Kandrozid

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Kandrozid

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Candesartan cilexetil
Forma farmacêutica Comprimido oral
Classe farmacológica Antagonista dos Recetores da Angiotensina II (ARA II)
Objetivo geral Controlo da hipertensão arterial
Origem Composto sintético

Que tipo de medicamento é o Kandrozid?

O Kandrozid é um fármaco de origem sintética, disponível apenas mediante receita médica, classificado como um agente cardiovascular que pertence formalmente à classe farmacológica conhecida como Antagonistas dos Recetores da Angiotensina II (ARA II). Esta classificação significa que o medicamento foi especificamente concebido para interferir com uma via hormonal fundamental que regula a pressão arterial. A substância ativa do Kandrozid é o Candesartan cilexetil, clinicamente reconhecido pela sua eficácia em bloquear os efeitos da hormona pressora Angiotensina II. Enquanto classe, os ARA II atuam através do bloqueio direto dos efeitos desta hormona, oferecendo uma abordagem focada no controlo da pressão arterial que pode constituir uma alternativa preferencial para determinados grupos de doentes.

Composição e natureza de pró-fármaco

O Kandrozid é formulado como uma forma farmacêutica oral, especificamente um comprimido, e contém o Candesartan cilexetil como um produto de substância única. O Candesartan cilexetil é identificado como um pró-fármaco, o que representa uma característica funcional indicando que o composto administrado é inicialmente inativo após a ingestão. O composto sofre uma conversão rápida no agente terapêutico totalmente ativo, o Candesartan, após a sua absorção. Esta formulação e o respetivo processo de conversão são sustentados por estudos farmacológicos, garantindo que uma quantidade previsível e constante da substância ativa é libertada a nível sistémico para um efeito terapêutico fiável.

Objetivo geral e benefício fundamental

O objetivo geral do Kandrozid é apoiar a redução controlada da pressão arterial, antagonizando os efeitos do principal agente pressor do organismo. Ao bloquear seletivamente o recetor AT1, a molécula ativa de Candesartan inibe a vasoconstrição (estreitamento dos vasos sanguíneos) e reduz os sinais de retenção de líquidos. Esta ação diminui a resistência contra a qual o coração tem de bombear o sangue, proporcionando o benefício terapêutico fundamental necessário para a gestão a longo prazo da hipertensão arterial sistémica, um cenário típico para doentes que necessitam de um controlo sustentado da pressão arterial.

Quais efeitos secundários são possíveis com Kandrozid?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança oficial do Kandrozid, conforme documentado em fontes regulamentares, organiza as reações adversas principalmente pela sua frequência e pela Classe de Sistemas de Órgãos (SOC) afetada. As reações classificadas como Frequentes incluem infeções do trato respiratório superior, cefaleias (dores de cabeça), tonturas e dor nas costas. Estas distinguem-se de efeitos categorizados como Muito Raros, que incluem condições mais graves, como o angioedema e a agranulocitose.

Considerações de segurança documentadas

O rótulo destaca Reações Adversas Graves específicas. Estas incluem a Toxicidade Fetal, que resulta numa contraindicação rigorosa durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez. Outras reações graves, embora raras, são o Angioedema (inchaço sob a pele) e a Insuficiência Renal Aguda ou deterioração da função renal.

Restrições populacionais e de exposição

Aplicam-se Restrições de Segurança Específicas para certas populações, proibindo o seu uso em lactentes com menos de um ano de idade e em doentes com compromisso hepático grave ou colestase. Relativamente aos padrões de exposição, os documentos oficiais observam que certos efeitos, como a hipotensão (tensão arterial baixa), têm maior probabilidade de ocorrer no início da terapêutica em indivíduos suscetíveis, tais como aqueles com insuficiência cardíaca ou depleção de volume. O uso é também restrito em combinação com outros agentes que bloqueiam o Sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona (SRAA), devido a um risco aumentado de efeitos adversos graves. Além disso, a monitorização periódica de parâmetros como o potássio sérico e a função renal é um requisito de segurança documentado.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A manifestação clínica primária de uma sobredosagem com Kandrozid é a hipotensão sintomática, que se caracteriza por uma descida acentuada e severa da pressão arterial. Os sinais documentados que podem acompanhar este estado incluem tonturas, desmaios e alterações no ritmo cardíaco, especificamente o aumento ou a diminuição anómala dos batimentos (taquicardia ou bradicardia). O sistema cardiovascular é o principal sistema fisiológico afetado nestas situações.

