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Intron-A

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

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Visão geral de Intron-A

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância ativa Interferão Alfa-2b
Forma farmacêutica Solução ou Pó Liofilizado para Injeção
Classe Farmacológica Modificador da Resposta Biológica, Citocina
Objetivo Geral Imunomodulação, efeitos antivirais e antineoplásicos
Origem Recombinante (Sintético/Produzido em laboratório)

Que Tipo de Medicamento é o Intron-A (Interferão Alfa-2b)?

O Intron-A é o nome comercial histórico da entidade farmacológica cuja substância ativa é o Interferão Alfa-2b, um medicamento classificado como um Modificador da Resposta Biológica. Este fármaco pertence à classe mais abrangente das citocinas — pequenas proteínas que funcionam como mensageiras do sistema imunitário — e atua como um agente imunomodulador altamente específico. Os interferões são uma família de proteínas de ocorrência natural, fundamentais para as respostas imunitárias. A identidade central do Interferão Alfa-2b advém do seu papel como uma molécula sinalizadora de proteínas chave, sendo que a sua classe farmacológica principal se baseia na sua capacidade como fármaco antiviral e antineoplásico, afetando as defesas do organismo e a proliferação celular. Estudos farmacológicos apoiam a sua utilidade como um Modificador da Resposta Biológica, indicando a sua capacidade de reforçar a função do sistema imunitário perante determinados desafios celulares. Este medicamento é sempre sujeito a receita médica devido à sua potente ação sistémica.

Composição e Origem: O Interferão Alfa-2b é Natural ou Sintético?

O Interferão Alfa-2b é quimicamente uma proteína solúvel em água pertencente à família dos interferões de Tipo I, que mimetiza uma proteína existente naturalmente nos leucócitos humanos. Embora a sua estrutura seja idêntica à proteína humana, o produto farmacêutico final é considerado sintético e recombinante, uma vez que é fabricado em ambiente laboratorial. Para assegurar a consistência e a pureza, a substância ativa é gerada através de técnicas de ADN recombinante, especificamente pela inserção do gene do interferão humano na bactéria E. coli. Este processo resulta numa fonte da proteína altamente controlada e estéril. O produto é administrado por via parentérica, sendo fornecido como solução para injeção ou perfusão ou como um pó liofilizado destinado à reconstituição.

Forma Farmacêutica e Finalidade Terapêutica Geral

O objetivo geral do Interferão Alfa-2b é estimular a função do sistema imunitário e ativar as defesas inatas do corpo contra dois tipos principais de ameaças celulares. As suas formas farmacêuticas são concebidas para injeção porque, sendo uma proteína, deve contornar o sistema digestivo para permanecer ativa. Esta terapia de base proteica alcança o seu efeito ao ligar-se a recetores de membrana específicos em diversas células, iniciando uma cascata de sinalização crucial. Este mecanismo de efeito de alto nível permite que o agente imunomodulador induza um estado antiviral nas células e interfira com a divisão das células cancerígenas, ajudando o organismo a controlar a propagação de agentes patogénicos e de células anómalas em proliferação. O fármaco é reconhecido como um potente Modificador da Resposta Biológica com uma vasta atividade imunomoduladora.

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Quais efeitos secundários são possíveis com Intron-A?

Perfil de Segurança e Reações Adversas do Intron-A

Esta secção descreve as reações adversas e as características de segurança documentadas para o Interferão Alfa-2b, com base em dados clínicos oficiais.

Reações Adversas Classificadas por Frequência

O perfil de segurança indica que certas reações são consideradas muito comuns (ge 1/10), incluindo geralmente sintomas pseudogripais transitórios, tais como fadiga, febre, calafrios, dores de cabeça, mialgia (dor muscular) e artralgia (dor articular). Outros efeitos comunicados frequentemente (ge 1/100 a < 1/10) afetam o sistema gastrointestinal (náuseas, diarreia), o sistema nervoso (insónia, tonturas) e o sangue (leucopenia, trombocitopenia). Estes efeitos abrangem várias classes de órgãos e sistemas, incluindo perturbações psiquiátricas, endócrinas e problemas na pele e no tecido subcutâneo, como a alopecia.

