Ibef

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Revisão médica

Marina Burgos

Última atualização 10/01/2026

Esta página fornece informações gerais e de referência compiladas a partir de fontes médicas oficiais. Não substitui aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento. Para decisões sobre a sua saúde, consulte um profissional de saúde qualificado.

Visão geral de Ibef

Factos Rápidos

Propriedade Descrição
Princípios Ativos Irbesartan e Hidroclorotiazida
Forma Comprimido revestido por película (Forma farmacêutica oral)
Classe Farmacológica Antagonista dos Recetores da Angiotensina II (ARA II) e Diurético Tiazídico
Uso Comum Controlo da tensão arterial elevada (Hipertensão)
Origem Composto sintético/químico

Que tipo de medicamento é o Ibef? (Definição e Classificação)

O Ibef é um medicamento de associação de dose fixa, sujeito a receita médica, classificado como um agente anti-hipertensor, o que significa que a sua função principal é o controlo da tensão arterial elevada (hipertensão). Este fármaco sintético é administrado por via oral sob a forma de comprimido revestido por película. Os produtos de associação como o Ibef são clinicamente reconhecidos pela sua utilidade quando a tensão arterial não é controlada por um único agente isolado, uma estratégia sustentada por estudos farmacológicos. Esta abordagem dupla proporciona uma estratégia de tratamento abrangente, visando duas vias fisiológicas distintas envolvidas na regulação da tensão arterial.


Composição: Irbesartan e Hidroclorotiazida

O medicamento contém dois princípios ativos distintos: o Irbesartan e a Hidroclorotiazida. O Irbesartan pertence à classe dos Antagonistas dos Recetores da Angiotensina II (ARA II), que atuam através do sistema vascular. Por outro lado, a Hidroclorotiazida é um tipo de diurético tiazídico, um composto derivado quimicamente da classe das sulfonamidas. A utilização desta combinação específica de um ARA II com um diurético é uma prática padrão, existindo alternativas populares com os mesmos princípios ativos comercializadas sob marcas como Avalide e Irbetan Plus.


Objetivo Geral: Como o Ibef ajuda a controlar a tensão arterial

O benefício geral do Ibef é alcançar um efeito de redução da tensão arterial mais potente e estável do que qualquer um dos agentes conseguiria isoladamente. Isto acontece porque os dois componentes desempenham funções complementares: o Irbesartan atua na promoção da vasodilatação, permitindo que os vasos sanguíneos relaxem, enquanto a Hidroclorotiazida auxilia na diurese, reduzindo o volume excessivo de líquidos e sal na corrente sanguínea. Um cenário de utilização típico para esta combinação consiste em proporcionar um controlo estável, numa toma única diária, para doentes adultos com hipertensão estabelecida. Esta ação combinada é o mecanismo fundamental através do qual o Ibef contribui para a manutenção de uma função cardiovascular mais saudável.

Quais efeitos secundários são possíveis com Ibef?

Possíveis efeitos secundários e informações de segurança

O perfil de segurança oficial do Ibef (Irbesartan/Hidroclorotiazida) é definido com base em reações adversas documentadas e em restrições fisiológicas específicas. O perfil de risco do medicamento é categorizado de acordo com a frequência dos efeitos e os sistemas orgânicos envolvidos.


Reações Adversas Classificadas por Frequência

As reações adversas são formalmente categorizadas com base nas taxas de incidência observadas em populações clínicas:

  • Frequentes (Relatadas em ≥ 1% e < 10% dos doentes): Tonturas, fadiga, cefaleias e dor musculoesquelética. Efeitos gastrointestinais, tais como náuseas ou vómitos, também são documentados de forma frequente.
  • Pouco frequentes (Relatadas em ≥ 0,1% e < 1% dos doentes): Edema (inchaço), síncope (desmaio), hipotensão e disfunção sexual.

Limitações Graves de Segurança e Populações Especiais

Existem preocupações de segurança e restrições clinicamente significativas que devem ser consideradas. O componente Irbesartan acarreta um risco documentado de angioedema, que envolve o inchaço rápido do rosto, lábios, língua e/ou garganta. O componente Hidroclorotiazida está associado a riscos de miopia aguda e glaucoma secundário de ângulo fechado, bem como a desequilíbrio eletrolítico profundo, como a hipocalemia ou hipercalemia.

