Lialda

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Lialda

Que tipo de medicamento é o Lialda?

O Lialda é um medicamento específico sujeito a receita médica cujo único princípio ativo é a Mesalazina, um composto sintético também identificado como Ácido 5-aminossalicílico (5-ASA). O fármaco pertence à classe farmacêutica dos aminossalicilatos, que é clinicamente reconhecida pelos seus efeitos anti-inflamatórios locais. Esta classificação garante que a sua ação terapêutica se foca na modulação das respostas inflamatórias no revestimento intestinal, posicionando-o como uma abordagem de tratamento fundamental apoiada por estudos farmacológicos.

Mesalazina: Composição e Forma Farmacêutica

O medicamento é fabricado para administração oral como um comprimido distintivo de libertação prolongada, confirmando-o como um produto de substância única. A formulação do Lialda apresenta um revestimento gastrorresistente especializado e um núcleo de matriz múltipla, concebido para atingir dois objetivos específicos: primeiro, proteger a Mesalazina do ambiente destrutivo do estômago e, segundo, garantir uma libertação sustentada e controlada do medicamento principalmente no intestino inferior e no cólon, onde a inflamação é mais ativa. Este design avançado é necessário para maximizar o tempo de contacto terapêutico com o tecido-alvo.

Qual é o objetivo terapêutico geral do Lialda?

O propósito principal do Lialda é ajudar a gerir a inflamação crónica, proporcionando um efeito anti-inflamatório direcionado. A Mesalazina atua mitigando a produção local de sinais químicos — tais como as prostaglandinas — que são responsáveis pela irritação e pelo inchaço na parede intestinal. Ao concentrar a sua atividade no revestimento afetado do intestino grosso, o Lialda ajuda a acalmar a resposta tecidular anómala e persistente associada a processos inflamatórios crónicos do intestino.

Quais efeitos secundários são possíveis com Lialda?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança da Mesalazina (Lialda) é definido com base em reações adversas documentadas e em condicionantes de segurança específicas. Os efeitos secundários são formalmente classificados pela sua frequência e agrupados de acordo com o sistema fisiológico afetado.

Reações Adversas Oficialmente Documentadas

As reações adversas comunicadas com maior frequência, classificadas como frequentes nos documentos oficiais, incluem cefaleias (dores de cabeça), dor abdominal e náuseas. Efeitos como flatulência, vómitos e fadiga são classificados como pouco frequentes. Reações documentadas mais raras (por exemplo, classificadas como raras ou muito raras) envolvem sistemas mais especializados.

Classe de Sistemas de Órgãos Exemplos de Efeitos Documentados
Gastrointestinal Dor abdominal, flatulência, pancreatite
Sistema Nervoso Cefaleias, tonturas
Pele e Tecido Subcutâneo Erupção cutânea, prurido (comichão), alopecia
Renal e Urinário Nefrotoxicidade, nefrite intersticial

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

Existem reações adversas graves específicas documentadas na informação oficial de prescrição. Estas incluem a Síndrome de Intolerância Aguda, que pode assemelhar-se clinicamente a um agravamento da doença subjacente e ocorre frequentemente no início do tratamento. Riscos documentados raros, mas significativos, envolvem também toxicidade orgânica, como a nefrotoxicidade (comprometimento renal) e a cardiotoxicidade induzida pela Mesalazina (pericardite ou miocardite).

Condicionantes de Segurança: O medicamento é formalmente contraindicado em indivíduos com hipersensibilidade conhecida aos salicilatos (5-ASA) ou a qualquer outro componente da formulação. A utilização é também restringida em doentes com insuficiência renal grave ou insuficiência hepática grave conhecida. Recomenda-se precaução na prescrição a adultos mais velhos ou a doentes com compromisso renal ou hepático pré-existente.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A documentação oficial sobre a sobredosagem de Lialda (mesalazina) fornece orientações específicas sobre as ações de emergência necessárias e os cuidados de suporte, uma vez que não existe um antídoto específico para a toxicidade pela mesalazina. O perfil de sobredosagem é definido pela classificação do fármaco como um aminossalicilato.

Manifestações Documentadas de Sobredosagem Efeitos Fisiológicos e Resultados Graves
Os sintomas de sobredosagem são geralmente consistentes com a toxicidade por salicilatos, que pode incluir acufenos, vertigens, cefaleias, confusão, sonolência, vómitos e diarreia. A intoxicação grave pode perturbar o equilíbrio eletrolítico e o pH sanguíneo, conduzindo potencialmente a hipertermia, desidratação, convulsões e danos em órgãos terminais.

