Infanrix-Polio

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Infanrix-Polio

Revisão médica

Laura Arias

Última atualização 22/12/2025

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Infanrix-Polio

O que é o Infanrix-Polio e a que classe de medicamentos pertence?

O Infanrix-Polio é um medicamento biológico definido pelo seu nome genérico completo: Vacina contra a Difteria, Tétano, Pertussis (acelular, componente) e Poliomielite (inativada) (adsorvida). Pertence à classe das Vacinas Bacterianas e Virais Combinadas e é administrado como uma suspensão injetável estéril, por via intramuscular, à população pediátrica. O produto é clinicamente reconhecido pela sua capacidade de combinar a proteção contra quatro doenças distintas numa única administração, simplificando a rotina para lactentes e crianças jovens.

Qual é a composição e origem da vacina Infanrix-Polio?

Esta formulação específica contém cinco substâncias ativas distintas: toxoide diftérico, toxoide tetânico, três antigénios purificados da pertussis (tornando-a do tipo acelular) e vírus da poliomielite inativados (Tipos 1, 2 e 3). Os componentes são de origem biológica, derivados de toxinas bacterianas e culturas virais antes de serem tornados inofensivos. A utilização do componente da pertussis acelular visa induzir imunidade protetora com um perfil de antigénios purificado, uma característica que a distingue das antigas vacinas de células inteiras. Todos os componentes encontram-se numa suspensão aquosa e são adsorvidos em hidróxido de alumínio, o adjuvante necessário para alcançar uma imunogenicidade sustentada ao permitir uma libertação lenta dos antigénios.

Qual é o objetivo geral do Infanrix-Polio?

O objetivo único desta formulação é a prevenção da Difteria, Tétano, Tosse Convulsa (Pertussis) e Poliomielite através da geração de imunidade ativa de longa duração. Avaliações independentes confirmam que estas vacinas multicomponentes estimulam as funções de memória do sistema imunitário, garantindo que o organismo esteja preparado para se defender contra doenças graves em caso de exposição natural. Esta preparação imunológica é o principal benefício e função da vacina para a população pediátrica.

Quais efeitos secundários são possíveis com Infanrix-Polio?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

Os documentos regulamentares classificam as reações adversas da Infanrix-Polio de acordo com a sua frequência e os sistemas fisiológicos afetados. Estas classificações estabelecem o perfil de segurança oficial do medicamento, baseando-se em dados obtidos em ensaios clínicos e na vigilância pós-comercialização.


Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações mais frequentes são tipicamente locais e passageiras:

As reações consideradas muito frequentes (igual ou superior a 1 em 10) incluem dor, vermelhidão e inchaço no local da injeção, juntamente com efeitos sistémicos como irritabilidade, sonolência e perda de apetite.

As reações classificadas como frequentes (1 a 10 em 100) englobam febre (igual ou superior a 38,0°C), vómitos, diarreia e choro persistente.

As reações pouco frequentes (1 em 1.000 a 1 em 100) incluem cefaleia (dor de cabeça) e a presença de uma massa no local da injeção (nódulo).

Reações Adversas Graves e Condicionantes de Segurança

A rotulagem regulamentar oficial documenta certos eventos raros, mas graves, e define limitações de utilização obrigatórias. As reações adversas graves listadas em relatórios pós-comercialização incluem o Episódio Hipotónico-Hiporresponsivo (EHH), convulsões (com ou sem febre) e anafilaxia (reação alérgica grave).

No que respeita aos padrões temporais, a maioria dos efeitos frequentes é temporária e resolve-se habitualmente em poucos dias. Eventos graves, como colapso ou estado semelhante a choque, são geralmente observados nas 48 horas seguintes à administração, enquanto as convulsões são tipicamente registadas num período de 3 dias.

Relativamente à segurança em populações específicas, existe uma nota de segurança para bebés muito prematuros (igual ou inferior a 28 semanas de gestação) relativa ao potencial de apneia (interrupções temporárias da respiração) nos primeiros dias após a imunização.