As contraindicações estão explicitamente definidas para determinados grupos. A utilização é contraindicada durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez, devido ao risco de danos fetais. Adicionalmente, o medicamento não é recomendado ou está contraindicado em doentes com anúria, compromisso renal grave (depuração da creatinina ≤ 30 mL/min) ou hipersensibilidade conhecida a medicamentos derivados das sulfonamidas.

Sobredosagem e resposta em caso de emergência

Sobredosagem e quando procurar ajuda

A sobredosagem de Ibef (Irbesartã/Hidroclorotiazida) está oficialmente documentada como apresentando manifestações fisiológicas graves que requerem atenção médica imediata. O sinal mais provável relacionado com a componente Irbesartã é a Hipotensão, caracterizada por uma queda excessiva e potencialmente grave da pressão arterial, frequentemente acompanhada por alterações na frequência cardíaca, tais como Taquicardia ou Bradicardia.

A sobre-exposição à componente Hidroclorotiazida causa primariamente um desequilíbrio profundo de fluidos e eletrólitos, incluindo Hipocalémia (baixo nível de potássio) e Hiponatrémia (baixo nível de sódio). Os sinais clínicos deste desequilíbrio podem envolver fadiga muscular, fraqueza, sonolência e redução do débito urinário (oligúria).

Os documentos confirmam que podem ocorrer resultados graves, tais como Insuficiência Renal Aguda, Arritmia Cardíaca (secundária a hipocalémia grave) e Coma Hepático em doentes suscetíveis com função hepática comprometida.

Procure assistência médica imediata em caso de suspeita de qualquer sobredosagem. O tratamento é sintomático e de suporte, focando-se na correção das anomalias eletrolíticas e no tratamento da hipotensão. Não é conhecido nenhum antídoto específico para a sobredosagem de Ibef. A monitorização dos sinais vitais e dos eletrólitos séricos é necessária durante a recuperação.

Usos terapêuticos de Ibef

O que o Ibef trata: principais utilizações e benefícios

O benefício terapêutico central do Ibef (Irbesartan/Hidroclorotiazida) é relevante para o controlo a longo prazo da tensão arterial elevada, um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. Esta associação de dose fixa é considerada pertinente para o tratamento da Hipertensão Essencial em adultos, especificamente quando os valores da tensão arterial não são controlados de forma adequada através de uma terapêutica inicial.

Esta combinação é comummente utilizada para auxiliar na gestão de quadros clínicos complexos. A sua aplicação foca-se na abordagem de sintomas relacionados com o desequilíbrio sistémico e com o aumento da atividade fisiológica.

O medicamento é geralmente aplicado em condições caracterizadas por períodos de maior stress fisiológico. Este fármaco apoia o controlo da tensão arterial elevada, auxilia na manutenção da estabilidade funcional e pode fazer parte da gestão sintomática dos riscos a longo prazo associados à hipertensão não controlada.

“Esta abordagem é relevante quando a tensão arterial elevada se mostra resistente ao tratamento com apenas um fármaco, proporcionando um alívio de suporte quando os sintomas interferem com as atividades quotidianas.”


Facto Rápido: Alívio da Tensão Arterial Elevada

  • Cenário Real Comum: Aplicado em casos onde a tensão arterial é resistente à terapia inicial com um único fármaco.
  • Foco no Benefício Central: Auxilia o doente na manutenção de uma sensação de estabilidade e de controlo sobre a tensão arterial.
  • Benefício-Chave: Apoia o doente durante episódios difíceis, reduzindo o impacto de uma tensão arterial persistentemente elevada.

Critérios de utilização e restrições

Quem pode e quem não pode utilizar Ibef?

O medicamento Ibef (Irbesartã/Hidroclorotiazida) está aprovado para utilização em adultos com hipertensão essencial cujos valores da pressão arterial não se encontram adequadamente controlados através de um único medicamento. A elegibilidade é definida com base no perfil demográfico e nas condições de saúde preexistentes do doente.

Populações Contraindicadas

O Ibef está contraindicado em doentes com:

  • Hipersensibilidade ao Irbesartã ou a qualquer fármaco derivado das sulfonamidas (devido à componente de Hidroclorotiazida).
  • Anúria (ausência de produção de urina).
  • Comprometimento renal grave (depuração da creatinina inferior ou igual a 30 mL/min).
  • Comprometimento hepático grave, cirrose biliar ou colestase.
  • Gravidez (segundo e terceiro trimestres) ou amamentação.
  • Diabetes mellitus ou comprometimento renal que estejam a tomar simultaneamente aliscireno.

