Inflamac

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Inflamac

Apresentamos de seguida uma breve panorâmica das principais propriedades deste medicamento.

Propriedade Descrição
Substância ativa Diclofenac (geralmente sob a forma de sal sódico ou potássico)
Formas de apresentação Comprimidos, cápsulas, soluções injetáveis, gel para aplicação tópica
Classe farmacológica Anti-inflamatório Não Esteróide (AINE)
Objetivo geral Alivia a dor, reduz a inflamação e baixa a febre
Origem Composto químico sintético

Que Tipo de Medicamento é o Inflamac?

O Inflamac é o nome comercial de um medicamento que contém a substância ativa diclofenac, a qual é categorizada de forma autoritária como um Anti-inflamatório Não Esteróide (AINE). Este fármaco é um composto sintético, identificado quimicamente como um derivado do ácido fenilacético. A eficácia do diclofenac é reconhecida clinicamente pela sua elevada capacidade de interferir na cascata inflamatória do organismo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) inclui o diclofenac na sua Lista Modelo de Medicamentos Essenciais, o que sublinha a sua utilidade geral.


Formas Farmacêuticas e Posicionamento

A substância ativa diclofenac está disponível em diversas preparações farmacêuticas, o que permite uma administração tanto sistémica (via oral ou parentérica) como tópica. Por exemplo, o medicamento pode ser tomado sob a forma de comprimidos para um efeito generalizado ou aplicado como um gel tópico para uma ação localizada. As formulações de Inflamac apresentam-se frequentemente com o estatuto de medicamento sujeito a receita médica, distinguindo-se das apresentações de diclofenac de venda livre com dosagens inferiores por se destinarem a situações que requerem uma intervenção anti-inflamatória mais substancial.


Qual é o Objetivo Geral do Inflamac?

O objetivo terapêutico geral do Inflamac é o controlo dos sintomas da inflamação. A sua ação baseia-se na inibição da produção de prostaglandinas, os mensageiros químicos que sinalizam a dor e impulsionam a resposta inflamatória. Esta ação fisiológica resulta num triplo benefício relevante: a redução da dor física, a diminuição da inflamação (inchaço e calor) e a redução da temperatura corporal elevada (efeito antipirético). Um cenário de utilização típico envolve a gestão do desconforto e do edema agudo e temporário que surgem após uma lesão ou um procedimento cirúrgico. Este efeito é sustentado por estudos farmacológicos que confirmam a interrupção de processos enzimáticos fundamentais para a ocorrência da inflamação.

Quais efeitos secundários são possíveis com Inflamac?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

As seguintes informações de segurança para o Inflamac baseiam-se estritamente na documentação das autoridades reguladoras governamentais e categorizam as reações adversas de acordo com a sua frequência e potencial gravidade.

Classificação das Reações Adversas por Frequência

Os efeitos secundários são classificados com base na regularidade com que foram reportados em estudos. Os eventos Muito Frequentes ocorrem numa proporção igual ou superior a 1 em cada 10 doentes. Os eventos Frequentes ocorrem numa proporção igual ou superior a 1 em cada 100 doentes. Exemplos de reações adversas frequentes incluem cefaleias (dores de cabeça) e distúrbios gastrointestinais, tais como náuseas, vómitos ou diarreia.

Reações Adversas Graves e Riscos por Classe de Sistemas de Órgãos

Os documentos regulamentares oficiais enfatizam riscos classificados por Classe de Sistemas de Órgãos devido à sua natureza grave:

  • Riscos Cardiovasculares e Trombóticos: Os eventos graves incluem um aumento do risco de enfarte do miocárdio (ataque cardíaco) e acidente vascular cerebral (AVC). Estes eventos estão associados à utilização do medicamento, particularmente em doses mais elevadas e durante períodos prolongados.
  • Riscos Gastrointestinais: Os eventos graves incluem o risco de hemorragia gastrointestinal potencialmente fatal, ulceração e perfuração.
  • Hipersensibilidade/Alergia: Estão documentadas reações alérgicas graves e potencialmente fatais (reações anafiláticas/anafilatoides) e reações cutâneas graves e raras (por exemplo, síndrome de Stevens-Johnson e Necrólise Epidérmica Tóxica).

