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Método de ação: Antifungal Broad Spectrum

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Lamifen

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípio ativo Cloridrato de Terbinafina
Forma Comprimido oral, Creme/solução tópica
Classe farmacológica Antifúngico Alilamina
Objetivo geral Eliminação de infeções fúngicas
Origem Composto sintético

Que Tipo de Medicamento é o Lamifen (Cloridrato de Terbinafina)?

O Lamifen é um medicamento definido pelo seu componente ativo central, o Cloridrato de Terbinafina (DCI). Este fármaco é classificado como um agente antifúngico alilamina sintético, pertencente à família alargada dos medicamentos antifúngicos. Sendo um produto de ingrediente único, é fabricado para alcançar um efeito altamente direcionado contra fungos patogénicos. A classificação como alilamina é significativa, pois indica um mecanismo de ação único e potente contra estes organismos, um facto confirmado por informação médica autoritária.


Lamifen: Formas Disponíveis e Objetivo Terapêutico Geral

O Lamifen está disponível em dois tipos distintos: um comprimido oral para uso sistémico e várias formas tópicas (como creme ou solução) para aplicação local. O objetivo terapêutico geral deste medicamento é a eliminação eficaz de agentes patogénicos fúngicos, especificamente os conhecidos como dermatófitos. A forma de comprimido oral é frequentemente indicada para infeções fúngicas porque a distribuição sistémica permite que o fármaco alcance locais de difícil acesso, como as unhas. Esta flexibilidade garante que a forma adequada possa ser utilizada dependendo da localização e da gravidade da infeção.


Ação Antifúngica Central

O princípio ativo, a Terbinafina, caracteriza-se pela sua poderosa ação fungicida, o que significa que mata ativamente o organismo fúngico em vez de apenas abrandar o seu crescimento. Este efeito é alcançado através de uma elevada seletividade, visando processos metabólicos essenciais exclusivos da célula fúngica. Esta propriedade fungicida é clinicamente reconhecida pela sua elevada especificidade contra a enzima fúngica epoxidase do esqualeno, e proporciona o benefício fundamental para os doentes: conduz diretamente à erradicação do agente patogénico, o que é crucial para alcançar uma resolução permanente da infeção.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Lamifen?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança oficialmente documentado para o Lamifen (Cloridrato de Terbinafina) está estruturado em torno de efeitos categorizados pela sua frequência e pelos sistemas fisiológicos do organismo envolvidos, conforme estabelecido em documentos regulamentares.

Classificação das Reações Adversas

As reações adversas mais comuns reportadas nos dados clínicos incluem dores de cabeça (cefaleias), diarreia, erupções cutâneas, dispepsia (indigestão) e náuseas. Outros efeitos comuns abrangem o prurido (comichão) e perturbações no paladar ou no olfato.

As reações categorizadas como raras ou muito raras pelas autoridades regulamentares incluem efeitos graves no organismo. Estes podem envolver o Sistema Hepatobiliar, como casos de elevação das enzimas hepáticas ou, raramente, insuficiência hepática, a qual foi documentada em indivíduos com ou sem doença hepática pré-existente. Relativamente ao Sistema Sanguíneo e Linfático, os efeitos incluíram relatos de neutropenia grave e pancitopenia.

Considerações de Segurança Graves

A informação oficial de prescrição documenta o potencial para reações adversas cutâneas graves, incluindo condições que podem colocar a vida em risco, como a Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e a Necrólise Epidérmica Tóxica (NET). A precipitação ou o agravamento do Lúpus Eritematoso é também um elemento de segurança documentado.

Restrições de Segurança Específicas para Populações

Os documentos regulamentares estabelecem restrições específicas para o uso em certas populações. A forma oral é oficialmente não recomendada ou contraindicada em indivíduos com doença hepática ativa ou crónica. Adicionalmente, o seu uso geralmente não é recomendado em doentes com comprometimento renal grave.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A documentação regulamentar oficial do Lamifen (Cloridrato de Terbinafina) descreve as manifestações específicas e as medidas necessárias em caso de uma ingestão excessiva ou sobredosagem.

Manifestações Documentadas de Sobredosagem

Após uma sobredosagem oral aguda, as apresentações clínicas mais comummente registadas envolvem perturbações no sistema gastrointestinal (GI) e no sistema nervoso central (SNC). Estas manifestações incluem oficialmente dores de cabeça (cefaleias), tonturas, náuseas, vómitos e dor de estômago (dor epigástrica). Outros sinais listados podem abranger a erupção cutânea e o aumento da frequência urinária.