Elegibilidade e Restrições de Idade

População Estatuto de Aprovação
Crianças e Adolescentes Não recomendado; a segurança e eficácia não foram estabelecidas.
Idosos A utilização é geralmente aceite; não é necessário ajuste da dose apenas com base na idade.
Gravidez Contraindicado no 2.º e 3.º trimestres; não recomendado no 1.º trimestre.

Restrições Baseadas em Condições de Saúde

A utilização requer precaução especial em doentes com condições tais como função hepática comprometida, lúpus eritematoso sistémico (LES), ou depleção grave de sódio ou de volume, e não é recomendada para indivíduos com aldosteronismo primário.

O que devo saber sobre interações com outros medicamentos?

Interações com outros medicamentos e produtos

O Ibef, uma associação de dose fixa de um Antagonista dos Recetores da Angiotensina II (ARA II) e de um Diurético Tiazídico, possui padrões de interação oficialmente documentados com base na informação regulamentar.

Restrições Formais e Combinações Contraindicadas

A administração conjunta com o inibidor direto da renina, o Aliscireno, é contraindicada em doentes específicos. Esta proibição aplica-se a doentes com diabetes ou com compromisso renal moderado a grave (Taxa de Filtração Glomerular < 60 mL/min), devido ao risco significativo de hipercalemia, falência renal e hipotensão grave.

Interações Farmacodinâmicas e Farmacocinéticas Documentadas

A utilização concomitante de Ibef com preparações de lítio não é, geralmente, recomendada, uma vez que o componente diurético reduz a depuração do lítio, o que leva a um risco elevado de toxicidade pelo lítio.

Agente de Interação Descrição Oficial da Interação
AINEs / Inibidores da COX-2 Aumento do risco de compromisso renal e redução do efeito anti-hipertensor.
Agentes Poupadores de Potássio Risco acrescido de hipercalemia (níveis elevados de potássio no sangue).
Resinas Fixadoras de Ácidos Biliares Redução da absorção do componente diurético (interação farmacocinética).

Para mitigar a redução da absorção, o Ibef deve ser administrado pelo menos uma hora antes ou quatro horas após a toma de resinas fixadoras de ácidos biliares, tais como a colestiramina ou o colestipol. Além disso, o uso conjunto com álcool, barbitúricos ou narcóticos está documentado como causador de uma potenciação da hipotensão ortostática.

Mecanismo de ação

Como o Ibef atua: mecanismo de ação

O Ibef atua como um inibidor competitivo não seletivo das enzimas ciclo-oxigenase (COX), atuando tanto sobre a COX-1 como sobre a COX-2. Ao ligar-se de forma reversível ao local ativo destas enzimas, o fármaco interrompe a cascata do ácido araquidónico, bloqueando a biossíntese de eicosanoides, o que inclui as prostaglandinas e os tromboxanos responsáveis pela promoção da inflamação e pela sensibilização à dor.

Este bloqueio molecular resulta em diversas modulações fisiológicas a nível sistémico. No sistema periférico, a redução na síntese de prostaglandinas diminui a vasodilatação local e a permeabilidade vascular, atenuando as alterações bioquímicas associadas à inflamação e reduzindo a sensibilização dos nociceptores periféricos (os recetores sensíveis à dor). A nível central, a supressão da síntese da prostaglandina E2 no hipotálamo permite que o ponto de regulação térmica do corpo seja reduzido, conduzindo à antipirese (redução da febre). A inibição não seletiva da COX-1 estende também o efeito do fármaco a sistemas que medeiam a agregação plaquetária e a proteção da mucosa gástrica, influenciando a atividade bioquímica global nestas funções.

Informações sobre dosagem e administração

Como o Ibef é utilizado (Princípios Oficiais de Administração)

O Ibef, uma associação de dose fixa que contém Irbesartan e Hidroclorotiazida, é administrado por via oral sob a forma de comprimido revestido por película para o controlo a longo prazo da tensão arterial elevada. O princípio geral para a sua utilização envolve uma toma única diária, com dosagens normalizadas e um esquema específico de ajuste baseado na resposta do doente.


