clínicos descritivos. Todos os casos suspeitos de sobredosagem com Liserdol requerem uma avaliação médica profissional.

Usos terapêuticos de Liserdol

O que o Liserdol trata: principais utilizações e benefícios

O Liserdol (que contém a substância ativa metergolina) é aplicado em áreas onde é necessário apoio sintomático adicional em condições associadas a níveis elevados da hormona prolactina (hiperprolactinemia). O uso deste medicamento é considerado relevante para a gestão de quadros hiperprolactinémicos que se podem apresentar com episódios agudos ou disruptivos. É habitualmente utilizado para auxiliar em conjuntos de sintomas que podem tornar-se intensos ou perturbadores, tais como a amenorreia (ausência de menstruação), a anovulação (falta de ovulação), períodos menstruais irregulares ou ausentes e a galactorreia (produção anómala de leite materno).

Este produto contribui para aliviar a carga sintomática global durante episódios de maior desconforto, o que pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional relacionada com estes sintomas.

"Esta abordagem é vulgarmente utilizada para ajudar a gerir a carga sintomática global em condições associadas a valores elevados de prolactina."

Facto Rápido: Pode auxiliar no alívio da carga sintomática global relacionada com a galactorreia (produção anómala de leite materno).

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade para o Liserdol

A elegibilidade para a utilização de Liserdol (metergolina) é rigorosamente definida pelos documentos regulamentares governamentais, focando-se na segurança do doente com base nas condições de saúde subjacentes e no estado fisiológico. O seu uso está geralmente estabelecido para doentes adultos em tratamento de condições hiperprolactinémicas.

Estado da População Classificação Regulamentar (Não deve utilizar)
Alergia conhecida à Ergolina/Metergolina Contraindicado
Hipertensão não controlada Contraindicado
Valvulopatia Cardíaca (Fibrose) Contraindicado
Doenças Fibróticas (ex.: Pulmonar) Contraindicado
Hipertensão induzida pela gravidez Contraindicado

O medicamento está contraindicado e não deve ser utilizado por doentes com hipersensibilidade conhecida à metergolina ou a qualquer outro alcaloide da ergolina. A inelegibilidade absoluta estende-se a indivíduos com hipertensão não controlada, evidência de valvulopatia cardíaca ou antecedentes de doenças fibróticas pulmonares, pericárdicas ou retroperitoneais. O uso é também contraindicado em mulheres com hipertensão induzida pela gravidez.

A utilização em doentes pediátricos não está estabelecida, uma vez que os dados regulamentares de segurança e eficácia são insuficientes para crianças e adolescentes. O aleitamento não é recomendado devido ao mecanismo do fármaco como inibidor da prolactina. É aconselhada precaução em doentes com insuficiência hepática ou renal grave e naqueles com antecedentes de perturbações mentais de tipo psicótico.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Liserdol (metergolina) apresenta padrões de interação documentados que são primordialmente classificados como farmacodinâmicos ou farmacocinéticos, conforme assinalado na literatura regulamentar. A coadministração com outros agentes serotoninérgicos, tais como os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) e os inibidores da monoamina oxidase (IMAO), acarreta um risco documentado de desenvolvimento da Síndrome Serotoninérgica devido a efeitos aditivos. Esta situação representa uma restrição farmacodinâmica clinicamente significativa.

Outra categoria de interação envolve a modificação farmacocinética. Os inibidores potentes das enzimas metabólicas, incluindo medicamentos específicos como o antiviral Amprenavir e o antibiótico Azitromicina, foram oficialmente citados como causadores de um aumento na concentração sérica da metergolina. Esta alteração na exposição ao fármaco é uma limitação reconhecida durante a utilização concomitante.

Adicionalmente, os riscos farmacodinâmicos estendem-se aos depressores do Sistema Nervoso Central (SNC), onde a coadministração pode aumentar o risco e a gravidade da depressão do SNC. Está também documentado que o Liserdol pode potencialmente diminuir os efeitos anti-hipertensores de medicamentos que reduzem a pressão arterial, como o Aliscireno ou o Benazepril. Não estão explicitamente documentadas nas informações oficiais de prescrição quaisquer regras obrigatórias de separação temporal das tomas, nem interações específicas com alimentos, álcool ou produtos à base de plantas.

Mecanismo de ação

O Liserdol (metergolina) é um derivado da ergolina que atua principalmente sobre os sistemas serotoninérgico e dopaminérgico no sistema nervoso central. Os seus principais alvos moleculares são diversos recetores de 5-hidroxitriptamina (5-HT), onde funciona como um antagonista. Especificamente, o Liserdol exibe uma elevada afinidade e atividade antagonista nos recetores 5-HT2A e 5-HT2C. A molécula bloqueia de forma competitiva a ligação do neurotransmissor endógeno serotonina a estes recetores acoplados à proteína G.

