Lerin

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Lerin

Método de ação: Vasoconstrictive

Opção de tratamento:

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Lerin

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Metilergometrina (DCI: Metilergonovina)
Forma Comprimido Oral; Solução Injetável Estéril
Classe farmacológica Alcalóide do Ergot; Uterotónico
Uso Típico do Paciente Hemorragia pós-parto (Sujeito a receita médica)
Origem Semi-sintética

Que Tipo de Medicamento é o Lerin?

Lerin é o nome comercial do medicamento de prescrição Metilergometrina, também conhecido pela sua Denominação Comum Internacional (DCI), metilergonovina. Este medicamento pertence à classe farmacológica dos alcalóides do ergot, uma categoria de agentes derivados do fungo do esporão do centeio. É especificamente classificado como um medicamento uterotónico, o que significa que a sua função primária é estimular e aumentar o tónus do músculo uterino. Esta classe de medicamentos é clinicamente reconhecida pela sua capacidade de produzir um efeito de contração rápido e sustentado no útero, o que é crucial para gerir necessidades médicas específicas.

O Lerin é Semi-Sintético e de que é Feito?

O princípio ativo, maleato de metilergometrina, é um composto semi-sintético, o que significa que a sua estrutura é derivada de substâncias naturais, mas quimicamente modificada para melhorar a sua ação terapêutica. Uma característica diferenciadora é a sua disponibilidade em duas formas distintas: uma solução injetável estéril, utilizada por profissionais de saúde para um efeito imediato, e um comprimido oral para uma gestão de acompanhamento sustentada. Esta flexibilidade na administração assegura que o medicamento possa ser aplicado de forma eficaz, de acordo com as necessidades clínicas imediatas da paciente.

Qual é o Objetivo Geral deste Fármaco?

O objetivo geral da administração de Lerin é controlar a hemorragia excessiva, fazendo com que o músculo uterino se contraia com força e permaneça firme. A sua ação principal é induzir um efeito uterotónico tetânico (uma compressão forte e contínua) que encurta a fase de recuperação do útero imediatamente após o parto. Este mecanismo é vital para garantir a compressão dos vasos sanguíneos abertos no revestimento uterino, minimizando, desta forma, a perda de sangue.

Quais efeitos secundários são possíveis com Lerin?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Lerin (Metilergometrina) está estruturado de acordo com a documentação regulatória oficial, detalhando as reações adversas documentadas e as restrições de segurança. Os efeitos adversos são categorizados com base na sua frequência de ocorrência e nas principais classes de sistemas e órgãos que afetam.


Abrangência das Reações Adversas

A reação adversa comunicada com maior frequência nos documentos oficiais é a hipertensão (tensão arterial elevada), que pode ser acompanhada por cefaleias (dores de cabeça). Observam-se também frequentemente náuseas, vómitos e dores abdominais (devido a contrações uterinas). Entre as reações adversas raras, mas graves, documentadas incluem-se o espasmo arterial grave (vasoespasmo), o enfarte agudo do miocárdio, o acidente vascular cerebral (AVC) e as convulsões.

Os efeitos adversos encontram-se documentados em diversos sistemas, particularmente nas Doenças Vasculares e Cardíacas (ex.: bradicardia, taquicardia, palpitações), Doenças do Sistema Nervoso (ex.: tonturas, alucinações) e Doenças Gastrointestinais (ex.: diarreia).


Restrições de Segurança e Populações Especiais

As informações de prescrição oficiais definem limitações de segurança rigorosas. O Lerin é contraindicado e não deve ser utilizado em indivíduos com hipertensão pré-existente ou toxémia (como a pré-eclâmpsia ou eclâmpsia). O seu uso é também contraindicado durante a gravidez e em casos de hipersensibilidade conhecida.

Existem considerações de segurança específicas para certos grupos de pacientes. As mães em período de amamentação são aconselhadas a não amamentar durante o tratamento e durante, pelo menos, 12 horas após a dose final. É igualmente necessária precaução em pacientes com doença arterial coronária (DAC) pré-existente, uma vez que podem ser mais suscetíveis a vasoespasmos que podem levar à isquemia do miocárdio. Aconselha-se ainda prudência na presença de insuficiência hepática ou renal.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

O perfil regulatório oficial para a sobredosagem de Lerin (Metilergometrina) descreve manifestações específicas que podem afetar múltiplos sistemas do organismo e exige uma intervenção profissional imediata.

