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Lidosine

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Lidosine

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Lidosine

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Cloridrato de Lidocaína
Formas Farmacêuticas Solução Injetável, Gel Tópico, Creme, Spray
Classe Farmacológica Anestésico Local (Primária), Antiarrítmico de Classe IB (Secundária)
Uso Comum Indução de Analgesia e Estabilização do Ritmo Cardíaco
Origem Sintética (Tipo Amida)

1. Identidade e Origem

A Lidosine é o nome comercial de uma preparação farmacêutica cujo único princípio ativo é o Cloridrato de Lidocaína. A substância propriamente dita é um fármaco sintético potente, classificado quimicamente como um derivado da acetamida, o qual se distingue dos compostos anestésicos de origem natural. O produto é definido como um fármaco de substância ativa única, baseando a sua ação terapêutica exclusivamente no composto Lidocaína e utilizando várias bases ou veículos inertes dependendo da formulação. A sua estrutura química posiciona-o no grupo dos anestésicos locais do tipo amida, uma estrutura reconhecida clinicamente por oferecer maior estabilidade quando comparada com a classe dos ésteres.

2. Classificação Farmacológica e Objetivos Gerais

A Lidosine é classificada primariamente como um Anestésico Local, embora detenha a dupla classificação de Agente Antiarrítmico de Classe IB. Enquanto Anestésico Local, o seu propósito geral é induzir uma analgesia localizada e temporária através do bloqueio direcionado de sinais nervosos. A sua eficácia em proporcionar o entorpecimento local é fundamentada por estudos farmacológicos que destacam a utilidade primária da Lidocaína na prevenção da sensação de dor numa área específica.

A classificação secundária é significativa pois, quando administrado de forma sistémica, o fármaco é capaz de proporcionar a estabilização do ritmo cardíaco. Organismos reguladores confirmam a sua utilização como agente antiarrítmico para o controlo de tipos específicos de atividade elétrica anómala no coração. Esta verificação estabelece que o agente auxilia na gestão e no controlo de determinados ritmos cardíacos irregulares e rápidos.

3. Formas Disponíveis e Tipos Físicos

O fármaco é fabricado em múltiplas preparações farmacêuticas para facilitar tanto a via de administração parentérica (por injeção) como a via tópica (superficial). A Lidosine encontra-se habitualmente disponível como solução injetável estéril para administração nos tecidos, bem como em diversas formas tópicas, incluindo gel, creme, pomada ou spray. Estas variadas formas farmacêuticas garantem que os efeitos terapêuticos do Cloridrato de Lidocaína possam ser aplicados com precisão na localização anatómica necessária, tornando-o altamente versátil em contextos médicos.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Lidosine?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

As informações de segurança da Lidosine (Cloridrato de Lidocaína) são formalmente categorizadas por documentos regulamentares, distinguindo entre reações comuns e eventos adversos raros e graves. Devido aos efeitos do medicamento nos sinais nervosos e no ritmo cardíaco, os efeitos secundários documentados envolvem principalmente o Sistema Nervoso Central (SNC) e o Sistema Cardiovascular.

Classificação de Reações Adversas

As autoridades regulamentares classificam as reações adversas com base na frequência observada, o que ajuda a estabelecer o perfil de segurança esperado. As reações que afetam o Sistema Nervoso incluem efeitos oficialmente listados como sonolência, tonturas, sensação de cabeça leve e parestesia (formigueiro ou dormência), que são frequentemente classificados como Comuns.

Classificação Exemplos de Reações Documentadas
Comuns Sonolência, Tonturas, Náuseas, Hipotensão
Pouco Comuns Acufenos (Zumbidos), Visão Turva, Tremores
Raros Convulsões, Paragem Cardíaca, Paragem Respiratória, Anafilaxia

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

A informação oficial de prescrição destaca Reações Adversas Graves que são raras, mas clinicamente significativas, incluindo convulsões, paragem respiratória e paragem cardíaca. O rótulo também observa o risco de Metemoglobinemia, ligada principalmente a uma elevada exposição sistémica ou ao uso excessivo tópico.