Ações de Emergência Obrigatórias

As autoridades regulamentares determinam que deve ser procurada assistência médica imediata perante qualquer suspeita ou confirmação de sobredosagem. Os doentes são instruídos a contactar os serviços de emergência ou um centro de informação antivenenos para uma avaliação clínica e gestão urgentes.

Gestão Oficial e Considerações

Na ausência de um antídoto específico conhecido, a gestão oficial da sobredosagem foca-se em cuidados de suporte. As medidas descritas nos textos regulamentares incluem a administração de carvão ativado para auxiliar na eliminação da substância ativa, em conjunto com a terapia sintomática e de suporte necessária. Relativamente à formulação, a sobredosagem com o creme tópico é considerada extremamente improvável devido à sua absorção sistémica mínima através da pele. Prevê-se que a ingestão acidental do produto tópico resulte numa exposição comparável a uma dose oral terapêutica única, levando a efeitos adversos semelhantes aos reportados para os comprimidos.

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Usos terapêuticos de Lamifen

O Lamifen é utilizado na gestão de quadros sintomáticos associados a infeções fúngicas específicas, podendo auxiliar no alívio do desconforto e da sobrecarga funcional inerentes. Os contextos clínicos para a sua utilização incluem situações que envolvem infeções fúngicas nas unhas e na pele.

Gestão da Carga e Intensidade de Sintomas Agudos

O Lamifen é habitualmente utilizado em situações que envolvem sintomas relacionados com o desconforto físico e uma angústia acentuada do doente. É relevante em condições que apresentam desconforto sistémico ou localizado. O medicamento é aplicado na abordagem de conjuntos de sintomas que se podem tornar intensos ou disruptivos, proporcionando um suporte que ajuda a atenuar a carga sintomática global durante episódios agudos.

Apoio em Manifestações Sintomáticas Perturbadoras

O medicamento é aplicado em contextos clínicos em que os sintomas criam uma interferência notória na estabilidade quotidiana. O Lamifen é frequentemente utilizado em diversas condições que apresentam padrões de sintomas episódicos ou flutuantes.

“Ajuda a abordar sintomas que interferem com o conforto diário, apoiando os doentes durante episódios de maior desconforto.”

Este foco no alívio contribui para o bem-estar durante os períodos sintomáticos e apoia a estabilidade funcional.


Facto Rápido: Apoio durante a Sobrecarga Funcional O Lamifen é frequentemente aplicado durante fases em que o doente experiencia um aumento do desconforto ou uma sobrecarga funcional temporária, podendo auxiliar na gestão sintomática geral.


Alívio Durante Períodos de Sobrecarga Funcional

Utilizado em domínios onde a assistência sintomática de curto prazo é adequada, o Lamifen é considerado relevante em contextos que envolvem uma maior carga sistémica. O medicamento oferece um alívio sintomático que pode ajudar os doentes a lidar de forma mais estável com manifestações difíceis, sendo útil em situações que requerem assistência sintomática adicional.

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Critérios de utilização e restrições

A elegibilidade para a utilização de Lamifen (terbinafina em comprimidos orais) é definida pela documentação oficial, centrando-se principalmente em contraindicações e na utilização condicionada de acordo com populações específicas de doentes e o seu estado de saúde.

Contraindicações e Restrições

Categoria Estatuto Oficial Restrição
Proibição Absoluta Contraindicado Indivíduos com Doença Hepática Crónica ou Ativa ou histórico de reação alérgica à terbinafina não devem utilizar este medicamento.
Comprometimento Renal Uso Não Recomendado Não recomendado em doentes com comprometimento renal grave (Clearance da Creatinina < 50 mL/min) devido a dados de estudo insuficientes e à diminuição da eliminação do fármaco.
Gravidez/Lactação Uso Não Recomendado Geralmente não recomendado durante a gravidez (dados humanos limitados) ou durante a amamentação (é excretado no leite humano).
Uso Pediátrico Não Estabelecido A segurança e a eficácia não estão estabelecidas para o tratamento da onicomicose na população pediátrica (crianças e adolescentes com menos de 18 anos).
Uso Condicionado Precaução Necessária A utilização requer cautela em doentes com condições pré-existentes como Lúpus Eritematoso Sistémico (LES) ou imunodeficiência.
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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

A documentação regulamentar oficial estrutura o perfil de interações do Lamifen (Cloridrato de Terbinafina) com base nos seus efeitos farmacocinéticos significativos sobre as enzimas metabólicas, nomeadamente o sistema do Citocromo P450 (CYP). O fármaco está formalmente documentado como um inibidor potente da isoenzima CYP2D6. Esta ação inibitória pode levar a um aumento da concentração plasmática de medicamentos administrados em simultâneo que sejam predominantemente metabolizados pela CYP2D6, tais como certos antidepressivos e beta-bloqueadores (por exemplo, desipramina e metoprolol).

