Laxulosa

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Laxulosa

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Laxulosa

Factos Rápidos: Laxulosa

Propriedade Descrição
Substância ativa Lactulose (dissacarídeo sintético)
Forma farmacêutica Solução oral ou Xarope
Classe farmacológica Laxante osmótico
Utilização comum Amolecimento do conteúdo intestinal
Origem Sintética

Que tipo de medicamento é a Laxulosa?

A Laxulosa é a denominação comercial de uma preparação medicinal cuja substância ativa é a Lactulose, uma substância classificada essencialmente como um Laxante Osmótico. Esta classificação reflete o mecanismo de ação do fármaco, que envolve a modificação do equilíbrio de fluidos no trato gastrointestinal para promover a função intestinal. A Lactulose em si é um dissacarídeo sintético — uma molécula de açúcar concebida para resistir à degradação pelas enzimas humanas no intestino delgado, uma propriedade confirmada por diversos estudos farmacológicos.

A Laxulosa foi desenvolvida para a via de administração oral e é tipicamente disponibilizada como solução oral ou xarope, uma formulação líquida conveniente. O foco no posicionamento do produto reside frequentemente na sua ação suave, o que a torna adequada para um grupo alargado de doentes.

Composição, Origem e Objetivo Geral

O componente central deste medicamento é a Lactulose, um produto de substância única fornecido numa base de solução aquosa. A origem sintética da Lactulose é uma característica fundamental, distinguindo-a de agentes laxantes naturais de base vegetal. Sendo um açúcar sintético não absorvível, a Lactulose exerce a sua função inteiramente no lúmen intestinal, permanecendo não sistémica.

O objetivo geral da Laxulosa é apoiar a função de evacuação do organismo, tornando o conteúdo do cólon significativamente mais macio e hidratado. Isto é alcançado porque a Lactulose não absorvida atrai e retém água no intestino através do processo natural de osmose. Esta propriedade está consistentemente documentada pela United States Pharmacopeia (USP). O principal benefício desta ação é a promoção suave do funcionamento intestinal regular devido a conteúdos intestinais mais hidratados, oferecendo um alívio fiável em cenários de utilização caracterizados por conteúdos intestinais endurecidos ou secos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Laxulosa?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança da Laxulosa (Lactulose) é definido principalmente pelos efeitos no Sistema Gastrointestinal, conforme documentado na rotulagem regulamentar. As reações adversas são classificadas por frequência, sendo a maioria não grave e relacionada com a ação osmótica do fármaco no cólon.


Classificações de Reações Adversas

As reações adversas mais frequentes são classificadas nos documentos regulamentares oficiais como Muito Frequentes (afetam 1 ou mais em cada 10 doentes) e Frequentes (afetam entre 1 em cada 100 e 1 em cada 10 doentes). As reações classificadas como Muito Frequentes incluem a diarreia. As reações Frequentes incluem flatulência, dor abdominal, náuseas e vómitos. Reações menos comuns envolvendo o Sistema Imunitário (hipersensibilidade) e a Pele (erupção cutânea, urticária) estão também documentadas, embora a sua frequência seja frequentemente classificada como Desconhecida.

Restrições de Segurança e Reações Graves

O medicamento é estritamente contraindicado e não deve ser utilizado em doentes com diagnóstico de Galactosemia ou na presença de obstrução gastrointestinal. Uma consideração de segurança clinicamente significativa e documentada é o potencial para o surgimento de desequilíbrio eletrolítico em consequência de diarreia e vómitos graves ou prolongados. Este risco grave exige uma monitorização específica.


Notas de Segurança Contextuais

Certos efeitos são descritos como transitórios; especificamente, a flatulência pode ocorrer durante os primeiros dias de tratamento, mas geralmente desaparece após esse período. Para populações específicas, as orientações regulamentares incluem a necessidade de medição periódica dos eletrólitos séricos em doentes idosos ou debilitados que recebam tratamento prolongado. Além disso, recomenda-se precaução em doentes com diabetes quando são necessárias doses elevadas, como as utilizadas na gestão adjuvante da encefalopatia hepática.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A sobredosagem de Laxulosa está oficialmente documentada como apresentando-se principalmente através de diarreia significativa e cólicas abdominais; podem também ocorrer náuseas e vómitos. O risco clínico central é o potencial para uma perda grave de fluidos e eletrólitos. A perda de líquidos não corrigida pode levar a consequências metabólicas sérias, incluindo hipocalemia (níveis baixos de potássio no sangue) e hiponatremia (níveis baixos de sódio no sangue).

