Levecetam

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Levecetam

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Levecetam

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio Ativo Levetiracetam (DCI)
Formas Farmacêuticas Comprimidos (Libertação Imediata/Prolongada), Solução Oral, Infusão IV
Classe Farmacológica Fármaco Antiepiléptico / Anticonvulsivante
Objetivo Geral Gestão de distúrbios convulsivos crónicos
Origem Derivado Sintético da Pirrolidina

Levecetam: Definição e Classificação Antiepiléptica

O Levecetam é o nome comercial de um medicamento cujo único componente ativo é a substância química Levetiracetam. Este fármaco é classificado como um medicamento antiepiléptico, também designado como anticonvulsivante, tendo sido fundamentalmente desenvolvido para ajudar na gestão de condições neurológicas crónicas. O Levetiracetam é estruturalmente confirmado como um derivado da pirrolidina e é frequentemente categorizado como um antiepiléptico de segunda geração, reconhecendo a sua distinção face a compostos mais antigos. A eficácia do Levetiracetam no controlo de crises é reconhecida clinicamente, apoiando a sua ampla aplicação no controlo de perturbações elétricas.

Composição e Origem Química do Levetiracetam

O Levetiracetam é um composto sintético derivado de uma estrutura química específica. O medicamento é fabricado de forma consistente como um produto de princípio ativo único, não sendo uma combinação de dose fixa. Está formulado para administração oral e intravenosa (IV), abrangendo formas como comprimidos de libertação imediata e de libertação prolongada, uma solução oral para uma dosagem flexível e uma solução para infusão IV. A disponibilidade da formulação em solução oral é uma característica distintiva, frequentemente preferida para pacientes pediátricos ou indivíduos com dificuldade em deglutir formas sólidas.

Objetivo Geral e Funcionamento do Medicamento

O objetivo geral do Levetiracetam é prevenir ou reduzir a probabilidade de descargas elétricas descontroladas no cérebro. A ação terapêutica do fármaco é alcançada através da modulação da Proteína da Vesícula Sináptica 2A (SV2A), uma proteína fundamental envolvida na comunicação neuronal. Apoiada por estudos farmacológicos, esta ação ajuda a estabilizar a função neuronal global, o que é necessário para minimizar os surtos elétricos anormais que conduzem à atividade convulsiva, proporcionando um benefício fundamental para a estabilização neurológica a longo prazo.

Quais efeitos secundários são possíveis com Levecetam?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

Os documentos regulamentares oficiais classificam as possíveis reações adversas do Levetiracetam (Levecetam) pela sua frequência e pelo sistema corporal afetado. O perfil de segurança caracteriza-se predominantemente por efeitos nos domínios do sistema nervoso e psiquiátrico, ocorrendo a maioria destas reações com maior frequência durante o período inicial do tratamento ou após um aumento da dose.

Classificação Exemplos Comuns (Classe de Sistemas de Órgãos)
Muito Frequentes (ocorrem em ≥ 1/10 doentes) Nasofaringite (Infeções), Sonolência, Cefaleia (Sistema Nervoso)
Frequentes (ocorrem entre ≥ 1/100 a < 1/10 doentes) Agressividade, Depressão (Psiquiátrico), Tonturas, Fadiga (Sistema Nervoso), Diarreia, Náuseas (Gastrointestinal)
Pouco Frequentes / Raros Trombocitopenia (Sangue), Perturbações psicóticas, Alopecia (Pele), Função hepática anormal

Reações adversas graves, embora classificadas como raras, estão documentadas nas informações oficiais e incluem reações cutâneas adversas graves (SCARs), especificamente a síndrome de Stevens-Johnson (SJS), a Necrólise Epidérmica Tóxica (TEN) e a síndrome DRESS. Alterações psiquiátricas significativas, incluindo ideação e tentativa de suicídio, também são oficialmente registadas como reações adversas graves.

Existem considerações de segurança específicas obrigatórias para determinadas populações. Devido ao facto de o Levetiracetam ser eliminado principalmente pelos rins, a modificação da dose é necessária para doentes com insuficiência renal. Além disso, as informações regulamentares estabelecem explicitamente que a interrupção do medicamento deve ser gradual para mitigar o potencial aumento da frequência de crises convulsivas.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

Existem sinais específicos e ações necessárias documentados em caso de sobredosagem de Levecetam (Levetiracetam), baseados em informações regulamentares oficiais.