Resposta e Gestão de Emergência

Perante a suspeita de uma sobredosagem aguda, a instrução oficial obrigatória é contactar um centro de informação antivenenos ou um médico para a gestão da sobredosagem. É necessária ajuda médica urgente para iniciar prontamente o tratamento de suporte, dada a ausência de um antídoto específico.

Os princípios de gestão são direcionados para a terapia convencional para a toxicidade por salicilatos. Esta abordagem foca-se na administração de tratamento de suporte adequado e na terapia intravenosa para corrigir o desequilíbrio de fluidos e eletrólitos. A manutenção de uma função renal adequada é um dos eixos centrais dos protocolos de gestão descritos na informação de prescrição.

Usos terapêuticos de Lialda

Factos Rápidos: Utilizações do Lialda

  • Indução da Remissão: Pode ajudar a tratar a colite ulcerosa ativa, de grau ligeiro a moderado, em adultos.
  • Manutenção da Remissão: Utilizado para ajudar a sustentar períodos de melhoria clínica em doentes adultos com colite ulcerosa.
  • Uso Pediátrico: Pode ser prescrito para o tratamento da colite ulcerosa ativa, de grau ligeiro a moderado, em crianças com um peso mínimo de 24 kg.

O que o Lialda trata: Principais Utilizações e Benefícios

O Lialda é um medicamento prescrito para apoiar a gestão da colite ulcerosa, uma doença inflamatória crónica do intestino. O medicamento é indicado para objetivos terapêuticos específicos, tanto em populações adultas como em populações pediátricas elegíveis.

Para adultos que apresentam sintomas de colite ulcerosa ativa de grau ligeiro a moderado, este medicamento pode ser utilizado para induzir a remissão, o que envolve abordar os sintomas ativos da doença até que estes diminuam ou desapareçam. Assim que um período de melhoria clínica é alcançado, o fármaco é também utilizado para a manutenção da remissão. Esta abordagem a longo prazo apoia a prevenção do reaparecimento ou do agravamento dos sintomas com o passar do tempo.

Em doentes pediátricos que pesem pelo menos 24 quilogramas, o medicamento pode ser prescrito para o tratamento da colite ulcerosa ativa de grau ligeiro a moderado. Estudos clínicos sugerem que o medicamento é eficaz para estas indicações aprovadas. Este fármaco representa uma parte importante de um plano de tratamento abrangente para reduzir a inflamação associada a esta condição.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Lialda — Informação Regulamentar Oficial

A elegibilidade para a utilização do Lialda (comprimidos de mesalazina de libertação prolongada) está estritamente definida em documentos regulamentares, que especificam as populações para as quais o uso é permitido, restrito ou contraindicado.


Âmbito de Elegibilidade

Classificação População/Condição
Contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida ou suspeita aos salicilatos (ex.: aspirina), aminossalicilatos (incluindo a mesalazina) ou a qualquer componente do comprimido. Doentes com um histórico de reações de hipersensibilidade cardíaca induzidas pela mesalazina (ex.: miocardite ou pericardite).
Uso Permitido Adultos para a indução e manutenção da remissão. Doentes pediátricos com colite ulcerosa ativa, desde que tenham um peso mínimo de 24 kg (requisito de peso mínimo).
Uso Restrito Doentes com insuficiência renal grave (utilização não recomendada). Doentes com doença hepática pré-existente (utilizar com precaução).
Precaução Especial Doentes geriátricos (recomenda-se a monitorização da função renal). Mulheres grávidas ou a amamentar (utilizar apenas se o benefício potencial justificar o risco potencial, uma vez que a mesalazina é excretada no leite humano).

Base Regulamentar das Restrições

A elegibilidade oficial é determinada por três condicionantes principais: o Histórico de Hipersensibilidade, que dita a não elegibilidade absoluta; a Função de Órgãos, que impõe requisitos de precaução e monitorização para doentes com compromisso renal ou hepático; e os Dados Antropométricos, que estabelecem o requisito de peso mínimo para a utilização pediátrica.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A documentação oficial descreve padrões de interação e restrições específicas para o Lialda, o qual contém a substância ativa mesalazina.

Combinações Contraindicadas

A utilização é contraindicada em doentes com hipersensibilidade conhecida ou suspeita aos salicilatos — grupo que inclui a mesalazina — ou a qualquer outro produto que contenha aminossalicilatos.

