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Lepigine

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Lepigine

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Lepigine

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância Ativa Lamotrigina (DCI)
Forma Farmacêutica Comprimidos orais (Libertação imediata, mastigáveis/dispersíveis, libertação prolongada), suspensão oral
Classe Farmacoterapêutica Antiepiléptico, Estabilizador do humor
Utilização Comum Estabilidade neurológica e controlo de crises convulsivas
Origem Sintética (derivado da feniltriazina)

Que tipo de medicamento é o Lepigine e qual a sua composição?

O Lepigine é um produto farmacêutico sujeito a receita médica definido como um antiepiléptico, que contém a substância química ativa lamotrigina. Do ponto de vista químico, este composto é categorizado como um derivado da feniltriazina sintética.

Este produto de substância ativa única é classificado como uma pequena molécula e atua simultaneamente como anticonvulsivante e estabilizador do humor. Esta dupla aplicação é clinicamente reconhecida pela sua eficácia na estabilização do humor, particularmente na prevenção de episódios depressivos em adultos com doença bipolar. A lamotrigina integra a Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde desde 2017, o que confirma a sua importância reconhecida na saúde pública global.

Formas de apresentação do Lepigine e a sua ação principal

O Lepigine foi concebido para administração por via oral e é fornecido em diversas formas farmacêuticas para se adaptar às necessidades dos doentes, incluindo comprimidos mastigáveis dispersíveis e comprimidos de libertação prolongada (XR). A disponibilidade de comprimidos de libertação prolongada é um fator distintivo, pois estes são projetados para libertar a substância ativa durante um período prolongado, ajudando a manter concentrações sanguíneas estáveis ao longo do dia.

O benefício terapêutico geral deste medicamento baseia-se na sua capacidade de limitar a propagação rápida e descontrolada de sinais elétricos anómalos, que estão na origem de certas condições neurológicas. Ao regular a excitabilidade das células nervosas, a lamotrigina promove uma estabilidade neurológica contínua. Observa-se que o fármaco acalma os nervos hiperativos no corpo, confirmando que a sua função consiste em suprimir a atividade elétrica excessiva. Esta ação fundamental proporciona um meio sistemático para obter estabilidade e controlo a longo prazo.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Lepigine?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança do Lepigine (Lamotrigina) encontra-se classificado com base na frequência e nos sistemas fisiológicos afetados. As reações adversas estão agrupadas em categorias como Muito Frequentes, Frequentes e Raras.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Os efeitos documentados com maior frequência, classificados como Muito Frequentes, incluem cefaleias (dores de cabeça) e fadiga. Os efeitos classificados como Frequentes envolvem frequentemente o sistema nervoso e o trato gastrointestinal, tais como tonturas, sonolência, náuseas, vómitos e erupção cutânea.

Reações Adversas Graves e Padrões Críticos de Segurança

Existe o potencial para eventos sistémicos graves, embora raros. Estes incluem reações dermatológicas graves com risco de vida, como a Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e a Necrólise Epidérmica Tóxica (NET), bem como a Reação a Fármaco com Eosinofilia e Sintomas Sistémicos (DRESS), uma reação de hipersensibilidade grave. Estão também documentadas certas discrasias sanguíneas, como a agranulocitose.

As informações de segurança observam um padrão temporal: o risco de reações cutâneas graves é superior no início do tratamento ou durante um escalonamento rápido da dose. O medicamento está também sujeito ao aviso da classe dos antiepilépticos relativo ao risco de ideação e comportamento suicida.

Considerações de Segurança para Populações Específicas

Existem diretrizes de segurança específicas para determinados grupos de doentes. O risco de erupção cutânea grave é superior em doentes pediátricos em comparação com adultos. Recomenda-se precaução em doentes com insuficiência hepática moderada a grave, devido a potenciais alterações na eliminação do fármaco, e naqueles com insuficiência renal grave, devido à acumulação de metabolitos. O fármaco é contraindicado em indivíduos com hipersensibilidade conhecida à lamotrigina.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Guia de Sobredosagem: Manifestações e Quando Procurar Ajuda

Esta secção descreve as manifestações oficialmente documentadas e as ações de emergência necessárias em caso de sobredosagem de Lepigine (Lamotrigina), conforme estabelecido em fontes regulamentares e monografias internacionais.