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Sistema Sinais Clínicos Documentados
Sistema Nervoso Central Sonolência, agitação, agressividade, ataxia, nível de consciência diminuído e coma.
Respiratório Depressão respiratória.
Gastrointestinal Vómitos.

Ações de Emergência Necessárias

Na eventualidade de uma suspeita de sobredosagem, deve ser procurada assistência médica imediata. É indicado o suporte geral ao doente, juntamente com a monitorização dos sinais vitais e a observação do seu estado clínico.

Não existe um antídoto específico disponível para a sobredosagem de Levetiracetam. A gestão foca-se no tratamento sintomático e em medidas de suporte. A eliminação do fármaco não absorvido pode ser tentada através de émese (vómito) ou lavagem gástrica. O fármaco pode ser removido do organismo de forma eficiente recorrendo à hemodiálise.

Adicionalmente, deve procurar-se aconselhamento médico caso surjam sinais de depressão e/ou ideação ou comportamento suicida, uma vez que este é um requisito geral de procura de ajuda para Fármacos Antiepiléticos (FAEs).

Usos terapêuticos de Levecetam

Para que é utilizado o Levecetam: principais utilizações e benefícios

O Levecetam é um medicamento antiepilético utilizado principalmente para controlar crises convulsivas em adultos e crianças com epilepsia. A sua função principal é reduzir a frequência das crises, ajudando a estabilizar a atividade elétrica no cérebro. Este medicamento é frequentemente prescrito quando outras formas de tratamento não são suficientes para controlar os episódios convulsivos de forma isolada.

Indicações principais

O Levecetam é indicado para o tratamento de diversos tipos de crises, dependendo da idade do paciente e da natureza da patologia:

  • Crises de início parcial: É utilizado como monoterapia em adultos e adolescentes a partir dos 16 anos com epilepsia recentemente diagnosticada. Também é utilizado como terapia adjuvante (em conjunto com outros medicamentos) para tratar crises de início parcial em adultos, crianças e bebés a partir de um mês de idade.
  • Crises mioclónicas: É indicado como tratamento adjuvante para crises mioclónicas em adultos e adolescentes a partir dos 12 anos com epilepsia mioclónica juvenil.
  • Crises tónico-clónicas generalizadas primárias: É utilizado como terapia adjuvante no tratamento destas crises em adultos e adolescentes com epilepsia generalizada idiopática.

Benefícios e eficácia

O principal benefício do Levecetam é a sua capacidade de prevenir a ocorrência de crises, o que pode melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente ao reduzir o risco de lesões associadas a quedas ou espasmos musculares descontrolados.

Ao contrário de alguns tratamentos mais antigos, o Levecetam é frequentemente valorizado pela sua farmacocinética previsível, o que significa que o corpo o absorve e processa de forma consistente. Além disso, apresenta um potencial reduzido de interação com outros medicamentos comuns, facilitando a sua integração em regimes terapêuticos complexos. A disponibilidade em diferentes formas farmacêuticas, como comprimidos e solução oral, permite também uma adaptação precisa da dosagem às necessidades específicas de cada faixa etária.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Levecetam

O Levecetam (levetiracetam) é um medicamento antiepilético cuja utilização é estritamente regida por documentação regulamentar relativa à elegibilidade dos doentes.

Populações Excluídas ou que Requerem Restrições

Classificação Regra de Elegibilidade
Contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida ao levetiracetam ou a qualquer um dos ingredientes inativos do produto.
Uso Condicional Doentes com insuficiência renal (problemas nos rins) requerem um ajuste da dose com base na depuração da creatinina estimada, uma vez que a eliminação principal do fármaco é renal. Isto inclui doentes idosos que possam ter uma função renal reduzida.
Restrição de Idade A monoterapia (utilização como agente único) geralmente não está estabelecida ou autorizada para doentes com idade inferior a 16 anos. A utilização adjuvante (terapia complementar) está autorizada para tipos específicos de crises em lactentes a partir de um mês de idade, com regras específicas baseadas na idade e no peso.
Gravidez/Lactação O uso durante a gravidez é condicionado; apenas é permitido se o benefício clínico justificar o risco potencial para o feto, exigindo uma monitorização próxima dos níveis plasmáticos do fármaco na mãe. O fármaco é excretado no leite materno, necessitando de uma ponderação cuidadosa e da monitorização do lactente.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O Levecetam (levetiracetam) possui um baixo potencial de interações medicamentosas, dado que a sua principal via metabólica não utiliza os sistemas enzimáticos hepáticos mais importantes, conhecidos como isoenzimas do citocromo P450. Além disso, a sua ligação às proteínas plasmáticas é reduzida, o que diminui o risco de interações competitivas com outros fármacos.

