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Lignocaine

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Lignocaine

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Lignocaine

O que é a Lignocaína?

A lignocaína, também amplamente conhecida como lidocaína, é um medicamento versátil que pertence à classe dos anestésicos locais e dos agentes antiarrítmicos. É utilizada principalmente para induzir a perda de sensibilidade numa área específica do corpo, permitindo a realização de procedimentos médicos, cirúrgicos ou dentários sem que o paciente sinta dor. O medicamento atua bloqueando temporariamente os sinais nervosos na região onde é aplicado.

Além das suas propriedades anestésicas, a lignocaína pode ser administrada por via intravenosa em contextos hospitalares para tratar certos tipos de ritmos cardíacos irregulares, conhecidos como arritmias. Nestes casos, o fármaco atua estabilizando as membranas cardíacas e regulando os impulsos elétricos do coração.

A lignocaína está disponível em diversas formulações para se adequar a diferentes necessidades clínicas. As apresentações comuns incluem cremes, géis e pensos para aplicação tópica na pele ou mucosas, bem como soluções injetáveis para anestesia regional ou local. A escolha da forma farmacêutica e da dosagem depende do objetivo do tratamento, da extensão da área a tratar e das condições de saúde individuais do paciente.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Lignocaine?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

As reações adversas documentadas oficialmente para a lignocaína (lidocaína) são, geralmente, relacionadas com a dose, o que significa que a sua incidência e gravidade aumentam à medida que a concentração do medicamento na circulação sistémica se eleva. As preocupações de segurança mais significativas centram-se na toxicidade para o Sistema Nervoso Central (SNC) e para o Sistema Cardiovascular.

Os efeitos adversos são categorizados por frequência, embora estes possam variar com base na via de administração e na dosagem. Os efeitos comuns listados nas informações oficiais incluem sonolência, tonturas, atordoamento, parestesias (formigueiro ou dormência), náuseas, vómitos e hipotensão (pressão arterial baixa). Efeitos como tremores e acufenos (zumbido nos ouvidos) são tipicamente classificados como pouco comuns.

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

As reações adversas graves, classificadas como raras, resultam geralmente de uma elevada exposição sistémica. Estas incluem manifestações potencialmente fatais como paragem cardíaca, convulsões generalizadas e reações de hipersensibilidade grave, incluindo choque anafilático. As informações de prescrição referem também relatos do distúrbio sanguíneo grave metemoglobinemia.

As condicionantes de segurança exigem precaução específica em certas populações. Doentes com compromisso hepático (fígado) e adultos mais velhos são explicitamente identificados como estando em risco acrescido de desenvolver concentrações plasmáticas elevadas devido à redução da depuração metabólica. Além disso, a lignocaína está contraindicada em indivíduos com hipersensibilidade conhecida a anestésicos locais do tipo amida.

A estrutura oficial de segurança indica que os efeitos adversos sistémicos são mais pronunciados após uma administração intravenosa rápida ou quando a aplicação tópica leva a uma elevada absorção em áreas da pele extensas ou lesionadas.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem com lignocaína é caracterizada pela progressão de toxicidade sistémica, afetando principalmente o Sistema Nervoso Central (SNC) e o Sistema Cardiovascular. As manifestações iniciais no SNC incluem tonturas, tremores, zumbidos nos ouvidos e fala arrastada. Se a toxicidade aumentar, poderão ocorrer consequências graves, tais como convulsões, paragem respiratória e, eventualmente, perda de consciência ou coma. Os efeitos cardiovasculares graves incluem a bradicardia (ritmo cardíaco lento) e a hipotensão (pressão arterial baixa), que podem evoluir para uma paragem cardíaca.

Uma toxicidade hematológica específica documentada é a metemoglobinemia, sinalizada pela descoloração cianótica da pele (pele de tonalidade pálida, cinzenta ou azulada) e por um ritmo cardíaco acelerado.

A procura imediata de assistência médica é a ação obrigatória perante quaisquer sinais de toxicidade sistémica ou de metemoglobinemia. O atraso na gestão destas condições pode conduzir a complicações que colocam a vida em risco. O tratamento da sobredosagem é sintomático e de suporte, exigindo a disponibilidade imediata de oxigénio e de equipamento de reanimação, uma vez que não se conhece um antídoto específico para a toxicidade geral. Grupos específicos, incluindo bebés com menos de seis meses e doentes com doença hepática grave, apresentam uma maior suscetibilidade a níveis tóxicos no sangue.

