Lefos

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Lefos

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Levofloxacina
Formas Comprimido, solução para perfusão, solução oftálmica
Classe farmacológica Antibiótico Fluoroquinolona (Terceira Geração)
Utilização comum Eliminação de infeções bacterianas sistémicas
Origem Sintética (isómero L da Ofloxacina)

Que Tipo de Medicamento é a Levofloxacina? (Definição, Origem e Classe)

O Lefos é um medicamento sujeito a receita médica que contém a substância ativa levofloxacina, um composto antibiótico sintético. Está classificado como uma fluoroquinolona de terceira geração, uma classe de medicamentos clinicamente reconhecida pela sua ação direcionada contra vários agentes patogénicos bacterianos. A levofloxacina é estruturalmente única, sendo o isómero L (enantiómero S) purificado e biologicamente ativo do antigo composto racémico ofloxacina. Esta configuração química precisa oferece uma ferramenta farmacológica mais focada para o controlo microbiano, demonstrando uma atividade seletiva reforçada.

Composição, Formas e Objetivo Geral

Este medicamento é uma preparação de substância única, disponível tanto para administração sistémica como tópica. As suas principais formas farmacêuticas incluem o comprimido para administração oral sistémica, uma solução para perfusão intravenosa para uma entrega rápida, e uma solução oftálmica para utilização direcionada. O objetivo geral da levofloxacina é eliminar rapidamente infeções bacterianas através da sua ação bactericida. Este efeito direcionado é essencial para erradicar a fonte microbiana da doença, ajudando o organismo a recuperar da proliferação bacteriana sistémica ao interromper os processos vitais de replicação e reparação do ADN microbiano.

Quais efeitos secundários são possíveis com Lefos?

Possíveis Efeitos Secundários e Informação de Segurança

Os documentos regulamentares oficiais classificam os potenciais efeitos da levofloxacina em múltiplos sistemas fisiológicos, utilizando categorias de frequência padrão para organizar os riscos. As principais reações adversas são agrupadas em Classes de Sistemas de Órgãos (SOC), que incluem Afeções Musculoesqueléticas e dos Tecidos Conjuntivos, Afeções do Sistema Nervoso, Afeções Gastrointestinais e Afeções Cardíacas.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

Classificação Exemplos de Reações Adversas Documentadas
Frequentes Náuseas, diarreia, cefaleias (dores de cabeça), insónia, tonturas
Pouco Frequentes Vómitos, dor abdominal, ansiedade, erupção cutânea, prurido (comichão)
Raras Tendinite, convulsões, reações psicóticas, prolongamento do intervalo QT

Reações Adversas Graves e Condicionalismos de Segurança

Este medicamento está associado a uma distinção regulamentar, extensível a toda a sua classe farmacológica, para reações adversas graves e potencialmente incapacitantes, que podem ser duradouras ou irreversíveis. Estas incluem a rutura de tendão (mais habitualmente no tendão de Aquiles), neuropatia periférica (lesão nos nervos) e efeitos graves no Sistema Nervoso Central (SNC) (por exemplo, convulsões ou psicose).

Outros riscos graves documentados em materiais regulamentares incluem o aneurisma e dissecação da aorta, hepatotoxicidade grave (lesão hepática) e hipoglicémia (nível baixo de açúcar no sangue), que pode ser severa.

Os condicionalismos de segurança exigem precaução particular em certas populações. Os adultos mais velhos podem enfrentar um risco superior de afeções nos tendões e problemas na aorta. Doentes com compromisso renal devem ter um ajuste na dose para prevenir a acumulação do fármaco. Além disso, o risco de lesão nos tendões aumenta quando o medicamento é utilizado concomitantemente com corticosteroides.

Os padrões de segurança temporais indicam que certos efeitos graves, como a tendinite, podem manifestar-se rapidamente, no prazo de 48 horas após o início do tratamento, ou podem ser reportados meses após a sua descontinuação.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A documentação regulamentar oficial descreve manifestações específicas resultantes de uma sobredosagem aguda de levofloxacina, detalhando as ações de emergência necessárias.

