Itranstad

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Itranstad

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Itraconazol (ITZ)
Forma farmacêutica Cápsula oral (unidose/monofármaco)
Classe farmacológica Antimicótico sistémico (Antifúngico)
Utilização comum Resolução de infeções fúngicas
Origem Derivado triazólico sintético

Itranstad: Um Agente Antifúngico Sistémico

O Itranstad é um medicamento sujeito a receita médica obrigatória, classificado primordialmente como um Antimicótico Sistémico (Agente Antifúngico). Foi desenvolvido para o tratamento interno de patologias fúngicas em todo o organismo, sendo clinicamente reconhecido pela sua capacidade de largo espetro contra uma vasta gama de microrganismos fúngicos (micoses).

Esta classificação indica que o fármaco atua internamente após a sua absorção, o que o distingue das preparações antifúngicas tópicas que são aplicadas apenas na superfície da pele. Apoiado por estudos farmacológicos, o Itraconazol é considerado um medicamento essencial dado que o seu principal metabolito, o hidroxi-itraconazol, também apresenta uma atividade antifúngica significativa. Esta característica contribui para a eficácia global do medicamento na gestão de afeções fúngicas profundas.


Composição e Princípio de Ação

A substância ativa do Itranstad é o Itraconazol (ITZ), um derivado triazólico sintético apresentado sob a forma de cápsula para administração oral. Como produto de substância ativa única, o Itraconazol destaca-se pela sua elevada lipofilia (afinidade para os lípidos), uma característica que lhe permite penetrar e acumular-se eficazmente em tecidos queratinizados, tais como as unhas e a pele.

O objetivo geral do Itranstad é resolver as infeções através da interrupção do crescimento e da propagação do fungo. O Itraconazol atinge este resultado ao interferir com a barreira protetora externa do fungo. Este processo ocorre através do bloqueio da síntese do ergosterol, uma substância vital para a manutenção da estrutura da membrana celular fúngica, o que conduz, consequentemente, à falência estrutural da célula fúngica.

Quais efeitos secundários são possíveis com Itranstad?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

Tal como todos os medicamentos, este fármaco pode causar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas. A monitorização da resposta do organismo é fundamental para garantir a segurança durante o tratamento.

Reações adversas comuns

Os efeitos secundários comunicados com maior frequência incluem distúrbios gastrointestinais, como náuseas, dor abdominal e diarreia. Podem também ocorrer dores de cabeça e tonturas. Em alguns casos, verificam-se alterações transitórias nos níveis das enzimas hepáticas, o que reforça a importância de vigilância médica regular.

Reações graves e precauções

Embora raras, podem ocorrer reações de hipersensibilidade graves, incluindo erupções cutâneas graves, comichão generalizada ou inchaço da face e garganta. Perante qualquer sinal de reação alérgica, a administração deve ser interrompida de imediato e deve procurar-se assistência médica urgente.

Existe um risco potencial de toxicidade hepática. Os doentes devem estar atentos a sintomas como fadiga invulgar, perda de apetite, urina escura ou amarelecimento da pele e dos olhos (icterícia). A função hepática deve ser monitorizada através de exames de sangue, conforme indicado pelo profissional de saúde.

Interações e contraindicações

Este medicamento pode interagir com outros fármacos, alterando a sua eficácia ou aumentando o risco de toxicidade. É essencial informar o médico sobre todos os medicamentos, suplementos ou produtos de ervanária que esteja a tomar. O uso deste fármaco é contraindicado em doentes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente da formulação ou em determinadas condições clínicas pré-existentes, conforme avaliado pelo prescritor.

Segurança na gravidez e aleitamento

O uso durante a gravidez não é recomendado, a menos que os benefícios potenciais superem claramente os riscos para o feto. Mulheres em idade fértil devem utilizar métodos contracetivos eficazes durante o tratamento. A passagem para o leite materno deve ser considerada, sendo geralmente recomendado evitar o aleitamento durante a utilização deste medicamento.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As orientações regulamentares oficiais para o Itranstad (Itraconazol) enfatizam a necessidade de uma ação imediata e restrições procedimentais específicas no caso de suspeita de ingestão excessiva.

