Kivexa

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Kivexa

Opção de tratamento: Immunodeficiency, Infection

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Kivexa

O que é o Kivexa?

Propriedade Descrição
Substâncias Ativas Sulfato de abacavir e Lamivudina
Forma Farmacêutica Comprimidos revestidos por película
Classe Farmacológica Inibidores Nucleosídeos da Transcriptase Inversa (ITRIs)
Utilização Comum Tratamento da infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH-1)
Origem Análogos nucleosídeos sintéticos

O Kivexa é um medicamento antirretroviral sujeito a receita médica, administrado sob a forma de comprimidos revestidos por película, que combina dois componentes ativos distintos para a gestão da infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana tipo 1 (VIH-1). Esta combinação de dose fixa (CDF) num único comprimido simplifica o regime terapêutico em comparação com a toma de dois comprimidos separados. O desenvolvimento desta CDF de dois componentes é clinicamente reconhecido por melhorar a adesão do doente ao tratamento, um aspeto crucial para o sucesso da gestão do VIH a longo prazo.


Composição e Classe Farmacológica

O medicamento contém dois análogos nucleosídeos sintéticos principais: o sulfato de abacavir (ABC) e a lamivudina (3TC). Ambos os componentes ativos pertencem à mesma classe farmacológica de base: os Inibidores Nucleosídeos da Transcriptase Inversa (ITRIs). Esta estrutura de ITRI duplo é um pilar padrão e essencial nos tratamentos antirretrovirais modernos, proporcionando dois mecanismos de ação sinérgicos num único comprimido conveniente. A proporção fixa de abacavir e lamivudina no Kivexa representa uma formulação específica, desenvolvida para cumprir requisitos posológicos estabelecidos.


Objetivo Geral: Supressão da Replicação Viral

O objetivo geral do Kivexa é interferir diretamente no ciclo de vida do vírus VIH-1 para alcançar a supressão da replicação viral. Os ITRIs funcionam como "falsos blocos de construção" que interrompem a atividade de uma enzima viral fundamental chamada transcriptase inversa. Ao travar eficazmente este processo de replicação, o Kivexa impede a multiplicação do vírus, o que ajuda a manter e a preservar o funcionamento do sistema imunitário do doente. Este tipo de terapia combinada é tipicamente utilizado como regime inicial para adultos e adolescentes, sendo apoiado por múltiplos estudos que confirmam a sua eficácia na obtenção e manutenção de cargas virais indetetáveis.

Quais efeitos secundários são possíveis com Kivexa?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do Kivexa (Abacavir/Lamivudina) baseia-se nas classificações oficiais, detalhando as reações adversas documentadas e as restrições de segurança. Os efeitos adversos estão organizados de acordo com o sistema que afetam e a respetiva frequência de ocorrência, conforme definido na documentação técnica.

Frequência e Classificações por Órgãos e Sistemas

As reações adversas são classificadas de acordo com a sua frequência. A cefaleia (dor de cabeça) é listada como muito comum, afetando 1 ou mais em cada 10 doentes. As reações comuns, que atingem entre 1 a 10 em cada 100 doentes, envolvem frequentemente o Sistema Gastrointestinal (como náuseas, vómitos, diarreia ou dor abdominal), o Sistema Nervoso (como insónia ou fadiga) e o Metabolismo (como a anorexia). Efeitos pouco comuns incluem alterações nas Contagens de Células do Sangue, como a neutropenia.

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

Existem preocupações graves específicas que devem ser tidas em conta. A Reação de Hipersensibilidade ao Abacavir (RHS) é uma questão de segurança que envolve múltiplos órgãos e surge, frequentemente, nas primeiras seis semanas de tratamento. Esta reação é significativamente mais provável em indivíduos portadores do *alelo HLA-B5701. A Acidose Láctica acompanhada de alterações hepáticas graves e as Exacerbações Agudas Graves da Hepatite B** após a interrupção do fármaco são também riscos graves documentados.