Âmbito da Sobredosagem

Categoria Documentação Oficial
Manifestações Documentadas Depressão do SNC (sonolência, estupor, coma), Crises convulsivas (status epilepticus), Anomalias de coordenação/movimento (ataxia, nistagmo, hiperreflexia, movimentos involuntários).
Sistemas Fisiológicos Afetados Sistema Nervoso Central (SNC) e Sistema Cardiovascular (ritmo cardíaco e condução).
Diretrizes de Resposta de Emergência A hospitalização está indicada para gestão clínica e observação.
Reconhecimento de Urgência É necessária assistência médica urgente perante a suspeita de uma sobredosagem, devido ao potencial de eventos fatais, tais como coma, status epilepticus e anomalias do ritmo e da condução cardíaca.

Classificações de Gravidade (Nível Elevado)

Categoria Documentação Oficial
Classificação de Gravidade A sobredosagem tem sido associada a casos fatais e a colapso cardiovascular, o que sinaliza o potencial de toxicidade com risco de vida.
Existência de Antídoto Não se conhece nenhum antídoto específico para a Lamotrigina.

Estrutura da Resposta em Caso de Sobredosagem

As informações oficiais sobre sobredosagem indicam que os desfechos graves incluem a ocorrência de crises convulsivas e anomalias do ritmo e da condução cardíaca que colocam a vida em risco. A gestão clínica está limitada a cuidados de suporte geral e procedimentos específicos, tais como a manutenção das vias respiratórias e a monitorização cardíaca contínua.

O perfil de sobredosagem enfatiza os riscos graves e potencialmente fatais para o sistema nervoso central e o sistema cardiovascular. Este perfil estabelece a necessidade de procurar ajuda médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem para garantir observação contínua e gestão de suporte, dada a ausência de um antídoto farmacológico específico.

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Usos terapêuticos de Lepigine

O Lepigine, que contém lamotrigina, pode integrar a gestão sintomática e auxiliar na manutenção da estabilidade funcional nos domínios neurológico e afetivo em doentes que lidam com condições episódicas crónicas. O fármaco é habitualmente utilizado em dois domínios terapêuticos distintos.

No que concerne ao controlo de crises, o medicamento é considerado relevante para a gestão de conjuntos de sintomas associados a vários tipos de crises, incluindo crises de início parcial, crises tónico-clónicas generalizadas primárias e crises generalizadas da síndrome de Lennox-Gastaut. Para a estabilização do humor a longo prazo, é indicado para a gestão de episódios depressivos recorrentes em adultos com doença bipolar tipo I.

Este medicamento pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional e contribuir para aliviar a carga sintomática global associada a estas patologias crónicas. Utilizado em áreas terapêuticas que envolvem respostas exacerbadas, o fármaco desempenha um papel na gestão de sintomas que interferem com o conforto diário e pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional em vez de tratar apenas crises agudas. Esta ação apoia o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.


Facto Rápido: Foco Terapêutico nos Domínios Neurológico e Afetivo


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Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Lepigine — Informação Oficial

O perfil de elegibilidade para o Lepigine (Lamotrigina) é rigorosamente definido por documentos regulamentares, que estabelecem limitações e exclusões baseadas em grupos populacionais.

