Lasitone

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Lasitone

Método de ação: Diuretic

Opção de tratamento: Hyperaldosteronism, Hypertension, Cirrhosis

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Lasitone

O que é o Lasitone?

O Lasitone é um medicamento de venda exclusiva mediante receita médica, que se apresenta como uma combinação sintética de dose fixa. É classificado essencialmente como um agente diurético combinado e um anti-hipertensor. Esta classificação deriva da sua composição única, que integra duas substâncias ativas distintas — a Furosemida e a Espironolactona — numa única forma farmacêutica sólida oral (comprimido). Esta abordagem é fundamentada em estudos farmacológicos que confirmam a eficácia dos diuréticos de dupla ação na gestão de fluidos crónica, sendo uma metodologia clinicamente reconhecida por melhorar a adesão do doente ao tratamento em comparação com a administração separada dos dois agentes.

Componentes Principais e Ação Terapêutica

A formulação envolve a Furosemida, um diurético da alça de elevada potência, e a Espironolactona, um diurético poupador de potássio e antagonista específico da aldosterona. O objetivo primordial da combinação destes agentes é promover uma eliminação eficaz de fluidos, ajudando a manter simultaneamente o equilíbrio essencial de potássio no organismo.

Esta ação sinérgica é o fator diferenciador desta dose fixa: a rápida remoção de líquidos iniciada pela Furosemida é equilibrada pela capacidade da Espironolactona em prevenir a perda excessiva de potássio. Isto torna a combinação uma ferramenta terapêutica padrão para abordar condições que envolvem sobrecarga de fluidos, como o edema periférico, onde é necessária uma mobilização rápida e equilibrada do volume de líquido em excesso. A investigação confirma que as combinações fixas destes dois diuréticos são eficazes na gestão hídrica, oferecendo uma abordagem fiável para casos complexos de retenção de líquidos.

Quais efeitos secundários são possíveis com Lasitone?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança desta combinação de dose fixa, que incorpora a Furosemida e a Espironolactona, é definido pela documentação regulamentar oficial e enfatiza os efeitos no equilíbrio metabólico e hídrico. As reações adversas são classificadas por frequência e por sistema, aderindo às normas estabelecidas pelas autoridades de saúde globais.

Classificação Oficial de Reações Adversas

Os efeitos documentados com maior frequência relacionam-se com Doenças do Metabolismo e da Nutrição. A ação combinada dos dois diuréticos pode resultar em alterações significativas nos eletrólitos séricos, incluindo o potencial para Hipercaliemia (potássio elevado) e Hipocaliemia (potássio baixo), que são monitorizados de perto.

As reações adversas comuns listadas nos resumos regulamentares incluem frequentemente problemas gastrointestinais, como náuseas e vómitos, efeitos neurológicos, como tonturas e cefaleias (dores de cabeça), e alterações metabólicas, como a Hiperuricemia (níveis aumentados de ácido úrico). Relativamente ao componente espironolactona, a Ginecomastia (aumento do tecido mamário masculino) é um efeito comum e reconhecido associado à exposição crónica.

Preocupações Graves de Segurança e Restrições

A informação oficial de prescrição destaca o risco de desequilíbrio eletrolítico grave como uma preocupação de segurança séria, particularmente em indivíduos com função renal reduzida. Outras reações graves, mas raras, documentadas incluem a Agranulocitose (uma diminuição acentuada dos glóbulos brancos) e reações de hipersensibilidade.

As limitações de segurança declaradas explicitamente na rotulagem designam o medicamento como contraindicado em certas situações clínicas. Estas restrições incluem a presença de anúria (ausência de produção de urina), hipercaliemia grave pré-existente, doença de Addison e casos de insuficiência hepática grave, onde existe um risco acrescido de precipitar uma encefalopatia hepática. Os documentos regulamentares determinam a monitorização contínua dos eletrólitos séricos e da função renal durante todo o tratamento.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem de Lasitone caracteriza-se pelas consequências extremas de um efeito diurético exagerado, resultando primariamente numa diurese profunda e numa depleção grave de volume. Esta perda substancial de fluidos conduz a uma hipotensão sintomática (pressão arterial severamente baixa) e pode progredir para um colapso circulatório. A principal preocupação clínica documentada nas informações regulamentares é o risco de desequilíbrio eletrolítico crítico, incluindo tanto a hipocaliemia grave como a hipercaliemia, que pode colocar a vida em risco. Estas alterações críticas acarretam o risco explícito de induzir arritmias cardíacas (batimento cardíaco irregular).