Este bloqueio modifica a sinalização neuronal, especificamente através da inibição das cascatas de sinalização intracelular mediadas pelo 5-HT2A. Além disso, o Liserdol apresenta atividade agonista nos recetores de dopamina, incluindo o subtipo D2. Este duplo antagonismo de recetores específicos da serotonina e agonismo de recetores da dopamina resulta na consequência fisiológica ao nível do sistema de diminuição da secreção de prolactina pela hipófise anterior, através da alteração das vias de sinalização neuroendócrina. A ação do fármaco nos recetores 5-HT também modula o tónus do músculo liso na vasculatura cerebral.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Liserdol

O Liserdol (metergolina) é um medicamento de administração oral com protocolos de utilização precisamente definidos pela documentação regulamentar. O seu uso é padronizado com base na condição específica a ser tratada, garantindo a entrega e a duração corretas da substância ativa.

Princípios de Administração e Momento da Toma

O Liserdol é formulado como um comprimido revestido por película de 4 mg e é administrado por via oral. O comprimido deve ser deglutido inteiro com uma pequena quantidade de líquido e sem ser mastigado. Crucialmente, o medicamento deve ser administrado fora das refeições.

Regimes Posológicos Padrão

A dosagem é consistentemente implementada em doses divididas, três vezes ao dia. A dose diária total padrão é tipicamente de 12 mg, embora os regimes iniciais possam envolver quantidades inferiores:

  • Para a Gestão da Lactação (Prevenção ou Supressão): O protocolo envolve 1 comprimido (4 mg) três vezes ao dia.
  • Para Condições de Hiperprolactinemia: O tratamento inicia-se com 1/2 comprimido (2 mg) três vezes ao dia durante os primeiros 3 a 4 dias, aumentando potencialmente para a dose de manutenção de 1 comprimido (4 mg) três vezes ao dia.

Duração do Tratamento e Ajustes

Os cursos de tratamento estão claramente definidos com base no objetivo terapêutico. As utilizações de curto prazo, como a prevenção da lactação, estão limitadas a uma duração de 7 dias, até um máximo de 10 dias. Para a gestão de condições hiperprolactinémicas, a duração oficial não é inferior a 90 dias (três meses). O comprimido de 4 mg é sulcado, permitindo que seja dividido em porções de 2 mg para o período de titulação necessário. As informações de prescrição não especificam ajustes posológicos para idosos ou doentes com insuficiência renal ou hepática.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Liserdol

Evidências para o uso na Hiperprolactinemia e Sintomas Associados

Esta secção resume as evidências disponíveis relativas à investigação sobre o contexto principal de estudo deste medicamento, detalhando os tipos de Ensaios Clínicos Controlados e estudos comparativos realizados, bem como os parâmetros de avaliação medidos, tais como alterações nos níveis de Prolactina e medições do retorno dos ciclos menstruais ou alterações na presença de galactorreia.

A investigação examinou extensivamente o Liserdol em populações que apresentam um desequilíbrio sistémico ou funcional devido a níveis elevados da hormona Prolactina, uma condição conhecida como hiperprolactinemia. A base de evidência inclui ensaios clínicos controlados onde o fármaco foi avaliado em mulheres adultas com hiperprolactinemia de diversas origens. Os estudos monitorizaram parâmetros de avaliação primários relacionados com alterações nos níveis de Prolactina no sangue, e parâmetros secundários que descrevem mudanças em sintomas como o retorno dos ciclos menstruais e alterações na presença de produção anómala de leite materno (galactorreia).

Os estudos reportaram medições consistentes de alterações nos níveis de PRL. Alguns ensaios descreveram padrões onde se observou o retorno dos ciclos menstruais e se mediram alterações na galactorreia à medida que os níveis de PRL mudavam. A investigação também explorou o seu padrão de observação em contextos de investigação quando comparado com outros medicamentos utilizados para esses fins científicos.

Evidências para o uso em Condições Moduladas pela Serotonina

Este bloco descreve a base de investigação para as observações não hormonais do medicamento, detalhando os Estudos Cruzados Aleatorizados (Randomized Crossover Studies) de elevada qualidade, embora frequentemente de curta duração, que examinaram alterações no humor e nas pontuações de gravidade dos sintomas em investigações que exploraram contextos como a Perturbação Afetiva Sazonal (PAS) e a Perturbação Disfórica Pré-menstrual (PDPM).

