Lipiodol

Links rápidos para seções importantes

Lipiodol

Opção de tratamento:

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Lipiodol

O que é o Lipiodol?

O óleo etiodado, amplamente reconhecido pelo nome comercial Lipiodol Ultra-Fluido, é um produto farmacêutico singular, classificado simultaneamente como um meio de contraste radiopaco e um veículo especializado para agentes terapêuticos. Esta classificação é sustentada por organismos reguladores oficiais. O fármaco distingue-se por ser um derivado semissintético, especificamente o éster etílico iodado dos ácidos gordos do óleo de papoila.


Composição, Forma e Diferenciação

O medicamento é apresentado sob a forma de uma solução oleosa estéril e viscosa para injeção, sendo altamente lipofílica (solúvel em gordura) e insolúvel em água. Esta formulação específica distingue-o dos agentes de contraste hidrossolúveis comuns, que são eliminados rapidamente pelo organismo. O princípio ativo, o óleo etiodado, contém uma elevada concentração de iodo organicamente ligado, o elemento essencial para a sua capacidade de absorver raios X e proporcionar contraste. Esta composição única é fundamental para a sua função em aplicações de procedimentos especializados.


Objetivo Principal: Visualização e Administração Direcionada

A finalidade geral do óleo etiodado é dupla: permitir uma visualização interna precisa e facilitar uma administração direcionada. O seu mecanismo de radiopacidade oferece uma clareza excecional em exames de imagem. Além disso, a natureza oleosa da solução facilita o mecanismo crucial de retenção arterial seletiva em certos tecidos hipervascularizados durante um período prolongado, um princípio confirmado por diversos estudos farmacológicos. Esta retenção especializada torna o óleo um transportador inerte essencial, garantindo que os agentes terapêuticos coadministrados permaneçam concentrados no local exato de interesse para resultados procedimentais otimizados.

Quais efeitos secundários são possíveis com Lipiodol?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança do Óleo Etiodado (Lipiodol Ultra-Fluid) é determinado por riscos específicos relacionados com a sua composição oleosa e teor de iodo, conforme documentado na rotulagem oficial. As reações adversas são classificadas por frequência e por sistema corporal.

Reações Adversas Oficiais e Efeitos Sistémicos

Os efeitos adversos são categorizados em Classes de Sistemas de Órgãos (CSO). As áreas principais incluem as Doenças Vasculares, devido ao risco de o óleo causar embolia nos pulmões ou no cérebro, e as Doenças do Sistema Imunitário, que abrangem a hipersensibilidade e as reações anafiláticas comuns aos agentes de contraste iodados. As reações são classificadas por frequência, sendo que febre, dor abdominal, náuseas e vómitos são frequentemente listados como comuns após vias de administração específicas, enquanto as reações anafiláticas podem ser classificadas como pouco frequentes.

Reações Graves e Restrições de Segurança

Os documentos regulamentares destacam várias reações adversas graves. Estas incluem a embolia pulmonar e cerebral, que pode ocorrer imediatamente ou vários dias após a administração, e a insuficiência hepática irreversível ou casos fatais associados ao uso intra-arterial hepático. O rótulo oficial especifica que o produto não deve ser administrado por via intravenosa ou intratecal.

As Doenças Endócrinas também são mencionadas, uma vez que o teor de iodo pode interferir com os testes de função tiroideia e, potencialmente, causar ou agravar condições da tiroide. Esta interferência pode persistir até dois anos após o procedimento. Existem considerações de segurança especiais para populações específicas; o medicamento é, geralmente, contraindicado durante a gravidez e a lactação devido ao risco de transferência de iodeto para o feto ou para o lactente.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem de Óleo Etiodado (Lipiodol) é definida na rotulagem regulamentar como um evento potencialmente grave, resultante frequentemente de uma dose excessiva ou da entrada não pretendida da solução oleosa na corrente sanguínea sistémica (intravasação) durante um procedimento médico. As manifestações clínicas documentadas são graves, afetando múltiplos sistemas vitais.

Manifestações e Consequências Documentadas da Sobredosagem

As informações regulamentares referem que as complicações por sobredosagem podem ser potencialmente fatais. As principais preocupações fisiológicas documentadas são as microembolias em múltiplos órgãos e complicações graves que afetam três sistemas críticos: o sistema respiratório, o sistema cardíaco e o sistema cerebral.