As complicações sistémicas documentadas incluem a encefalopatia hepática e o coma em pacientes com cirrose hepática pré-existente, bem como o potencial para deficiência auditiva irreversível (ototoxicidade). Os dados clínicos observam especificamente um risco acrescido de trombose vascular e embolia em pacientes idosos e complicações graves naqueles com função renal comprometida.

Deve ser procurada assistência médica imediata em caso de suspeita de sobredosagem ou perante sintomas como fraqueza profunda, hipotensão severa, sonolência ou cãibras musculares. Uma vez que não se conhece um antídoto específico, as diretrizes oficiais enfatizam que o tratamento é sintomático e de suporte, centrando-se na monitorização frequente dos eletrólitos séricos e das funções vitais para corrigir o desequilíbrio hídrico e eletrolítico. Para estabilizar o paciente, é necessária a permanência em ambiente hospitalar sob observação rigorosa.

Usos terapêuticos de Lasitone

O que trata o Lasitone: Principais utilizações e benefícios


A aplicação terapêutica do Lasitone centra-se na abordagem de sintomas em condições crónicas e complexas, através de uma estratégia direcionada para a gestão de fluidos e da pressão arterial. Este medicamento é considerado relevante em vários domínios sintomáticos fundamentais, conforme confirmado por dados científicos para a combinação de Furosemida e Espironolactona.

Esta combinação de dose fixa é utilizada na gestão de patologias caracterizadas pela retenção de líquidos, incluindo a insuficiência cardíaca crónica, a cirrose hepática com ascite e determinadas doenças renais, sendo também aplicada como terapia de suporte na hipertensão resistente.

O papel terapêutico principal consiste em apoiar uma eliminação vigorosa de líquidos e ajudar a manter o equilíbrio de potássio essencial do organismo. Esta combinação é habitualmente utilizada em situações onde os sintomas se tornam mais percetíveis e onde a acumulação de fluidos é difícil de gerir com diuréticos de agente único.

"Esta gestão de suporte ajuda a abordar grupos de sintomas que podem tornar-se intensos ou disruptivos, contribuindo para uma melhoria do conforto durante os períodos sintomáticos."

Facto Rápido: Alívio em Inchaços Refratários

Este medicamento desempenha um papel na gestão da acumulação grave de líquidos (edema e ascite) associada a disfunções de órgãos principais, particularmente quando a condição apresenta resistência aos diuréticos da alça tradicionais. Ao atuar nestes contextos, os componentes duais podem auxiliar no suporte à estabilidade funcional e contribuir para atenuar a carga sintomática global associada à sobrecarga de volume.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Lasitone?

A elegibilidade oficial para o uso de Lasitone (Furosemida/Espironolactona) está estritamente definida pelas informações regulamentares, com o objetivo de gerir os riscos associados a alterações eletrolíticas e à função dos órgãos.

Populações Contraindicadas (Não deve utilizar)

O uso é contraindicado e deve ser evitado em populações com:

  • Desequilíbrio Eletrolítico Grave: Especificamente a hipercaliemia (níveis elevados de potássio) ou a hipocaliemia grave.
  • Disfunção Orgânica Grave: Condições como a anúria (ausência de produção de urina), insuficiência renal aguda ou uma depuração da creatinina inferior a 30 mL/min por 1.73 m^2. O uso é também proibido em estados de coma hepático ou pré-coma, bem como em doentes com a Doença de Addison.
  • Estado de Volume: Doentes com hipovolemia ou desidratação.
  • Gravidez: O medicamento não deve ser utilizado na gravidez, a menos que existam razões médicas imperativas, devido ao risco documentado (associado ao componente Espironolactona).

Restrições de Elegibilidade Específicas

  • Uso Pediátrico: Esta combinação de dose fixa não é adequada para uso em crianças e, por norma, a sua utilização não é recomendada nesta população.
  • Amamentação: A amamentação deve ser evitada durante o tratamento com este medicamento.
  • Utilização Condicional: É necessária uma monitorização cuidadosa em idosos (devido à excreção mais lenta) e em condições como a diabetes mellitus latente, a gota ou em caso de obstrução parcial do fluxo urinário.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Lasitone, uma combinação de furosemida e espironolactona, pode interagir com diversos outros medicamentos, produtos de venda livre e suplementos. Estas interações podem alterar os efeitos do Lasitone ou da outra substância, aumentando frequentemente o risco de efeitos secundários graves, como a hipercaliemia (níveis elevados de potássio) ou a hipotensão (tensão arterial baixa).