Inversamente, a depuração do próprio Lamifen é significativamente alterada por medicamentos que influenciam a atividade da enzima CYP.

Tipo de Substância Exemplo de Medicamento Resultado Oficial da Interação
Inibidor Enzimático Cimetidina, Fluconazol Diminuição da depuração da terbinafina; aumento da exposição (ex: o Fluconazol aumentou a AUC em 69%).
Indutor Enzimático Rifampicina Aumento da depuração da terbinafina em 100%; redução da exposição sistémica.

Foram reportadas interações farmacodinâmicas em casos raros de pós-marketing com a Varfarina, onde se observaram alterações no INR e/ou no tempo de protrombina. No que diz respeito a substâncias não farmacológicas, o Lamifen diminui formalmente a depuração da cafeína. Além disso, a avaliação de potenciais interações deve ter em conta restrições específicas para certas populações, uma vez que o Lamifen não é recomendado para utilização em doentes com doença hepática crónica ou ativa devido à redução da sua depuração.

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Mecanismo de ação

Inibição Enzimática Direcionada e Lise Celular Fúngica

O Lamifen, que contém Terbinafina, exerce um mecanismo de ação altamente seletivo ao visar a enzima fúngica Epoxidase de Esqualeno (EE). O fármaco atua como um inibidor não-competitivo da EE, bloqueando eficazmente a conversão de esqualeno em lanosterol, que é um passo crítico na via de biossíntese de esteróis da célula fúngica.

Este bloqueio desencadeia uma cascata mecanística dupla que resulta na destruição celular do fungo. Em primeiro lugar, a interrupção da via metabólica causa uma deficiência significativa de ergosterol, comprometendo a integridade estrutural da membrana celular fúngica. Em segundo lugar, o substrato da enzima, o esqualeno, acumula-se em concentrações tóxicas no interior da célula fúngica, resultando em danos químicos. Esta ação dupla conduz à destruição física (lise) da célula fúngica.

O fármaco é altamente ceratofílico, uma característica que facilita a sua distribuição rápida e persistente nos tecidos queratinizados, tais como a pele, as unhas e o cabelo. Esta afinidade específica estabelece um reservatório local no tecido, garantindo que as concentrações inibitórias se mantenham no local de proliferação do fungo por um período prolongado.

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Informações sobre dosagem e administração

O Lamifen (terbinafina) é administrado através de vias distintas, dependendo do contexto clínico: a via oral destina-se ao tratamento sistémico e a via tópica à aplicação dermatológica localizada. O medicamento segue um protocolo de administração padronizado, detalhado nos documentos regulamentares.

Elemento Detalhe
Via de Administração Oral (Comprimido, Grânulos) ou Tópica (Creme/Solução).
Dose Padrão no Adulto 250 mg diários para as indicações aprovadas.
Padrão de Frequência Administrado uma vez por dia para todos os regimes orais oficiais.

A administração dos comprimidos orais pode ocorrer com ou sem alimentos. No entanto, a forma em grânulos orais exige condições específicas: deve ser misturada com uma colher de alimentos moles e não ácidos, como puré de batata, e deglutida imediatamente sem mastigar. O uso de alimentos à base de fruta ou ácidos é especificado como inadequado para a ingestão dos grânulos.

A duração total da terapia é definida pela infeção específica; por exemplo, o tratamento da onicomicose nas unhas dos pés é tipicamente prescrito por 12 semanas, enquanto a onicomicose nas unhas das mãos requer uma duração de 6 semanas. São aplicados escalões de dose baseados no peso específicos quando a forma em grânulos orais é utilizada em doentes pediátricos, variando entre 125 mg e 250 mg diários, dependendo do peso corporal. Antes de iniciar a terapia oral, a avaliação da função hepática existente faz parte do protocolo de utilização padronizado.