Categoria Declaração Oficial
Populações para as quais o uso é contraindicado Indivíduos com uma hipersensibilidade conhecida à substância ativa (lamotrigina) ou a qualquer componente da formulação.
Elegibilidade por Idade Aprovado para doentes com idade ge 2 anos como terapia adjuvante para certos tipos de crises (ex.: síndrome de Lennox-Gastaut). O uso não está estabelecido ou não é recomendado para crianças com menos de 2 anos de idade. O tratamento de manutenção na Perturbação Bipolar tipo I está aprovado para adultos com idade ge 18 anos.
Elegibilidade por Condição Clínica Doentes com insuficiência hepática moderada ou grave requerem ajustes posológicos obrigatórios, conforme documentado na informação oficial de prescrição. Doses de manutenção reduzidas podem ser eficazes em doentes com insuficiência renal significativa.
Estado Fisiológico Durante a gravidez, é necessária monitorização, uma vez que os dados não indicaram um aumento do risco de malformações congénitas graves com a monoterapia. O fármaco está presente no leite materno, o que exige uma avaliação do risco-benefício e a monitorização do lactente.
Restrições de Elegibilidade Recomenda-se precaução em doentes com distúrbios cardíacos subjacentes ou arritmias, devendo o benefício ser cuidadosamente ponderado face aos potenciais riscos para a função cardíaca.

Classificações de elegibilidade (nível geral):

  • Classificação de gravidade da elegibilidade: Contraindicação Absoluta (Hipersensibilidade); Uso Condicional/Ajuste Posológico Obrigatório (Insuficiência Hepática ou Renal); Uso Não Estabelecido ou Não Recomendado (Grupos Etários Pediátricos ou Indicações Específicas).

Ligação ao perfil global de elegibilidade:

Os documentos oficiais estabelecem a elegibilidade ao impor uma contraindicação absoluta baseada na hipersensibilidade conhecida ao fármaco. O uso é especificamente limitado a grupos etários e indicações aprovadas, não estando o uso estabelecido em certas populações pediátricas. A elegibilidade é tornada condicional à função de órgãos vitais, exigindo regras de modificação de dose formalmente documentadas para doentes com insuficiência hepática.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Lepigine (Lamotrigina) está sujeito a interações farmacocinéticas que alteram significativamente as suas concentrações no plasma. Estas variações ocorrem principalmente através de alterações na eliminação hepática via glucuronidação. Certas combinações de fármacos são classificadas como sendo de alto risco ou não recomendadas devido a estes efeitos.


Declarações Oficiais sobre Interações

Substância Interativa Resultado Oficial
Valproato (Ácido Valproico) Diminui a eliminação do Lepigine, aumentando a sua concentração em mais do dobro.
Carbamazepina, Fenitoína, Rifampicina Aumentam a eliminação do Lepigine, resultando numa diminuição da sua concentração em cerca de 40%–50%.
Contraceptivos Orais com Estrogénio Aumentam a eliminação metabólica, diminuindo as concentrações de Lepigine em média 50%.
Lopinavir/Ritonavir Diminuem a exposição (AUC) ao Lepigine em aproximadamente 50%.
Dofetilida A coadministração não é recomendada devido ao potencial aumento das concentrações plasmáticas de dofetilida e ao risco acrescido de arritmias cardíacas graves.
Depressores do SNC (Classe Geral) O uso concomitante pode resultar numa depressão aditiva do sistema nervoso central.

Restrições Relacionadas com Interações

As principais restrições envolvem a gestão destas alterações na farmacocinética do medicamento. Durante o intervalo livre de hormonas dos contraceptivos orais que contêm estrogénio, os níveis de Lepigine podem registar um aumento rápido. A coadministração com substratos do Transportador de Catiões Orgânicos 2 (OCT2) que possuam um índice terapêutico estreito é também oficialmente desaconselhada. Estas restrições documentadas e as respetivas variações de concentração definem o perfil de interação do produto.

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Mecanismo de ação

Estabilização Seletiva da Atividade Neuronal Excessiva

O Lepigine atua principalmente através da interação e do bloqueio dos canais de sódio dependentes da voltagem (Na^+ VGSCs), os guardiões moleculares essenciais para a propagação de sinais elétricos no cérebro. O fármaco exerce uma inibição dependente da utilização, o que significa que visa e estabiliza preferencialmente as membranas celulares dos neurónios que já se encontram a disparar a ritmos excessivos e rápidos. Este mecanismo limita a capacidade das células nervosas de conduzir e transmitir atividade elétrica de alta frequência de forma sustentada.