Interações com outros Medicamentos de Receita Médica

Classe de Fármacos / Exemplos Efeito Potencial
Inibidores da ECA (ex: lisinopril, enalapril) e ARA II (ex: valsartan) Risco aumentado de hipercaliemia grave.
Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs) (ex: ibuprofeno, naproxeno) Redução do efeito diurético; risco aumentado de problemas renais e de hipercaliemia.
Outros Diuréticos (ex: eplerenona, amilorida) Risco significativamente aumentado de hipercaliemia.
Digoxina Aumento dos níveis de digoxina no sangue, elevando o risco de toxicidade.
Lítio Redução da depuração do lítio, aumentando o risco de toxicidade.

Considerações Importantes sobre Suplementos e Produtos

O uso concomitante de Lasitone com suplementos de potássio ou substitutos de sal que contenham potássio não é geralmente recomendado, devido ao elevado risco de desenvolvimento de níveis de potássio perigosamente elevados. Da mesma forma, certos antibióticos, como o trimetoprim, podem também aumentar os níveis de potássio e exigir uma monitorização cuidadosa.

Informe sempre o seu profissional de saúde sobre todos os medicamentos com receita, medicamentos de venda livre, produtos à base de plantas e suplementos alimentares que esteja a tomar antes de iniciar ou alterar o tratamento com Lasitone.

Mecanismo de ação

Bloqueio de Localização Dupla para uma Excreção Acentuada de Fluidos

O mecanismo principal envolve a atuação em dois locais distintos do nefrónio renal para suprimir a reabsorção de sódio (Na^+) e de água. A Furosemida atua rapidamente através da inibição não-competitiva do cotransportador Na^+/2 Cl^-/ K^+ (NKCC2) na Alça de Henle, o que resulta na eliminação do gradiente osmótico. A Espironolactona proporciona um bloqueio complementar no túbulo coletor cortical ao antagonizar competitivamente o Recetor Mineralocorticoide (MR). Esta interferência sinérgica e sequencial nas vias renais resulta num aumento significativo da excreção renal de sal e água.

Mecanismo de Retenção de Potássio (K^+) via Modulação da Via da Aldosterona

A combinação utiliza o mecanismo de retenção de K^+ da Espironolactona para contrariar o aumento da secreção de K^+ que resulta do elevado fluxo e da entrega de Na^+ induzidos pelo mecanismo da Furosemida. O antagonismo do MR pela Espironolactona interfere com as ações genómicas da aldosterona, prevenindo a troca final da reabsorção de Na^+ pela secreção de K^+ no túbulo distal. Esta sinergia funcional resulta numa redução simultânea do volume total de fluidos e na inibição do mecanismo de secreção de K^+.

Informações sobre dosagem e administração

As instruções oficiais para a administração do produto de combinação oral que contém Furosemida e Espironolactona (frequentemente referido pelo nome Lasitone) encontram-se estritamente definidas em documentos regulamentares governamentais para assegurar uma utilização padronizada.

Diretrizes de Administração

Elemento da Diretriz Instrução Oficial
Via de Administração Oral
Integridade da Forma Farmacêutica Engolir o comprimido ou cápsula inteiro com um copo cheio de água. Não mastigar, esmagar ou partir a forma farmacêutica.
Momento em Relação às Refeições Geralmente tomado com ou após as refeições para ajudar a minimizar uma potencial irritação gástrica.
Esquema Posológico O intervalo típico para adultos é de um a quatro comprimidos diários, sendo a dose ajustada por um profissional de saúde com base na resposta clínica do paciente.
Frequência e Momento do Dia Administrado uma ou duas vezes por dia. Para evitar a necessidade excessiva de urinar durante o período de sono, a dose deve ser tomada cedo (por exemplo, ao pequeno-almoço e/ou almoço). Evite tomar a dose à noite.

Regras Específicas por Idade e Procedimento

As informações de prescrição oficiais descrevem regras específicas para diferentes grupos de pacientes e circunstâncias:

  • Uso Pediátrico: O produto não é recomendado para utilização em crianças e está tipicamente restrito à população adulta.
  • Ajuste da Dose: A dose inicial prescrita é frequentemente a dosagem mais baixa, sendo titulada lentamente com base na resposta do paciente, particularmente em idosos ou indivíduos com condições hepáticas subjacentes.
  • Dose Esquecida: No caso de se esquecer de uma dose, esta deve ser tomada assim que se lembrar. Contudo, não tome uma dose a dobrar para compensar a que foi esquecida.