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Uma sobredosagem pode apresentar-se através de diversos sinais documentados, incluindo efeitos gastrointestinais como náuseas, vómitos, dores abdominais e diarreia. As manifestações mais graves envolvem os sistemas cardiovascular e nervoso central. Estas incluem alterações documentadas como hipertensão, hipotensão, vasoconstrição periférica, cãibras musculares, dormência, parestesia (formigueiro) nas extremidades, confusão, sonolência e depressão respiratória.

Consequências Graves e Ação de Emergência

A documentação regulatória oficial refere que uma sobredosagem aguda pode conduzir a complicações graves com risco de vida, incluindo convulsões e coma. Foram documentados casos de toxicidade grave, incluindo morte súbita, após a injeção acidental em recém-nascidos, o que realça um risco específico.

Devido à gravidade dos resultados documentados, deve procurar-se assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem. As informações oficiais de prescrição indicam que não se conhece um antídoto específico para a Metilergometrina. Por conseguinte, a gestão da situação é definida como um tratamento sintomático e de suporte, envolvendo procedimentos como a descontaminação gastrointestinal, a manutenção da ventilação pulmonar e o controlo da hipotensão e das convulsões, tudo isto realizado sob vigilância médica rigorosa.

Usos terapêuticos de Lerin

O que o Lerin Trata: Principais Utilizações e Benefícios

O medicamento Lerin (Metilergometrina) é vulgarmente utilizado nas áreas terapêuticas da obstetrícia e saúde materna, especificamente para a gestão de complicações que surgem após o parto. De acordo com as informações de prescrição oficiais, este medicamento é considerado relevante para o alívio de sintomas associados a condições como a hemorragia pós-parto, a atonia uterina e a subinvolução do útero.

O Lerin é aplicado em contextos clínicos que envolvam padrões de sintomas agudos ou instáveis de perda de sangue excessiva e não controlada. É utilizado para tratar o sintoma de um útero com contração deficiente. Ao apoiar a restauração da firmeza uterina, auxilia na manutenção da estabilidade funcional e desempenha um papel na gestão da fonte principal da hemorragia.

Resumo do Suporte Sintomático

Domínio do Sintoma Contexto Clínico Benefício para a Paciente
Perda de Sangue Excessiva Crise aguda pós-parto Apoia a gestão da carga sintomática
Tónus Uterino Deficiente Cuidados imediatos no puerpério Apoia a restauração da firmeza
Hemorragia Prolongada Fase de recuperação sustentada Ajuda a manter uma sensação de estabilidade

Esta utilização é também relevante para o alívio de sintomas ligados ao stresse funcional de órgãos específicos, particularmente quando o útero não consegue regressar prontamente ao seu tamanho normal. Esta utilização de suporte pode auxiliar na redução do risco de hemorragia prolongada durante a recuperação.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Lerin?

Os critérios de elegibilidade para o Lerin (Metilergometrina) são rigorosamente definidos pelas autoridades reguladoras e dependem do estado clínico atual e da idade da paciente. A sua utilização está limitada a adultos que se encontram no período pós-parto, especificamente após a dequadura (saída) da placenta, para o controlo de hemorragias uterinas.

Contraindicações Absolutas (Não utilizar)

O Lerin está estritamente contraindicado e não deve ser utilizado em pacientes com condições específicas, principalmente devido ao risco de complicações vasculares graves:

  • Hipertensão (tensão arterial elevada).
  • Toxémia (por exemplo, pré-eclâmpsia ou eclâmpsia).
  • Doença vascular obliterante (condições que causam o estreitamento dos vasos sanguíneos).
  • Sepsia ou hipersensibilidade conhecida ao fármaco.
  • O medicamento é contraindicado durante a gravidez e não deve ser utilizado antes da dequadura da placenta.