Regime Posológico Oficial

O medicamento é prescrito para administração uma vez por dia. A dosagem é habitualmente iniciada com uma concentração mais baixa, podendo ser aumentada se o controlo da tensão arterial permanecer inadequado após um período mínimo. A dose máxima recomendada é de 300 mg de Irbesartan / 25 mg de Hidroclorotiazida uma vez por dia.

Dose (Irbesartan/HCTZ) Princípio de Utilização Contextual
150 mg/12.5 mg Dose inicial padrão para a terapêutica.
300 mg/25 mg Concentração máxima recomendada.

Princípios de Administração e Ajuste

O Ibef pode ser administrado com ou sem alimentos. Quando se altera a dosagem, o efeito anti-hipertensor máximo é geralmente atingido num período de duas a quatro semanas, o que fundamenta o período de espera necessário de uma a duas semanas antes de se considerar qualquer aumento adicional da dose. A associação não é recomendada como terapia inicial para doentes com depleção do volume intravascular. Além disso, o medicamento não está indicado para utilização em doentes com compromisso renal grave ou compromisso hepático grave, e a sua segurança não foi estabelecida em doentes pediátricos.

Evidência clínica recente

Evidência de investigação / Visão geral dos estudos sobre o Ibef

A investigação primária que explorou a combinação Ibef (Irbesartã/Hidroclorotiazida) incluiu ensaios clínicos controlados e aleatorizados (ECA) realizados durante curtos períodos de tempo. Estes estudos analisaram a combinação quando a pressão arterial elevada, ou hipertensão, não era adequadamente controlada por um único medicamento. Os resultados descrevem padrões em que a combinação foi associada a alterações documentadas nas medições da pressão arterial em comparação com um placebo ou com os componentes isolados.

A investigação também analisou ensaios onde a combinação foi utilizada como tratamento inicial em doentes com hipertensão arterial de moderada a grave. Os dados mostram padrões relacionados com uma velocidade e magnitude específicas de alteração nas medições da pressão arterial em momentos precoces; além disso, uma proporção mais elevada de participantes atingiu os objetivos de medição da pressão arterial predefinidos mais cedo do que aqueles que iniciaram a monoterapia.

O contexto de investigação para a componente Irbesartã está estabelecido através de ensaios clínicos aleatorizados de larga escala e de longa duração em doentes com Diabetes Tipo 2 que também apresentam sinais de lesão renal. Estas conclusões descreveram padrões associados a observações que sugeriram uma progressão mais lenta de um parâmetro renal composto. É importante notar que a combinação Ibef não foi o objeto específico destes estudos de larga escala sobre resultados renais primários; a evidência é extraída dos dados da monoterapia com Irbesartã.

O que permanece incerto é a abrangência dos resultados a longo prazo estudados para a combinação. A duração do acompanhamento para estes ensaios fundamentais de eficácia na pressão arterial foi, geralmente, limitada. Os dados de longo prazo relativos ao impacto clínico da combinação na redução de eventos cardiovasculares major ainda não estão totalmente estabelecidos. As entidades baseiam-se nos dados estabelecidos de longo prazo para a componente Irbesartã em monoterapia para derivar o potencial de redução do risco cardiovascular. Além disso, existe uma lacuna de evidência comparativa ao confrontar esta combinação com outros tratamentos de toma dupla para a hipertensão.

Perguntas frequentes (FAQ)

Perguntas frequentes sobre o Ibef (FAQ)

Q: Com que rapidez o Ibef começa normalmente a manifestar os seus efeitos pretendidos?

A: Os documentos indicam que os efeitos máximos de redução da pressão arterial do Ibef podem ser observados no prazo de duas a quatro semanas após qualquer alteração na dose. Este efeito máximo é o principal ponto de referência utilizado para avaliar o controlo da hipertensão.

Q: O que acontece se eu tomar acidentalmente demasiado Ibef (sintomas de sobredosagem)?

A: Os sintomas relatados em casos de sobredosagem estão principalmente relacionados com os seus componentes. O Irbesartã pode levar a hipotensão grave (pressão arterial muito baixa) e a um ritmo cardíaco acelerado (taquicardia). A Hidroclorotiazida pode levar a uma perda excessiva de líquidos e a desequilíbrios eletrolíticos, tais como níveis de potássio perigosamente baixos.