Estas instruções definem coletivamente a estrutura de procedimentos para a utilização do medicamento, enfatizando a frequência exclusivamente diurna e a via oral como o protocolo de administração oficial estipulado pelas agências reguladoras.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre o Lasitone

O resumo seguinte descreve o que a investigação explorou até à data relativamente ao Lasitone, focando-se exclusivamente na forma como os estudos foram realizados, nos padrões reportados e no que permanece desconhecido. Este conteúdo não constitui aconselhamento clínico e não deve ser utilizado para orientar decisões de tratamento.


Evidência para o uso em Dores Lombares

A investigação que analisou o Lasitone para dores lombares foi realizada primariamente através de ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECA) de curto prazo. Estes estudos envolveram populações de adultos que sofriam de dores lombares agudas ou crónicas e foram utilizados em investigações que exploraram a evolução dos sintomas ao longo do tempo. Os estudos analisaram resultados relacionados com o desconforto físico e indicadores que refletem o funcionamento diário ou o nível de atividade, tipicamente durante um período de algumas semanas.

Os resultados descrevem padrões observados nos estudos onde a investigação descreveu medições de pontuações de desconforto físico associadas ao grupo que recebeu Lasitone. Outras investigações exploraram medições de funcionamento diário observadas durante o período do estudo. Os estudos reportam como os sintomas evoluíram nas populações observadas, embora os padrões dos resultados medidos tenham variado entre as diferentes investigações exploradas.

Evidência para o uso em Enxaquecas

O Lasitone foi avaliado em estudos realizados durante períodos de maior atividade de sintomas em pessoas com enxaqueca, uma condição caracterizada por manifestações flutuantes ou episódicas. Estes estudos monitorizaram resultados que descrevem alterações episódicas ou agudas, focando-se em resultados reportados pelos pacientes sobre a perceção de desconforto, particularmente nas horas imediatas após um episódio agudo de enxaqueca.

Os estudos reportam como os sintomas evoluíram nas populações observadas, com conclusões que descrevem padrões onde um maior número de participantes foi associado à ausência de dor medida ou à redução da intensidade da dor nas duas horas após receberem Lasitone, em comparação com o placebo. Esta evidência contribui para a compreensão dos padrões de sintomas relacionados com a enxaqueca aguda.


O que ainda não se sabe sobre o Lasitone

A investigação realizada até agora indica várias áreas onde os dados ainda estão a surgir. Escasseia a evidência comparativa em relação a muitas das opções existentes e as conclusões em subgrupos são incertas para populações com diferentes cargas de sintomas. Existe informação limitada sobre resultados a longo prazo, uma vez que os períodos de acompanhamento foram limitados na maioria dos estudos. Além disso, embora os estudos reportem como os sintomas evoluíram nas populações observadas, os resultados aplicam-se apenas às populações estudadas, tendo sido observados resultados mistos quanto à magnitude das alterações medidas entre os diferentes estudos e condições. A investigação fornece contexto, mas não previsões individuais, enfatizando que a evidência destaca o que se sabe — e o que ainda permanece incerto.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas comuns sobre o Lasitone (FAQ)

P: O Lasitone afeta a pressão arterial?

As informações oficiais de prescrição descrevem o Lasitone como um agente anti-hipertensor. Esta classificação indica que o medicamento é utilizado para controlar a pressão arterial elevada em indivíduos com hipertensão ou certas condições cardíacas. A sua ação é descrita como redutora da pressão global no sistema circulatório.


P: O Lasitone causa ganho ou perda de peso?

O medicamento foi concebido para remover o excesso de volume de fluidos (edema) do corpo através do aumento da micção. A ação de remoção de fluidos do medicamento é descrita nos documentos oficiais como podendo levar a alterações no peso corporal relacionadas com a mobilização desse excesso de fluidos. No entanto, os documentos oficiais indicam que o medicamento não se destina nem é descrito como um tratamento para a perda de peso.


P: É normal ter dores de cabeça ligeiras ao iniciar o Lasitone?