O Liserdol foi estudado para condições onde os sintomas podem variar em intensidade e onde se suspeita do envolvimento do sistema da Serotonina. Os estudos monitorizaram resultados relatados pelos doentes descrevendo o desconforto percecionado e medições da variabilidade dos sintomas utilizando escalas validadas. Em alguns estudos de pequena dimensão, as conclusões descrevem padrões observados relacionados com a evolução das classificações de depressão na população com PAS pouco tempo após a administração. Da mesma forma, os estudos focados na PDPM examinaram pontuações de gravidade dos sintomas em escalas especializadas.

O que ainda é Incerto na Investigação sobre o Liserdol

A investigação fornece contexto, mas não previsões individuais, e a base de evidência apresenta várias limitações. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos, uma vez que as durações de acompanhamento foram limitadas em muitos ensaios fundamentais. Para as utilizações hormonais primárias, existe informação limitada sobre resultados a longo prazo que rastreiem o estado funcional ou a qualidade de vida ao longo de muitos anos. Para as indicações secundárias, as dimensões das amostras foram modestas e as durações de acompanhamento limitaram-se a alterações agudas, o que significa que os dados para certos grupos permanecem insuficientes. A investigação não determina se um indivíduo responderá de forma semelhante aos padrões de grupo observados nos estudos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Liserdol (FAQ)


P: Qual é a diferença entre o Liserdol e outros medicamentos comuns para condições semelhantes?

R: O Liserdol é classificado como um derivado da ergolina e o seu mecanismo de ação envolve atuar como um antagonista da Serotonina (5-HT) e um agonista da Dopamina no sistema nervoso central. Este duplo mecanismo ajuda a modular os sistemas neuroendócrinos. Os documentos regulamentares oficiais indicam que o Liserdol foi analisado em estudos clínicos comparativos com outros compostos, como a bromocriptina, particularmente no que diz respeito ao controlo da lactação.


P: O Liserdol pode afetar a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

R: O Liserdol pode potencialmente afetar a sua capacidade de realizar tarefas complexas. Isto acontece porque os efeitos secundários comuns incluem tonturas e sonolência. Se sentir estes efeitos, a informação oficial do produto refere que a capacidade de operar máquinas em segurança pode ser afetada.


P: Existem alimentos ou bebidas específicos que deva evitar enquanto tomo Liserdol?

R: A informação regulamentar especifica que os comprimidos de Liserdol devem ser administrados fora das refeições (lontano dai pasti). No entanto, a informação oficial de prescrição não documenta explicitamente quaisquer interações específicas com alimentos ou bebidas.


P: Existem efeitos a longo prazo ao tomar Liserdol durante vários anos?

R: Sendo um derivado da ergolina, o Liserdol apresenta uma consideração de segurança documentada, embora rara, relativa à possibilidade de reações fibróticas (por exemplo, valvulopatia cardíaca) associadas ao uso prolongado desta classe de fármacos. Embora a duração regulamentar esteja definida para a sua utilização terapêutica principal, os dados de longo prazo ao longo de muitos anos são limitados para esta classe de medicamentos.


P: Quais são os sinais de que o Liserdol pode estar a interagir negativamente com as minhas vitaminas?

R: A documentação oficial não especifica interações com vitaminas ou produtos à base de plantas. Contudo, sabe-se que o Liserdol interage com inibidores potentes das enzimas metabólicas e depressores do SNC. Estas interações medicamentosas podem levar a um aumento da quantidade de Liserdol na corrente sanguínea ou a um risco acrescido de efeitos no sistema nervoso central.


P: O Liserdol pode ser dividido ao meio se o comprimido tiver uma ranhura?

R: Os documentos regulamentares confirmam que o comprimido de 4 mg é fabricado para ser ranhurado (divisível). Isto é referido para permitir a preparação de doses mais baixas utilizadas nos protocolos de tratamento iniciais para algumas condições hiperprolactinémicas.


P: Porque é que algumas pessoas dizem que o Liserdol as faz sentir um pouco "confusas"?

R: O rótulo regulamentar lista efeitos secundários comuns do sistema nervoso central (SNC), incluindo sonolência e tonturas. Estes efeitos documentados podem corresponder a uma perceção de "confusão" ou lentidão mental em alguns indivíduos.


P: É possível tomar Liserdol apenas quando tenho sintomas ou deve ser tomado regularmente?

R: Os protocolos de tratamento oficiais são concebidos para uma administração regular e programada ao longo de um período de tratamento definido, em vez de um uso ocasional quando os sintomas surgem. O regime padrão é tipicamente programado para várias tomas diárias.