Interações Medicamentosas Documentadas

A administração concomitante com certos produtos medicinais resulta em riscos farmacodinâmicos documentados:

  • Imunossupressores: O uso simultâneo com Azatioprina ou 6-Mercaptopurina acarreta um risco acrescido de desenvolvimento de distúrbios sanguíneos, incluindo a falência da medula óssea, conforme indicado na informação de prescrição.
  • Agentes Nefrotóxicos: A co-administração com agentes conhecidos pela sua nefrotoxicidade, tais como os Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs), pode aumentar o risco potencial de reações renais. Isto exige uma avaliação de risco em doentes com problemas renais pré-existentes ou que estejam a tomar estes fármacos em simultâneo.

Interações Farmacocinéticas e Processuais

  • Interação com Alimentos: A administração de Lialda com uma refeição rica em gorduras resulta num atraso na absorção e num aumento da exposição plasmática sistémica da mesalazina (Cmax e AUC) oficialmente documentado. Está especificado que a administração deve ser feita com alimentos.
  • Interferência em Testes Laboratoriais: O medicamento pode causar resultados falsamente elevados na medição da normetanefrina urinária, caso o teste utilize cromatografia líquida com deteção eletroquímica.

Mecanismo de ação

O mecanismo de funcionamento do Lialda, que contém Mesalazina (Ácido 5-aminossalicílico), é estritamente tópico e multifacetado, ocorrendo através do contacto direto com o revestimento tecidular do cólon. A ação farmacodinâmica do fármaco resulta do envolvimento simultâneo de várias vias anti-inflamatórias ao nível celular.

Supressão de Mensageiros Inflamatórios

A Mesalazina atua como um inibidor de enzimas fundamentais, incluindo a Ciclo-oxigenase (COX) e a 5-Lipoxigenase (5-LOX), que são necessárias para a biossíntese de mensageiros químicos pró-inflamatórios, como as prostaglandinas e os leucotrienos. Esta ação modula a sinalização química local, afetando consequentemente processos relacionados com o edema tecidular e a extravasação (saída) de fluidos para os tecidos.

Modulação de Genes do Sistema Imunitário

A ação do fármaco envolve o sistema de regulação genética da célula. A Mesalazina suprime a ativação do fator de transcrição central, o Fator Nuclear-kappa B (NF-kappa B), e atua como um agonista para o recetor nuclear PPAR-gama. Esta dupla ação influencia a transcrição genética da célula para proteínas inflamatórias (citocinas), resultando numa modulação da magnitude da resposta imunitária.

Neutralização de Radicais Livres que Danificam os Tecidos

A Mesalazina atua como um antioxidante, procedendo diretamente à captação e neutralização de Espécies Reativas de Oxigénio (ROS) libertadas pelas células imunitárias durante os processos inflamatórios. Esta ação faz a mediação dos efeitos das ROS no tecido da mucosa e influencia as vias locais de stresse oxidativo.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Lialda é Utilizado: Orientações Oficiais de Administração

O Lialda (mesalazina) é administrado exclusivamente sob a forma de comprimidos de libertação prolongada para via oral. Esta formulação especializada foi desenvolvida para proteger o princípio ativo do ácido gástrico e assegurar a sua entrega no intestino inferior, onde atua localmente para gerir a inflamação. A administração adequada é fundamental para que o fármaco funcione conforme pretendido.


Esquemas Posológicos Oficiais e Frequência

Os protocolos oficiais de utilização normalizam a dose e a frequência com base na fase terapêutica, conforme especificado na informação de prescrição oficial. O medicamento é tomado consistentemente uma vez ao dia, tanto para a indução da remissão a curto prazo como para a manutenção a longo prazo na colite ulcerosa.

Fase de Utilização Dose Padrão (Adulto) Frequência
Indução da Remissão 2,4 g ou 4,8 g Uma vez ao dia
Manutenção da Remissão 2,4 g Uma vez ao dia

A dose diária máxima recomendada para adultos é de 4,8 g.


Instruções Contextuais e de Procedimento

A natureza especializada do comprimido exige condições específicas de administração. O Lialda deve ser tomado com alimentos para apoiar o mecanismo de libertação controlada. É obrigatório que os comprimidos sejam engolidos inteiros e não devem ser mastigados, esmagados ou cortados, uma vez que a alteração da forma compromete o revestimento de libertação prolongada, essencial para a entrega direcionada ao cólon.

