Ibugesic

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Ibugesic

O Ibugesic é um medicamento de marca que contém a substância ativa Ibuprofeno, a qual pertence à classe de fármacos destinados ao alívio da dor e da inflamação. É classificado como um Anti-inflamatório Não Esteroide (AINE) e é utilizado principalmente para proporcionar um alívio sintomático fundamental de desconfortos físicos comuns.

Propriedade Descrição
Substância Ativa Ibuprofeno
Forma Suspensão oral, Comprimidos, Cápsulas
Classe Farmacológica Anti-inflamatório Não Esteroide (AINE)
Uso Comum Alívio da dor, redução da febre, gestão da inflamação
Origem Sintética (Derivado do ácido propiónico)

Ibugesic: Classificação, Composição e Origem

O Ibugesic é categorizado como um derivado sintético do ácido propiónico e é um produto de substância única. O componente ativo, o Ibuprofeno, é um medicamento essencial reconhecido pela sua importância na saúde pública para a gestão da dor geral e da febre. Este medicamento está amplamente disponível como suspensão oral, frequentemente direcionado para o público pediátrico, embora os comprimidos e as cápsulas também facilitem a administração por via oral e, em certas formulações, por via rectal.


Objetivo Geral e Propriedades Analgésicas e Antipiréticas

O principal objetivo terapêutico do Ibugesic é gerir eficazmente o desconforto físico temporário através da estabilização de três sintomas-chave. O medicamento é clinicamente reconhecido pela sua eficácia no controlo da temperatura corporal elevada e no alívio da dor ligeira a moderada. Atua através da inibição da síntese de prostaglandinas, os mediadores químicos que regulam a dor, a inflamação e a febre, um mecanismo característico de todos os AINEs. Esta inibição permite que o Ibugesic funcione simultaneamente como analgésico (para reduzir a dor), antipirético (para reduzir a febre) e agente anti-inflamatório (para controlar o inchaço e a vermelhidão dos tecidos), oferecendo um alívio geral, como em casos de dores musculares ou febres ligeiras. Este mecanismo confirma que o fármaco atua bloqueando os sinais que causam dor e inchaço.

Quais efeitos secundários são possíveis com Ibugesic?

Efeitos Secundários Possíveis e Informações de Segurança

O Ibugesic, que contém a substância ativa Ibuprofeno, é classificado como um Anti-inflamatório Não Esteroide (AINE). O seu perfil de segurança é definido por reações adversas oficialmente documentadas, organizadas de acordo com a sua frequência e o sistema fisiológico afetado.

Âmbito das Reações Adversas

Os efeitos adversos listados com maior frequência (classificados como Muito Frequentes ou Frequentes nos documentos regulamentares) afetam predominantemente o Sistema Gastrointestinal, incluindo sintomas como dispepsia, náuseas, vómitos, dor abdominal e cefaleias. Os documentos de segurança regulamentar estruturam as reações adversas em várias Classes de Sistemas de Órgãos, incluindo o Sistema Nervoso, a Pele e Tecido Subcutâneo, e os Sistemas Renal e Urinário.

Classificação Exemplos de Reações Sistemas Afetados
Frequentes Dispepsia, dor abdominal, cefaleias, tonturas Gastrointestinal, Sistema Nervoso
Pouco Comuns/Raros Reações de hipersensibilidade, várias formas de compromisso renal, distúrbios sanguíneos Sistema Imunitário, Renal/Urinário, Sangue

Reações Adversas Graves e Padrões de Risco

A documentação oficial de segurança destaca o potencial para Reações Adversas Graves, que incluem eventos com risco de vida, tais como hemorragia gastrointestinal, ulceração e perfuração, bem como o risco de eventos trombóticos cardiovasculares (por exemplo, enfarte do miocárdio ou acidente vascular cerebral). Os textos regulamentares afirmam explicitamente que o risco destas reações graves é dependente da dose e aumenta com a duração da utilização.