Em termos de gestão clínica, não existe um antídoto específico para esta substância. O tratamento é definido como de suporte e focado no alívio dos sintomas, incluindo frequentemente medidas como a reposição de volume. É importante notar que a substância ativa, o Candesartan, não pode ser removida do organismo através de hemodiálise. Além disso, a avaliação médica de uma sobredosagem deve considerar a possibilidade de ingestão de múltiplos fármacos e potenciais alterações na forma como o corpo processa o medicamento.

Deve-se procurar assistência médica imediata sempre que ocorram manifestações graves que coloquem a vida em risco. É imperativo contactar os serviços de emergência se o indivíduo apresentar um colapso, uma convulsão, dificuldade em respirar ou se não conseguir acordar. O aparecimento destes desfechos graves constitui o critério imediato para a intervenção médica de emergência, uma vez que a sobredosagem representa uma extensão exagerada do efeito pretendido do medicamento.

Usos terapêuticos de Kandrozid

O que o Kandrozid trata: principais utilizações e benefícios

O Kandrozid (Candesartan Cilexetil) é geralmente utilizado para a gestão crónica de condições cardiovasculares caracterizadas por um aumento do esforço fisiológico, de acordo com a informação oficial farmacêutica.

O medicamento pode fazer parte da gestão sintomática em terapêuticas de longa duração, sendo aplicado em áreas onde é necessário apoio na gestão de sintomas, incluindo a pressão arterial sistémica elevada (hipertensão) em adultos e crianças, e a insuficiência cardíaca crónica. É relevante em contextos que envolvem uma elevada sobrecarga sistémica. É também comummente utilizado para gerir a nefropatia diabética em doentes com diabetes e hipertensão arterial coexistente.

O papel fundamental do Kandrozid contribui para aliviar a tensão vascular persistente no sistema circulatório e apoia a proteção de órgãos vitais. Esta aplicação contribui para um maior bem-estar durante períodos de esforço crónico.

“Este medicamento pode auxiliar na redução do risco global do doente no que respeita a futuros eventos cardiovasculares.”


Facto Rápido: Alívio da Tensão Vascular Persistente

  • Condições-Alvo: Hipertensão, Insuficiência Cardíaca Crónica, Nefropatia Diabética
  • Benefício Principal: Contribui para atenuar a carga geral dos sintomas
  • Contexto de Utilização: Gestão a longo prazo do esforço fisiológico crónico

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Kandrozid?

A utilização do Kandrozid é regida por normas oficiais de elegibilidade populacional definidas por autoridades reguladoras a nível mundial. O medicamento está aprovado para adultos no tratamento da hipertensão arterial e da insuficiência cardíaca, estando também aprovado para pacientes pediátricos com idades compreendidas entre 1 e menos de 17 anos para o tratamento da hipertensão.

Contraindicações Absolutas

O Kandrozid não deve ser utilizado nas seguintes populações devido a proibições regulamentares explícitas:

  • Mulheres que se encontrem no segundo ou terceiro trimestres de gravidez, sendo que a utilização também não é recomendada durante o primeiro trimestre.
  • Crianças com idade inferior a um ano.
  • Pacientes com compromisso hepático grave ou uma condição conhecida como colestase, que se caracteriza pela obstrução biliar.
  • Pacientes com diabetes mellitus ou compromisso renal, especificamente com uma taxa de filtração glomerular (GFR) inferior a 60 mL/min/1.73 m², que estejam a tomar simultaneamente produtos que contenham Aliscireno.
  • Pacientes com hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou aos seus excipientes.

Restrições de Elegibilidade

Grupos específicos de pacientes requerem uma consideração especial ou são considerados inelegíveis sob determinadas condições:

  • O medicamento não é recomendado para mulheres em período de amamentação ou pacientes com Hiperaldosteronismo Primário.
  • A utilização não está estabelecida em pacientes pediátricos cuja Taxa de Filtração Glomerular (GFR) seja inferior a 30 mL/min/1.73 m².
  • Pacientes com depleção de volume ou de sal, ou que apresentem compromisso hepático moderado, apenas devem iniciar o tratamento sob supervisão médica estreita.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações significativas com o Kandrozid

O Kandrozid, enquanto Antagonista dos Recetores da Angiotensina II (ARA II), pode interagir com diversas categorias de medicamentos, o que poderá tornar necessária uma monitorização cuidadosa ou ajustes na dosagem. As interações centram-se sobretudo no risco de níveis elevados de potássio (hipercaliemia), alterações na pressão arterial e potencial deterioração da função renal.