As declarações de segurança indicam que os efeitos adversos sistémicos são tipicamente dependentes da dose, resultando de concentrações plasmáticas elevadas ou de uma absorção rápida. Limitações específicas estão documentadas para certas populações: Adultos Mais Velhos e indivíduos com Insuficiência Hepática ou Renal podem ter um risco aumentado de toxicidade e podem exigir uma consideração cuidadosa. O medicamento é Contraindicado em indivíduos com hipersensibilidade conhecida a anestésicos locais do tipo amida ou naqueles com bloqueios cardíacos de grau grave.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A administração de uma dose excessiva de Lidosine pode levar a complicações graves que requerem intervenção médica imediata. É fundamental seguir rigorosamente as instruções de dosagem fornecidas pelo profissional de saúde para evitar a acumulação excessiva da substância no organismo.

Sinais de alerta

Os sintomas de uma sobredosagem podem manifestar-se inicialmente através de alterações no sistema nervoso central. Os sinais a que deve estar atento incluem tonturas, sonolência, confusão, visão turva ou zumbidos nos ouvidos. Em casos mais graves, podem ocorrer espasmos musculares, convulsões ou perda de consciência.

Além dos efeitos neurológicos, a sobredosagem pode afetar o sistema cardiovascular. Estes sintomas podem incluir uma diminuição acentuada da frequência cardíaca, descida da pressão arterial ou arritmias, que podem comprometer a função cardíaca.

O que fazer em caso de emergência

Se houver suspeita de que foi administrada uma dose superior à recomendada, ou se o paciente apresentar qualquer um dos sinais mencionados, deve procurar assistência médica de emergência de imediato.

No hospital, o tratamento da sobredosagem foca-se na manutenção das funções vitais. Os profissionais de saúde podem administrar suporte respiratório, oxigénio e medicamentos específicos para controlar as convulsões ou estabilizar a função cardíaca. A monitorização contínua é essencial até que os níveis do medicamento no organismo diminuam e os sintomas desapareçam.

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Usos terapêuticos de Lidosine

Indicações e Benefícios da Lidosine: Principais Usos e Vantagens

O princípio ativo da Lidosine está geralmente presente em formulações aplicadas para auxiliar no alívio de dores ligeiras. De acordo com informações farmacêuticas de referência, a sua utilização abrange áreas onde a gestão de sintomas a curto prazo é adequada, sendo aplicado em contextos que exijam um suporte sintomático adicional. É relevante para atenuar conjuntos de sintomas que interferem com o conforto diário, tais como os associados a pequenos cortes, arranhões, queimaduras ligeiras, picadas de insetos e irritações cutâneas menores. Proporciona um suporte que pode ajudar a reduzir a carga sintomática global, o que contribui para o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.


Alívio do Desconforto Sintomático Agudo

A Lidosine é comummente utilizada em condições que apresentam episódios agudos e é aplicada na abordagem de sintomas relacionados com o desconforto físico que podem surgir subitamente ou flutuar. Oferece um apoio que ajuda a atenuar o peso geral dos sintomas, o que pode contribuir para uma melhoria do conforto durante períodos de sintomatologia mais intensa.

"Pode apoiar o doente durante episódios difíceis, ajudando a aliviar a angústia e auxiliando os doentes a lidar de forma mais estável com as flutuações dos sintomas."

Facto Rápido: Alívio para o Desconforto Localizado


Apoio à Estabilidade Funcional

Aplicada em contextos marcados por um aumento do desconforto ou da tensão, a Lidosine é relevante para aliviar conjuntos de sintomas que criam uma sobrecarga funcional percetível ou que interferem com o conforto quotidiano. Pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional quando os sintomas se tornam temporariamente desgastantes, oferecendo uma assistência sintomática de curta duração durante manifestações recorrentes.

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Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar Lidosine

A elegibilidade para a utilização de Lidosine (Cloridrato de Lidocaína) está estritamente definida por documentos regulamentares, que distinguem as populações para as quais o medicamento é absolutamente proibido daquelas que requerem uma utilização restrita.