Considerações de Segurança e Restrições para Populações Específicas

O perfil de segurança oficial inclui limitações explícitas à utilização:

  • Contraindicações: O medicamento está contraindicado em doentes com insuficiência cardíaca congestiva estabelecida (Classe NYHA II-IV), doença isquémica cardíaca estabelecida, doença arterial periférica ou doença cerebrovascular. Está também contraindicado durante o último trimestre da gravidez (após as 24 semanas).
  • Padrão de Segurança de Dose/Duração: Para minimizar o potencial de efeitos adversos, as autoridades reguladoras aconselham que o medicamento seja utilizado na dose eficaz mais baixa durante o período de tempo mais curto necessário.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda

A sobredosagem de Inflamac (Diclofenaco) está oficialmente documentada pelas autoridades reguladoras como podendo manifestar-se através de diversos sinais sistémicos e em órgãos específicos. Os quadros clínicos documentados podem incluir distúrbios gastrointestinais, tais como náuseas, vómitos, dor epigástrica e hemorragia interna, que se pode manifestar através de fezes com sangue ou pretas (melenas). Estão também listados efeitos no sistema nervoso central, incluindo sonolência, confusão, cefaleias e acufenos (zumbidos nos ouvidos). Em casos de ingestão massiva, podem ocorrer efeitos graves no sistema nervoso central, tais como convulsões ou coma.

Desfechos Potencialmente Fatais e Medidas de Emergência

O perfil regulamentar identifica explicitamente desfechos graves ou potencialmente fatais, tais como insuficiência renal aguda, lesão hepática e hemorragia gastrointestinal grave. Devido a estas potenciais complicações severas, deve procurar-se assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem. A gestão clínica está oficialmente limitada ao tratamento sintomático e de suporte, uma vez que os documentos regulamentares indicam que não é conhecido qualquer antídoto específico para o diclofenaco. Os procedimentos podem incluir a descontaminação gástrica com carvão ativado e medidas de suporte para tratar a hipotensão e manter as funções vitais. É necessária uma observação hospitalar próxima e a monitorização das funções renal e hepática, particularmente em idosos e em pessoas com compromisso renal ou hepático pré-existente, devido ao risco de gravidade aumentado que está oficialmente registado.

Usos terapêuticos de Inflamac

O que o Inflamac trata: principais utilizações e benefícios

O Inflamac (Diclofenac) é utilizado em diversos domínios terapêuticos para proporcionar alívio sintomático e atenuar o impacto global de manifestações desconfortáveis. A sua principal utilidade reside na abordagem de sintomas relacionados com estados inflamatórios ou irritativos que, frequentemente, interferem com o funcionamento diário e criam uma sobrecarga fisiológica percetível.

Este medicamento é vulgarmente utilizado para ajudar a gerir condições agudas e crónicas caracterizadas por períodos de sintomas intensificados, incluindo Artrite Reumatóide, Osteoartrite, Espondilite Anquilosante, crises agudas de enxaqueca, crises de gota e Dismenorreia Primária (cólicas menstruais). É também aplicado quando é necessário apoio sintomático de curto prazo para a dor e o inchaço após lesões nos tecidos moles ou intervenções cirúrgicas.

"O Inflamac apoia o doente durante episódios difíceis, aliviando o mal-estar e contribuindo para um melhor conforto no dia a dia."

Ao auxiliar na gestão da dor crónica, do inchaço e da rigidez, o Inflamac ajuda a manter uma sensação de estabilidade quando os sintomas são mais evidentes, apoiando os doentes durante episódios de maior desconforto.


Facto Rápido: Alívio da Dor Inflamatória

O alívio da dor inflamatória (dor, inchaço e rigidez) e da febre sistémica é habitualmente alcançado quando o medicamento é aplicado durante fases de maior sofrimento ou desconforto.

Critérios de utilização e restrições

Indicações e Restrições de Utilização

O Inflamac (diclofenac) é indicado para o tratamento de diversas condições inflamatórias e dolorosas, mas a sua utilização deve ser cuidadosamente avaliada com base no perfil de saúde individual de cada paciente.

Quem pode utilizar

Este medicamento é geralmente prescrito para adultos e, em certas formulações ou doses específicas, para crianças e adolescentes, com o objetivo de aliviar a dor e a inflamação associadas a doenças reumáticas, crises de gota, dores pós-operatórias e condições ginecológicas dolorosas. O uso em pacientes idosos é possível, contudo, requer uma supervisão médica mais estreita devido ao risco acrescido de efeitos secundários, sendo recomendada a utilização da dose mínima eficaz durante o período mais curto possível.

Quem não deve utilizar

A utilização de Inflamac é estritamente contraindicada em pacientes que apresentem as seguintes condições:

  • Hipersensibilidade conhecida ao diclofenac ou a qualquer um dos componentes da formulação.
  • Histórico de reações alérgicas, como asma, urticária ou rinite aguda, desencadeadas pela ingestão de ácido acetilsalicílico ou outros anti-inflamatórios não esteroides (AINEs).
  • Úlcera gástrica ou intestinal ativa, hemorragia ou perfuração gastrointestinal.
  • Histórico de hemorragia ou perfuração gastrointestinal relacionada com o tratamento anterior com AINEs.
  • Insuficiência cardíaca grave, doença cardíaca isquémica estabelecida, doença arterial periférica ou doença cerebrovascular.
  • Insuficiência hepática ou renal grave.
  • Terceiro trimestre de gravidez.

Precauções Especiais

Pacientes com histórico de doenças gastrointestinais, como colite ulcerosa ou doença de Crohn, devem utilizar este medicamento com precaução, uma vez que estas condições podem ser exacerbadas. Da mesma forma, indivíduos com fatores de risco para eventos cardiovasculares, tais como hipertensão, hiperlipidemia, diabetes mellitus ou hábitos tabágicos, devem discutir exaustivamente os riscos com um profissional de saúde antes de iniciar o tratamento. A monitorização da função renal e hepática é aconselhável em tratamentos prolongados ou em pacientes com compromisso pré-existente destas funções.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com Outros Medicamentos e Produtos

O Inflamac (Diclofenaco) interage com diversos produtos medicinais e substâncias, conforme documentado na rotulagem regulamentar, principalmente através do reforço de riscos farmacodinâmicos e de alterações farmacocinéticas.

Declarações Oficiais de Interação

A coadministração com outros Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs) sistémicos, incluindo o ácido acetilsalicílico (aspirina), não é geralmente recomendada devido a um risco aumentado, oficialmente documentado, de eventos adversos gastrointestinais graves (ex: hemorragia e ulceração).

O uso concomitante de anticoagulantes (ex: varfarina), Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) e corticosteroides sistémicos está associado a um risco aumentado de hemorragia. Isto representa um efeito farmacodinâmico aditivo.

Está documentado que o diclofenaco diminui o efeito anti-hipertensor dos Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (ECA) e dos Antagonistas dos Recetores da Angiotensina II (ARA II), bem como reduz o efeito natriurético dos diuréticos. Esta situação requer a monitorização da eficácia terapêutica.

A coadministração com voriconazol (um forte inibidor do CYP2C9) causa uma interação farmacocinética significativa, resultando num aumento documentado da exposição plasmática ao diclofenaco. Inversamente, a coadministração com indutores do CYP2C9 pode diminuir os níveis ou o efeito do diclofenaco.

O diclofenaco pode aumentar as concentrações séricas e a semivida da digoxina e do lítio. A interação com o metotrexato está documentada como resultando na sua acumulação devido à comprometação da excreção renal.

Restrições por Substância e Perfil de População

A ingestão de álcool está oficialmente documentada como um fator que aumenta o risco de hemorragia gástrica. Relativamente à formulação de diclofenaco em pó, a administração deve ocorrer com o estômago vazio; a ingestão conjunta com alimentos é descrita como redutora da eficácia. A gravidade da interação com Inibidores da ECA / ARA II é acentuada em populações idosas, com depleção de volume (desidratação) ou com compromisso renal, existindo um risco documentado de deterioração da função renal.

Mecanismo de ação

Ação Central: Inibição Enzimática Não Seletiva

O mecanismo principal do diclofenaco (Inflamac) é a inibição reversível das enzimas ciclo-oxigenase (COX), visando especificamente tanto a isoforma COX-1 (constitutiva) como a COX-2 (induzível). Ao ligar-se a estas enzimas, o fármaco bloqueia a etapa crítica na cascata do ácido araquidónico, suprimindo a síntese de prostanoides — mediadores químicos envolvidos na sinalização inflamatória e nocicetiva. Este bloqueio molecular fundamental inicia a cascata de efeitos fisiológicos do medicamento.