Modulação da Neurotransmissão Excitatória

A estabilização do terminal nervoso pré-sináptico conduz a um efeito em cascata crucial: a inibição da libertação excessiva de glutamato, o neurotransmissor excitatório mais proeminente no cérebro. Ao reduzir este fluxo excitatório, o medicamento abranda o ciclo de feedback positivo que perpetua a hiperexcitabilidade neuronal, auxiliando na interrupção da sobrestimulação contínua.

Regulação Fisiológica Sistémica

As ações moleculares combinadas do bloqueio dos canais e da redução da sinalização excitatória resultam numa consequência fisiológica sistémica: a restauração de um estado mais equilibrado entre a excitação e a inibição nas vias do sistema nervoso central. Este mecanismo modula processos hiperativos ou desregulados, resultando num estado fisiológico sistémico caracterizado pela redução da hiperexcitabilidade neuronal.

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Informações sobre dosagem e administração

Como o Lepigine é Utilizado: Diretrizes Oficiais de Administração

A utilização do Lepigine (Lamotrigina) é definida por um protocolo de administração lento e estruturado, que depende estritamente do regime medicamentoso global do doente. O medicamento está aprovado exclusivamente para administração por via oral.

Âmbito da Administração e Princípios de Dosagem

Característica Diretriz Oficial
Via e Alimentos Via oral; pode ser tomado com ou sem alimentos.
Esquema Posológico O tratamento inicia-se com uma fase de escalonamento lento (titulação) ao longo de, pelo menos, quatro a sete semanas, de modo a minimizar efeitos adversos antes de atingir a dose de manutenção.
Intervalo de Manutenção A manutenção típica em adultos varia entre 100 mg/dia e 400 mg/dia, dependendo da indicação e da toma simultânea de outros medicamentos que induzam ou inibam enzimas.
Frequência Administrado uma vez por dia (forma de Libertação Prolongada) ou em uma a duas doses divididas por dia (forma de Libertação Imediata).

Restrições Específicas da Forma Farmacêutica e Procedimentos

A forma farmacêutica dita requisitos de manuseamento específicos. Os comprimidos de Libertação Prolongada (XR) devem ser engolidos inteiros e não podem ser esmagados, mastigados ou divididos. Inversamente, os comprimidos dispersíveis podem ser mastigados ou dissolvidos num pequeno volume de líquido para ingestão.

Os ajustes em populações especiais são um passo procedimental obrigatório; por exemplo, são necessárias reduções na dose para doentes com insuficiência hepática moderada a grave. Além disso, o tratamento não deve ser interrompido subitamente; as diretrizes oficiais exigem uma redução faseada da dose (desmame) durante um período mínimo de duas semanas ao cessar a terapia. O esquema de progressão lenta é facilitado pelo uso de Kits de Iniciação, que organizam as doses para as semanas iniciais.

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Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos para o Lepigine

Evidência para o Controlo de Crises na Epilepsia

A evidência fundamental para o Lepigine na epilepsia baseia-se em ensaios clínicos aleatorizados, duplo-cegos e controlados por placebo utilizados em investigação que explorou os resultados quando o fármaco em estudo era adicionado ao tratamento existente (terapia adjuvante). Estes estudos monitorizaram a variação percentual mediana na frequência mensal de crises em adultos e crianças (com idade igual ou superior a 2 anos) para tipos específicos de crises, incluindo crises de início parcial e crises generalizadas da síndrome de Lennox-Gastaut. Os estudos reportaram medições em que a alteração na frequência das crises seguiu um padrão que se observou ser diferente entre os grupos que receberam o fármaco em estudo e os grupos placebo durante curtos períodos de observação (8 a 24 semanas).

Evidência para a Estabilização do Humor na Perturbação Bipolar tipo I

A base de evidência para o Lepigine foca-se distintamente no tratamento de manutenção, em vez do tratamento imediato de episódios agudos. Os investigadores realizaram ensaios clínicos aleatorizados de longa duração, controlados por placebo, envolvendo adultos com Perturbação Bipolar tipo I, monitorizando doentes que se encontravam num período de estabilidade relativa após um episódio de humor anterior. O principal desfecho avaliado foi o tempo até à ocorrência de um novo episódio de humor. As conclusões descrevem padrões associados ao atraso no tempo para a recorrência da depressão.