Populações Contraindicadas

O Lidosine é absolutamente contraindicado para indivíduos com hipersensibilidade (alergia) conhecida a anestésicos locais do tipo amida ou a qualquer componente da formulação específica. A utilização antiarrítmica sistémica (intravenosa) também é contraindicada em doentes com perturbações graves da condução cardíaca, incluindo a síndrome de Stokes-Adams, a síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW) e bloqueio cardíaco grave na ausência de um pacemaker funcional.

Utilização Restrita e Condicional

A utilização requer precaução e, frequentemente, uma dose reduzida em doentes com insuficiência hepática (fígado) ou renal (rim) grave, devido ao risco de acumulação do fármaco e toxicidade sistémica. Os adultos mais velhos e os doentes debilitados também necessitam de uma dose reduzida, proporcional ao seu estado físico.

Limitações Fisiológicas e de Idade

A solução oral tópica não é recomendada para lactentes e crianças com menos de três anos de idade para utilização em dores de dentição. No que respeita à gravidez, a utilização é permitida apenas se for claramente necessária (Categoria B em algumas rotulagens). Uma vez que o fármaco é excretado no leite humano, recomenda-se precaução na administração de Lidosine a mulheres que estejam a amamentar. As soluções que contenham conservantes antimicrobianos não devem ser utilizadas em anestesia epidural ou espinhal.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

A Lidosine (que contém lidocaína e, frequentemente, um vasoconstritor como a epinefrina) pode interagir com diversos outros medicamentos. É fundamental informar o seu profissional de saúde sobre todos os fármacos com ou sem receita médica, vitaminas, suplementos e produtos naturais que esteja a tomar.

Medicamentos que podem aumentar os efeitos da Lidosine

A administração conjunta com certos fármacos pode aumentar a concentração de lidocaína no sangue, elevando o risco de efeitos secundários sistémicos, particularmente os que afetam o coração ou o sistema nervoso. Estes incluem:

  • Antiarrítmicos (ex: amiodarona, mexiletina, tocainida): Risco acrescido de toxicidade cardíaca.
  • Bloqueadores beta (ex: propranolol, metoprolol): Estes podem retardar a degradação da lidocaína no organismo.
  • Cimetidina: Pode diminuir o metabolismo da lidocaína, aumentando os seus níveis sanguíneos.

Interações com a Epinefrina (Adrenalina)

Caso a Lidosine contenha epinefrina, é necessária precaução com fármacos que afetem o sistema cardiovascular, uma vez que o vasoconstritor pode intensificar os seus efeitos:

Classe de Fármaco Interação Potencial Recomendação
Antidepressivos Tricíclicos Risco acrescido de hipertensão grave e arritmias. Recomenda-se o uso mínimo de epinefrina.
Bloqueadores Beta Não Seletivos Pode causar hipertensão grave devido à estimulação alfa não compensada. Utilizar com precaução extrema.
Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO) Risco aumentado de hipertensão. Utilizar com cautela e sob monitorização apertada.

Outras Interações Importantes

Informe o seu profissional de saúde se estiver a tomar dapsona ou anestésicos tópicos, pois o uso concomitante destes produtos com a Lidosine pode aumentar o risco de metemoglobinemia, um distúrbio sanguíneo potencialmente grave. O consumo de álcool ou tabaco pode igualmente originar interações e deve ser discutido com o seu profissional de saúde.

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Mecanismo de ação

Ação Principal: Bloqueio Seletivo dos Canais de Sódio Dependentes de Voltagem

O efeito primário da Lidosine é exercido através da sua atuação como inibidor, bloqueando fisicamente o poro interno dos canais de sódio dependentes de voltagem (NaV), as estruturas moleculares responsáveis pela iniciação e propagação dos impulsos elétricos. Esta inibição é dependente do uso, o que significa que o fármaco se liga preferencialmente quando o canal já se encontra no estado inativado, durante períodos de disparo rápido ou excessivo, reduzindo a excitabilidade elétrica do tecido hiperativo. Este bloqueio molecular acaba por impedir o influxo de iões Na^+, interrompendo a primeira fase essencial do potencial de ação.