Medidas de Emergência e Gestão Necessária

É necessária intervenção médica imediata perante a suspeita de uma sobredosagem. Os documentos regulamentares determinam explicitamente que um profissional de saúde, um serviço de urgência hospitalar ou um Centro de Informação Antivenenos deve ser contactado imediatamente.

Uma vez que não é conhecido um antídoto específico para o Óleo Etiodado, a gestão profissional detalhada nas orientações regulamentares exige o início imediato de tratamento sintomático e o suporte dedicado das funções vitais. Além disso, os doentes devem ser mantidos sob vigilância apertada num ambiente de cuidados adequado para monitorizar o aparecimento de complicações embólicas. As informações oficiais de prescrição também observam que podem ser necessários cuidados especiais e uma redução da dose para determinados procedimentos em doentes com mais de 65 anos de idade e em doentes pediátricos.

Usos terapêuticos de Lipiodol

Indicações e benefícios do Lipiodol: principais usos

O Lipiodol (óleo etiodado) é um agente de contraste especializado, utilizado em radiologia de diagnóstico para auxiliar a visualização de imagens durante procedimentos médicos específicos. O seu papel consiste em ajudar a delinear certas estruturas internas, contribuindo para a informação visual disponível para os profissionais de saúde.

Este medicamento é utilizado em diversos domínios terapêuticos. Em adultos, o Lipiodol é indicado para a histerossalpingografia e para o uso seletivo por via intra-arterial hepática na visualização de tumores em doentes com carcinoma hepatocelular (CHC) conhecido. Está também aprovado para a linfografia em doentes adultos e pediátricos. O principal benefício do medicamento é apoiar procedimentos que dependem de uma visualização clara das estruturas corporais para fins de diagnóstico.

Conforme reconhecido na informação de prescrição oficial, o Lipiodol é indicado para o "uso seletivo intra-arterial hepático na visualização de tumores em adultos com carcinoma hepatocelular (CHC) conhecido".


Facto Rápido: Auxílio na Incerteza Diagnóstica

O Lipiodol pode auxiliar na visualização de estruturas corporais específicas para fins de diagnóstico.

Critérios de utilização e restrições

Âmbito de Elegibilidade

Populações para as quais o uso é permitido: A utilização está aprovada em adultos para todas as indicações constantes na rotulagem, incluindo a Histerossalpingografia e o uso intra-arterial hepático seletivo. Os doentes pediátricos são elegíveis para a realização de Linfografias.

Populações para as quais o uso é contraindicado: As contraindicações absolutas incluem a hipersensibilidade conhecida ao medicamento ou ao iodo, o hipertiroidismo manifesto e condições que envolvam hemorragias recentes ou lesões traumáticas. As proibições específicas por procedimento incluem a gravidez intrauterina para a Histerossalpingografia e a presença de um shunt cardíaco direita-esquerda ou doença pulmonar avançada para a Linfografia.

Regras de elegibilidade relacionadas com a idade: Embora a Linfografia esteja aprovada para crianças, a utilização em procedimentos de CHC (Carcinoma Hepatocelular) não está estabelecida na população pediátrica. Os adultos mais velhos com doenças cardiovasculares ou respiratórias subjacentes necessitam de cuidados especiais.

Regras de elegibilidade para condições específicas: O uso em procedimentos hepáticos não é recomendado em doentes com cirrose hepática descompensada (Child-Pugh ≥ 8). O medicamento está contraindicado para a Histerossalpingografia durante a gravidez, sendo recomendada a interrupção do aleitamento durante o período de amamentação.

Classificações de Elegibilidade (Nível Geral)

Classificação de gravidade da elegibilidade: Contraindicado, Não Recomendado, Cuidados Especiais e Uso Não Estabelecido.

Base regulamentar: Informações Oficiais de Prescrição e Resumo das Características do Medicamento de autoridades globais.