Reações Adversas Graves e Restrições de Segurança

Estão documentados riscos de eventos graves e potencialmente fatais, incluindo perturbações neuropsiquiátricas severas, como depressão grave e ideação suicida, a indução ou agravamento de doenças autoimunes, como a tiroidite, e eventos cardiovasculares graves, como a isquemia miocárdica. É de notar que os sintomas pseudogripais são frequentemente mais acentuados no início do tratamento, enquanto o risco de perturbações psiquiátricas ou endócrinas está habitualmente associado à duração da terapia.

Existem restrições de segurança que definem que o medicamento, por norma, não deve ser utilizado em indivíduos com condições pré-existentes graves. Estas incluem perturbações psiquiátricas graves não controladas, doença cardíaca instável severa ou compromisso hepático descompensado.


Ligação ao Perfil de Segurança Global

A estrutura dos eventos adversos documentados permite distinguir entre os sintomas iniciais esperados e o potencial para eventos graves a nível sistémico. O perfil de segurança do medicamento pressupõe uma abordagem estruturada de monitorização, especialmente para pessoas com condições de saúde pré-existentes específicas.

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Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A experiência relativa à sobredosagem com o Interferão Alfa-2b (Intron-A) é limitada, embora existam relatos de doses únicas que atingiram dez vezes o valor recomendado. De um modo geral, os principais efeitos observados são consistentes com os efeitos graves conhecidos das doses terapêuticas, os quais podem colocar a vida em risco.

Manifestações Documentadas e Resultados Graves
A sobredosagem ou o tratamento prolongado com doses elevadas têm sido associados a toxicidades sistémicas graves.
Os resultados graves específicos incluem insuficiência renal, hemorragia e enfarte agudo do miocárdio.
O excesso de tratamento pode também causar ou agravar perturbações neuropsiquiátricas, autoimunes, isquémicas e infeciosas fatais ou potencialmente fatais.
As anomalias nas enzimas hepáticas constituem um achado laboratorial documentado em casos de sobredosagem.

Devido ao risco destes eventos graves e fatais, é necessária assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem. Nestes casos, deve contactar-se imediatamente o Centro de Informação Antivenenos (CIAV) ou o serviço de urgência hospitalar.

Gestão e Monitorização

Não se conhece um antídoto específico para o Interferão Alfa-2b. A gestão da sobredosagem é estritamente sintomática e de suporte. É necessária uma monitorização rigorosa, com avaliações clínicas e laboratoriais periódicas (incluindo hemogramas e testes de função hepática), para acompanhar possíveis danos hematológicos e hepáticos. Não se preveem efeitos tóxicos após a ingestão por via oral, dada a fraca absorção do fármaco por esta via.

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Usos terapêuticos de Intron-A

O que o Intron-A trata: Principais Usos e Benefícios

O principal benefício terapêutico do Interferão Alfa-2b reside na sua utilização em contextos terapêuticos específicos para doenças virais crónicas e doenças malignas. É frequentemente utilizado para auxiliar na gestão da atividade da doença, podendo apoiar o controlo da sua progressão e reduzir a probabilidade de reaparecimento do cancro, oferecendo um suporte que ajuda a aliviar a carga global de sintomas. Este medicamento é considerado relevante em múltiplos domínios terapêuticos.


Aplicações Terapêuticas

A terapia é relevante em condições que incluem a Leucemia de Células Tricoleucócitos (Células Peludas), a Leucemia Mieloide Crónica e linfomas específicos, bem como a Hepatite Crónica B e C, e para utilização no tratamento adjuvante do melanoma maligno de alto risco. O objetivo da terapia nestas condições é ajudar a atingir a remissão, o que pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional ao ajudar a restaurar as contagens sanguíneas ou a suprimir os marcadores virais. Este apoio sintomático auxilia o doente durante episódios difíceis, aliviando o sofrimento associado.


Factos Rápidos sobre o Benefício Terapêutico

Facto Rápido: Alívio Sintomático
Domínio dos Sintomas Deficiências de Células Sanguíneas (Citopenias)
Benefício Terapêutico Ajuda a restaurar contagens sanguíneas normais em leucemias específicas.
Contexto Clínico Utilizado para atingir e manter a remissão hematológica.
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Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar o Intron-A?