Manifestações Clínicas Documentadas

Uma sobredosagem aguda pode caracterizar-se por efeitos no Sistema Nervoso Central (SNC), que incluem confusão, tonturas, tremores e crises convulsivas (ou estado de mal epiléptico). Sintomas gastrointestinais, como náuseas, também se encontram documentados. Um risco fisiológico grave é o prolongamento do intervalo QT, uma perturbação elétrica cardíaca severa que pode potencialmente levar a arritmias potencialmente fatais, como a Torsade de Pointes. A informação do medicamento confirma que não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem por levofloxacina.

Ações de Emergência Necessárias

Qualquer suspeita de sobredosagem exige que o doente procure assistência médica imediata. Caso ocorram crises convulsivas, a administração do fármaco deve ser imediatamente interrompida. A gestão da sobredosagem é sintomática e de suporte. Devido ao risco cardíaco, é necessária a monitorização por ECG (eletrocardiograma) e o doente deve permanecer sob observação próxima. Procedimentos para reduzir a absorção do fármaco, como a lavagem gástrica ou a administração de carvão ativado, podem ser considerados; no entanto, as fontes oficiais afirmam que a hemodiálise ou a diálise peritoneal não são eficazes na remoção do fármaco.

Usos terapêuticos de Lefos

A levofloxacina é habitualmente utilizada para o tratamento de uma vasta gama de infeções bacterianas. A sua utilização é relevante quando estão presentes sintomas que causam um desgaste fisiológico percetível, em condições caracterizadas por períodos de intensificação de sintomas em diversos domínios terapêuticos fundamentais.

O Lefos pode fazer parte da gestão sintomática de patologias que envolvem as vias respiratórias inferiores, tais como a pneumonia e as exacerbações bacterianas agudas da bronquite crónica, infeções complicadas do trato urinário (incluindo a pielonefrite), prostatite bacteriana crónica e certas infeções da pele e dos tecidos moles. Nestes cenários, o medicamento é aplicado em áreas onde é necessário um suporte sintomático adicional. É considerado relevante para aliviar sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico, como a febre alta, e sintomas que interferem com o funcionamento diário, como a tosse severa ou a dor ao urinar.

“É comummente utilizado em patologias que se apresentam com episódios agudos, podendo auxiliar a lidar de forma mais estável com as flutuações dos sintomas.”


Facto Rápido: Suporte em Manifestações Sintomáticas Agudas

Propriedade Descrição
Foco Terapêutico Gestão sintomática em condições bacterianas
Domínios Principais Respiratório, Urogenital, Tecidos Moles, Ocular
Benefício para o Doente Contribui para a melhoria do conforto durante as fases sintomáticas
Sintomas-Alvo Febre, tosse, dor ao urinar, inflamação localizada

Critérios de utilização e restrições

O Lefos (levofloxacina) possui regras de elegibilidade oficiais rigorosas que determinam quem pode e quem não pode utilizar o medicamento, baseando-se na documentação regulamentar das autoridades competentes.

Populações para as quais o uso é contraindicado

A utilização de Lefos é formalmente proibida nos seguintes grupos:

Doentes com antecedentes de hipersensibilidade à levofloxacina, a outras quinolonas ou a qualquer um dos excipientes do medicamento. Doentes com historial de afeções tendinosas relacionadas com a administração anterior de fluoroquinolonas. Crianças e adolescentes em fase de crescimento (habitualmente com idade inferior a 18 anos), devido a preocupações com o desenvolvimento esquelético. Mulheres grávidas ou a amamentar. Doentes com diagnóstico de epilepsia.

Uso condicional e populações especiais

Os adultos (com 18 ou mais anos) são a principal população elegível. No entanto, a elegibilidade torna-se condicional para determinados grupos:

No caso da Insuficiência Renal, doentes com função renal reduzida (depuração da creatinina inferior a 50 mL/min) requerem obrigatoriamente um ajuste posológico, conforme especificado nas informações oficiais do produto. Relativamente ao Uso Pediátrico, em contextos específicos (como nos EUA), a utilização em crianças a partir dos 6 meses de idade está estritamente limitada a condições fatais muito específicas, como o Antraz (Carbúnculo) por inalação e a Peste. Em Condições de Alto Risco, o uso deve ser evitado ou aplicado com extrema precaução em doentes com historial de Miastenia Gravis ou que apresentem fatores de risco para o prolongamento do intervalo QT.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil de interação da levofloxacina (Lefos) é definido por alterações farmacocinéticas, que afetam os níveis do fármaco no organismo, e por alterações farmacodinâmicas, que modificam os seus efeitos no corpo. O condicionalismo mais crítico envolve produtos que contêm catiões multivalentes, tais como antiácidos, sais de ferro, suplementos de zinco e o sucralfato. A coadministração com estes produtos diminui significativamente a absorção da levofloxacina oral devido a um efeito de quelação. A documentação regulamentar exige que a administração oral de levofloxacina seja separada destes produtos por um intervalo de, pelo menos, 2 horas antes ou 2 horas após a sua toma.