As restrições ao uso da vacina aplicam-se estritamente a indivíduos com historial de encefalopatia de causa desconhecida ocorrida nos 7 dias posteriores a uma vacina anterior com componente da tosse convulsa, ou com hipersensibilidade conhecida aos componentes do produto ou a resíduos vestigiais como a neomicina ou polimixina.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

O perfil regulamentar oficial relativo à sobredosagem com a Infanrix-Polio baseia-se na administração de um volume excessivo da vacina, uma vez que não está documentada uma síndrome toxicológica de sobredosagem específica para este medicamento biológico. As manifestações estão oficialmente documentadas como eventos adversos graves que envolvem o Sistema Nervoso Central e os sistemas sistémico e vascular. As apresentações incluem sinais como convulsões, estado de colapso ou semelhante a choque (Episódio Hipotónico-Hiporresponsivo), a ocorrência de encefalopatia ou febre elevada (igual ou superior a 40°C). Estes desfechos, incluindo o choro persistente e inconsolável, são listados como manifestações graves que exigem uma ação imediata.

As orientações regulamentares determinam que deve ser procurada assistência médica urgente de imediato em caso de suspeita de um volume excessivo. Esta ação é necessária mesmo na ausência de sintomas observáveis ou de sinais de desconforto. Em caso de suspeita de sobredosagem, as instruções indicam que se deve contactar, sem demora, o Centro de Informação Antivenenos (CIAV), um serviço de urgência hospitalar ou um profissional de saúde. Dado que não se conhece um antídoto específico, a estratégia de gestão autorizada é estritamente sintomática e de suporte, centrando-se na manutenção das funções vitais e na gestão das complicações graves documentadas. Não existem considerações específicas sobre sobredosagem para populações particulares nas secções regulamentares oficiais.

Usos terapêuticos de Infanrix-Polio

O que o Infanrix-Polio trata: principais utilizações e benefícios

O Infanrix-Polio é habitualmente utilizado para proporcionar profilaxia (prevenção) contra quatro infeções principais e graves na população pediátrica: Difteria, Tétano, Pertussis (Tosse Convulsa) e Poliomielite. O produto é aplicado para abordar o risco associado a estas infeções específicas. De acordo com o Resumo das Caraterísticas do Medicamento para vacinas relacionadas, esta vacina é relevante para gerir o risco destas condições bacterianas e virais específicas.

O uso profilático é relevante para a gestão do risco de grupos de sintomas graves associados a estas condições, que podem incluir sintomas relacionados com o aumento da atividade neurológica ou muscular (tais como espasmos e paralisia) e o esforço funcional relacionado, bem como a obstrução aguda das vias respiratórias e toxicidade sistémica. Esta é geralmente aplicada no contexto dos calendários de vacinação pediátrica de rotina para lactentes e crianças jovens, frequentemente durante fases em que a proteção contra múltiplas ameaças se torna mais percetível.

“A abordagem combinada auxilia na simplificação do processo, apoiando a prestação atempada de proteção a nível global.”

O produto auxilia na gestão do risco global de condições que envolvem um stress fisiológico elevado. Esta abordagem composta contribui para apoiar o bem-estar geral durante as fases sintomáticas.


Facto Rápido: Alívio para o Risco de Infeções Graves Esta vacina é relevante para gerir o risco de condições que envolvem desconforto sistémico ou localizado e sintomas relacionados com o aumento da atividade neurológica ou muscular (ex: espasmos e paralisia), oferecendo um alívio de suporte contra estes grupos de sintomas graves.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar a Infanrix-Polio?

A elegibilidade para a Infanrix-Polio é estritamente definida pelos organismos reguladores e foca-se na população pediátrica.

Estado de Elegibilidade Regra Regulamentar Oficial
População Autorizada Lactentes e crianças elegíveis para imunização primária a partir das 6 semanas de idade e para uma dose de reforço. A vacina não está autorizada para utilização em adolescentes, adultos ou adultos mais velhos.
Contraindicações (Não Deve Utilizar) Indivíduos com hipersensibilidade conhecida (reação alérgica grave) a qualquer componente da vacina ou a substâncias vestigiais como a neomicina ou o formaldeído. É também absolutamente contraindicada se a criança tiver sofrido uma encefalopatia de causa desconhecida nos 7 dias seguintes a uma vacina anterior com componente da tosse convulsa.
Utilização Condicional ou Restrita A administração deve ser adiada em indivíduos com uma doença febril aguda grave. A utilização requer precaução em crianças com distúrbios da coagulação e pode ser diferida naquelas com um distúrbio neurológico progressivo até que a condição esteja estável.
Gravidez e Amamentação A utilização não é recomendada durante a gravidez e é preferível evitar a utilização durante a lactação.

O perfil regulamentar clarifica que certas condições, tais como antecedentes familiares de convulsões ou a Síndrome de Morte Súbita do Lactente (SMSL), não constituem uma contraindicação para a administração.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

O perfil regulamentar oficial para esta vacina combinada aborda principalmente interações de natureza farmacodinâmica e as relacionadas com restrições de administração de procedimento, uma vez que as interações metabólicas não são aplicáveis a produtos biológicos desta classe.