Na eventualidade de uma dose esquecida, a instrução regulamentar é que esta seja tomada quando o doente se lembrar, a menos que a hora esteja próxima da dose seguinte programada. Nesse caso, a dose esquecida deve ser ignorada para evitar a toma de uma dose dupla.

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Evidência clínica recente

Evidência Científica e Visão Geral dos Estudos sobre o Lamifen

A evidência clínica relativa ao Lamifen (Terbinafina) tem sido avaliada através de investigação científica formal, incluindo ensaios controlados e revisões abrangentes. A investigação descreve principalmente estudos que avaliam os resultados relacionados com infeções fúngicas específicas das unhas e da pele.

Evidência no Uso em Infeções Fúngicas das Unhas (Onicomicose)

A investigação sobre a forma sistémica (comprimidos orais) do Lamifen para infeções fúngicas das unhas baseou-se largamente em Ensaios Controlados Aleatorizados (ECA) e análises de dados agrupados. Os investigadores procuraram medir dois indicadores principais: a taxa de objetivos micológicos, medida através de testes laboratoriais para detetar a presença do fungo, e o estado clínico, que envolve a observação de alterações na aparência da unha. Os estudos monitorizaram os doentes durante um período prolongado, frequentemente entre 12 a 18 meses após a conclusão da fase de tratamento, para observar a durabilidade do efeito. Os estudos indicaram que, devido ao tempo necessário para o crescimento da unha, foram necessários períodos de observação superiores a um ano para obter medições completas dos resultados.

Evidência no Uso em Infeções Fúngicas Comuns da Pele

A investigação que explora as formas tópicas do Lamifen, como cremes e soluções, para condições como o Pé de Atleta (tinea pedis), também utilizou desenhos de estudo controlados, tipicamente ensaios controlados por veículo (substância sem o princípio ativo). Os estudos monitorizaram os resultados relatados pelos doentes, descrevendo o desconforto percecionado, como o prurido (comichão) e a sensação de queimadura, bem como avaliações visuais de descamação e vermelhidão. O acompanhamento destes estudos é geralmente mais curto, com períodos de observação que se estendem tipicamente por várias semanas após o tratamento para confirmar a manutenção do estado clínico.

Lacunas na Investigação e Evidência em Populações Específicas

Embora tenha sido realizada investigação, existem áreas onde os dados permanecem limitados. A evidência é limitada para utilizações específicas de Lamifen em certos grupos de doentes, como crianças e idosos, uma vez que muitos dos estudos fundamentais se focaram predominantemente na população adulta. Adicionalmente, a qualidade da evidência varia entre os estudos, e os dados para tipos específicos de infeções graves ou extensas permanecem insuficientes. A investigação não determina se um indivíduo responderá de forma semelhante; os resultados dos estudos refletem as condições e populações específicas sob as quais foram conduzidos.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Lamifen (FAQ)

P: Com que rapidez é que o Lamifen começa normalmente a atuar em infeções da pele?

No caso das formas tópicas do Lamifen utilizadas em infeções cutâneas como o pé de atleta, a informação oficial indica que o alívio dos sintomas ocorre habitualmente em poucos dias. Caso não se observe qualquer melhoria após duas semanas, é importante procurar o conselho de um profissional de saúde.


P: Quais são os motivos mais comuns para os médicos prescreverem Lamifen?

O Lamifen em comprimidos orais está oficialmente aprovado para o tratamento de infeções fúngicas nas unhas das mãos e dos pés, condição conhecida como onicomicose. Os cremes e soluções tópicas estão aprovados para tratar infeções fúngicas comuns da pele, tais como o pé de atleta (tinea pedis), a tinea da virilha (tinea cruris) e a tinha (tinea corporis).


P: Que medicamentos não devem ser tomados em conjunto com o Lamifen?

Os documentos regulamentares destacam que o Lamifen é um inibidor potente da enzima CYP2D6. Isto significa que pode potencialmente aumentar os níveis de muitos outros medicamentos na corrente sanguínea, incluindo certos antidepressivos e beta-bloqueadores. Adicionalmente, não se recomenda a toma com indutores enzimáticos fortes, como a rifampicina, pois estes reduzem a eficácia do Lamifen.


P: O Lamifen pode causar queda de cabelo?

De acordo com os dados oficiais de segurança, a queda de cabelo, ou alopecia, foi reportada como uma reação adversa muito rara ou em contextos de pós-comercialização, associada ao uso de Lamifen em comprimidos orais.