Consequência Fisiológica Resultante: Interrupção de Sinais e Estabilização do Ritmo

O mecanismo de bloqueio dos canais produz duas consequências fisiológicas fundamentais, dependendo do tecido em questão: nos nervos sensoriais periféricos, a cessação do potencial de ação leva a um bloqueio nervoso funcional, interrompendo totalmente a transmissão de sinais. No sistema de condução cardíaca, o bloqueio diminui a automaticidade elétrica espontânea e encurta a duração do potencial de ação cardíaco (APD), promovendo uma excitabilidade reduzida da membrana em tecidos miocárdicos excessivamente excitáveis.


Limitações do Mecanismo em Tecidos Ácidos

A eficácia molecular da Lidosine é condicionada pelo pH do ambiente local. Em tecidos ácidos (pH baixo), uma proporção mais elevada de Lidosine existe na sua forma com carga elétrica. Dado que apenas a forma sem carga elétrica consegue penetrar eficazmente a membrana celular para alcançar o recetor intracelular do canal de sódio, o efeito fisiológico do mecanismo é inerentemente reduzido ou prejudicado em ambientes ácidos, evidenciando como a função do fármaco é limitada pela acidose tecidular.

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Informações sobre dosagem e administração

Como a Lidosine é Utilizada

A Lidosine (Cloridrato de Lidocaína) é utilizada através de protocolos de administração distintos, dependendo da necessidade de um efeito sistémico ou localizado, conforme delineado na informação oficial de prescrição. O medicamento é administrado principalmente por via intravenosa (IV), através de injeção ou infusão contínua para a gestão de certas condições cardíacas, ou por injeção parentérica em procedimentos anestésicos locais ou regionais, como bloqueios nervosos e infiltração. Também está disponível para aplicação tópica na pele ou em membranas mucosas para anestesia de superfície.

Requisitos de Administração e Limites de Dosagem

Para a gestão antiarrítmica sistémica, a Lidosine é tipicamente iniciada com um bolus IV de 1 a 1,5 mg/kg, seguido de uma infusão de manutenção contínua que geralmente varia entre 1 a 4 mg/minuto. A dose total acumulada administrada a um adulto não deve estritamente exceder os 300 mg num período de uma hora. A administração por via intravenosa requer uma monitorização constante por eletrocardiograma (ECG). Inversamente, para infiltração local, a dose máxima é habitualmente limitada a 4,5 mg/kg quando não é utilizado um vasoconstritor.

Ajustes Procedimentais e Populacionais

Os doentes que utilizem Lidosine tópica na boca ou garganta devem adiar a ingestão de alimentos ou de pastilhas elásticas durante 60 minutos para evitar lesões por mordedura. As instruções da rotulagem exigem doses reduzidas para populações específicas, incluindo doentes idosos, doentes debilitados e indivíduos com doença cardíaca ou hepática. Para procedimentos de bloqueio regional, como a epidural, é frequentemente necessária uma dose de teste inicial antes do volume total da injeção. A infusão intravenosa contínua para a gestão antiarrítmica raramente deve prolongar-se além das 24 horas.

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Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Panorama Geral dos Estudos sobre o Lidosine


Evidência em Analgesia Localizada (Dor Ligeira e Desconforto)

O Lidosine foi estudado quanto à sua ação na criação de um entorpecimento localizado, relevante em investigações que exploraram sintomas agudos de desconforto físico associados a problemas superficiais menores. A investigação nesta área inclui estudos farmacológicos e avaliações clínicas que examinaram a sua aplicação em condições como pequenos cortes, esfoladelas, queimaduras, picadas de insetos e irritações cutâneas ligeiras. Estes estudos centram-se no alívio temporário, analisando resultados relacionados com o desconforto reportado pelo doente e a sensação de dor.

As conclusões destes estudos farmacológicos descrevem padrões observados em investigações que examinaram um efeito de entorpecimento temporário. A evidência contribui para a compreensão dos padrões de sintomas observados quando o fármaco é aplicado em estados irritativos. Esta investigação fornece contexto sobre a relevância do fármaco em cenários que envolvem padrões de sintomas episódicos, onde o desconforto agudo é a principal preocupação.


Evidência na Estabilização do Ritmo Cardíaco (Uso Antiarrítmico Sistémico)

O Lidosine foi avaliado numa área de investigação distinta relacionada com a sua utilização sistémica para a estabilização do ritmo cardíaco. Este uso secundário é apoiado por uma revisão regulamentar abrangente e por uma avaliação clínica oficial confirmada por autoridades de saúde. A investigação examinou medições relacionadas com o desequilíbrio sistémico ou funcional no coração.