Âmbito das interações

Propriedade Declaração Regulamentar Oficial
Categorias de medicamentos com interações documentadas Terapias imunossupressoras (quimioterapia, corticosteroides sistémicos, radioterapia, tratamentos imunomoduladores); Outras vacinas injetáveis (vacinas de rotina do calendário infantil).
Base mecânica das interações Interferência farmacodinâmica (resultando numa resposta imunitária diminuída); Restrição de procedimento (localização física das injeções coadministradas).
Regras de interação baseadas no tempo Se forem administradas simultaneamente com outra vacina injetável, os produtos devem ser aplicados em locais de injeção diferentes no corpo.
Restrições relacionadas com a interação O produto não deve ser misturado com qualquer outra vacina ou medicamento na mesma seringa ou frasco (restrição de procedimento).

Declarações oficiais sobre interações

A coadministração com terapias imunossupressoras pode resultar numa resposta imunitária subótima, com taxas de seroconversão mais baixas. Adicionalmente, não estão documentadas em fontes regulamentares quaisquer interações farmacocinéticas que envolvam enzimas CYP ou transportadores de fármacos.

Os documentos regulamentares definem a estrutura de interação do produto inteiramente com base na interferência farmacodinâmica e em restrições de procedimento relativas à coadministração. A interação mais significativa detalhada é o potencial de eficácia diminuída quando a vacina é administrada a um doente a receber tratamentos imunossupressores. O perfil carece de interações documentadas com alimentos ou de natureza metabólica.

Mecanismo de ação

Utilização de Antigénios Exógenos para Induzir Memória Imunitária

O mecanismo central desta vacina envolve a apresentação de antigénios não infeciosos (toxoides, proteínas e vírus inativados) às Células Apresentadoras de Antigénio (APCs), iniciando uma resposta imunitária adaptativa específica. Esta ação estabelece a presença de memória imunitária e uma capacidade adaptativa específica contra quatro agentes patogénicos.


A Cascata de Neutralização Humoral

Este mecanismo impulsiona principalmente a cascata de imunidade humoral, na qual células B especializadas se diferenciam em plasmócitos para produzir anticorpos neutralizantes (IgG) específicos em circulação.

A ligação dos anticorpos às toxinas e às partículas virais impede o acesso das toxinas ao tecido nervoso e restringe a disseminação sistémica das partículas virais.


Modulação Imunológica Auxiliada por Adjuvantes

A resposta é apoiada por um adjuvante (sal de alumínio), que atua como um modulador imunológico ao criar um depósito de antigénio localizado e ao amplificar o sinal inflamatório necessário. Este mecanismo influencia a duração da resposta biológica, resultando num título de anticorpos de elevada magnitude e duradouro.

Informações sobre dosagem e administração

Como a Infanrix-Polio é Utilizada

A Infanrix-Polio é um medicamento biológico administrado de acordo com os calendários oficiais de vacinação pediátrica das autoridades de saúde pública nacionais. A sua utilização é estritamente definida por diretrizes regulamentares relativas à via de administração, dose, calendarização e preparação da suspensão.


Âmbito da Administração

Característica Diretriz Oficial de Administração
Via de Administração Exclusivamente por injeção intramuscular profunda (IM). A administração intravascular, intradérmica e subcutânea é proibida.
Esquema Posológico Uma dose única é de 0,5 mL da suspensão. O regime consiste geralmente num esquema de vacinação primária (por exemplo, três doses) seguido de doses de reforço programadas.
Momento em Relação às Refeições Não aplicável; o momento da administração é determinado pela idade do doente e pelos intervalos necessários entre as doses.
Requisitos de Preparação A seringa pré-cheia deve ser agitada vigorosamente imediatamente antes da injeção para obter uma suspensão branca, turva e homogénea. A suspensão deve ser inspecionada visualmente antes da utilização.
Regras por Grupo Etário Indicada para a população pediátrica, geralmente crianças com menos de 7 anos de idade (antes do sétimo aniversário). O uso em bebés muito prematuros (≤ 28 semanas de gestação) requer monitorização específica após a administração.