Estrutura de Elegibilidade Resultante

Declarações oficiais de elegibilidade:

  • Doentes com hipersensibilidade ao iodo conhecida ou hipertiroidismo manifesto não devem utilizar Lipiodol (contraindicações absolutas).
  • O uso não está estabelecido em crianças para procedimentos intra-arteriais hepáticos seletivos.
  • O medicamento é contraindicado para a Histerossalpingografia se existir uma gravidez intrauterina.

Ligação ao perfil geral de elegibilidade: Os documentos regulamentares definem quem pode ou não utilizar o medicamento através de uma listagem rigorosa de contraindicações absolutas relacionadas com a hipersensibilidade e doenças sistémicas, em conjunto com exclusões específicas por procedimento. O perfil inclui ainda restrições baseadas na função de órgãos, tais como a limitação do uso em doentes com cirrose hepática descompensada, o que determina a população clínica permitida de acordo com a rotulagem oficial.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Mapa de Interações: Interações com outros medicamentos e produtos — informações oficiais sobre o Lipiodol

O perfil de interações do Lipiodol é definido por categorias específicas de produtos medicinais com interações documentadas, incluindo agentes radioativos, anti-hipertensores (tais como inibidores da ECA, ARA, betabloqueadores e diuréticos), agentes nefrotóxicos e imunomoduladores. Os medicamentos específicos explicitamente listados incluem a metformina, o iodeto de sódio I-131, o metoxiflurano, o iobenguano I 123 e o ioflupano I 123.

A base destas interações envolve efeitos farmacodinâmicos (como o aumento da toxicidade ou do risco de reações adversas), alterações na depuração (resultando num aumento dos níveis plasmáticos) e interferência na captação de iodo pela tiroide. Existem regras temporais obrigatórias: a interrupção da metformina deve ocorrer 48 horas antes e o seu reinício não deve acontecer antes de dois dias após o uso intra-arterial. É também obrigatória a interrupção do Lipiodol até 6 meses antes da administração de iodeto de sódio I-131.

Relativamente a populações específicas, as informações destacam o potencial de interferência na função tiroideia fetal em grávidas e um risco acrescido de reações adversas graves em doentes idosos com doenças cardiovasculares ou respiratórias pré-existentes. As restrições formais estipulam que deve ser evitada a coadministração com metoxiflurano e iodeto de sódio I-131. As combinações são classificadas entre as que são contraindicadas e as que requerem precaução na utilização, baseando-se em documentação técnica oficial.

Declarações Oficiais sobre Interações:

  • A coadministração com metoxiflurano é oficialmente proibida devido ao potencial de aumento dos efeitos nefrotóxicos.
  • O iodeto de sódio I-131 exige a interrupção obrigatória do Lipiodol até 6 meses antes da sua administração, para evitar a interferência na eficácia terapêutica.
  • A metformina requer a interrupção obrigatória 48 horas antes do uso intra-arterial e o reinício dois dias depois, de modo a mitigar o risco de acidose lática.
  • O óleo etiodado aumenta oficialmente os níveis plasmáticos de agentes como o iobenguano I 123, através da alteração documentada da depuração renal.
  • Os agentes anti-hipertensores podem reduzir oficialmente a eficácia dos mecanismos de compensação cardiovascular durante o procedimento.
  • Não existem interações com alimentos ou álcool oficialmente documentadas nas fontes oficiais.

Ligação ao perfil geral de interações

Os documentos oficiais definem a estrutura de interação do Lipiodol principalmente através da sua composição única e da retenção sistémica prolongada, estabelecendo contraindicações específicas e regras temporais obrigatórias. A classificação oficial inclui tanto o reforço farmacodinâmico com fármacos vasoativos como a alteração da depuração que afeta os radiofármacos, exigindo protocolos de monitorização mais rigorosos. O perfil de interação é dominado por condicionantes do procedimento e da depuração, em vez das interações metabólicas típicas.

Mecanismo de ação

Contraste Radiográfico: O Mecanismo de Atenuação pelo Iodo

Este domínio centra-se no elevado conteúdo de átomos de iodo do óleo, que servem como o principal alvo físico para os fotões de raios X. Esta interação baseia-se na atenuação de fotões; os átomos de iodo absorvem a energia dos raios X, um processo físico que produz o contraste radiográfico necessário para a deteção nos detetores de imagem.