Notas de Segurança Específicas para Populações

O perfil de segurança inclui restrições para populações específicas: os idosos estão documentados como estando em risco significativamente superior de eventos adversos gastrointestinais graves. Além disso, o medicamento é geralmente contraindicado em indivíduos com insuficiência renal ou hepática grave, e a sua utilização é restringida durante o último trimestre da gravidez.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

As informações regulamentares oficiais descrevem o perfil de sobredosagem do Ibugesic (Ibuprofeno) com base nas manifestações clínicas documentadas e nas ações de emergência necessárias.

Manifestações de Sobredosagem Documentadas

Domínio Declarações Regulamentares Oficiais
Apresentações Comuns Os sintomas iniciais incluem frequentemente Náuseas, Vómitos, Dor abdominal, Sonolência, Tonturas e Cefaleias. Achados sensoriais como Acufenos (zumbidos) e Nistagmo estão também documentados.
Toxicidade Grave Os resultados graves oficialmente documentados incluem Convulsões, Coma (perda de consciência), Hipotensão e Insuficiência renal aguda. É também assinalado o risco de Hemorragia gastrointestinal.

Ações de Emergência Determinadas pelos Reguladores

Os reguladores afirmam consistentemente que deve ser procurada assistência médica imediata perante a suspeita de uma sobredosagem ou da ingestão de uma quantidade potencialmente tóxica. É necessário contactar os serviços de emergência se ocorrerem manifestações graves, uma vez que estas podem evoluir para uma Toxicidade Sistémica Grave, envolvendo compromisso cardíaco ou respiratório.

O tratamento listado nos documentos oficiais é sintomático e de suporte, visando a gestão dos sinais clínicos e das funções vitais. Não se conhece um antídoto específico para a sobredosagem de Ibuprofeno. É necessária monitorização hospitalar, que inclui frequentemente a observação das funções cardíaca (ECG) e renal, com uma consideração especializada para doentes pediátricos e indivíduos com compromisso de órgãos preexistente, devido ao risco acrescido de gravidade.

Usos terapêuticos de Ibugesic

O que o Ibugesic trata: principais utilizações e benefícios

O Ibugesic é geralmente utilizado para proporcionar alívio sintomático em domínios terapêuticos caracterizados por desconforto físico temporário, temperatura elevada e inflamação. A sua utilidade centra-se na abordagem de padrões de sintomas que criam uma interferência percetível na estabilidade diária. O âmbito das suas utilizações abrange diversas necessidades de saúde fundamentais.

Este medicamento é vulgarmente utilizado para a gestão de dor ligeira a moderada associada a condições como dores de cabeça, dores de dentes, dismenorreia primária (dores menstruais), entorses e distensões, bem como para ajudar na febre e dores corporais generalizadas relacionadas com a constipação comum ou gripe. É também aplicado na abordagem de sintomas relacionados com estados inflamatórios, incluindo a dor e a rigidez articular observadas em fases de artrite.

Oferece, geralmente, um alívio de suporte quando os sintomas se intensificam e é necessária assistência sintomática de curto prazo. Isto proporciona um alívio que ajuda os pacientes a lidar de forma mais constante com episódios difíceis e auxilia na manutenção da estabilidade funcional.


Facto Rápido: Domínios de Alívio Sintomático

O Ibugesic é considerado relevante em contextos clínicos que envolvam padrões de sintomas agudos ou instáveis, abordando sintomas relacionados com o desconforto físico, o desequilíbrio sistémico e estados inflamatórios.

Critérios de utilização e restrições

Perfil de Elegibilidade: Quem Pode e Quem Não Pode Utilizar Ibugesic

O Ibugesic está contraindicado (não deve ser utilizado) em diversos grupos populacionais e condições clínicas, conforme estritamente definido pelos documentos regulamentares. A sua utilização é proibida em indivíduos com hipersensibilidade conhecida ao Ibuprofeno ou a qualquer outro AINE, bem como naqueles com antecedentes de reações alérgicas (como asma ou urticária) a estes medicamentos. A não elegibilidade absoluta aplica-se também a doentes com ulceração ou hemorragia gastrointestinal ativa ou recorrente, insuficiência cardíaca, renal ou hepática grave, e a mulheres no terceiro trimestre de gravidez. É igualmente contraindicado para o tratamento da dor perioperatória após cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM).

