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Levofloxacin

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Levofloxacin

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Levofloxacin

Definição da Levofloxacina: Identidade e Origem

A levofloxacina é uma substância antibiótica sintética de elevada potência, classificada primordialmente como uma fluoroquinolona de terceira geração. Trata-se de um medicamento sujeito a receita médica, utilizado para auxiliar o organismo na resolução de diversas infeções bacterianas. Estudos farmacológicos fundamentam o seu reconhecimento clínico como um agente eficaz contra um amplo espetro de agentes patogénicos microbianos.

Quimicamente, a levofloxacina é o isómero-L ativo (enantiómero S) derivado de um antibiótico mais antigo, a ofloxacina. Esta estrutura única de isómero simples é um fator diferenciador fundamental em relação ao seu antecessor, concebida para potenciar a sua ação terapêutica e o seu perfil de seletividade. A sua classificação na família das quinolonas denota a sua origem como uma molécula totalmente criada em laboratório, projetada para uma ação sistémica.


Classificação, Finalidade e Ação Química

  1. O objetivo geral da levofloxacina é eliminar bactérias patogénicas através de um mecanismo bactericida, o que significa que atua direta e ativamente na destruição das células infeciosas. É caraterizada como um agente de largo espetro, clinicamente reconhecido pela sua eficácia contra uma grande variedade de tipos bacterianos prejudiciais.

  2. Esta função é alcançada através da interferência da levofloxacina na maquinaria genética vital da bactéria. Especificamente, inibe duas enzimas bacterianas — a ADN-girase e a topoisomerase IV — que são essenciais para a manutenção e replicação do ADN bacteriano. Ao bloquear estas enzimas, o medicamento impede rapidamente a multiplicação das bactérias e provoca a morte das células infeciosas, ajudando assim a eliminar a infeção subjacente.


Composição e Formas Disponíveis

A levofloxacina é fornecida como um produto de substância ativa única, no qual o componente chave é a levofloxacina hemi-hidratada. Está disponível em múltiplas formas farmacêuticas para se adequar a diferentes vias de administração e locais de infeção.

Estas formas, que incluem comprimidos revestidos por película e solução oral para absorção sistémica, solução para perfusão (IV), e soluções tópicas especializadas (gotas oftálmicas e auriculares), conferem flexibilidade no tratamento de infeções tanto sistémicas como localizadas. Por exemplo, a disponibilidade da solução oftálmica diferencia a sua utilidade, permitindo tratar infeções oculares bacterianas, uma aplicação específica que conta com aprovação regulamentar oficial.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Levofloxacin?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança oficial da levofloxacina, conforme documentado pelas autoridades regulamentares, classifica as potenciais reações adversas em múltiplos sistemas fisiológicos. Estas reações abrangem desde eventos comuns e frequentemente relatados até efeitos raros, graves e potencialmente irreversíveis.

Classificação das Reações Adversas

As reações adversas encontram-se agrupadas por Classes de Sistemas de Órgãos (SOC), incluindo perturbações musculoesqueléticas, do sistema nervoso, gastrointestinais, cardíacas e hepatobiliares. A rotulagem oficial utiliza categorias de frequência para definir as taxas de ocorrência esperadas.

Classificação Exemplos de Reações
Comuns (Relatadas ≥3%) Náuseas, Cefaleias, Diarreia, Insónia, Tonturas
Graves (Documentadas) Tendinite/Rutura de Tendão, Neuropatia Periférica, Prolongamento do Intervalo QT, Hepatotoxicidade Grave, Exacerbação da Miastenia Gravis

Considerações de Segurança Graves

Os documentos regulamentares destacam reações adversas graves, incapacitantes e potencialmente irreversíveis, tais como a tendinite (que pode ocorrer até vários meses após o término do tratamento) e a neuropatia periférica. Eventos como anafilaxia e certos efeitos no Sistema Nervoso Central podem ocorrer logo após a primeira dose.

A utilização deste medicamento está oficialmente restrita em certas infeções não complicadas quando existem tratamentos alternativos disponíveis, devido ao risco documentado destas reações adversas graves.