A elegibilidade para o uso de Intron-A (Interferão Alfa-2b) é determinada rigorosamente pelos documentos regulamentares e depende do histórico médico do doente, bem como de condições clínicas específicas.

Populações com Contraindicação

O Intron-A está contraindicado (não deve ser utilizado) em doentes com condições graves pré-existentes, incluindo doença cardíaca grave, hepatite autoimune, cirrose hepática descompensada ou perturbações psiquiátricas graves, como depressão severa ou ideação suicida. O uso é também proibido em doentes com epilepsia ou outro comprometimento da função do sistema nervoso central, bem como em pessoas com hipersensibilidade conhecida ao fármaco.

Elegibilidade por Idade

População Estatuto Oficial de Elegibilidade
Adultos Aprovado para todas as indicações constantes no rótulo.
Crianças Aprovado para Hepatite B Crónica (ge 1 ano) e Hepatite C Crónica (ge 3 anos).
Bebés e Crianças Pequenas O uso não está estabelecido abaixo dos limiares de idade mínimos aprovados.
População Geriátrica Requer monitorização rigorosa, uma vez que algumas reações podem ser mais graves.

Gravidez e Uso Condicional

No que respeita à gravidez, o uso em monoterapia é condicional; no entanto, é obrigatória a utilização de métodos contracetivos eficazes por mulheres com potencial reprodutivo. O medicamento está contraindicado quando utilizado em combinação com a ribavirina. Relativamente à lactação, a amamentação não é recomendada, devendo o fármaco ser descontinuado nestas circunstâncias.

Restrições Específicas por Patologia

Doentes com certas comorbilidades, tais como antecedentes de depressão, retinopatia ou doença da tiroide não controlada, requerem precaução acrescida e monitorização ou gestão especializada antes e durante o tratamento.

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O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

As interações do Interferão Alfa-2b (Intron-A) com outros medicamentos e produtos estão oficialmente documentadas em várias categorias distintas.

Interferência Farmacocinética

Existe um padrão de interação farmacocinética estabelecido com determinados medicamentos que possuem uma margem terapêutica estreita. A coadministração de Intron-A pode reduzir a depuração (clearance) de fármacos como a teofilina, devido a um efeito no sistema metabólico, o que leva a um aumento documentado das concentrações séricas do medicamento coadministrado. Esta alteração na depuração requer cautela. Além disso, os efeitos do Intron-A podem ser potenciados em doentes com doença renal, devido a uma taxa de eliminação do fármaco do organismo oficialmente mais lenta.

Reforço Farmacodinâmico

Estão documentadas interações que envolvem efeitos aditivos. O uso concomitante com narcóticos, hipnóticos ou sedativos pode aumentar o risco de toxicidade no Sistema Nervoso Central (SNC). Da mesma forma, a coadministração com outros agentes mielossupressores (como a zidovudina) é assinalada pelo risco potencial de mielossupressão aditiva, caracterizada pela diminuição da contagem de células sanguíneas.

Restrição de Combinação

O perfil de segurança inclui uma restrição crítica de combinação: a utilização de Interferão Alfa-2b num regime com ribavirina está contraindicada durante a gravidez. Esta restrição aplica-se tanto a doentes do sexo feminino como a parceiros masculinos, devido ao risco documentado de toxicidade reprodutiva.

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Mecanismo de ação

Como funciona o Intron-A: Mecanismo de Ação

O Intron-A é uma versão sintética da proteína de ocorrência natural Interferão Alfa e atua mimetizando a sinalização imunitária do próprio organismo. O seu mecanismo baseia-se numa abordagem dupla: a interferência celular direta e a modulação do sistema imunitário, que, em conjunto, resultam na diminuição das taxas de replicação e proliferação celular.

Ativação do Estado Antiviral e Antiproliferativo

O fármaco funciona como um agonista, ligando-se a recetores do interferão alfa (IFN-AR) especializados na superfície das células, desencadeando assim a via de sinalização JAK-STAT no interior da célula. Esta cascata ativa a expressão de genes específicos que, por sua vez, produzem proteínas (como a PKR) que inibem diretamente a capacidade a que as células anómalas ou infetadas copiem o seu material genético e sintetizem novas proteínas. Isto cria um estado de resistência celular à replicação, reduzindo a taxa de produção de partículas virais e o aumento da população de células anómalas.

Modulação da Citotoxicidade e Vigilância Imunitária

Este medicamento também funciona como um imunomodulador, regulando a função de componentes fundamentais do sistema imunitário inato. Altera a atividade proliferativa e citotóxica de células imunitárias, tais como as células Natural Killer (NK), influenciando o reconhecimento e a destruição de células anómalas ou infetadas em todo o corpo. Esta vigilância reforçada e o aumento da atividade de destruição celular contribuem para o processo fisiológico de eliminação de células, estabelecendo um estado mais regulado no que respeita à população de células patológicas.

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Informações sobre dosagem e administração

Como utilizar o Intron-A

A utilização do Intron-A (Interferão Alfa-2b) é definida por vias de administração específicas, cálculos de dosagem precisos e esquemas de tratamento obrigatórios. O medicamento é sempre administrado por via parenteral, não podendo ser tomado por via oral. As vias oficiais de administração incluem a injeção subcutânea (SC), intramuscular (IM), intravenosa (IV) e intralesional (IL), dependendo da patologia específica a ser tratada.


Esquemas de Dosagem e Administração

A administração é frequentemente estruturada em fases distintas. Para patologias de alto risco, como o melanoma maligno, a terapia começa com uma fase de indução curta que requer perfusão intravenosa diária (cinco vezes por semana) numa dose de 20 milhões de UI/m^2. Esta é seguida por uma fase de manutenção prolongada de 10 milhões de UI/m^2 administrada por injeção subcutânea três vezes por semana durante aproximadamente 48 semanas.

Para a maioria das outras utilizações aprovadas, como a hepatite C crónica ou a leucemia de células peludas, o medicamento é administrado três vezes por semana em doses fixas de Unidades Internacionais (UI). Por exemplo, a monoterapia para a hepatite C crónica utiliza habitualmente 3 milhões de UI por dose, três vezes por semana.


Preparação e Restrições de Procedimento

As formas disponíveis incluem um pó liofilizado que requer reconstituição com o diluente fornecido e uma solução pré-misturada. Para a via intravenosa, a dose deve ser diluída em solução de cloreto de sódio a 0,9% e infundida durante 20 minutos. Para evitar problemas relacionados com a injeção, a administração intramuscular deve ser evitada e a via subcutânea utilizada em doentes com contagens de plaquetas muito baixas. Os ajustes de dose, como uma redução de 50% ou a suspensão temporária, são procedimentos previstos para gerir alterações documentadas nos valores laboratoriais relacionadas com o tratamento.

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Evidência clínica recente

Visão Geral da Evidência Científica dos Estudos sobre o Intron-A (Interferão Alfa-2b)

O registo de investigação do Interferão Alfa-2b foca-se na sua avaliação clínica em tipos específicos de cancro e em doenças virais crónicas. A evidência deriva de estudos controlados e coortes de acompanhamento, que ajudam a descrever os padrões de resultados observados durante o período de investigação. Esta visão geral resume a estrutura desta evidência, conforme descrita por fontes científicas e dados clínicos.


Evidência para o Uso no Melanoma Maligno de Alto Risco

Os estudos que exploraram a utilização deste medicamento no melanoma maligno de alto risco após a remoção do tumor (terapia adjuvante) incluíram ensaios clínicos randomizados de larga escala. Os investigadores monitorizaram dois indicadores principais: a Sobrevivência Livre de Recidiva (SLR), que mede o tempo até o cancro reaparecer, e a Sobrevivência Global (SG), que acompanha a duração da vida. A evidência fundamental disponível para este medicamento foi gerada a partir de comparações com abordagens terapêuticas anteriores. No entanto, existe uma lacuna de evidência comparativa em relação às novas terapias direcionadas e de base imunitária utilizadas atualmente.


Evidência para o Uso na Hepatite B e C Crónica

Os estudos que analisaram a Hepatite B e C crónica incluíram ensaios clínicos randomizados. A investigação explorou a forma como os marcadores virais se alteraram, incluindo a Resposta Virológica e a Resposta Virológica Sustentada (RVS), que monitoriza a eliminação viral durante seis meses após a conclusão do curso de tratamento. Os ensaios comunicaram várias medições da Resposta Virológica Sustentada (RVS), com a investigação a explorar resultados baseados no tipo de vírus. A evidência existente é limitada no que diz respeito à comparação direta com os novos agentes antivirais de ação direta (AAD), que se tornaram o tratamento padrão para a Hepatite C.


O que Permanece Incerto ou sob Estudo

Uma limitação transversal às indicações oncológicas, como o melanoma ou a leucemia mieloide crónica, é a falta de evidência comparativa atualizada. Desde os ensaios iniciais, surgiram novos agentes direcionados; por conseguinte, a evidência comparativa direta contra estas terapias modernas é limitada. A investigação contribui para a compreensão dos padrões de sintomas, mas os resultados descrevem dados de grupo e não determinam se um indivíduo responderá de forma semelhante ou se tolerará o medicamento conforme observado nos estudos.

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Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Intron-A (FAQ)


P: Posso tomar analgésicos de venda livre enquanto estiver a utilizar o Intron-A?

A informação oficial de prescrição indica que sintomas pseudogripais, como febre, dores de cabeça e dores musculares, são muito comuns com este medicamento. Os materiais informativos para o doente referem que o paracetamol é frequentemente utilizado para ajudar a gerir estas reações comuns. O rótulo regulamentar não lista especificamente estes medicamentos de venda livre como interações medicamentosas formais, mas detalha o risco de toxicidade acrescida no Sistema Nervoso Central (SNC) com outros tipos de fármacos.


P: O que acontece se me esquecer de uma dose de Intron-A?

Em caso de esquecimento, as orientações regulamentares indicam que a dose pode ser tomada logo que o doente se lembre. No entanto, se estiver quase na hora da dose seguinte, a orientação oficial determina que deve ser tomada apenas essa dose programada. Os documentos oficiais especificam que não é recomendado tomar uma dose dupla ou doses extra para compensar a que foi esquecida.


P: Qual é a diferença entre o Intron-A e os tratamentos com peginterferão?

Tanto o Intron-A como o peginterferão são formas de interferão alfa-2b, mas o peginterferão sofre uma modificação química. O peginterferão é uma versão "peguilada", o que significa que possui uma molécula de polietilenoglicol (PEG) acoplada. Esta modificação permite que o medicamento permaneça ativo na corrente sanguínea por um período mais longo, o que está associado a esquemas de administração menos frequentes do que os do Intron-A.


P: O Intron-A interage com as pílulas contracetivas?

A informação oficial sobre o medicamento não lista especificamente uma interação farmacocinética entre o Intron-A e os contracetivos orais. No entanto, devido a preocupações documentadas sobre a potencial toxicidade reprodutiva, o rótulo oficial estabelece que é necessária uma contraceção eficaz para mulheres com potencial reprodutivo durante o tratamento com Intron-A, bem como quando este é utilizado em combinação com a ribavirina.


P: O cansaço causado pelo Intron-A é igual à fadiga regular?

Os documentos de segurança regulamentar reportam a fadiga e a astenia (uma falta de energia profunda ou fraqueza) como reações adversas muito comuns associadas à terapia com Intron-A. A informação oficial descreve isto como um efeito comum induzido pelo medicamento, que se encontra documentado numa elevada percentagem de doentes.


P: Quais são os sinais de que o Intron-A pode não estar a funcionar num doente?

As orientações regulamentares estabelecem critérios específicos para determinar a ausência de resposta, dependendo da patologia tratada. Para a hepatite C crónica, a falta de resposta pode ser confirmada se não for atingida uma resposta virológica (carga viral abaixo dos limites detetáveis) após um determinado período. Para cancros específicos, a ausência de uma remissão hematológica parcial ou completa é o critério oficial para a não resposta.


P: O que acontece depois de uma pessoa terminar o curso completo de terapia com Intron-A?

A monitorização pós-tratamento é necessária porque o sucesso da terapia é frequentemente medido por resultados a longo prazo acompanhados após a interrupção do fármaco. Por exemplo, o tratamento da hepatite C crónica é avaliado com base na Resposta Virológica Sustentada (RVS), que requer a monitorização da eliminação viral durante, pelo menos, seis meses após a conclusão da terapia. Da mesma forma, a investigação oncológica acompanha indicadores como a Sobrevivência Global (SG) e a Sobrevivência Livre de Recidiva (SLR) após o término do tratamento.


P: O tratamento com Intron-A é doloroso?

A informação oficial de segurança do Intron-A lista as reações no local de injeção como um evento adverso comum. Estas reações incluem frequentemente irritação, vermelhidão, inchaço e dor no local onde o medicamento foi administrado.


P: Que condições estão a ser atualmente investigadas para uma possível utilização do Intron-A?

Embora o medicamento tenha utilizações aprovadas específicas, fontes científicas e regulamentares indicam que o Intron-A tem sido estudado para várias outras patologias. Estas utilizações experimentais incluem certos tumores sólidos, como o carcinoma de células renais e o cancro do colo do útero, além de outras doenças linfoproliferativas.


P: O Intron-A pode causar alterações no peso?

A alteração de peso é uma reação adversa reportada no perfil de segurança regulamentar. Os dados oficiais de segurança indicam que a diminuição de peso, ou perda de peso, está listada como um efeito secundário comum observado em ensaios clínicos. O aumento de peso também foi reportado em estudos, embora com menos frequência.


P: O consumo de álcool afeta o uso de Intron-A?

Os documentos regulamentares indicam que o medicamento está contraindicado em doentes com cirrose hepática descompensada, uma forma grave de doença hepática. O álcool é reconhecido como um fator importante na progressão de doenças do fígado, e a informação oficial aconselha cautela em todos os doentes com problemas hepáticos.


P: Qual é a definição de "não respondedores" nos ensaios clínicos do Intron-A?

Nos ensaios clínicos, um não respondedor é formalmente definido como um doente que não apresenta a melhoria biológica mensurável exigida para a sua condição após um período específico de tratamento. Para a hepatite C crónica, isto significa a falha em atingir uma resposta virológica (HCV-RNA abaixo do limite de deteção) em pontos temporais de avaliação pré-determinados.


P: Posso conduzir ou operar máquinas durante o tratamento com Intron-A?

A informação oficial para o doente refere que a condução ou a operação de máquinas pesadas é, geralmente, restrita durante a terapia. Esta limitação deve-se ao potencial de efeitos secundários comuns, como tonturas, confusão ou fadiga grave, que podem comprometer a capacidade de uma pessoa realizar estas tarefas em segurança.


P: Existem instruções específicas para viajar com o Intron-A?

O rótulo regulamentar fornece requisitos rigorosos para a conservação do medicamento. Estes requisitos, que incluem manter o fármaco refrigerado e protegido do congelamento, devem ser cumpridos para garantir a estabilidade e eficácia do medicamento durante as viagens.

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Como Intron-A deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Intron-A?

O Intron-A (Interferão alfa-2b) deve ser conservado sob refrigeração, estritamente entre 2 ºC e 8 ºC. É essencial proteger o medicamento do congelamento. O produto deve ser mantido na embalagem original para ser protegido da luz.

Estabilidade e Manuseamento

Os frascos e as canetas que ainda não foram abertos devem ser conservados permanentemente no frigorífico. Relativamente à estabilidade após a primeira utilização, as soluções multidose e as canetas têm de ser eliminadas 28 dias (4 semanas) após a abertura, mesmo que tenham sido mantidas sob refrigeração. Antes da utilização, o conteúdo deve ser inspecionado visualmente para garantir que a solução está transparente e sem partículas; o frasco não deve ser agitado.

No que respeita à exposição à temperatura ambiente, as canetas multidose permitem uma permanência fora do frigorífico (entre 15 ºC e 25 ºC) por um período limitado, como, por exemplo, um total acumulado de 48 horas durante os 28 dias de utilização.

Eliminação

Para eliminar agulhas, seringas e frascos usados, estes devem ser colocados imediatamente num contentor apropriado para objetos cortantes e perfurantes. Todos os medicamentos, bem como os recipientes de eliminação de objetos cortantes, devem ser mantidos fora do alcance e da vista das crianças e dos animais de estimação.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

Disponível em países:

Equivalente a Intron-A encontrado em:

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