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Usos terapêuticos de Lignocaine

O que a Lignocaína trata: Principais Utilizações e Benefícios

A lignocaína (lidocaína) é habitualmente utilizada em dois domínios terapêuticos distintos, onde o alívio sintomático e a estabilização fisiológica são fundamentais. O seu papel terapêutico principal consiste na gestão de sintomas relacionados com o desconforto físico e no alívio de manifestações associadas a uma atividade fisiológica elevada no coração, ajudando os pacientes a lidar de forma mais estável com episódios clínicos difíceis.


Dormência Localizada para Dor Procedimental e Superficial

Esta utilização destina-se ao desconforto físico localizado e agudo, incluindo as sensações agudas, de picada ou de ardor que acompanham pequenos procedimentos médicos ou dentários, ou certas irritações nervosas localizadas. É frequentemente aplicada em contextos clínicos e dermatológicos caracterizados por um desconforto acentuado e, de uma forma geral, proporciona um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades rotineiras. Através de uma dormência temporária, o fármaco contribui para a diminuição da carga sintomática global. As utilizações comuns, nas quais o medicamento ajuda a gerir sintomas, incluem o alívio durante extrações dentárias, a reparação de ferimentos menores, biópsias cutâneas simples e padrões de dor localizada, como a neuralgia pós-herpética.

Facto Rápido: Relevante para o Desconforto Físico Localizado Agudo


Estabilização de Arritmias Ventriculares Agudas

Esta utilização especializada é aplicada em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis. Pode ser relevante para aliviar sintomas relacionados com a atividade fisiológica elevada no coração, tais como a taquicardia ventricular (TV) e a fibrilhação ventricular (FV). Quando grupos de sintomas se agrupam em padrões de ritmos ventriculares rápidos ou desorganizados, a lignocaína é utilizada para gerir sintomas que criam um esforço fisiológico percetível no coração, oferecendo assistência sintomática de curto prazo e podendo auxiliar na manutenção da estabilidade funcional durante eventos cardíacos agudos de emergência.

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Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Lignocaína?

Esta secção explica a elegibilidade e as restrições da população para a Lignocaína (Lidocaína), conforme definido pela rotulagem regulamentar oficial. A elegibilidade está estruturada por proibições absolutas (contraindicações) e restrições condicionais.


Âmbito de Elegibilidade

Critérios Estado ou Restrição
Populações Contraindicadas Doentes com historial conhecido de hipersensibilidade a anestésicos locais do tipo amida. Além disso, doentes com síndrome de Adams-Stokes ou bloqueios graves de condução cardíaca (bloqueio sinoatrial, AV ou intraventricular) na ausência de um pacemaker artificial (principalmente para uso antiarrítmico).
Elegibilidade em Adultos Geralmente aprovada para utilização tanto como anestésico local quanto como antiarrítmico, sob as condições padrão de rotulagem.
Uso Pediátrico Permitido, mas restrito; requer extrema cautela e uma dosagem meticulosa baseada no peso, devido a um maior risco de toxicidade sistémica. A segurança e a eficácia podem não estar estabelecidas para certas utilizações específicas (por exemplo, uso antiarrítmico em recém-nascidos).
Uso Geriátrico Requer ajuste de dose e monitorização cuidadosa devido à potencial redução da depuração e ao risco acrescido de acumulação sistémica.

Limitações Baseadas na Condição

A utilização é condicional e requer precaução em doentes com insuficiência hepática, insuficiência renal grave, insuficiência cardíaca, bradicardia ou historial de epilepsia. Estas condições podem afetar o metabolismo do fármaco ou aumentar o risco de efeitos sistémicos adversos, necessitando de uma utilização restrita de acordo com a rotulagem oficial.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

É fundamental informar o médico ou farmacêutico sobre quaisquer outros medicamentos que esteja a tomar, que tenha tomado recentemente ou que possa vir a tomar. Isto inclui medicamentos obtidos sem receita médica, produtos à base de plantas e suplementos nutricionais, uma vez que a lignocaína pode afetar a forma como alguns fármacos atuam ou, inversamente, outros medicamentos podem influenciar o efeito da lignocaína.

