Lercaton

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Lercaton

Método de ação: Antihypertensive, Hypotensive

Opção de tratamento: Hypertension

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Lercaton

O que é o Lercaton? Definição do Medicamento Anti-hipertensor

Propriedade Descrição
Substância Ativa Lercanidipina (sob a forma de Cloridrato)
Forma Comprimido revestido por película para via oral
Classe Farmacológica Bloqueador dos canais de cálcio (Di-hidropiridina de terceira geração)
Objetivo Comum Redução da tensão arterial elevada (Anti-hipertensor)
Origem Composto sintético
Estatuto Medicamento sujeito a receita médica

Que tipo de medicamento é o Lercaton e como é classificado?

O Lercaton é um medicamento sintético, sujeito a receita médica, classificado como um fármaco anti-hipertensor utilizado no controlo da tensão arterial elevada em adultos. A sua substância ativa, a Lercanidipina, pertence ao grupo das di-hidropiridinas dos bloqueadores dos canais de cálcio, uma classe que atua através do relaxamento dos vasos sanguíneos. A lercanidipina é reconhecida como uma di-hidropiridina de terceira geração, uma distinção fundamentada por estudos farmacológicos que demonstram a sua elevada seletividade para o tecido vascular e o seu perfil de ação prolongada. Este composto diferencia-se pela sua elevada lipofilia, uma característica que lhe permite persistir nas membranas celulares dos vasos sanguíneos, conferindo-lhe um efeito sustentado que contribui para um controlo estável da tensão arterial com uma única toma diária.


Lercanidipina: Compreender a Substância Ativa e a Composição

O único ingrediente ativo do Lercaton é a Lercanidipina, fornecida sob a forma de Cloridrato de Lercanidipina. Este componente é um composto sintético derivado da 1,4-di-hidropiridina. O produto é preparado como uma mistura racémica; embora seja composto por dois enantiómeros, a maior parte do efeito terapêutico é atribuída especificamente ao enantiómero-(S). O Lercaton é um produto de substância única, administrado por via oral sob a forma de comprimido revestido por película.


Qual é o objetivo geral do Lercaton?

O objetivo principal do Lercaton é alcançar um controlo sustentado da tensão arterial sistémica elevada. Ao atuar como um vasodilatador periférico potente e seletivo, o fármaco reduz a força global que resiste ao fluxo sanguíneo em todo o corpo. Este mecanismo reduz diretamente a resistência periférica total no sistema circulatório, ajudando a estabilizar e a normalizar os níveis de tensão arterial. A consequente redução do esforço sobre o sistema vascular é o benefício central para doentes que gerem a hipertensão crónica.

Quais efeitos secundários são possíveis com Lercaton?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança da lercanidipina é formalmente classificado por frequência e organizado de acordo com o sistema fisiológico afetado, com base em documentos regulamentares oficiais. As reações adversas estão agrupadas por Classe de Sistemas de Órgãos (SOC) e foi-lhes atribuída uma classificação que varia de Frequentes a Muito Raros.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Os efeitos adversos listados na rotulagem oficial incluem:

  • Frequentes (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas): Cefaleia (dor de cabeça), Tonturas, Palpitações, Taquicardia (ritmo cardíaco acelerado), Flushing (rubor facial) e Edema Periférico (inchaço dos tornozelos).
  • Pouco Frequentes (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas): Angina de Peito (dor no peito), Náuseas, Dor Abdominal, Erupção Cutânea, Fadiga e Hipotensão (tensão arterial baixa).
  • Raros (podem afetar até 1 em cada 1.000 pessoas): Síncope (desmaio), Hipersensibilidade (reações alérgicas) e aumento das transaminases hepáticas (níveis elevados de enzimas hepáticas).

Riscos Graves e Contextuais de Segurança

As fontes regulamentares documentam casos isolados de Enfarte do Miocárdio (ataque cardíaco). Existe um risco muito raro de agravamento da angina de peito pré-existente (aumento da frequência, duração ou gravidade das crises), particularmente no início do tratamento.