Utilização com Precaução e Restrições

O uso de Lerin requer precaução e monitorização rigorosa em pacientes com compromisso pré-existente da função hepática (fígado) ou renal (rim), ou com Doença Arterial Coronária.

Limitações de Idade e Lactação

A utilização pediátrica (em menores de 16 anos) não está estabelecida. Para as mães que estão a amamentar, as informações regulatórias aconselham a interrupção da amamentação durante o tratamento e durante, pelo menos, 12 horas após a última dose.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interações do Lerin (Metilergometrina) é formalmente definido pela sua via de eliminação metabólica e pela sua atividade farmacológica intrínseca. Todas as informações e restrições relativas a interações derivam estritamente de dados regulatórios oficiais.

Categoria de Interação Restrição Regulatória
Combinações Contraindicadas A coadministração com inibidores potentes e moderados da CYP3A4 é explicitamente proibida. Esta restrição é obrigatória para gerir o risco de um aumento grave das concentrações plasmáticas de Lerin, o que pode levar ao ergotismo (toxicidade por alcaloides do ergot). As substâncias proibidas incluem antibióticos macrolídeos específicos, antifúngicos azólicos e certos inibidores da protease do VIH.
Base Metabólica O Lerin é reconhecido como um substrato da enzima CYP3A4. Os inibidores desta enzima reduzem a sua depuração metabólica, o que aumenta a exposição sistémica. Inversamente, a coadministração com indutores da CYP3A4 (por exemplo, a rifampicina) pode reduzir a exposição total ao Lerin.
Efeitos Farmacodinâmicos O uso concomitante com outros agentes uterotónicos (como a ocitocina ou prostaglandinas) pode resultar num efeito aditivo ou potenciado na contração uterina. Recomenda-se também precaução na coadministração com outros fármacos vasoconstritores, devido ao risco de efeitos vasculares aditivos.
Outras Notas de Interação O sumo de toranja está documentado como um inibidor fraco da CYP3A4 que pode aumentar moderadamente a exposição. A redução da função hepática ou renal é assinalada nos documentos oficiais como podendo diminuir a eliminação, aumentando a probabilidade de exposição sistémica e o risco de interação.

Mecanismo de ação

Como o Lerin Funciona

O Lerin atua através de mecanismos moleculares e celulares específicos para modular vias de sinalização particulares. O composto age como um antagonista seletivo no local do recetor designado, ligando-se de forma competitiva ao recetor e impedindo a interação do ligando endógeno primário.

Esta interação molecular específica inicia a interrupção ou a atenuação da cascata de sinalização intracelular associada. Ao modificar estas etapas iniciais, o Lerin suprime a ativação e a influência subsequente das moléculas efetoras a jusante, que são fundamentais em processos impulsionados por uma atividade de sinalização elevada ou persistente.

Ao nível do sistema, este mecanismo farmacodinâmico resulta na modulação da excitabilidade celular e da atividade das vias dentro dos sistemas fisiológicos visados. Este ajuste preciso influencia o estado regulatório geral das vias afetadas, conduzindo a uma modulação fisiológica sistémica previsível sem induzir nova sinalização.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Lerin é utilizado

O Lerin é utilizado de acordo com um protocolo de administração em duas fases, delineado nas informações oficiais de prescrição. A utilização do medicamento inicia-se com uma administração por via parentérica, seguida de um ciclo por via oral. A solução injetável com a dose de 0,2 mg é mais commumente administrada por via intramuscular (IM) para um efeito imediato. A administração por via intravenosa (IV) da mesma dose de 0,2 mg está estritamente reservada para situações de emergência e de risco de vida, sendo que a rotulagem oficial impõe um requisito procedimental crítico: deve ser administrada lentamente, durante um período mínimo de 60 segundos.

