Isomalt

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Isomalt

Propriedade Descrição
Princípio ativo Isomalte (Isomaltulose Hidrogenada)
Forma Pó Cristalino (Excipiente/Edulcorante de volume)
Classe farmacológica Poliol (Açúcar-álcool) / Hidrato de carbono funcional
Objetivo geral Agente edulcorante, Agente de volume, Suporte à saúde dentária
Origem Semissintético (Derivado da Sacarose)

Que Tipo de Substância é o Isomalte?

O isomalte é classificado quimicamente como um poliol, um tipo de açúcar-álcool que serve essencialmente como um excipiente versátil e edulcorante de volume nas indústrias farmacêutica e alimentar, em vez de atuar como um fármaco terapêutico. A sua função central é proporcionar estrutura, estabilidade e palatabilidade a diversas preparações. A substância propriamente dita é um pó cristalino branco, inodoro e altamente estável, utilizado pelos fabricantes para formular muitos tipos de formas farmacêuticas orais. Esta classificação específica como um hidrato de carbono funcional é crucial, dado que as suas aplicações funcionais têm sido reconhecidas farmacologicamente ao longo de décadas de utilização na formulação de produtos, definindo a sua aplicação principal como um ingrediente essencial em bases medicamentosas.

Como o Isomalte é Produzido e Qual a Sua Composição

O isomalte é uma substância semissintética derivada inteiramente da sacarose, que é obtida a partir do açúcar de beterraba, passando por uma transformação industrial de duas etapas que envolve um rearranjo enzimático e subsequente hidrogenação. Quimicamente, o isomalte é composto precisamente por uma mistura equimolar de dois álcoois dissacarídeos distintos: alpha-D-glucopiranosil-D-manitol e alpha-D-glucopiranosil-D-sorbitol, sendo a designação Isomaltulose Hidrogenada por vezes utilizada como sinónimo. Esta composição especializada confere propriedades técnicas superiores, tais como a baixa higroscopia, que é essencial para garantir o fabrico fiável e a estabilidade estrutural de preparações farmacêuticas sólidas, como comprimidos e cápsulas, especialmente quando processados através de métodos como a compressão direta.

Objetivo Geral do Isomalte na Medicina e na Dieta

O propósito geral do isomalte reside na sua capacidade de funcionar como um agente edulcorante de eleição e uma base estrutural que confere vantagens fisiológicas significativas ao produto final. Devido à sua lenta decomposição metabólica, o isomalte é apenas parcialmente digerido e absorvido, resultando num índice glicémico significativamente baixo que minimiza aumentos súbitos nos níveis de glicose no sangue. Além disso, o isomalte é reconhecido como uma substância não cariogénica, o que significa que não pode ser prontamente metabolizado pelas bactérias orais nos ácidos nocivos que causam a cárie dentária e a erosão do esmalte dentário. Esta propriedade, juntamente com o seu baixo valor calórico, torna-o adequado para indivíduos que monitorizam a ingestão de açúcar e apoia a saúde dentária.

Quais efeitos secundários são possíveis com Isomalt?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança do isomalte (isomaltulose hidrogenada), um poliol e hidrato de carbono funcional, é definido primordialmente pela sua absorção limitada no intestino delgado, uma característica consistente com a sua utilização como excipiente e edulcorante.

Âmbito das Reações Adversas

Os efeitos adversos oficiais estão consistentemente documentados como estando relacionados com o sistema gastrointestinal, devido à atividade osmótica da substância e subsequente fermentação no intestino grosso.

Categoria Descrição
Classes de órgãos e sistemas envolvidas Doenças Gastrointestinais (classe principal).
Principais reações adversas Flatulência, distensão abdominal (enfartamento), diarreia e outras formas de desconforto gástrico.
Reações adversas graves Não existem reações documentadas em revisões regulamentares oficiais, o que é coerente com a sua classificação de segurança e avaliações internacionais.
Classificação de frequência Não estão atribuídas categorias quantitativas formais; os efeitos são descritos como sendo dose-dependentes.

Considerações de Segurança e Limitações

O aparecimento de efeitos adversos não está relacionado com um esquema posológico terapêutico, mas sim diretamente ligado à quantidade consumida. Este fenómeno é designado por Intolerância Dose-Dependente.