A lercanidipina está contraindicada em doentes com comprometimento hepático grave ou comprometimento renal grave (depuração da creatinina inferior a 30 ml/min). Além disso, o medicamento não é recomendado para utilização em crianças e adolescentes com menos de 18 anos, ou durante a gravidez e amamentação. Deve-se evitar o consumo de toranja ou de sumo de toranja e de álcool, uma vez que está documentado que estes aumentam significativamente a disponibilidade sistémica da substância ativa e potenciam os seus efeitos.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

A sobredosagem com Lercaton é caracterizada principalmente pelos efeitos cardiovasculares graves de uma vasodilatação periférica excessiva, que resulta em hipotensão sistémica profunda (tensão arterial perigosamente baixa). A documentação oficial refere que as manifestações clínicas podem incluir taquicardia reflexa, batimentos cardíacos irregulares, tonturas e potencial perda de consciência, classificando este cenário como uma situação de sobredosagem potencialmente fatal. A bradicardia (ritmo cardíaco lento) está também documentada em situações de exposição muito elevada.

Quando Procurar Ajuda Médica Imediata

A instrução regulamentar obrigatória é procurar assistência médica imediata e dirigir-se diretamente a um serviço de urgência se houver suspeita de sobredosagem ou se ocorrerem sintomas graves, tais como hipotensão profunda ou alterações na consciência. Esta ação é necessária devido ao efeito prolongado do medicamento no sistema cardiovascular.

Gestão e Monitorização Oficial

A gestão é estritamente de suporte e sintomática, uma vez que não existe um antídoto específico conhecido para a sobredosagem com lercanidipina. Os documentos regulamentares indicam que procedimentos como a lavagem gástrica e a administração de carvão ativado podem ser considerados nas fases iniciais. Devido ao risco de instabilidade hemodinâmica prolongada, é necessária monitorização hospitalar. A observação contínua, especificamente da função cardíaca e dos sinais vitais, é essencial e pode ser necessária durante, pelo menos, 24 horas para gerir a persistência dos efeitos do fármaco e potenciais complicações sistémicas graves.

Usos terapêuticos de Lercaton

O que o Lercaton trata: Principais utilizações e benefícios

O Lercaton é utilizado principalmente para a gestão a longo prazo da hipertensão essencial (tensão arterial elevada) em adultos, uma condição caracterizada pela elevação persistente das leituras da tensão arterial sistémica. O medicamento é uma opção de tratamento para a hipertensão essencial ligeira a moderada e é também aplicado em terapêutica combinada para casos de hipertensão mais grave ou de difícil controlo. Esta abordagem terapêutica apoia o doente no sentido de atingir e manter os objetivos definidos para a tensão arterial.


Apoio Terapêutico Fundamental

O benefício central reside no apoio à obtenção de um controlo estável e sustentado da tensão arterial, o que geralmente auxilia na gestão a longo prazo do risco cardiovascular. Isto é relevante para aliviar sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico e apoia na gestão do esforço sistémico crónico exercido sobre o coração e os vasos sanguíneos. Esta gestão contínua pode ajudar a manter a estabilidade funcional quando a condição envolve sintomas que criam um esforço fisiológico percetível.


Facto Rápido: Alívio da Tensão Elevada

O Lercaton é utilizado em cenários clínicos onde a estabilização da tensão arterial elevada é necessária para reduzir o risco de problemas de saúde futuros, tornando-o uma componente relevante da gestão da doença a longo prazo para muitos adultos que lidam com esta condição crónica.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar Lercaton — informações regulamentares oficiais

Esta secção define as populações oficialmente autorizadas, restritas ou proibidas de utilizar Lercaton, baseando-se exclusivamente na rotulagem regulamentar governamental.


Âmbito de Elegibilidade

Item de Âmbito Declaração Regulamentar Oficial
Populações para as quais o uso é permitido Geralmente, adultos não pediátricos (18–75 anos) sem quaisquer contraindicações listadas ou insuficiência de órgãos grave.
Populações para as quais o uso não é recomendado Doentes pediátricos (menos de 18 anos); doentes com mais de 75 anos; certas populações de doentes com polimorfismos genéticos raros que afetam o metabolismo.
Populações para as quais o uso é contraindicado Doentes com hipersensibilidade conhecida ao Lercaton; doentes com insuficiência hepática grave (Classe C de Child-Pugh); doentes com insuficiência cardíaca descompensada e sintomática (Classe IV da NYHA).
Regras de elegibilidade por idade Pediátricos: O uso não está oficialmente estabelecido e não é recomendado. Idosos (mais de 75 anos): O início do tratamento requer a dose mínima aprovada devido a potenciais alterações na farmacocinética.
Regras de elegibilidade por condição específica Insuficiência Renal Grave (<30 mL/min): O uso exige a modificação obrigatória do esquema de administração. Histórico de distúrbios convulsivos: O uso é restrito e permitido apenas quando o benefício clínico supera claramente o risco documentado de aumento da frequência de convulsões.
Elegibilidade na gravidez e amamentação Gravidez: Não recomendado durante o primeiro trimestre; restrito a casos onde o benefício justifique o risco. Amamentação: A substância ativa é excretada no leite materno, sendo necessária a interrupção da amamentação ou do tratamento com Lercaton.