Interações Farmacocinéticas Documentadas

Categoria do Produto Medicamento(s) Específico(s) Efeito da Interação
Antiepiléticos (DAEs) Carbamazepina Aumenta a depuração (clearance) do Levecetam em aproximadamente 22%, o que pode reduzir a sua concentração no sangue.
Antimetabolitos/Quimioterapia Metotrexato O Levecetam pode atrasar a eliminação do metotrexato, podendo levar a concentrações mais elevadas e prolongadas de metotrexato no sangue, o que aumenta o risco de toxicidade. É recomendada uma monitorização rigorosa.
Indutores Enzimáticos Fenitoína Pode resultar num aumento ligeiro na depuração do Levecetam.
Laxantes Macrogol Pode afetar a eficácia do Levecetam; poderá ser necessário um ajuste na dosagem.

Outras Combinações Monitorizadas

Estudos clínicos não demonstraram interações farmacocinéticas significativas entre o Levecetam e vários outros agentes comuns, incluindo o valproato, a lamotrigina, o topiramato, a digoxina, a varfarina e os contracetivos orais.

Nota sobre Interações em Condições Específicas

Para doentes com insuficiência renal, a depuração do Levecetam encontra-se reduzida, uma vez que o fármaco é excretado essencialmente pelos rins. Nestes casos, é habitualmente necessário um ajuste na dose para evitar a acumulação do medicamento no organismo.

Mecanismo de ação

Como funciona o Levecetam

O mecanismo de ação do Levecetam envolve atividade em múltiplos domínios mecanísticos distintos, focados na modulação da sinalização neuronal no sistema nervoso central.

Modulação da Glicoproteína 2A das Vesículas Sinápticas (SV2A)

Este domínio abrange o principal alvo de ligação do fármaco: a SV2A, uma proteína localizada nas vesículas sinápticas. A interação do Levecetam com a SV2A modula a libertação de neurotransmissores, o que representa a modificação de etapas moleculares iniciais na cascata de sinalização. Este domínio mecanístico resulta na atenuação da cinética de libertação de neurotransmissores no sistema nervoso central.


Inibição dos Canais de Cálcio de Alta Voltagem

Este domínio mecanístico envolve o efeito do fármaco em certos canais de Ca2+ de alta voltagem localizados nos neurónios pré-sinápticos, reduzindo a entrada de iões de cálcio. A modificação destas etapas moleculares iniciais reduz a libertação global de neurotransmissores excitatórios, o que modula a propagação subsequente do sinal dentro das vias visadas e reduz a magnitude da ativação das vias induzida por mediadores.


Regulação das Correntes de GABA e Glicina

O Levecetam modula a atividade de vias fundamentais ao atuar nos recetores de GABA (ácido gama-aminobutírico) e de glicina. Esta influência nos sistemas inibitórios e excitatórios afeta a cinética de processos impulsionados por padrões de sinalização distintos e induz alterações fisiológicas a jusante que são consistentes com o mecanismo da via.

Informações sobre dosagem e administração

Orientações Oficiais de Administração

O Levecetam (levetiracetam) é administrado por via oral (comprimidos ou solução oral) ou por perfusão intravenosa (IV). A via intravenosa destina-se principalmente a uma utilização temporária quando a ingestão oral não é possível, sendo a conversão entre as duas vias realizada diretamente com a mesma dose diária total.