Notas de Segurança para Populações Específicas

As declarações de segurança especificam considerações de risco documentadas para certos grupos: os idosos (idade igual ou superior a 60 anos) apresentam um risco acrescido de tendinite ou rutura de tendão e uma maior suscetibilidade ao prolongamento do intervalo QT. A utilização deve ser evitada em doentes com antecedentes de Miastenia Gravis, devido ao risco de exacerbação da fraqueza muscular. O risco de problemas nos tendões também é superior quando existe uma utilização concomitante de corticosteroides.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

As informações que se seguem derivam estritamente de documentos regulamentares governamentais oficiais que detalham o perfil de sobredosagem da levofloxacina e as ações de emergência necessárias.


Manifestações de Sobredosagem Documentadas

A informação regulamentar oficial descreve potenciais manifestações de sobredosagem aguda, centrando-se tanto em efeitos neurológicos como cardíacos. Os efeitos no Sistema Nervoso Central (SNC) documentados incluem confusão, tonturas e o risco de crises convulsivas. A toxicidade aguda envolve também o risco grave de prolongamento do intervalo QT, um efeito cardíaco que pode conduzir a uma situação de Torsade de pointes, potencialmente fatal.


Ações de Emergência Necessárias

Na eventualidade de uma suspeita de sobredosagem, as diretrizes regulamentares determinam que se devem procurar cuidados médicos imediatos. Esta instrução aplica-se especialmente se ocorrerem sintomas graves, tais como convulsões, confusão profunda ou sinais de desequilíbrio metabólico, como a hipoglicemia grave (níveis baixos de açúcar no sangue).


Gestão e Limitações

A gestão oficial foca-se no tratamento sintomático e de suporte. Os documentos regulamentares estabelecem claramente que não existe um antídoto específico para a sobredosagem com levofloxacina. Além disso, o fármaco não é removido de forma eficaz através de procedimentos padrão, tais como a hemodiálise ou a diálise peritoneal. Devido aos riscos cardíacos, é necessária a monitorização contínua por ECG durante o período de observação. É de notar que doentes com compromisso renal preexistente apresentam um risco superior de manter concentrações elevadas do fármaco.

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Usos terapêuticos de Levofloxacin

Este medicamento é considerado relevante para a gestão de infeções bacterianas em contextos clínicos. De acordo com a rotulagem oficial, a sua aplicação é pertinente na gestão de infeções complicadas em diversos domínios, incluindo o trato respiratório, o sistema geniturinário e a pele.

O tratamento é frequentemente utilizado quando os sintomas se tornam temporariamente desgastantes, auxiliando na abordagem de grupos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos. É aplicável em condições como a pneumonia, a exacerbação da bronquite crónica, a pielonefrite, a prostatite e as infeções complicadas dos tecidos moles. O medicamento desempenha um papel na gestão de sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico, como a febre alta, e o desconforto físico localizado, como a dor no flanco ou o mal-estar torácico. A sua aplicação ajuda a atenuar a carga global dos sintomas durante episódios agudos difíceis.

"Aplicada em contextos clínicos que envolvem padrões de sintomas agudos ou instáveis, a levofloxacina apoia o doente ao ajudar a aliviar o sofrimento durante episódios de maior desconforto."

Facto Rápido: Alívio de Sintomas Respiratórios Graves A levofloxacina é habitualmente utilizada para ajudar a gerir sintomas associados a doenças graves das vias respiratórias inferiores, apoiando o doente durante episódios em que a estabilidade funcional se encontra afetada.

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Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar a Levofloxacina?

A elegibilidade para a utilização de levofloxacina é rigorosamente definida pelas entidades reguladoras com base em categorias populacionais específicas, idade e condições médicas preexistentes.


Contraindicações Absolutas

A levofloxacina está contraindicada e não deve ser utilizada pelas seguintes populações, conforme determinado pela rotulagem regulamentar:

  • Doentes com hipersensibilidade conhecida à levofloxacina ou a qualquer outro antibacteriano do grupo das quinolonas.
  • Indivíduos com antecedentes de afeções tendinosas relacionadas com a administração prévia de fluoroquinolonas.
  • Doentes com diagnóstico de epilepsia.
  • Mulheres que estejam grávidas ou a amamentar (de acordo com as orientações regulamentares europeias).