Retenção Microvascular Seletiva e Estase do Fluxo

O mecanismo aqui envolvido baseia-se numa interação física com a estrutura e a dinâmica da vasculatura alvo. A elevada viscosidade e a lipofilicidade do óleo tiram partido da arquitetura irregular de certos leitos capilares para induzir uma microembolização mecânica e uma estase temporária do fluxo. Este aprisionamento físico seletivo, aliado à resistência à eliminação rápida pelas células de Kupffer, resulta num tempo de residência localizado e prolongado do óleo dentro da microvasculatura.


Função de Veículo Inerte e Entrega Sinérgica

Este mecanismo estabelece o óleo como um veículo inerte através de um encapsulamento físico-químico. Ao formar uma emulsão estável de água em óleo com um fármaco coadministrado, o mecanismo de retenção do óleo é aproveitado para alcançar uma concentração local elevada e sustentada do medicamento. Esta sinergia contribui para uma duração prolongada e para uma concentração elevada da atividade do fármaco coadministrado, ao confiná-lo prioritariamente ao local de retenção física.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Lipiodol é Utilizado

O Lipiodol (óleo etiodado) é uma solução oleosa estéril que é administrada exclusivamente através de vias de injeção muito específicas, refletindo o seu papel especializado em diversos procedimentos. As vias aprovadas incluem a injeção intra-arterial hepática seletiva, a injeção intralinfática (para linfografia) e a injeção intrauterina ou intracavitária (para histerossalpingografia). O uso por via intravenosa geral ou arterial não seletiva não é permitido de acordo com as informações oficiais do medicamento.

Dosagem e Calendário

A dosagem é definida pelo volume e pela área específica que está a ser examinada, exigindo que a administração ocorra num ambiente clínico controlado. Para o uso intra-arterial hepático seletivo, as doses oficiais variam entre 1,5 mL e 15 mL. O volume total de Lipiodol administrado a qualquer doente não deve exceder o máximo de 20 mL num único procedimento. O calendário de administração pode ser crítico; por exemplo, os procedimentos de histerossalpingografia devem ser realizados apenas durante a fase folicular do ciclo menstrual.

Condições de Administração

A administração deve obrigatoriamente ocorrer sob monitorização radiológica contínua e a injeção deve ser efetuada lentamente. Por exemplo, durante a injeção intralinfática, a velocidade não deve exceder 0,2 mL por minuto. O processo de administração requer equipamento específico, como o uso de uma seringa de vidro, e as instruções de preparação especificam que quaisquer misturas com fármacos coadministrados devem ser utilizadas prontamente (geralmente num período de três horas) após a preparação. É necessária uma adaptação da dose para doentes pediátricos, na qual a dose máxima é calculada com base no peso corporal, não excedendo 0,25 mL por quilograma.

Evidência clínica recente

Lipiodol: Evidência Clínica Recente

O Lipiodol é um agente de contraste estabelecido, utilizado principalmente em procedimentos de diagnóstico por imagem e em terapias para o cancro hepático, como a quimioembolização transarterial (TACE). A evidência clínica recente continua a focar-se no seu papel para melhorar a administração guiada por imagem e na avaliação da resposta ao tratamento, particularmente no carcinoma hepatocelular (CHC).

Papel no Carcinoma Hepatocelular (CHC)

Estudos avaliaram o desempenho do Lipiodol como transportador de agentes de quimioterapia (por exemplo, a doxorrubicina) durante os procedimentos de TACE. O objetivo destes estudos é avaliar a capacidade do Lipiodol em reter o fármaco quimioterápico dentro do tumor, maximizando potencialmente o efeito local e limitando, ao mesmo tempo, a exposição sistémica. A investigação indica que a utilização de Lipiodol-TACE pode estar associada à resposta tumoral e ao controlo local da doença em doentes com CHC em estádio intermédio.

Aplicações de Diagnóstico

A capacidade do Lipiodol para se concentrar seletivamente em certos tecidos tem sido explorada para fins diagnósticos, sobretudo na imagiologia do fígado e do sistema linfático. Quando utilizado em tomografia computorizada (TC) ou fluoroscopia, o Lipiodol serve para melhorar a visualização de tecidos ou estruturas anormais.