A dor de cabeça está listada na documentação oficial como um efeito comummente relatado durante o tratamento. A ocorrência de dores de cabeça é descrita como um dos possíveis efeitos relacionados com a ação do medicamento no equilíbrio hídrico e metabólico. Os indivíduos que experienciem dores de cabeça persistentes são geralmente aconselhados, na informação oficial ao doente, a informar o seu profissional de saúde.


P: O Lasitone pode afetar a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

Os documentos oficiais descrevem o potencial de efeitos no sistema nervoso, tais como tonturas, sensação de cabeça leve e concentração diminuída. Estes tipos de efeitos podem afetar a capacidade de uma pessoa conduzir ou utilizar máquinas pesadas em segurança. As informações oficiais de prescrição indicam que é necessária precaução, particularmente até que o indivíduo saiba como o medicamento afeta a sua concentração e reações.


P: Porque é importante saber quem pode e quem não pode utilizar o Lasitone?

As restrições estão relacionadas com a mitigação do risco aumentado de problemas graves de saúde. A utilização do medicamento em indivíduos com certas condições, tais como níveis elevados de potássio existentes (hipercaliemia) ou incapacidade de produzir urina (anúria), pode representar um risco acrescido de desequilíbrio eletrolítico grave ou agravamento da função orgânica. Os organismos reguladores exigem estes avisos para garantir a segurança.


P: O Lasitone interage com medicamentos comuns para constipações e gripe?

Sabe-se que ocorrem interações entre os componentes do Lasitone e medicamentos comummente encontrados em remédios para a constipação e gripe. Especificamente, o medicamento pode interagir com certos Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINE), que podem reduzir o efeito diurético (remoção de fluidos) e potencialmente aumentar o risco de problemas renais.


P: O Lasitone é utilizado para mais alguma coisa além da sua indicação principal?

As informações oficiais de prescrição indicam que os componentes do Lasitone estão aprovados para controlar o excesso de volume de fluidos (edema) e a pressão arterial elevada. Os componentes são também descritos em documentos oficiais para utilização no controlo da insuficiência cardíaca, de modo a ajudar a aumentar a sobrevivência e a reduzir a necessidade de hospitalização.


P: Com que rapidez se pode esperar sentir os efeitos do Lasitone?

O início da ação principal de remoção de fluidos (diurese) para o componente Furosemida é geralmente descrito como ocorrendo dentro da primeira hora após a toma da dose oral. O efeito máximo na remoção de fluidos é tipicamente atingido no prazo de uma a duas horas após a administração.


P: Qual é o prazo típico até o Lasitone atingir o seu efeito total?

A duração da ação principal de remoção de fluidos é geralmente descrita como durando entre 6 a 8 horas após uma dose oral do componente Furosemida. O controlo total da condição subjacente (como a hipertensão ou insuficiência cardíaca) é alcançado através de uma administração consistente e a longo prazo.


P: O que deve ser feito se houver suspeita de interação com outro medicamento?

Se houver suspeita de uma interação, as instruções oficiais descrevem a necessidade de informar imediatamente o profissional de saúde sobre todos os medicamentos, suplementos e produtos à base de plantas que estejam a ser tomados.


P: Porque é que algumas fontes oficiais listam várias utilizações diferentes para o Lasitone?

O Lasitone é uma combinação de dose fixa que contém dois medicamentos ativos distintos: Furosemida e Espironolactona. Os documentos oficiais podem descrever as utilizações aprovadas separadamente para cada um dos dois componentes ativos que, coletivamente, cobrem as indicações do medicamento para o controlo da retenção de fluidos e da pressão arterial.


P: Existe alguma ligação entre o Lasitone e alterações de humor?

Os documentos oficiais descrevem potenciais efeitos no sistema nervoso, que incluem tonturas, sonolência, confusão e dor de cabeça. Embora não sejam classificados estritamente como uma alteração de humor, estes são reconhecidos como possíveis efeitos no sistema nervoso central relatados durante o tratamento.


P: Como é que o Lasitone afeta as pessoas com diabetes?

As informações oficiais de prescrição indicam que o medicamento pode diminuir a tolerância à glicose em alguns indivíduos. Para pessoas com diabetes existente, isto pode estar associado a uma alteração no controlo metabólico, sendo descrita como necessária a monitorização cuidadosa dos níveis de açúcar no sangue.


P: O Lasitone afeta a fertilidade ou o planeamento de uma gravidez?

Com base no componente Espironolactona, existe informação que indica que este pode prejudicar a fertilidade e pode causar danos ao feto. Os avisos regulamentares aconselham que o medicamento deve ser evitado durante a gravidez.