A administração concomitante de lignocaína com determinados fármacos requer precaução especial. Deve ser prestada particular atenção se estiver a utilizar medicamentos para o tratamento de problemas do ritmo cardíaco (antiarrítmicos, como a amiodarona ou a sotalol), uma vez que o risco de efeitos secundários cardíacos pode aumentar.

Outros medicamentos que podem interagir com a lignocaína incluem os betabloqueadores (utilizados para tratar a tensão arterial elevada ou problemas cardíacos) e os antagonistas dos canais de cálcio, que podem prolongar a presença da lignocaína no organismo ou potenciar os seus efeitos no sistema cardiovascular. Além disso, a utilização de outros anestésicos locais ou fármacos estruturalmente relacionados com a lignocaína deve ser monitorizada para evitar a toxicidade cumulativa.

Certos medicamentos que afetam o metabolismo hepático, como a cimetidina (utilizada para a acidez gástrica) ou a fluvoxamina (utilizada para a depressão), podem aumentar os níveis de lignocaína no sangue quando administrados de forma prolongada. Em ambiente clínico, o médico ajustará as doses conforme necessário para garantir a segurança do tratamento e minimizar o risco de interações adversas.

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Mecanismo de ação

A lignocaína atua como um agente redutor da excitabilidade das membranas que atua sobre o sistema de sinalização elétrica dos nervos e do tecido miocárdico, resultando na interrupção da propagação do potencial de ação.

O Mecanismo Central: Bloqueio dos Canais de Sódio Voltagem-Dependentes

A lignocaína funciona principalmente através do bloqueio dos canais de sódio voltagem-dependentes (Na V), os poros moleculares responsáveis pela entrada de iões de sódio (Na+) que inicia um impulso elétrico. O bloqueio é dependente da voltagem e do uso, o que significa que o fármaco atua preferencialmente nos canais quando estes se encontram nos estados aberto ou inativo. A lignocaína entra na célula e oclui o poro interno do canal, impedindo a entrada rápida de Na+ necessária para atingir o limiar de despolarização. Esta ação provoca a cessação da propagação do sinal nas fibras nervosas e uma redução na excitabilidade da membrana.


Fatores que Modulam a Eficácia do Mecanismo

A duração deste efeito fisiológico é frequentemente modulada pela coadministração de um vasoconstritor (por exemplo, a adrenalina). Este agente adicional retarda a absorção sistémica do fármaco ao contrair os vasos sanguíneos locais através dos recetores adrenérgicos alfa-1. Este mecanismo físico mantém uma concentração local elevada de lignocaína, levando a uma interrupção sustentada da condução nervosa. Inversamente, o mecanismo é condicionado pelo pH local dos tecidos; ambientes ácidos favorecem a forma ionizada da lignocaína fora do nervo, reduzindo a sua capacidade de penetrar na membrana e, deste modo, diminuindo a eficácia do seu mecanismo no alvo intracelular.

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Informações sobre dosagem e administração

A lignocaína (cloridrato de lidocaína) é administrada através de vias e esquemas posológicos específicos, definidos em função da sua utilização pretendida como anestésico local ou como agente antiarrítmico.

Vias de Administração Oficiais e Dosagem

Via de Administração Regra de Dosagem Padrão para Adultos Padrão de Frequência
Intravenosa (IV) Bolus inicial de 50 a 100 mg ao longo de 2 a 3 minutos, seguido de perfusão contínua de 1 a 4 mg/min O bolus pode ser repetido após 5 minutos; máximo total de 200 a 300 mg numa hora
Injeção Parentérica (Anestesia Local) Dose única máxima: 4,5 mg/kg sem adrenalina, não excedendo 300 mg no total Doses repetidas para anestesia epidural contínua devem ser separadas por, pelo menos, 90 minutos
Emplastro Tópico (concentração de 5%) Até 3 emplastros aplicados simultaneamente em pele intacta Aplicado uma vez por dia durante um máximo de 12 horas em qualquer período de 24 horas

Instruções Procedimentais e para Populações Específicas

A administração intravenosa requer que o início do bolus e a perfusão contínua sejam realizados sob monitorização constante de ECG e da pressão arterial em contexto de cuidados agudos. Para ajudar a prevenir efeitos sistémicos indesejados durante um bloqueio nervoso central, é administrada uma pequena dose de teste da injeção pelo menos 5 minutos antes de ser injetado o volume total.