O Uso Restrito e Condicional é determinado para outras populações. Os idosos (com 60 anos ou mais) são orientados pelas diretrizes a utilizar a dose mínima eficaz durante o período mais curto possível. Doses elevadas (iguais ou superiores a 2400 mg/dia) não são recomendadas para doentes com doença cardiovascular estabelecida. A utilização geralmente não está estabelecida para bebés com menos de seis meses de idade, e o medicamento não é recomendado para mulheres que tentam engravidar.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações do Ibugesic com outros medicamentos e produtos

O Ibugesic, que contém Ibuprofeno, possui interações documentadas com diversas classes de fármacos e medicamentos específicos, conforme descrito nas informações oficiais de prescrição regulamentares. Estas interações enquadram-se, geralmente, em categorias de risco aditivo (farmacodinâmicas) e de alteração das concentrações dos fármacos (farmacocinéticas).


Contraindicações e Restrições Formalmente Documentadas

Categoria Requisito Regulamentar
Coadministração Estritamente contraindicado com outros Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs) e doses elevadas de Ácido Acetilsalicílico devido ao risco cumulativo de eventos adversos gastrointestinais graves.
Uso Cirúrgico Contraindicado para o tratamento da dor no contexto perioperatório de cirurgia de Revascularização do Miocárdio (CRM).
Álcool O uso com álcool é restringido devido ao aumento do risco de hemorragia gastrointestinal documentado nos avisos oficiais.

Interações que Afetam a Exposição e Eficácia dos Fármacos

O Ibugesic pode reduzir a depuração renal de certos medicamentos, o que leva ao aumento dos níveis plasmáticos de fármacos coadministrados, como o Lítio e o Metotrexato, elevando o potencial de toxicidade. Reduz também o efeito pretendido de Anti-hipertensores (tais como os Inibidores da ECA e os ARA II) e Diuréticos, podendo comprometer o controlo da pressão arterial e do equilíbrio hídrico.

Para doentes que tomam Ácido Acetilsalicílico em doses baixas para proteção cardiovascular, alguns rótulos regulamentares exigem uma separação temporal: o Ibugesic deve ser tomado pelo menos 8 horas antes ou 30 minutos depois da dose de aspirina de libertação imediata. Os doentes idosos e aqueles com compromisso renal ou hepático preexistente apresentam um risco acrescido de resultados graves resultantes de interações quando o Ibugesic é coadministrado com certos medicamentos, incluindo anticoagulantes e diuréticos.

Mecanismo de ação

O Ibugesic (ibuprofeno) atua como um inibidor reversível e não seletivo das enzimas ciclooxigenase (COX), visando especificamente tanto a COX-1 (PTGS1) como a COX-2 (PTGS2). O S-enantiómero, que é a forma farmacologicamente ativa, compete pelo local ativo dentro do canal hidrofóbico das enzimas, bloqueando o acesso ao substrato. Estas isoformas enzimáticas são responsáveis pela conversão inicial e limitante do precursor lipídico ácido araquidónico em prostaglandina H2 (PGH2).

A inibição intracelular da atividade da COX leva a uma redução, dependente da dose, na biossíntese global e na subsequente libertação celular de prostanoides a jusante, incluindo prostaglandinas, prostaciclinas e tromboxanos. As consequências celulares incluem a diminuição da formação dos mediadores lipídicos prostaglandina E2 (PGE2) e prostaglandina I2 (PGI2), que são sintetizados pela COX-2. A consequência fisiológica sistémica da redução dos níveis de PGE2 e PGI2 é a modulação da sensibilização dos nociceptores aferentes e a atenuação da permeabilidade vascular e da vasodilatação. Além disso, a inibição da COX-1 plaquetária prejudica transitoriamente a geração de tromboxano A2 (TxA2), um fator chave na agregação e adesão das plaquetas.

Informações sobre dosagem e administração

Orientações Oficiais de Administração

O Ibugesic (Ibuprofeno) é administrado de acordo com regimes padronizados estabelecidos pelas autoridades reguladoras. A via mais comum é a Oral (comprimidos, cápsulas e suspensão), estando a via de Infusão Intravenosa (IV) aprovada para utilização em ambientes hospitalares agudos. Algumas formulações regionais incluem também a via Retal através de supositório.


Princípios de Dosagem e Frequência

Os protocolos de utilização determinam a aplicação da dose mínima eficaz durante o período mais curto necessário para o alívio sintomático, uma diretiva consistente em todas as rotulagens regulamentares. As doses são normalmente separadas por um intervalo de, pelo menos, 4 a 6 horas para a administração oral.

Grupo Populacional Princípio Posológico Estabelecido
Adultos (Via Oral) As doses únicas variam entre 200 mg e 400 mg. O uso mediante receita médica permite uma dose diária máxima de 3200 mg, administrada em quantidades divididas.
População Pediátrica A dosagem é calculada prioritariamente com base no peso corporal (mg/kg) ou grupo etário, em vez de quantidades fixas para adultos.
Idosos Recomenda-se uma utilização cautelosa, com uma possível necessidade de redução da dose se a função renal ou hepática estiver comprometida.

Requisitos Contextuais e de Procedimento

As formas orais podem ser tomadas com alimentos ou leite para ajudar a mitigar um eventual desconforto gastrointestinal. Para a via IV, a solução deve ser diluída antes da infusão utilizando soluções compatíveis, e a infusão deve ser administrada durante um período mínimo de 30 minutos. No caso de uma dose ser esquecida, as instruções regulamentares aconselham a omitir a dose esquecida e a tomar a dose seguinte no horário agendado; não deve ser tomada uma dose dupla.

Estes protocolos padronizados definem os limites de administração, ditando a via, quantidade, frequência e duração da utilização, conforme estabelecido pelas agências oficiais de saúde governamentais.

Evidência clínica recente

Evidência de Investigação / Visão Geral dos Estudos sobre o Ibugesic


Evidência para Utilização em Dor Aguda e Desconforto

A investigação que examinou os resultados relacionados com o desconforto físico utiliza primordialmente Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA) de curta duração e revisões sistemáticas. Estes estudos foram aplicados em contextos de investigação que envolvem sintomas flutuantes ou instáveis, tais como cefaleias, dor dentária e dores musculares. Os investigadores medem tipicamente a intensidade da dor utilizando escalas padronizadas e também monitorizaram o intervalo de tempo até às alterações medidas na intensidade dos sintomas e a proporção de participantes que necessitam de medicação analgésica adicional dentro do período de observação.

Os estudos realizados durante períodos de maior atividade sintomática reportaram várias alterações medidas nas pontuações de intensidade da dor dos participantes ao longo de curtos períodos de acompanhamento (tipicamente variando entre algumas horas e 48 horas). A investigação destaca as alterações medidas durante o período do estudo, contribuindo para a compreensão de como os doentes relataram a sua experiência de dor aguda.

No entanto, as durações do acompanhamento foram limitadas em muitos destes ensaios, o que significa que os resultados funcionais a longo prazo e os padrões de gestão da dor que se prolongam além da fase aguda inicial não estão bem caracterizados. Além disso, a qualidade da evidência varia entre os estudos, e a evidência comparativa face a certos tratamentos específicos pode ser escassa em ensaios dedicados de larga escala.


Evidência para Utilização no Aumento da Temperatura Corporal (Febre)

A investigação que estudou padrões associados ao desequilíbrio sistémico ou funcional, particularmente em crianças, utiliza sobretudo Ensaios Clínicos Controlados e Aleatorizados (ECA) de curta duração e Revisões Sistemáticas abrangentes. Estes estudos foram avaliados em populações com febre e exploraram resultados relacionados com alterações episódicas ou agudas. Os investigadores medem frequentemente a alteração na temperatura corporal em relação ao valor basal em intervalos de tempo definidos (por exemplo, uma, quatro e seis horas) e avaliam a taxa global de variação da temperatura.

Os resultados descrevem padrões observados nos estudos relacionados com o grau medido de variação da temperatura e o intervalo de tempo até ser registada a temperatura mais baixa durante o período do estudo. A investigação também reportou pontuações medidas relacionadas com o desconforto do doente ou irritabilidade nas populações observadas. Este corpo de evidência contribui para o panorama mais vasto de evidência relacionado com episódios febris agudos.

Os dados para certos grupos permanecem insuficientes, dado que algumas revisões abrangentes anteriores incluíram estudos que tinham populações mistas de crianças febris e não febris, o que introduz heterogeneidade (variabilidade) nos resultados. Adicionalmente, estes estudos de curta duração fornecem informações limitadas sobre resultados a longo prazo no que diz respeito à utilização repetida do agente para a febre durante um período prolongado.


Evidência para a Gestão de Sintomas em Condições Inflamatórias

Ensaios Clínicos Controlados e Revisões Sistemáticas exploraram padrões associados a condições que apresentam ciclos de estabilidade e exacerbações, tais como certas perturbações articulares crónicas. A investigação nestes contextos foi avaliada em populações com resultados ligados a estados inflamatórios ou irritativos e condições marcadas por limitações funcionais. Os resultados primários examinaram alterações nas medidas de intensidade da dor, escalas de incapacidade (como o índice WOMAC) e avaliações da rigidez e do estado funcional global.

Os ensaios reportaram a forma como os sintomas evoluíram nas populações observadas ao longo de períodos de acompanhamento intermédios. Os estudos descreveram padrões no estado funcional e a avaliação de medidas de rigidez em participantes com perturbações articulares. A investigação contribui para o panorama de evidência mais vasto relacionado com alterações de curto prazo no estado funcional em cenários com cargas sintomáticas variáveis.

Contudo, as durações do acompanhamento foram limitadas em muitos estudos focados neste medicamento em condições crónicas, quando comparadas com a duração das próprias doenças. A evidência comparativa que explora padrões de sintomas a longo prazo permanece limitada, uma vez que a evidência deriva frequentemente de estudos que incluem múltiplos Anti-inflamatórios Não Esteroides (AINEs) em conjunto.


Evidência em Populações Especiais

A investigação explorou o que foi observado com o Ibugesic em vários grupos específicos de doentes. As populações pediátricas e infantis foram amplamente estudadas quanto a resultados relacionados com a febre e dor aguda, com estudos que incluíram crianças desde a primeira infância até à adolescência. Além disso, a investigação explorou padrões em idosos incluídos em ensaios para resultados relacionados com a dor crónica. Estes achados descrevem padrões de grupo observados nestas demografias específicas. Os dados para certos grupos permanecem insuficientes no que toca a resultados a longo prazo em crianças muito jovens ou naquelas com condições de saúde preexistentes complexas, não abordadas especificamente nos ensaios clínicos primários.


Estudos de Longo Prazo e Durações de Acompanhamento

A investigação sobre o Ibugesic abrange uma vasta gama de períodos de observação, diferenciando entre ensaios de muito curta duração (algumas horas, típicos para dor aguda e febre) e períodos de acompanhamento intermédios a longos (semanas a vários meses, para sintomas de dor crónica). Embora a evidência de curto prazo seja substancial em muitos estudos, os dados mostram padrões relacionados com resultados que refletem alterações episódicas ou agudas. A evidência que explora a estabilidade a longo prazo dos resultados observados em acompanhamentos de muito longo prazo (por exemplo, vários anos) é geralmente limitada na literatura científica. Os estudos monitorizaram resultados relacionados com o desequilíbrio funcional e o nível de atividade ao longo de intervalos de tempo definidos, mas a estabilidade dos achados a longo prazo não está totalmente estabelecida para uma utilização sustentada.


O que Ainda é Incerto na Investigação sobre o Ibugesic

Apesar da amplitude da investigação, a qualidade da evidência varia entre os estudos e subsistem várias áreas onde a certeza é baixa ou onde os dados ainda estão a surgir. Por exemplo, falta evidência comparativa nalguns ensaios diretos contra outros tratamentos específicos, e as dimensões das amostras foram modestas nalgumas análises comparativas de subgrupos. A investigação não determina se um indivíduo irá responder de forma semelhante, e os resultados dos estudos refletem as condições específicas sob as quais foram realizados. Existe informação limitada sobre resultados a longo prazo relativos ao alívio sintomático sustentado em condições crónicas, e os dados para certos grupos permanecem insuficientes no que respeita a comorbilidades muito específicas.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Ibugesic (FAQ)


P: Quanto tempo demora o Ibugesic a começar a fazer efeito para aliviar a dor?