Áreas de Incerteza na Investigação e Limitações dos Estudos

Uma limitação fundamental é o facto de o Lepigine ter sido estudado principalmente como tratamento adjuvante para muitas indicações de crises, explorando o seu uso quando combinado com outros fármacos antiepilépticos existentes. Como resultado, existe uma carência de evidência comparativa em monoterapia. Os resultados relativos ao tratamento agudo da mania ou da depressão não são apoiados de forma consistente nos vários ensaios; as conclusões foram mistas e a evidência parece mais focada na investigação de profilaxia (prevenção). Além disso, os desfechos a longo prazo relativos à manutenção das alterações observadas na frequência das crises e na progressão da doença para além de um ano não estão bem caracterizados por evidência controlada.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Questões frequentes sobre o Lepigine (FAQ)


P: O Lepigine é considerado um medicamento de utilização a longo ou a curto prazo?

A evidência oficial para a Perturbação Bipolar tipo I foca-se no tratamento de manutenção, o qual envolve geralmente uma utilização prolongada. No controlo de crises convulsivas, embora a evidência fundamental derive de ensaios de curta duração, o fármaco é também frequentemente utilizado como um tratamento de longo prazo para ajudar a gerir a condição neurológica subjacente.


P: Com que rapidez devo esperar que o Lepigine comece a atuar?

A informação oficial refere que o tratamento se inicia com um aumento gradual da dose (titulação) ao longo de várias semanas. Esta abordagem progressiva é adotada num esforço para reduzir o risco potencial de uma erupção cutânea grave. Por conseguinte, o início do efeito terapêutico pleno está frequentemente ligado ao tempo necessário para atingir a dose de manutenção prescrita.


P: É comum sentir cansaço ao tomar Lepigine?

De acordo com a informação oficial do produto, estão documentados frequentemente certos efeitos no sistema nervoso central. As cefaleias (dores de cabeça) e a fadiga são classificadas como reações muito comuns, e a sonolência está listada como uma reação comum em adultos e crianças.


P: O Lepigine é seguro para quem tem problemas renais?

Os documentos oficiais descrevem a utilização do medicamento em indivíduos com compromisso da função renal. Doses de manutenção reduzidas podem ser eficazes para doentes que apresentem insuficiência renal significativa.


P: O Lepigine é seguro para quem tem problemas hepáticos?

Os documentos oficiais indicam que os ajustes posológicos são um passo procedimental obrigatório para doentes com insuficiência hepática (fígado) moderada ou grave.


P: É necessário realizar análises ao sangue regularmente enquanto tomo Lepigine?

A informação oficial aconselha a monitorização de sinais de discrásias sanguíneas (distúrbios dos componentes do sangue) e de efeitos sistémicos. Os testes laboratoriais são frequentemente utilizados como parte do processo de monitorização.


P: O que devo fazer se notar uma alteração no meu humor ou comportamento enquanto tomo Lepigine?

O medicamento contém um aviso relativo ao risco potencial de comportamento e ideação suicida. Os doentes e cuidadores devem estar vigilantes quanto a quaisquer alterações de humor ou de comportamento. A orientação oficial é que qualquer alteração deste tipo deve ser discutida prontamente com um profissional de saúde.


P: Existem riscos de saúde a longo prazo associados à toma de Lepigine?

A documentação oficial descreve o potencial para eventos graves e raros, tais como erupções cutâneas que colocam a vida em risco e Hipersensibilidade Multiorgânica (DRESS). A investigação nota que os resultados a longo prazo em estudos controlados que se estendem para além de um ano não estão totalmente caracterizados.


P: O Lepigine é conhecido por causar aumento ou perda de peso?