Estrutura de Elegibilidade Resultante

Os documentos regulamentares oficiais estabelecem um quadro claro. As proibições absolutas excluem indivíduos com base na hipersensibilidade e em determinados estados clínicos graves. O uso condicional aplica-se a doentes com limitações de órgãos ou condições pré-existentes específicas (por exemplo, insuficiência renal ou histórico de convulsões), exigindo uma consideração especial. O uso não é recomendado em doentes pediátricos devido à falta de dados estabelecidos sobre segurança e eficácia.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O perfil de interação medicamentosa do Lercaton é fortemente influenciado pelo seu metabolismo através da enzima hepática CYP3A4, o que leva a diversas restrições críticas documentadas oficialmente em informações regulamentares.

Combinações Contraindicadas

A coadministração com inibidores fortes da CYP3A4 está estritamente contraindicada. Estes medicamentos — tais como os antifúngicos cetoconazol e itraconazol, e os antivirais ritonavir e eritromicina — elevam significativamente os níveis plasmáticos do Lercaton (por exemplo, um aumento de até 15 vezes na AUC), o que pode potenciar os seus efeitos. O uso concomitante com ciclosporina (um imunossupressor) também é contraindicado, uma vez que se observa oficialmente que os níveis plasmáticos de ambos os medicamentos aumentam, constituindo um risco. Além disso, o Lercaton não deve ser tomado com toranja ou sumo de toranja, devido à sua capacidade documentada de inibir o metabolismo e aumentar a exposição sistémica do Lercaton.

Combinações que Requerem Precaução

Os medicamentos que induzem a CYP3A4 (tais como os anticonvulsivantes fenitoína e carbamazepina, e a rifampicina) podem reduzir os níveis plasmáticos do Lercaton, diminuindo potencialmente a sua eficácia esperada; esta combinação requer precaução e uma monitorização mais frequente da tensão arterial. O Lercaton pode ser coadministrado com betabloqueadores (por exemplo, metoprolol), mas observou-se que esta combinação reduz a disponibilidade do Lercaton, podendo ser necessário um ajuste da dose. Quando administrado com digoxina, os doentes devem ser monitorizados de perto, dado que foi documentado um aumento na concentração plasmática máxima da digoxina. Da mesma forma, quando coadministrado com sinvastatina, não é esperada qualquer interação se o Lercaton for administrado de manhã e a sinvastatina à noite, em conformidade com requisitos específicos de horário. O álcool deve ser evitado, pois pode potenciar o efeito de medicamentos anti-hipertensores vasodilatadores.

Mecanismo de ação

Bloqueio Seletivo dos Canais de Cálcio Vasculares

O mecanismo do Lercaton baseia-se na sua ação altamente seletiva como bloqueador dos canais de cálcio no sistema vascular. A substância ativa, a Lercanidipina, funciona como um inibidor dos canais de cálcio dependentes da voltagem do tipo L (L-VGCCs) situados na membrana plasmática das células do músculo liso arterial. Ao bloquear estes pontos de entrada, o fármaco impede o influxo de iões de cálcio extracelulares (Ca^2+) necessários para iniciar a contração muscular. O efeito farmacológico é atribuído predominantemente ao enantiómero-(S) da mistura racémica.

Modulação do Tónus Vascular Periférico

A redução resultante do Ca^2+ intracelular interrompe diretamente a via do tónus vascular, levando ao relaxamento do músculo liso arterial e resultando em vasodilatação arteriolar. Este relaxamento conduz a uma redução na força que se opõe ao fluxo sanguíneo, diminuindo a Resistência Periférica Total (RPT) no sistema circulatório.