Na população pediátrica, o medicamento pode ser prescrito a crianças com um peso mínimo de 24 kg para a colite ulcerosa ativa de grau ligeiro a moderado. Nestes casos, a dose é determinada com base no peso, variando habitualmente entre 1,2 g e 2,4 g uma vez ao dia.

Caso ocorra o esquecimento de uma dose, a orientação geral aconselha a tomar a dose seguinte no horário programado, não devendo ser tomadas duas doses em simultâneo para compensar a dose em falta.

Evidência clínica recente

Panorama da Investigação Clínica

O Lialda (mesalazina) utiliza a tecnologia Multi Matrix System (MMX), desenvolvida para proporcionar uma libertação retardada e prolongada do composto ativo ao longo do cólon. A base de evidência para esta formulação deriva principalmente de ensaios clínicos aleatorizados e controlados por placebo em doentes adultos e pediátricos com colite ulcerosa (CU) ativa de grau ligeiro a moderado.

Os estudos clínicos avaliaram o Lialda para dois objetivos terapêuticos principais: a indução da remissão e a manutenção da remissão na CU.


Eficácia na Indução e Manutenção da Remissão

Indução da Remissão

Em ensaios controlados para a CU ativa, os doentes que receberam Lialda em doses de 2,4 g/dia ou 4,8 g/dia, uma vez ao dia, demonstraram uma taxa superior de remissão clínica e endoscópica em comparação com os que receberam placebo. Os critérios de avaliação da eficácia incluíram tipicamente melhorias na hemorragia retal, na frequência das fezes e nas pontuações de aparência da mucosa.

Manutenção da Remissão

Estudos de longo prazo (até 12 meses) analisaram o uso do Lialda para prevenir a recorrência dos sintomas da CU. Verificou-se que os doentes que já se encontravam em remissão antes da fase de manutenção mantiveram a remissão clínica e endoscópica ao receberem a dose de 2,4 g/dia, uma vez ao dia, apresentando resultados comparáveis aos de outras formulações de mesalazina avaliadas em estudos semelhantes.


Perfil de Segurança e Tolerabilidade

Os ensaios clínicos indicaram que o perfil de segurança do Lialda foi geralmente consistente com o de outros produtos à base de mesalazina. Os eventos adversos mais comuns (registados em 2% dos doentes adultos) incluíram cefaleias, flatulência, dor abdominal e diarreia. O perfil de reações adversas observado nos doentes pediátricos (com idades entre os 5 e os 17 anos) revelou-se semelhante ao observado nos adultos. Foram comunicadas reações adversas raras mas graves, como compromisso renal (incluindo insuficiência renal) e reações de hipersensibilidade que afetam o coração (miocardite e pericardite), as quais requerem monitorização em contexto clínico durante a utilização de mesalazina.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Lialda (FAQ)

P: Qual é a diferença entre o Lialda e outros produtos com mesalazina, como o Apriso, Asacol ou Pentasa?

R: O Lialda é formulado com uma tecnologia especializada denominada Multi Matrix System (MMX), concebida para permitir que o fármaco seja libertado lentamente ao longo do cólon. Este sistema de administração específico é um fator que permite a utilização do Lialda em toma única diária. Outros produtos com mesalazina podem utilizar tecnologias de libertação diferentes e apresentam frequentemente esquemas posológicos distintos.

P: Quanto tempo demora um utilizador a notar melhorias nos sintomas após iniciar o Lialda?

R: Os resumos clínicos relativos à substância ativa, mesalazina, sugerem que uma resposta terapêutica pode ser observada nos primeiros 3 a 21 dias após o início da terapia. O prazo para atingir a remissão completa (a fase de indução) em ensaios clínicos é, geralmente, de seis a oito semanas.

P: Qual é a duração geral do tratamento com Lialda para a colite ulcerosa?

R: Para o tratamento de uma crise ativa (indução da remissão), a duração típica de utilização é de 6 a 8 semanas. Com o objetivo de manter a remissão, o que envolve reduzir o risco de recorrência dos sintomas, o Lialda é frequentemente destinado a uma utilização a longo prazo, se tal for determinado como adequado por um profissional de saúde.

P: O que acontece se o Lialda for tomado de forma inconsistente ou se o horário for alterado?