É necessária assistência médica imediata e urgente em caso de suspeita de sobredosagem. As orientações determinam que os indivíduos contactem imediatamente um profissional de saúde, um serviço de urgência hospitalar ou o Centro de Informação Antivenenos (CIAV). A avaliação imediata é considerada essencial para prevenir complicações.

Não é conhecido qualquer antídoto específico para a substância ativa. A estratégia de gestão estabelecida envolve o tratamento sintomático e de suporte. Isto inclui a interrupção do tratamento e a administração da necessária reposição de fluidos e eletrólitos para corrigir o distúrbio documentado. Existe ainda uma consideração específica para os lactentes, que podem ser mais suscetíveis à desidratação e à hiponatremia após um evento de sobredosagem.

Usos terapêuticos de Laxulosa

A Laxulosa é utilizada principalmente como apoio na gestão sintomática da obstipação, incluindo episódios agudos e crónicos. O medicamento foi concebido para ajudar a aliviar o desconforto associado a movimentos intestinais infrequentes e a fezes endurecidas.

Os benefícios do medicamento estendem-se a vários grupos de doentes, incluindo as populações pediátrica e idosa, gerindo de forma eficaz a obstipação habitual. O fármaco apoia a melhoria funcional, auxiliando o doente a manter um ritmo digestivo mais confortável e consistente.

A Laxulosa está também indicada para cenários clínicos específicos onde a existência de fezes moles é medicamente necessária. Isto inclui a gestão adjuvante da encefalopatia hepática para ajudar a reduzir o risco de recaída, uma utilização para a qual os dados clínicos de suporte estão detalhados na visão geral terapêutica oficial da Agência Europeia de Medicamentos.

“Este medicamento é uma medida de apoio para auxiliar na manutenção do ritmo digestivo natural.”

Facto Rápido: Alívio para Fezes Endurecidas


Resumo de Indicações: A Laxulosa ajuda na gestão de diversas condições, incluindo obstipação aguda, obstipação habitual crónica e a necessidade de fezes moles na gestão adjuvante da encefalopatia hepática.

Critérios de utilização e restrições

Mapa de Elegibilidade: Quem pode e quem não pode utilizar Laxulosa — informações regulamentares oficiais

Âmbito de elegibilidade Estatuto Regulamentar Oficial
Populações para as quais o uso é permitido Adultos e adolescentes (tipicamente com idade superior a 14 anos). Pode ser utilizado durante a gravidez e a amamentação, dado que a absorção sistémica insignificante significa que não são antecipados efeitos nestes contextos.
Populações para as quais o uso é contraindicado Doentes com Galactosemia ou indivíduos que necessitem de uma dieta pobre em galactose. Pessoas com obstrução gastrointestinal, perfuração digestiva ou doenças inflamatórias intestinais agudas (como a doença de Crohn ou colite ulcerosa).
Regras de elegibilidade relacionadas com a idade O uso em crianças e lactentes deve ser excecional e realizado sob supervisão médica. Para a encefalopatia hepática, a segurança e a eficácia na população pediátrica (do recém-nascido aos 18 anos) não foram estabelecidas.
Regras de elegibilidade específicas por condição Utilizar com precaução em doentes com Diabetes Mellitus, especialmente perante as doses elevadas exigidas para a encefalopatia hepática, devido à presença de pequenas quantidades de açúcares residuais. Não existem recomendações especiais para doentes com insuficiência renal ou hepática.
Restrições relacionadas com a elegibilidade Não deve ser utilizado por doentes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose ou à frutose, nem por indivíduos com uma síndrome abdominal dolorosa de causa indeterminada.

Ligação ao perfil global de elegibilidade

Os documentos regulamentares estabelecem o perfil de elegibilidade ao proibir o uso com base em condições metabólicas e anatómicas explícitas, como a galactosemia e a obstrução gastrointestinal. Para outros grupos, o perfil é definido pelo uso condicional, exigindo supervisão médica para a população pediátrica e precaução para indivíduos com diabetes, enquanto o uso na gravidez e na amamentação é geralmente permitido com base no estatuto oficial do medicamento.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos — informações regulamentares oficiais para a Laxulosa