A investigação tem explorado o seu potencial para:

  • Melhorar a Visualização: Proporcionar uma opacificação (visibilidade) duradoura da área alvo, auxiliando na avaliação das margens do tumor.
  • Monitorizar a Resposta: Facilitar a avaliação não invasiva da resposta ao tratamento após a TACE, observando o padrão de retenção dentro da lesão tratada.

Segurança e Tolerabilidade

Os ensaios clínicos que analisam o perfil de segurança do Lipiodol, particularmente em regimes de TACE, monitorizam a ocorrência de eventos adversos. Os resultados sugerem, de uma forma geral, que os eventos adversos, tais como a síndrome pós-embolização (febre, dor, náuseas), estão relacionados principalmente com o próprio procedimento de embolização e não com o agente de contraste. A tolerabilidade do doente é avaliada rotineiramente para aperfeiçoar o seu uso em diversos contextos clínicos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre o Lipiodol (FAQ)


Q: O Lipiodol é injetado apenas diretamente na parte do corpo que está a ser tratada?

Os documentos regulamentares oficiais confirmam que o Lipiodol deve ser administrado exclusivamente através de vias de injeção altamente específicas e controladas. Estas incluem a injeção intra-arterial seletiva (por exemplo, no fígado), a injeção intralinfática e a injeção intrauterina. A sua rotulagem oficial restringe a administração a vias específicas, confirmando que não é permitida a administração por via intravenosa (numa veia) ou intratecal (na coluna vertebral).

Q: O Lipiodol é considerado quimioterapia?

Não, o Lipiodol não é classificado como um medicamento de quimioterapia. De acordo com as informações oficiais do produto, é categorizado como um Agente de Contraste Radiopaco utilizado para exames de imagem e como um Veículo de Agente Terapêutico. Isto significa que a sua função principal é transportar e localizar outros fármacos, como a quimioterapia, num local específico durante certos procedimentos, como a TACE.

Q: Quanto tempo duram os efeitos do Lipiodol no organismo?

Devido à sua natureza oleosa, o Lipiodol pode permanecer no corpo por um período prolongado. Por exemplo, o teor de iodo pode afetar os resultados dos testes de função tiroideia até dois anos após certos procedimentos. Em procedimentos hepáticos específicos, o design do produto permite que este permaneça localizado no tumor durante várias semanas, o que sustenta um efeito terapêutico local prolongado.

Q: O que deve o doente esperar durante o procedimento em que o Lipiodol é administrado?

As condições oficiais de administração exigem que o procedimento ocorra sob controlo radiológico contínuo e que a injeção seja efetuada lentamente. Os doentes são monitorizados de perto durante toda a injeção para detetar sinais de desconforto ou hipersensibilidade. Os protocolos de procedimento exigem que o especialista interrompa a injeção se ocorrer dor ou desconforto excessivo.

Q: Existem consequências de saúde a longo prazo associadas ao uso de Lipiodol?

Os documentos regulamentares referem que, devido à retenção prolongada do óleo, o teor de iodo pode interferir com a função da tiroide, podendo levar ao aparecimento ou agravamento de quadros de hiper ou hipotiroidismo por um período de até dois anos. A rotulagem observa que, em doentes com doença hepática subjacente grave, a administração através da artéria hepática requer uma ponderação cuidadosa, uma vez que foi associada ao risco de exacerbação da condição hepática crónica existente.

Q: Porque é que o Lipiodol é por vezes combinado com medicamentos de quimioterapia?

O Lipiodol está indicado para utilização num procedimento chamado Quimioembolização Transarterial (TACE) para certos cancros do fígado. Neste papel, atua como um veículo especializado para se combinar com fármacos quimioterápicos. Esta combinação utiliza o Lipiodol para entregar o medicamento diretamente no tumor e ajuda a retê-lo no local por um período mais longo, favorecendo um efeito de quimioterapia local sustentado.

Q: O Lipiodol torna os exames de imagem de acompanhamento mais difíceis ou mais fáceis de ler?