A utilização está sujeita a Limitações Específicas de População. O Kivexa não é recomendado para doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina inferior a 50 ml/min) ou insuficiência hepática grave. Além disso, o medicamento não deve ser reiniciado após uma suspeita de RHS devido ao risco de uma ocorrência recorrente potencialmente fatal. A utilização prolongada de terapêutica antirretroviral está associada a padrões como a lipodistrofia (redistribuição da gordura corporal) e a osteonecrose.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

Caso suspeite de uma toma excessiva (sobredosagem) de Kivexa (abacavir/lamivudina), deve contactar imediatamente os serviços de emergência médica locais ou um centro de informação antivenenos. Mesmo que não existam sinais imediatos de desconforto, uma avaliação médica urgente é essencial.

As situações de sobredosagem com Kivexa são pouco comuns e não foram reportadas fatalidades resultantes de ingestão aguda em estudos clínicos. Foram administradas doses únicas significativamente superiores à dose terapêutica padrão sem que se verificassem reações adversas graves inesperadas. No entanto, os efeitos exatos de uma sobredosagem massiva não são totalmente conhecidos.

Os potenciais sintomas que podem ocorrer num cenário de suspeita de sobredosagem relacionam-se principalmente com o perfil de efeitos secundários conhecidos e podem incluir:

Grupo de Sintomas Possíveis Efeitos
Gastrointestinais Náuseas, vómitos, diarreia, dor abdominal
Sistémicos/Outros Cefaleias, fadiga ou mal-estar geral

A lamivudina, um componente do Kivexa, é removível através de hemodiálise, que pode ser utilizada em ambiente clínico se for clinicamente necessário. O abacavir não é removido de forma eficaz por este método.

Quando procurar ajuda médica imediata

É vital interromper a toma de Kivexa e procurar assistência médica de emergência de imediato se suspeitar de uma reação de hipersensibilidade ao abacavir (RHS), que pode colocar a vida em risco e ser confundida com uma sobredosagem ou com uma doença comum. Interrompa a medicação e procure ajuda se desenvolver um ou mais sintomas de, pelo menos, dois dos seguintes cinco grupos:

  • Febre
  • Erupção cutânea
  • Gastrointestinais (náuseas, vómitos, diarreia ou dor abdominal)
  • Respiratórios (dor de garganta, tosse ou falta de ar)
  • Constitucionais (cansaço extremo, dores no corpo ou sensação geral de doença)

Usos terapêuticos de Kivexa

Para que serve o Kivexa: principais utilizações e benefícios

O Kivexa é habitualmente utilizado como um componente fundamental no tratamento a longo prazo da infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana tipo 1 (VIH-1). A sua estratégia terapêutica é aplicada na abordagem da infecção viral subjacente para ajudar a preservar a saúde e apoiar a gestão da doença.


Cobertura Terapêutica

A utilização principal do Kivexa é ajudar a abordar a atividade da doença viral. O medicamento é frequentemente utilizado para auxiliar o doente a atingir e manter uma redução significativa da quantidade de vírus no sangue, conhecida como uma carga viral indetetável, o que é considerado relevante para os objetivos do tratamento. O Kivexa é pertinente para a gestão das manifestações da infecção por VIH-1, particularmente em adultos e adolescentes sem tratamento prévio.

“Ao simplificar o regime diário, esta combinação de dose fixa pode ajudar a apoiar a adesão do doente, um fator relevante para manter o controlo viral a longo prazo.”

Preservação Imunitária e Utilidade Clínica

A terapêutica com Kivexa pode auxiliar na reversão do compromisso imunitário causado pelo vírus, contribuindo para a recuperação das contagens de células imunitárias. Ao apoiar o sistema imunitário, o medicamento pode ajudar a reduzir o risco de desenvolvimento de infecções oportunistas e pode auxiliar no retardamento da progressão para a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (SIDA). A sua combinação de dose fixa oferece o benefício prático de simplificar o esquema terapêutico para a gestão das manifestações desta condição crónica.


Facto Rápido: Alívio da Atividade da Doença Viral

O Kivexa apoia o organismo no controlo da carga viral sistémica, o que é relevante para o suporte do sistema imunitário e para auxiliar na manutenção da estabilidade funcional durante a infecção crónica por VIH-1.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Kivexa?

A elegibilidade para o tratamento com Kivexa é rigorosamente definida por critérios genéticos, fisiológicos e de peso, conforme detalhado nos documentos oficiais.