A dose parentérica inicial pode ser repetida em intervalos de duas a quatro horas, conforme necessário, embora o número total de injeções seja geralmente limitado. Após esta fase aguda, o paciente transita para a forma de comprimido oral, que possui igualmente uma dose de 0,2 mg. Este regime oral subsequente é administrado três ou quatro vezes ao dia. Todo o ciclo da terapia de manutenção com os comprimidos orais é explicitamente limitado no tempo, não excedendo habitualmente a duração máxima de uma semana. Para grupos de pacientes como os adultos mais velhos (idosos), as diretrizes oficiais aconselham que a dosagem deve, geralmente, ser iniciada no limite inferior da gama para adultos; por outro lado, a segurança e a eficácia para a utilização em pacientes pediátricos (com idade inferior a 18 anos) não estão estabelecidas. Este protocolo padronizado e limitado no tempo define as vias obrigatórias, as dosagens fixas, os padrões de frequência e o compromisso total do tratamento para a utilização do Lerin.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Lerin

Evidência para o Uso no Controlo da Hemorragia Pós-Parto (Tratamento)

A investigação tem explorado a aplicação do Lerin, recorrendo frequentemente a Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) e revisões sistemáticas, no controlo da perda excessiva de sangue e da tonicidade uterina deficiente após o parto. Os estudos analisaram a evolução do tónus uterino durante o período pós-parto imediato, destacando-se as alterações medidas neste parâmetro. Foi explorada evidência sobre a sua aplicação como agente de segunda linha ou como componente de um regime de combinação. Estes dados contribuem para o cenário mais amplo que descreve os padrões de sintomas em complicações agudas pós-parto, embora existam limitações, uma vez que os resultados se aplicam apenas às populações estudadas.

Evidência para o Uso na Prevenção da Hemorragia Pós-Parto (Profilaxia)

Esta secção descreve estudos que investigaram o papel do Lerin quando utilizado para prevenção durante o terceiro estádio do trabalho de parto (dequadura). A investigação monitorizou resultados como a taxa de hemorragia que atingiu limiares de medição específicos. Quando explorado como parte de um regime de combinação, a investigação descreve os padrões observados na perda de sangue medida. No entanto, quando a investigação analisou o Lerin como agente único para prevenção, os resultados foram mistos entre os diferentes estudos.

Estudos sobre a Gestão de Problemas Uterinos Pós-Parto Prolongados

A base de investigação para a gestão de condições como a atonia uterina e a subinvolução uterina, para além da fase de crise imediata, inclui dados observacionais e evidência regulatória. Os estudos monitorizaram resultados relacionados com o desconforto físico e a manutenção da firmeza uterina ao longo de vários dias. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos que monitorizaram a tensão ou o stress fisiológico durante a fase de recuperação.

Lacunas na Investigação e Seguimento

As limitações da investigação incluem o facto de a duração do seguimento ter sido limitada em muitos estudos agudos, o que significa que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para a recuperação da paciente que se estende por muitas semanas ou meses. Os dados para certos grupos permanecem insuficientes, particularmente para pessoas com condições pré-existentes que afetam o coração ou a tensão arterial, uma vez que estes indivíduos foram frequentemente excluídos dos principais ensaios clínicos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Lerin (FAQ)

Q: O Lerin é um narcótico ou uma substância regulamentada?

A: O Lerin é um tipo de medicamento conhecido como um alcaloide do ergot. Segundo as normas regulamentares, não está classificado como um narcótico ou uma substância regulamentada, o que significa que não é designado como tendo um elevado potencial de abuso ou dependência.

Q: Com que rapidez é que o Lerin começa normalmente a fazer efeito?

A: O início do efeito depende da forma como o medicamento é administrado. As informações oficiais indicam que o efeito começa rapidamente, normalmente entre 2 a 5 minutos após uma injeção intramuscular e entre 5 a 10 minutos após a toma do comprimido oral.

Q: O que devo saber sobre a toma de Lerin a longo prazo?

A: O ciclo oral de Lerin tem uma duração limitada, normalmente não excedendo a duração máxima de uma semana. Documentos oficiais indicam que não foram realizados estudos de longo prazo relativos aos efeitos do fármaco.

Q: É verdade que o Lerin pode causar aumento de peso?

A: O aumento de peso não consta entre as reações adversas comum ou raramente relatadas nas informações oficiais sobre o Lerin. Este efeito secundário não está listado nos documentos de segurança.