Categorias de produtos com interação

Categoria do Produto Efeito Potencial
Inibidores do SRA (ex: Inibidores da ECA, Aliscireno) Risco acrescido de pressão arterial baixa (hipotensão), hipercaliemia e agravamento da função renal. O bloqueio duplo é geralmente evitado e está contraindicado com o Aliscireno em doentes com diabetes mellitus.
Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs) Podem reduzir o efeito de diminuição da pressão arterial do Kandrozid e aumentar o risco de compromisso da função renal, particularmente em idosos ou doentes com depleção de volume.
Agentes que aumentam o potássio (ex: diuréticos poupadores de potássio, suplementos, substitutos do sal) Risco significativamente aumentado de hipercaliemia. Os níveis de potássio sérico devem ser monitorizados periodicamente.
Lítio Pode causar um aumento das concentrações séricas de lítio, conduzindo potencialmente à toxicidade. É necessária uma monitorização rigorosa dos níveis de lítio durante a coadministração.

Doentes com condições pré-existentes, como diabetes ou compromisso renal moderado a grave, enfrentam um risco superior de resultados adversos ao combinar o Kandrozid com outros agentes que afetem o sistema renina-angiotensina. Estas combinações exigem uma avaliação clínica rigorosa e a monitorização frequente das análises bioquímicas ao sangue e da função renal.

Mecanismo de ação

Modulação da via de sinalização PI3K/Akt/mTOR

O Kandrozid atua como um inibidor específico que visa e bloqueia a ativação de nós enzimáticos fundamentais — a Fosfatidilinositol 3-cinase (PI3K), a Proteína cinase B (Akt) e o Alvo da Rapamicina em Mamíferos (mTOR) — dentro desta cascata de sinalização intracelular crítica. Esta ação interrompe a sinalização celular primária que regula o crescimento e o destino celular.


Indução da paragem do ciclo celular e apoptose

Ao suprimir os sinais de crescimento mediados pelo eixo PI3K/Akt/mTOR, o Kandrozid influencia o desfecho celular, provocando a paragem do ciclo celular (travando a divisão das células) e promovendo ativamente a apoptose (morte celular programada). Esta mudança mecanística promove processos que resultam na diminuição da proliferação e da viabilidade celular.


Regulação do metabolismo celular e proliferação

O mecanismo do fármaco envolve os sistemas de regulação metabólica ligados à via PI3K/Akt/mTOR, resultando numa utilização alterada da energia e numa redução da atividade metabólica associada à proliferação. Esta alteração no metabolismo celular contribui para atenuar os efeitos a jusante da via ativada.

Informações sobre dosagem e administração

O Kandrozid (Candesartan Cilexetil) é administrado exclusivamente por via oral, utilizando comprimidos disponíveis em quatro dosagens: 4 mg, 8 mg, 16 mg e 32 mg. A dose é geralmente tomada uma vez ao dia, idealmente à mesma hora todos os dias, embora a quantidade diária total possa ser administrada de forma dividida. Uma instrução de administração fundamental é que os comprimidos podem ser tomados com ou sem alimentos, o que significa que a ingestão não depende do horário das refeições.

A dose diária específica de Kandrozid é determinada pela condição a ser tratada. No controlo a longo prazo da pressão arterial elevada, o tratamento inicia-se habitualmente com uma dose de 16 mg uma vez ao dia. A dose de manutenção comum varia entre 8 mg e 32 mg diários, sendo que a redução máxima da pressão arterial é geralmente alcançada num período de quatro a seis semanas após o início do tratamento.

Quando utilizado na gestão da insuficiência cardíaca crónica, o Kandrozid segue um protocolo de titulação distinto. O tratamento começa com uma dose inicial inferior de 4 mg uma vez ao dia. As instruções oficiais estabelecem que a dose deve ser duplicada em intervalos de, pelo menos, duas semanas, conforme a tolerância, até ser atingida a dose alvo de 32 mg uma vez ao dia.