Q: O Ibef pode ser esmagado ou partido se houver dificuldade em engolir um comprimido?

A: Os comprimidos de Ibef destinam-se a ser engolidos inteiros. Não se recomenda que sejam partidos, esmagados ou mastigados antes de serem engolidos. Isto deve-se ao facto de o comprimido ter sido concebido para ser absorvido de uma forma específica.

Q: Existem certas condições médicas que impedem uma pessoa de tomar Ibef?

A: Sim, existem condições específicas onde a utilização de Ibef é contraindicada, tais como comprometimento renal grave ou ausência total de produção de urina (anúria). Também é contraindicado durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez. Recomenda-se precaução especial em pessoas com condições como Lúpus Eritematoso Sistémico (LES).

Q: Que tipo de monitorização (análises ao sangue, check-ups) é necessária durante a toma de Ibef?

A: Devido ao potencial para causar alterações de fluidos e eletrólitos, recomenda-se a monitorização dos eletrólitos séricos (como o potássio). A monitorização dos níveis de lítio sérico também é recomendada para doentes que tomem simultaneamente preparações de lítio.

Q: O Ibef é um medicamento genérico ou um medicamento de marca?

A: As substâncias ativas, Irbesartã e Hidroclorotiazida, estão amplamente disponíveis como medicamento genérico. A combinação também é comercializada sob várias marcas a nível global, garantindo que diferentes versões estão disponíveis.

Q: É comum sentir náuseas ou desconforto gástrico ao iniciar o Ibef?

A: Os dados de segurança listam náuseas, vómitos e dor abdominal como efeitos secundários comuns, tendo sido relatados em 1% a 10% dos doentes durante os estudos. Estes efeitos podem ser mais percetíveis ao iniciar o tratamento.

Q: A toma de Ibef pode causar alterações no apetite ou no peso?

A: A perda de apetite (anorexia) está listada como um efeito secundário raro associado ao medicamento. Alterações significativas no peso não estão listadas entre as reações adversas mais comuns.

Q: Existem riscos de segurança a longo prazo conhecidos associados à toma de Ibef durante anos?

A: Embora os estudos a longo prazo para o produto combinado sejam limitados, a componente hidroclorotiazida tem sido associada a um risco de Cancro da Pele Não-Melanoma (CPNM) com o aumento da dose cumulativa ao longo de anos de utilização.

Q: O que devo fazer se me esquecer de uma dose de Ibef?

A: Se uma dose for esquecida, esta deve ser tomada assim que possível. Se estiver quase na hora da próxima dose agendada, a recomendação é saltar a dose esquecida. Os doentes devem evitar tomar uma dose dupla.

Q: O Ibef afetará os resultados de análises ao sangue de rotina?

A: Sim, o medicamento pode afetar os resultados de certos exames laboratoriais. Especificamente, a componente diurética pode causar desequilíbrios eletrolíticos. Pode também afetar potencialmente os níveis de iodo ligado às proteínas séricas (PBI).

Q: Qual é a duração típica do tratamento com Ibef?

A: O Ibef está indicado para o tratamento a longo prazo da hipertensão. A duração do tratamento é uma decisão clínica gerida de forma continuada por um profissional de saúde.

Q: Qual é a semivida do Ibef no organismo?

A: A semivida de eliminação terminal para a componente Irbesartã é normalmente de 11 a 15 horas. A componente Hidroclorotiazida tem uma semivida plasmática que varia entre as 5,6 e as 14,8 horas.

Q: O Ibef é eficaz para todas as fases da condição que trata?

A: O Ibef é indicado para adultos cuja pressão arterial não é adequadamente controlada por um único medicamento. Também pode ser utilizado como tratamento inicial para doentes com hipertensão moderada a grave que necessitem de vários medicamentos para atingir os seus objetivos.

Q: As pessoas relatam sentir-se mais irritáveis ou ansiosas com o Ibef?

A: Em estudos clínicos, a ansiedade e o nervosismo foram relatados como efeitos secundários comuns (1% a 10% dos doentes). As perturbações emocionais foram também listadas como um efeito secundário pouco frequente (menos de 1% dos doentes).

Q: Existe um risco mais elevado de sensibilidade ao sol durante a utilização de Ibef?