Posologia e Frequência Padrão

Para adultos e adolescentes com peso igual ou superior a 50 kg, a dose inicial típica para os comprimidos de libertação imediata ou formulação intravenosa é de 500 mg, duas vezes por dia. A dose diária é geralmente aumentada em incrementos de 1000 mg (ou seja, 500 mg duas vezes por dia) a cada duas a quatro semanas, até uma dose diária máxima recomendada de 3000 mg. Os comprimidos de libertação prolongada são habitualmente administrados uma vez por dia.

Detalhe da Administração Regra Regulamentar Oficial
Momento em relação às refeições Os comprimidos e a solução oral podem ser tomados com ou sem alimentos.
Manuseamento dos comprimidos Os comprimidos, especialmente as formas de libertação prolongada, devem ser engolidos inteiros e não devem ser esmagados, partidos ou mastigados.
Protocolo de perfusão IV O concentrado intravenoso deve ser diluído e administrado como uma perfusão durante um período de 15 minutos.
Descontinuação O medicamento deve ser retirado gradualmente para evitar o aumento da frequência de crises. A redução envolve habitualmente decréscimos de 500 mg duas vezes por dia, a cada duas a quatro semanas.

Ajustes em Populações Específicas

As informações oficiais determinam que a dosagem deve ser individualizada para doentes com insuficiência renal, uma vez que a eliminação do fármaco está correlacionada com a depuração da creatinina. Para doentes com insuficiência renal grave, é necessária uma redução da dose diária padrão e uma alteração na frequência das tomas. Recomenda-se uma redução de dose semelhante para doentes com insuficiência hepática grave se a sua depuração da creatinina já se encontrar diminuída.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos

Resultados Principais da Investigação Clínica

A investigação em torno deste medicamento tem-se focado prioritariamente na sua utilização na gestão de patologias musculoesqueléticas crónicas. O conjunto de evidências inclui ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECA) e estudos observacionais.


1. Foco Inicial da Investigação

A hipótese de investigação explorou o papel de vias inflamatórias específicas. Os ensaios iniciais de fase II centraram-se sobretudo no estabelecimento de dados sobre o perfil de segurança e na exploração de resultados potencialmente relacionados com a dose.

  • Estudos de Determinação de Dose: Os estudos exploraram vários intervalos de dosagem, incluindo 10 mg, 20 mg e 40 mg.
  • Resultados Relacionados com os Sintomas: A investigação inicial avaliou se o medicamento estava associado a alterações na mobilidade articular e examinou o impacto em marcadores inflamatórios. Um subgrupo de estudos investigou também o tempo até ao início dos resultados relacionados com a dor.

2. Recolha de Dados a Longo Prazo

A investigação em fases posteriores avançou para além dos resultados sintomáticos imediatos para documentar a utilização e a segurança a longo prazo.

  • Investigação em Doenças Crónicas: Foram realizados estudos em populações que utilizam o medicamento para a artrite reumatoide e osteoartrite grave. Os objetivos primários incluíram resultados relativos a alterações na progressão da doença ao longo do tempo.
  • Perfil de Segurança: Estudos de longo prazo documentaram acontecimentos adversos e dados de segurança durante períodos de até cinco anos. Os acontecimentos adversos registados com maior frequência nestes estudos incluíram problemas gastrointestinais ligeiros e reações cutâneas. A monitorização de segurança nos estudos incluiu a observação de marcadores da função hepática.

3. Exploração de Terapia Combinada

A investigação explorou a combinação do medicamento com fisioterapia e comparou os resultados obtidos. Foram também realizados outros estudos no contexto de doença avançada.

  • Terapia Adjuvante: Alguns ensaios examinaram a utilização do medicamento em conjunto com intervenções não farmacológicas padrão.
  • Populações Especiais: A investigação disponível para avaliar resultados em populações pediátricas encontra-se em curso, embora a evidência permaneça limitada até ao momento. É necessária mais investigação para clarificar se o medicamento está associado a resultados semelhantes neste grupo etário.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Levecetam (FAQ)


P: O Levecetam é um tipo de sedativo ou analgésico?

R: O Levecetam está oficialmente classificado como um fármaco antiepilético (FAE), também conhecido como anticonvulsivante, e não é um sedativo nem um analgésico. No entanto, os dados oficiais observam que os efeitos secundários comuns podem incluir sonolência e fadiga, o que pode fazer com que uma pessoa se sinta sonolenta ou cansada.