Ações de emergência necessárias

É oficialmente obrigatório procurar assistência médica imediata ou contactar um centro de informação antivenenos se suspeitar que ocorreu uma sobredosagem. Esta exigência de ajuda médica urgente mantém-se independentemente da presença ou ausência de sinais clínicos específicos. Os documentos regulamentares indicam que, após uma sobredosagem, é recomendada uma observação clínica próxima e monitorização hospitalar adequada.

Manifestações e tratamento documentados oficialmente

A rotulagem regulamentar geralmente não contém uma lista formalmente documentada de sintomas clínicos agudos que definam uma sobredosagem de Itraconazol. A abordagem de tratamento estabelecida é, portanto, sintomática e de suporte, o que pode incluir procedimentos como lavagem gástrica ou a administração de carvão ativado, conforme considerado apropriado pelos profissionais de saúde.

Uma consideração crítica documentada nas orientações oficiais é que não é conhecido qualquer antídoto específico para o Itraconazol. Além disso, devido à elevada ligação do fármaco às proteínas plasmáticas, a informação regulamentar especifica que o Itraconazol não é removido por hemodiálise, tornando este procedimento ineficaz para acelerar a depuração numa situação de sobredosagem, particularmente para doentes com considerações renais.

Usos terapêuticos de Itranstad

O que o Itranstad trata: Principais Utilizações e Benefícios

Domínios Terapêuticos Chave

O Itranstad em cápsulas é um medicamento sistémico utilizado primordialmente no tratamento de infeções fúngicas significativas que exigem uma abordagem interna. Este fármaco é habitualmente utilizado em dois domínios terapêuticos principais: infeções sistémicas graves e micoses superficiais persistentes.

O Itranstad é indicado para a gestão de infeções fúngicas severas e disseminadas, que são condições caracterizadas por períodos de intensificação de sintomas que afetam os órgãos internos, com especial incidência nos pulmões. Entre as patologias específicas incluem-se a Histoplasmose, a Blastomicose e a Aspergilose invasiva. O medicamento é utilizado no controlo de quadros clínicos marcados pelo agravamento de sintomas e é aplicado na abordagem de manifestações relacionadas com o desequilíbrio sistémico, tais como febre persistente, tosse crónica e fadiga. O fármaco é igualmente relevante no tratamento da Onicomicose (infeção fúngica das unhas) e de casos extensos de Dermatofitose (conhecida como tinha) que necessitem de suporte sistémico.

Este medicamento é frequentemente utilizado para fornecer suporte terapêutico em cenários clínicos que exigem uma gestão fúngica prolongada, incluindo a profilaxia (tratamento preventivo) em doentes imunocomprometidos em situações de elevado risco e a terapêutica supressiva. Esta aplicação pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional e apoia os doentes na gestão da progressão da patologia fúngica, proporcionando um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades da rotina diária.

“Este agente antifúngico sistémico desempenha um papel na gestão tanto de infeções profundas como de micoses superficiais que interferem com o conforto quotidiano.”


Facto Rápido: Suporte em Sintomas Relacionados com o Desequilíbrio Sistémico e Irritação Cutânea

O Itranstad contribui para a redução da carga sintomática global ao abordar sintomas associados a doenças fúngicas sistémicas e é relevante no alívio de sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos.

Critérios de utilização e restrições

O Itranstad (itraconazol) possui restrições regulamentares específicas que definem quais os doentes que podem utilizar o medicamento com segurança, particularmente no que diz respeito à função cardíaca e aos medicamentos concomitantes.

Contraindicações (Não deve utilizar)

Doentes com alergia conhecida ao itraconazol ou a qualquer um dos seus componentes estão proibidos de utilizar este medicamento. O fármaco está também contraindicado para o tratamento da onicomicose em doentes com evidência ou antecedentes de insuficiência cardíaca congestiva (ICC) ou outra disfunção ventricular. Esta proibição apenas pode ser anulada no caso de infeções fúngicas sistémicas potencialmente fatais, onde o benefício supere claramente o risco.