Interações Farmacodinâmicas e de Depuração

Produto com Potencial de Interação Resultado Documentado Oficialmente Classificação
Fármacos que prolongam o intervalo QT (ex: Antiarrítmicos Classe IA/III) Necessidade de evitar a combinação devido ao risco aditivo de prolongamento do intervalo QT e eventos cardíacos. Risco Farmacodinâmico
Varfarina (Antagonista da Vitamina K) Documentado um aumento do efeito anticoagulante, necessitando de monitorização dos testes de coagulação (PT/INR). Modificação da Exposição
Probenecida ou Cimetidina Diminuição da depuração renal da levofloxacina. Competição de Transportadores
AINEs ou Teofilina Risco de diminuição do limiar convulsivo cerebral. Risco Farmacodinâmico

Está documentado que a levofloxacina não apresenta interações clinicamente relevantes com alimentos. É oficialmente assinalado que os doentes idosos são mais suscetíveis ao risco de prolongamento do intervalo QT quando utilizam concomitantemente medicamentos que também prolonguem este intervalo.

Mecanismo de ação

O Lefos (levofloxacina) é um composto sintético da classe das fluoroquinolonas que funciona como um agente bactericida dependente da concentração. O seu mecanismo baseia-se na inibição de enzimas bacterianas essenciais para a manutenção do ADN. O Lefos atua como um veneno enzimático, visando duas topoisomerases fundamentais: a DNA girase (topoisomerase II) e a topoisomerase IV. O composto fixa-se ao complexo enzima-ADN, formando uma estrutura ternária estabilizada.

A ligação à DNA girase impede a introdução de superenrolamentos negativos, necessários para a compactação e o desenrolamento do cromossoma bacteriano durante os processos celulares. Simultaneamente, a inibição da topoisomerase IV bloqueia o processo de decatenação — a separação física das moléculas de ADN filhas interligadas após a replicação. Este bloqueio enzimático duplo interrompe a replicação e a transcrição do ADN. A acumulação resultante de quebras irreversíveis na cadeia dupla do ADN desencadeia a resposta SOS da célula bacteriana, levando diretamente à morte rápida e catastrófica do organismo.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Lefos é Utilizado: Orientações Oficiais de Administração

O Lefos (levofloxacina) é utilizado de acordo com vias de administração e esquemas posológicos específicos, estabelecidos nas informações de prescrição regulamentares. O medicamento é disponibilizado em múltiplas formas para permitir a administração sistémica através de comprimidos orais ou de uma solução para perfusão intravenosa (IV), bem como através de uma solução oftálmica tópica para aplicação local.

Posologia Padrão e Frequência

A administração sistémica em adultos é geralmente doseada uma vez ao dia (QD). As doses padrão por via oral e IV variam tipicamente entre 500 mg e 750 mg, com a duração total de um ciclo de tratamento a situar-se habitualmente entre 3 e 14 dias, dependendo do tipo de infeção. Um padrão de utilização comum é a terapia sequencial, em que o tratamento pode começar com a perfusão IV, seguida de uma transição para comprimidos orais para completar o ciclo total definido.

Condições de Administração e Ajustes

Os comprimidos orais podem ser tomados com ou sem alimentos, uma vez que a absorção do medicamento não é significativamente afetada pelas refeições. A solução para perfusão IV deve ser administrada lentamente para cumprir os requisitos de segurança indicados; a dose de 500 mg requer um tempo de perfusão não inferior a 60 minutos.

Para doentes com função renal comprometida, a dose padrão ou a frequência de administração deve ser reduzida com base na depuração da creatinina medida, de modo a prevenir a acumulação do fármaco. Este ajuste posológico é uma parte obrigatória do protocolo de administração para estas populações.