Contraindicações (Proibição Absoluta)

O Kivexa está contraindicado em qualquer doente que teste positivo para o *alelo HLA-B5701. Adicionalmente, o seu uso é proibido em doentes com um histórico prévio de reação de hipersensibilidade ao abacavir, independentemente do seu estado genético. A utilização é também proibida em doentes com insuficiência hepática grave** (Classe C de Child-Pugh).


Populações Elegíveis e Restritas

O Kivexa é indicado para adultos e adolescentes com um peso mínimo de 25 kg e que não apresentem as contraindicações documentadas. No entanto, a natureza de dose fixa do comprimido impõe diversas restrições.

O medicamento não é recomendado para doentes com insuficiência renal (habitualmente com uma depuração da creatinina inferior a 50 mL/min) ou para aqueles com insuficiência hepática ligeira, dado que a dose dos componentes individuais não pode ser ajustada nestes casos. Da mesma forma, o comprimido não é recomendado para crianças e adolescentes com um peso inferior a 25 kg. É aconselhado cuidado especial em adultos mais velhos devido à insuficiência de dados específicos. Além disso, o aleitamento não é recomendado em mulheres infetadas pelo VIH que tomem Kivexa, de forma a prevenir o risco de transmissão pós-natal do vírus.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Kivexa com outros medicamentos e produtos

As informações oficiais descrevem padrões de interação específicos para o Kivexa (Abacavir/Lamivudina), com foco em condicionantes farmacocinéticas e farmacodinâmicas. A natureza de dose fixa deste produto impõe limitações, contraindicando a sua utilização em doentes com insuficiência hepática moderada ou grave.

Padrões de Interação Documentados

Os componentes ativos não são metabolizados de forma significativa pelo sistema enzimático principal CYP450, mas outros mecanismos levam a interações documentadas.

Substância Interatuante Resultado Oficial da Interação
Etanol (Álcool) Aumenta a exposição plasmática do abacavir em aproximadamente 41% através do metabolismo da desidrogenase alcoólica.
Trimetoprim (em Co-trimoxazol) Aumenta a exposição plasmática da lamivudina em cerca de 40% devido à inibição do sistema de transporte de catiões orgânicos renais (OCT).
Cladribina A utilização concomitante não é recomendada, pois a lamivudina pode inibir a ativação intracelular da cladribina.
Metadona Pode alterar as concentrações de metadona, podendo ser necessário um ajuste posológico.
Sorbitol (Solução Oral) A coadministração crónica deve ser evitada, uma vez que pode diminuir as concentrações de lamivudina.
Ribavirina/Interferão-alfa Risco acrescido de reações adversas hepáticas graves em doentes coinfectados, exigindo uma monitorização rigorosa.

Restrições Relacionadas com Interações

O Kivexa não deve ser reiniciado em doentes com histórico de suspeita de reação de hipersensibilidade ao abacavir, e o seu início é contraindicado em doentes que testem *positivo para o HLA-B5701. Também não é recomendado para utilização em doentes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina inferior a 30 mL/min) ou em conjunto com outros produtos que contenham abacavir ou lamivudina**.

Mecanismo de ação

Inibição Competitiva da Transcriptase Inversa Viral

Este domínio foca-se nos metabolitos trifosfato ativos do abacavir e da lamivudina, que competem com os nucleosídeos naturais pelo local ativo da enzima Transcriptase Inversa do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH). Esta competição contribui para a limitação da formação do intermediário de ADN viral de cadeia dupla por parte da enzima, um processo necessário para a integração subsequente do provírus.


Terminação Obrigatória da Cadeia de ADN Viral

Este mecanismo ocorre quando os análogos nucleosídeos modificados do fármaco são incorporados na cadeia de ADN viral em crescimento, causando uma paragem imediata do alongamento devido à ausência do grupo 3'-OH necessário. O efeito desta via fundamental resulta, em última análise, num provírus incompleto, dificultando assim a sua capacidade de se integrar no cromossoma da célula hospedeira. Esta sequência de eventos afeta a produção de novos moldes genéticos virais para a transcrição subsequente, o que contribui para uma diminuição do número de cópias de ADN viral recém-sintetizadas.

Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Kivexa: Orientações Oficiais de Administração

O Kivexa é uma combinação de dose fixa de abacavir (600 mg) e lamivudina (300 mg), concebida para a gestão a longo prazo da infecção pelo VIH-1. A sua utilização é estritamente definida por diretrizes que normalizam a via de administração e o esquema posológico.


Regime Posológico Padrão

O medicamento é administrado como um único comprimido revestido por película tomado por via oral. A dose padrão para adultos e adolescentes é de um comprimido uma vez ao dia, o que reflete a conveniência da formulação de dose fixa. Para flexibilidade na rotina diária do doente, o comprimido pode ser tomado com ou sem alimentos.


Restrições de Procedimento e de População

Devido à natureza do comprimido de dose fixa, o Kivexa deve ser engolido inteiro e não deve ser dividido, esmagado ou mastigado. Destina-se a doentes que não necessitam de ajuste de dose dos componentes individuais.

Aplicam-se restrições específicas para garantir uma utilização adequada:

Quanto ao Peso Corporal, a utilização é geralmente limitada a doentes com peso mínimo de 40 kg, uma vez que a dose é fixa e não pode ser reduzida para indivíduos com menor peso.

Relativamente à Função Orgânica, o Kivexa não é recomendado para doentes com insuficiência renal moderada a grave (depuração da creatinina < 50 mL/min) ou insuficiência hepática significativa, dado que estas condições exigem doses ajustáveis e separadas dos componentes.

Se ocorrer o esquecimento de uma dose, as orientações instruem o doente a não tomar uma dose dupla para compensar. O doente deve retomar o esquema regular de uma vez ao dia, não tomando a dose esquecida se a próxima toma agendada estiver iminente.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Kivexa


Evidência para Utilização como Terapêutica Antirretroviral Inicial

A investigação sobre a combinação de Abacavir/Lamivudina foi conduzida essencialmente através de Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA). Estes estudos foram desenhados para explorar a utilização deste componente duplo em combinação com um terceiro agente, num regime antirretroviral completo, em indivíduos que não tinham recebido tratamento anterior para a infeção por VIH-1. A investigação analisou a utilização da combinação em adultos virgens de tratamento e em determinadas populações de adolescentes.

Os resultados descrevem os padrões observados nos estudos. A investigação comparou as medições do ARN viral e as contagens de células imunitárias entre o regime de Abacavir/Lamivudina e outras bases semelhantes de ITRN. A investigação destaca os níveis medidos de carga viral e as alterações nas contagens de células T CD4+ durante o período do estudo. Por exemplo, alguns estudos exploraram se os resultados variam em indivíduos que iniciam a terapia com uma carga viral basal elevada.


Evidência para Manutenção da Supressão Viral

A investigação também explorou a utilização do Kivexa como um único comprimido de combinação de dose fixa (CDF). Foram necessários estudos de bioequivalência iniciais para confirmar que o comprimido único de CDF fornecia ao organismo quantidades dos dois princípios ativos comparáveis às das tomas de comprimidos separados. Estes estudos especializados reportaram que o comprimido de CDF era bioequivalente, o que significa que o corpo absorvia os componentes de forma semelhante.

Estudos de substituição posteriores monitorizaram os níveis de carga viral medidos após a transição para o comprimido único. Os resultados indicam que o regime de comprimido único foi associado a uma alteração na complexidade do esquema terapêutico, tendo os investigadores analisado a adesão dos doentes ao regime.


Lacunas na Investigação e Áreas de Incerteza

A investigação que sustentou a avaliação inicial do Kivexa incluiu dados de médio prazo, provenientes principalmente de ensaios com períodos de seguimento de 48 semanas e 96 semanas, fornecendo contexto, mas não previsões individuais sobre a durabilidade de uma resposta ao longo de muitos anos. Os dados para certos grupos permanecem insuficientes; por exemplo, os ensaios clínicos originais não incluíram um número suficiente de doentes com 65 ou mais anos de idade. Nem todos os cenários terapêuticos ou combinações possíveis foram explorados em evidência comparativa.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Kivexa (FAQ)

P: O Kivexa é considerado um tratamento antigo ou continua a ser uma opção principal?

Os documentos oficiais autorizam o uso do Kivexa em terapias antirretrovirais combinadas, frequentemente como parte de um regime inicial para doentes virgens de tratamento. Esta informação confirma o seu papel estabelecido como um componente autorizado na gestão da infeção por VIH-1.

P: Quais são os sinais de uma reação cutânea grave associada ao Kivexa?

As informações de segurança identificam a Reação de Hipersensibilidade ao Abacavir (RHS) como uma preocupação grave. Os sinais podem incluir uma erupção cutânea ou febre, frequentemente acompanhadas por sintomas no sistema digestivo (como náuseas ou diarreia) ou no sistema respiratório. A combinação destes sintomas é um sinal para avaliação médica imediata.

P: O Kivexa pode afetar os níveis das enzimas hepáticas? Com que frequência são verificados?

As informações oficiais referem que o Kivexa está associado a um risco de aumento nos parâmetros da função hepática, não sendo recomendado para pessoas com insuficiência hepática grave. A frequência da monitorização das análises sanguíneas, incluindo os testes de função hepática, é orientada pelas diretrizes gerais de tratamento do VIH e pelo critério clínico do médico assistente.

P: Que informação existe sobre o uso de Kivexa durante a gravidez ou o aleitamento?

Os componentes ativos estão referenciados nas diretrizes relativas aos regimes antirretrovirais durante a gravidez. Contudo, as informações oficiais indicam que o aleitamento não é recomendado para mães seropositivas. Esta medida destina-se a prevenir o risco potencial de transmissão pós-natal do VIH.

P: E se o doente também tiver uma coinfeção como Hepatite B ou C?

A lamivudina, um dos componentes do Kivexa, é também ativa contra o vírus da Hepatite B (VHB). Se um doente com coinfeção por VHB interromper a toma de Kivexa, poderá ocorrer uma exacerbação aguda grave da Hepatite B. Por este motivo, recomenda-se a monitorização de alterações hepáticas caso o medicamento seja descontinuado.

P: O que diz a investigação recente sobre a eficácia a longo prazo do Kivexa?

Os estudos demonstraram a eficácia do Kivexa na obtenção e manutenção da supressão viral durante os períodos de observação dos ensaios clínicos, que incluíram durações de seguimento de 48 e 96 semanas. A segurança a longo prazo e os efeitos para além destas durações iniciais continuam a ser monitorizados pelas entidades competentes.

P: Se a carga viral de um doente estiver indetetável, por que razão deve continuar a tomar Kivexa?

Os documentos oficiais clarificam que o Kivexa é um tratamento que suprime o vírus VIH; este não cura a infeção. Por esta razão, as orientações indicam que o tratamento é geralmente continuado por tempo indefinido para evitar que a carga viral volte a subir.

P: Para que é utilizado o Kivexa além do tratamento do VIH?

O Kivexa está licenciado e aprovado exclusivamente para o tratamento da infeção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana tipo 1 (VIH-1). Os documentos oficiais especificam que deve ser utilizado em combinação com outros medicamentos antirretrovirais como parte de um regime completo.

P: O Kivexa é o mesmo medicamento que a marca americana Epzicom?

Sim, a informação regulamentar confirma que Kivexa é o nome comercial utilizado em muitos países fora dos EUA, e Epzicom é o nome comercial nos EUA para exatamente o mesmo comprimido de combinação de dose fixa contendo 600 mg de abacavir e 300 mg de lamivudina.

P: O Kivexa previne a transmissão do VIH?

Não, a informação oficial do produto indica que o Kivexa não elimina o risco de transmitir a infeção por VIH a outras pessoas. As orientações indicam que continua a ser necessário manter precauções adequadas, tais como práticas de sexo seguro.

P: Com que rapidez se pode esperar que o Kivexa comece a mostrar efeitos na carga viral?

Os estudos clínicos mediram os resultados principais, tais como a redução significativa da carga viral, após períodos de tratamento específicos de 24 ou 48 semanas. O tempo necessário para um indivíduo atingir uma carga viral indetetável é variável e deve ser discutido com um profissional de saúde.

P: O Kivexa pode ser tomado com analgésicos de venda livre, como o ibuprofeno?