De acordo com as informações oficiais do produto, o Ibugesic (ibuprofeno) é geralmente bem absorvido após a administração. Estudos indicam que a concentração do medicamento atinge o seu pico na corrente sanguínea — momento em que a concentração terapêutica máxima é frequentemente observada — tipicamente entre 1 a 2 horas após a toma da suspensão oral.


P: O que devo fazer se me esquecer de tomar uma dose?

As instruções regulamentares aconselham que, se uma dose de Ibugesic for esquecida, o doente deve omitir a dose esquecida por completo. A dose seguinte deve ser tomada no horário habitual programado. É importante que não seja tomada uma dose dupla para compensar a que foi esquecida.


P: Por que razão o uso de Ibugesic é restringido com o consumo de álcool?

Os documentos regulamentares indicam que o uso de ibuprofeno com álcool é restringido devido a um aumento significativo do risco de hemorragia gastrointestinal grave. Os avisos oficiais enfatizam que esta combinação eleva o potencial de hemorragias gástricas ou intestinais severas.


P: Posso tomar Ibugesic se estiver a tomar Aspirina em dose baixa para proteção cardíaca?

O Ibugesic (ibuprofeno) pode interferir com o efeito antiagregante plaquetário pretendido da aspirina em dose baixa. Para uma coadministração necessária, os rótulos regulamentares indicam a separação do horário das tomas. Especificamente, o Ibugesic deve ser tomado pelo menos 8 horas antes ou 30 minutos depois da dose de aspirina de libertação imediata.


P: O Ibugesic está disponível em injeção ou apenas em comprimidos?

O ibuprofeno, a substância ativa do Ibugesic, está disponível em múltiplas formas farmacêuticas e vias de administração, conforme listado na informação do produto. Estas formas incluem tipos comuns como comprimidos, cápsulas e suspensão oral. Existem também formulações específicas aprovadas para uso hospitalar, tais como as destinadas a injeção intravenosa (IV).


P: O Ibugesic é um antibiótico?

Não, o Ibugesic não é classificado como um antibiótico. O medicamento é categorizado como um Anti-inflamatório Não Esteroide (AINE). A sua ação consiste em aliviar a dor, reduzir a febre e controlar a inflamação através do bloqueio de mediadores químicos, e não através do tratamento de infeções bacterianas.


P: Posso partir um comprimido de Ibugesic ao meio para obter uma dose mais baixa?

A capacidade de partir um comprimido ao meio depende da formulação específica do produto e da existência de uma ranhura ou vinco. Os comprimidos só devem ser partidos se possuírem uma ranhura e apenas se a rotulagem do produto ou o seu profissional de saúde confirmarem que essa forma específica de comprimido é adequada para ser partida, garantindo assim a precisão da dose.


P: Quais são os sinais de uma reação alérgica grave ao Ibugesic?

Os avisos oficiais descrevem sinais de uma reação alérgica severa ao Ibugesic, que podem incluir sintomas como urticária, inchaço facial, dificuldade respiratória (sibilos), vermelhidão da pele ou formação de bolhas. Se estes sinais forem observados, a informação do produto recomenda a interrupção do uso e a procura imediata de ajuda médica de emergência.

Como Ibugesic deve ser armazenado e descartado?

Como conservar e eliminar o Ibugesic?

O Ibugesic (suspensão oral de ibuprofeno) deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, entre os 20°C e os 25°C. É obrigatório proteger o medicamento do congelamento e do calor excessivo.


Armazenamento e Segurança Infantil

Conserve o produto na posição vertical, dentro da sua embalagem original, garantindo que esta se encontra bem fechada. O medicamento deve ser mantido estritamente fora do alcance e da vista das crianças.


Instruções para Eliminação

O Ibugesic não utilizado ou com o prazo de validade expirado não deve ser deitado na sanita nem despejado num ralo. A eliminação deve ser feita preferencialmente através de um programa de retoma de medicamentos (como os pontos de recolha existentes nas farmácias). Caso não existam programas disponíveis, o produto deve ser misturado com uma substância indesejável, colocado num saco selado e descartado no lixo doméstico.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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