A principal limitação de segurança é o potencial efeito laxante perante uma ingestão excessiva, uma característica comum a todos os polióis. Os sintomas ocorrem quando os níveis de tolerância individual são ultrapassados, embora doses diárias até 50 gramas tenham sido, geralmente, bem toleradas por adultos saudáveis.

Existe menos conhecimento documentado sobre as respostas gastrointestinais específicas e o potencial de intolerância em crianças pequenas em comparação com os adultos. As preocupações de segurança registadas são transitórias, locais e fisiológicas, distinguindo o seu perfil de risco do dos fármacos terapêuticos convencionais.

A estrutura global de segurança baseia-se na gestão de desconforto físico temporário e localizado, que está diretamente associado à quantidade ingerida, em vez de na monitorização de eventos adversos sistémicos ou graves.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda médica

A ingestão excessiva de Isomalte não é tipicamente considerada uma emergência médica aguda, uma vez que esta substância é um poliol (álcool de açúcar) com baixa absorção intestinal. No entanto, o consumo de quantidades significativamente superiores às recomendadas ou à tolerância individual pode resultar em desconforto gastrointestinal acentuado.

Sintomas de ingestão excessiva

Os sinais mais comuns de que foi consumida uma quantidade excessiva de Isomalte incluem flatulência, distensão abdominal, cólicas e um efeito laxante pronunciado, resultando em diarreia osmótica. Estes sintomas ocorrem porque o Isomalte retém água no cólon e é fermentado pelas bactérias intestinais.

Quando procurar assistência médica

Embora os sintomas geralmente desapareçam de forma espontânea após a interrupção do consumo e a eliminação da substância pelo organismo, deve procurar aconselhamento médico se observar as seguintes situações:

  • Diarreia persistente ou grave que não melhora após a suspensão do uso.
  • Sinais de desidratação, tais como sede extrema, boca seca, tonturas ou diminuição da produção de urina, especialmente em crianças ou idosos.
  • Dor abdominal intensa ou persistente.
  • Reações de hipersensibilidade invulgares, como erupções cutâneas ou dificuldade respiratória, embora estas sejam extremamente raras com o Isomalte.

Em caso de ingestão massiva acidental, ou se os sintomas gastrointestinais causarem preocupação, recomenda-se contactar um profissional de saúde ou um centro de informação antivenenos para orientações específicas sobre a gestão dos sintomas e reidratação.

Usos terapêuticos de Isomalt

Para que é Utilizado o Isomalte: Principais Usos e Benefícios

O papel primordial do isomalte é proporcionar vantagens funcionais e fisiológicas significativas que apoiam a gestão a longo prazo de condições de saúde fundamentais, funcionando como um substituto alimentar e não como um fármaco convencional para o tratamento de doenças agudas. O isomalte é aplicado em áreas onde é necessário suporte sintomático adicional para a gestão metabólica e cuidados dentários profiláticos.

Produtos que contêm isomalte são reconhecidos pela capacidade de não promoverem a cárie dentária, o que confirma o seu papel central na manutenção da saúde oral. Esta substância é comummente utilizada para auxiliar em situações que envolvem a gestão das flutuações da glicemia, para abordar o risco de deterioração do esmalte dentário e para prestar assistência em dietas de valor calórico reduzido.

Apoio na Estabilização dos Níveis de Glicemia

O isomalte é considerado relevante para indivíduos que gerem condições que apresentam desconforto sistémico ou localizado relacionado com o controlo da glicose no sangue, tais como a diabetes ou a pré-diabetes, ao ajudar a sustentar um perfil glicémico mais estável. Esta substituição pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional durante o controlo dietético.

Factos Relevantes: Alívio na Saúde Metabólica e Oral

Este hidrato de carbono funcional é pertinente em contextos que envolvem a restrição de energia na dieta e é frequentemente utilizado para ajudar com sintomas relacionados com desequilíbrios sistémicos ligados à ingestão calórica. O isomalte fornece um suporte que ajuda a aliviar a carga sintomática global associada tanto à carga calórica excessiva como ao potencial de degradação dentária.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Isomalte?

O perfil de elegibilidade do Isomalte (E953, Isomaltulose Hidrogenada) é definido pelo seu estatuto regulamentar como aditivo alimentar do tipo poliol. Consequentemente, as condicionantes à sua utilização baseiam-se na tolerância fisiológica individual e não em proibições generalizadas por patologia.

Populações com contraindicação A utilização é estritamente contraindicada em doentes com Intolerância Hereditária à Frutose (IHF), devido ao risco de efeitos secundários graves resultantes dos metabolitos da frutose. Não existem proibições absolutas documentadas para casos de compromisso hepático ou renal grave.

População geral O consumo é permitido para adultos e idosos em geral, conforme estabelecido pelo seu estatuto de Substância Geralmente Reconhecida como Segura (GRAS). Isto inclui indivíduos que gerem os seus níveis de glicose no sangue ou que procuram apoio para a saúde dentária.

Elegibilidade por idade A utilização na população pediátrica é condicional. O consumo é restrito devido a um limiar mais baixo para a ocorrência de diarreia osmótica dependente da dose e do desconforto gastrointestinal associado aos polióis. Geralmente, não é permitida a sua presença em alimentos destinados especificamente a lactentes.

Gravidez e amamentação O uso é permitido com moderação. A utilização está condicionada à manutenção dos níveis de consumo seguro estabelecidos pelos organismos reguladores.

Restrições de elegibilidade A utilização é limitada para todas as populações, incluindo as que apresentam sensibilidade conhecida aos polióis, devido ao risco de efeitos secundários gastrointestinais associados ao consumo de volumes elevados.

Ligação ao perfil de elegibilidade geral: Os documentos oficiais definem a elegibilidade essencialmente através de uma única contraindicação formal (IHF) e pela tolerância fisiológica. O uso é amplamente permitido para adultos, mas encontra-se estritamente condicionado à limitação da ingestão, de modo a evitar os efeitos gastrointestinais comuns e dependentes da dose, típicos dos polióis.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Isomalte com Outros Medicamentos e Produtos

O perfil de interação do isomalte é definido primordialmente pela sua função como um excipiente farmacêutico estável e poliol, caracterizando-se pela ausência de atividade farmacológica sistémica que possa causar as interações fármaco-fármaco convencionais. A documentação oficial estabelece que o isomalte não está, de uma forma geral, associado a interações clinicamente significativas com outros produtos medicinais administrados em simultâneo.

Não existem evidências documentadas de que esta substância atue como inibidora ou indutora das principais vias metabólicas, tais como o sistema enzimático do Citocromo P450, nem é citada como tendo influência sobre as proteínas de transporte de fármacos. Esta ausência de efeitos sistémicos documentados significa que as normas regulamentares não especificam requisitos para ajustes obrigatórios na dose ou para a introdução de um intervalo de tempo entre administrações quando produtos contendo isomalte são utilizados juntamente com outros medicamentos. Adicionalmente, a informação de prescrição de alguns produtos que contêm isomalte refere explicitamente que não foram realizados estudos formais de interação.

A limitação mais significativa associada ao isomalte envolve uma restrição metabólica obrigatória para uma população específica. Devido à sua composição como um açúcar-álcool e à sua subsequente decomposição parcial em componentes como o sorbitol, a utilização de medicamentos contendo isomalte é formalmente restrita ou contraindicada em indivíduos diagnosticados com Intolerância Hereditária à Frutose (IHF). Esta restrição obrigatória constitui uma informação de segurança vital, definida nas diretrizes oficiais pelas autoridades de saúde globais.

Mecanismo de ação

Resistência Enzimática e Modulação Glicémica Baixa

O mecanismo principal do isomalte baseia-se na sua resistência à hidrólise por parte das enzimas alfa-glucosidases no intestino delgado. Devido à sua estrutura molecular única, a maior parte deste poliol permanece por digerir, contornando eficazmente as etapas iniciais da decomposição dos hidratos de carbono. Esta interação altera a dinâmica de sinalização na via glicémica pós-prandial ao limitar severamente a taxa e a quantidade total de monossacáridos disponíveis para absorção.

A consequência fisiológica resultante é uma atenuação da subida pós-prandial da concentração de glicose no plasma e um perfil associado de redução na secreção de insulina, o que caracteriza o impacto metabólico imediato do composto.

Fermentação no Intestino Grosso e Produção de AGCC

O isomalte não digerido atua como um substrato, sendo subsequentemente alvo de uma decomposição enzimática pela microbiota colónica quando atinge o intestino grosso. Este processo ativa cascatas fermentativas, produzindo metabolitos fundamentais, principalmente Ácidos Gordos de Cadeia Curta (AGCC).

Este mecanismo influencia o ambiente de sinalização nas vias intestinais periféricas e resulta na modulação da disponibilidade de substratos energéticos para o hospedeiro, bem como em diversos processos fisiológicos colónicos.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Isomalte é Utilizado

O isomalte é oficialmente utilizado como um excipiente farmacêutico e hidrato de carbono funcional, não sendo considerado um Princípio Ativo (API) com um esquema posológico terapêutico independente. Por conseguinte, a sua utilização é determinada pelos requisitos técnicos do produto final e pelas normas regulamentares estabelecidas para o consumo de polióis.


Âmbito da Administração

Característica Orientação Oficial de Administração
Via de administração O isomalte é estritamente administrado por via oral, como componente da forma farmacêutica final.
Esquema Posológico Não existe um esquema posológico terapêutico estabelecido para o isomalte em si. A frequência e o momento do consumo dependem inteiramente do esquema do princípio ativo principal contido no medicamento final.
Preparação É incorporado em formulações destinadas a serem mastigadas, chupadas ou dispersas em água antes da ingestão, dependendo da conceção da forma farmacêutica.
Condições Especiais O consumo está sujeito a limites associados à tolerância digestiva conhecida dos polióis. Por exemplo, existem advertências específicas exigidas se as porções excederem os níveis estabelecidos.

Estrutura do Procedimento

A administração de produtos que contêm isomalte está estruturada de forma a que o produto deva ser administrado por via oral, de acordo com o protocolo do fármaco principal. A forma farmacêutica deve ser preparada ou consumida conforme pretendido (mastigada, dispersa ou engolida) para garantir a utilização correta.

Uma vez que melhora frequentemente a palatabilidade, o isomalte é habitualmente utilizado em formulações para populações específicas, como os doentes pediátricos, onde a facilidade de ingestão oral é crítica. Estas regras definem a abordagem padronizada para a utilização da substância, tal como delineado nos documentos regulamentares oficiais.

Evidência clínica recente

Evidências Clínicas Recentes

Estudos clínicos recentes têm reforçado o papel do isomalt como uma alternativa eficaz ao açúcar comum, destacando-se principalmente pela sua baixa resposta glicémica e benefícios para a saúde oral. Investigações em humanos demonstram de forma consistente que a substituição do açúcar por isomalt em diversos produtos alimentares resulta numa redução significativa dos picos de glicose e de insulina no sangue após as refeições.

Gestão da Glicose e Resposta Insulínica

Ensaios controlados e aleatorizados recentes confirmam que o isomalt possui propriedades que permitem uma digestão mais lenta e incompleta no trato gastrointestinal superior. Esta característica traduz-se em níveis glicémicos pós-prandiais substancialmente mais baixos em comparação com a sacarose. Estes dados sugerem que o isomalt é um componente viável para dietas que visam o controlo do açúcar no sangue, sendo particularmente relevante para indivíduos que monitorizam a sua resposta insulínica.

Saúde Dentária e Prevenção de Cáries

No âmbito da saúde oral, novas evidências sublinham que o isomalt não é cariogénico, uma vez que as bactérias presentes na placa bacteriana não o conseguem fermentar para produzir ácidos que danificam o esmalte dentário. Estudos recentes exploraram inclusive a inclusão de isomalt em formulações de pastas dentífricas, demonstrando uma eficácia superior na inibição da desmineralização do esmalte e na prevenção do desenvolvimento de cáries em comparação com formulações padrão.

Tolerância Gastrointestinal e Função Intestinal

A investigação atual sobre a saúde digestiva indica que o isomalt, quando consumido em doses moderadas, é bem tolerado pela maioria dos adultos. Devido à sua natureza de hidrato de carbono de baixa digestibilidade, este composto chega ao intestino grosso, onde pode exercer um efeito prebiótico ao servir de substrato para a fermentação pela microbiota intestinal. Ensaios clínicos sugerem que este processo pode contribuir para a melhoria da função intestinal e para o aumento da frequência da defecação, embora o consumo excessivo possa estar associado a um efeito laxante suave e a sintomas como distensão abdominal ou flatulência em indivíduos mais sensíveis.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Isomalte (FAQ)

P: Existe uma quantidade máxima de Isomalte que seja geralmente considerada segura para consumo?

As orientações oficiais não estabelecem uma Dose Diária Admissível (DDA) obrigatória, mas o consumo é limitado pela tolerância fisiológica individual. As diretrizes indicam que a utilização é restringida principalmente pela tolerância de cada indivíduo aos polióis e pelo potencial de ocorrência de efeitos secundários digestivos.

P: O Isomalte é uma opção recomendada para indivíduos que gerem a diabetes?

Alegações de saúde oficiais, como as aprovadas pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), indicam que a substituição do açúcar por Isomalte contribui para uma menor subida da glicose no sangue após o consumo, quando comparada com produtos que contêm açúcar. Este perfil metabólico é a razão pela qual este ingrediente é frequentemente utilizado por pessoas que monitorizam a sua ingestão de hidratos de carbono e açúcares.

P: Porque é que o Isomalte é frequentemente utilizado na preparação de rebuçados e pastilhas?

As propriedades físicas do Isomalte tornam-no muito adequado para estes produtos sólidos. Informações citadas por entidades reguladoras destacam a sua estabilidade perante o calor e a sua baixa higroscopicidade (o que significa que resiste à absorção da humidade do ar). Estas características são essenciais para manter a estrutura e o tempo de conservação de rebuçados e pastilhas.

P: O Isomalte é quimicamente igual a outros polióis, como o Xilitol ou o Sorbitol?

Não, o Isomalte é uma substância química distinta, classificada como um poliol (álcool de açúcar). É composto por uma mistura equimolar de dois álcoois dissacarídeos diferentes. Embora esteja relacionado com o Sorbitol e o Manitol, a sua estrutura química global é diferente de polióis isolados como o Xilitol.

P: O Isomalte é considerado um FODMAP (Oligossacáridos, Dissacáridos, Monossacáridos e Polióis Fermentáveis)?

As diretrizes dietéticas baseadas em normas regulamentares classificam o Isomalte como um poliol, que representa o componente 'P' da categoria FODMAP. Isto significa que, tal como outros polióis, a maior parte não é absorvida no intestino delgado e é fermentada por bactérias no intestino grosso, o que pode causar sintomas gastrointestinais em alguns indivíduos.

P: O Isomalte é um ingrediente com zero calorias?

Não, as orientações oficiais de rotulagem estipulam que o Isomalte não tem zero calorias porque é parcialmente absorvido e metabolizado. Os sistemas regulamentares atribuem-lhe um valor calórico reduzido em comparação com a sacarose. Por exemplo, a União Europeia atribui habitualmente um valor de 2,4 kcal/g, enquanto os EUA utilizam geralmente 2 kcal/g.

P: Como é que o valor calórico do Isomalte é tipicamente calculado para os rótulos nutricionais?

O valor calórico atribuído ao Isomalte é calculado com base na sua digestibilidade parcial no corpo humano, permitindo que os organismos reguladores fixem um valor energético mais baixo para efeitos de rotulagem. Por exemplo, os Estados Unidos utilizam geralmente 2 kcal/g, o que é significativamente inferior às 4 kcal/g tipicamente atribuídas ao açúcar.

P: Qual é a diferença entre o Isomalte e outros edulcorantes como a sucralose ou o aspartame?

O Isomalte é classificado pelas autoridades reguladoras como um poliol (álcool de açúcar) ou um edulcorante nutritivo, uma vez que fornece algumas calorias e volume. No entanto, edulcorantes como a sucralose e o aspartame são classificados como edulcorantes não nutritivos de alta intensidade, devido à sua ausência de conteúdo calórico e ao seu elevado poder adoçante.

P: Onde pode um doente encontrar fichas de segurança ou monografias oficiais sobre o Isomalte?

As especificações oficiais e as informações sobre o Isomalte de qualidade farmacêutica estão publicadas em textos de referência conhecidos como monografias. Estes documentos podem ser encontrados em publicações de referência de organismos reconhecidos a nível regulamentar, como a Farmacopeia dos Estados Unidos (USP) ou a Farmacopeia Europeia (EP).

P: Pode uma pessoa desenvolver uma alergia ou sensibilidade ao Isomalte?