Existem ajustes específicos oficialmente reconhecidos para determinadas populações de doentes. Embora não seja necessário um ajuste inicial para adultos idosos, a rotulagem oficial instrui a consideração de uma dose inicial mais baixa para doentes com compromisso hepático ou renal moderado. Para doentes pediátricos (dos 1 aos 17 anos), a dosagem é habitualmente baseada no peso e administrada sob a forma de comprimido ou de uma suspensão preparada extemporaneamente.

Evidência clínica recente

Evidência Clínica Recente

Evidência na Hipertensão Arterial

A evidência fundamental para o uso em casos de hipertensão essencial deriva principalmente de ensaios clínicos aleatorizados controlados de curta duração. Nestes estudos, os investigadores monitorizaram as alterações nas leituras da pressão arterial sistólica e diastólica, comparando o medicamento com um placebo ou com outros agentes anti-hipertensores. A investigação também analisou a utilização em crianças e adolescentes, tendo os padrões observados sido semelhantes aos comunicados em adultos. No entanto, os dados relativos à manutenção da pressão arterial a longo prazo e à durabilidade do efeito ao longo de muitos anos provêm, sobretudo, de estudos mais amplos focados em eventos cardiovasculares de longo curso.

Evidência na Insuficiência Cardíaca Crónica (ICC)

A eficácia na insuficiência cardíaca crónica foi avaliada em ensaios clínicos internacionais de larga escala, centrados em desfechos graves de longo prazo. Em pacientes com uma redução significativa da função ventricular esquerda, os ensaios comunicaram dados onde os grupos que receberam o medicamento foram associados a um menor número de casos de morte cardiovascular e de hospitalização, quando comparados com o grupo placebo. Inversamente, quando a investigação explorou a utilização do medicamento num subgrupo de pacientes com função ventricular esquerda preservada, as conclusões comunicadas foram mistas, permanecendo a certeza baixa relativamente à consistência da evidência para este grupo específico.

Evidência na Nefropatia Diabética

O Kandrozid foi estudado para a sua utilização na nefropatia diabética em pacientes com diabetes tipo 2 e hipertensão arterial coexistente. Os estudos monitorizaram principalmente a quantidade de albumina (proteína) excretada na urina, designada por albuminúria, que serve como um desfecho para monitorizar o esforço fisiológico renal. Os resultados demonstram padrões relacionados com uma redução na excreção de proteínas. Uma limitação importante é que esta evidência depende significativamente da monitorização deste marcador substituto, verificando-se uma falta de evidência comparativa para a observação a longo prazo de desfechos definitivos, tais como a prevenção da doença renal em fase terminal.

Lacunas na Investigação e Dados de Seguimento

A duração dos estudos core de eficácia foi frequentemente limitada a algumas semanas. Embora os ensaios cardiovasculares tenham estendido os períodos de observação até três ou quatro anos, os dados para certos grupos permanecem insuficientes e os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos para além da duração específica destes ensaios. Os resultados revelaram-se variáveis ao analisar subgrupos graves específicos, tais como certos tipos de insuficiência cardíaca ou pacientes muito idosos. A investigação fornece contexto científico, mas não determina se um indivíduo responderá de forma semelhante aos padrões observados.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Kandrozid (FAQ)

Quanto tempo demora o Kandrozid a começar a fazer efeito?

A informação oficial do produto indica que o efeito inicial de redução da pressão arterial pode ser observado aproximadamente duas horas após a toma de uma dose. No entanto, a maior parte da redução total esperada na pressão arterial é habitualmente observada no prazo de duas semanas, sendo que o efeito terapêutico máximo é geralmente atingido cerca de quatro semanas após o início do tratamento.

O Kandrozid é idêntico a outros medicamentos para a pressão arterial?

O Kandrozid está classificado como um Bloqueador dos Recetores da Angiotensina II (ARA II). Ao contrário de outras classes de medicamentos para a pressão arterial, os documentos regulamentares referem que os ARA II não afetam a enzima cininase II. Esta diferença específica no mecanismo de ação está associada a uma menor taxa de efeitos adversos, como a tosse, razão pela qual esta classe pode ser escolhida como alternativa.