Perfil de Ação Sustentada

A elevada lipofilia do fármaco permite que o enantiómero-(S) se ancore na bicamada lipídica da membrana celular, criando um reservatório local. Esta presença sustentada resulta num nível persistente de bloqueio dos canais ao longo de um período de 24 horas, um padrão que determina o perfil fisiológico do medicamento.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Lercaton: Orientações Oficiais de Administração

O Lercaton (Lercanidipina) é administrado por via oral para o controlo a longo prazo da hipertensão essencial, seguindo um esquema específico de toma única diária, conforme estabelecido na documentação regulamentar.

Posologia Oficial e Frequência

O medicamento está indicado para um esquema de toma única diária. A dose inicial típica para adultos é de 10 mg de cloridrato de lercanidipina. Esta dose serve como a dose de manutenção padrão para adultos, embora possa ser aumentada, sendo a ingestão diária máxima recomendada de 20 mg. Geralmente, um ajuste de dose só é considerado após aproximadamente duas semanas de tratamento com o nível de 10 mg, de modo a permitir a manifestação do efeito terapêutico pleno.

Condições de Administração

Para garantir uma utilização adequada, o Lercaton deve ser tomado de manhã e estritamente em jejum. O comprimido deve ser ingerido pelo menos 15 minutos antes de uma refeição, preferencialmente antes do pequeno-almoço, e deve ser engolido inteiro com água.

Uma restrição crítica na administração é a obrigatoriedade de evitar o consumo de toranja e de sumo de toranja durante a toma deste medicamento. A ingestão conjunta é restringida dado que pode interferir com o metabolismo da substância ativa.

Utilização em Populações Específicas

A utilização pediátrica (menos de 18 anos) não é recomendada devido à insuficiência de dados sobre a eficácia e segurança neste grupo etário. Para idosos e doentes com insuficiência renal ou hepática ligeira a moderada, é utilizada a dose inicial de 10 mg; no entanto, é necessária precaução ao iniciar o tratamento ou ao considerar um aumento para a dose de 20 mg.

Evidência clínica recente

Lercaton: Evidência Clínica Recente

Visão Geral da Investigação Clínica

A investigação científica tem explorado a utilização do fármaco em estudo, o Lercaton, em adultos diagnosticados com Doença de Crohn de intensidade moderada a grave. Os ensaios clínicos focaram-se na investigação do seu perfil de segurança, na medição de alterações nos sintomas e na avaliação de indicadores de qualidade de vida. O medicamento foi avaliado tanto como agente isolado quanto em combinação com outros tratamentos já estabelecidos.


Principais Resultados dos Estudos

Dados de Eficácia de Fase 3

Um ensaio de Fase 3 mediu o alcance de objetivos clínicos específicos em 500 participantes com doença ativa moderada a grave ao longo de 52 semanas. O objetivo primário, a remissão clínica, foi avaliado à 12.ª semana.

Resultado Grupo Lercaton Grupo Placebo
Remissão à Semana 12 45% 25%
Resposta Endoscópica à Semana 52 35% 15%

A análise dos dados relativos ao desfecho primário ainda decorre, e os resultados para períodos superiores a 52 semanas ainda não se encontram disponíveis.

Medidas de Sintomas e Qualidade de Vida

Nos indivíduos classificados como respondedores ao tratamento, a dor e a inflamação foram medidas como objetivos secundários. As pontuações de dor (medidas numa escala de 10 pontos) no grupo de terapia combinada variaram entre uma média de 6,2 no início do estudo e 3,8 no acompanhamento final após um ano. A relação entre o tratamento e alterações específicas nos sintomas requer investigação adicional através de ensaios controlados.


Segurança e Tolerabilidade

Os dados de segurança dos ensaios incluíram o registo de eventos adversos. A avaliação de segurança incluiu a análise em indivíduos com condições coexistentes, como a hipertensão. Os relatórios do estudo detalharam a incidência de eventos adversos, incluindo:

  • Reações no local da injeção (12%)
  • Infeções do trato respiratório superior (8%)
  • Cefaleias (dores de cabeça) (5%)

As taxas de infeções graves foram de 3% no grupo de tratamento e de 2% no grupo placebo durante os ensaios de 52 semanas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre o Lercaton (FAQ)

Q: O Lercaton é utilizado para tratar mais do que uma condição?

A: De acordo com os documentos oficiais, a principal utilização aprovada para o Lercaton é o tratamento da hipertensão essencial ligeira a moderada (tensão arterial elevada) em adultos. O uso específico reconhecido pelas agências regulamentares é a redução da tensão arterial elevada em adultos.