Âmbito das Interações

Categoria Informação Regulamentar Oficial
Categorias de medicamentos com interações documentadas Antiácidos não absorvíveis; Medicamentos que causam perda de potássio (ex: tiazidas, esteroides, anfotericina B); Glicósidos cardíacos; Outros laxantes; Preparações de mesalazina de libertação modificada.
Base mecânica das interações Interação farmacodinâmica: alteração do pH do cólon; Interação farmacodinâmica: reforço da perda sistémica de eletrólitos.
Regras de interação baseadas no tempo Não estão documentadas explicitamente regras obrigatórias de separação horária das tomas.
Notas de interação para populações específicas Contraindicado em doentes com Galactosemia devido aos açúcares residuais. Recomenda-se precaução em doentes com distúrbios eletrolíticos pré-existentes.
Restrições relacionadas com interações Evitar a administração concomitante de outros laxantes durante o tratamento da Encefalopatia Hepática, de modo a garantir a correta individualização da dose.

Classificações de Interação (Nível Geral)

Classificação Informação Regulamentar Oficial
Classificação da gravidade da interação Contraindicado (Galactosemia); Evitar (Outros laxantes na Encefalopatia Hepática); Utilizar com precaução/Monitorizar (Medicamentos que causam perda de potássio, Glicósidos cardíacos).
Constrangimentos no contexto da interação Definidos pela necessidade de manter o equilíbrio eletrolítico e assegurar a precisão da dose durante o tratamento da Encefalopatia Hepática.

Estrutura Resultante das Interações

Declarações Oficiais de Interação:

A coadministração com antiácidos não absorvíveis pode interferir com a descida desejada do pH do cólon induzida pela Lactulose, reduzindo potencialmente o efeito terapêutico.

A Lactulose pode aumentar a perda de potássio provocada por medicamentos que causam perda de potássio administrados em simultâneo.

O risco resultante de deficiência de potássio pode potenciar os efeitos e a toxicidade dos glicósidos cardíacos.

Ligação ao perfil global de interações:

Os documentos regulamentares definem a estrutura de interação do produto essencialmente através de duas vias farmacodinâmicas: a modificação local do pH no interior do cólon e a influência sistémica nos níveis de eletrólitos. O perfil oficial não indica interações farmacocinéticas sistémicas, mas impõe restrições clínicas específicas, como evitar outros laxantes na gestão da Encefalopatia Hepática para garantir a eficácia do tratamento.

Mecanismo de ação

Como Funciona a Laxulosa

O mecanismo de ação da Lactulose (Laxulosa) consiste num processo integrado de dupla ação que ocorre inteiramente no intestino grosso, dependendo tanto das suas propriedades físico-químicas como da atividade da flora intestinal.


Modulação Osmótica do Fluido Intraluminal

Este mecanismo primário baseia-se no facto de a molécula de Lactulose ser estruturalmente resistente à digestão pelas enzimas humanas no intestino delgado, garantindo que chega intacta ao cólon. Enquanto dissacarídeo não absorvido, esta substância cria um gradiente hiperosmótico significativo que atrai e retém água da mucosa circundante para o lúmen intestinal. Esta modulação da dinâmica de fluidos é o passo inicial essencial que aumenta o conteúdo líquido e a massa das fezes, conduzindo diretamente a um estado fisiológico de maior teor de água e volume dentro do material intestinal.


Fermentação Microbiana e Estimulação do Peristaltismo

A Lactulose intacta serve de substrato para a decomposição enzimática pela flora bacteriana do cólon. Esta fermentação produz Ácidos Gordos de Cadeia Curta (AGCC) de baixo peso molecular, que são osmolitos altamente ativos que reforçam o mecanismo de captação de água. Mais criticamente, a acidificação do cólon resultante — combinada com o aumento substancial do volume e da pressão provenientes da água retida — estimula reflexivamente as contrações dos músculos lisos do cólon. Esta cascata mecânica resulta, por fim, na aceleração do tempo de trânsito colónico e contribui para o movimento do material mais volumoso através do trato gastrointestinal inferior.

Informações sobre dosagem e administração

Orientações Oficiais de Administração da Laxulosa

Âmbito de Administração

O medicamento é administrado por via oral sob a forma de solução, xarope ou pó para reconstituição. Está também aprovado para administração por via retal, como clister de retenção, em cenários de gestão específicos relacionados com a encefalopatia hepática.