A informação sobre alterações de peso está disponível através dos dados de ensaios clínicos. Nos adultos que tomam o fármaco para a epilepsia, 5% registaram perda de peso. Nos adultos que o tomam para a Perturbação Bipolar tipo I, entre 1% e 5% registaram aumento de peso.


P: O Lepigine afetará a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

A informação oficial indica que o medicamento tem o potencial de afetar a coordenação, o tempo de reação ou o discernimento. Os doentes são aconselhados a não conduzir nem utilizar máquinas até saberem de que forma o fármaco os afeta.


P: O Lepigine pode ser prescrito a crianças ou adolescentes?

Os documentos oficiais definem a elegibilidade por idade para o medicamento. O Lepigine está aprovado para doentes a partir dos 2 anos de idade para certos tipos de crises convulsivas. No entanto, o tratamento de manutenção para a Perturbação Bipolar tipo I está aprovado apenas para adultos com idade igual ou superior a 18 anos.


P: O que acontece se eu me esquecer de uma dose de Lepigine?

As instruções oficiais para doses esquecidas constam da rotulagem do produto. Geralmente, recomenda-se a toma da dose esquecida assim que se lembrar, a menos que o tempo para a dose seguinte seja demasiado curto. Está especificamente indicado que não se deve tomar duas doses ao mesmo tempo.


P: É normal ter sonhos vívidos ou dores de cabeça com o Lepigine?

A documentação oficial nota que a cefaleia (dor de cabeça) está classificada como uma reação adversa Muito Comum. Os sonhos vívidos não estão listados explicitamente entre os efeitos secundários documentados com maior frequência na informação oficial.


P: Porque é que algumas pessoas referem sentir uma sensação de "névoa mental" com o Lepigine?

Os documentos oficiais listam efeitos no sistema nervoso central, incluindo sonolência e tonturas, como reações adversas comuns. Estes efeitos podem estar relacionados com relatos de alterações cognitivas por parte dos utilizadores.


P: Quais são os sinais de que o Lepigine pode não estar a funcionar?

A eficácia é medida principalmente pelo controlo da condição subjacente. A reavaliação do tratamento é considerada se houver um agravamento da condição do doente ou o aparecimento ou agravamento de reações adversas.


P: Quanto tempo dura normalmente o efeito de uma única dose de Lepigine?

A duração do efeito está ligada à forma do medicamento. O fármaco está disponível numa forma de Libertação Imediata (IR) e numa forma de Libertação Prolongada (XR). A forma XR foi concebida para uma toma única diária, de modo a manter concentrações mais estáveis ao longo de 24 horas.


P: Existe risco de dependência ou de abstinência com o Lepigine?

As diretrizes oficiais indicam que a terapia não deve ser interrompida subitamente. Ao descontinuar o medicamento, recomenda-se uma redução gradual da dose (desmame) ao longo de, pelo menos, duas semanas, para ajudar a reduzir o risco de potenciais crises convulsivas por abstinência.


P: Existem restrições alimentares específicas ao tomar Lepigine?

A documentação oficial declara explicitamente que o medicamento pode ser tomado com ou sem alimentos.

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Como Lepigine deve ser armazenado e descartado?

O armazenamento e a eliminação do Lepigine (lamotrigina) devem cumprir rigorosamente os requisitos oficiais para garantir a qualidade do produto e a segurança pública.

Condições Oficiais de Armazenamento

Os comprimidos de Lepigine devem ser conservados a uma Temperatura Ambiente Controlada, definida entre os 20°C e os 25°C. As diretrizes permitem variações de temperatura entre os 15°C e os 30°C. Este ambiente controlado é necessário para manter a estabilidade do medicamento e o seu prazo de validade estabelecido. Um requisito de segurança obrigatório é manter o produto fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

O Lepigine não utilizado ou com o prazo de validade expirado não deve ser eliminado no lixo doméstico nem nos esgotos. A eliminação é regulada ambientalmente e exige a devolução do produto a um farmacêutico ou a entrega num ponto de recolha de medicamentos reconhecido. Estes procedimentos asseguram que o fármaco é processado através dos canais de resíduos farmacêuticos adequados.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Lepigine encontrado em:

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