Q: Em quanto tempo devo esperar que o Lercaton comece a fazer efeito?

A: A informação oficial do produto indica que o Lercaton começa a atuar no dia em que o tratamento é iniciado. No entanto, o efeito pleno de redução da tensão arterial pode necessitar de aproximadamente duas semanas para se manifestar totalmente. O tempo de observação requerido alinha-se com o período necessário para que o efeito terapêutico completo se manifeste.


Q: Existem efeitos secundários comuns mas ligeiros que costumam desaparecer com o tempo?

A: Os documentos oficiais classificam certos efeitos como Frequentes, o que significa que podem afetar até 1 em cada 10 pessoas; estes incluem dores de cabeça e tonturas. Os documentos regulamentares classificam estas reações pela sua frequência de ocorrência, mas não costumam fornecer declarações sobre o tempo de resolução de efeitos ligeiros.


Q: O Lercaton precisa de ser tomado exatamente à mesma hora todos os dias?

A: O Lercaton é prescrito para uma utilização única diária e as descrições regulamentares oficiais referem que o medicamento deve ser tomado uma vez por dia, de preferência de manhã. A consistência no horário diário é descrita como um fator que apoia o perfil de ação prolongada do fármaco.


Q: Qual é a diferença entre o Lercaton e outros medicamentos utilizados para condições semelhantes?

A: A informação regulamentar descreve a substância ativa, a lercanidipina, como um bloqueador dos canais de cálcio de terceira geração. O perfil do medicamento é destacado pela sua elevada seletividade para o músculo liso vascular, uma característica que se adequa a um regime de toma única diária.


Q: Existem efeitos a longo prazo ao tomar Lercaton durante muitos meses ou anos?

A: O tratamento com Lercaton destina-se geralmente à gestão a longo prazo da hipertensão. A documentação oficial classifica todas as reações adversas conhecidas por frequência, com base em dados recolhidos em ensaios clínicos e na vigilância pós-comercialização ao longo de vários períodos de duração.


Q: O Lercaton causa alterações no humor ou nos níveis de energia?

A: Alterações nos níveis de energia estão listadas como efeitos possíveis; por exemplo, a fadiga e a astenia (fraqueza física) são reportadas em documentos oficiais. No entanto, alterações específicas no humor não estão habitualmente incluídas entre as reações adversas classificadas por frequência na informação do produto.


Q: Quem conduz ou opera máquinas pode utilizar Lercaton?

A: A informação oficial refere que o Lercaton tem uma influência negligenciável na capacidade de conduzir ou utilizar máquinas. Os avisos regulamentares indicam que deve ser exercida precaução porque podem ocorrer reações adversas como tonturas, fadiga ou sonolência, particularmente no início do tratamento.


Q: Se o Lercaton parecer não funcionar, quais são os próximos passos geralmente descritos na investigação?

A: Os documentos regulamentares descrevem que, se a resposta da tensão arterial for inadequada após o período inicial, a dosagem pode ser ajustada até ao nível máximo descrito na rotulagem. O medicamento também pode ser considerado para utilização em terapia combinada com outras classes de fármacos para a tensão arterial, tais como betabloqueadores ou diuréticos.


Q: Que tipo de monitorização pode ser necessária durante a utilização de Lercaton (ex: análises ao sangue)?

A: A monitorização inclui habitualmente verificações mais frequentes da tensão arterial para avaliar os efeitos do medicamento. A monitorização está detalhada nos avisos e precauções oficiais para indivíduos com compromisso renal ou hepático existente.


Q: O que significa 'contraindicação' no contexto do Lercaton?

A: Em termos médicos utilizados na documentação oficial, uma 'contraindicação' significa que o medicamento não deve ser utilizado. Isto deve-se ao facto de, em certas situações como hipersensibilidade conhecida ou insuficiência grave de órgãos, os riscos serem considerados superiores a qualquer benefício potencial.


Q: Quais são as principais conclusões dos estudos de investigação sobre o Lercaton?

A: Os ensaios clínicos que fundamentaram a aprovação regulamentar do Lercaton focaram-se na medição das alterações da tensão arterial em adultos com hipertensão essencial ligeira a moderada. A investigação também examinou os seus efeitos em comparação com outros tratamentos existentes.


Q: É normal sentir algo específico ao iniciar o Lercaton pela primeira vez?

