Iskia

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Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Iskia

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Ácido acetilsalicílico (AAS)
Forma Forma farmacêutica oral (Comprimido)
Classe farmacológica Anti-inflamatório Não Esteroide (AINE)
Uso comum Redução da dor, febre e inflamação
Origem Composto sintético

Que Tipo de Medicamento é o Iskia?

Iskia é o nome comercial de um produto medicinal que contém a substância ativa Ácido acetilsalicílico (AAS), classificado formalmente como um Anti-inflamatório Não Esteroide (AINE). Trata-se de um composto sintético derivado quimicamente da família dos salicilatos, o que reflete um longo historial de utilização farmacêutica. A distinção química de ser um derivado de salicilato diferencia-o de outros AINEs dentro da mesma classe farmacológica, como é o caso do ibuprofeno.

A classificação deste medicamento como um AINE é clinicamente reconhecida a nível global pelos seus efeitos terapêuticos, corroborados por estudos farmacológicos abrangentes. O Ácido acetilsalicílico é eficaz como agente analgésico, antipirético e anti-inflamatório, o que significa que o medicamento pode ajudar a aliviar o desconforto geral através da redução da febre e da atenuação da dor. Além disso, a substância é amplamente aceite pela sua utilidade crítica, integrando a Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde desde 1977.

Composição, Forma e Finalidade Geral

O Iskia foi concebido como um produto de substância única, apresentado habitualmente numa forma farmacêutica oral (um comprimido) para administração pela via oral. O medicamento final consiste no Ácido acetilsalicílico ativo combinado com excipientes farmacêuticos inertes, necessários para a estabilidade e para a correta libertação no organismo. O propósito geral deste medicamento é o alívio de três principais desconfortos físicos: a redução da temperatura corporal elevada (febre), o alívio de dores generalizadas e a mitigação da inflamação.

O mecanismo único que rege o seu funcionamento envolve a inibição da síntese de prostaglandinas. Esta inibição é a ação principal responsável pelos efeitos anti-inflamatórios e analgésicos do fármaco. Isto confirma que o medicamento atua ao interromper a produção interna de substâncias químicas que causam desconforto. Esta dupla funcionalidade definidora — reduzir a dor e a febre enquanto influencia também os componentes sanguíneos — é central para a sua classificação estabelecida na medicina moderna.

Quais efeitos secundários são possíveis com Iskia?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O perfil de segurança oficial do Iskia, que contém Ácido acetilsalicílico (AAS), está estruturado de acordo com as classificações que detalham potenciais reações adversas. Estes efeitos são formalmente agrupados pela classe de sistemas de órgãos que afetam e classificados por frequência, conforme observado em ensaios clínicos e na vigilância pós-comercialização.


Categorias Principais de Reações Adversas

As reações adversas são classificadas com base numa estrutura de frequência padrão (por exemplo: Frequentes, Pouco frequentes, Raras). As reações adversas frequentes envolvem tipicamente Doenças Gastrointestinais (como dispepsia, náuseas e vómitos) e uma tendência hemorrágica aumentada. As reações pouco frequentes incluem respostas de hipersensibilidade, tais como urticária e angioedema.

As Reações Adversas Graves documentadas incluem a hemorragia gastrointestinal e perfuração potencialmente fatais, reações de hipersensibilidade sistémica grave (anafilaxia) e hemorragia intracraniana. Em crianças e adolescentes que estejam a recuperar de uma doença viral, existe um aviso específico relativo ao risco raro, mas grave, de Síndrome de Reye.


Restrições de Segurança e Considerações

O risco de eventos gastrointestinais graves aumenta com a duração da utilização e está, geralmente, relacionado com a dose. Existem contraindicações claras que definem populações específicas de doentes onde o Iskia não deve ser utilizado. Estas restrições incluem indivíduos com úlcera péptica ativa, tendências hemorrágicas graves (diátese hemorrágica) ou insuficiência orgânica grave não controlada (insuficiência hepática, renal ou cardíaca). O medicamento é também tipicamente contraindicado durante o terceiro trimestre da gravidez.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

O perfil oficial do Iskia, que contém Ácido acetilsalicílico (AAS), documenta sinais clínicos específicos de sobredosagem, conhecidos como salicilismo. As manifestações iniciais incluem habitualmente zumbido nos ouvidos (tinnitus), cefaleias, tonturas, náuseas e vómitos. Uma sobredosagem grave ou em agravamento é caraterizada por alterações na respiração (taquipneia) e efeitos progressivos no sistema nervoso central, tais como confusão, convulsões e, em última instância, coma.

A toxicidade grave está associada a perturbações fisiológicas graves. Estes desfechos potencialmente fatais incluem acidose metabólica profunda, edema pulmonar não cardiogénico, insuficiência renal aguda e colapso cardiovascular. As crianças pequenas e os idosos são explicitamente mencionados como populações de doentes com um risco acrescido de toxicidade grave e complicações.

Caso se suspeite de uma sobredosagem, as orientações determinam uma ação imediata. Os indivíduos devem procurar cuidados médicos de emergência o mais rapidamente possível e contactar imediatamente um Centro de Informação Antivenenos, uma vez que o internamento hospitalar é necessário. Os procedimentos de gestão oficialmente descritos incluem a administração de carvão ativado, a alcalinização urinária através de bicarbonato intravenoso e, em casos de envenenamento grave, a aplicação urgente de hemodiálise. Não se conhece um antídoto específico; por conseguinte, o tratamento foca-se nos cuidados de suporte e no reforço da eliminação da substância.

Usos terapêuticos de Iskia

Iskia: Foco Terapêutico e Utilidade Clínica

O Iskia é utilizado no tratamento de mieloma múltiplo acabado de diagnosticar (NDMM) em doentes que são elegíveis para transplante autólogo de células estaminais (ASCT). Esta população de doentes recebe o Iskia como parte de um regime de combinação que envolve isatuximab, carfilzomib, lenalidomida e dexametasona (Isa-KRd).


Principais Utilizações e Benefícios

O objetivo terapêutico primário do Iskia é aumentar a profundidade da resposta contra o mieloma múltiplo, um tipo de discrasia de células plasmáticas. Os dados clínicos do ensaio de Fase III IsKia demonstram que a adição de isatuximab à base de KRd aumentou significativamente a taxa de negatividade de doença residual mínima (MRD) nos doentes. A negatividade da MRD após a terapia de consolidação é uma medida objetiva que indica uma resposta muito profunda ao tratamento. Alcançar este nível mais profundo de resposta com o Iskia pode levar a melhores resultados de sobrevivência livre de progressão para doentes com mieloma múltiplo acabado de diagnosticar.

Para mais informações sobre o atual estado regulamentar do isatuximab, que é um componente do regime Iskia, consulte o resumo terapêutico da EMA (Sarclisa é o nome comercial do Isatuximab).


Factos Rápidos

  • Trata: Mieloma múltiplo acabado de diagnosticar (NDMM).
  • Utilizado em: Doentes elegíveis para transplante autólogo de células estaminais (ASCT).
  • Objetivo: Alcançar taxas elevadas de negatividade de doença residual mínima (MRD).
  • Benefício Primário: Proporciona um nível de resposta mais profundo, que pode correlacionar-se com uma melhor sobrevivência livre de progressão.

Critérios de utilização e restrições

Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar o Iskia?

O perfil oficial de elegibilidade para o regime Iskia (Isatuximab, Carfilzomib, Lenalidomida e Dexametasona) é estritamente definido pelos documentos que regem os componentes da sua combinação.


Contraindicações Absolutas

O medicamento é contraindicado em mulheres grávidas devido ao risco grave e documentado de toxicidade embriofetal. Doentes com antecedentes conhecidos de hipersensibilidade grave ao isatuximab, à lenalidomida ou a qualquer um dos ingredientes inativos do produto não devem utilizar este medicamento. Além disso, o cumprimento dos requisitos obrigatórios de contraceção e de realização de testes de programas de segurança específicos é uma condição estrita de elegibilidade para homens e mulheres com potencial reprodutivo.