No caso do emplastro tópico, o esquema cíclico obrigatório significa que o emplastro deve ser removido após 12 horas para permitir um intervalo de 12 horas livre de medicação. Os emplastros podem ser cortados à medida antes de a película protetora ser removida para aplicação. Para adultos mais velhos, doentes debilitados ou pessoas com compromisso cardíaco ou hepático, as instruções oficiais especificam que são necessárias dosagens reduzidas para as formulações injetáveis.

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Evidência clínica recente

Evidência Clínica Recente sobre a Lignocaína

Estudos clínicos recentes têm explorado a eficácia e a segurança da lignocaína em diversas modalidades de tratamento, expandindo o conhecimento sobre a sua aplicação para além do uso anestésico tradicional. Investigações focadas na administração intravenosa por via sistémica demonstraram benefícios significativos na gestão da dor pós-operatória, particularmente em cirurgias abdominais complexas. A evidência sugere que a infusão contínua de lignocaína pode reduzir a necessidade de opioides no período de recuperação, contribuindo para uma deambulação mais precoce e uma redução do tempo de internamento hospitalar.

No âmbito do tratamento da dor crónica, novos ensaios avaliaram o impacto dos pensos transdérmicos de lignocaína em condições como a neuralgia pós-herpética e a dor neuropática localizada. Os dados indicam que esta forma de administração proporciona um alívio sustentado da dor com um perfil de efeitos secundários sistémicos muito baixo, o que é particularmente relevante para doentes idosos ou polimedicados. A libertação controlada do fármaco diretamente no local afetado permite uma gestão eficaz da sintomatologia sem interferir significativamente com as funções motoras ou sensoriais globais.

Além disso, a investigação clínica atual tem-se debruçado sobre as propriedades anti-inflamatórias da lignocaína quando utilizada em contextos perioperatórios. A evidência emergente aponta para uma possível atenuação da resposta inflamatória sistémica ao trauma cirúrgico, o que pode influenciar positivamente os resultados a longo prazo em termos de recuperação funcional. Embora os resultados sejam promissores, a comunidade científica sublinha a importância de protocolos de monitorização rigorosos para garantir a segurança do doente perante as variações individuais na farmacocinética do medicamento.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Lignocaína (FAQ)

P: A Lignocaína pode ser utilizada para dores neuropáticas não relacionadas com procedimentos?

R: Os documentos regulamentares indicam que a lignocaína, na sua forma de penso transdérmico, está especificamente indicada para o alívio da dor associada à Nevralgia Pós-Herpética (NPH). Esta é uma tipologia de dor nervosa crónica que não está relacionada com um procedimento médico. As decisões relativas a utilizações médicas específicas devem ser tomadas em consulta com um profissional de saúde.

P: Com que rapidez começa habitualmente o efeito de dormência da Lignocaína?

R: A informação oficial indica que a lignocaína possui um início de ação rápido, o que significa que o efeito de dormência começa pouco tempo após a administração. Estudos sobre soluções injetáveis descrevem um início célere, com tempos medidos que variam consoante o local da injeção e a formulação. O tempo exato pode variar dependendo do produto específico e do método de administração utilizado.

P: Qual é a duração esperada dos efeitos da Lignocaína?

R: A duração do efeito da lignocaína pode ser variável, dependendo da formulação e da inclusão ou não de um vasoconstritor, como a epinefrina. A duração do efeito é variável, mas a informação oficial descreve intervalos de tempo que vão de aproximadamente 1,5 horas para certas injeções até 12 horas para o penso transdérmico.

P: Pessoas com alergia a outros anestésicos locais podem utilizar Lignocaína?

R: A lignocaína é um anestésico do tipo amida. Os avisos oficiais estipulam que a lignocaína é contraindicada, ou não deve ser utilizada, apenas em doentes com hipersensibilidade conhecida a anestésicos locais do tipo amida. A comunicação de todas as reações anestésicas anteriores a um profissional de saúde é necessária para uma avaliação adequada.

P: É comum sentir formigueiro após o efeito da Lignocaína passar?

R: A rotulagem oficial do produto lista a parestesia, que é a sensação de formigueiro ou dormência, como uma reação adversa comum. Esta é considerada um efeito no Sistema Nervoso Central (SNC). A rotulagem não especifica se esta sensação ocorre predominantemente enquanto o medicamento está a perder o efeito ou noutro momento.