Restrições Baseadas na Idade e em Condições de Saúde

Categoria Estatuto Regulamentar Oficial
Crianças e Adolescentes Contraindicada/Não Aprovada para uso geral; Restrita a infeções específicas com risco de vida (ex.: Antraz ou Peste) em doentes com idade igual ou superior a 6 meses.
Compromisso Renal Uso Condicional; é necessário um Ajuste da Dose para doentes com uma Depuração da Creatinina inferior a 50 mL/min.
Miastenia Gravis A utilização deve ser evitada devido ao potencial de exacerbação da fraqueza muscular.
Risco Cardíaco Uso Condicional; a utilização deve ser evitada em doentes com prolongamento do intervalo QT conhecido ou hipocaliémia não corrigida.

A elegibilidade é habitualmente estabelecida para a população adulta (idade igual ou superior a 18 anos) na ausência de contraindicações, embora se recomende precaução em idosos devido a fatores de risco como o estado da função renal.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Os documentos regulamentares oficiais classificam as interações da levofloxacina em categorias baseadas no seu mecanismo e resultado, estabelecendo restrições específicas para a sua coadministração.

Padrões de Interação Documentados

Tipo de Interação Substâncias Interagentes Resultado/Restrição Oficialmente Descritos
Risco Farmacodinâmico Fármacos que prolongam o intervalo QT (ex.: antiarrítmicos das Classes IA e III, antidepressivos tricíclicos, macrólidos) A coadministração é uma contraindicação devido ao risco cumulativo de perturbações do ritmo cardíaco.
Varfarina (Antagonistas da Vitamina K) O efeito anticoagulante pode ser potenciado, exigindo uma monitorização cuidadosa.
AINE e Teofilina O uso concomitante pode resultar numa redução do limiar convulsivo cerebral.
Farmacocinética (Absorção) Produtos que contenham catiões multivalentes (ex.: Antiácidos, Sucralfato, Sais de Ferro/Zinco) A absorção oral é significativamente reduzida (por quelação). Deve haver uma separação de, pelo menos, 2 horas.
Farmacocinética (Depuração) Probenecida, Cimetidina Reduzem a depuração renal da levofloxacina por interferência na secreção tubular, aumentando a sua concentração plasmática.

Notas sobre Populações e Procedimentos

O uso concomitante de corticosteroides sistémicos aumenta o risco de tendinite e rutura de tendão, sendo este risco superior em doentes com idade superior a 60 anos. Para doentes diabéticos, a coadministração de levofloxacina com agentes antidiabéticos pode resultar em alterações da glicemia, incluindo hipoglicemia. Relativamente à formulação intravenosa, esta não deve ser misturada com soluções que contenham catiões multivalentes.

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Mecanismo de ação

Alvo Duplo nas Enzimas de ADN Bacteriano

A levofloxacina atua através da inibição de duas enzimas bacterianas, a ADN-girase (Topoisomerase II) e a Topoisomerase IV, que são essenciais para a gestão e replicação do cromossoma bacteriano. O fármaco funciona como um inibidor ao aprisionar estas enzimas na cadeia de ADN, impedindo-as de reparar os segmentos de ADN quebrados. Este bloqueio molecular interrompe os processos fundamentais de replicação do ADN bacteriano e da divisão celular no interior do agente patogénico.


Cascata Bactericida e Consequência Fisiológica

A estabilização do complexo enzima-ADN provoca quebras irreversíveis na cadeia dupla do genoma bacteriano. Estes danos extensos e irreparáveis desencadeiam um mecanismo de autodestruição bacteriana (a resposta SOS), que leva à morte e à lise da célula bacteriana. Este mecanismo resulta na redução da carga microbiana viável nos tecidos como uma consequência fisiológica da destruição celular.


Limitações Biológicas à Atividade Mecanística

A atividade deste mecanismo bactericida é limitada biologicamente por estratégias de defesa bacteriana, tais como mutações no local alvo (alterações genéticas nas enzimas) ou a ativação de bombas de efluxo bacterianas. Estes mecanismos impedem que o fármaco se ligue eficazmente às enzimas ou expelem ativamente a substância da célula, limitando assim a concentração necessária de medicamento para desencadear a cascata letal.

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Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar a Levofloxacina: Diretrizes Oficiais de Administração

A levofloxacina está disponível para administração sistémica através de comprimidos orais, solução oral ou infusão intravenosa (IV). As instruções oficiais de utilização determinam a dose, a frequência, a duração e as condições específicas para a sua administração correta. Estas vias (oral e IV) podem ser intercambiáveis na mesma dosagem, de acordo com as diretrizes clínicas.