P: O Liserdol pode causar alterações no humor ou na personalidade?

R: O mecanismo do Liserdol envolve a atuação nos sistemas serotoninérgico e dopaminérgico do cérebro. Embora a informação oficial de segurança liste efeitos psiquiátricos específicos, como a insónia (dificuldade em dormir), como pouco frequentes, as alterações gerais de humor ou personalidade não constam explicitamente entre as reações adversas comuns.


P: O Liserdol pode ser tomado com o estômago vazio?

R: Sim. As instruções de administração oficiais estabelecem explicitamente que o Liserdol deve ser administrado fora das refeições (lontano dai pasti).


P: As pessoas que tomam Liserdol sentem frequentemente mal-estar estomacal?

R: De acordo com os dados de segurança regulamentares, a náusea e os vómitos estão listados como efeitos secundários comuns relacionados com o sistema gastrointestinal. O mal-estar ou dor de estômago é classificado como uma reação pouco frequente.


P: Porque é que o Liserdol é por vezes administrado como uma medida preventiva a longo prazo?

R: O Liserdol é indicado para a gestão de condições hiperprolactinémicas (situações que envolvem níveis elevados de prolactina). Os protocolos de tratamento para esta condição requerem um tempo de administração prolongado, com a duração oficial do tratamento especificada como não inferior a 90 dias, apoiando o seu papel na gestão a longo prazo para manter a supressão da prolactina.


P: O Liserdol é melhor tomado de manhã ou à noite?

R: Os protocolos de dosagem oficiais especificam a frequência da administração ao longo do dia, mas não apresentam uma recomendação específica para priorizar o período da manhã, meio-dia ou noite para a toma do medicamento.


P: Existe algum motivo para o Liserdol exigir receita médica?

R: O Liserdol é classificado como um medicamento sujeito a receita médica. Esta classificação deve-se ao seu potente mecanismo de ação como derivado da ergolina e à necessidade de monitorizar potenciais considerações de segurança graves e raras.


P: Como é que a eficácia do Liserdol é habitualmente medida nos estudos de investigação?

R: A eficácia na sua utilização principal é tipicamente medida através de alterações objetivas no organismo. Isto inclui a monitorização das variações nos níveis de prolactina (PRL) no sangue. As medições secundárias incluem frequentemente o acompanhamento do retorno dos ciclos menstruais e mudanças na presença de produção anómala de leite materno (galactorreia).


P: Que estudos de investigação apoiam o uso do Liserdol?

R: A base de evidência inclui vários tipos de estudos. Para as utilizações hormonais primárias, o suporte provém de ensaios clínicos controlados e estudos comparativos. Para as utilizações não hormonais em condições moduladas pela serotonina, a evidência advém de pequenos Estudos Cruzados Aleatorizados que acompanham as alterações na gravidade dos sintomas.


P: O Liserdol funciona bem para todos os tipos da condição para a qual é prescrito?

R: Estudos clínicos investigaram o Liserdol na hiperprolactinemia decorrente de várias origens. Os estudos reportam padrões onde se observou uma mudança nos sintomas à medida que os níveis de prolactina variavam. A informação oficial do produto não quantifica a eficácia com base na causa específica da condição.


P: É normal sentir um pouco de tonturas ao iniciar o Liserdol?

R: Sim, as tonturas são um efeito frequentemente assinalado. A informação de segurança regulamentar lista as tonturas como um efeito secundário comum. É oficialmente referido que as tonturas e o mal-estar gastrointestinal são observados com maior frequência durante a fase inicial do tratamento.

Como Liserdol deve ser armazenado e descartado?

Como Conservar e Eliminar Liserdol (Metergolina) em Comprimidos

Os documentos regulamentares oficiais especificam as condições obrigatórias para a conservação e eliminação de Liserdol em comprimidos.

Requisitos de Conservação e Manuseamento

Condição Requisito
Temperatura Conservar a Temperatura Ambiente Controlada, tipicamente entre 20 °C e 25 °C. Não congelar.
Recipiente Deve ser mantido num recipiente bem fechado e resistente à luz.
Proteção Manter protegido da luz e da humidade.
Segurança Manter estritamente fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

O Liserdol não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado através de um programa autorizado de recolha de medicamentos, se disponível. Se não existir uma opção de recolha disponível, os comprimidos não devem ser deitados na sanita. Em vez disso, devem ser misturados com uma substância indesejável, colocados num recipiente selado e eliminados no lixo doméstico comum, de acordo com as orientações regulamentares oficiais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Liserdol encontrado em:

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