P: A Lignocaína pode ser utilizada em crianças para procedimentos menores?

R: Os documentos regulamentares referem que a lignocaína é permitida para uso em crianças; no entanto, este uso é restrito. Devido a um risco mais elevado de toxicidade sistémica, a utilização exige extrema cautela e uma dosagem meticulosa baseada no peso da criança. O seu uso em crianças é restrito e requer monitorização próxima por um profissional.

P: A Lignocaína interage com medicamentos para a tensão arterial?

R: Sim, a rotulagem oficial confirma que a lignocaína interage com certos medicamentos para a tensão arterial. Especificamente, os Beta-bloqueadores, como o Propranolol, podem reduzir a forma como o organismo elimina a lignocaína. Isto pode diminuir a taxa de depuração da lignocaína, o que pode resultar em níveis plasmáticos elevados.

P: Existem diferenças na utilização e segurança entre a Lignocaína aplicada na pele e a injeção?

R: Sim, existem diferenças tanto na utilização como na segurança. A injeção é tipicamente utilizada para anestesia de tecidos profundos ou controlo do ritmo cardíaco, enquanto o penso transdérmico se destina ao alívio da dor nervosa localizada. Refere-se que o potencial para efeitos secundários sistémicos é mais acentuado com injeções rápidas ou com o uso tópico em áreas de pele extensas ou lesionadas.

P: A Lignocaína pode causar um aumento ou diminuição da frequência cardíaca?

R: Os documentos oficiais de reações adversas referem que a lignocaína está documentada como causa de uma diminuição da frequência cardíaca, conhecida como bradicardia, e de tensão arterial baixa (hipotensão). O aumento da frequência cardíaca, ou taquicardia, é listado como um potencial efeito adverso sistémico, podendo também ser monitorizado como sinal de outras condições graves, como a metemoglobinemia.

P: Qual é a classificação oficial do perfil de segurança da Lignocaína?

R: Os avisos regulamentares indicam que o perfil de segurança da lignocaína é caracterizado por uma toxicidade relacionada com a dose. Isto significa que a gravidade dos efeitos secundários depende da concentração do medicamento no organismo. As principais preocupações de segurança focam-se nos efeitos sobre o Sistema Nervoso Central (SNC) e o Sistema Cardiovascular.

P: A Lignocaína pode ser administrada como bloqueio espinhal ou epidural?

R: As instruções oficiais de administração confirmam que a lignocaína injetável está indicada para utilização no controlo da dor regional, incluindo a anestesia epidural e a anestesia espinhal. Estes são métodos específicos utilizados para procedimentos, trabalho de parto e parto.

P: É normal sentir um inchaço temporário no local da injeção de Lignocaína?

R: A rotulagem oficial do produto lista o inchaço, ou edema, no local como uma possível reação adversa. O inchaço é por vezes registado juntamente com outras reações adversas gerais ou respostas do tipo alérgico, como a urticária.

P: A Lignocaína interage com medicamentos comuns para a ansiedade ou depressão?

R: A informação oficial sobre interações medicamentosas indica que a lignocaína é metabolizada por certas enzimas hepáticas (enzimas CYP). Estão documentadas interações com alguns medicamentos antidepressivos, como a Fluvoxamina, que inibem estas enzimas. Isto pode afetar a taxa de depuração da lignocaína, o que está associado a um aumento do potencial de toxicidade.

P: O uso de Lignocaína tem algum efeito a longo prazo na função nervosa?

R: Os dados a longo prazo relativos aos efeitos na função nervosa são frequentemente limitados em ensaios clínicos para condições crónicas. Relatórios regulamentares pós-comercialização registaram o risco raro de condrólise (a rutura da cartilagem articular) quando a lignocaína é infundida numa articulação. No geral, a rotulagem para utilizações crónicas refere frequentemente que a segurança a longo prazo não foi totalmente estabelecida.

P: As agências regulamentares classificam a Lignocaína como um fármaco de "alto risco"?

R: Os documentos regulamentares não atribuem uma classificação específica de "alto risco" à lignocaína. No entanto, incluem inúmeros avisos e precauções devido ao potencial de toxicidade sistémica grave relacionada com a dose, tal como convulsões e paragem cardíaca, caso o medicamento seja administrado ou absorvido incorretamente.