Modulação das Vias Nocicetivas e Inflamatórias

A redução resultante nos níveis de prostanoides afeta diretamente dois sistemas fisiológicos fundamentais. Perifericamente, a diminuição das concentrações de prostaglandinas limita a sensibilização dos nocicetores periféricos, modulando a sinalização nocicetiva aferente. Simultaneamente, a inibição da vasodilatação mediada pelas prostaglandinas reduz o fluxo sanguíneo excessivo e a permeabilidade vascular, o que contribui para a atenuação da resposta inflamatória local.

Ajuste Central da Termorregulação

Um domínio mecanístico distinto, embora relacionado, envolve o efeito do fármaco no sistema nervoso central. O diclofenaco atua no hipotálamo através da inibição da síntese de prostaglandinas na região cerebral que regula o set-point térmico do corpo. Esta ação ajusta o set-point térmico elevado, facilitando a ativação das vias centrais de dissipação de calor e a modulação da temperatura corporal.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Inflamac é Utilizado: Diretrizes Oficiais de Administração

A administração do Inflamac (Diclofenaco) é realizada de acordo com instruções precisas delineadas em documentos regulamentares oficiais, que definem os métodos, as dosagens e os requisitos procedimentais para a sua utilização. O medicamento está disponível para administração sistémica através da via oral (sob a forma de comprimidos de libertação retardada, libertação prolongada ou libertação imediata) e da via parenteral (injeção intramuscular ou perfusão intravenosa). Está também aprovado para administração local através de formas tópicas, tais como géis e soluções.

Padrões de Dosagem e Frequência

A utilização segue o princípio da aplicação da dose eficaz mais baixa durante a duração mais curta necessária. As doses orais padrão para adultos em patologias crónicas, como a Osteoartrite e a Artrite Reumatoide, situam-se geralmente entre 100 mg/dia e 150 mg/dia em doses divididas, embora os limites máximos possam estender-se até aos 200 mg/dia, dependendo da formulação específica e da região. As formas de libertação prolongada são concebidas para uma administração única diária, enquanto as formas de libertação imediata são frequentemente tomadas várias vezes ao dia para a gestão da dor aguda, conforme necessário.

Condicionalismos Procedimentais de Administração

Instruções específicas regem a ingestão correta do medicamento. Os comprimidos de libertação retardada e de libertação prolongada devem ser engolidos inteiros e não devem ser esmagados, partidos ou mastigados, uma vez que tal compromete o mecanismo de libertação controlada pretendido. O uso das formas intramuscular ou intravenosa está estritamente limitado a um máximo de dois dias consecutivos antes da transição para formas orais ou alternativas. Para a perfusão intravenosa, a preparação exige obrigatoriamente diluição e tamponamento antes da administração lenta, não devendo ser administrada como uma injeção rápida. Se uma dose for esquecida, os doentes são instruídos a saltar a dose esquecida e a continuar com a próxima dose programada; não são permitidas doses duplas.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre o Inflamac

Evidência para utilização na Osteoartrose e Artrite Reumatoide

A investigação que analisa o Inflamac (Diclofenac) em condições crónicas, como a Osteoartrose (OA) e a Artrite Reumatoide (AR), baseia-se principalmente em Ensaios Clínicos Aleatorizados Controlados (ECAC) de curto a médio prazo e em revisões sistemáticas de entidades científicas. Os estudos foram realizados em adultos, incluindo indivíduos idosos, para explorar a evolução dos sintomas ao longo do tempo. Estes ensaios compararam frequentemente o Diclofenac (tanto em formas orais como tópicas) com um placebo ou com outros Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs) de prescrição comum.

A investigação examinou medições de dor, rigidez e pontuações de função física, utilizando instrumentos validados para monitorizar os resultados reportados pelos pacientes relativos ao desconforto percecionado. Os resultados descrevem padrões observados nos estudos relacionados com alterações nestas pontuações durante períodos de acompanhamento que, geralmente, variaram até 12 semanas. A evidência deriva essencialmente de ensaios controlados de elevada qualidade e de revisões sistemáticas para os objetivos sintomáticos de curto prazo estudados.

Evidência para utilização na Dor Aguda e Inflamação

O Inflamac foi avaliado em numerosos ensaios clínicos aleatorizados de dose única e de curtíssimo prazo para condições associadas a episódios agudos, tais como a dor pós-operatória. Esta investigação explorou alterações sintomáticas de curto prazo, focando-se em episódios onde os sintomas se tornam mais evidentes. As populações dos estudos incluíram pacientes adultos e algumas investigações foram realizadas com pacientes pediátricos acima dos três anos de idade.

Os estudos monitorizaram resultados relacionados com alterações episódicas, incluindo medições de alívio da dor em momentos específicos (por exemplo, 2, 6 e 24 horas após a dose) e o tempo decorrido até os pacientes necessitarem de medicação de socorro para a dor. Os dados mostram padrões relacionados com a rapidez com que as medições de dor evoluíram nas populações observadas durante o período imediato e de curtíssimo prazo após a administração.

O que permanece incerto na investigação

A investigação explorou as alterações a curto prazo e os padrões de sintomas agudos. Este corpo de trabalho também documenta o que permanece incerto. Os efeitos a longo prazo não estão totalmente estabelecidos, uma vez que as durações de acompanhamento foram limitadas na maioria dos ensaios controlados relativos a doenças crónicas. Os dados para certos grupos, particularmente em faixas etárias pediátricas específicas ou pacientes com condições preexistentes complexas, continuam a ser insuficientes. Escasseia evidência comparativa para afirmar de forma definitiva a gama completa de diferenças entre o Diclofenac e todas as outras opções terapêuticas disponíveis em cada resultado estudado. As conclusões descrevem padrões de grupo e não resultados individuais; os resultados dos estudos refletem as condições específicas sob as quais os mesmos foram conduzidos.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Inflamac (FAQ)

P: Quanto tempo dura, normalmente, o efeito de uma dose de Inflamac?

A informação oficial indica que a semivida do medicamento — o tempo necessário para que metade do fármaco seja eliminado do organismo — é de aproximadamente uma a duas horas. Contudo, a duração do efeito sentido pelo paciente está relacionada com o tipo específico de formulação utilizada, existindo algumas formulações de libertação prolongada concebidas para uma única administração diária.

P: O Inflamac pode ser tomado com analgésicos comuns de venda livre?

As advertências oficiais estabelecem que a toma de Inflamac com outros Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs), incluindo a aspirina, não é recomendada devido a um aumento significativo do risco de efeitos secundários gastrointestinais graves. A rotulagem oficial não inclui avisos específicos relativos à coadministração com paracetamol (acetaminofeno).

P: Quais são as preocupações ao tomar Inflamac em caso de pressão arterial elevada?

Os documentos regulamentares advertem que o uso de Inflamac pode levar ao desenvolvimento de nova pressão arterial elevada ou pode causar o agravamento de hipertensão preexistente. As diretrizes oficiais recomendam a monitorização próxima da pressão arterial durante o tratamento.

P: Existem instruções específicas sobre como tomar Inflamac em relação às refeições?

De acordo com a informação oficial do produto para os comprimidos, esta descreve frequentemente que a toma deve ser feita após a ingestão de alimentos, com líquidos, para reduzir o risco de perturbações gastrointestinais. Tomar o medicamento com o estômago vazio pode resultar na obtenção do pico de concentração do fármaco mais rapidamente.

P: O Inflamac é uma marca comercial e existem versões genéricas disponíveis?

Sim, Inflamac é um nome comercial para a substância ativa diclofenac sódico. Diclofenac é o nome genérico do medicamento, estando disponíveis no mercado várias versões genéricas.

P: O Inflamac pode causar sonolência ou afetar a minha capacidade de conduzir?

A informação oficial destinada ao paciente refere que algumas pessoas podem, ocasionalmente, sentir cansaço, tonturas ou sonolência enquanto utilizam este medicamento. A informação oficial indica que os indivíduos que experienciem estes efeitos devem evitar tarefas que exijam concentração, tais como conduzir ou operar máquinas.

P: Quais são os sinais de uma reação alérgica ao Inflamac?

Os sinais documentados de uma reação grave incluem: falta de ar, pieira, inchaço do rosto, lábios ou língua, e a presença de erupção cutânea, comichão ou urticária.