P: Existem efeitos secundários a longo prazo associados ao uso de Lamifen?

O fármaco possui uma semivida terminal muito longa, o que significa que é eliminado muito lentamente dos tecidos corporais, como a pele e a gordura. Embora a informação oficial liste vários efeitos secundários reportados, não existe uma categoria distinta de efeitos secundários de "longo prazo" formalmente definida nos documentos regulamentares.


P: O álcool interage negativamente com o Lamifen?

Os avisos oficiais referem que o Lamifen oral é contraindicado em doentes com doença hepática crónica ou ativa. Dado que o Lamifen é contraindicado nestes doentes, qualquer fator que possa afetar a função do fígado, como o consumo de álcool, justifica uma discussão com um profissional de saúde.


P: O Lamifen é seguro para crianças?

A informação oficial do produto refere que a segurança e eficácia no tratamento de infeções fúngicas das unhas não foram estabelecidas em crianças com menos de 18 anos. Embora os grânulos orais sejam por vezes utilizados para outras infeções fúngicas em crianças a partir dos quatro anos, o seu uso em crianças mais novas não está estabelecido.


P: O Lamifen pode ser utilizado para infeções por leveduras?

Sim, em muitas regiões, as formas tópicas do Lamifen estão oficialmente aprovadas para o tratamento da candidíase cutânea, uma infeção fúngica comum da pele causada por espécies de Candida.


P: Porque é que algumas pessoas tomam Lamifen durante um período prolongado?

O Lamifen oral é normalmente prescrito por um período alargado, como 6 a 12 semanas, devido à localização da infeção. O medicamento precisa de se acumular e ser transportado para os tecidos queratinizados de crescimento lento, como as unhas, para tratar eficazmente o fungo.


P: Quais são os sinais de que o Lamifen está realmente a funcionar?

Nas infeções da pele, os sinais de melhoria incluem habitualmente o alívio de sintomas como o prurido (comichão), ardor e descamação em poucos dias. Nas infeções das unhas, poderá demorar vários meses até se observarem sinais claros de crescimento de uma unha nova e saudável, devido à lentidão com que as unhas crescem.


P: A exposição solar agrava os efeitos secundários do Lamifen?

Sim, o rótulo oficial avisa que os comprimidos de Lamifen podem tornar a pele sensível à luz, levando a reações como erupções cutâneas ou queimaduras solares graves (fotossensibilidade). A informação oficial indica que se recomenda geralmente minimizar a exposição à luz solar natural e artificial durante a toma deste medicamento.


P: Quanto tempo é que o Lamifen permanece no organismo?

O Lamifen apresenta um perfil de eliminação complexo. A semivida efetiva do fármaco na corrente sanguínea é de cerca de 36 horas. No entanto, a eliminação dos tecidos corporais, como a pele e a gordura, é muito lenta, estando documentada uma semivida terminal entre 200 a 400 horas.


P: Existe uma versão genérica do Lamifen disponível?

Sim. A substância ativa do Lamifen, o cloridrato de terbinafina, é um medicamento bem estabelecido que se encontra amplamente disponível em formas genéricas, tanto em comprimidos como em aplicações tópicas.


P: O que diz a investigação sobre a eficácia do Lamifen?

Os ensaios clínicos para o Lamifen oral em infeções das unhas mediram tanto a erradicação do fungo (cura micológica) como o aparecimento de uma unha limpa (cura clínica), confirmando a sua eficácia contra os tipos de fungos a que se destina. Estudos tópicos confirmaram a sua eficácia contra infeções fúngicas comuns da pele.


P: Os doentes idosos podem utilizar o Lamifen com segurança?

A informação oficial indica que os estudos não identificaram problemas específicos relacionados com a geriatria. Contudo, recomenda-se precaução geral, uma vez que os doentes mais velhos têm maior probabilidade de apresentar condições pré-existentes, como compromisso renal ou hepático, que podem afetar a forma como o organismo elimina o fármaco.


P: O Lamifen tem reputação de causar interações medicamentosas?

Sim. A informação regulamentar destaca que o Lamifen possui um potencial significativo para interações medicamentosas, por ser um inibidor potente da enzima CYP2D6, fundamental para o metabolismo de muitos outros medicamentos comummente prescritos.


P: A utilização excessiva de Lamifen em creme pode causar problemas?