A coadministração com um número substancial de medicamentos específicos, incluindo certos antiarrítmicos (por exemplo, dofetilida, quinidina), midazolam oral, triazolam e certas estatinas (por exemplo, lovastatina, sinvastatina), é estritamente proibida. Estas combinações podem levar a aumentos perigosos nos níveis plasmáticos do medicamento coadministrado, com risco de eventos cardíacos graves. Adicionalmente, o uso está contraindicado em mulheres grávidas, exceto em casos de infeções fúngicas potencialmente fatais.

Restrições de Elegibilidade (Utilizar com precaução)

A segurança e a eficácia do Itranstad não foram estabelecidas em crianças. Relativamente a doentes com compromisso renal ou hepático, recomenda-se precaução, sendo que podem ser necessários ajustes na dose ou terapêuticas alternativas, uma vez que o fármaco é metabolizado no fígado e excretado pelos rins. No caso de doentes idosos, a dosagem deve ser selecionada cuidadosamente, considerando a maior frequência de função orgânica reduzida nesta população.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O perfil oficial de interações do Itranstad caracteriza-se pela sua atividade como inibidor forte da enzima CYP3A4 e do transportador glicoproteína-P (gp-P). Este mecanismo leva a um aumento significativo das concentrações de muitos produtos medicinais administrados em simultâneo, o que pode resultar em acontecimentos adversos graves ou potencialmente fatais.

Combinações contraindicadas

A coadministração de Itranstad é estritamente proibida com inúmeros fármacos, incluindo certos Inibidores da Redutase da HMG-CoA (Estatinas, por exemplo, sinvastatina, lovastatina), Antiarrítmicos (por exemplo, dofetilida, quinidina) e Alcaloides do Ergot (por exemplo, ergotamina). Estas combinações são absolutamente proibidas, conforme documentado nas informações regulamentares.

Outras interações clinicamente significativas

A coadministração com indutores fortes da CYP3A4 (por exemplo, rifampicina) não é recomendada, pois estes diminuem substancialmente os níveis plasmáticos de Itranstad, tornando o tratamento potencialmente ineficaz. Inversamente, quando utilizado com outros fármacos que partilham riscos como o prolongamento do intervalo QT ou o inotropismo negativo, é necessária uma monitorização próxima e precaução, devido ao potencial para efeitos farmacodinâmicos aditivos.

Requisitos de administração

No caso das cápsulas de Itranstad, a absorção está dependente da acidez gástrica. Consequentemente, os requisitos de rotulagem regulamentar exigem que os antiácidos ou outros medicamentos redutores da acidez (por exemplo, IBPs, bloqueadores H2) sejam separados da dose de Itranstad por, pelo menos, duas horas.

Mecanismo de ação

Alvos Moleculares das Enzimas Fúngicas

O fármaco atua como um inibidor, visando a enzima fúngica lanosterol 14-alfa-desmetilase (CYP51), um membro da família enzimática do citocromo P450 essencial para a via de biossíntese do ergosterol. A molécula alcança este efeito ao coordenar-se com o ferro do heme da enzima, bloqueando eficazmente o acesso do substrato. O Itraconazol apresenta toxicidade seletiva devido à sua afinidade de ligação substancialmente superior para com a enzima fúngica do que para com as enzimas P450 humanas análogas.


Disrupção da Via e Colapso Celular

A inibição da 14-alfa-desmetilase desencadeia uma cascata com duas consequências: a depleção do ergosterol, um componente estabilizador vital da membrana celular do fungo, e a acumulação simultânea de esteróis metilados tóxicos (como o lanosterol). Este stresse fisiológico conduz à falência estrutural e ao aumento da permeabilidade da membrana celular fúngica, o que acaba por interromper o crescimento e resultar na morte celular.


Limitações Associadas ao Mecanismo

Embora seja altamente seletivo, a estrutura química inerente ao fármaco faz com que este exiba uma ação mecanística fora do alvo (off-target) ao ligar-se e inibir a enzima metabólica humana CYP3A4. Além disso, o efeito funcional pleno é retardado até que o ergosterol existente seja esgotado e os esteróis tóxicos se acumulem ao ponto de causarem danos irreparáveis na membrana.

Informações sobre dosagem e administração

Como Utilizar o Itranstad

O Itranstad (Itraconazol em cápsula) é administrado por via oral para proporcionar um tratamento sistémico contra infeções fúngicas. A sua utilização é altamente estruturada, baseando-se em requisitos específicos de tempo e de calendário detalhados na informação oficial de prescrição.

Administração e Tempo

Para garantir a absorção máxima da substância ativa, a cápsula deve ser tomada imediatamente após uma refeição completa. A informação regulamentar especifica que a cápsula deve ser engolida inteira, não devendo ser esmagada nem aberta. No caso de doentes que tomem medicamentos que reduzam a acidez estomacal, a cápsula pode ser administrada com uma bebida ácida para promover a absorção adequada do fármaco.

Padrões de Dosagem Oficiais

A dose inicial padrão para infeções fúngicas sistémicas é de 200 mg uma vez ao dia. Caso sejam necessárias quantidades diárias superiores, a dose total deve ser administrada em duas tomas diárias, atingindo frequentemente os 400 mg por dia. Para certas infeções superficiais, utilizam-se dois regimes distintos:

  • Uso Contínuo: 200 mg uma vez ao dia durante doze semanas consecutivas.
  • Uso Cíclico: 200 mg duas vezes ao dia por um período curto, seguido de um intervalo sem medicação. Este regime é repetido em ciclos.

O tratamento para micoses sistémicas graves é tipicamente de longa duração, estendendo-se frequentemente por vários meses até que a infeção fúngica esteja resolvida. Embora o Itranstad seja estudado principalmente em adultos, a sua utilização na população pediátrica não é geralmente recomendada, a menos que seja explicitamente indicado por um especialista, de acordo com as diretrizes regulamentares.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Itranstad

Esta visão geral resume a investigação clínica formal e os tipos de estudos disponíveis para o Itranstad (Itraconazol), focando-se no panorama da evidência, nas observações dos investigadores e no que permanece incerto. Baseia-se em documentos de organismos reguladores e em literatura científica revista por pares.


Evidência para Infeções Fúngicas Sistémicas Graves e Prevenção (Profilaxia)

A investigação que explorou a avaliação do medicamento em micoses sistémicas, tais como a Blastomicose e a Histoplasmose, incluiu Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECCA) e Revisões Sistemáticas abrangentes. Estes estudos monitorizaram populações específicas, incluindo doentes imunocomprometidos e doentes não imunocomprometidos. A investigação examinou resultados como as taxas de sobrevivência, a taxa de depuração micológica (um objetivo final nos estudos) e as taxas de resposta clínica.

A investigação explorou o Itranstad como terapia profilática ao avaliar a incidência de Infeções Fúngicas Invasivas (IFI) em doentes de alto risco. O que permanece incerto é a consistência da absorção do medicamento; a investigação descreveu que a formulação convencional em cápsulas demonstrou frequentemente níveis sanguíneos variáveis ou imprevisíveis.


Evidência para Infeções Fúngicas Superficiais Persistentes (Onicomicose)

A base de evidência para as infeções fúngicas das unhas (Onicomicose) inclui Ensaios de Fase 3, Aleatorizados e Controlados por Placebo. Estes estudos envolveram doentes adultos não imunocomprometidos com infeções nas unhas dos pés. Os resultados medidos incluíram a taxa de Resposta Completa (um objetivo composto que combina a avaliação clínica e a depuração micológica) e a Melhoria Clínica global percecionada pelos investigadores.


O que ainda é Incerto sobre a Base de Investigação

A investigação destaca que a dimensão das amostras foi modesta em alguns estudos específicos de micoses sistémicas e que os dados para certos grupos permanecem insuficientes. Existe informação limitada sobre os resultados a longo prazo em todas as utilizações estudadas, o que significa que os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. Os estudos contribuem para o panorama mais amplo da evidência, mas a evidência é limitada em relação a resultados que reflitam o funcionamento diário ou o nível de atividade fora dos contextos controlados dos ensaios clínicos. A investigação continua em curso para abordar estas lacunas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Itranstad (FAQ)

P: Porque é que o Itranstad é por vezes mencionado juntamente com outros tratamentos para a mesma condição?

Os documentos oficiais descrevem o Itranstad como um antifúngico triazólico sintético que atua inibindo a síntese do ergosterol, um componente vital da parede celular do fungo. Este mecanismo específico sugere que o seu uso se destina principalmente a infeções fúngicas graves ou persistentes, sendo a sua aplicação baseada num perfil farmacológico considerado adequado para estas condições específicas.


P: O Itranstad interage com medicamentos comuns para as alergias de venda livre?

De acordo com os documentos regulamentares, o Itranstad atua como um inibidor forte de uma enzima denominada CYP3A4, que processa muitos outros medicamentos. Embora a rotulagem não liste todos os medicamentos comuns para alergias, proíbe explicitamente a utilização com certos fármacos devido ao risco de efeitos secundários graves, como o prolongamento do intervalo QT (uma alteração no ritmo cardíaco). É considerada necessária uma revisão de todos os produtos administrados em simultâneo por um profissional de saúde, dado o forte perfil de interação.


P: O Itranstad pode ser utilizado por pessoas com problemas renais?

Os documentos regulamentares recomendam precaução em indivíduos com compromisso da função renal. Isto deve-se ao facto de o fármaco ser parcialmente eliminado pelos rins, referindo a documentação oficial que pode ser necessário um ajuste da dose ou um tratamento alternativo.


P: Existem restrições alimentares específicas mencionadas para quem utiliza Itranstad?

A informação oficial de prescrição geralmente não lista alimentos específicos a evitar durante a toma do medicamento. No entanto, a rotulagem contém um requisito rigoroso de que a cápsula deve ser tomada imediatamente após uma refeição completa. Este momento da toma é necessário para maximizar a absorção da substância ativa no organismo.


P: Porque é que os documentos oficiais recomendam exames laboratoriais regulares durante o uso de Itranstad?

Os estudos e a informação oficial destacam um risco de hepatotoxicidade, que corresponde a lesões no fígado. Devido a este risco, os documentos regulamentares indicam que a monitorização, incluindo testes de função hepática (TFH), é necessária no início do tratamento e periodicamente durante o período de utilização.


P: O Itranstad destina-se ao tratamento de uma condição crónica ou de um episódio agudo?

Os documentos regulamentares oficiais incluem esquemas posológicos tanto para utilização a longo prazo como a curto prazo. Para infeções sistémicas graves, o tratamento é frequentemente prescrito por vários meses (longo prazo). Para certas infeções superficiais persistentes, os regimes podem ser cíclicos ou contínuos por uma duração mais curta.


P: O Itranstad pode ser tomado juntamente com medicamentos comuns para a tensão arterial?

A rotulagem oficial do medicamento proíbe explicitamente a toma de Itranstad com certos antiarrítmicos e recomenda vivamente precaução na combinação com bloqueadores dos canais de cálcio. Estas restrições existem devido ao risco de efeitos secundários graves, como a retenção de líquidos (edema) ou o agravamento da insuficiência cardíaca.


P: Qual é a diferença entre o funcionamento do Itranstad e um tratamento de primeira linha para esta condição?

Os documentos regulamentares descrevem a ação pretendida do medicamento como uma interferência na barreira protetora externa do fungo. Especificamente, inibe a enzima fúngica CYP51, que é essencial para a síntese do ergosterol. Esta ação é descrita como levando à falha estrutural da membrana celular fúngica, o que impede o crescimento do fungo.


P: Existe uma lista de monitorização específica recomendada para doentes que iniciam o Itranstad?

Os documentos oficiais especificam que a monitorização é necessária, especialmente durante a utilização a longo prazo. Isto inclui a realização periódica de testes de função hepática (TFH) e a observação de sinais de Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC). Os requisitos de monitorização incluem também a observação de sintomas de neuropatia periférica, particularmente em indivíduos submetidos a uma terapia prolongada.


P: Pode-se tomar analgésicos comuns durante a utilização de Itranstad?

O medicamento é um inibidor forte da enzima CYP3A4, que está envolvida no processamento de muitos outros fármacos, incluindo certos analgésicos. A rotulagem oficial exige uma revisão de todos os medicamentos coadministrados devido ao potencial de interações clinicamente significativas.


P: Com que rapidez é que o Itranstad começa geralmente a atuar após a primeira utilização?