Se ocorrer o esquecimento de uma dose, esta deve ser tomada assim que possível, a menos que a dose seguinte esteja prestes a ser administrada. Nesse caso, o utilizador deve simplesmente retomar a próxima dose programada e não deve tomar uma dose dupla.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Lefos

Os estudos que exploram a aplicação clínica do Lefos (levofloxacina) são geralmente de elevado nível e centram-se em resultados de curto prazo relacionados com a medição da erradicação de agentes patogénicos e padrões de sintomas. A investigação consiste principalmente em ensaios controlados e aleatorizados (ECA), estudos comparativos com outros agentes padrão e revisões sistemáticas, que auxiliam na compreensão dos padrões de utilização em tipos de infeção específicos.

Evidência para Uso em Infeções Respiratórias e Sistémicas

A investigação estudou a sua aplicação em condições que envolvem períodos de agravamento de sintomas pulmonares, tais como a pneumonia adquirida na comunidade (PAC) e as exacerbações bacterianas agudas de bronquite crónica (EBABC). A investigação examinou resultados relacionados com desequilíbrios sistémicos ou funcionais, como a resolução da febre e da tosse, e resultados que descrevem alterações episódicas ou agudas, especificamente a medição do agente patogénico bacteriano causador. Os estudos monitorizaram a evolução dos sintomas nas populações observadas, e as conclusões descrevem padrões verificados nos estudos onde as medidas clínicas de alteração de estado foram acompanhadas ao longo do intervalo de tratamento curto e definido.

Evidência para Uso em Infeções do Trato Urinário e Prostáticas

O Lefos foi avaliado em estudos focados em infeções complicadas do trato urinário (ITUc), pielonefrite aguda (PA) e prostatite bacteriana crónica (PBC). Os investigadores examinaram resultados associados a estados inflamatórios ou irritativos, como a micção dolorosa e a febre sistémica, bem como resultados que monitorizam o esforço fisiológico, especificamente a medição da erradicação do agente patogénico. Para a PBC, a investigação explorou a necessidade de uma duração de tratamento mais longa, com ensaios que observaram respostas tipicamente ao longo de intervalos de tempo definidos de 28 dias.

Limitações Principais e Áreas de Incerteza na Investigação

A limitação mais significativa é a documentação crescente da resistência bacteriana a esta classe de antibióticos a nível global. Este é um fator crucial no contexto da utilização por prescrição. Além disso, os dados para certos grupos permanecem insuficientes. Embora a investigação inclua populações adultas, as conclusões para subgrupos são incertas para comorbilidades específicas ou para crianças muito jovens. A qualidade global da evidência varia entre os estudos, e esta complexidade contribui para a prudência quanto ao âmbito de utilização.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Lefos (FAQ)

P: Por que motivo o Lefos tem um aviso de segurança de "caixa negra"?

De acordo com os documentos regulamentares oficiais, é exigido um Aviso de Advertência para destacar o risco de efeitos secundários graves e potencialmente irreversíveis. Estas reações podem incluir rutura de tendões, neuropatia periférica (lesões nos nervos) e certos efeitos no sistema nervoso central (SNC). O aviso abrange também o risco de agravamento da fraqueza muscular em doentes com miastenia gravis.


P: Os doentes idosos podem utilizar o Lefos com segurança?

A informação oficial de segurança indica que os adultos mais velhos apresentam um risco superior de sofrer certas reações adversas graves, especificamente afeções tendinosas e problemas aórticos. Além disso, recomenda-se precaução relativamente a potenciais efeitos no ritmo cardíaco quando existem outros fatores de risco associados. Esta informação é fundamental para os médicos ao avaliarem a adequação do medicamento.


P: Qual é o risco de ter um efeito secundário grave com o Lefos?

As comunicações regulamentares sobre esta classe de antibióticos estimam a frequência de reações adversas graves, incapacitantes, duradouras ou potencialmente irreversíveis (envolvendo tendões, nervos ou saúde mental). A frequência estimada é reduzida (observada em pelo menos 1 a 10 pessoas em cada 10.000 que utilizam o medicamento), mas o impacto potencial é sério.


P: Por que é importante seguir o horário de administração recomendado para o Lefos?