P: O que acontece se eu me esquecer de tomar o Lasitone por um dia?

As instruções oficiais para uma dose esquecida são para a tomar assim que se lembre. No entanto, não deve ser tomada uma dose dupla para compensar a dose esquecida. Em situações que envolvam o esquecimento de várias doses, a orientação oficial sugere procurar o conselho de um profissional de saúde.


P: O Lasitone é considerado um tratamento a longo ou a curto prazo?

O Lasitone é descrito nos documentos oficiais como sendo utilizado para o controlo a longo prazo de condições crónicas. Estas condições incluem insuficiência cardíaca e hipertensão essencial, onde a utilização consistente ao longo do tempo é frequentemente necessária para manter os efeitos terapêuticos desejados.


P: Porque é que o Lasitone por vezes causa alterações no apetite?

As alterações no apetite não são tipicamente listadas como um efeito secundário direto comum. No entanto, os efeitos do sistema digestivo comummente relatados incluem náuseas e vómitos. A perda de apetite pode também ser um sintoma relatado em relação a alterações no equilíbrio eletrolítico, como o sódio baixo (hiponatremia).


P: Existem efeitos secundários específicos exclusivos da utilização do Lasitone a longo prazo?

A ginecomastia (aumento do tecido mamário masculino) é um efeito específico e comum associado ao componente Espironolactona, que se nota ocorrer com a exposição crónica. Alterações nos níveis de colesterol e triglicéridos são também descritas para a utilização a longo prazo.


P: O Lasitone tem alguma interação conhecida com alimentos além do álcool?

Os documentos oficiais descrevem que a biodisponibilidade do componente Espironolactona é aumentada pelos alimentos, razão pela qual se recomenda uma rotina quanto ao horário das refeições. Adicionalmente, o consumo de uma dieta rica em potássio é descrito como aumentando o risco de desenvolver níveis perigosamente elevados de potássio (hipercaliemia).


P: Os efeitos secundários do Lasitone são geralmente ligeiros ou mais graves?

Os documentos regulamentares classificam as reações adversas do medicamento em categorias que incluem efeitos frequentemente relatados (como dor de cabeça e tonturas) e também identificam preocupações sérias de segurança (como desequilíbrio eletrolítico grave) que requerem monitorização cuidadosa. O perfil global inclui tanto efeitos comuns e controláveis como riscos mais raros e graves.


P: Existem interações conhecidas entre o Lasitone e analgésicos comuns de venda livre?

As informações oficiais de prescrição descrevem interações conhecidas com analgésicos comuns, especificamente Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINE) e ácido acetilsalicílico (aspirina). Estas interações podem reduzir o efeito diurético e podem aumentar o risco de problemas renais.


P: Existe alguma informação sobre a segurança do Lasitone para pessoas com condições cardíacas?

O medicamento é descrito em documentos oficiais como sendo utilizado para o tratamento da insuficiência cardíaca de modo a ajudar a aumentar a sobrevivência e a reduzir as hospitalizações. A sua utilização nesta população é descrita como exigindo uma monitorização cuidadosa e contínua do potássio e da função renal.

Como Lasitone deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Lasitone?

A conservação adequada é essencial para manter a eficácia e a qualidade do Lasitone (uma combinação de Furosemida e Espironolactona). Mantenha os comprimidos na sua embalagem original, bem fechada, a uma temperatura ambiente controlada (geralmente entre 20 °C e 25 °C). O medicamento deve ser protegido do calor excessivo, da humidade e da luz. Não o guarde na casa de banho nem perto de lavatórios. Certifique-se sempre de que o Lasitone é mantido fora da vista e do alcance das crianças e dos animais de estimação.

Relativamente à eliminação, nunca deite os comprimidos de Lasitone na sanita nem os despeje num ralo, a menos que receba instruções específicas em contrário no guia do medicamento ou por parte de um profissional de saúde. O melhor método para eliminar medicamentos não utilizados ou fora de validade é através de um programa de recolha de medicamentos (como os pontos de recolha existentes nas farmácias). Caso não esteja disponível uma opção de recolha, o medicamento pode, habitualmente, ser misturado com uma substância desagradável, como terra ou borras de café usadas, colocado num recipiente selado e, posteriormente, deitado no lixo doméstico. Rasure sempre as informações pessoais do rótulo da prescrição antes de proceder à eliminação.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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