A: Sim, a fotossensibilidade (aumento da sensibilidade ao sol) foi relatada na experiência pós-comercialização. Os doentes são aconselhados a tomar as precauções adequadas quando expostos à luz solar.

Q: A toma de Ibef pode causar boca seca ou visão turva?

A: As reações adversas incluem a boca seca (xerostomia) e a visão turva como efeitos secundários raros. A componente Hidroclorotiazida também inclui um aviso sobre o risco de condições oculares graves, incluindo miopia aguda e glaucoma secundário de ângulo fechado.

Q: Como é que o Ibef atua a nível celular para alcançar os seus benefícios?

A: O Ibef visa a pressão arterial através de dois mecanismos. O Irbesartã atua bloqueando o Recetor da Angiotensina II, provocando o alargamento dos vasos sanguíneos. A Hidroclorotiazida atua nos rins para aumentar a excreção de sal e água, reduzindo o volume de fluido na corrente sanguínea.

Q: Uma pessoa com intolerância à lactose pode tomar Ibef?

A: Muitas formulações contêm lactose mono-hidratada. Doentes com doenças hereditárias como intolerância à galactose ou deficiência de lactase de Lapp devem evitar a toma do medicamento.

Q: Qual é a diferença entre a marca e as versões genéricas do Ibef?

A: As versões genéricas devem ser bioequivalentes ao produto original. Isto significa que o medicamento genérico deve fornecer a mesma quantidade de substâncias ativas na corrente sanguínea durante o mesmo período, garantindo um efeito equivalente.

Q: Quanto tempo permanece o Ibef no seu sistema após a última dose?

A: O tempo de eliminação está relacionado com a semivida. O Irbesartã tem uma semivida de 11 a 15 horas. Após a última dose, demora normalmente cerca de quatro a cinco semividas para que o fármaco seja quase completamente eliminado.

Q: É comum o Ibef ser utilizado em combinação com outros fármacos?

A: Sim, o Ibef pode ser administrado com outros agentes anti-hipertensores conforme a orientação de dosagem.

Q: O Ibef irá interferir com a minha capacidade de conduzir ou utilizar máquinas?

A: Uma vez que este medicamento pode causar tonturas, vertigens ou desmaios, recomenda-se precaução. Doentes que sintam estes efeitos devem ter cautela ao conduzir ou utilizar máquinas.

Q: Existem alergénios conhecidos nos ingredientes inativos do Ibef?

A: O medicamento é contraindicado em caso de hipersensibilidade conhecida a qualquer um dos seus componentes (ativos ou inativos). Ingredientes como a lactose mono-hidratada estão listados na composição.

Q: O Ibef pode ser utilizado em doentes com antecedentes de depressão?

A: A depressão é listada como uma reação adversa pouco frequente (menos de 1%). Não existe uma contraindicação específica baseada apenas nos antecedentes de depressão do doente.

Q: O Ibef é comummente prescrito para crianças ou adolescentes?

A: A segurança e a eficácia do produto combinado não foram estabelecidas em crianças e adolescentes, pelo que a sua utilização não é recomendada neste grupo etário.

Como Ibef deve ser armazenado e descartado?

Requisitos de Armazenamento

O Ibef (Irbesartã/Hidroclorotiazida) deve ser conservado a uma temperatura ambiente controlada, idealmente entre os 20°C e os 25°C. As orientações permitem variações temporárias de temperatura até aos 30°C. O medicamento deve ser protegido do calor excessivo e da humidade, sendo estritamente proibido armazenar os comprimidos num ambiente onde possam congelar.

Para manter a integridade do produto, os comprimidos devem permanecer na sua embalagem original, com a tampa bem fechada e protegidos da luz direta. O armazenamento deve garantir que o medicamento seja sempre mantido fora da vista e do alcance das crianças.

Instruções de Eliminação

O Ibef não utilizado ou fora do prazo de validade deve ser eliminado seguindo todos os regulamentos ambientais locais e nacionais aplicáveis. O método de eliminação preferencial é a utilização de um programa oficial de retoma de medicamentos. Se este não estiver disponível, a eliminação doméstica envolve a mistura dos comprimidos com uma substância desagradável (como terra ou borras de café) e o acondicionamento da mistura num recipiente selado antes de o colocar no lixo.

Atenção! Sempre consulte um médico ou farmacêutico antes de usar pílulas ou medicamentos.

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