Esquema Posológico e Frequência

Para a obstipação em adultos, a dose oral inicial oficial é de 15 mL a 45 mL (10 g a 30 g) por dia. A dose de manutenção é tipicamente de 15 mL a 30 mL, que pode ser tomada como uma dose diária única ou dividida em duas tomas. Para a gestão da encefalopatia hepática em adultos, a dose oral inicial é mais elevada, de 30 mL a 45 mL, três a quatro vezes por dia. Todos os regimes são, em última análise, titulados (ajustados) para produzir a passagem de duas a três fezes moles por dia.

Preparação e Regras de Contexto

A solução oral pode ser tomada diluída ou pura, com água, sumo ou leite. Uma dose diária única deve ser tomada à mesma hora do dia, por exemplo, durante o pequeno-almoço. É oficialmente recomendado o consumo de líquidos adequados, aproximadamente 1,5 a 2 litros (seis a oito copos) por dia, durante todo o curso da terapia.

Padrões de Utilização

Devido ao mecanismo do medicamento, o efeito terapêutico requer um intervalo de 24 a 48 horas antes que ocorra um movimento intestinal normal. Embora o uso para a obstipação seja geralmente adaptado para o curto prazo, o tratamento para a encefalopatia hepática requer uma terapia contínua de longa duração.

Evidência clínica recente

Lactulose: Evidência Clínica Recente

Diversos estudos têm explorado as ações da lactulose, um dissacarídeo sintético, centrando-se na sua utilização na gestão da obstipação crónica e da encefalopatia porto-sistémica (EPS).

Conclusões na Obstipação Crónica

Ensaios clínicos investigaram a utilização da lactulose em indivíduos com obstipação crónica. Um estudo aleatorizado e controlado por placebo, que examinou adultos, relatou conclusões relacionadas com a frequência de evacuações espontâneas (EE) e a consistência das fezes. Os resultados documentaram um aumento no número de EE por semana durante o período de tratamento, quando comparado com os dados de referência. Foram também examinados objetivos secundários, tais como a redução do esforço ao evacuar.

A investigação também comparou a lactulose com outros agentes osmóticos. Alguns estudos que avaliaram doentes com obstipação funcional sugeriram que o tratamento demonstrou não inferioridade em relação ao polietilenoglicol (PEG) no que diz respeito à alteração da pontuação do Patient Assessment of Constipation-Symptoms (PAC-SYM) face aos valores iniciais.

Estudos na Encefalopatia Hepática

Em estudos que investigaram a encefalopatia porto-sistémica (EPS), incluindo os estádios de pré-coma e coma hepático, a investigação documentou que o tratamento com lactulose foi associado a uma diminuição dos níveis de amoníaco no sangue. Pensa-se que este efeito esteja relacionado com o seu metabolismo no cólon, o que poderá auxiliar na atração do amoníaco para o cólon para eliminação. Outras meta-análises exploraram também a utilização da lactulose na encefalopatia hepática mínima (EHM), sugerindo que esta pode reduzir o risco de ausência de melhoria nos testes neuropsicológicos em comparação com o placebo ou a ausência de intervenção.

Visão Geral do Perfil de Segurança

Em contextos clínicos, a lactulose é geralmente pouco absorvida, o que significa que os seus efeitos primários permanecem localizados no intestino. Os eventos adversos mais frequentemente comunicados nos estudos incluem desconforto abdominal, como aumento da flatulência, distensão abdominal e diarreia, particularmente quando são utilizadas doses mais elevadas. A incidência de eventos adversos é tipicamente monitorizada durante o decurso dos estudos clínicos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre a Lactulose (FAQ)


P: A lactulose pode ser utilizada a longo prazo ou destina-se apenas a uma utilização de curta duração?

Os documentos regulamentares indicam que a utilização para a obstipação é, geralmente, de curta duração. No entanto, para certas indicações como a encefalopatia hepática (EH), o medicamento pode ser utilizado de forma contínua durante um longo período sob supervisão médica. Para doentes que recebam tratamento por um período superior a seis meses, os documentos oficiais indicam que é necessária a monitorização periódica dos eletrólitos séricos (os níveis de minerais no corpo).


P: É necessário beber água adicional durante a utilização de lactulose?

As orientações oficiais recomendam que os utilizadores consumam quantidades suficientes de líquidos, geralmente 1,5 a 2 litros (seis a oito copos) por dia, enquanto tomam este medicamento. Isto deve-se ao facto de a lactulose atuar atraindo água para o cólon (efeito osmótico), e uma ingestão adequada de líquidos apoia este mecanismo.


P: A lactulose é segura para pessoas com diabetes?