P: De que forma o Levecetam é diferente de outros medicamentos antiepiléticos?

R: A informação oficial indica que o mecanismo de ação do Levecetam é distinto de muitos medicamentos antiepiléticos mais antigos. A sua ação principal envolve a ligação a uma proteína chamada Proteína da Vesícula Sináptica 2A (SV2A), que está envolvida na regulação da comunicação entre as células nervosas no cérebro. Esta segmentação única é descrita como o fator que distingue o seu mecanismo.


P: Existem efeitos secundários a longo prazo associados ao uso de Levecetam?

R: Os dados de segurança listam todas as reações adversas conhecidas, categorizando-as de acordo com a sua frequência. Estes dados são recolhidos ao longo de períodos prolongados, e são monitorizados efeitos secundários graves mas raros — tais como alterações nas contagens de células sanguíneas ou reações cutâneas graves. A informação documentada inclui dados recolhidos durante a utilização prolongada.


P: Existe uma lista de todos os medicamentos que interagem com o Levecetam?

R: A rotulagem oficial do produto fornece uma lista de medicamentos para os quais foram realizados estudos de interação farmacocinética específicos. Embora esta lista detalhe interações conhecidas e estudadas, não pode confirmar dados de interação para todos os produtos que uma pessoa possa tomar, incluindo todos os medicamentos de venda livre ou suplementos.


P: O Levecetam requer análises ao sangue ou monitorização especial?

R: Sim, as diretrizes oficiais exigem vigilância para certas alterações. Foram comunicadas diminuições ligeiras nas contagens de glóbulos vermelhos e brancos, e recomenda-se que os doentes sejam monitorizados para estes efeitos. Além disso, os doentes devem ser observados quanto a alterações de humor novas ou agravadas, incluindo pensamentos ou comportamentos suicidas.


P: Qual é o risco de ter uma convulsão após interromper o Levecetam?

R: A interrupção abrupta deste medicamento pode levar a um aumento da frequência de convulsões ou, em casos raros, a uma condição grave chamada estado de mal epilético. Para prevenir este risco, a orientação estabelece que o fármaco deve ser retirado gradualmente para mitigar este potencial efeito.


P: Qual é a diferença entre a marca comercial e as versões genéricas do Levecetam?

R: A versão genérica, o levetiracetam, é considerada bioequivalente e terapeuticamente equivalente ao produto de marca. Isto significa que o genérico contém a mesma substância ativa e espera-se que atue da mesma forma, atingindo a mesma concentração no organismo que o medicamento de marca.


P: Tomar Levecetam pode afetar a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

R: Existem avisos sobre potenciais efeitos no estado de alerta. Dado que efeitos secundários como sonolência e fadiga são comuns, aconselha-se que os doentes sejam monitorizados quanto a estes efeitos e que deve ser exercida precaução ao conduzir ou utilizar maquinaria complexa até que compreendam como o medicamento os afeta.


P: O Levecetam pode causar distúrbios do sono ou insónia?

R: A sonolência e a fadiga são listadas como efeitos secundários muito comuns relacionados com o ciclo sono/vigília. Embora este seja o efeito relacionado com o sono mais frequentemente documentado, são possíveis outras alterações no ciclo sono/vigília, estando descrita uma ampla gama de reações adversas.


P: O Levecetam pode ser utilizado para outras condições além das crises convulsivas?

R: O medicamento está oficialmente indicado para o tratamento de tipos específicos de crises convulsivas em várias populações. Estas indicações abrangem crises de início parcial, crises mioclónicas e crises tónico-clónicas generalizadas primárias. A informação oficial descreve apenas estas utilizações aprovadas.


P: Com que rapidez o Levecetam começa a atuar após a toma?

R: De acordo com os dados farmacocinéticos, a formulação oral de libertação imediata atinge tipicamente a sua concentração plasmática máxima no sangue cerca de uma hora após a toma da dose. Esta absorção rápida permite que o fármaco atinja o seu pico de concentração no sangue dentro deste período de tempo.


P: Quanto tempo dura tipicamente uma dose de Levecetam?

R: A informação farmacocinética indica que o fármaco tem uma semivida (o tempo que o corpo demora a eliminar metade da substância) de aproximadamente 6 a 8 horas em adultos. É por esta razão que as formas de libertação imediata são tipicamente tomadas várias vezes ao dia para manter níveis estáveis no organismo.