Dosagem Padrão e Frequência

A administração sistémica é geralmente doseada uma vez por dia (a cada 24 horas). No caso de adultos, as doses variam entre 250 mg e 750 mg, sendo determinadas pela duração do tratamento prescrito, que pode oscilar entre 3 dias (por exemplo, em infeções urinárias não complicadas) e 60 dias (como na profilaxia pós-exposição ao antraz por inalação).

Detalhe da Administração Requisito Oficial (Baseado na Rotulagem Regulamentar)
Relação com Alimentos (Comprimido) Pode ser tomado com ou sem alimentos.
Relação com Alimentos (Solução Oral) Deve ser tomada 1 hora antes ou 2 horas após as refeições.
Separação de Catiões As formas orais devem ser tomadas, pelo menos, 2 horas antes ou 2 horas depois de produtos que contenham catiões multivalentes (por exemplo, antiácidos).
Velocidade de Infusão IV Deve ser administrada lentamente: 60 minutos para doses de 250 mg ou 500 mg, e 90 minutos para a dose de 750 mg.
Compromisso Renal É necessário um ajuste da dose para adultos quando a depuração da creatinina (CrCl) é inferior a 50 mL/min, de forma a prevenir a acumulação.

Outras Regras de Administração

A dosagem para doentes pediátricos (com idade igual ou superior a 6 meses) é habitualmente baseada no peso corporal (8 mg/kg, duas vezes por dia) para as indicações aprovadas, estando sujeita a um limite máximo por dose. Se houver esquecimento de uma dose oral, esta deve ser tomada assim que for lembrada, mas o doente não deve tomar mais do que uma dose no mesmo dia.

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Evidência clínica recente

Levofloxacina: Evidência Clínica Recente

A investigação sobre a levofloxacina inclui ensaios clínicos aleatorizados (ECA) e outras avaliações clínicas que descrevem os métodos através dos quais o medicamento foi estudado para diversas patologias bacterianas agudas. A investigação focou-se nos resultados medidos e nos padrões observados em diferentes populações de doentes sob condições de estudo específicas.


Evidência em Infeções Sistémicas Complicadas

Investigadores realizaram ECA multicêntricos e revisões sistemáticas para explorar o tratamento de infeções, incluindo infeções complicadas do trato urinário e pneumonia aguda. Os estudos analisaram diferentes durações de tratamento, comparando frequentemente ciclos curtos com períodos de tratamento convencionais mais longos. Os resultados analisados incluíram indicadores de sucesso clínico e a taxa de erradicação microbiológica das bactérias visadas.

Os estudos reportaram que as medições de sucesso clínico e de erradicação microbiológica foram convergentes entre os grupos de tratamento de curta duração e de duração convencional. Muitos destes ensaios comparativos são desenhados como estudos de não inferioridade, que visam demonstrar principalmente que um regime não é substancialmente pior do que o tratamento padrão, em vez de estabelecerem uma superioridade.


Evidência na Gestão de Agentes Patogénicos de Alto Risco

Relativamente a agentes patogénicos de alto risco, como o antraz por inalação, a investigação foi avaliada num contexto especializado. A eficácia não pode ser estudada em ensaios clínicos em humanos devido a restrições éticas. Em vez disso, a investigação baseia-se na "Regra Animal" (Animal Rule) e em estudos farmacocinéticos (PK) em humanos.

Os resultados analisados em humanos foram o alcance de concentrações plasmáticas alvo do fármaco, o que serve como um indicador substituto (surrogate endpoint) para estimar a concentração que poderá estar associada aos padrões de sobrevivência observados em estudos com animais. A eficácia direta do tratamento em seres humanos não foi testada e o grau de certeza permanece baixo quanto ao resultado clínico direto baseado no indicador substituto.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a levofloxacina (FAQ)


P: A levofloxacina é considerada um antibiótico forte? R: Os documentos regulamentares descrevem a levofloxacina como um agente antibacteriano sintético potente. É classificada como um antibiótico de largo espetro, o que significa que é ativa contra uma grande variedade de bactérias Gram-positivas e Gram-negativas. Esta classificação baseia-se na eficácia com que o fármaco foi desenhado para atuar contra bactérias visadas.