A adesão rigorosa ao horário de administração é importante porque o Lefos atua de uma forma dependente da concentração. Isto significa que deve ser mantida uma concentração específica do fármaco no organismo para eliminar eficazmente as bactérias visadas. Seguir o esquema ajuda a garantir a eficácia e previne o desenvolvimento de resistências aos antibióticos.


P: O Lefos é utilizado para algo além da sua indicação principal aprovada?

A secção oficial de Indicações de Uso lista várias infeções que o Lefos está aprovado para tratar. Estas incluem tipos específicos de pneumonia, infeções da pele, infeções complicadas do trato urinário e prostatite bacteriana crónica. Em certas regiões, possui também aprovação para uso limitado no tratamento de infeções específicas relacionadas com bioterrorismo, como o antraz.


P: O Lefos é considerado um medicamento forte ou potente?

As classificações médicas oficiais descrevem a levofloxacina como um antibiótico fluoroquinolona sintético de terceira geração. É um agente bactericida, o que significa que elimina as bactérias suscetíveis ao interferir com processos essenciais, como a replicação e reparação do ADN.


P: É normal sentir uma alteração nos níveis de energia ao iniciar o Lefos?

Embora uma alteração geral na energia não esteja explicitamente listada, os dados oficiais de reações adversas incluem efeitos comuns no sistema nervoso central. Estes efeitos reportados frequentemente incluem insónia (dificuldade em dormir) e tonturas, que podem potencialmente contribuir para sensações de fadiga ou alteração dos níveis de energia.


P: Os efeitos secundários do Lefos costumam desaparecer com o tempo?

Muitos efeitos secundários comuns e ligeiros, como náuseas ou dores de cabeça, resolvem-se habitualmente após o término do tratamento. No entanto, os avisos de segurança regulamentares sublinham que certos efeitos graves — incluindo lesões nos nervos ou problemas nos tendões — têm o potencial de ser incapacitantes, duradouros ou mesmo irreversíveis.


P: O Lefos pode afetar a minha pressão arterial?

No caso da formulação intravenosa (IV), as instruções oficiais de administração exigem que a perfusão seja administrada lentamente para evitar o risco de hipotensão (pressão arterial baixa). Alterações na pressão arterial não constam como uma reação adversa comum para a forma de comprimido oral.


P: Posso conduzir ou operar máquinas após tomar Lefos?

A informação oficial de segurança refere que o Lefos pode causar certos efeitos no sistema nervoso central, tais como tonturas ou visão turva. Por este motivo, os doentes devem estar atentos à forma como o medicamento os afeta antes de conduzirem ou operarem máquinas complexas.


P: Os estudos mostram que o Lefos é eficaz para a maioria das pessoas?

A evidência científica, baseada em ensaios controlados aleatorizados, demonstrou elevadas taxas de sucesso clínico quando o Lefos foi estudado para as suas indicações aprovadas. Estes ensaios reportaram frequentemente taxas de sucesso superiores a 90% na erradicação de bactérias suscetíveis e na resolução de sintomas de infeção, em comparação com outros antibióticos padrão.


P: Existe uma versão genérica do Lefos disponível?

Sim, a substância ativa levofloxacina está disponível como medicamento genérico através de vários fabricantes. Isto é confirmado pelo seu estatuto regulamentar de bioequivalência, o que significa que a versão genérica cumpriu os padrões necessários para aprovação.


P: O Lefos é um medicamento que causa dependência ou vício?

O Lefos (levofloxacina) é um antibiótico e não está classificado como uma substância controlada pelas agências regulamentares. A informação oficial do produto indica que não possui potencial documentado para dependência ou abuso.


P: Tomar Lefos pode fazer-me sentir sonolento ou cansado?

Embora a sonolência ou a fadiga geral não constem entre as reações adversas mais comuns, os dados regulamentares incluem outros efeitos no sistema nervoso central. Efeitos reportados frequentemente, como cefaleias (dores de cabeça), insónia ou tonturas, podem contribuir indiretamente para a sensação de cansaço.


P: O Lefos pode ser utilizado a longo prazo?