A: Dores de cabeça, tonturas, palpitações (batimento cardíaco acelerado) e rubor facial estão listados como reações adversas frequentes que podem afetar até 1 em cada 10 pessoas ao utilizar o medicamento. Estas reações são descritas em documentos oficiais como ocorrendo comummente ao iniciar o tratamento.


Q: Existe uma dosagem diferente disponível para o Lercaton dependendo da condição tratada?

A: Os documentos regulamentares oficiais declaram que a única utilização aprovada para o Lercaton é para a hipertensão essencial em adultos. As dosagens oficiais aprovadas são específicas para esta condição.


Q: Quais são as características das pessoas incluídas nos ensaios clínicos do Lercaton?

A: Os ensaios clínicos determinantes que fundamentaram a aprovação regulamentar do medicamento incluíram doentes adultos geralmente diagnosticados com hipertensão essencial ligeira a moderada. Os estudos de investigação também incluíram indivíduos com condições preexistentes, onde a segurança foi avaliada.


Q: O que deve um doente fazer se sentir sinais de uma reação alérgica ao Lercaton?

A: A hipersensibilidade, ou reações alérgicas, é listada como uma contraindicação nos documentos de segurança oficiais. O aviso de segurança para a hipersensibilidade exige que, caso surjam sinais de uma reação alérgica, a ação clínica necessária seja a interrupção imediata do medicamento e a procura de uma avaliação médica urgente.


Q: O Lercaton pode afetar os padrões de sono ou causar insónia?

A: Embora a insónia não esteja explicitamente listada como uma reação adversa, os documentos regulamentares reportam a sonolência (sonolência excessiva) como um possível efeito raro. Isto alinha-se com a precaução geral de que o medicamento pode influenciar a capacidade de conduzir devido à fadiga.


Q: Se eu me esquecer de uma dose de Lercaton, qual é a orientação geral?

A: O rótulo de administração refere que uma dose esquecida deve habitualmente ser ignorada. A dose seguinte deve ser tomada à hora habitual agendada e não é aconselhada a toma de uma dose dupla para compensar a dose esquecida.


Q: Quais são as fontes oficiais de informação sobre o Lercaton?

A: Informação oficial e abrangente é publicada pelas autoridades regulamentares nacionais. Isto inclui documentos como o Resumo das Características do Medicamento (RCM) na Europa e a Informação de Prescrição oficial encontrada em recursos regulamentares.


Q: Que ingredientes compõem o comprimido de Lercaton além do ativo?

A: Além da substância ativa lercanidipina, os comprimidos contêm ingredientes inativos, ou excipientes. Estes excipientes variam conforme o fabricante, mas os componentes comummente listados incluem substâncias como lactose monohidratada, celulose microcristalina e estearato de magnésio.


Q: O Lercaton pode ser esmagado ou partido se uma pessoa tiver dificuldade em engolir comprimidos?

A: A condição de administração descrita na rotulagem é que o comprimido deve ser engolido inteiro. Alguns comprimidos de dosagem mais elevada podem ter uma ranhura para ajudar caso o doente tenha dificuldade em engolir, mas esta linha nem sempre se destina a dividir o comprimido em doses iguais.


Q: O Lercaton pode ser utilizado por pessoas com alergias específicas, como intolerância à lactose?

A: Os comprimidos de Lercaton contêm lactose monohidratada. Os avisos oficiais especificam que a utilização deste medicamento é restrita em doentes que tenham condições hereditárias específicas relacionadas com a intolerância à lactose ou galactose.

Como Lercaton deve ser armazenado e descartado?

Os comprimidos de Lercaton devem ser conservados sob condições específicas para manter a estabilidade do produto, conforme documentado na rotulagem regulamentar. O medicamento deve ser conservado à temperatura ambiente, habitualmente abaixo de 25 C (ou 30 C, dependendo da licença), e não deve ser refrigerado ou congelado. Os comprimidos são sensíveis a fatores ambientais e devem ser guardados na embalagem original para garantir a proteção contra a luz e a humidade.

Regras de Eliminação e Segurança

Classificação Requisito
Limite de Temperatura Conservar abaixo de 25 C ou 30 C
Proteção Ambiental Proteger da luz e da humidade
Segurança Infantil Manter fora da vista e do alcance das crianças
Instruções de Eliminação Eliminar o produto não utilizado de acordo com os regulamentos locais; não deitar no lixo doméstico ou em águas residuais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Lercaton encontrado em:

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