Os documentos oficiais referem que o efeito total é retardado. Isto acontece porque o mecanismo do fármaco requer tempo para esgotar o ergosterol existente na membrana celular fúngica e permitir a acumulação de substâncias tóxicas. O mecanismo descrito sugere que o fármaco inicia a sua ação internamente, mas a consequência visível ou funcional demora algum tempo a manifestar-se.


P: O aumento de peso é um efeito secundário conhecido ou comum do Itranstad?

A informação oficial de segurança reporta o edema (retenção de líquidos) como um efeito secundário comum do medicamento. Embora a retenção de líquidos possa causar alterações no peso, o aumento de peso em si não está explicitamente listado como um acontecimento adverso comum nos documentos regulamentares.


P: Quanto tempo dura habitualmente o efeito de uma dose de Itranstad?

Os dados farmacocinéticos oficiais descrevem quanto tempo o fármaco permanece no organismo. A semivida terminal da substância ativa varia entre 16 a 28 horas após uma dose única. Este intervalo de tempo pode aumentar com a utilização repetida ou continuada do medicamento.


P: Quais são as regras gerais sobre conduzir ou utilizar máquinas durante a utilização de Itranstad?

Os avisos regulamentares aconselham a que se tenha precaução em atividades como conduzir ou utilizar máquinas. Isto deve-se ao facto de o medicamento ter sido associado a efeitos secundários como tonturas, perturbações visuais ou potencial perda de audição, o que poderá afetar a capacidade de realizar estas tarefas em segurança.


P: O Itranstad perde eficácia ao longo do tempo, de acordo com a investigação?

A investigação oficial e os dados de microbiologia indicam que foram relatados isolados fúngicos com suscetibilidade diminuída ao medicamento. Este fenómeno, frequentemente designado por resistência, tem sido observado em doentes que receberam terapia prolongada.


P: O que diz a documentação oficial sobre o Itranstad e a sensibilidade ao sol?

O perfil oficial de segurança refere que foram reportadas reações como fotossensibilidade (aumento da sensibilidade à luz solar) ou erupção cutânea. Estas estão listadas entre os efeitos secundários pouco frequentes ou raros do medicamento.


P: Existe um risco conhecido de dependência com o Itranstad?

De acordo com os documentos regulamentares oficiais, este medicamento não está identificado como tendo potencial para causar dependência física. Não existe risco conhecido de comportamento de procura de fármacos associado ao Itranstad.


P: O Itranstad afeta a fertilidade em homens ou mulheres?

A informação oficial relativa ao efeito do medicamento na fertilidade humana é limitada. No entanto, estudos em animais realizados com o fármaco demonstraram efeitos adversos na fertilidade em ratas.


P: Qual é a semivida do Itranstad descrita na monografia do produto?

Os dados farmacocinéticos que constam na monografia do produto mostram que a semivida terminal da substância ativa varia entre 16 a 28 horas após uma dose única. Com doses repetidas, esta semivida pode aumentar para 34 a 42 horas.

Como Itranstad deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Itranstad?

A conservação e a eliminação do Itranstad (cápsulas de itraconazol) devem seguir rigorosamente as condições definidas na rotulagem regulamentar para manter a estabilidade e a segurança do produto.

Requisitos de conservação

O Itranstad deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada e não deve ser armazenado acima de 30°C. O medicamento requer proteção contra fatores ambientais, o que significa que deve ser mantido na sua embalagem original, bem fechada, e guardado num local seco, ao abrigo da luz direta. É obrigatório manter o Itranstad fora da vista e do alcance das crianças em todos os momentos.

Instruções de eliminação

O Itranstad não utilizado ou com o prazo de validade expirado não deve ser eliminado através das águas residuais. O método preferencial é a utilização de um programa local de retoma de medicamentos ou de um ponto de recolha em farmácias. Caso não esteja disponível uma opção de retoma, o medicamento deve ser misturado com uma substância desagradável ao paladar e selado num saco antes de ser colocado no lixo doméstico, conforme especificado pelas diretrizes nacionais de eliminação para medicamentos que não devem ser deitados na sanita ou no lavatório.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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