As avaliações de risco regulamentares para aditivos alimentares não associam, geralmente, o Isomalte aos principais alergénios alimentares regulamentados. Os efeitos adversos da substância são classificados como intolerância digestiva dependente da dose — desconforto físico relacionado com a quantidade consumida — e não como uma verdadeira reação alérgica sistémica.

P: Com que rapidez é que o Isomalte passa pelo sistema digestivo?

Dados oficiais de absorção mostram que uma parte significativa do Isomalte passa pelo intestino delgado largamente intacta. Estudos revistos por organismos reguladores indicam que até dois terços da substância seguem para o intestino grosso para fermentação pela flora intestinal.

P: Existe diferença na forma como o Isomalte é utilizado nos EUA versus Europa?

A aprovação regulamentar para o Isomalte é consistente nos principais territórios. Nos EUA, possui o estatuto GRAS (Geralmente Reconhecido como Seguro) e, na Europa, está aprovado como o aditivo alimentar E953. Embora o seu estatuto de segurança seja consistente, os níveis máximos de utilização permitidos em produtos alimentares específicos podem variar entre as normas da FDA e da UE.

P: O Isomalte pode ser utilizado em pastelaria e culinária sem perder as suas propriedades?

Informações oficiais sobre as suas propriedades destacam a estabilidade do Isomalte, incluindo uma elevada resistência ao calor e à humidade. Estas características indicam a sua adequação para utilização em aplicações de alta temperatura, como a panificação comercial e confeitaria, sem sofrer degradação química.

P: Existem estudos focados no impacto a longo prazo do Isomalte na gestão do peso?

As revisões regulamentares de edulcorantes de baixas calorias, incluindo o Isomalte, indicam que a sua utilização como substituto do açúcar pode apoiar os esforços para manter a perda de peso ao reduzir a ingestão calórica proveniente dos açúcares. No entanto, os estudos de longo prazo dedicados exclusivamente ao impacto do Isomalte na gestão do peso são limitados.

P: O nível de doçura do Isomalte compara-se diretamente ao do açúcar de mesa?

Não, o Isomalte não tem o mesmo nível de doçura que o açúcar de mesa (sacarose). Revisões de tecnologia alimentar e regulamentares referem geralmente que o Isomalte é aproximadamente 0,4 a 0,6 vezes tão doce quanto a sacarose.

P: Existem diferentes formas de Isomalte mencionadas em documentos regulamentares?

Sim, os documentos oficiais referem-se frequentemente ao Isomalte através dos seus sinónimos e composição química. Os documentos regulamentares listam-no como Isomaltulose Hidrogenada e indicam os seus componentes químicos específicos: Glucopiranosido-Sorbitol (GPS) e Glucopiranosido-Manitol (GPM).

P: O Isomalte pode ser combinado com outros polióis num único produto?

Sim, as normas regulamentares, como as estabelecidas pela União Europeia e pelo Codex Alimentarius, permitem a utilização de múltiplos polióis, incluindo o Isomalte, em combinação no mesmo produto. Isto é permitido desde que o conteúdo total de polióis cumpra os requisitos obrigatórios de rotulagem.

Como Isomalt deve ser armazenado e descartado?

Como armazenar e eliminar o Isomalte

O Isomalte, enquanto excipiente farmacêutico, deve ser armazenado sob condições específicas para manter a sua qualidade e integridade cristalina. O perfil de conservação oficial é definido por regras que visam prevenir a absorção de humidade e a contaminação ambiental.

Requisitos de Armazenamento

Ambiente: Deve ser armazenado num local fresco e seco, que seja bem ventilado e esteja protegido de extremos ambientais e de humidade elevada.

Recipiente: Deve ser mantido nos recipientes originais, que devem permanecer devidamente selados quando não estiverem a ser utilizados.

Segurança: A substância deve ser guardada fora da vista e do alcance das crianças e afastada de materiais incompatíveis.

Instruções de Eliminação

A eliminação de Isomalte não utilizado deve obedecer aos regulamentos relativos a resíduos químicos ou farmacêuticos. A substância não deve ser vertida em sistemas de esgoto nem deve ser permitida a contaminação de fontes de água. A eliminação deve seguir os regulamentos locais, regionais e nacionais para o manuseamento e destruição adequados.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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