P: A levofloxacina pode ser receitada para uma constipação comum ou gripe? R: Não. A levofloxacina é um antibiótico, o que significa que a sua finalidade é combater infeções causadas por bactérias. A informação oficial estabelece claramente que este medicamento não funcionará em infeções virais, tais como a constipação comum, a gripe ou vírus sazonais.


P: A levofloxacina causa sensibilidade à luz solar? R: Sim, os dados de segurança oficiais incluem a fotossensibilidade ou a fototoxicidade como uma potencial reação adversa. Esta condição significa que a pele pode tornar-se invulgarmente sensível à exposição solar ou à luz UV. As orientações oficiais incluem recomendações para limitar ou evitar a exposição à luz solar durante a utilização deste medicamento.


P: A levofloxacina pode afetar o meu sono? R: Os dados de segurança oficiais listam a insónia, que consiste na dificuldade em dormir, como um efeito secundário comum da levofloxacina. Outros efeitos no sistema nervoso central estão também documentados na informação do produto.


P: O sabor metálico na boca é um efeito secundário comum da levofloxacina? R: Embora os documentos regulamentares listem a disgeusia — uma alteração ou mudança no sentido do paladar — como uma potencial reação adversa, o "sabor metálico" não é especificamente listado entre os efeitos mais comuns.


P: É seguro parar de tomar a levofloxacina se me sentir melhor? R: Não. As orientações regulamentares enfatizam que o cumprimento total da duração prescrita do tratamento é essencial. Completar todo o ciclo é descrito como fundamental para tratar a infeção bacteriana de forma plena.


P: O que acontece se me esquecer de uma dose de levofloxacina? R: Em caso de esquecimento de uma dose da forma oral, as instruções oficiais aconselham a sua toma assim que se lembre. No entanto, as mesmas instruções advertem que o doente não deve tomar mais do que uma dose no mesmo dia.


P: Devo tomar a levofloxacina com alimentos? R: Depende da forma utilizada. O comprimido pode ser tomado com ou sem alimentos. No entanto, a solução oral deve ser tomada separadamente das refeições, normalmente 1 hora antes ou 2 horas após a ingestão de alimentos, de acordo com as instruções oficiais.


P: A levofloxacina pode causar cansaço ou tonturas? R: Sim, tanto a sensação de cansaço (fadiga) como as tonturas estão documentadas como reações adversas na informação de segurança oficial. As tonturas são listadas entre os efeitos secundários comuns do medicamento.


P: É normal ter mal-estar estomacal ou náuseas ao tomar levofloxacina? R: Sim, os documentos de segurança oficiais listam as náuseas e a diarreia como reações adversas comuns. Estes efeitos são relatados numa percentagem significativa de doentes que utilizam o fármaco.


P: A gravidade dos efeitos secundários está relacionada com a dose de levofloxacina? R: Os documentos oficiais observam que o risco de certos efeitos graves, tais como a tendinite e a rutura de tendão, aumenta em doentes que recebem doses diárias mais elevadas de levofloxacina, como 1000 mg, quando aplicável.


P: O que devo fazer se tiver uma dor de cabeça forte enquanto tomo levofloxacina? R: Embora uma dor de cabeça normal seja um efeito secundário comum, a informação oficial refere que uma dor de cabeça forte, especialmente quando combinada com sintomas como tonturas ou alterações na visão, é um sinal documentado de um potencial efeito grave que requer atenção profissional.


P: A levofloxacina pode causar erupções na pele? R: A erupção cutânea (rash) está listada nos documentos oficiais como uma possível reação adversa. Além disso, os documentos regulamentares alertam que reações cutâneas graves e potencialmente fatais, como a formação de bolhas ou descamação grave, estão documentadas e podem ocorrer.


P: A levofloxacina interage com a pílula anticoncecional? R: As orientações regulamentares sugerem que certos antibióticos, incluindo a levofloxacina, podem potencialmente reduzir a eficácia dos contracetivos orais em algumas utilizadoras. Adicionalmente, recomenda-se precaução quanto à separação da toma do antibiótico do ferro presente em alguns comprimidos placebo.


P: Quanto tempo permanece a levofloxacina no organismo após a última dose? R: A semivida de eliminação da levofloxacina é de aproximadamente 6 a 7 horas em indivíduos com função renal normal. A semivida descreve o tempo necessário para que a concentração do medicamento no organismo seja reduzida para metade.