O Lamifen tópico destina-se apenas a uso externo. Recomenda-se geralmente a utilização do creme apenas na quantidade prescrita. A ingestão inadvertida de grandes quantidades poderá potencialmente levar a efeitos secundários semelhantes aos de uma sobredosagem de comprimidos, como dores de cabeça, náuseas e tonturas.


P: Porque é que algumas pessoas sentem a pele seca com o creme Lamifen?

A pele seca, a par da exfoliação cutânea e de uma irritação ligeira no local de aplicação, são reações adversas locais documentadas. Estes efeitos são classificados como reações pouco frequentes ou raras associadas ao uso do creme tópico.


P: O Lamifen é considerado um antifúngico forte?

Sim, o Lamifen é classificado como um antifúngico da classe das alilaminas sintéticas. É conhecido pela sua ação fungicida, o que significa que mata ativamente o organismo fúngico em vez de apenas abrandar o seu crescimento, o que é considerado um efeito potente contra os dermatófitos.


P: Existem estudos publicados que demonstrem o perfil de segurança do Lamifen?

O perfil de segurança do fármaco está formalmente documentado com base em dados recolhidos em ensaios clínicos antes da comercialização, vigilância pós-comercialização e notificações espontâneas. Esta informação encontra-se resumida nos documentos regulamentares oficiais.


P: O Lamifen é um medicamento de venda livre em alguns países?

A forma de comprimidos orais do Lamifen apenas pode ser obtida mediante receita médica em todo o mundo. No entanto, as formas de creme tópico e spray da substância ativa (terbinafina) estão frequentemente disponíveis como medicamentos não sujeitos a receita médica (MNSRM) em muitos países para o tratamento de infeções fúngicas da pele.


P: O que devo fazer se os meus sintomas piorarem após começar o Lamifen?

Caso os sintomas piorem ou ocorra uma nova reação grave — como sinais de problemas hepáticos (icterícia) ou uma reação alérgica grave — a recomendação oficial é interromper a medicação e contactar imediatamente um profissional de saúde.


P: Existem restrições alimentares específicas durante a toma de Lamifen oral?

Os comprimidos de Lamifen podem ser tomados com ou sem alimentos. No entanto, a forma de grânulos orais possui condições de administração específicas: deve ser misturada com uma pequena quantidade de alimentos moles, não ácidos, e deglutida de imediato.


P: É normal sentir uma sensação de ardor ao aplicar o creme Lamifen?

Sintomas locais no local de aplicação, incluindo sensação de ardor, dor e irritação, estão documentados na informação oficial como reações adversas pouco frequentes após a aplicação de Lamifen em creme.


P: O Lamifen pode ser utilizado para tratar o pé de atleta?

Sim, as formas de creme tópico e solução do Lamifen estão formalmente indicadas para o tratamento do Pé de Atleta (tinea pedis). Os comprimidos orais também podem ser utilizados para certas infeções fúngicas da pele graves que não respondem ao tratamento tópico.


P: O que acontece se o creme Lamifen entrar em contacto com os olhos?

O Lamifen tópico serve apenas para uso externo. A informação oficial para o doente refere que, se o creme entrar acidentalmente em contacto com os olhos, pode causar irritação, devendo os mesmos ser abundantemente enxaguados com água.

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Como Lamifen deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Proceder à Eliminação de Lamifen (Terbinafina)

O Lamifen (cloridrato de terbinafina) deve ser conservado de acordo com as condições oficialmente documentadas para garantir a manutenção da sua estabilidade.

Requisitos de Conservação

Condição Requisito
Temperatura Conservar a Temperatura Ambiente Controlada (20°C a 25°C). São permitidas variações temporárias até aos 30°C.
Proteção Deve ser protegido da luz e mantido afastado do calor excessivo e da humidade.
Recipiente Manter num recipiente hermeticamente fechado e conservar na embalagem original.
Segurança Infantil Deve ser mantido fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções Oficiais para Eliminação

A eliminação deve seguir as diretrizes governamentais para medicamentos que não podem ser eliminados por via de esgoto (sanita). O Lamifen não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser descartado através de um programa de retoma de medicamentos (como os pontos de recolha em farmácias) ou pelo método de lixo doméstico oficialmente recomendado (misturado com uma substância indesejável num recipiente selado). Toda a eliminação deve ser efetuada em conformidade com os requisitos regulamentares locais.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Lamifen encontrado em:

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