As orientações oficiais aconselham precaução em doentes com diabetes mellitus. Isto acontece porque a solução contém pequenas quantidades residuais de açúcares (galactose e lactose) resultantes do processo de fabrico. Esta precaução é enfatizada quando são necessárias doses elevadas, como as utilizadas na gestão da encefalopatia hepática.


P: É possível tomar a lactulose a qualquer hora do dia?

De acordo com a informação oficial do produto, a quantidade diária total de medicamento pode ser tomada como uma dose única ou dividida em duas doses separadas. Se optar por tomar uma dose diária única, os documentos regulamentares indicam que é recomendada a sua toma à mesma hora todos os dias.


P: É normal sentir um ligeiro desconforto gástrico ao iniciar a lactulose?

Os documentos regulamentares referem que o aumento da flatulência (gases) é uma reação muito comum que pode ocorrer durante os primeiros dias de tratamento. Este efeito é geralmente transitório; as informações oficiais referem que costuma desaparecer após esse período inicial.


P: Quais são as expectativas gerais de resultados ao utilizar lactulose?

O resultado pretendido do tratamento é descrito como a passagem de duas a três fezes moles por dia, o que serve de objetivo para a utilização em certas condições. Os documentos oficiais afirmam que podem ser necessárias 24 a 48 horas para produzir o efeito desejado.


P: Existe uma duração máxima conhecida para a utilização contínua mencionada em fontes oficiais?

Para o tratamento da obstipação, as orientações oficiais indicam que a utilização deste medicamento é, geralmente, de até uma semana, a menos que haja indicação contrária de um profissional de saúde. As orientações oficiais indicam que a utilização a longo prazo deste produto deve ser supervisionada por um profissional de saúde.


P: A lactulose interage com suplementos vitamínicos?

As interações listadas nos documentos regulamentares focam-se principalmente noutros produtos medicinais, tais como fármacos que causam perda de potássio e antiácidos. A rotulagem oficial não lista suplementos gerais de vitaminas ou minerais como produtos com interações documentadas que afetem a ação do medicamento.


P: O início do efeito da lactulose é sempre o mesmo para todas as pessoas?

Os documentos oficiais afirmam que pode ser necessário um intervalo de 24 a 48 horas para produzir a evacuação desejada. Uma vez que o medicamento atua gradualmente no cólon, os tempos de resposta individuais podem variar.


P: A lactulose tem algum efeito sedativo conhecido?

A informação oficial do produto afirma que este medicamento não tem influência, ou esta é insignificante, sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas. A sedação não está listada entre os efeitos secundários frequentemente comunicados na documentação regulamentar.


P: O efeito da lactulose pode ser sentido imediatamente?

Não, o efeito não é imediato. O medicamento atua no interior do cólon e requer tempo para que o processo osmótico atraia água para o intestino. As diretrizes oficiais estabelecem que podem ser necessárias 24 a 48 horas antes que ocorra uma evacuação normal.


P: Existem diferentes dosagens ou formulações de lactulose disponíveis?

O medicamento é geralmente fornecido como uma solução oral com uma concentração padrão de 10 gramas de lactulose por 15 mililitros. Também está disponível em diferentes apresentações, tais como xarope ou pó para reconstituição.


P: A lactulose pode causar dependência se for utilizada frequentemente?

Embora o termo específico "dependência" não seja explicitamente utilizado na rotulagem oficial, os avisos referem que a utilização crónica de doses não ajustadas pode perturbar o reflexo de defecação e o equilíbrio eletrolítico. A preocupação de segurança mais significativa para a utilização prolongada de doses elevadas está relacionada com o desequilíbrio mineral.


P: A lactulose é considerada segura para utilização por adultos mais velhos?

Não existem recomendações de dose especiais para adultos mais velhos de acordo com os documentos oficiais. No entanto, para doentes idosos ou debilitados que recebam tratamento a longo prazo (mais de seis meses), as orientações oficiais indicam que é necessária a medição periódica dos eletrólitos plasmáticos.


P: A lactulose interage com antiácidos ou medicação para a azia?

A rotulagem oficial afirma que a coadministração com antiácidos não absorvíveis pode interferir com a alteração pretendida na acidez do cólon causada pela lactulose. Esta interferência poderá potencialmente reduzir o efeito terapêutico do medicamento.


P: Quais são os ingredientes da lactulose além do composto ativo?

A substância ativa é a lactulose, que é fornecida numa base de solução aquosa, tipicamente água purificada. Os documentos oficiais também mencionam que a solução pode conter pequenas quantidades residuais de açúcares, tais como galactose e lactose.