P: Existem fatores genéticos que afetam a reação de uma pessoa à levofloxacina? R: As revisões oficiais de farmacogenómica sugerem que variações genéticas em certos transportadores de fármacos podem potencialmente afetar a forma como a levofloxacina é absorvida ou eliminada do organismo. Este é um foco de investigação contínua.


P: Para que tipos de infeções é que a levofloxacina não é habitualmente utilizada? R: As declarações oficiais sobre "Limitação de Utilização" especificam que a levofloxacina deve ser reservada para certas infeções não complicadas — como a sinusite bacteriana aguda, exacerbação aguda de bronquite crónica e infeções urinárias não complicadas — apenas quando outras opções de tratamento são consideradas inadequadas.


P: Porque é que a levofloxacina é por vezes considerada um antibiótico de último recurso? R: Para certas infeções menos graves, as restrições regulamentares exigem que o fármaco seja reservado para doentes que não tenham outras opções de tratamento disponíveis, devido ao risco de efeitos secundários graves e potencialmente irreversíveis.


P: A levofloxacina é eficaz contra todos os tipos de bactérias? R: A levofloxacina é conhecida por ter um largo espetro de atividade contra uma grande variedade de bactérias Gram-positivas e Gram-negativas. No entanto, a sua eficácia é limitada contra a maioria das bactérias anaeróbias, e nenhum antibiótico é eficaz contra todos os tipos de agentes infeciosos.


P: Existem diferentes dosagens de levofloxacina disponíveis? R: Sim, a levofloxacina é fornecida em várias dosagens para uso sistémico. Os comprimidos orais e as soluções intravenosas estão habitualmente disponíveis em dosagens como 250 mg, 500 mg e 750 mg, de acordo com a informação regulamentar.


P: A levofloxacina afeta a flora intestinal? R: Sendo um antibiótico de largo espetro, a levofloxacina atua eliminando bactérias em todo o corpo. Os documentos regulamentares alertam para o risco de diarreia associada a Clostridium difficile, o que constitui um indicador de um impacto potencial no equilíbrio normal das bactérias intestinais.


P: A informação oficial sugere que a levofloxacina afeta a condução ou o uso de máquinas? R: Sim. As orientações oficiais referem que, devido a potenciais efeitos secundários no sistema nervoso central, como tonturas, atordoamento e alterações na visão, recomenda-se precaução ao conduzir ou utilizar máquinas até que os efeitos do medicamento sejam compreendidos.


P: Qual é a duração típica de um ciclo de tratamento com levofloxacina? R: A duração do tratamento baseia-se no tipo específico de infeção a ser tratada. Os ciclos variam amplamente, desde uma duração curta de aproximadamente 3 dias para certas infeções até um ciclo prolongado de 60 dias para condições como a profilaxia pós-exposição ao antraz.


P: A levofloxacina é frequentemente utilizada para infeções urinárias (ITUs)? R: A levofloxacina está oficialmente aprovada para o tratamento de infeções do trato urinário, tanto complicadas como não complicadas. No entanto, as orientações oficiais atuais referem que, em casos não complicados, deve ser reservada apenas para situações em que não existam outras opções de tratamento adequadas.

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Como Levofloxacin deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Armazenamento

Os comprimidos e a solução oral de levofloxacina devem ser conservados a uma Temperatura Ambiente Controlada, definida entre os 20 °C e os 25 °C. É fundamental que o medicamento seja mantido fora do alcance das crianças.

A solução oral e a solução injetável devem ser protegidas da luz. Adicionalmente, a levofloxacina injetável deve ser protegida da congelação e é fornecida num recipiente unidose, o que exige que qualquer porção não utilizada seja eliminada imediatamente após a utilização.

Instruções de Eliminação

Para eliminar levofloxacina não utilizada ou fora do prazo de validade, as orientações oficiais determinam a utilização de um programa de recolha de medicamentos. Caso não esteja disponível um programa deste tipo, o produto deve ser misturado com uma substância indesejável, como terra ou areia para gatos, colocado num saco selado e, posteriormente, depositado no lixo doméstico. O medicamento não deve ser deitado na sanita nem despejado num ralo ou esgoto.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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