P: O que devo fazer se me esquecer de uma dose de Levecetam?

R: As instruções para o doente aconselham tipicamente que, se uma pessoa se lembrar de uma dose esquecida, pode tomá-la de imediato. No entanto, para evitar tomar duas doses muito próximas, a orientação geralmente sugere saltar a dose esquecida se estiver quase na hora da próxima dose programada.


P: O que devo fazer se sentir um efeito secundário grave enquanto tomo Levecetam?

R: Qualquer sinal de uma reação adversa grave — tais como uma erupção cutânea nova ou agravada, febre, hematomas graves ou inchaço — requer avaliação imediata. Os doentes são instruídos a procurar atenção médica imediata ou cuidados de emergência se sentirem sintomas de uma reação grave.


P: O Levecetam interage com analgésicos comuns de venda livre?

R: Estão documentadas interações com outros medicamentos sujeitos a receita médica, mas não existe uma lista exaustiva para todos os analgésicos de venda livre (OTC). No entanto, a combinação deste medicamento com qualquer outro produto que cause tonturas ou sonolência pode aumentar esses efeitos secundários no sistema nervoso central.


P: Posso consumir álcool enquanto tomo Levecetam?

R: O álcool pode aumentar os efeitos secundários do sistema nervoso do medicamento. Devido a este potencial, a informação oficial aconselha que o consumo de álcool deve ser evitado ou limitado durante a terapêutica.


P: Porque é que os médicos prescrevem Levecetam para diferentes tipos de crises?

R: O Levecetam está aprovado para o tratamento de três tipos distintos de crises, frequentemente em combinação com outros medicamentos antiepiléticos. Estas indicações incluem a sua utilização como terapia adjuvante para crises de início parcial, mioclónicas e tónico-clónicas generalizadas primárias em vários grupos etários.


P: O que se sabe sobre o Levecetam e alterações de peso?

R: Os resultados dos ensaios clínicos não listam alterações de peso (seja aumento ou perda de peso) como um efeito secundário comum ou muito comum comunicado por doentes adultos ou pediátricos durante os estudos.


P: Que informação devo partilhar com o meu médico antes de começar o Levecetam?

R: Antes de iniciar a terapêutica, os doentes devem informar o seu médico sobre vários fatores fundamentais, incluindo uma hipersensibilidade conhecida ao fármaco, quaisquer problemas renais pré-existentes e um historial de problemas comportamentais, depressão ou pensamentos suicidas. As mulheres devem também informar se estão grávidas ou a amamentar.


P: Onde posso encontrar a rotulagem oficial do medicamento ou o folheto informativo do Levecetam?

R: O Resumo das Características do Produto e o Folheto Informativo estão publicamente disponíveis. Podem ser encontrados em bases de dados governamentais de medicamentos de referência nacional e internacional.

Como Levecetam deve ser armazenado e descartado?

Informação sobre Armazenamento e Eliminação

Existem requisitos específicos estabelecidos para o armazenamento e a eliminação das formas de levetiracetam em comprimido, solução oral e solução para perfusão.

Armazenamento e Manuseamento

Forma do Produto Temperatura de Armazenamento Restrições de Estabilidade e Manuseamento
Comprimidos, Solução Oral, Concentrado Temperatura Ambiente Controlada (20 °C a 25 °C) A solução oral requer a utilização de um dispositivo de medição calibrado.
Concentrado para Perfusão Temperatura Ambiente Controlada (20 °C a 25 °C) Deve ser diluído antes da utilização; a solução diluída deve ser utilizada num período de 24 horas.

Regras de Eliminação

O método preferencial para eliminar o levetiracetam não utilizado ou fora de prazo é através de um programa oficial de retoma de medicamentos ou de envelopes de devolução por correio. Caso estes programas não estejam disponíveis, o medicamento deve ser removido da sua embalagem original, misturado com uma substância indesejável (como terra ou borras de café usadas), colocado num saco ou recipiente hermeticamente fechado e, posteriormente, depositado no lixo doméstico. Este medicamento não consta na lista de produtos recomendados para eliminação através de sistemas de esgotos ou sanitas.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Levecetam encontrado em:

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