P: De que forma o objetivo do fármaco difere de um simples suplemento alimentar?

A lactulose é classificada como um produto medicinal, especificamente um laxante osmótico, com indicações específicas autorizadas pelos organismos reguladores. Estas indicações incluem o tratamento da obstipação e a gestão da encefalopatia hepática.


P: Qual é a semivida da lactulose conforme descrito nos dados oficiais de farmacocinética?

Os dados oficiais de farmacologia clínica indicam que a lactulose é pouco absorvida pelo trato digestivo e chega ao cólon praticamente inalterada. Como resultado, a sua semivida sistémica não é considerada clinicamente relevante nem é tipicamente reportada na informação oficial de prescrição.


P: Existem instruções específicas relativas à condução ou operação de máquinas durante a utilização de lactulose?

A informação oficial do produto afirma que o medicamento não tem influência, ou esta é insignificante, na capacidade de conduzir e utilizar máquinas.


P: A lactulose destina-se a curar uma condição ou apenas a gerir sintomas?

Os documentos oficiais descrevem a utilização da lactulose como um tratamento para a obstipação e para gerir os sintomas da encefalopatia hepática (EH). A terminologia utilizada nas indicações oficiais sugere que a função é de gestão clínica.


P: Uma pessoa pode esmagar ou mastigar o comprimido de lactulose?

O produto é geralmente fornecido como uma solução oral ou xarope, não existindo na forma de comprimido no contexto desta informação oficial. As orientações indicam que a solução deve ser engolida de uma só vez.


P: Existem efeitos a longo prazo documentados sobre a utilização de lactulose?

Não existem dados humanos conhecidos sobre o potencial a longo prazo para carcinogenicidade ou mutagenicidade na rotulagem oficial. A consideração de segurança a longo prazo mais significativa documentada é o risco de desequilíbrio eletrolítico, que pode ocorrer devido à utilização prolongada de doses elevadas não ajustadas.


P: É possível desenvolver tolerância à lactulose ao longo do tempo?

Os documentos oficiais mencionam que, se o efeito terapêutico desejado não for alcançado após vários dias, a dose e/ou medidas adicionais devem ser reconsideradas. Esta orientação aborda uma potencial falta de resposta, mas o termo específico "tolerância" não é explicitamente utilizado na rotulagem.


P: Porque é que a hidratação é mencionada frequentemente em relação ao uso de lactulose?

A lactulose é um laxante osmótico, o que significa que atua atraindo ativamente água para o cólon para amolecer o conteúdo. A recomendação de beber líquidos suficientes apoia este mecanismo e serve para abordar a possibilidade de perda de fluidos, especialmente se o medicamento levar a diarreia.


P: Como é que a lactulose é diferente de um medicamento do tipo estimulante?

A lactulose está oficialmente classificada como um laxante de ação osmótica. A sua ação primária baseia-se na atração de água para o cólon, o que constitui um mecanismo diferente dos laxantes de tipo estimulante.


P: Existem alérgenos conhecidos como glúten ou lactose na lactulose?

A solução contém pequenas quantidades residuais de açúcares, especificamente lactose e galactose, resultantes do processo de fabrico. O medicamento é estritamente contraindicado (não deve ser utilizado) em doentes com uma condição metabólica chamada galactosemia.

Como Laxulosa deve ser armazenado e descartado?

Condições de Conservação e Eliminação

A Laxulosa (solução de lactulose) deve ser conservada a uma temperatura ambiente controlada, definida entre 20°C e 25°C, embora algumas especificações regulamentares permitam o armazenamento num intervalo entre 2°C e 30°C.

A solução não deve ser congelada e deve ser protegida da luz direta e da exposição prolongada a temperaturas superiores a 30°C. O calor ou a luz excessivos podem causar um escurecimento extremo e turvação; nestes casos, o produto não deve ser utilizado.

O frasco deve ser mantido bem fechado e fornecido num recipiente resistente à luz com fecho de segurança para crianças. Sob as condições de conservação recomendadas, pode ocorrer um escurecimento normal da cor, o qual não afeta a ação do medicamento.

É um requisito obrigatório manter este e todos os medicamentos fora do alcance e da vista das crianças.

O medicamento não utilizado ou com prazo de validade expirado deve ser eliminado de acordo com os regulamentos nacionais e locais de gestão de resíduos. Algumas diretrizes regionais aconselham a não eliminar o produto através do lixo doméstico ou das águas residuais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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