Q: As pessoas idosas podem utilizar o Lerin?

A: Sim, o Lerin pode ser utilizado por adultos mais velhos. As diretrizes aconselham o início do tratamento no limite inferior da dose para adultos e a utilização de precaução, uma vez que pode haver uma maior frequência de diminuição da função orgânica relacionada com a idade neste grupo de doentes.

Q: Existem órgãos específicos que o Lerin afeta?

A: A ação principal do Lerin é a contração do útero. No entanto, o perfil de segurança observa que as reações adversas podem afetar vários sistemas, particularmente o sistema vascular/cardíaco (vasos sanguíneos e coração) e o sistema nervoso. Também se aconselha precaução quando o medicamento é utilizado em pessoas com compromisso da função hepática ou renal.

Q: Sabe-se se o Lerin interage com analgésicos comuns como o ibuprofeno?

A: As informações de prescrição não listam os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) comuns, como o ibuprofeno, como tendo uma interação conhecida que exija contraindicação ou precaução especial com o Lerin. É importante que o profissional de saúde seja informado sobre todos os medicamentos tomados para verificar potenciais efeitos.

Q: Existem restrições alimentares de que deva ter conhecimento ao utilizar o Lerin?

A: Sim, existe uma interação alimentar específica documentada. O consumo de sumo de toranja atua como um inibidor fraco da enzima CYP3A4, o que pode aumentar moderadamente a quantidade de Lerin na corrente sanguínea. Por este motivo, o sumo de toranja deve ser consumido com precaução durante a utilização deste medicamento.

Q: O álcool interage com o Lerin?

A: Os documentos regulamentares e as informações de prescrição do Lerin não listam uma contraindicação específica ou um aviso de interação relativo ao consumo de álcool.

Q: Existem interações medicamentosas documentadas com suplementos ou vitaminas e o Lerin?

A: O profissional de saúde deve ser informado sobre todos os medicamentos sem receita médica, vitaminas, suplementos nutricionais e produtos à base de plantas que estejam a ser tomados. Certos produtos à base de plantas podem afetar o metabolismo do Lerin através das mesmas enzimas hepáticas (CYP3A4), o que poderia potencialmente aumentar a exposição ao fármaco.

Q: A toma de Lerin afetará a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

A: Dado que o Lerin pode causar efeitos secundários relacionados com o sistema nervoso, tais como tonturas e dores de cabeça, aconselha-se precaução. É importante ter cuidado ao realizar tarefas que exijam alerta mental, como conduzir ou operar máquinas pesadas.

Q: O que devo fazer se me esquecer de uma dose de Lerin?

A: No caso de uma dose esquecida, se for recordada pouco tempo depois, a dose pode ser tomada. Se estiver quase na hora da dose seguinte, a dose esquecida é normalmente saltada para retomar o esquema regular. A toma de duas doses simultâneas para compensar uma falta é geralmente desencorajada.

Q: É normal sentir cansaço ao iniciar o Lerin?

A: O cansaço não está explicitamente listado como um efeito secundário comum. No entanto, o medicamento afeta o sistema nervoso, com efeitos relatados que incluem tonturas e sensação de desmaio.

Q: Qual é a diferença entre o Lerin e uma versão genérica?

A: Lerin é o nome comercial do medicamento com o nome genérico metilergometrina. Pelas normas regulamentares, as versões genéricas devem ser bioequivalentes ao medicamento de marca, contendo a mesma substância ativa e cumprindo os mesmos requisitos de qualidade.

Q: O Lerin tem risco de dependência ou vício?

A: O Lerin é um alcaloide do ergot, não sendo um narcótico. Não está classificado como uma substância regulamentada e não foi determinado que possua um elevado potencial de abuso ou dependência.

Q: O Lerin pode causar problemas de sono?

A: Embora as perturbações do sono não sejam listadas como um efeito secundário comum, o Lerin afeta o sistema nervoso. Efeitos comunicados em documentos oficiais incluem tonturas e relatos raros de alucinações.

Q: Existem interações conhecidas entre o Lerin e medicamentos comuns para a azia?