R: As orientações oficiais aconselham a toma do medicamento à mesma hora todos os dias para promover uma libertação consistente do fármaco e apoiar a adesão ao tratamento. As instruções determinam que se deve saltar uma dose esquecida se estiver quase na hora da próxima toma agendada, desaconselhando a toma de duas doses em simultâneo.

P: É possível o Lialda causar ou agravar dores articulares ou musculares?

R: Efeitos musculoesqueléticos, tais como dor articular (artralgia) e dor nas costas, estão documentados na informação oficial do produto, tendo sido reportados numa pequena percentagem (1%) de doentes adultos durante os ensaios clínicos.

P: O Lialda pode afetar as contagens de células sanguíneas (ex.: anemia ou níveis de plaquetas)?

R: Em ensaios clínicos, a anemia (baixa contagem de glóbulos vermelhos) foi reportada como uma reação adversa comum em crianças e adolescentes. Adicionalmente, quando o Lialda é tomado em conjunto com certos imunossupressores como a azatioprina, existe um risco acrescido de distúrbios sanguíneos, razão pela qual a informação de segurança aconselha a monitorização do hemograma completo e da contagem de plaquetas quando esta combinação é utilizada.

P: Qual é a diferença entre um aminossalicilato como o Lialda e outros tratamentos para a colite ulcerosa?

R: O Lialda pertence à classe dos aminossalicilatos (5-ASA), que atuam principalmente como um medicamento anti-inflamatório local, diretamente no revestimento do cólon. Este mecanismo difere de outras abordagens para o tratamento da colite ulcerosa, tais como os corticosteroides (que são anti-inflamatórios sistémicos) ou os biológicos (que visam componentes específicos do sistema imunitário).

P: Que orientações estão disponíveis relativamente ao uso de Lialda em doentes com histórico de dermatite atópica ou eczema?

R: As orientações oficiais sugerem que se recomenda precaução em indivíduos com condições cutâneas pré-existentes, como eczema ou dermatite atópica. Estas condições podem aumentar o risco potencial de ocorrência de reações de fotossensibilidade mais graves durante a utilização de produtos com mesalazina.

P: É normal ver um invólucro vazio do comprimido nas fezes após tomar Lialda?

R: Sim, as orientações oficiais para o doente relativas a este tipo de comprimido de mesalazina de libertação prolongada referem que é possível notar o invólucro do comprimido vazio, intacto ou parcial nas fezes. Isto é descrito como uma ocorrência normal para este tipo de formulação.

P: A perda de cabelo é um efeito secundário comum do tratamento com Lialda?

R: A perda de cabelo (alopécia) foi reportada em ensaios clínicos, mas apenas com uma frequência muito baixa (0,1%) em certos grupos. Por conseguinte, a documentação oficial indica que a perda de cabelo é considerada um efeito secundário pouco frequente ou raro associado ao tratamento, e não um efeito comum.

P: O Lialda pode causar acne ou outras alterações cutâneas?

R: Alterações cutâneas como erupção cutânea e prurido (comichão) estão documentadas na informação oficial do produto. Embora não esteja listado como um efeito comum, observou-se que o acne pode surgir como um efeito secundário menos comum associado ao uso de mesalazina.

P: O Lialda pode aumentar a sensibilidade à luz solar (fotossensibilidade)?

R: Sim, a rotulagem oficial do produto adverte que a substância ativa, mesalazina, pode causar fotossensibilidade. Os doentes são aconselhados a utilizar vestuário de proteção, aplicar protetor solar de amplo espetro e evitar a exposição solar desnecessária.

P: Existe uma ligação entre o Lialda e a pancreatite (inflamação do pâncreas)?

R: A pancreatite foi reportada em doentes a tomar mesalazina. Os documentos oficiais classificam-na como uma reação adversa grave que requer monitorização em contextos clínicos.

P: Qual é o risco de uma reação alérgica grave ao Lialda?

R: A informação técnica adverte para o risco de reações de hipersensibilidade graves, incluindo reações cutâneas severas como a Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e reações cardíacas como a miocardite. É necessária uma avaliação médica profissional imediata se houver suspeita de qualquer reação grave deste tipo.

P: O Lialda é considerado seguro para utilizar durante a gravidez com base na informação disponível?

R: A rotulagem oficial refere que o Lialda contém um ingrediente inativo, o ftalato de dibutilo, que pode potencialmente causar danos fetais. O uso do fármaco durante a gravidez é, por isso, classificado como aceitável apenas se o benefício potencial para a mãe justificar o risco potencial para o feto.