Elegibilidade Condicional e Restrições

O regime destina-se exclusivamente a doentes adultos (com idade igual ou superior a 18 anos). A utilização na população pediátrica não está estabelecida devido à insuficiência de dados de segurança e eficácia. A elegibilidade está dependente do estado da função orgânica do doente; aqueles que apresentam insuficiência renal ou hepática necessitam de ajustes de dose oficiais, conforme especificado na rotulagem do produto. Doentes com condições cardíacas preexistentes ou fatores de risco para tromboembolismo são considerados populações restritas que devem aderir a protocolos de gestão específicos. A amamentação não é recomendada durante o tratamento.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

Combinações Contraindicadas

A administração concomitante de Iskia (Ácido acetilsalicílico, AAS) é formalmente contraindicada com o metotrexato em doses iguais ou superiores a 15 mg por semana, devido ao risco de aumento da toxicidade do metotrexato. Aplica-se uma contraindicação adicional aos anticoagulantes orais em doentes com antecedentes de úlceras gastroduodenais, devido a um risco significativamente aumentado de hemorragia.

Interações Farmacodinâmicas e de Alteração da Exposição

O AAS apresenta um risco farmacodinâmico documentado quando combinado com anticoagulantes, heparinas e outros agentes antiagregantes plaquetários, devido a um efeito aditivo que aumenta o risco documentado de hemorragia. A combinação com outros Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs) também aumenta o risco de úlceras gastrointestinais e hemorragia. O AAS provoca uma redução na depuração renal de certos medicamentos, incluindo o metotrexato, a digoxina e o lítio, levando a níveis plasmáticos elevados dessas substâncias. O AAS pode também reduzir o efeito dos uricosúricos ao competir pela eliminação nos túbulos renais.

Restrições de Tempo e Populações Específicas

Existem orientações específicas sobre uma regra de separação temporal para mitigar a interferência no efeito antiagregante de doses baixas de AAS: o ibuprofeno deve ser tomado pelo menos 8 horas antes ou pelo menos 30 minutos depois da dose de AAS de libertação imediata. Os riscos de interação, tais como o aumento do risco de hemorragia com Heparinas de Baixo Peso Molecular, são acentuados em doentes idosos. A interação com o pemetrexedo, que resulta numa diminuição da depuração renal, é específica para doentes com insuficiência renal ligeira a moderada.

Mecanismo de ação

O mecanismo do Iskia é definido pela modulação irreversível de vias biológicas específicas, o que resulta em alterações fisiológicas mensuráveis. A ação molecular central do fármaco é a inativação permanente das enzimas ciclo-oxigenase (COX-1 e COX-2) através de uma ligação covalente conhecida como acetilação. Este mecanismo de inibição único e dependente do tempo bloqueia a cascata do ácido araquidónico na etapa da ciclo-oxigenase, impedindo a formação de moléculas de sinalização prostanoides.


O efeito na via antipirética resulta da supressão central da síntese de prostaglandina E2 (PGE2) no centro termorregulador hipotalâmico do cérebro. Esta ação remove o sinal químico responsável pela elevação do ponto de regulação da temperatura corporal.


O mecanismo apresenta uma restrição funcional crítica baseada no tipo de célula. A inativação permanente da COX-1 em células anucleadas (plaquetas) resulta numa supressão duradoura da síntese de TXA2 nestas células. Inversamente, a inibição em células nucleadas é temporária, uma vez que estas têm capacidade para sintetizar novas moléculas da enzima, modulando assim a duração do efeito sistémico.

Informações sobre dosagem e administração

O Iskia é administrado exclusivamente por via de perfusão intravenosa (IV) e deve ser realizado num contexto de cuidados de saúde especializado, sob a supervisão direta de um profissional de saúde. O regime segue um esquema cíclico como parte de uma terapia combinada para o mieloma múltiplo acabado de diagnosticar. A dose é calculada com precisão com base no peso corporal atual do doente no momento da administração, sendo a dose padrão de 10 mg por quilograma de peso corporal.

O esquema de tratamento está dividido em fases. O Iskia é habitualmente administrado uma vez por semana durante o ciclo inicial, passando depois para uma administração menos frequente, geralmente a cada duas semanas, nos ciclos subsequentes. Em alguns regimes contínuos de longo prazo, a dosagem pode ser alargada para cada quatro semanas. O tratamento é continuado seguindo este esquema estruturado até à progressão da doença ou ao desenvolvimento de toxicidade inaceitável.

Um passo crítico antes de cada perfusão é a administração de pré-medicação obrigatória, 15 a 60 minutos antes de iniciar o Iskia. Este é um requisito processual definido no rótulo. A substância ativa é fornecida como uma solução que requer diluição num saco de perfusão IV de Cloreto de Sódio a 0,9% ou Glucose (Dextrose) a 5%. A perfusão deve ser administrada através de um filtro em linha de 0,22 mícrones. A velocidade de perfusão é cuidadosamente controlada, começando de forma mais lenta na primeira dose e aumentando gradualmente nas doses subsequentes, se for bem tolerada. Se uma dose programada for esquecida, deve ser administrada logo que possível, e o calendário geral de tratamento deve ser ajustado para manter o intervalo correto entre as doses.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre o Iskia

A substância ativa do Iskia (Ácido acetilsalicílico) é mencionada nos dados gerais, mas a investigação clínica específica fornecida foca-se exclusivamente no regime combinado utilizando a designação "Iskia". A investigação para o Iskia, como componente de uma terapia combinada específica (Isa-KRd), centra-se na sua inclusão neste regime. A base da investigação envolve estudos controlados que examinam resultados relacionados com o mieloma múltiplo acabado de diagnosticar na população estudada.


Evidência para Uso em Mieloma Múltiplo Acabado de Diagnosticar (NDMM)

A investigação foi realizada através de ensaios clínicos aleatorizados e controlados de Fase III, que compararam o regime Isa-KRd com um regime de controlo (KRd). Os estudos envolveram doentes adultos com doença acabada de diagnosticar que cumpriam critérios específicos de elegibilidade para transplante. Os estudos avaliaram também o impacto do regime em resultados clínicos específicos, tais como a sobrevivência livre de progressão (PFS).

Nos ensaios clínicos fundamentais, o foco principal dos investigadores foi determinar a frequência com que os doentes atingiram a negatividade da MRD (Doença Residual Mínima) após a conclusão do tratamento de consolidação. A negatividade da MRD é um biomarcador que mede a ausência de células de mieloma detetáveis na medula ósea, utilizando métodos de teste de elevada sensibilidade. Os estudos descreveram padrões relacionados com a obtenção destas taxas de resposta específicas nas populações observadas, após o curso completo da terapia de indução e consolidação.


Evidência a Longo Prazo e Incertezas da Investigação

Os estudos monitorizaram os resultados dos doentes ao longo de intervalos de tempo definidos para observar a potencial durabilidade da resposta inicial. As investigações exploraram o período de tempo durante o qual os doentes permaneceram sem progressão da doença. As durações do acompanhamento inicial eram curtas quando os resultados principais foram reportados pela primeira vez. Por conseguinte, os efeitos a longo prazo na sobrevivência global não estão totalmente estabelecidos e os dados continuam a surgir à medida que os ensaios prosseguem o acompanhamento dos doentes por períodos prolongados.

Uma limitação fundamental da investigação é o facto de os resultados se aplicarem especificamente ao regime combinado (Isa-KRd). A evidência não fornece dados sobre a contribuição do Iskia como agente único neste contexto. Além disso, embora a investigação forneça informações sobre alterações a curto prazo e sobre as taxas de resposta medidas, os resultados a longo prazo não estão totalmente estabelecidos. São ainda necessários dados para analisar a correlação entre o biomarcador de negatividade da MRD e os resultados dos doentes a longo prazo.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Iskia (FAQ)

P: Com que rapidez o Iskia começa normalmente a fazer efeito?

R: O tempo necessário para o Iskia começar a atuar depende do seu propósito. A substância ativa está associada a um início de ação rápido para os seus efeitos antiagregantes ou analgésicos, o qual foi observado num período de 30 minutos em estudos. Contudo, para a sua utilização principal no regime para o mieloma múltiplo, o efeito terapêutico total é avaliado ao longo de vários ciclos de tratamento.

P: As crianças ou adolescentes podem utilizar o Iskia?

R: Existem avisos oficiais relativos a uma condição rara mas grave denominada Síndrome de Reye em crianças e adolescentes, especialmente se estiverem a recuperar de uma doença viral. Devido a este risco, a documentação indica que o produto é, geralmente, restrito ou não indicado para utilização na população pediátrica.

P: O Iskia é seguro durante a gravidez ou amamentação?

R: As orientações indicam que a utilização de AINEs, que incluem a substância ativa do Iskia, não é recomendada durante a gravidez, particularmente após as 20 semanas de gestação, devido a potenciais riscos para o feto em desenvolvimento. Adicionalmente, a amamentação não é, geralmente, recomendada durante a utilização deste medicamento.

P: Quanto tempo após iniciar o Iskia posso esperar ver o efeito total?

R: A resposta clínica ao regime para o mieloma múltiplo é avaliada ao longo do tempo. Os resultados clínicos, como a obtenção de negatividade da MRD (ausência de células cancerígenas detetáveis) e a sobrevivência livre de progressão (PFS), são tipicamente medidos após o curso completo da terapia de indução e consolidação.

P: Os adultos mais velhos podem utilizar o Iskia com segurança?

R: Certos riscos de interação, tais como o aumento de hemorragias ou toxicidade, podem ser acentuados em doentes idosos. Devido a possíveis alterações na função renal, a monitorização pode ser relevante para a seleção da dose adequada nesta população.

P: Como é que o corpo processa ou elimina o Iskia?

R: O organismo processa a substância ativa do Iskia rapidamente na corrente sanguínea, convertendo-a em ácido salicílico. Este é metabolizado principalmente pelo fígado e eliminado essencialmente através dos rins.

P: Qual é a diferença entre a dose baixa e a dose elevada de Iskia?

R: A substância ativa do Iskia possui efeitos dependentes da dose. As doses mais baixas destinam-se sobretudo a reduzir a agregação plaquetária através da inibição de uma enzima específica (COX-1), enquanto as doses mais elevadas inibem também uma segunda enzima (COX-2) para obter efeitos analgésicos e anti-inflamatórios gerais.

P: Quanto tempo permanece o Iskia no organismo após interromper o tratamento?

R: Embora a semivida química da substância ativa seja relativamente curta, o seu efeito funcional antiagregante nas plaquetas é permanente para essas células. Este efeito dura todo o tempo de vida da plaqueta afetada, o que corresponde, habitualmente, a um período de 7 a 10 dias.

P: É necessária uma prescrição especial ou monitorização para o Iskia?

R: A administração deve ser realizada num ambiente de cuidados de saúde especializado, sob supervisão direta. A monitorização de hemogramas completos é um procedimento obrigatório durante o tratamento, sendo também necessários testes sanguíneos específicos antes de iniciar a terapia.

P: Qual é o objetivo do aviso de segurança no rótulo do Iskia?

R: A rotulagem inclui avisos para alertar sobre potenciais riscos graves. Estes incluem o risco de eventos hemorrágicos graves, como a hemorragia gastrointestinal, e o risco raro de Síndrome de Reye em crianças e adolescentes. Os avisos também abordam riscos específicos do regime para o mieloma múltiplo, tais como reações relacionadas com a perfusão.

P: Que investigação está a ser feita atualmente sobre o Iskia?

R: Os ensaios clínicos que examinam o regime combinado continuam a acompanhar os doentes por períodos prolongados. Esta investigação em curso monitoriza resultados a longo prazo, tais como a sobrevivência global e a durabilidade da resposta inicial ao tratamento.

P: O Iskia é o mesmo tipo de fármaco que outros medicamentos analgésicos?

R: A substância ativa do fármaco é classificada como um anti-inflamatório não esteroide (AINE). É também descrito cientificamente como um inibidor da enzima ciclo-oxigenase (COX).

P: Existe uma versão genérica do Iskia disponível?

R: A substância ativa, o Ácido Acetilsalicílico (AAS), está amplamente disponível em forma genérica para as suas utilizações isoladas. No entanto, o produto de combinação específico para a indicação de mieloma múltiplo pode estar disponível apenas como um produto de marca.

P: Qual é o prazo de validade dos comprimidos de Iskia?

R: O produto é fornecido como uma solução para perfusão intravenosa (IV) e não está disponível na forma de comprimidos. As informações específicas sobre o prazo de validade e conservação constam sempre da rotulagem oficial do produto.

P: Preciso de fazer análises ao sangue enquanto tomo Iskia?

R: Estão indicados procedimentos de monitorização durante o tratamento. Os documentos para o regime combinado exigem frequentemente a monitorização periódica de hemogramas completos. A própria substância ativa está também associada a alterações em certos resultados laboratoriais que requerem acompanhamento.

P: Porque é que o Iskia é utilizado para mais do que um problema de saúde?

R: O princípio ativo, o Ácido Acetilsalicílico (AAS), é um inibidor enzimático não seletivo que pode tratar mais do que um problema de saúde. É utilizado pelos seus efeitos distintos no alívio da dor, redução da febre e efeito antiagregante.

P: O Iskia interage com suplementos de ervas, como a Erva de São João?

R: As orientações indicam precaução relativamente a suplementos de ervas como a Erva de São João. Sugere-se evitar a sua utilização, uma vez que está associada a uma potencial redução do efeito de certos agentes dentro do regime de tratamento.

P: Porque é que os documentos oficiais mencionam classificações de segurança específicas para o Iskia?

R: São utilizadas várias classificações para destacar potenciais reações adversas graves. Estas incluem riscos de hemorragia gastrointestinal grave e riscos específicos do fármaco, como reações relacionadas com a perfusão e contagens baixas de células sanguíneas (neutropenia).

P: O Iskia requer condições especiais de conservação?

R: Sim, a solução intravenosa requer normalmente condições de conservação específicas para manter a sua estabilidade. Isto pode incluir requisitos de refrigeração, proteção da luz ou manutenção de uma temperatura ambiente controlada.

P: Existem restrições ao consumo de álcool durante o tratamento com Iskia?

R: As recomendações oficiais indicam a limitação ou exclusão do consumo de álcool devido ao risco conhecido de aumento significativo de hemorragias gastrointestinais causado pela substância ativa.

P: Onde posso encontrar o folheto informativo oficial do Iskia?

R: O folheto informativo oficial ou Guia do Medicamento é publicado pelas autoridades regulamentares e pode ser encontrado nos sites públicos das agências de saúde competentes.

P: A utilização de Iskia afeta os resultados de análises laboratoriais comuns?

R: O fármaco e a sua substância ativa podem afetar os resultados de testes laboratoriais. Isto inclui alterações nos valores hepáticos e renais, bem como interferência em certos testes serológicos utilizados para a tipagem sanguínea.

P: O Iskia é um antibiótico ou um antiviral?

R: A substância ativa do fármaco é classificada como um anti-inflamatório não esteroide (AINE) e como um agente antiagregante. Não é um antibiótico nem um antiviral.

P: Quais são os efeitos potenciais de uma sobredosagem de Iskia?

R: Os efeitos de uma sobredosagem da substância ativa podem incluir zumbidos nos ouvidos (tinnitus), tonturas, vómitos e confusão. Uma sobredosagem é um evento médico grave que requer gestão médica imediata.

P: Como se deve eliminar o Iskia não utilizado ou fora do prazo?

R: As instruções indicam que qualquer porção não utilizada da solução de perfusão intravenosa é, geralmente, descartada em ambiente clínico. Orientações para a eliminação segura de medicamentos estão disponíveis através das agências governamentais.

Como Iskia deve ser armazenado e descartado?

Requisitos Oficiais de Conservação e Manuseamento

O Iskia (isatuximab-irfc) solução injetável deve ser conservado no frigorífico a uma temperatura entre 2°C e 8°C. O frasco por abrir deve ser mantido na embalagem de cartão original para proteger a solução da luz.

A rotulagem oficial proíbe estritamente o congelamento do frasco e adverte que o produto não deve ser agitado.

Estabilidade e Eliminação

Uma vez preparado o produto para perfusão, o tempo total de conservação da solução diluída, o que inclui o tempo de preparação e de administração, não deve exceder as 24 horas. Este limite de tempo aplica-se independentemente de a solução ser refrigerada ou conservada à temperatura ambiente. Qualquer produto não utilizado ou material residual associado deve ser eliminado de acordo com os requisitos locais para medicamentos citotóxicos. Além disso, o medicamento deve ser guardado fora da vista e do alcance das crianças.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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