A: A ranitidina é listada como um inibidor fraco da CYP3A4 que deve ser utilizado com precaução com o Lerin. Uma vez que existem vários tipos de medicamentos para a azia, o profissional de saúde deve ser informado de toda a medicação para verificar possíveis efeitos.

Q: Por que razão algumas pessoas sentem náuseas quando começam a tomar Lerin?

A: As náuseas e os vómitos são efeitos secundários frequentes. Isto relaciona-se com a ação principal do fármaco ao causar contrações uterinas; o desconforto abdominal e as cólicas resultantes são frequentemente acompanhados por estes sintomas gastrointestinais.

Q: Quanto tempo é que o Lerin permanece no sistema?

A: A semivida do Lerin — o tempo que o organismo demora a eliminar metade do medicamento — é geralmente relatada como sendo entre 0,5 e 2 horas após a administração.

Q: Qual é o risco de uma reação alérgica ao Lerin?

A: A hipersensibilidade ou alergia conhecida ao Lerin é uma contraindicação absoluta. Embora raras, foram relatadas reações alérgicas cujos sinais podem incluir erupção cutânea, inchaço, tonturas graves e dificuldade em respirar.

Q: Posso utilizar remédios naturais ou à base de plantas com o Lerin?

A: É fundamental informar o profissional de saúde sobre todos os produtos naturais ou à base de plantas. Alguns destes produtos podem afetar as mesmas enzimas hepáticas (CYP3A4) que processam o Lerin, alterando potencialmente a exposição ao medicamento.

Q: Que tipo de rótulo de aviso tem o Lerin?

A: O Lerin inclui múltiplos alertas de segurança, incluindo contraindicações rigorosas para pessoas com tensão arterial elevada e avisos específicos sobre a administração intravenosa devido ao risco de eventos súbitos de pressão arterial.

Q: O Lerin precisa de ser refrigerado?

A: Os requisitos dependem da forma do fármaco. A solução injetável deve ser conservada no frigorífico (2 °C a 8 °C). Os comprimidos orais devem ser guardados a uma temperatura ambiente controlada (20 °C a 25 °C).

Q: Por que razão alguns fóruns discutem um processo de "redução gradual" para o Lerin?

A: O Lerin é prescrito para um período curto, normalmente não excedendo uma semana. A rotulagem oficial não exige um processo de redução gradual após a conclusão do tratamento.

Q: Quanto tempo dura o efeito principal do Lerin após a toma de uma dose?

A: O efeito primário no músculo uterino dura aproximadamente 3 horas ou mais após uma injeção intramuscular ou após a toma do comprimido oral.

Q: As pessoas tomam o Lerin por razões não aprovadas?

A: O Lerin tem uma utilização aprovada específica: o controlo da hemorragia pós-parto após a expulsão da placenta. A utilização para qualquer outra condição é considerada não aprovada, não tendo sido estabelecida a segurança ou eficácia para outros fins.

Como Lerin deve ser armazenado e descartado?

Os requisitos oficiais para o armazenamento e eliminação do Lerin (Metilergometrina) são definidos pela rotulagem regulamentar do medicamento, existindo condições distintas consoante a sua formulação.

Requisitos de Armazenamento por Forma Farmacêutica

Formulação Temperatura Exigida Restrição de Proteção
Comprimidos Orais 20°C a 25°C (Temperatura Ambiente Controlada) Conservar num recipiente bem fechado e resistente à luz; evitar o calor ou a humidade excessivos.
Solução Injetável 2°C a 8°C (Refrigerado) Proteger da luz e não deve ser congelado.

Todas as formas do medicamento devem ser conservadas na embalagem original, bem fechada, e mantidas fora da vista e do alcance das crianças. A solução injetável deve apresentar-se límpida e incolor quando inspecionada para verificar a sua estabilidade. Relativamente à eliminação, os medicamentos não utilizados ou fora do prazo de validade devem ser entregues num programa de retoma de fármacos ou misturados com substâncias indesejáveis antes de serem colocados no lixo doméstico; o medicamento não deve, em circunstância alguma, ser deitado na sanita.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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