As avaliações regulamentares abordaram a classificação e o uso do fármaco para o controlo de ritmos cardíacos irregulares e rápidos específicos. Os estudos monitorizaram medições relacionadas com padrões da função cardíaca e da atividade elétrica. As investigações exploraram a utilização do agente em contextos agudos, relevantes para quando os sintomas se tornam mais percetíveis devido a um desequilíbrio fisiológico temporário.


Dados a Longo Prazo e Durabilidade do Efeito

A evidência existente para o Lidosine provém principalmente de estudos relevantes para padrões de sintomas de curto prazo ou episódicos. A investigação foca-se frequentemente em cenários de investigação centrados em alterações sintomáticas de curto prazo. Como resultado, os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos.

Existe informação limitada disponível para resultados relacionados com a manutenção sustentada ou a durabilidade do seu efeito ao longo de muitos meses ou anos. As durações do acompanhamento foram limitadas em muitos dos estudos fundamentais que apoiam a sua utilização, e a investigação atual fornece uma visão limitada sobre se os padrões observados persistem em condições que envolvam ciclos de estabilidade e períodos de exacerbação.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Lidosine (FAQ)


P: Quanto tempo demora normalmente a notar-se qualquer efeito do Lidosine?

A: O intervalo de tempo associado ao início do efeito do Lidosine está relacionado com a sua via de administração. Para utilizações como anestésico local, o início de ação é geralmente descrito nos estudos como rápido. No caso da administração sistémica (intravenosa), o fármaco é distribuído rapidamente para o seu local de ação através da corrente sanguínea.

P: O Lidosine pode causar tonturas ou sonolência?

A: As tonturas e a sonolência constam nas informações oficiais de segurança como reações comummente reportadas ao Lidosine, particularmente quando este é utilizado por via sistémica. Os doentes que experienciem estes efeitos devem estar cientes de como estes podem comprometer a capacidade de realizar atividades que exijam alerta mental.

P: O Lidosine interage com o álcool?

A: As informações oficiais de prescrição indicam que o consumo de álcool pode causar interações com o Lidosine. O potencial de interação é a razão pela qual se aconselha frequentemente que este assunto seja discutido com um profissional de saúde.

P: O Lidosine pode ser utilizado por pessoas que estejam a amamentar?

A: Sabe-se que o medicamento é excretado no leite humano. Os documentos regulamentares referem que se recomenda precaução quando o medicamento é administrado a uma mulher que amamenta. Esta advertência regulamentar baseia-se na excreção do fármaco no leite humano.

P: O Lidosine é geralmente considerado seguro para adultos seniores?

A: As instruções oficiais exigem doses reduzidas para adultos seniores e doentes debilitados. Este ajuste baseia-se num risco acrescido, geralmente reconhecido, de toxicidade sistémica nesta população.

P: É seguro tomar Lidosine se eu tiver problemas hepáticos?

A: A utilização requer precaução e, frequentemente, uma dose reduzida para doentes com insuficiência hepática (fígado) grave. A exigência de cautela e de doses reduzidas está relacionada com o metabolismo do fármaco, uma vez que o compromisso hepático pode levar ao aumento da concentração sistémica e ao risco de toxicidade.

P: Existem alimentos ou bebidas específicos que deva evitar enquanto estiver a utilizar Lidosine?

A: Os doentes que utilizem Lidosine tópico na boca ou garganta devem adiar a ingestão de alimentos ou de pastilhas elásticas por 60 minutos para evitar potenciais traumatismos por mordedura, conforme descrito na documentação oficial.

P: É possível ser alérgico ao Lidosine?

A: Sim, o Lidosine é absolutamente contraindicado para indivíduos com uma hipersensibilidade conhecida, que é uma reação alérgica grave. Isto aplica-se a pessoas com alergia a anestésicos locais do tipo amida ou a qualquer outro componente da formulação específica de Lidosine.

P: Por que razão o Lidosine está disponível em diferentes dosagens?