O Kandrozid pode afetar o sono ou causar fadiga?

Relatos indicam que a insónia (dificuldade em dormir) e a sonolência (sonolência excessiva) estão documentadas como efeitos secundários muito raros do Kandrozid. A fadiga também foi reportada, mas a sua frequência exata não está claramente estabelecida nos dados oficiais sobre efeitos secundários comuns.

Como é monitorizada a segurança do Kandrozid após o lançamento ao público?

A segurança é monitorizada através da vigilância pós-comercialização, que envolve a recolha de relatos de reações adversas submetidos voluntariamente por pacientes e profissionais de saúde. Uma vez que estes relatos são voluntários e provêm de uma população de dimensão incerta, nem sempre é possível determinar com fiabilidade a sua frequência ou provar uma ligação direta de causa-efeito.

O que devo comunicar ao médico antes de iniciar o Kandrozid?

A informação oficial instrui os pacientes a comunicarem ao seu profissional de saúde todos os medicamentos atuais, incluindo produtos de venda livre. É também importante informar sobre quaisquer condições pré-existentes, tais como doença renal, doença hepática ou condições cardíacas, ou se segue uma dieta com baixo teor de sal.

Tomar Kandrozid significa que preciso de fazer análises ao sangue regularmente?

Sim, os requisitos regulamentares de segurança especificam que é necessária a monitorização periódica de certos parâmetros sanguíneos durante o tratamento. Esta monitorização foca-se nos níveis de potássio sérico e na função renal para ajudar a garantir a segurança e identificar precocemente potenciais problemas.

Os comprimidos de Kandrozid podem ser esmagados, partidos ou mastigados?

A rotulagem oficial do produto para a forma em comprimido não fornece qualquer instrução ou autorização para esmagar, partir ou mastigar o medicamento. Está disponível uma suspensão oral para populações específicas de pacientes, como crianças, que podem ter dificuldade em engolir os comprimidos.

O Kandrozid é utilizado para outras condições além da principal?

Sim, além do tratamento da pressão arterial elevada (hipertensão), a documentação oficial refere que o Kandrozid também é indicado para o tratamento da insuficiência cardíaca crónica em pacientes adultos com função cardíaca significativamente reduzida.

Porque é que o Kandrozid é por vezes prescrito em vez de outros fármacos semelhantes?

O Kandrozid, enquanto ARA II, é uma opção terapêutica para a gestão da pressão arterial. É frequentemente escolhido como alternativa para indivíduos que possam sofrer de uma tosse seca persistente, que por vezes está associada a uma classe diferente de medicamentos para a pressão arterial.

O Kandrozid causa efeitos secundários a longo prazo?

O perfil de segurança é monitorizado continuamente durante a utilização a longo prazo. Os documentos regulamentares advertem que a utilização contínua do medicamento pode estar associada a alterações na função renal ao longo do tempo, razão pela qual é mencionada a obrigatoriedade de monitorização sanguínea regular.

É seguro utilizar Kandrozid se tiver problemas renais?

O rótulo oficial refere que, para pacientes com compromisso renal moderado, pode ser considerada uma dose inicial mais baixa sob supervisão médica. O medicamento é explicitamente contraindicado em pacientes que sofram de compromisso renal grave e que estejam a tomar simultaneamente produtos contendo Aliscireno.

O que acontece se eu me esquecer de tomar o Kandrozid à hora prevista?

Se uma dose for esquecida, esta pode ser tomada assim que possível. No entanto, se estiver quase na hora da próxima dose programada, a dose esquecida deve ser ignorada por completo. Não se devem tomar duas doses ao mesmo tempo para compensar a dose em falta.

Existem alimentos que deva evitar estritamente ao tomar Kandrozid?

O rótulo oficial inclui um aviso relativo à utilização de substitutos de sal que contenham potássio ou suplementos de potássio de venda livre. Estes produtos devem ser evitados, a menos que especificamente indicado por um profissional de saúde, devido ao potencial risco de níveis elevados de potássio no sangue (hipercaliemia).

Qual é o nível de risco se o Kandrozid for utilizado durante a amamentação?

A informação médica oficial refere que o fármaco não é geralmente recomendado para mulheres em período de amamentação. Embora a investigação sugira que a quantidade que passa para o leite materno é baixa, a prudência é um fator a considerar, especialmente no caso de recém-nascidos ou bebés prematuros.