Instruções de Procedimento

Sequência oficial de etapas:

  • A suspensão deve ser inspecionada visualmente e agitada vigorosamente até ficar homogénea.
  • A dose de 0,5 mL é administrada através de uma injeção intramuscular profunda.
  • O local de injeção preferencial é a face anterolateral da coxa em lactentes e o músculo deltoide em crianças mais velhas.
  • As doses subsequentes da série primária devem respeitar o intervalo mínimo exigido (geralmente pelo menos quatro semanas) entre as administrações.

Ligação ao protocolo geral de utilização: As instruções oficiais de utilização estabelecem um esquema de doses múltiplas padronizado, que é estritamente regido pela calendarização baseada na idade e pela via de administração intramuscular. Isto garante que a dose correta de 0,5 mL seja consistentemente preparada e fisicamente administrada de acordo com as especificações regulamentares em todas as etapas necessárias do programa de vacinação infantil.

Evidência clínica recente

Infanrix-Polio: Evidência Clínica Recente

Evidência Científica para Difteria, Tétano, Tosse Convulsa e Poliomielite

A base de evidência inclui principalmente Ensaios Clínicos Aleatorizados e Controlados (RCTs) e Revisões Sistemáticas que analisaram os componentes da vacina. Estes estudos foram realizados para explorar a associação entre os componentes da vacina e a resposta imunitária. O foco principal incidiu na medição das Taxas de Seroproteção, que refletem a percentagem de participantes cujas concentrações de anticorpos atingiram limiares pré-especificados para a Difteria, Tétano e Poliovírus. No caso da componente da Tosse Convulsa, a investigação examinou as alterações na ocorrência da doença típica, comparando os grupos em estudo com grupos de controlo.

Após a conclusão da série de vacinação primária, os estudos monitorizaram a evolução das concentrações de anticorpos nas populações infantis observadas. Investigou-se se a série completa e as doses de reforço subsequentes administradas a crianças pequenas estavam associadas à obtenção de concentrações específicas de anticorpos, observando-se consistência entre diferentes esquemas posológicos. Os resultados descrevem padrões nos quais a maioria dos participantes atingiu os níveis de anticorpos definidos como limiares de concentração para as componentes da Difteria e do Tétano.


Acompanhamento a Longo Prazo e Estudos de Persistência

A base de evidência integra Estudos Observacionais Pós-Comercialização e investigação de acompanhamento prolongado, concebidos para monitorizar os níveis de concentração de anticorpos ao longo do tempo após a administração. Estes estudos exploraram se as concentrações de anticorpos permaneciam iguais ou acima dos limiares pré-especificados em crianças durante vários anos após a dose de reforço. Embora a persistência dos anticorpos tenha sido alvo de investigação, os dados sistemáticos monitorizaram as concentrações por períodos que se estendem apenas até aproximadamente 7,5 anos após o reforço. Além deste período, a longevidade das concentrações de anticorpos adquiridas não está totalmente estabelecida.


Lacunas na Investigação e Áreas de Incerteza

Uma limitação importante reside no facto de a investigação para a Difteria, Tétano e Poliomielite se basear principalmente na imunogenicidade (níveis de anticorpos) — que constituem correlatos de proteção estabelecidos — em vez de dados diretos sobre a prevenção da doença clínica em ensaios de grande escala. Os dados mostram padrões relacionados com potenciais desafios na obtenção de níveis protetores de anticorpos contra o Poliovírus Tipo 2 após apenas uma ou duas doses iniciais da componente da Vacina Inativada contra a Poliomielite (IPV) em alguns recetores. Além disso, as revisões sistemáticas sugerem que a qualidade da evidência varia entre os estudos, com alguns ensaios subjacentes a apresentarem um nível de risco de enviesamento assinalado pelos revisores.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre a Infanrix-Polio (FAQ)

P: A Infanrix-Polio é o mesmo que a vacina DTPa?

R: A Infanrix-Polio é um produto combinado que protege contra quatro doenças. Inclui as componentes encontradas numa vacina DTPa (Difteria, Tétano e Tosse Convulsa), além da proteção contra a Poliomielite. Esta combinação está detalhada nas informações oficiais do produto.

P: Qual é a diferença entre a Infanrix-Polio e a Pediarix?

R: As informações oficiais indicam que a Infanrix-Polio é uma vacina combinada para quatro doenças: DTPa e Pólio. A Pediarix é uma vacina combinada semelhante disponível em algumas regiões, mas confere proteção contra cinco doenças, incluindo as quatro componentes da Infanrix-Polio e ainda a Hepatite B.

P: A Infanrix-Polio pode ser administrada ao mesmo tempo que outras vacinas infantis?