Os componentes ativos do Kivexa têm uma baixa probabilidade de interações metabólicas com fármacos que utilizam o sistema enzimático principal CYP450, o qual inclui muitos medicamentos não sujeitos a receita médica. No entanto, deve consultar-se sempre a rotulagem oficial do produto para garantir que não existem avisos específicos para medicamentos coadministrados.

P: Que alimentos ou bebidas devem geralmente ser evitados com o Kivexa?

De acordo com as diretrizes de administração, o Kivexa pode ser tomado com ou sem alimentos. A informação oficial não lista alimentos ou bebidas específicos que devam ser evitados durante o tratamento.

P: Pessoas com problemas cardíacos ou tensão alta podem tomar Kivexa com segurança?

A rotulagem refere que se aconselha cuidado especial em doentes com problemas cardiovasculares. Não se pode excluir que o abacavir possa aumentar o risco de eventos cardiovasculares, o que está assinalado como um aviso nos documentos regulamentares.

P: Qual é o risco de desenvolver resistência ao medicamento enquanto se toma Kivexa?

O desenvolvimento de resistência é um risco conhecido em todas as terapias antirretrovirais. Isto está frequentemente associado a uma adesão insuficiente, algo que a estrutura de combinação de dose fixa foi desenhada para simplificar. Manter uma utilização consistente é fundamental para minimizar este risco.

P: Qual é a frequência necessária para a monitorização das análises sanguíneas ao tomar Kivexa?

A monitorização das análises é necessária para verificar alterações, particularmente nos lípidos sanguíneos, níveis de glicose e funções hepática e renal. A frequência desta monitorização é guiada pelas diretrizes gerais de tratamento do VIH, e não especificada na rotulagem do fármaco em si.

P: Onde podem os doentes encontrar o documento oficial com as informações de prescrição do Kivexa?

As informações oficiais de prescrição podem ser encontradas nos sites das autoridades regulamentares governamentais. Estes documentos incluem o Resumo das Características do Medicamento ou a rotulagem oficial aprovada.

P: O Kivexa está disponível numa versão genérica na maioria dos países?

Sim, os princípios ativos, abacavir e lamivudina, estão amplamente disponíveis como combinação de dose fixa genérica em muitas regiões. Esta disponibilidade genérica é reconhecida em documentos oficiais de vários países.

P: O Kivexa pode ser utilizado por indivíduos com diabetes ou preocupações com o açúcar no sangue?

Aconselha-se cuidado especial em doentes com níveis elevados de açúcar no sangue ou preocupações com diabetes. Isto deve-se ao facto de a terapia antirretroviral poder estar associada a alterações medidas nos níveis de lípidos e glicose no sangue.

P: O Kivexa é formulado com alergénios comuns, como glúten ou lactose?

A lista completa de todos os ingredientes, incluindo componentes inativos (excipientes), está detalhada na informação oficial do produto. Este documento especifica a inclusão de quaisquer potenciais alergénios, como lactose ou glúten, para referência do doente.

Como Kivexa deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Kivexa

Os comprimidos de Kivexa (abacavir e lamivudina) devem ser conservados de acordo com requisitos específicos para manter a estabilidade e a segurança do produto.

Requisitos Oficiais de Conservação

Os comprimidos devem ser conservados à temperatura ambiente, especificamente abaixo de 30°C (86°F). As orientações indicam explicitamente que o medicamento não deve ser refrigerado nem congelado.

Classificação de Conservação Requisito
Intervalo de Temperatura Conservar abaixo de 30°C (Não refrigerar nem congelar)
Integridade do Recipiente Manter no recipiente original e com a tampa bem fechada
Proteção de Crianças Manter fora da vista e do alcance das crianças

Instruções de Eliminação

As normas de eliminação exigem que os doentes que tenham sofrido uma reação de hipersensibilidade eliminem imediatamente quaisquer comprimidos restantes em sua posse para evitar uma reexposição acidental. O Kivexa não utilizado ou fora do prazo de validade não deve ser eliminado no lixo doméstico nem em águas residuais. A eliminação deve ser realizada de acordo com os requisitos locais ou através de um programa oficial de recolha de resíduos farmacêuticos.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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