O Kandrozid afeta a pressão arterial ou a frequência cardíaca?

O fármaco destina-se a reduzir a pressão arterial elevada. A pressão arterial baixa (hipotensão) é um efeito secundário comum, mais provável quando o tratamento é iniciado. A arritmia sinusal (frequência cardíaca irregular) também está listada como um evento adverso cardiovascular comum.

A evidência sobre o Kandrozid inclui estudos de longo prazo?

Sim, a documentação regulamentar confirma que alguns ensaios clínicos de larga escala, particularmente para a insuficiência cardíaca crónica, incluíram períodos de observação alargados para pacientes até três ou quatro anos.

Existe uma versão genérica do Kandrozid disponível?

Sim. A substância ativa do Kandrozid é o Candesartan Cilexetil, que é o nome genérico. Estão disponíveis versões genéricas da formulação em comprimido.

O Kandrozid pode interferir com procedimentos cirúrgicos?

É necessário informar toda a equipa de saúde, incluindo o cirurgião ou o dentista, de que está a tomar este medicamento antes de qualquer cirurgia ou tratamento de emergência. O fármaco pode contribuir para a redução da pressão arterial quando combinado com anestésicos gerais.

Qual é a diferença entre o Kandrozid e um placebo nos ensaios clínicos?

Os resultados dos ensaios clínicos revelaram que o Kandrozid mostrou efeitos estatisticamente significativos na redução dos níveis de pressão arterial sistólica e diastólica quando comparado com pacientes que receberam um placebo.

Porque é que algumas pessoas precisam de interromper a toma de Kandrozid subitamente?

A interrupção ou o ajuste da dosagem podem ocorrer por vários motivos, incluindo o desenvolvimento de efeitos adversos inaceitáveis ou gravidez. A interrupção temporária também pode ser aconselhada antes de certos procedimentos cirúrgicos.

Existem efeitos secundários graves ou raros conhecidos associados ao Kandrozid?

Reações adversas graves incluem a Toxicidade Fetal, que resulta numa contraindicação rigorosa durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez. Outros efeitos muito raros incluem o angioedema (inchaço sob a pele) e a agranulocitose (condição que afeta os glóbulos brancos).

O Kandrozid está disponível para crianças?

Sim. Os documentos oficiais indicam que o fármaco está aprovado para o tratamento da pressão arterial elevada em pacientes pediátricos com idades compreendidas entre 1 ano e 17 anos.

Preciso de alterar a minha dieta enquanto tomar Kandrozid?

Avisos oficiais identificam os produtos que contêm níveis elevados de potássio, como substitutos de sal ou suplementos, como uma potencial preocupação. Estes produtos devem ser evitados, a menos que haja orientação específica de um profissional de saúde.

Como Kandrozid deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Kandrozid

As diretrizes oficiais especificam regras de conservação distintas para os comprimidos de Kandrozid (Candesartan Cilexetil) e para a sua suspensão oral preparada, visando garantir a estabilidade do medicamento.

Condições de Conservação

Os comprimidos devem ser conservados a 25 °C, embora sejam permitidas variações breves de temperatura entre os 15 °C e os 30 °C. É fundamental que o recipiente seja mantido bem fechado e que o medicamento seja armazenado na sua embalagem original para assegurar a proteção contra a humidade. Relativamente à suspensão oral, esta deve ser conservada à temperatura ambiente, sempre abaixo de 30 °C, não podendo ser congelada. É necessário agitar bem o frasco antes de cada utilização.

Estabilidade e Segurança Infantil

No que respeita à validade após a preparação, a suspensão oral mantém-se estável por um período de 100 dias a contar da data de preparação. No entanto, após a primeira abertura do frasco, o conteúdo deve ser obrigatoriamente utilizado no prazo de 30 dias. Por razões de segurança, todo o medicamento deve ser guardado fora do alcance das crianças.

Eliminação

Qualquer quantidade de Kandrozid que não tenha sido utilizada ou que apresente o prazo de validade expirado deve ser eliminada seguindo os requisitos locais para a gestão de resíduos farmacêuticos. O medicamento não deve ser descartado através das águas residuais nem em ralos domésticos comuns.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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