A levofloxacina é habitualmente prescrita por períodos curtos e específicos que variam consoante o tipo de infeção, podendo ir de alguns dias até 60 dias para certas condições graves. Os avisos regulamentares recomendam cautela devido ao potencial para efeitos adversos graves e duradouros, o que habitualmente limita a sua utilização prolongada.


P: Se eu parar de tomar Lefos subitamente, o que pode acontecer?

O princípio oficial para os antibióticos é que o tratamento deve ser concluído na totalidade para minimizar o risco de desenvolvimento de resistências. No entanto, a informação de segurança regulamentar especifica que o medicamento deve ser interrompido ao primeiro sinal de uma reação adversa grave, como dor nos tendões ou sintomas de lesão nos nervos.


P: O Lefos pode interferir com as pílulas contracetivas?

O perfil oficial de interações medicamentosas não lista qualquer interação clinicamente significativa conhecida entre a levofloxacina e os contracetivos hormonais. Isto significa que os documentos regulamentares não sugerem que o antibiótico interfira com a eficácia dos contracetivos orais.


P: Quanto tempo permanece o Lefos no organismo após terminar o tratamento?

Dados farmacocinéticos de fontes oficiais indicam que o tempo de semivida do Lefos é de aproximadamente 6 a 8 horas em pessoas com função renal normal. Esta medida define quanto tempo o medicamento permanece ativo no corpo.


P: Por que razão as fontes oficiais utilizam por vezes nomes químicos complexos para o Lefos?

As fontes oficiais utilizam o nome químico completo e a sua classificação (como fluoroquinolona de terceira geração) para manter a padronização. Esta terminologia é necessária para fornecer uma identidade química e funcional precisa e reconhecida internacionalmente para o medicamento.


P: O Lefos pode alterar o paladar dos alimentos?

A perturbação do paladar, conhecida medicamente como disgeusia, foi reportada como uma reação adversa à levofloxacina. Este efeito está documentado na informação oficial de segurança, particularmente em doentes que utilizam a forma de solução oftálmica tópica do medicamento.


P: É possível criar tolerância ao Lefos com o tempo?

Os avisos oficiais destacam uma preocupação crescente relativa à resistência bacteriana à classe das fluoroquinolonas. Isto significa que as bactérias visadas podem tornar-se resistentes ao medicamento com o tempo, tornando-o menos eficaz numa utilização futura.


P: O que acontece se eu tomar acidentalmente duas doses de Lefos muito próximas?

A secção oficial de sobredosagem descreve potenciais sintomas após uma exposição superior à dose normal. Estes efeitos reportados incluem sintomas no sistema nervoso central (SNC), como confusão, tonturas ou convulsões, bem como potenciais efeitos no ritmo cardíaco, como o prolongamento do intervalo QT.


P: O Lefos pode tornar a pele mais sensível ao sol?

A informação oficial de segurança indica que a levofloxacina está associada a um risco de fotossensibilidade (aumento da sensibilidade da pele ao sol). Por este motivo, as informações de segurança referem que podem ser necessárias medidas de proteção, como evitar a exposição prolongada à luz solar e utilizar protetor solar.

Como Lefos deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar a Levofloxacina (Lefos)

Os requisitos oficiais de armazenamento e eliminação da levofloxacina são definidos pelas informações regulamentares para manter a estabilidade do produto e garantir a segurança pública.

Requisitos de Armazenamento

Condição Requisito
Temperatura Temperatura ambiente controlada (20°C a 25°C) para todas as formas farmacêuticas.
Luz/Recipiente A solução injetável deve ser conservada na embalagem original e protegida da luz. As formas orais devem ser mantidas bem fechadas.
Proibição Não congelar os sacos de solução injetável já preparados.
Segurança Infantil Deve ser conservado fora da vista e do alcance das crianças.
Nota de Estabilidade Uma vez removido o invólucro exterior, a solução injetável permanece estável durante 14 dias se for protegida da luz e conservada à temperatura ambiente.

Instruções de Eliminação

A levofloxacina não utilizada ou fora do prazo de validade deve ser eliminada através de um programa comunitário de recolha de medicamentos. Caso não exista um programa disponível, siga o procedimento oficial de misturar o medicamento com uma substância indesejável (por exemplo, borras de café usadas) e selá-lo num saco de plástico antes de o colocar no lixo doméstico. O medicamento não deve ser deitado na sanita nem no lavatório.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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