A: O Lidosine é fabricado em múltiplas dosagens e preparações farmacêuticas para permitir a administração através de diferentes vias de administração, tais como as formas tópica e injetável. Isto garante que a dosagem corresponde ao efeito terapêutico pretendido — seja para entorpecimento localizado ou para a estabilização do ritmo cardíaco.

P: Qual é a classificação de segurança do Lidosine durante a gravidez?

A: O Lidosine é frequentemente descrito como Categoria B em algumas rotulagens regulamentares. Esta classificação é utilizada quando os estudos em animais não demonstraram risco para o feto, mas não estão disponíveis estudos humanos adequados e bem controlados.

P: É verdade que o Lidosine tem risco de dependência?

A: Nos Estados Unidos, o Lidosine (Cloridrato de Lidocaína) não é classificado como uma substância controlada pela Drug Enforcement Administration (DEA). Esta classificação indica que o fármaco não está sujeito aos requisitos de controlo aplicados a substâncias listadas associadas a um elevado risco de dependência ou uso indevido.

P: Posso tomar Lidosine com analgésicos comuns de venda livre?

A: A informação oficial relativa aos adesivos transdérmicos indica que produtos não sujeitos a receita médica, tais como o paracetamol (acetaminofeno), podem interagir com o Lidosine. A documentação oficial indica que a coadministração com outros medicamentos deve ser discutida com um profissional de saúde.

P: O Lidosine requer monitorização especial ou análises ao sangue?

A: A monitorização por ECG (monitorização da atividade elétrica do coração) é necessária quando o fármaco é administrado via perfusão intravenosa contínua. Adicionalmente, estão disponíveis análises ao sangue para medir a concentração do medicamento na corrente sanguínea, permitindo a monitorização terapêutica do fármaco para vigiar os níveis de concentração adequados.

P: Quanto tempo permanece o Lidosine no sistema após a interrupção do uso?

A: Após uma injeção intravenosa em bólus, a semivida de eliminação do fármaco é tipicamente de 1,5 a 2 horas. Este período pode ser mais longo após perfusões prolongadas ou em doentes com disfunção hepática.

P: O Lidosine foi estudado em crianças?

A: Sim, a forma injetável é indicada para utilização em doentes pediátricos para anestesia local ou regional. Estão também publicadas diretrizes oficiais para a sua utilização via bólus e perfusão intravenosa na população pediátrica.

P: O Lidosine é seguro para doentes com historial de convulsões?

A: Os avisos oficiais de segurança listam as convulsões como uma reação adversa grave e rara, geralmente associada a concentrações elevadas do fármaco na corrente sanguínea.

P: Qual é a duração máxima prevista do tratamento com Lidosine?

A: A documentação que descreve a duração de utilização está dependente da via de administração. A perfusão intravenosa contínua para utilização cardíaca raramente deve exceder as 24 horas. Para algumas formas de adesivos tópicos, a rotulagem oficial recomenda uma duração de até 12 horas dentro de qualquer período de 24 horas.

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Como Lidosine deve ser armazenado e descartado?

Instruções de Conservação e Eliminação do Lidosine

O Lidosine (Cloridrato de Lidocaína) deve ser conservado e manuseado de acordo com as condições específicas definidas na rotulagem regulamentar oficial para garantir a estabilidade do produto e evitar a exposição acidental.


Requisitos de Conservação

Item Requisito
Temperatura Conservar à temperatura ambiente controlada (20 C a 25 C).
Proibições Não congelar e evitar o calor excessivo.
Proteção Proteger da luz (no caso de certas soluções injetáveis). Os recipientes de apresentações tópicas devem ser mantidos bem fechados.
Segurança Infantil Manter fora da vista e do alcance das crianças (obrigatório para todas as formulações).

Requisitos de Eliminação

Os adesivos usados devem ser dobrados de modo a que o lado adesivo cole a si próprio antes de serem eliminados com segurança. Relativamente às porções não utilizadas de frascos de dose única, estas devem ser eliminadas imediatamente após a utilização inicial. Os medicamentos não utilizados ou fora de prazo devem ser eliminados através de um programa de recolha de medicamentos ou seguindo as diretrizes oficiais para resíduos domésticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Lidosine encontrado em:

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