P: O que diz a informação oficial sobre a utilização de Lialda durante a amamentação?

R: Dados clínicos mostram que a substância ativa, mesalazina, é pouco excretada no leite humano. No entanto, recomenda-se precaução e o uso só é recomendado se o benefício justificar o risco, uma vez que foram reportados casos de diarreia em lactentes amamentados expostos ao medicamento.

P: O Lialda tem alguma interação conhecida com a varfarina?

R: Sim, a co-administração de mesalazina e varfarina pode alterar os efeitos da varfarina. Esta combinação pode necessitar de um ajuste posológico profissional e de uma monitorização mais frequente dos parâmetros de coagulação sanguínea.

P: Existe alguma interação conhecida entre o Lialda e o consumo de álcool?

R: De forma geral, recomenda-se que doentes com colite ulcerosa considerem evitar o álcool e alimentos conhecidos por causar ou aumentar a irritação gastrointestinal, devido à natureza da própria condição clínica.

P: Como se compara o Lialda com outros fármacos de mesalazina relativamente ao número de comprimidos necessários por dia?

R: O Lialda é formulado como um comprimido de 1,2 gramas. A dosagem diária para adultos corresponde tipicamente à toma de dois a quatro comprimidos numa única toma por dia. Outros produtos de mesalazina podem ter dosagens diferentes e podem ser prescritos para serem tomados várias vezes ao longo do dia.

P: Existem estudos de investigação que comparem a eficácia do Lialda com outras formas de mesalazina de libertação prolongada?

R: Embora os ensaios clínicos primários se foquem na comparação do Lialda com o placebo, os documentos oficiais distinguem o Lialda de outros produtos de mesalazina detalhando a sua tecnologia MMX única, a administração única diária e o seu perfil de libertação específico.

P: Os sintomas de colite ulcerosa de um doente podem parecer piorar quando iniciam o Lialda?

R: O rótulo oficial descreve uma condição chamada Síndrome de Intolerância Aguda à Mesalazina, que pode ocorrer e cujos sintomas, tais como diarreia com sangue e cólicas, podem ser difíceis de distinguir de uma crise de colite ulcerosa. Os doentes devem estar cientes desta possibilidade documentada.

P: Existem efeitos secundários oculares conhecidos ou reportados, como visão turva ou olhos vermelhos?

R: Em instâncias raras, a documentação reporta hipertensão intracraniana com papiledema, que, se não for tratada, pode resultar em perda permanente de visão. Alguns dados sugerem também uma associação entre a substância ativa e olhos secos ou irritados.

P: Quais são os sinais de uma reação cutânea grave (como a Síndrome de Stevens-Johnson) relacionada com o Lialda?

R: Existe o risco de Reações Adversas Cutâneas Graves (SCARs). Os sinais incluem erupção cutânea, urticária, formação de bolhas ou descamação da pele, inchaço e dificuldade em respirar, exigindo avaliação médica profissional imediata.

P: Qual é a semivida da substância ativa no Lialda e o que significa isto para a sua utilização?

R: A semivida de eliminação da substância ativa mesalazina é de cerca de 12 horas. Esta propriedade farmacocinética, juntamente com a formulação de libertação prolongada, é um fator considerado ao determinar o esquema de administração única diária.

Como Lialda deve ser armazenado e descartado?

Condições Oficiais de Armazenamento

Os comprimidos de libertação prolongada Lialda devem ser conservados a uma temperatura ambiente controlada, especificamente entre os 20°C e os 25°C, sendo permitidas variações ocasionais até aos 30°C. O medicamento tem de ser mantido na sua embalagem original, devidamente fechada e protegida do calor excessivo e da humidade; por este motivo, o armazenamento na casa de banho é proibido. As normas oficiais de rotulagem determinam que os comprimidos de Lialda devem ser mantidos fora do alcance das crianças.

Requisitos de Eliminação

Os comprimidos de Lialda não utilizados ou com o prazo de validade expirado devem ser eliminados através de um programa de retoma de medicamentos ou de envelopes de devolução por correio, sendo este o método preferencial para o descarte de fármacos.

Se não estiver disponível uma opção de retoma, os comprimidos devem ser retirados da sua embalagem, misturados com uma substância indesejável (como terra ou areia para gatos), colocados num saco selado e, posteriormente, deitados no lixo doméstico comum. O Lialda não consta na lista de medicamentos cuja eliminação através da descarga de água (sanita) seja recomendada.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Equivalente a Lialda encontrado em:

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