P: Como se compara o funcionamento do Inflamac com o do paracetamol?

O Inflamac pertence à classe dos AINEs e a sua ação baseia-se na inibição das enzimas COX no organismo, o que suprime a produção de mensageiros químicos inflamatórios. Os documentos regulamentares focam-se na descrição do mecanismo do próprio Inflamac, em vez de conterem análises comparativas diretas com fármacos não-AINE, como o paracetamol.

P: Por que razão os documentos oficiais mencionam avisos relacionados com o coração para o Inflamac?

As revisões de segurança indicam que o risco trombótico arterial associado ao Inflamac é semelhante ao dos inibidores seletivos da COX-2. Este medicamento é um AINE não seletivo que demonstra um elevado nível de inibição da COX-2, o que é citado como um fator contribuinte para os avisos relacionados com o coração.

P: O Inflamac é conhecido por ser um fármaco que causa habituação ou vício?

Não. As classificações oficiais das autoridades de saúde mostram que o Inflamac é categorizado como um Anti-inflamatório Não Esteroide (AINE). Não está classificado como uma substância controlada e não possui propriedades associadas à habituação ou ao vício.

P: O que acontece se eu parar de tomar Inflamac subitamente?

A comunicação regulamentar indica que não existem problemas conhecidos se o medicamento for descontinuado. A informação não menciona a ocorrência de sintomas de privação específicos após a interrupção do uso.

P: O Inflamac é conhecido por causar interações com pílulas contracetivas?

As diretrizes oficiais de saúde sobre práticas contracetivas não listam este medicamento entre os que interagem com contracetivos hormonais. Geralmente, não é considerado um indutor enzimático que reduziria a eficácia das pílulas contracetivas.

P: As pessoas relatam frequentemente tonturas após tomarem Inflamac?

Sim, as tonturas estão listadas como um efeito adverso nas rotulagens regulamentares oficiais. Se ocorrerem tonturas, recomenda-se evitar tarefas que exijam concentração, como conduzir.

P: Qual é a classificação oficial do Inflamac em termos de listas de substâncias?

Este medicamento está classificado como um Anti-inflamatório Não Esteroide. De acordo com as classificações das autoridades de saúde, não está classificado como uma substância controlada e, portanto, não se enquadra nas restrições especiais das listas de substâncias controladas.

P: Por que motivo o Inflamac não é recomendado para pessoas com antecedentes de úlceras?

Os avisos regulamentares referem que o medicamento atua inibindo a enzima COX-1, que produz prostaglandinas que ajudam a manter a integridade do revestimento do estômago e do intestino. Esta ação está associada a um risco acrescido de úlceras, hemorragia e perfuração no trato gastrointestinal.

P: O que significa o termo "utilização off-label" em relação ao Inflamac?

As fontes regulamentares oficiais definem a prescrição "off-label" como a prática em que um profissional médico prescreve um fármaco aprovado para tratar uma condição que é diferente das que constam na rotulagem oficial do medicamento. Esta prática é distinta das indicações oficialmente aprovadas do fármaco.

P: Onde posso encontrar o folheto informativo oficial do Inflamac?

O Folheto Informativo (FI) é o documento oficial para o paciente que é fornecido com o medicamento na sua embalagem. Uma cópia deste folheto é tipicamente disponibilizada nos websites das agências reguladoras de saúde nacionais ou em bases de dados de produtos.

Como Inflamac deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar o Inflamac

O Inflamac (Diclofenac) deve ser conservado sob condições específicas para manter a integridade e a segurança do produto, conforme exigido pela rotulagem regulamentar.


Requisitos de Armazenamento

O medicamento deve ser armazenado a uma temperatura igual ou inferior a 25 °C, em local seco e protegido da luz. Deve ser mantido na sua embalagem original, devidamente rotulada, para garantir a estabilidade e manter o seu prazo de validade de 3 anos. Em todas as circunstâncias, o medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.


Instruções de Eliminação

O Inflamac não utilizado ou com prazo de validade expirado deve ser eliminado através de um programa de retoma de medicamentos. Caso não exista um programa disponível, o medicamento pode ser misturado com uma substância pouco atrativa (como terra ou borras de café), selado num saco e colocado no lixo doméstico. É estritamente proibido deitar o produto na sanita ou despejá-lo num lavatório.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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