R: As orientações regulamentares referem que a Infanrix-Polio pode ser administrada em simultâneo com outras vacinas de rotina do calendário infantil. As normas oficiais especificam que são necessárias uma seringa individual e um local de injeção diferente para a coadministração.

P: A Infanrix-Polio é geralmente considerada permutável com outras vacinas combinadas semelhantes?

R: As diretrizes de saúde pública afirmam que, embora seja preferível completar o esquema vacinal utilizando a mesma marca, a administração não deve ser adiada caso a marca original não esteja disponível. Nesses casos, podem ser utilizadas outras marcas semelhantes.

P: Qual é a eficácia da Infanrix-Polio descrita nos ensaios clínicos?

R: Os ensaios clínicos da vacina focam-se na medição das Taxas de Seroproteção, que representam a percentagem de participantes que atingem determinados níveis de anticorpos protetores. Os documentos oficiais mostram que, para as componentes da Difteria e do Tétano, os estudos pós-reforço observaram que as concentrações de anticorpos atingiram os limiares pré-especificados nos participantes dos estudos.

P: Um atraso no calendário da Infanrix-Polio pode afetar o nível de proteção?

R: As orientações de saúde pública disponibilizam calendários de recuperação específicos para crianças com vacinas em atraso. Seguir o protocolo de recuperação recomendado permite que os indivíduos completem a série completa e está associado à obtenção dos limiares de concentração de anticorpos recomendados.

P: Quanto tempo duram habitualmente os efeitos secundários comuns da Infanrix-Polio?

R: De acordo com as informações oficiais ao paciente, a maioria dos efeitos secundários comuns, como dor ou vermelhidão no local da injeção, são tipicamente ligeiros e temporários. Geralmente, espera-se que estes se resolvam em poucos dias após a administração.

P: A Infanrix-Polio pode causar dor ou inchaço na perna ou no braço?

R: Sim. As reações no local da injeção são classificadas como muito frequentes nos documentos regulamentares. Estas reações incluem dor, vermelhidão e inchaço no local onde a injeção é aplicada.

P: A febre após a Infanrix-Polio é motivo de preocupação?

R: A febre (ge 38,0°C) está listada como um efeito secundário frequente no perfil de segurança. Os avisos regulamentares enfatizam que uma temperatura muito elevada (> 40,0°C) ou a presença de convulsões/estado de choque ocorrendo dentro de dois dias após a administração são os sinais associados a eventos raros e graves.

P: A Infanrix-Polio contém vírus vivos?

R: Informações oficiais das entidades reguladoras confirmam que a Infanrix-Polio não contém quaisquer bactérias ou vírus vivos. As componentes, incluindo o elemento da pólio, são toxoides (toxinas bacterianas inativadas) ou derivam de vírus inativados (mortos).

P: Quais são os ingredientes listados na Infanrix-Polio?

R: Os documentos oficiais listam as substâncias ativas (toxoides, antigénios da tosse convulsa, poliovírus inativado) e outros componentes (excipientes). Estes incluem tipicamente hidróxido de alumínio (o adjuvante), sais e vestígios de resíduos de fabrico, tais como formaldeído e antibióticos (Neomicina e Polimixina) utilizados no processo de produção.

P: Existe uma versão da Infanrix-Polio que proteja apenas contra Difteria, Tétano e Tosse Convulsa?

R: Sim. A formulação que contém apenas as componentes de Difteria, Tétano e Tosse Convulsa (DTPa) do mesmo fabricante está disponível e é habitualmente referida pelo nome comercial Infanrix nos documentos regulamentares.

P: Porque é que é importante completar a série de doses da Infanrix-Polio?

R: Atingir e manter o nível pretendido de imunidade ativa contra as quatro doenças alvo requer a série primária completa de doses e quaisquer doses de reforço subsequentes. Os calendários de imunização oficiais são desenhados para estabelecer a máxima proteção possível.

P: A Infanrix-Polio protege contra todos os tipos de vírus da Pólio?

R: A composição, conforme detalhado na monografia oficial do produto, confirma que a Infanrix-Polio contém as componentes de poliovírus inativado para o Tipo 1, Tipo 2 e Tipo 3. Estes três tipos representam a totalidade da proteção conferida pela Vacina Inativada contra a Poliomielite (IPV).

P: Que investigação existe sobre o uso da Infanrix-Polio em crianças com problemas de saúde subjacentes?