O Lipiodol foi concebido para auxiliar na visualização de tumores. A sua retenção prolongada nas lesões tratadas permite que os especialistas identifiquem e localizem claramente as áreas em exames de acompanhamento, como as tomografias computorizadas (TC). A imagiologia é frequentemente realizada entre 7 a 15 dias após a injeção seletiva para avaliar a retenção na área tratada.

Q: Com que frequência os doentes precisam de procedimentos de acompanhamento com Lipiodol?

Os protocolos oficiais sugerem que, para procedimentos como a TACE, o tratamento pode ser repetido em intervalos. O tratamento é frequentemente repetido a cada 4 a 8 semanas, sendo o calendário específico determinado pelo profissional de saúde com base na condição do doente e na resposta do tumor.

Q: Pessoas com alergia a marisco podem receber Lipiodol?

As informações regulamentares oficiais não listam a alergia ao marisco como uma contraindicação direta. No entanto, o uso de Lipiodol é oficialmente contraindicado para indivíduos com uma hipersensibilidade conhecida ao medicamento ou ao iodo, dado que o produto é um agente de contraste iodado.

Q: O Lipiodol é armazenado de forma diferente dos medicamentos normais?

O Lipiodol tem requisitos específicos de armazenamento para manter a sua estabilidade. Deve ser armazenado a uma temperatura ambiente controlada, geralmente entre 15 °C e 30 °C. Além disso, deve ser mantido na sua embalagem exterior original para o proteger da luz até ao momento em que é preparado para utilização.

Q: A dose de Lipiodol muda com base no tamanho do tumor?

A rotulagem oficial indica que para o uso intra-arterial hepático seletivo (como na TACE), a dose administrada não é um valor fixo. O profissional de saúde determina o volume adequado com base na extensão ou tamanho específico da lesão ou do tumor que está a ser tratado.

Q: O Lipiodol é administrado num hospital ou pode ser feito numa clínica?

Devido à natureza especializada e aos riscos específicos envolvidos, a administração para uso intra-arterial hepático seletivo deve ser realizada num contexto de radiologia de intervenção. Isto requer um ambiente clínico especializado, como um hospital ou centro médico dedicado, com o equipamento de monitorização necessário.

Q: Porque é que o Lipiodol tem de ser administrado por um especialista, como um radiologista de intervenção?

As informações oficiais do produto especificam que a administração para procedimentos hepáticos seletivos requer um cateterismo intra-arterial especializado. Este procedimento exige perícia específica e é tipicamente realizado por um especialista, como um radiologista de intervenção, para facilitar a entrega precisa e segura do medicamento.

Q: O que significa 'embolização com Lipiodol'?

A embolização refere-se geralmente à obstrução de um vaso sanguíneo. As propriedades físicas do Lipiodol são utilizadas para causar intencionalmente uma microembolização controlada nos tumores, o que ajuda a reter o óleo e os medicamentos administrados conjuntamente. No entanto, o rótulo regulamentar alerta que a sua migração descontrolada pode causar embolias graves e não pretendidas em órgãos como os pulmões ou o cérebro.

Q: Existe uma versão genérica do Lipiodol disponível?

Uma análise dos registos regulamentares mostra que o Lipiodol (Óleo Etiodado) é o Medicamento Listado de Referência (RLD). Atualmente, não existem equivalentes genéricos do produto aprovados por autoridades regulamentares de referência.

Como Lipiodol deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Armazenamento e Eliminação do Lipiodol

O Lipiodol (óleo etiodado) injetável deve ser armazenado a uma temperatura ambiente controlada, mantendo-se num intervalo específico entre os 15 °C e os 30 °C (59 °F e 86 °F). O produto requer proteção contra a luz e deve permanecer na sua embalagem exterior original até ao momento da sua utilização.

Estabilidade e Manuseamento

Antes da utilização, a solução deve ser submetida a uma inspeção visual; esta não deve ser utilizada se a cor tiver escurecido ou se existirem partículas em suspensão. Uma vez que o Lipiodol é fornecido em ampolas de dose única, a solução deve ser utilizada de imediato após ter sido aspirada para uma seringa.

Eliminação

Qualquer porção não utilizada de Lipiodol deve ser descartada. A eliminação do produto residual e das embalagens deve seguir os requisitos locais para resíduos medicinais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Lipiodol encontrado em:

ÍNDICE A-Z: