Indap

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Indap

Forma selecionada

Opção de tratamento: Hypertension

Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Indap

A indapamida é um medicamento sujeito a receita médica utilizado primordialmente no tratamento da tensão arterial elevada (hipertensão essencial) e no controlo da retenção de líquidos (edema) que pode surgir associada à insuficiência cardíaca congestiva. É classificada como um diurético análogo às tiazidas — frequentemente designado de forma informal como um "comprimido para expelir a água" — que atua através do aumento da excreção de sal e água em excesso pelos rins.


Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Substância Ativa (DCI) Indapamida
Forma Comprimido oral (Libertação Imediata e Modificada/Prolongada)
Classe Farmacológica Diurético análogo às tiazidas
Utilização Principal Hipertensão Essencial
Marcas Principais Natrilix, Lozol

Propriedades Únicas e Papel Cardiovascular

A indapamida é sustentada por evidência clínica relativa ao seu duplo mecanismo de ação. Enquanto o seu efeito diurético reduz o volume de fluidos, o fármaco exerce também uma ação direta e favorável ao relaxar as paredes dos vasos sanguíneos. Reconhece-se que esta combinação permite baixar a pressão arterial de forma eficaz, reduzindo simultaneamente a resistência vascular periférica, o que alivia o esforço do coração.

Este medicamento está habitualmente disponível tanto em formas de libertação imediata padrão como em formas de libertação modificada ou prolongada (LP). A versão de libertação prolongada foi concebida para assegurar uma libertação mais constante da substância ativa ao longo de 24 horas, o que facilita o controlo consistente da pressão arterial com uma toma única diária. Demonstrou-se que a utilização a longo prazo da indapamida ajuda na proteção contra eventos cardiovasculares major, incluindo o acidente vascular cerebral (AVC) e o ataque cardíaco.

Quais efeitos secundários são possíveis com Indap?

Possíveis Efeitos Secundários e Informações de Segurança

O perfil de segurança da indapamida é caracterizado primordialmente pelos seus efeitos no metabolismo e nutrição e no sistema nervoso, conforme documentado na informação oficial de prescrição. A preocupação de segurança mais frequente é o potencial para desequilíbrios eletrolíticos, sendo a hipocaliémia (baixos níveis de potássio) classificada como uma reação adversa comum.


Classificação Oficial de Frequência

Classificação Exemplos de Reações Adversas Documentadas
Comuns (ge 1/100 a < 1/10) Hipocaliémia, Dor de cabeça, Tonturas, Fadiga, Erupções maculopapulares
Pouco Comuns (ge 1/1.000 a < 1/100) Vómitos, Púrpura
Raros (ge 1/10.000 a < 1/1.000) Vertigens, Parestesia (formigueiro), Insuficiência renal
Muito Raros (< 1/10.000) Agranulocitose, Angioedema, Síndrome de Stevens-Johnson (SSJ)
Desconhecida (A frequência não pode ser estimada) Hiponatrémia, Encefalopatia hepática, Glaucoma agudo de ângulo fechado

Reações Adversas Graves e Restrições

As reações adversas graves oficialmente documentadas incluem o risco de arritmias cardíacas potencialmente fatais, tais como Torsades de Pointes, particularmente quando associadas a hipocaliémia grave. Reações cutâneas graves (SSJ e Necrólise Epidérmica Tóxica) são também observadas como preocupações críticas, embora muito raras.

O medicamento está sujeito a limitações regulamentares específicas, incluindo a sua contraindicação em doentes com hipersensibilidade conhecida às sulfonamidas, insuficiência hepática grave, insuficiência renal grave (anúria) e hipocaliémia grave e persistente.

Notas de segurança especificam que a hipotensão ortostática pode ser mais percetível no início do tratamento ou após um aumento da dose. Adicionalmente, indivíduos com condições pré-existentes como insuficiência hepática ou diabetes podem necessitar de observação específica, uma vez que o fármaco pode afetar a função do fígado e o controlo da glicose no sangue.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e Quando Procurar Ajuda — Informação Regulamentar Oficial

O perfil oficial de sobredosagem para este medicamento está estruturado em torno das consequências de uma ação diurética exagerada, principalmente perdas profundas de fluidos e eletrólitos.

Âmbito da Sobredosagem

Domínio Declarações Regulamentares Oficiais
Apresentações Documentadas de Sobredosagem Os sintomas incluem vómitos, fraqueza, fadiga, letargia, tonturas, boca seca, sede, dores ou cãibras musculares e perturbações gastrointestinais graves. Os sinais fisiológicos podem incluir hipotensão (tensão arterial baixa) e taquicardia (ritmo cardíaco acelerado).
Sistemas Fisiológicos Afetados Sistema Metabólico (Hipocaliémia e Hiponatrémia graves), Sistema Cardiovascular (Instabilidade circulatória), Sistema Renal (Oligúria/Anúria ou diminuição da produção de urina, Insuficiência Renal Aguda).
Complicações Graves Os desfechos graves oficialmente documentados incluem insuficiência renal aguda e a precipitação de encefalopatia hepática (ou coma) em doentes com função hepática comprometida. O risco de Torsades de pointes potencialmente fatais está também associado à hipocaliémia grave.
Resposta de Emergência Os documentos regulamentares estabelecem explicitamente que se deve procurar assistência médica imediata perante qualquer suspeita de sobredosagem. A gestão requerida é o tratamento sintomático e de suporte, incluindo a restauração do equilíbrio de fluidos e eletrólitos. Os procedimentos de descontaminação podem envolver lavagem gástrica e/ou carvão ativado para eliminar o fármaco não absorvido.
Quando é Necessária Ajuda Médica Imediata A ajuda médica imediata é obrigatória para quaisquer sintomas que evoluam para hipotensão profunda, sonolência extrema ou confusão, colapso ou o aparecimento de sinais de encefalopatia hepática.

Estrutura Resultante da Sobredosagem

Declarações oficiais sobre sobredosagem:

A sobredosagem pode manifestar-se com hipotensão, tonturas, sonolência e sinais de desequilíbrio eletrolítico grave. A ação mandatada pelas autoridades reguladoras é a procura imediata de atenção médica. Não se conhece um antídoto específico; a gestão requer a monitorização rigorosa dos eletrólitos séricos e do ECG para gerir o risco de arritmias cardíacas.

Ligação ao perfil global de sobredosagem:

Os documentos regulamentares definem o perfil de sobredosagem focando-se nas consequências fisiológicas da perda extrema de líquidos e minerais. As condições mandatadas para a procura de emergência são ditadas pelo risco documentado de falência circulatória, compromisso do sistema nervoso central e perturbações metabólicas graves que exigem monitorização hospitalar especializada para a sua correção.

Usos terapêuticos de Indap

A aplicação terapêutica da indapamida foca-se essencialmente no apoio ao controlo de dois domínios principais: a gestão da tensão arterial sustentada e os sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico. De acordo com a visão geral do NIH MedlinePlus, este fármaco é habitualmente utilizado para auxiliar no tratamento da hipertensão essencial e da retenção de líquidos.

O medicamento é aplicado em áreas onde é necessário um apoio sintomático adicional, tais como na gestão da hipertensão essencial — uma condição que envolve a elevação persistente da tensão — e no alívio de sintomas relacionados com o desconforto físico, como o edema. O seu papel fundamental a longo prazo contribui para atenuar a carga sintomática global, promovendo a estabilidade cardiovascular e abordando sintomas ligados ao esforço funcional de órgãos específicos.

“O tratamento é considerado relevante quando a gestão sintomática de suporte é adequada para populações específicas, incluindo adultos mais velhos e doentes com hipertensão complicada por Diabetes Tipo 2.”

Este efeito de suporte contribui para a melhoria do conforto quotidiano durante os períodos sintomáticos, ao abordar sintomas que criam um esforço fisiológico percetível.


Bloco de Factos Rápidos

Facto Rápido: Alívio da Tensão Sustentada Facto Rápido: Apoio ao Equilíbrio de Fluidos
Aborda sintomas ligados a uma atividade fisiológica aumentada e à tensão crónica. Ajuda a gerir sintomas que interferem com o funcionamento diário devido ao inchaço.
O papel terapêutico pode auxiliar na manutenção da estabilidade funcional ao longo do tempo. Oferece alívio de suporte quando está presente um desconforto sistémico ou localizado.

Critérios de utilização e restrições

Elegibilidade Populacional e Contraindicações

A utilização da indapamida é estritamente definida por critérios regulamentares oficiais, focando-se em contraindicações absolutas e restrições específicas por grupo populacional. O medicamento é indicado primordialmente para adultos.

Proibições Absolutas

A indapamida está contraindicada e não deve ser utilizada por doentes com hipersensibilidade conhecida ao fármaco ou a qualquer medicamento derivado das sulfonamidas. A utilização é também proibida em indivíduos com anúria (ausência total de produção de urina), insuficiência hepática grave (incluindo encefalopatia hepática) ou hipocaliémia preexistente (níveis baixos de potássio). O medicamento está igualmente contraindicado em mulheres que estejam a amamentar.

Idade e Utilização Condicionada

A utilização não é recomendada para crianças e adolescentes (com idade inferior a 18 anos), uma vez que a segurança e eficácia não foram estabelecidas pelas autoridades reguladoras. Embora os adultos mais velhos sejam elegíveis, a sua utilização requer precaução especial e uma monitorização rigorosa da função renal e dos eletrólitos. O uso requer também autorização condicionada e acompanhamento próximo em doentes com insuficiência renal moderada, diabetes mellitus (devido aos efeitos na tolerância à glicose) e condições como a gota ou a hiperuricemia.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

A indapamida, um diurético análogo às tiazidas, apresenta interações documentadas que se relacionam primordialmente com os seus efeitos nos eletrólitos, especialmente o potássio, e o seu impacto na tensão arterial e no ritmo cardíaco.

Combinações a Evitar ou que Requerem Extrema Cautela

O uso de Lítio em conjunto com a indapamida não é geralmente recomendado. A indapamida reduz significativamente a capacidade dos rins de eliminar o lítio, o que pode conduzir a concentrações plasmáticas elevadas e a um risco superior de toxicidade, exigindo uma monitorização rigorosa dos níveis deste elemento.

Relativamente a medicamentos que prolongam o intervalo QT, a combinação deve ser feita com extrema cautela. Devido ao risco de hipocaliémia (baixos níveis de potássio) induzida pela indapamida, a associação com fármacos que podem prolongar o intervalo QTc aumenta o risco de arritmias cardíacas graves, como as Torsades de Pointes. Exemplos destes fármacos incluem certos antiarrítmicos e antipsicóticos.

Da mesma forma, a administração conjunta com outros agentes depressores de potássio, como certos diuréticos, corticosteroides ou laxantes estimulantes, não é recomendada. Esta associação agrava o risco de os níveis de potássio atingirem valores perigosamente baixos.

Outras Interações Relevantes

Os Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs) podem reduzir os efeitos diuréticos e anti-hipertensores da indapamida. Em determinadas situações, quando combinados com outros medicamentos para a tensão arterial, podem também aumentar o risco de hipercaliémia (níveis elevados de potássio).

No caso dos glicosídeos cardíacos (como a digoxina), a hipocaliémia induzida pela indapamida sensibiliza o músculo cardíaco aos seus efeitos, elevando o risco de toxicidade digitálica. Nestes casos, torna-se necessária uma monitorização regular dos eletrólitos.

Finalmente, a utilização concomitante com outros agentes anti-hipertensores, incluindo inibidores da ECA e bloqueadores dos canais de cálcio, pode resultar num efeito aditivo ou de potenciação na redução da tensão arterial.

Mecanismo de ação

Como funciona o Indap — Mecanismo de Ação

O funcionamento do Indap é definido por dois domínios mecânicos principais: um que afeta os rins e outro que atua na vasculatura periférica.

Inibição do Cotransportador Na^+ / Cl^- e Modulação Eletrolítica Renal

Este domínio foca-se no principal alvo biológico da indapamida: o cotransportador de sódio-cloro (NCC ou SLC12A3), localizado no túbulo contornado distal (TCD) do rim. Ao inibir este transportador, o Indap bloqueia a reabsorção dos iões de sódio (Na^+) e de cloro (Cl^-). Esta ação molecular leva a um aumento da excreção de Na^+ e de água, resultando em natriurese e diurese (aumento do débito urinário), o que consequentemente conduz a uma diminuição do volume plasmático circulante.

Ação no Tónus Vascular e Resistência Periférica

O segundo domínio fundamental envolve uma ação nas paredes dos vasos sanguíneos, distinta do mecanismo diurético primário. O fármaco atua como um modulador da atividade do músculo liso vascular, principalmente ao afetar a gestão dos iões de cálcio (Ca^2+). Este mecanismo reduz o tónus contrátil da musculatura dos vasos sanguíneos. O efeito fisiológico resultante é uma redução da Resistência Periférica Total (RPT), que determina a resistência encontrada pelo débito sistólico do coração.


A integração da redução do volume plasmático e da diminuição da resistência vascular culmina nas alterações hemodinâmicas resultantes.

Informações sobre dosagem e administração

Diretrizes Oficiais para a Administração de Indapamida

A indapamida é administrada exclusivamente por via oral sob a forma de comprimidos, estando disponível em formulações de libertação imediata com dosagens de 1,25 mg e 2,5 mg, e em comprimidos de libertação prolongada (LP), habitualmente de 1,5 mg.


Posologia e Horários

O medicamento está estruturado para uma toma única diária, preferencialmente durante a manhã. Este horário destina-se a manter níveis constantes do fármaco no organismo, alinhando-se simultaneamente com o ciclo diário do doente para reduzir a necessidade de urinar durante a noite (nictúria).

A dosagem oficial inicia-se com valores baixos e segue regras de titulação específicas para cada indicação. Para a gestão a longo prazo da tensão arterial elevada, a dose inicial típica é de 1,25 mg ou 1,5 mg (LP), com ajustes de dose considerados em intervalos de quatro semanas. Para a gestão da retenção de líquidos (edema), a dose inicial é frequentemente de 2,5 mg, podendo a titulação ocorrer após uma semana, se necessário. A dose diária máxima estabelecida para ambas as condições é habitualmente de 5 mg.


Especificações da Administração

A indapamida pode ser tomada com ou sem alimentos. A administração requer que os comprimidos sejam deglutidos inteiros com água. Isto é especialmente importante para os comprimidos de libertação prolongada, que não devem ser esmagados nem mastigados para preservar a libertação controlada da substância ativa.

As instruções de dosagem exigem uma abordagem cautelosa em adultos mais velhos, começando frequentemente pela dose mais baixa disponível. A segurança e eficácia da indapamida não foram estabelecidas para utilização em doentes pediátricos.

Evidência clínica recente

Evidência Científica / Visão Geral dos Estudos sobre a Indapamida


Evidência na Utilização em Hipertensão Essencial (Tensão Arterial Elevada)

A investigação que explora a indapamida na gestão da tensão arterial elevada persistente inclui grandes ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECCA). Estes estudos foram desenhados para examinar a utilização do fármaco, tanto de forma isolada como integrada num regime de combinação. Os investigadores monitorizaram as alterações na tensão arterial, especificamente a Tensão Arterial Sistólica (TAS) e a Tensão Arterial Diastólica (TAD). Os ensaios exploraram também alterações em marcadores que refletem o esforço fisiológico, tais como o Índice de Massa Ventricular Esquerda (IMVE).

Os estudos reportaram medições de alterações da tensão arterial observadas em diversas populações adultas, incluindo os muito idosos (idade igual ou superior a 80 anos). Contudo, os ensaios de grande escala e longa duração que comparam diretamente a monoterapia com indapamida face a todas as outras classes principais de medicamentos para a tensão arterial, relativamente a desfechos clínicos definitivos, permanecem limitados.


Evidência na Gestão do Risco Cardiovascular

A investigação explorou a indapamida em doentes que apresentam um risco cardiovascular elevado. Esta base de evidência consiste em grandes ensaios clínicos controlados e aleatorizados de longa duração, focados em eventos, que monitorizaram os resultados ao longo de vários anos, utilizando frequentemente a indapamida como componente de uma terapia de combinação.

Os investigadores monitorizaram de perto a ocorrência de eventos major, incluindo acidente vascular cerebral (AVC) fatal e não fatal, enfarte do miocárdio e o desenvolvimento ou agravamento de insuficiência cardíaca. Os estudos descreveram padrões relativos à ocorrência destes desfechos de saúde graves em doentes de alto risco, tais como indivíduos com AVC prévio ou Diabetes Mellitus Tipo 2.

Os dados relativos à indapamida utilizada isoladamente nestes domínios de desfechos críticos permanecem insuficientes, uma vez que a maioria das conclusões definitivas descreve padrões relacionados com a terapia de combinação.


Limitações Principais e Áreas de Incerteza na Investigação

Uma limitação fundamental é a dependência de dados de terapias de combinação para a maioria das conclusões definitivas relativas a desfechos major. Além disso, alguma investigação foca-se em parâmetros de substituição (surrogate endpoints), tais como a microalbuminúria (monitorizada em estudos de diabetes) ou o IMVE, em vez de desfechos diretos a longo prazo, como a mortalidade ou a insuficiência renal. Estes marcadores são parâmetros de substituição; a investigação fornece contexto, mas não previsões individuais relativas a desfechos de saúde a longo prazo. A duração do acompanhamento foi limitada nalguns estudos, o que significa que a durabilidade das conclusões ao longo de várias décadas não está totalmente estabelecida.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Indap (FAQ)


P: Quanto tempo demora o Indap a começar a fazer efeito?

Os documentos oficiais indicam que o fármaco atinge a sua concentração máxima no sangue aproximadamente 1 a 2 horas após a toma do comprimido. No entanto, a redução máxima da tensão arterial, ou o efeito terapêutico pleno, poderá apenas ser alcançada após vários meses de utilização contínua.


P: O Indap provoca ganho ou perda de peso?

Como diurético, o Indap atua através do aumento da perda de água e sal, o que pode resultar numa diminuição do peso relacionado com os fluidos. A informação oficial do produto refere que uma perda de peso rápida ou excessiva é um sintoma que, de acordo com as notas regulamentares, requer a consulta de um profissional de saúde.


P: Existem alimentos ou bebidas que deva evitar enquanto utilizo o Indap?

As diretrizes oficiais de administração estabelecem que o Indap, geralmente, não é afetado pelos alimentos e pode ser tomado com ou sem refeições. No entanto, para pessoas que seguem uma dieta com restrição de sal, os níveis de minerais do corpo (eletrólitos) podem ser monitorizados devido ao efeito potencial do fármaco no equilíbrio de fluidos.


P: O Indap é considerado um medicamento "forte" para a tensão arterial?

Estudos e informações oficiais indicam que o Indap é eficaz na redução da tensão arterial elevada e na diminuição da resistência periférica total. A sua eficácia tem sido sustentada por ensaios clínicos em hipertensão essencial, por vezes quando utilizado isoladamente e, por vezes, em conjunto com outros medicamentos que baixam a tensão arterial.


P: O Indap é conhecido por causar problemas de sono?

Problemas de sono não estão listados entre os efeitos secundários comuns deste fármaco. Contudo, reações adversas como nervosismo ou agitação, reportadas na experiência pós-comercialização, poderiam potencialmente afetar os padrões de sono de um indivíduo.


P: A toma de Indap afeta os níveis de colesterol?

A informação oficial do medicamento sugere que o Indap, geralmente, não parece alterar o metabolismo lipídico. Isto significa que os estudos verificaram que, habitualmente, o fármaco não altera os níveis sanguíneos de triglicéridos, colesterol LDL ou colesterol HDL.


P: Existe um período máximo de tempo durante o qual o Indap pode ser tomado?

O Indap é indicado para a gestão a longo prazo da hipertensão, que é uma condição crónica. A rotulagem regulamentar oficial não especifica uma duração máxima para a toma do medicamento.


P: Vou precisar de alterar a minha dieta enquanto estiver a tomar Indap?

Embora o fármaco não exija habitualmente restrições alimentares específicas, a monitorização do equilíbrio de fluidos e eletrólitos é referida para doentes que já seguem uma dieta com restrição de sal. Isto deve-se ao facto de a ação do fármaco no equilíbrio de fluidos poder aumentar a sensibilidade do corpo a alterações eletrolíticas.


P: Os homens que tomam Indap podem sentir efeitos secundários sexuais?

Os dados oficiais de reações adversas indicam que a diminuição da capacidade sexual ou a impotência foram reportadas como potenciais efeitos secundários. Este tipo de efeito é por vezes observado com medicamentos utilizados para gerir a tensão arterial.


P: O Indap aumenta a sensibilidade à luz solar?

De acordo com os dados oficiais de reações adversas, houve relatos de um aumento da sensibilidade da pele à luz solar, uma condição conhecida como fotossensibilidade.


P: Por que razão poderá um médico substituir outro diurético pelo Indap?

A indapamida é notada por um duplo mecanismo de ação, que é uma propriedade diferenciadora fundamental em relação a alguns outros diuréticos. Isto significa que atua tanto através da redução do excesso de fluidos como através do relaxamento direto das paredes dos vasos sanguíneos para baixar a resistência.


P: Qual é o risco de desidratação ao tomar Indap?

A indapamida atua através do aumento da perda de água e eletrólitos do corpo. Os avisos oficiais referem que sinais de desidratação, tais como fraqueza invulgar, aumento da sede ou boca seca, foram registados como um risco potencial.


P: O que devo saber sobre o Indap antes de começar a conduzir ou operar máquinas?

As orientações oficiais ao doente referem que este fármaco pode causar efeitos secundários como sonolência ou tonturas. A informação regulamentar estabelece que os indivíduos devem compreender como são afetados pela medicação antes de conduzirem ou operarem máquinas.


P: Se a minha tensão arterial estiver controlada, ainda preciso de tomar Indap?

O Indap é descrito como um medicamento que controla a tensão arterial elevada, e não como um medicamento que cura a condição. Os documentos oficiais estabelecem que a utilização continuada é a prática padrão para a gestão crónica, a menos que um profissional de saúde ajuste o plano de tratamento.


P: O Indap tem efeitos diferentes em homens versus mulheres?

Os dados regulamentares registaram uma diferença no perfil de risco para alguns problemas eletrolíticos. Especificamente, casos graves de sódio baixo (hiponatrémia) foram reportados principalmente em mulheres idosas, sugerindo uma potencial diferença populacional no risco para este efeito secundário específico.


P: É seguro interromper a toma de Indap subitamente?

As orientações oficiais ao doente estabelecem que alterações ao tratamento, incluindo a interrupção da medicação, deve ser feitas apenas após consulta com um profissional de saúde.


P: E se eu tomar Indap e tiver um nível de magnésio baixo preexistente?

Os avisos de segurança oficiais indicam que esta classe de medicamentos diuréticos pode aumentar a excreção de magnésio do corpo através da urina. Esta ação pode resultar em níveis baixos de magnésio, uma condição conhecida como hipomagnesemia.


P: Como se compara o Indap com os inibidores da ECA comuns?

A indapamida é um diurético que atua afetando o volume de fluidos e o tónus dos vasos sanguíneos. Em contraste, os inibidores da ECA atuam principalmente bloqueando a produção de uma hormona que estreita os vasos sanguíneos. A informação oficial refere que estas duas classes de fármacos são frequentemente combinadas para um melhor controlo da tensão arterial.


P: O Indap pode causar alterações de humor ou ansiedade?

Eventos adversos como ansiedade ou nervosismo foram reportados em documentos oficiais. Além disso, desequilíbrios graves de fluidos e eletrólitos (como o sódio baixo) podem causar sintomas que incluem alterações de humor ou confusão.


P: Qual é a orientação geral sobre o consumo de álcool durante a toma de Indap?

A informação oficial de segurança estabelece que o álcool pode ter efeitos aditivos na redução da tensão arterial quando tomado com indapamida. Esta combinação pode aumentar o risco de efeitos secundários como vertigens, tonturas ou desmaio.

Como Indap deve ser armazenado e descartado?

Como Armazenar e Eliminar a Indapamida

A indapamida deve ser armazenada sob condições específicas para garantir a estabilidade do produto, conforme exigido pela rotulagem regulamentar.


Requisitos de Conservação

Classificação Requisito Oficial
Temperatura Conservar a temperatura ambiente controlada, entre 20 °C e 25 °C. Manter afastado de calor excessivo e evitar o congelamento.
Proteção Conservar em local seco e afastado da humidade. Não armazenar na casa de banho.
Recipiente Manter o medicamento no seu recipiente original com a tampa bem fechada.
Segurança Infantil Manter este medicamento fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

Não deite a indapamida não utilizada no lavatório ou na sanita. O medicamento deve ser eliminado através de um programa comunitário de retoma de fármacos ou seguindo o procedimento de eliminação doméstica. Este processo envolve a mistura dos comprimidos com uma substância indesejável (como terra ou borras de café usadas) e a selagem da mistura num saco de plástico antes de a colocar no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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