R: Os documentos oficiais indicam que a administração requer precaução em crianças com condições subjacentes específicas, como distúrbios da coagulação ou um distúrbio neurológico progressivo instável. O uso pode ser adiado até que a condição esteja estável, refletindo considerações regulamentares específicas para estas populações.

P: É obrigatório que os lactentes recebam a Infanrix-Polio?

R: Embora a marca específica não seja habitualmente obrigatória, as imunizações subjacentes contra Difteria, Tétano, Tosse Convulsa e Pólio são consideradas uma parte central dos calendários de imunização infantil de rotina. Estas imunizações fazem frequentemente parte dos requisitos para a entrada na escola, conforme delineado pelas autoridades de saúde pública.

P: A Infanrix-Polio pode ser registada num sistema nacional?

R: Os prestadores de cuidados de saúde são tipicamente obrigados pelas entidades reguladoras a registar a administração de imunizações, incluindo as que contêm as componentes DTPa e Pólio, em sistemas de informação ou registos de vacinação nacionais ou estatais.

P: Que conservante, se houver algum, é utilizado na Infanrix-Polio?

R: As listas oficiais de ingredientes referem que a vacina é tipicamente formulada para ser isenta de Tiomersal. No entanto, também identificam a presença de vestígios de resíduos de fabrico, tais como formaldeído e antibióticos (Neomicina e Polimixina).

P: Qual é a diferença de proteção entre as componentes da pólio oral e injetável?

R: A componente da Vacina Inativada contra a Poliomielite (IPV) na Infanrix-Polio gera proteção sistémica (anticorpos no sangue) para prevenir a poliomielite paralítica. Em contraste, a vacina oral contra a poliomielite (VOP) foca-se principalmente na geração de imunidade na mucosa intestinal.

P: A Infanrix-Polio é recomendada para uso em adolescentes ou adultos?

R: Não. A Infanrix-Polio não está autorizada nem é recomendada para uso em adolescentes, adultos ou adultos mais velhos. O seu uso oficial está estritamente limitado pelas entidades reguladoras à população pediátrica (crianças geralmente abaixo dos 7 a 10 anos de idade).

P: A Infanrix-Polio é utilizada internacionalmente ou apenas em certas regiões?

R: O produto, ou vacinas combinadas semelhantes contendo as componentes DTPa-IPV, está autorizado e é utilizado em inúmeros programas de imunização em várias regiões internacionais, incluindo a Europa, o Reino Unido, a Austrália e a Nova Zelândia. Isto é confirmado por documentos oficiais de entidades reguladoras.

P: Qual é o estatuto regulamentar da Infanrix-Polio nos Estados Unidos?

R: O nome específico do produto Infanrix-Polio tipicamente não está licenciado para uso nos Estados Unidos. No entanto, a combinação exata das componentes DTPa-IPV está disponível sob diferentes nomes de produtos licenciados, como Kinrix ou Quadracel, dependendo da faixa etária aprovada.

P: Porque é que as componentes da pólio são necessárias neste produto combinado específico?

R: Vacinas combinadas como a Infanrix-Polio são desenhadas para simplificar o calendário de imunização infantil de rotina. Conferem proteção contra múltiplas doenças obrigatórias (Difteria, Tétano, Tosse Convulsa e Pólio) numa única administração para melhorar a eficiência.

P: O fabricante da Infanrix-Polio fornece um folheto informativo para o paciente?

R: Sim. Os requisitos regulamentares obrigam a que um Folheto Informativo (FI), ou um documento semelhante de Informação sobre Medicamentos para o Consumidor, seja fornecido com o produto. Este documento detalha o uso correto, os potenciais efeitos secundários e a composição para pacientes e cuidadores.

Como Infanrix-Polio deve ser armazenado e descartado?

Conservação e Eliminação da Infanrix-Polio

A Infanrix-Polio deve ser conservada no frigorífico, a uma temperatura entre 2°C e 8°C. É essencial proteger a vacina da luz, mantendo-a na embalagem exterior original. Não permita que a vacina congele; o congelamento pode causar a perda de potência e tornar o produto inutilizável.

Após a preparação (reconstituição) da vacina, esta deve ser injetada imediatamente. Se a utilização imediata não for possível, o produto reconstituído não deve, por norma, ser conservado por mais de 8 horas no frigorífico. Antes da utilização, a seringa que contém a suspensão deve ser bem agitada.

Mantenha sempre a Infanrix-Polio fora da vista e do alcance das crianças. Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com os requisitos locais — frequentemente consultando um farmacêutico — para ajudar a proteger o ambiente.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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