P: A Lignocaína é considerada um tipo de narcótico ou opioide?

R: Não, a lignocaína é classificada farmacologicamente como um anestésico local e um agente antiarrítmico de Classe Ib. De acordo com as autoridades regulamentares, não é classificada como narcótico ou opioide sob a legislação de substâncias controladas.

P: O consumo de álcool altera a forma como a Lignocaína funciona ou é processada pelo organismo?

R: A rotulagem regulamentar contém avisos específicos relativos ao consumo de álcool. Quando a lignocaína é injetada, isto é particularmente relevante porque o álcool pode causar uma descida da tensão arterial. Este efeito pode estar associado a sintomas como tonturas e desmaios.

P: A Lignocaína é segura para utilização durante a gravidez, com base nas informações oficiais?

R: Algumas formas injetáveis de lignocaína foram historicamente colocadas na Categoria B de Gravidez, o que significa que os estudos em animais não demonstraram danos. No entanto, não existem estudos controlados adequados em mulheres grávidas. Os documentos oficiais referem que a sua utilização é, geralmente, apenas considerada quando o benefício potencial é julgado superior ao risco potencial.

P: A Lignocaína é um medicamento sujeito a receita médica?

R: A lignocaína está disponível tanto em formas sujeitas a receita médica como em formas de venda livre, dependendo da concentração e da preparação. Produtos de elevada concentração, como o penso a 5% e as injeções, são tipicamente sujeitos a receita médica, enquanto cremes tópicos de menor concentração podem estar disponíveis sem receita.

P: A Lignocaína causa dependência ou vício?

R: Não, a lignocaína é um anestésico local e não está associada ao desenvolvimento de dependência ou vício. Não é classificada como uma substância controlada pelas agências regulamentares.

P: Qual é o processo para reportar a suspeita de um efeito secundário da Lignocaína?

R: Os documentos regulamentares oficiais orientam os doentes e profissionais de saúde a reportar suspeitas de efeitos secundários. Este processo é gerido através de programas de notificação de reações adversas geridos pelas autoridades de saúde nacionais ou programas equivalentes.

P: A Lignocaína afeta a capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

R: A informação oficial do produto adverte que a lignocaína pode afetar temporariamente o tempo de reação de uma pessoa, a coordenação, ou causar sonolência e tonturas. Devido ao potencial de efeitos temporários, é justificada uma ponderação cuidadosa antes de conduzir ou operar máquinas.

P: Porque é que a Lignocaína é por vezes embalada com um aviso sobre a sensibilidade a sulfitos?

R: Certas formulações de lignocaína, particularmente as que incluem um vasoconstritor como a epinefrina, contêm metabissulfito de sódio. Os avisos oficiais indicam que este componente pode causar reações de tipo alérgico em indivíduos sensíveis aos sulfitos.

P: A concentração de Lignocaína (ex: 1% vs 2%) relaciona-se diretamente com a duração do efeito?

R: Estudos clínicos oficiais indicam que concentrações mais elevadas estão geralmente associadas a um início mais rápido da dormência. No entanto, a duração do efeito é mais significativamente influenciada pela adição de um vasoconstritor, como a epinefrina, do que pela concentração da própria lignocaína.

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Como Lignocaine deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar a Lignocaína?

A lignocaína (lidocaína) deve ser armazenada e manuseada em conformidade rigorosa com a rotulagem aprovada pelas instâncias oficiais para garantir a manutenção da sua estabilidade.

Requisitos de Conservação

Condição Requisito Regulamentar
Temperatura Conservar a temperatura ambiente controlada, tipicamente entre os 15°C e os 30°C. Alguns produtos não devem ser conservados acima de 25°C.
Ambiente Deve ser armazenada fora da vista e do alcance das crianças. Requer proteção contra a luz e proteção contra a humidade excessiva.
Manuseamento As soluções não devem ser congeladas nem refrigeradas. Mantenha o produto no seu recipiente original ou na embalagem exterior.

Eliminação e Estabilidade

As soluções de dose única, isentas de conservantes, exigem que a porção não utilizada seja eliminada imediatamente após a utilização. Os sistemas transdérmicos (adesivos) usados devem ser dobrados com as superfícies adesivas em contacto antes da sua eliminação. Todo o produto fora do prazo de validade ou não utilizado deve ser eliminado de acordo com os requisitos locais para resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

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